Categoria: MUNDO

  • Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

    Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

    “Se houver interesse político dos governantes do mundo inteiro, se encontrará um jeito de colocar o café da manhã, o almoço e a janta para o povo pobre do mundo inteiro”, disse Lula

    Após participar do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (13) que a fome não é um problema econômico, mas um problema político.

    “Se houver interesse político dos governantes do mundo inteiro, se encontrará um jeito de colocar o café da manhã, o almoço e a janta para o povo pobre do mundo inteiro”, destacou, durante coletiva de imprensa após o evento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

    Para Lula, só será possível acabar com a fome no mudo “quando houver indignação da humanidade”. “Há muito tempo, se dizia que a gente não ia ter capacidade tecnológica de produzir alimento para acompanhar o crescimento da humanidade”.

    “Hoje, nós produzimos quase duas vezes o alimento necessário. Não basta produzir, é preciso consumir, é preciso chegar até as pessoas. E fazer com que as pessoas recebam esse alimento. E é preciso ter renda.”

    Ao final da coletiva, o presidente voltou a classificar a fome como uma questão política e disse esperar discutir o tema em todos os fóruns mundiais dos quais participar.

    “O mundo é desigual porque a economia, tal como ela é pensada, leva à um mundo desigual”.

    “Podem gostar ou não gostar, mas, em todos os fóruns em que eu participar, os dirigentes políticos vão me ouvir falar da desigualdade racial, da desigualdade de comida, da desigualdade do salário, da desigualdade de tudo”, concluiu.

    Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

  • Casal separado em sequestro do Hamas se reencontra em Israel após 2 anos

    Casal separado em sequestro do Hamas se reencontra em Israel após 2 anos

    Noa Argamani e Avinatan Or foram sequestrados pelo Hamas nos ataques em uma festa rave em Israel em 7 de outubro de 2023

    Nesta segunda-feira (13), o casal Noa Argamani e Avinatan Or se reencontraram após serem sequestrados e separados nos ataques de 7 de outubro de 2023, que o Hamas executou em um festival em Israel. O sequestro dos jovens marcou a invasão do grupo terrorista com milhares de imagens e vídeos do momento circulando as redes sociais.

    No ataque do Hamas na festa rave, Noa foi levada de moto e Avinatan ficou sendo ameaçado pelos terroristas. A jovem foi libertada em junho de 2024 e em Israel passou a fazer uma campanha pedindo um acordo de paz para a libertação dos outros reféns. “Eu não conseguia me mover, não conseguia respirar. Pensei que seriam os últimos segundos da minha vida”, disse ela.

    Agora, com o acordo de paz assinado entre Israel e o Hamas, os reféns, de ambos os lados, foram libertados. Dois anos depois do ataque do Hamas, Avinatan Or chegou em Israel e os dois finalmente puderam se reencontrar. 

    Avinatan Or, que possui nacionalidade britânica, cresceu e viveu em Shilo, na Cisjordânia ocupada. Antes do sequestro, ele e Noa tinham o projeto de se instalar em Beersheva, no sul de Israel, onde ele havia estudado engenharia.

    Casal separado em sequestro do Hamas se reencontra em Israel após 2 anos

  • Lula  diz que Papa Leão XIV não vai à COP30 mas visitará o Brasil

    Lula diz que Papa Leão XIV não vai à COP30 mas visitará o Brasil

    Em visita ao Vaticano, Lula convidou o papa Francisco para a COP30 em Belém, mas o pontífice alegou compromissos com o Jubileu e prometeu vir ao Brasil em outra ocasião. O presidente apresentou ações contra a fome e destacou o papel do país na defesa da Amazônia e da justiça social

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o papa Francisco não virá ao Brasil para a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro de 2025. Segundo Lula, o pontífice justificou que, por causa das celebrações do Jubileu em Roma, não poderá viajar, mas garantiu que enviará representantes do Vaticano e pretende visitar o país “no momento oportuno”.

    “Convidei o papa para participar da COP30, considerando a importância histórica de realizar pela primeira vez uma Conferência do Clima no coração da Amazônia. Devido ao Jubileu, ele disse que não poderá comparecer”, escreveu Lula nas redes sociais.

    O presidente afirmou ainda que ficou feliz ao saber que Francisco planeja retornar ao Brasil. “Será muito bem recebido com o carinho, a hospitalidade e a fé do povo brasileiro”, declarou.

    Durante o encontro no Vaticano, Lula também parabenizou o pontífice pela publicação da exortação apostólica Dilexi Te, sobre a pobreza. O presidente disse que defendeu junto ao papa a necessidade de um “amplo movimento de indignação contra a desigualdade” e destacou que o documento deve servir como inspiração para líderes e fiéis.

    A comitiva brasileira em Roma contou com os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), entre outras autoridades. Além da audiência com o papa, Lula participa do Fórum Mundial da Agricultura, sediado na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

    No encontro, o presidente apresentou ao pontífice os avanços do Brasil no combate à fome e destacou a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada no âmbito do G20, que terá sede na FAO em Roma. Lula também mencionou sua relação próxima com líderes religiosos brasileiros, como o cardeal Jaime Spengler, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e lembrou a influência das Comunidades Eclesiais de Base em sua trajetória política e pessoal.

    Lula diz que Papa Leão XIV não vai à COP30 mas visitará o Brasil

  • Hamas inicia libertação de reféns israelenses após mais de dois anos

    Hamas inicia libertação de reféns israelenses após mais de dois anos

    Após 738 dias de cativeiro, o Hamas iniciou nesta segunda-feira a libertação dos primeiros reféns israelenses capturados em 2023. O processo, mediado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, faz parte do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo palestino

    O grupo terrorista Hamas iniciou na manhã desta segunda-feira (madrugada de segunda em Brasília) a libertação de reféns israelenses capturados no ataque de 7 de outubro de 2023. Após 738 dias de cativeiro na Faixa de Gaza, os primeiros sobreviventes foram transferidos para equipes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que atuam como intermediárias no acordo de cessar-fogo firmado entre as partes.

    O processo de libertação, que deve ocorrer sem cerimônias públicas por parte do Hamas, começou por volta das 08h10 no horário local (02h10 em Brasília), com a entrega de um primeiro grupo de sete reféns.

    A primeira etapa da operação

    Os primeiros libertados foram identificados como Eitan Mor, os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Guy Guilboa-Dalal, Alon Ohel e Omri Meiran. Conforme comunicado oficial das Forças de Defesa de Israel (FDI), por volta das 09h10 (03h10 em Brasília), a Cruz Vermelha transferiu esse grupo com sucesso para a custódia dos militares israelenses.

    “As FDI estão preparadas para receber reféns adicionais, que deverão ser transferidos para a Cruz Vermelha posteriormente”, informou o Exército israelense.

    Segunda Leva e contexto político

    Pouco depois das 10h25 locais (04h25 em Brasília), o Hamas anunciou o início da entrega de um segundo grupo de reféns. O anúncio coincidiu com a chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv.

    A expectativa é de que mais 13 reféns sejam libertados ao longo do dia, totalizando 20 pessoas. No entanto, a lista final divulgada pelo grupo palestino apresentou discrepâncias em relação às expectativas iniciais de Israel: os nomes do nepalês Bipin Joshi e de Tamir Nimrodi não foram incluídos, reduzindo o número de 22 para 20 reféns previstos para a operação.

     
     

     
     

     

    Hamas inicia libertação de reféns israelenses após mais de dois anos

  • Maduro chama María Corina Machado de “bruxa demoníaca” após Nobel da Paz

    Maduro chama María Corina Machado de “bruxa demoníaca” após Nobel da Paz

    O presidente da Venezuela atacou a líder opositora, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 por sua luta democrática. Machado respondeu dizendo que o regime de Maduro “está isolado e tem os dias contados”.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou a líder opositora María Corina Machado de “bruxa demoníaca” após a política vencer o Prêmio Nobel da Paz de 2025, na sexta-feira (10).

    Durante um discurso no domingo (12), Maduro evitou citar o nome de Machado ou mencionar o prêmio, mas afirmou que “cerca de 90% da população rejeita a bruxa demoníaca da sayona”. A expressão “sayona”, usada com frequência pelo governo venezuelano, faz referência a um espírito vingativo do folclore local e tem sido utilizada de forma pejorativa contra a líder da oposição.

    Em resposta indireta, María Corina Machado elogiou a postura dos Estados Unidos, destacando o papel do governo de Donald Trump no isolamento internacional do regime de Maduro. Segundo ela, “a posição firme de desmantelar os cartéis de droga mudou completamente a dinâmica” política na região.

    Os Estados Unidos mantêm operações militares no mar do Caribe com o argumento de combater o tráfico de drogas que passaria pela Venezuela. Washington acusa Maduro de chefiar uma rede ligada ao narcotráfico.

    Maduro reagiu afirmando que o país “quer a paz, mas uma paz com liberdade e soberania”. O presidente ordenou ainda a criação de “brigadas de milícias indígenas” para defender a Venezuela “caso seja necessário” diante do que classificou como ameaças militares americanas.

    Durante um evento em Caracas pelo Dia da Resistência Indígena, o líder venezuelano afirmou ter recebido cartas de povos originários de toda a América Latina “dispostos a lutar para defender a República Bolivariana”. Ele ordenou ao comandante da Milícia Bolivariana, Orlando Romero, que acelere a expansão dessas forças no território nacional.

    “Se querem a paz, preparem-se para conquistá-la com unidade popular, militar e policial. A ordem está dada: exerçam a soberania e defendam o direito à vida”, declarou.

    Machado, que vive há mais de um ano na clandestinidade, dedicou o Prêmio Nobel da Paz ao povo venezuelano. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que o reconhecimento é “para aqueles que nunca desistem e escolhem a liberdade como caminho para a paz, mesmo quando tudo os empurra para o ódio”.

    Em entrevista ao jornal argentino La Nación, a ex-deputada afirmou que o prêmio tem “um impacto profundo” no regime de Caracas e simboliza que “Maduro está isolado e tem os dias contados”.

    O Comitê Norueguês do Nobel destacou que María Corina Machado foi premiada por seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

    Maduro chama María Corina Machado de “bruxa demoníaca” após Nobel da Paz

  • Hamas divulga nomes de 20 reféns israelenses que serão libertados

    Hamas divulga nomes de 20 reféns israelenses que serão libertados

    O braço armado do Hamas anunciou nesta segunda-feira a libertação de 20 reféns israelenses vivos em Gaza, como parte do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros firmado com Israel. O pacto, mediado pelos Estados Unidos e negociado no Egito, prevê também a soltura de cerca de 2.000 presos palestinos

    O braço armado do Hamas anunciou nesta segunda-feira a libertação de 20 reféns israelenses vivos em Gaza, dentro do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros com Israel, mediado pelos Estados Unidos e negociado no Egito na semana passada.

    O braço armado do grupo palestino Hamas divulgou nesta segunda-feira (13) os nomes de 20 reféns israelenses ainda vivos que deverão ser libertados em Gaza como parte do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros firmado com Israel.

    Em comunicado, as Brigadas Al-Qassam informaram que a libertação ocorrerá “de acordo com o pacto de troca de prisioneiros” e publicaram uma lista com os nomes dos reféns que serão soltos.

    Segundo a imprensa israelense, a libertação deve acontecer em duas etapas: a primeira às 8h (2h em Brasília) na região do corredor de Netzarim, que corta a Faixa de Gaza de leste a oeste; e a segunda por volta das 10h (4h em Brasília), na área de Khan Yunis, no sul do enclave

    O Hamas havia se comprometido a iniciar nesta segunda a libertação de 48 reféns, a maioria israelenses, ainda detidos em Gaza, conforme o acordo de paz mediado pelos Estados Unidos e negociado no Egito na semana passada.

    “De acordo com o que foi assinado, a troca de prisioneiros deve começar nesta segunda-feira de manhã, como combinado, e não há mudanças nesse cronograma”, afirmou o porta-voz do grupo, Oussama Hamdane, à agência France-Presse.

    O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) deve acompanhar o processo de entrega dos reféns, que, uma vez concluído, será seguido pela libertação de cerca de 2.000 presos palestinos por parte de Israel, conforme os termos da primeira fase do cessar-fogo.

    Nesta manhã, o Hamas também publicou uma lista com mais de 1.900 prisioneiros palestinos que, segundo o movimento, serão libertados em troca dos reféns israelenses.

    O Exército de Israel, no entanto, afirmou no domingo (12) que não espera receber todos os corpos dos reféns mortos durante a operação. Segundo o governo israelense, dos 48 reféns, 47 foram sequestrados nos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e um soldado morto em 2014 cujos restos mortais seguem em poder do grupo. Desse total, 20 estão vivos e 28 mortos.

    Os reféns vivos, de acordo com Tel Aviv, são todos homens entre 20 e 48 anos.

    Pouco antes da declaração do Exército, uma porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que “um organismo internacional, previsto no acordo de cessar-fogo, ajudará a localizar os corpos dos reféns caso não sejam encontrados e libertados” nesta segunda-feira.
     
     

    Hamas divulga nomes de 20 reféns israelenses que serão libertados

  • 'Ficamos chocados com decisão sem terras raras', diz JD Vance sobre negociações com a China

    'Ficamos chocados com decisão sem terras raras', diz JD Vance sobre negociações com a China

    “Podemos ter uma relação melhor, mas não se eles cortarem o acesso do mundo aos bens que produzem”, afirmou.

    O vice-presidente dos Estados Unidos, James David Vance, disse à Fox News que apesar do presidente Donald Trump valorizar a relação com a China, o governo está \”chocado\” com a decisão do governo chinês sobre terras raras.

    \”Podemos ter uma relação melhor, mas não se eles cortarem o acesso do mundo aos bens que produzem\”, afirmou.

    Em sua visão, a China ter tanto controle sobre minerais críticos é a definição do que chamou de \”emergência nacional\”.

    Vance afirmou que Trump está aberto a tudo em relação à China e que o presidente vai perseguir interesses nacionais. \”Será uma dança delicada entre China e EUA; tudo depende de resposta da China\”, disse.

    Segundo o vice-presidente, se a China der uma resposta razoável, Trump também será razoável.

    'Ficamos chocados com decisão sem terras raras', diz JD Vance sobre negociações com a China

  • Helicóptero cai na Califórnia; há uma criança entre os 5 feridos

    Helicóptero cai na Califórnia; há uma criança entre os 5 feridos

    Duas pessoas seguiam num helicóptero que despencou, na tarde de sábado, numa praia no estado norte-americano da Califórnia. Outras três pessoas que estavam na via pública ficaram também feridas. Entre os feridos há uma criança, de idade desconhecida.

    Cinco pessoas, incluindo uma criança, foram hospitalizadas na tarde de sábado, depois que um helicóptero perdeu o controle próximo à Huntington Beach, uma praia bastante popular no condado de Orange, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

    A queda da aeronave foi registrada de vários ângulos e compartilhada nas redes sociais. Nos vídeos, que têm conteúdo sensível, é possível ver o momento em que o helicóptero perde o controle e atinge palmeiras próximas à praia, começando a soltar partes durante o impacto.

    Duas pessoas foram resgatadas dos destroços da aeronave, enquanto as outras três feridas estavam na rua no momento do acidente.

    Até o momento, não foram divulgados mais detalhes, como a idade das vítimas ou o estado de saúde delas.

    Helicóptero cai na Califórnia; há uma criança entre os 5 feridos

  • Fonte do Hamas afirma que  movimento não governará Gaza no pós-guerra

    Fonte do Hamas afirma que movimento não governará Gaza no pós-guerra

    O Hamas não participará na governação de Gaza no pós-guerra, afirmou hoje uma fonte do movimento, na véspera da cimeira dedicada ao território palestino, que reunirá no Egito cerca de duas dezenas de dirigentes em torno de Donald Trump.

    Após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, entrou em vigor na última sexta-feira um cessar-fogo baseado em um plano de 20 pontos apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, que prevê o desarmamento do Hamas e exclui qualquer participação do movimento na futura administração do território palestino.

    “Para o Hamas, o governo da Faixa de Gaza é uma questão resolvida. O grupo não participará de nenhuma forma na fase de transição, o que significa que renunciou ao controle da região, mas **continua sendo um elemento importante da sociedade palestina”, afirmou à AFP, sob anonimato, uma fonte próxima da equipe de negociadores do movimento.

    Embora a liderança do Hamas tenha se mostrado dividida no passado em relação a temas-chave — especialmente sobre a administração futura de Gaza —, há consenso quanto à recusa em entregar as armas.

    “O Hamas aceita uma trégua de longa duração e garante que suas armas não serão utilizadas durante esse período, exceto em caso de ataque israelense contra Gaza”, disse a mesma fonte. “A entrega das armas está completamente fora de questão e não é negociável”, reforçou outro dirigente do Hamas no sábado.

    A primeira cláusula do plano apresentado pelos Estados Unidos determina que a Faixa de Gaza, sob domínio do Hamas desde 2007, se torne uma “zona desradicalizada e livre do terrorismo”, que não represente ameaça para os países vizinhos.

    O plano também prevê que o Hamas não tenha qualquer papel político na futura governança de Gaza e que toda sua infraestrutura militar e arsenal sejam destruídos.

    Durante uma fase de transição, a administração local ficará sob responsabilidade de um comitê palestino “tecnocrático e apolítico”, encarregado de gerir os serviços públicos.

    A fonte ligada aos negociadores afirmou que a equipe pediu ao Egito, um dos principais mediadores, que convoque uma reunião até o fim da próxima semana para definir a composição desse comitê, acrescentando que a lista de nomes está quase finalizada.

    “O Hamas, junto com outras facções, apresentou 40 nomes. Nenhum deles pertence ao Hamas, e não há vetos sobre os indicados”, disse a fonte.

    Apesar disso, o papel do Hamas no pós-guerra ainda é incerto, já que o movimento anunciou, no sábado, que não participará da assinatura oficial do acordo de paz com Israel.

    O cessar-fogo foi acertado na quinta-feira, no Egito, e entrou em vigor na sexta-feira, prevendo a libertação dos reféns mantidos em Gaza em até 72 horas em troca de prisioneiros palestinos detidos por Israel — 48 reféns, dos quais apenas 20 estariam vivos, seriam trocados por 1.950 prisioneiros palestinos.

    O acordo segue o plano anunciado no fim de setembro pelo presidente Donald Trump, com o objetivo de encerrar dois anos de conflito na região.

    O Hamas reconheceu, contudo, que um acordo de paz global e definitivo exigirá negociações muito mais complexas, previstas para a segunda fase do plano proposto pelos Estados Unidos.

    Fonte do Hamas afirma que movimento não governará Gaza no pós-guerra

  • Hamas confirma que libertação de reféns "começa segunda-feira de manhã"

    Hamas confirma que libertação de reféns "começa segunda-feira de manhã"

    Informação de que a troca de reféns prevista no acordo entre o Hamas e Israel iria começar na manhã de segunda-feira foi divulgada à Agência France-Presse por um dos responsáveis do grupo islâmico.

    Osama Hamdan, dirigente do grupo islâmico Hamas, confirmou, este sábado (12), que a libertação de reféns “começa na segunda-feira de manhã”.

    “Em conformidade com o acordo assinado, a troca de prisioneiros está marcada para começar na manhã de segunda-feira”, disse o responsável islamita à Agência France-Presse (AFP).

    O mesmo responsável afirmou que a troca de reféns inicia-se durante a manhã, “conforme combinado, não havendo novos desenvolvimentos sobre o assunto.”

    Há 48 reféns que estão sob controle do Hamas. Após o regresso destas dezenas de reféns, Telaviv vai libertar cerca de dois mil palestinos, no âmbito do acordo fechado esta semana.

    Acredita-se que 20 destes 48 reféns estejam vivos. Segundo a publicação The Times of Israel, o Hamas avisou Telaviv de que poderia ter algumas dificuldades em encontrar os restos mortais de alguns dos reféns no prazo de 72h (que foi o período acertado).

    Além da libertação de quase dois mil prisioneiros palestinos, a primeira fase do acordo prevê o recuo do exército israelense para a linha de demarcação estipulada pelos Estados Unidos, marcando a primeira fase da retirada de Israel.

    Já esta semana o mesmo responsável que falou com a AFP tinha-se oposto ao comitê de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Questionado, na quinta-feira, pela cadeia televisiva do Qatar Al-Araby se o Hamas aceitaria esta autoridade de transição, Osama Hamdan respondeu: “Nenhum palestino poderia aceitá-la. Todas as fações, incluindo a Autoridade Palestina, rejeitam isso”.

    Esta primeira fase não aborda, no entanto, a delicada questão da autoridade responsável pela administração da Faixa de Gaza, ou mesmo pela supervisão da reconstrução deste território devastado por dois anos de bombardeamentos.

    “Ninguém quer regressar à era dos mandatos e do colonialismo”, comentou Hamdan, referindo-se em particular ao período do Mandato Britânico da Palestina, dado que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair estava previsto fazer parte deste comitê.

    Espera-se que este comitê de paz de tecnocratas, incluindo locais, proposto por Trump, administre a Faixa de Gaza antes de entregar o território a uma Autoridade Palestina reformada.

    O vice-presidente da Autoridade Palestina, movimento rival do Hamas, Hussein al-Sheikh, declarou que a entidade já tinha concluído todos os preparativos necessários para gerir a Faixa de Gaza após o conflito e supervisionar a reconstrução.

    A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

    Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 67 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

    Hamas confirma que libertação de reféns "começa segunda-feira de manhã"