Categoria: MUNDO

  • Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

    Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

    A porta-voz da Casa Branca tinha confirmado na sexta-feira que os Estados Unidos iam enviar uma equipe de 200 militares do comando central do exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de Paz”.

    As tropas norte-americanas começaram a chegar a Israel na noite passada para monitorar o acordo de cessar-fogo entre Tel Aviv e o Hamas.

    A informação foi divulgada pela ABC News, que cita uma fonte próxima da situação.

    Segundo a emissora, os soldados enviados a Israel são especializados em transporte, planejamento, logística, segurança e engenharia, e deverão trabalhar em conjunto com representantes de outras nações parceiras, do setor privado e de organizações não governamentais.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia confirmado na sexta-feira, em uma publicação no X, que os Estados Unidos enviariam uma equipe de 200 militares do Comando Central do Exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de paz” e “trabalhar em conjunto com outras forças internacionais no local”.

    Leavitt também esclareceu que esses militares permanecerão destacados em Israel e em países vizinhos da região, com a missão de ajudar a integrar outras forças de segurança que atuarão em Gaza e auxiliar na coordenação com as Forças de Defesa de Israel.

    Oficiais militares do Egito, Catar, Turquia e, possivelmente, dos Emirados Árabes Unidos deverão se juntar à equipe, que provavelmente terá base no Egito. Autoridades afirmaram ainda que não há intenção de enviar tropas norte-americanas para dentro de Gaza.

    O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, chegou a Israel na sexta-feira, um dia antes das tropas, com a missão de “monitorar, observar e garantir que não haja violações ou incursões, porque o mundo inteiro está preocupado”, disse uma fonte da administração Trump.

    Esse centro de coordenação é visto como um primeiro passo para implementar o processo de paz, que exigirá ampla articulação em termos de assistência humanitária, logística e segurança.

    O próprio presidente dos Estados Unidos também deverá estar no Oriente Médio, em Israel, com partida para a região prevista no domingo, já que os reféns do Hamas devem ser libertados na segunda-feira.

    “Provavelmente estarei lá. Espero estar lá. Estamos planejando partir no domingo, e estou ansioso por isso”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, durante encontro com o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

    O presidente norte-americano também garantiu que “ninguém será forçado a sair [de Gaza], muito pelo contrário”, dentro do seu plano de paz, cuja primeira fase foi aceita por Hamas e Israel na última quarta-feira.

    Trump impulsionou o atual plano de paz e anunciou o acordo no mesmo dia, após vários contatos indiretos entre as partes no Egito — e dois anos de conflito.

    O chefe de Estado americano disse estar confiante de que o cessar-fogo, em vigor desde sexta-feira, “vai se manter”.

    “Acho que sim. Todos estão cansados de lutar”, afirmou a jornalistas no Salão Oval, reiterando sua intenção de viajar a Israel neste fim de semana, onde deve discursar no Knesset (Parlamento) e no Egito.

    O presidente dos EUA também voltou a se mostrar otimista de que o cessar-fogo em Gaza abrirá caminho para uma paz mais ampla no Oriente Médio.

    “Temos alguns pequenos focos de tensão agora, mas são muito pequenos (…) Serão fáceis de conter. Esses incêndios serão controlados muito rapidamente”, acrescentou.

    No dia 7 de outubro de 2023, um ataque do Hamas fez mais de 200 reféns e deixou 1.200 mortos.

    O grupo palestino governa a Faixa de Gaza de forma autoritária desde 2006, quando venceu as eleições em meio a um conflito de décadas com Israel. Desde a criação do Estado israelense, em 1948 — após a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus —, ocorreram diversos confrontos armados, que já resultaram na morte de milhares de pessoas.

    A guerra declarada por Israel em 7 de outubro de 2023, como retaliação para “erradicar” o Hamas, já provocou mais de 67 mil mortes (incluindo mais de 20 mil crianças) e deixou quase 170 mil feridos, em sua maioria civis, segundo números atualizados das autoridades locais, considerados confiáveis pela ONU.

    Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

  • Homem de 70 anos é decapitado após ataque de urso no Japão

    Homem de 70 anos é decapitado após ataque de urso no Japão

    Entre abril e setembro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente japonês registou que 103 pessoas ficaram feridas, a nível nacional, em ataques de ursos. A tendência é recente. Durante muitos anos, os animais viveram em harmonia com os seres humanos nas mesmas regiões, mantendo-se ao longe.

    Um homem de cerca de 70 anos foi encontrado decapitado em Iwate, no Japão, supostamente após ser atacado por um urso.

    O idoso havia sido dado como desaparecido depois de entrar em uma floresta para colher cogumelos. A polícia iniciou uma operação de busca e o encontrou pouco depois, já sem vida.

    “Um homem na faixa dos 70 anos, que desapareceu enquanto colhia cogumelos em uma floresta, foi encontrado morto. Suspeitamos que tenha sido atacado por um urso, considerando as marcas de garras”, informou a polícia local, citada pelo The Sun.

    Os ataques de ursos têm aumentado e se tornado mais frequentes no Japão.

    Somente na última semana, duas pessoas morreram em ataques que se suspeita terem sido provocados por ursos: um homem idoso encontrado morto em outra área de Iwate, na quarta-feira; e no sábado, em Nagano, outro homem de 78 anos.

    Já no domingo, um turista espanhol foi atacado — e sobreviveu — na vila de Shirakawa-go, no centro do Japão, em um ponto de ônibus.

    Em Gunma, ao norte de Tóquio, um urso invadiu um supermercado e feriu dois homens. A loja fica perto de uma região montanhosa, onde se sabe que esses animais vivem. No entanto, até então, nunca havia sido registrado um ataque em áreas urbanizadas.

    Entre abril e setembro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente do Japão registrou que 103 pessoas ficaram feridas, em nível nacional, em ataques de ursos.

    Durante muitos anos, esses animais viveram em relativa harmonia com os seres humanos nas mesmas regiões, mantendo distância e sem interferir no cotidiano das pessoas. De vez em quando eram avistados, mas sempre a uma distância segura e sem incidentes.

    Nos últimos anos, essa tendência tem se invertido, com cada vez mais ataques de ursos que não apenas matam gado, como também seres humanos.

    “A montanha está se tornando um restaurante para os ursos”, disse Yasushi Fujimoto, coordenador de uma associação de caça japonesa. “A falta de caçadores profissionais, como guardas florestais financiados pelo governo no Alasca, é um problema quando se trata de controlar a população de ursos.”

    Embora os ursos vivam principalmente de uma dieta vegetariana, alguns especialistas começaram a considerar a hipótese de que esses animais tenham adquirido gosto pela carne, após começarem a caçar a população de cervos selvagens, que vem crescendo devido à ausência de práticas de caça no Japão.

    Homem de 70 anos é decapitado após ataque de urso no Japão

  • Após cessar-fogo em Gaza, Israel bombardeia o sul do Líbano

    Após cessar-fogo em Gaza, Israel bombardeia o sul do Líbano

    Pelo menos uma pessoa morreu na madrugada desta sexta para sábado, e sete ficaram feridas no sul do Líbano devido a ataques aéreos de Israel, anunciou o Ministério da Saúde libanês.

    Mais uma vez, o sul do Líbano é alvo de uma odiosa agressão israelense contra instalações civis. Sem justificativa nem pretexto. Mas o mais grave deste ataque é o fato de acontecer após o acordo de cessar-fogo em Gaza”, declarou o presidente libanês, Joseph Aoun.

    Os ataques aéreos na vila de Msayleh atingiram um local que vendia máquinas pesadas, destruindo um grande número de veículos.

    Um veículo carregado de vegetais, que passava pelo local no momento dos bombardeios, foi atingido, matando uma pessoa e ferindo outra, de acordo com a TV Al-Manar, do Hezbollah.

    O Ministério da Saúde informou mais tarde que a vítima fatal era um cidadão sírio, enquanto os feridos eram um sírio e seis libaneses, incluindo duas mulheres.

    O exército israelense afirmou que o alvo foi um local onde havia maquinário armazenado para ser usado na reconstrução da infraestrutura do Hezbollah.

    “A presença desses veículos e as atividades do Hezbollah naquela área constituem uma violação dos acordos firmados entre Israel e o Líbano”, acrescentou o exército.

    Apesar do cessar-fogo de 27 de novembro de 2024, que pôs fim a mais de um ano de conflito entre Israel e o Hezbollah, o exército israelense continua realizando ataques quase diários no Líbano, alegando ter como alvo membros do movimento apoiado pelo Irã e acusando-o de tentar reconstituir suas forças.

    A ONU informou, no início de outubro, que 103 civis foram mortos no Líbano desde a entrada em vigor da trégua.

    Após cessar-fogo em Gaza, Israel bombardeia o sul do Líbano

  • Mundo já vive corrida armamentista nuclear, diz Putin

    Mundo já vive corrida armamentista nuclear, diz Putin

    Presidente afirma que Rússia está mais bem colocada na disputa do que EUA e rivais, e promete novas armas; líder também afaga Donald Trump, a quem elogiou pelos esforços para terminar com a guerra na Faixa de Gaza

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O mundo já vive uma corrida armamentista nuclear, e a Rússia está mais bem posicionada do que os Estados Unidos e outros rivais na disputa, estando pronta para apresentar novos sistemas de armas em breve.

    A afirmação foi feita nesta sexta-feira (10), dia da entrega do Prêmio Nobel da Paz, pelo presidente russo, Vladimir Putin. Ele encerrava sua participação numa cúpula de líderes de ex-repúblicas soviéticas em Duchambe, no Tadjiquistão.

    “A corrida já está aí”, disse ele a jornalistas, em uma fala calculada para reafirmar sua tradicional carta nuclear em momento de incerteza na relação com os Estados Unidos de Donald Trump. Além disso, na segunda (13), a aliança militar ocidental Otan inicia seu exercício anual de ataque nuclear, o Steadfast Noon.

    Após um movimento intenso de aproximação visando chegar a uma trégua na Guerra da Ucrânia, o republicano está numa fase de criticar Putin, com quem se diz decepcionado, e a Rússia, chamada por ele de tigre de papel por não ter tomado Kiev rapidamente após a invasão de 2022.

    No campo das ameaças, o operador do maior arsenal nuclear do mundo disse está desenvolvendo novidades bélicas. “Acredito que teremos a oportunidade de anunciar em breve as novas armas. Elas estão sendo desenvolvidas e testadas. Estão indo bem”, disse.

    Ele voltou a dizer que a Rússia leva vantagem na corrida atômica devido à introdução de mísseis hipersônicos, novos modelos intercontinentais e a temida arma balística de médio alcance Orechnik, testada sem carga explosiva contra a Ucrânia.

    “Nossas capacidades de dissuasão nuclear são mais inovadoras do que as de qualquer outro Estado nuclear”, afirmou. Com capacidades semelhantes à Rússia há os EUA, com a China em terceiro lugar em arsenal e meios de ataque. Depois vêm França e Reino Unido, com Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte completando o clube.

    O presidente voltou a oferecer aos EUA a extensão por um ano do Novo Start, o último acordo de controle de armas nucleares, algo que Trump havia dito “parecer uma boa ideia”. Mas começou a adaptar o discurso, caso fracasse.

    Segundo ele, as novas armas que tem e que terá são suficientes para garantir a defesa da Rússia se os tratados não funcionarem. Voltou a dizer que, se os EUA ou outras potências fizerem um teste nuclear, ele ordenará o mesmo.

    Na linha apaziguadora, o líder também fez novos elogios a Trump. Comentando a trégua costurada pelo americano na guerra em Gaza, ele disse que o republicano “faz muito pela paz” e que se o plano do Oriente Médio der certo, “não será nada menos que um evento histórico”.

    Ele não comentou o fato de o americano não ter ganho o Nobel da Paz que tanto desejava.

    Tal mesura condiz com a correção de rumo feita na véspera pelo Kremlin. Na quarta (8), o vice-chanceler Serguei Riabkov havia dito que os esforços de Trump na Ucrânia tinham se exaurido.

    No dia seguinte, o assessor do presidente para temas internacionais, Iuri Uchakov, disse que tal avaliação era incorreta, uma reprimenda pública raríssima no controlado meio político russo. Agora, Putin seguiu na linha de elogio pessoal a Trump, após os recados atômicos.

    Há também a questão do fornecimento, que Washington ainda está para anunciar ou não, dos mísseis de cruzeiro Tomahawk para Volodimir Zelenski. Putin voltou a criticar a ideia, mas parece tê-la normalizado após ter dito, na semana passada, que isso significaria o fim da reaproximação com os EUA.

    Nesta sexta, afirmou apenas que, se as armas forem entregues, a Rússia irá reforçar suas defesas.

    No campo de batalha ucraniano, a violência segue. Ao menos 1 pessoa morreu e 20 ficaram feridas numa barragem de drones russos, que em Kiev também provocou um apagão de grandes proporções, reforçando os temores do sucesso da campanha de Moscou contra o sistema energético local enquanto o inverno do Hemisfério Norte se aproxima.

    Foram lançados 465 drones em todo o país, 405 dos quais a Ucrânia disse ter interceptado. Outros 32 mísseis também foram lançados, com menos da metade, 15, sendo derrubados.

    Mundo já vive corrida armamentista nuclear, diz Putin

  • Lula prevê reunião com Leão 14 durante viagem a Roma

    Lula prevê reunião com Leão 14 durante viagem a Roma

    Lula fará uma rápida viagem à capital italiana para eventos da FAO e da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza; o presidente deverá participar da inauguração da sede do secretariado da Aliança Global, em Roma

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê encontrar o papa Leão 14 na manhã de segunda-feira (13), durante visita a Roma para participar do principal fórum da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

    Lula fará uma rápida viagem à capital italiana para eventos da FAO e da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza -iniciativa lançada pelo governo no ano passado, durante o G20, que visa ser um centro de articulação de programas sociais que podem ser replicados em diferentes países do globo.

    Entre outras atividades, Lula deverá participar da inauguração da sede do secretariado da Aliança Global, em Roma.

    Auxiliares do petista queriam aproveitar a passagem de Lula por Roma para realizar a reunião do presidente com Leão 14, que se tornou o primeiro pontífice americano em maio, após a morte de Francisco.

    A agenda do papa, no entanto, indicava dificuldades para a confirmação da reunião. Nos últimos dias, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, telefonou duas vezes para o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, para assegurar a audiência.

    Auxiliares de Lula dizem que a audiência está na agenda prévia da viagem, mas ainda não foi anunciada publicamente.

    Outra possível agenda de Lula na Itália é uma reunião com a primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, mas ela ainda não foi confirmada.

    Leão 14, ex-cardeal Robert Prevost, substituiu o carismático papa Francisco, de quem Lula era próximo.

    O papa Leão 14 é um crítico das políticas migratórias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Na quarta (8), ele disse a bispos dos EUA que eles deveriam se posicionar de modo firme sobre como os imigrantes estão sendo tratados pelas políticas rígidas de Trump, afirmaram à agência de notícias Reuters participantes do encontro com o pontífice no Vaticano.

    Lula prevê reunião com Leão 14 durante viagem a Roma

  • Macron reconduz Lecornu ao cargo de premiê 4 dias depois de ele pedir demissão

    Macron reconduz Lecornu ao cargo de premiê 4 dias depois de ele pedir demissão

    Em comunicado, Palácio do Eliseu afirma que presidente dará ‘carta branca ao primeiro-ministro’; decisão não deve encerrar crise política que paralisa o país; opositores prometem moção para derrubar o governo

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta sexta-feira (10) que Sébastien Lecornu será reconduzido ao cargo de primeiro-ministro, quatro dias após ele ter pedido demissão.

    A nomeação foi anunciada às 22h locais (17h de Brasília), alguns minutos depois de expirado o prazo de 48 horas prometido na quarta (8). Já se especulava que a decisão ficaria para o sábado. No mesmo horário, os franceses assistiam ao jogo da França contra o Azerbaijão pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

    Lecornu confirmou por comunicado, poucos minutos depois, que aceitou a missão “por dever”, mesmo tendo dado a entender na quarta, em entrevista na televisão, que “sua missão estava terminada”. O comunicado do Eliseu afirma que o presidente dará “carta branca ao primeiro-ministro”.

    Ele prometeu que aceitará dialogar sobre todos os temas -o que significa, principalmente, rediscutir a reforma das aposentadorias. “Os debates irão até o fim”, disse Lecornu, que impôs como condição de participação em seu gabinete que nenhum ministro tenha “ambições presidenciais para 2027”.

    “É preciso pôr fim a essa crise política que exaspera os franceses e a essa instabilidade ruim para a imagem da França e de seus interesses”, acrescentou o premiê em seu comunicado.

    Imediatamente os partidos de oposição de ultraesquerda e ultradireita, respectivamente A França Insubmissa (LFI) e Reunião Nacional (RN), anunciaram que não vão negociar com Lecornu. Prometem apresentar já na segunda-feira (13) uma moção de censura para derrubar o governo.

    “O carrossel roda e continua no mesmo lugar”, ironizou Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa (LFI), de ultraesquerda. Jordan Bardella, da Reunião Nacional (RN), de ultradireita, acusou Macron de ter medo de uma nova eleição legislativa, em que as pesquisas apontam a ultradireita como favorita.

    Macron convocou uma reunião com os chefes partidários na tarde desta sexta, no Palácio do Eliseu. Não foram convidados apenas os líderes da RN, Marine Le Pen, e da LFI, Jean-Luc Mélenchon.

    A recondução de Lecornu ao cargo de premiê não deverá encerrar a crise política que paralisa o país há mais de um ano. Presidenciáveis, como Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon, e até macronistas, como Édouard Philippe, do Horizontes (centro-direita), propuseram a saída antecipada do presidente.

    A crise se arrasta desde que Macron tomou a fatídica decisão de dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições legislativas, em junho de 2024.

    À época, o presidente alegou que era preciso deixar clara a vontade dos franceses, após o mau resultado de seu partido (Renascimento) nas eleições para o Parlamento Europeu.

    Mas o resultado foi ainda mais confusão. A esquerda ficou com 193 deputados, o centro e a direita com 166 e a ultradireita com 142, todos longe da maioria absoluta de 289 necessária para aprovar leis.

    Macron recusou-se a seguir a praxe e indicar o nome proposto pelo bloco com mais cadeiras, a esquerda, para o cargo de premiê, a economista Lucie Castets. A pretexto de aguardar o término dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Paris, procrastinou por dois meses, até indicar um político de direita, Michel Barnier.

    Esquerda e ultradireita somaram seus votos para derrubar Barnier após apenas três meses no poder. O presidente nomeou, então, um veterano centrista, François Bayrou. Ele aguentou um pouco mais: nove meses, até ser, por sua vez, deposto por um voto de censura no Legislativo.

    Macron recorreu a um aliado de longa data, o ministro da Defesa, Sébastien Lecornu. Depois de três semanas negociando a montagem de um ministério, Lecornu surpreendeu ao renunciar, na última segunda-feira (6), com apenas 27 dias no cargo, alegando falta de condições para governar.

    Macron reconduz Lecornu ao cargo de premiê 4 dias depois de ele pedir demissão

  • Fábrica explode nos EUA, e autoridades falam em mortos e ao menos 19 desaparecidos

    Fábrica explode nos EUA, e autoridades falam em mortos e ao menos 19 desaparecidos

    Autoridades investigam incidente no estado de Tennessee e não confirmaram número de vítimas; equipes de resgate trabalham para conter possíveis riscos de novos incidentes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma explosão destruiu uma fábrica no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, e pelo menos 19 pessoas são consideradas desaparecidas, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (10). O xerife do condado de Humphreys, Chris Davis, disse em entrevista coletiva que o incidente também deixou mortos, embora o número de vítimas ainda não tenha sido confirmado.

    “Posso dizer que há fatalidades, mas não quero divulgar um número neste momento. O que posso dizer é que estamos buscando 19 indivíduos”, afirmou Davis. Ele também disse que a área foi isolada pelas autoridades e alertou para o risco de explosões menores nos arredores do local.

    Equipes de resgate continuam trabalhando na área para localizar desaparecidos e conter possíveis riscos de novos incidentes. As causas da explosão ainda estão sendo investigadas.

    Localizada em uma região perto da cidade de Bucksnort, a fábrica em questão produzia explosivos e pertencia à empresa Accurate Energetic Systems. Procurada pela agência de notícias AFP, a companhia não havia se manifestado até a tarde desta sexta.

    A página da empresa no Facebook informa que ela fabrica “várias composições de alto poder explosivo e produtos especializados” para o Departamento de Defesa, além de atender a mercados industriais do país.

    Fábrica explode nos EUA, e autoridades falam em mortos e ao menos 19 desaparecidos

  • Em conversa com Trump, Lula defendeu saída diplomática para Venezuela

    Em conversa com Trump, Lula defendeu saída diplomática para Venezuela

    Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos conversaram por cerca de 30 minutos e falaram sobre a retirada do tarifaço imposto pelo republicano ao Brasil; os conflitos entre os EUA e Venezuelam também foram discutidos entre os presidentes

    WASHINGTON, EUA, BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu brevemente a situação da Venezuela com Donald Trump, durante a ligação que mantiveram na segunda-feira (6), e afirmou que qualquer solução para a crise no país vizinho deve ser pacífica e diplomática.

    De acordo com pessoas com conhecimento da conversa, Lula disse que ele e Trump deveriam tratar da situação venezuelana oportunamente.

    O presidente brasileiro também reforçou alguns argumentos já apresentados por auxiliares em discussões com autoridades americanas: o de que o governo do Brasil cobrou reiteradamente a apresentação das atas eleitorais do pleito de 2024 -nunca fornecidas pelo chavismo. Nesse momento, o petista afirmou a Trump que não conversa com Nicolás Maduro desde a votação que deu ao ditador mais um mandato, sob amplas evidências de fraudes.

    O assunto ganhou mais projeção internacional nesta sexta-feira (10), com a decisão do comitê do Nobel da Paz de premiar María Corina Machado, líder opositora venezuelana e que foi impedida pelo regime de concorrer com Maduro em julho passado. A láurea, aliás, era uma obsessão para Trump, que ainda não havia se manifestado sobre o anúncio da vencedora.

    Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos conversaram por cerca de 30 minutos na manhã de segunda-feira.

    Na ocasião, Lula pediu a Trump a retirada do tarifaço imposto pelo republicano ao Brasil. Solicitou ainda que fossem suspensas outras punições aplicadas a autoridades brasileiras, como a imposição da Lei Magnitsky -mas sem citar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    A Venezuela foi um dos temas da conversa que o ministro Mauro Vieira (Relaçoõs Exteriores) teve com o enviado especial de Trump Richard Grenell, em setembro, no Rio de Janeiro.

    Na ocasião, Grenell relatou informações sobre a situação em Caracas.

    A crise na Venezuela é um dos temas que mais preocupam o governo Lula. A situação, já delicada pelas eleições contestadas pela oposição e não reconhecidas por diversos países, agravou-se desde que os EUA declararam cartéis venezuelanos organizações terroristas e deslocaram forças navais para a costa venezuelana.

    Maduro classifica essa mobilização como um cerco e uma ameaça.

    Quatro lanchas de supostos narcotraficantes já foram destruídas por ataques americanos nas últimas semanas, em áreas próximas às águas venezuelanas. Washington não apresentou evidências de que as embarcações transportavam de fato narcotraficantes ou drogas nem explicou por que as atacou sem antes abordá-las.

    Caracas acusa Trump de utilizar o narcotráfico como pretexto para tentar derrubar Maduro e se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas -as maiores do mundo.

    Além disso, em outro episódio recente, a Venezuela afirmou, no início do mês, que cinco caças americanos se aproximaram da costa do país.

    O governo Lula tem sido crítico das ações militares americanas na região. Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, o presidente afirmou que a via do diálogo não deve ser fechada na Venezuela. Ele também se opôs à equiparação entre criminalidade e terrorismo, em mais um recado à política de Trump para a região.

    “Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento. Outras partes do planeta já testemunharam intervenções que causaram danos maiores do que se pretendia evitar, com graves consequências humanitárias”, declarou Lula na ocasião.

    O governo Trump, por sua vez, indicou que pretende incluir a crise venezuelana nas conversas bilaterais com o Brasil que devem ocorrer a partir da ligação entre Lula e Trump.

    Na manhã de quinta-feira (9), o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. Após a ligação, o escritório de Rubio publicou uma mensagem em que informou que ambos concordaram em estabelecer em breve um “mecanismo bilateral para impulsionar interesses econômicos mútuos e outras prioridades-chave da região” -o que diplomatas brasileiros consideram uma menção à Venezuela.

    De acordo com integrantes do governo Lula, não há objeções à inclusão do tema venezuelano nas conversas entre as equipes negociadoras de Brasil e EUA. Eles ressaltam, no entanto, que Brasília deve defender sempre uma abordagem dentro dos limites do direito internacional, sem apoiar ações unilaterais ou que contribuam para uma maior desestabilização da América do Sul.

    Em conversa com Trump, Lula defendeu saída diplomática para Venezuela

  • Moradores de Gaza voltam para casas destruídas

    Moradores de Gaza voltam para casas destruídas

    Quase meio milhão de palestinos que viviam no norte foram deslocados para o sul do enclave pela operação israelense e agora estão voltando para casa

    Milhares de palestinos desalojados voltavam para suas casas abandonadas nesta sexta-feira (10), depois que um cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor e as tropas israelenses começaram a se retirar de partes de Gaza.

    Uma enorme coluna de moradores seguia para o norte, em meio à poeira, em direção à Cidade de Gaza, a maior área urbana do enclave, que havia sido atacada há poucos dias em uma das maiores ofensivas de Israel na guerra.

    “Graças a Deus, minha casa ainda está de pé”, disse Ismail Zayda, de 40 anos, na área de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza. 

    “Mas o lugar está destruído, as casas dos meus vizinhos estão destruídas, bairros inteiros foram destruídos.”Os militares israelenses disseram que o acordo de cessar-fogo foi ativado ao meio-dia (6h de Brasília). O governo de Israel ratificou o cessar-fogo com o Hamas nas primeiras horas de sexta-feira, abrindo caminho para a retirada parcial das tropas e a suspensão total das hostilidades em Gaza em 24 horas.

    Espera-se que o Hamas liberte os 20 reféns israelenses vivos dentro de 72 horas, e depois disso Israel libertará 250 palestinos que cumprem longas penas em prisões israelenses, bem como 1,7 mil outros detidos em Gaza durante a guerra.

    Enquanto o acordo estiver em vigor, caminhões com alimentos e ajuda médica entrarão em Gaza para ajudar os civis, centenas de milhares dos quais estão abrigados em barracas depois que as forças israelenses destruíram suas casas e arrasaram cidades inteiras.

    A primeira fase da iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra de dois anos em Gaza exige que as forças israelenses se retirem de algumas das principais áreas urbanas de Gaza, embora ainda controlem cerca de metade do território do enclave.

    Em um discurso televisionado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que as forças israelenses permaneceriam em Gaza para garantir que o território seja desmilitarizado e o Hamas desarmado em estágios futuros do plano de Trump. 

    “Se isso for alcançado da maneira mais fácil, então será bom, e se não for, então será alcançado da maneira mais difícil.”

    Forças israelenses Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, alguns soldados israelenses recuaram da região leste perto da fronteira, mas foram ouvidos bombardeios de tanques, de acordo com moradores em contato com a Reuters.

    No campo de Nusseirat, no centro do enclave, alguns soldados israelenses desmontaram sua posição e seguiram para o leste, em direção à fronteira israelense, mas outras tropas permaneceram na área depois que tiros foram ouvidos na madrugada de sexta-feira.

    As forças israelenses se retiraram da estrada ao longo da costa do Mediterrâneo em direção à Cidade de Gaza.

    “Assim que ouvimos a notícia da trégua e do cessar-fogo, ficamos muito felizes e nos preparamos para voltar à Cidade de Gaza, para nossas casas. É claro que não há casas – elas foram destruídas”, disse Mahdi Saqla, de 40 anos.

    “Mas estamos felizes só de voltar para onde nossas casas estavam, mesmo em escombros. Isso também é uma grande alegria. Há dois anos estamos sofrendo, deslocados de um lugar para outro.”

    Garantias 

    A guerra aprofundou o isolamento internacional de Israel e abalou o Oriente Médio, transformando-se em um conflito regional que atraiu o Irã, o Iêmen e o Líbano. 

    Ela também testou o relacionamento entre os EUA e Israel, com Trump parecendo perder a paciência com Netanyahu e pressionando-o a chegar a um acordo.

    Tanto israelenses quanto palestinos se alegraram com o anúncio do acordo, o maior passo até agora para pôr fim a dois anos de guerra, na qual mais de 67 mil palestinos foram mortos, e devolver os últimos reféns apreendidos pelo Hamas nos ataques mortais que a provocaram.

    O chefe do Hamas exilado em Gaza, Khalil Al-Hayya, disse que havia recebido garantias dos EUA e de outros mediadores de que a guerra terminou.

    Acredita-se que 20 reféns israelenses ainda estejam vivos em Gaza, enquanto 26 estão supostamente mortos e o destino de dois é desconhecido.

    O Hamas indicou que a recuperação dos corpos pode levar mais tempo do que a libertação dos que estão vivos.

     

    Moradores de Gaza voltam para casas destruídas

  • Novo sistema europeu de controle de fronteiras entra em vigor

    Novo sistema europeu de controle de fronteiras entra em vigor

    No próximo dia 12 de outubro, entra em vigor, em todos os países do espaço Schengen, o novo sistema europeu de controle automatizado de fronteiras externas, designado como Entry/Exit System (EES)

    O novo sistema europeu de controle de fronteiras externas, designado como Entry/Exit System (EES), entra em vigor no próximo dia 12 de outubro, para todos os países do espaço Schengen.

    O comunicado do Sistema de Segurança Interna (SSI) destaca que o EES não se aplica a cidadãos da União Europeia, mas sim a todos os viajantes de países terceiros que entram no espaço Schengen – zona europeia de livre circulação, formada por 29 países que aboliram fronteiras internas – para estadias de curta duração.

    A nota oficial estabelece ainda um limite de 90 dias, num período de 180 dias consecutivos, independentemente das pessoas necessitarem ou não de visto.

    “Este sistema vai permitir detectar de forma mais rápida documentos falsos, entradas irregulares e outras ameaças à segurança”, lê-se no comunicado.

    As autoridades relatam ainda que o ESS “coloca o sistema na linha da frente da gestão inteligente das fronteiras, reforçando a proteção das fronteiras externas bem como a cooperação e partilha automática de dados entre os Estados-Membros.”

    Veja o que vai alterar no controle de fronteiras:

    • As entradas e saídas de viajantes de países terceiros passam a ser registadas eletronicamente (data, hora e posto de fronteira);
    • O EES substitui o carimbo manual nos passaportes, modernizando e tornando mais seguro todo o processo de controlo.
    • Na primeira entrada, são recolhidas quatro impressões digitais e uma fotografia, aplicável a partir de dezembro;
    • O sistema identifica automaticamente quem excede o período legal de permanência no espaço Schengen;
    • A informação é partilhada em tempo real com as autoridades dos países Schengen, através de um sistema centralizado e interoperável com outras bases de dados europeias de segurança

    O SSI reforça ainda que o sistema Entry/Exit cumpre rigorosamente as normas europeias e nacionais de proteção de dados pessoais, garantindo a confidencialidade e a segurança da informação.

    Novo sistema europeu de controle de fronteiras entra em vigor