Categoria: MUNDO

  • Líder opositora de Maduro vence o Prêmio Nobel da Paz de 2025

    Líder opositora de Maduro vence o Prêmio Nobel da Paz de 2025

    Líder opositora venezuelana foi reconhecida por sua luta em defesa da democracia e por promover uma transição pacífica no país, mesmo sob ameaças e perseguição do regime de Nicolás Maduro.

    A venezuelana María Corina Machado foi a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Comitê Norueguês justificou a escolha destacando o trabalho incansável da líder opositora na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e na luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia.

    Em comunicado, o comitê afirmou que, no último ano, María Corina Machado foi forçada a viver escondida. Apesar das ameaças contra sua vida, ela escolheu permanecer em seu país, inspirando milhões de pessoas. O texto também destacou que, quando o autoritarismo assume o poder, é fundamental reconhecer a coragem daqueles que defendem a liberdade e resistem.

    O comitê ressaltou ainda que vivemos em um mundo onde a democracia está em declínio e regimes autoritários desafiam normas e recorrem à violência. A democracia, segundo o comunicado, é uma condição essencial para uma paz duradoura. A entidade afirmou que María Corina Machado representa um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nas últimas décadas.

    Líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, María Corina Machado foi deputada da Assembleia Nacional da Venezuela entre 2011 e 2014 e tornou-se símbolo da resistência democrática no país. Impedida de disputar as últimas eleições presidenciais, ela tem sido uma das vozes mais ativas contra a repressão política e a crise humanitária vivida pela Venezuela.

    O Prêmio Nobel da Paz é o único entregue em Oslo, na Noruega, enquanto as demais categorias são concedidas em Estocolmo, na Suécia. Em 2024, o prêmio foi concedido à organização japonesa Nihon Hidankyo, formada por sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, em reconhecimento à sua luta pela abolição das armas nucleares.

    Neste ano, 338 pessoas e organizações foram indicadas ao Nobel da Paz, mas a lista permanecerá em sigilo por 50 anos, conforme as regras do comitê. Entre os favoritos estavam a ativista russa Yulia Navalnaya, viúva do opositor Alexei Navalny, morto em uma prisão no Ártico em 2024, e a rede sudanesa Salas de Resposta de Emergência, que presta ajuda às vítimas da guerra civil no Sudão.

    O Prêmio Nobel foi criado por Alfred Nobel, inventor da dinamite, que destinou sua fortuna para reconhecer personalidades que contribuíssem para o progresso da humanidade. Desde 1901, o Nobel da Paz foi entregue 105 vezes, premiando 142 laureados, entre indivíduos e organizações. A cerimônia de entrega ocorre todos os anos em 10 de dezembro, data que marca a morte de Alfred Nobel.
     
     

     

    Líder opositora de Maduro vence o Prêmio Nobel da Paz de 2025

  • Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

    Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

    Bombardeios russos atingiram instalações energéticas em Kiev, Zaporíjia e Dnipropetrovsk, provocando cortes de luz e gás. Mais de dez pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. Zelensky prometeu retaliar e reforçar os ataques de longo alcance contra alvos russos

    A Rússia lançou na madrugada desta quinta-feira (10) um ataque em larga escala contra a Ucrânia, mirando instalações de energia e provocando cortes de eletricidade e gás nas regiões de Kiev (norte), Zaporíjia (sudeste) e Dnipropetrovsk (centro), segundo autoridades locais.

    A empresa pública de gás de Zaporíjia informou nas redes sociais que as infraestruturas da capital regional foram danificadas, o que a obrigou a suspender temporariamente o fornecimento de gás natural.

    Em Kiev, o metrô opera com restrições, devido às interrupções no abastecimento de energia causadas pelos bombardeios russos. Já a companhia privada DTEK relatou que parte da capital permanece sem luz após os ataques à rede elétrica.

    O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que mais de dez pessoas ficaram feridas, mas não há registro de mortes até o momento.

    Em Dnipropetrovsk, o governador regional confirmou ataques russos ao sistema energético de Dnipro, Kamiansk e Krivi Rig, realizados com drones e mísseis.

    Nos últimos dias, a Rússia tem intensificado os bombardeios contra infraestruturas ucranianas de gás e eletricidade, estratégia que visa enfraquecer a capacidade energética do país antes do inverno.

    O presidente Volodimir Zelensky prometeu responder aos ataques e ordenou o reforço das capacidades de defesa e ataque de longo alcance da Ucrânia.

    Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

  • Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

    Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

    Com 122 votos a favor, o Parlamento peruano aprovou a saída da presidente Dina Boluarte. A líder, que não recorreu da decisão, será substituída interinamente pelo chefe do Congresso até as eleições gerais de 2026. Manifestantes celebraram o afastamento nas ruas de Lima

    O Congresso do Peru aprovou na noite desta quinta (9) a destituição da presidente Dina Boluarte, de 63 anos, em meio à crescente onda de criminalidade e instabilidade política no país. A medida foi aprovada por 122 votos a favor, e a governante não apresentou recurso contra a decisão.

    O presidente do Congresso, José Jerí, anunciou oficialmente a saída da líder peruana após a votação. Boluarte, que havia sido convocada para comparecer à sessão, não esteve presente. Com a destituição, o presidente do Parlamento assumirá interinamente o poder até as eleições gerais previstas para abril de 2026.

    A decisão foi recebida com comemorações nas ruas de Lima, onde manifestantes exibiam bandeiras do Peru e cartazes com frases como “Somos governados pela vergonha”, celebrando o afastamento da presidenta.

    Dina Boluarte chegou ao poder em dezembro de 2022, após a tentativa frustrada de golpe do então presidente Pedro Castillo, e tornou-se a primeira mulher a governar o país. Desde então, enfrentou forte impopularidade e diversas acusações de má gestão, frivolidade e incapacidade moral permanente, além de protestos que marcaram seu mandato.

    Desde 2016, o Peru vive uma profunda crise política, com seis presidentes em menos de uma década: dois foram destituídos pelo Congresso, dois renunciaram antes de enfrentar o mesmo destino, um completou um mandato interino e agora Boluarte se junta à lista de governantes afastados.

    Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

  • Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

    Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

    Os ministros de Israel estiveram reunido várias horas antes da votação final do documento que será assinado na sexta-feira no Egito; Ben-Gvir, da Segurança Nacional, votou contra o acordo de cessar-fogo mas a aprovação foi assegurada pelos restantes ministros

    BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel aprovou nesta quinta-feira (9) o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerrar, após dois anos e dois dias, a guerra na Faixa de Gaza. Mais cedo, a facção palestina havia dito ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.

    Falando na reunião de gabinete que ratificou o acordo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. “Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra”, afirmou o premiê, em inglês, ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. “Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo.”

    A reunião, que contou com a presença de todos os ministros do governo Netanyahu, durou horas e se estendeu até a madrugada no horário local. A aprovação do gabinete era a última etapa necessária para que o acordo entrasse em vigor -com isso, o cessar-fogo tem início imediato e as tropas israelenses devem começar seu primeiro recuo, movimentação que tem prazo de 24 horas para acontecer.

    Em seguida, assim que os soldados se retirarem, o Hamas tem 72 horas para entregar todos os reféns israelenses que estão no território. A expectativa levantada por Trump é de que os primeiros cheguem em Israel no sábado.

    Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados no mesmo período, e Trump disse na quinta que pode haver dificuldade de devolver alguns dos cadáveres. Durante esses três dias, o Hamas e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel -a facção diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.

    O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou “preparações operacionais” para a primeira fase do acordo, quando os soldados recuarão a uma linha intermediária, mas não deixarão Gaza por completo. Hoje, as Forças Armadas de Israel controlam mais de 70% do território -ao final da retirada, devem ter domínio de somente 53%, tendo deixado também os principais centros urbanos.

    Um recuo mais amplo deve acontecer apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino. Na quinta, autoridades americanas disseram à agência de notícias Reuters que o governo Trump vai enviar 200 soldados a Israel para auxiliar na estabilização de Gaza, mas que os americanos não vão entrar no território palestino.

    Com todas as fases do acordo concluídas, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza, inclusive no chamado corredor Filadélfia, área no sul do território palestino que vai da costa até o território israelense.

    Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências -cerca de 150 caminhões de suprimentos já estão a caminho da fronteira sul do território, e a expectativa é que eles possam entrar assim que os soldados israelenses se retirem.

    Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas, enquanto o governo israelense definiu como objetivo de guerra a desmilitarização do território e o presidente americano promete que isso vai acontecer nas próximas etapas de negociações.

    Especialistas israelenses ouvidos pela Folha de S.Paulo apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza. Também pode ser necessário flexibilizar a exigência de que o grupo terrorista não tenha qualquer papel no governo do território quando a guerra terminar.

    Ainda assim, Netanyahu sofre pressão externa e interna para concordar com os termos negociados, a começar pelo próprio presidente americano.

    Trump faz campanha para receber o Prêmio Nobel da Paz, agora endossado por Netanyahu, tem proximidade com países árabes mediadores do conflito e críticos de Israel, e incluiu em seu plano para Gaza menções a um “caminho crível” para o estabelecimento de um Estado palestino. Ainda que nebulosa, a ideia é rejeitada pelo premiê israelense.

    Internamente, Netanyahu tenta colher créditos pelo fim de uma guerra que ele próprio estendeu além do que a sociedade israelense parece suportar: poucos meses após o mega-ataque terrorista do Hamas, que deixou 1.200 mortos e deu início ao conflito, Netanyahu passou a ser duramente cobrado por críticos e familiares de reféns pela demora no retorno dos sequestrados -dos 251 levados pela facção palestina, 50 ainda estão em Gaza, e apenas 20 deles supostamente vivos. Em Gaza, mais de 67 mil morreram nos dois anos de guerra, segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas.

    Nesta quinta, Bredrosian, a porta-voz do premiê, afirmou que “todos os objetivos do primeiro-ministro foram atingidos”, referindo-se ao returno dos reféns, à derrota e ao desmantelamento do Hamas e à garantia de que Gaza não será mais uma ameaça para Israel.

    Também nesta quinta-feira, a Praça dos Reféns, local em Tel Aviv que se tornou o centro das manifestações pelo fim da guerra, familiares celebraram o anúncio de Trump de que o acordo foi concluído, com faixas de agradecimento ao presidente americano. Opositores de Netanyahu, como Yair Lapid e Benny Gantz, visitaram a praça e tiraram fotos com manifestantes.

    A percepção generalizada entre críticos do prolongamento do conflito é que o premiê o fez colocando interesses políticos pessoais acima da população. Antes do ataque do Hamas, Netanyahu era alvo de protestos massivos contra uma reforma judicial controversa que retirava poderes do Judiciário em meio a investigações criminais contra ele por corrupção.

    Seu gabinete, o mais à direita desde a criação do Estado judeu, tem integrantes da extrema direita nacionalista que sustentam a coalizão governista e são contrários a um acordo que termine a guerra sem a destruição completa do Hamas -Bezalel Smotrich (Finanças) e Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) falam ainda abertamente na anexação dos territórios e expulsão dos palestinos de lá.

    Por isso, o fim do conflito em termos que não agradam a ala mais extremista do governo pode se transformar em um novo desafio para que Netanyahu, que perde com o fim da guerra o principal elemento para desviar o holofote das críticas, mantenha-se no poder. Antes da reunião, Smotrich, por exemplo, adiantou que não votaria a favor do acordo de paz, e Ben-Gvir disse que derrubaria o governo se o Hamas não for desmantelado.

    Na quinta, Netanyahu voltou a defender que o presidente americano Donald Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito. O perfil do gabinete do premiê publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.

    De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo.

    Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

  • Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

    Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

    O Hamas confirmou o fim da guerra, marcando o início de um cessar-fogo permanente; governo reconhece o importante papel dos Estados Unidos para o tratado

    O governo brasileiro comemorou nesta quinta-feira (9) o anúncio do acordo entre Israel e o Hamas para novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro também ressalta a dimensão humanitária do acordo e incentiva as partes a cumprirem todos os termos do tratado. 

    Mais cedo, o Hamas confirmou o fim da guerra, marcando o início de um cessar-fogo permanente. O governo brasileiro reconheceu o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos e valoriza a atuação dos demais países mediadores: Catar, Egito e Turquia. 

    “O Brasil exorta as partes a cumprirem todos os termos do acordo e a engajarem-se de boa-fé em negociações para assegurar a efetivação da retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início do urgente processo de reconstrução da Faixa, sob coordenação e supervisão palestina, e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo, em consonância com o direito inalienável de autodeterminação do povo palestino”, diz o comunicado do MRE.  

    Segundo o Itamaraty, o acordo, se for efetivamente implementado, deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, que provocaram mais de 67 mil mortes, além do deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e devastação sem precedentes. 

    “Deverá, ademais, garantir a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca de prisioneiros palestinos, a entrada desimpedida de ajuda humanitária, e a retirada das tropas israelenses até linha acordada entre as partes, além de criar as condições para a imediata reconstrução de Gaza, com apoio da comunidade internacional”, diz o Itamaraty.

    O Itamaraty disse que o cessar-fogo deverá resultar em alívio efetivo para a população civil e  reiterou a necessidade de “assegurar acesso pleno, imediato, seguro e desimpedido da assistência humanitária e das equipes das Nações Unidas que atuam no terreno”.

    Segundo o MRE, uma paz justa, estável e duradoura no Oriente Médio passa pela implementação da solução de dois Estados. “Com um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, diz a nota do governo.

    Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

  • Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

    Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

    O Hamas anunciou que aceita um acordo de paz; o grupo terrorista quer incluir nomes de seis palestinos conhecidos na lista de prisioneiros a serem libertos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O plano de cessar-fogo em Gaza envolve a libertação de 250 palestinos que estão presos em Israel. Hamas insiste que lista de libertos deve incluir figuras proeminentes, mas Israel nega, reporta a rede Al Arabiya.

    Hamas quer incluir nomes de seis palestinos conhecidos na lista de prisioneiros a serem libertos. São eles: Marwan Barghouti, antigo líder do Fatah, Abdullah Barghouti, conhecido como engenheiro do Hamas, Ibrahim Hamed, considerado por Israel como seu prisioneiro mais perigoso, Ahmad Sa’adat, secretário-geral da Frente Popular pela Liberação da Palestina, Abbas al-Sayyid e Hassan Salameh, membros do Hamas.

    Libertação seria vitória simbólica para o Hamas. Os seis nomes aparecem de forma recorrente sempre que se fala em negociação de troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas, aponta a Al Arabiya.

    Para Israel, porém, os nomes estão fora de cogitação. Eles são considerados centrais demais nas preocupações de segurança para serem soltos algum dia.
    Porta-voz de Israel afastou libertação de Marwan Barghouti. “Posso te dizer que neste momento ele não será parte desta liberação”, disse um porta-voz israelense quando questionado por um jornalista sobre a possibilidade de liberdade a Barghouti, reporta a rede pan-árabe.

    Marwan Barghouti é um líder político. Ele é visto como um potencial nome para futuramente se tornar presidente da Palestina. Barghouti foi um congressista palestino, mas está preso desde 2002, quando foi condenado à prisão perpétua cinco vezes.

    Nesta quinta-feira (9), o Hamas anunciou o fim da guerra em Gaza. Grupo disse ter recebido garantias dos mediadores do acordo de paz e do governo dos EUA.

    Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

  • Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

    Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

    Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra; polícia disse que ele alegou ligação com o Estado Islâmico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mulher de Jihad al-Shamie, o homem que atacou pessoas em uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra, disse que ele era “manipulador”, mas não mostrava sinais de extremismo.

    “Ele não parecia radicalizado”, disse a mulher de Shamie. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a mulher, que não se identificou, disse que ele era violento e manipulador.

    Vivia colado em seu celular. Segundo a mulher, Jihad al-Shamie passava muito tempo no celular vendo canais de notícias árabes.

    Eles eram casados desde 2021. Ela disse que o relacionamento foi conturbado e ela pediu divórcio, mas ele recusou. Ele tinha ao menos mais uma esposa, que o definiu como “intimidador, controlador e agressivo”.

    Jihad al-Shamie era investigado por estupro. Segundo informações obtidas pelo Guardian, ele estava em liberdade condicional enquanto era investigado por este crime.

    “Ele era terrorista o tempo todo ou estava gritando por socorro?”, questiona a primeira esposa. Ela levantou a hipótese de que o ataque tenha sido motivado pela suspeita de estupro. “Talvez [ele tenha feito isso por causa] da sua vida problemática, porque ele está enganando muita gente. Aparentemente, ele estava sendo acusado de estupro pela polícia. Há tantas perguntas.”

    Polícia disse que ele alegou ligação com o Estado Islâmico. nesta quarta-feira (8), a polícia afirmou que Shamie ligou para os serviços de emergência logo antes do ataque à sinagoga e afirmou ter relação com o grupo terrorista. Ele, porém, não estava no radar por envolvimento com terrorismo.

    Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente a uma sinagoga. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas em estado grave. Um dos mortos e um dos feridos foram atingidos por tiros da polícia. Shamie também foi morto pela polícia.

    Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

  • Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

    Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

    Khalil Al-Hayya (foto) é o porta-voz do Hamas e confirmou o acordo; expectativa é que todos os reféns vivos sejam libertados até a segunda-feira (13)

    Na tarde desta quinta-feira (9), Khalil Al-Hayya, membro da alta cúpula do grupo terrorista Hamas, declarou o fim da guerra com Israel. O chefe do grupo disse ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente.

    O acordo de paz tinha sido anunciado por Donald Trump na Casa Branca, em Washington. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Israel e Hamas concordaram com a implementação de uma primeira fase para o fim da guerra.

    Em declarações na Casa Branca, Trump falou sobre o acordo de paz: “Eu acho que será uma paz duradoura, e espero que seja uma paz eterna no Oriente Médio. Os reféns devem ser libertados na segunda ou terça-feira. Pegá-los é um processo complicado. Esse será um dia de alegria, vou tentar visitar [Israel]. Estamos olhando as datas e iremos ao Egito, onde teremos uma assinatura oficial [do acordo]”, afirmou, elogiando também países árabes da região que participaram das negociações.

    Al-Hayya foi um porta-voz do grupo terrorista nas conversas sobre o plano de paz proposto pelos Estados Unidos na Faixa de Gaza.

    Por outro lado, Israel, fez uma reunião com o grupo de ministros do governo de Benjamin Netanyahu, mas ainda não confirmou se aceita o acordo oficialmente.

     

    Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

  • Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

    Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

    O gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, vai se reunir para discutir o acordo concluído para encerrar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante reunião nesta quinta-feira (9) que a guerra na Faixa de Gaza está encerrada, ainda que encontro do gabinete do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, ainda esteja debatendo o aval final para o plano.

    “Eu acho que será uma paz duradoura, e espero que seja uma paz eterna no Oriente Médio. Os reféns devem ser libertados na segunda ou terça-feira. Pegá-los é um processo complicado. Esse será um dia de alegria, vou tentar visitar [Israel]. Estamos olhando as datas e iremos ao Egito, onde teremos uma assinatura oficial [do acordo]”, afirmou Trump, que também elogiou países árabes da região que participaram das negociações.

    O gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reúne-se nesta quinta-feira (9) para discutir o acordo concluído para encerrar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza, poucos dias após o conflito completar dois anos. Em seguida, outra reunião do gabinete completo de Netanyahu se reúne para deliberar sobre o tema.

    O premiê defendeu, pouco antes da reunião, que Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito, indicando o desfecho esperado positivo. O perfil do gabinete de Netanyahu publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.

    De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano, nesta quinta-feira (8), de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo (12), e seus negociadores principais, Jared Kushner e Steve Witkoff, chegam em Israel nesta quinta.

    Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

  • Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

    Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

    O incidente aconteceu quando um avião da Ryanair, que tinha a Escócia como destino, teve de se dirigir para Manchester e declarou ‘mayday fuel’, uma vez que a aeronave estava ficando sem combustível

    Um avião da companhia aérea Ryanair foi forçado a fazer um pouso de emergência depois de ter ficado sem combustível durante o voo. O incidente aconteceu no último dia 3 de outubro, quando a aeronave viajava de Pisa, na Itália, para Glasgow, na Escócia.

    No dia em questão, algumas regiões da Escócia estavam em alerta devido à tempestade Amy, com rajadas de vento de quase 160 km/h e que causou vários problemas na rede de transportes do país, assim como o cancelamento de vários voos. 

    “Depois de sair tarde de Pisa por causa de uma greve geral e de manifestantes invadindo a pista do aeroporto, estávamos preocupados de que não chegaríamos a Prestwick antes da tempestade”, começou explicando um passageiro ao Ayr Advertiser. E continuou: “Tudo estava bem até começarmos a descer. O avião circulou algumas vezes antes de tentar pousar, mas acabou subindo quase imediatamente”. 

    O passageiro revelou que foi dito que tentariam pousar “mais uma vez”, mas, se não fosse possível, teriam de “ir para Manchester”.

    “Na segunda vez, quase chegamos à pista, mas, no último minuto, paramos bruscamente”, explicou, acrescentado que os passageiros estavam “calmos até à descida” e que “havia algumas pessoas preocupadas” porque sentiam “que o avião estava com dificuldades”. 

    O passageiro disse que o avião andou às voltas, tendo ainda tentado pousar em Edimburgo: “Foi tão mau como a segunda vez que tentamos pousar em Prestwick. Havia muita turbulência”.

    “As pessoas começaram a ficar preocupadas porque o som do avião ‘puxando’ era dramática”, disse, notando que os passageiros ficaram mais tranquilos quando finalmente terem pousado no aeroporto de Manchester.

    “Percebemos o quanto as coisas estavam ruins depois de vermos imagens do pouso em Manchester quase sem combustível”, explicou.

    O passageiro disse ainda que as pessoas ficaram “aliviadas” depois do pouso e sem vontade de “voar tão cedo”. Ainda assim, salientou que ninguém entrou em pânico.

    A tripulação emitiu um “mayday fuel” – declaração de emergência em que o piloto informa que o combustível disponível é inferior ao necessário para chegar ao destino e cumprir a reserva obrigatória de 30 minutos de voo – e quando pousou em Manchester teria apenas combustível para cerca de 5 ou 6 minutos de voo.

    Ao The Harold, um porta-voz da companhia aérea sublinhou que o incidente já foi reportados “às autoridades relevantes” e que agora está em curso uma investigação.

    Em uma publicação do Flightradar24 é possível ver as voltas que a aeronave fez até que conseguisse pousar em segurança em Manchester.

    Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido