Categoria: MUNDO

  • Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    O brasileiro Fernando Sabag Montiel foi condenado a dez anos de prisão; o ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando em 1º de setembro de 2022

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A Justiça da Argentina condenou nesta quarta-feira (8) o brasileiro Fernando Sabag Montiel, a dez anos de prisão, e Brenda Uliarte, a oito anos, pela tentativa de assassinato da ex-presidente Cristina Kirchner, na noite de 1º de setembro de 2022.

    Em suas últimas palavras perante os juízes antes da leitura da sentença, ele disse que o caso estava repleto de irregularidades. “Este caso foi armado e isso é conhecido. Eles plantaram uma arma”, disse.

    Os fundamentos da sentença serão conhecidos em 9 de dezembro, de acordo com o Tribunal.

    Na noite do atentado, Fernando Sabag Montiel, 38, se misturou a apoiadores da então vice-presidente Cristina Kirchner que a esperavam na porta de sua casa, em Buenos Aires. Quando Cristina tirava fotos e autografava livros, ele atirou duas vezes mirando a arma a 15 centímetros do rosto dela, mas as balas não saíram. Ele nasceu no Brasil e tem nacionalidade argentina, carregava uma pistola com cinco balas.

    Junto com sua namorada, Brenda Uliarte, ele enfrentava as acusações de tentativa de homicídio qualificado. A promotoria acusou Sabag Montiel e Uliarte do crime triplamente agravado por dolo, por violência de gênero em forma de violência política e pelo uso de arma de fogo.

    O pedido da promotoria era para que ele fosse condenado a 15 anos de prisão e ela fosse condenada a 14 anos. Ao longo do processo, Sabag Montiel afirmou que tentou matar a peronista como um “ato de justiça”.

    Imagens de câmaras de segurança divulgadas ao longo das investigações mostram o casal circulando por eventos de apoiadores de Cristina, vendendo algodão-doce.

    A tentativa de homicídio reavivou memórias da violência política na Argentina, algo que se pensava ter sido erradicado desde a ditadura civil-militar. O ataque gerou uma grande onda de apoio a Cristina.

    Javier Milei, que ainda não era presidente da Argentina, e a atual ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich, estão entre os poucos políticos de peso nacional que não condenaram publicamente a tentativa de magnicídio.

    Sabag Montiel nasceu em 1987, no Brasil e, segundo a imprensa argentina, vive no país desde 1993. Sua mãe é argentina e seu pai, o chileno Fernando Ernesto Montiel Araya, já foi alvo de um inquérito da Polícia Federal brasileira em 2020.

    O ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando, ela foi condenada em 2022 e em 2025 a Suprema Corte confirmou a condenação da ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires em um imóvel diferente daquele em que ocorreu a tentativa de assassinato.

    A promotoria não apresentou acusações contra um terceiro suspeito, Nicolás Carrizo, após constatar que ele não tinha conhecimento do plano.

    Durante o julgamento, os advogados de Kirchner solicitaram uma investigação sobre os possíveis mentores do ataque, mas o pedido foi rejeitado. Kirchner denunciou a perseguição política, afirmando: “Querem que eu seja presa ou morta.”

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

  • Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

    Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

    Sébastien Lecornu, que renunciou na segunda-feira (6), disse que cenário atual permite a Macron fazer anúncio até sexta (10); o demissionário disse que há maioria parlamentar para evitar a dissolução da Assembleia Nacional

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O primeiro-ministro demissionário da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta quarta-feira (8) que seu sucessor pode ser indicado “nas próximas 48 horas”, evitando a dissolução da Assembleia Nacional, o equivalente à Câmara dos Deputados francesa.

    Em entrevista à principal rede pública de TV, Lecornu afirmou que “um caminho ainda é possível” para encontrar uma maioria capaz de governar o país em meio a uma profunda crise política. Ele se encontrou à tarde com o presidente Emmanuel Macron, mas se recusou a revelar detalhes da conversa.

    O Palácio do Eliseu anunciou que Macron não se pronunciaria na noite desta quarta.

    Nomeado há um mês por Macron -o terceiro premiê desde a última eleição legislativa, em julho do ano passado-, Lecornu renunciou na segunda (6), diante do impasse provocado pela falta de maioria parlamentar. A pedido do presidente, porém, passou as últimas 48 horas negociando com os líderes de diversos partidos políticos uma saída para a crise.

    Dessas discussões surgiu o rumor de que poderia ser nomeado um primeiro-ministro da esquerda moderada -os três anteriores foram de centro ou direita- e que a reforma das aposentadorias promulgada em 2023 seria suspensa.

    “Macron abandonado pelos seus”. A manchete do jornal conservador Le Figaro desta quarta (8) resume bem o sentimento de que o presidente está isolado, a tal ponto que três ex-primeiros-ministros nomeados por ele, outrora aliados fiéis, passaram a dar declarações discordantes.

    Gabriel Attal (premiê de janeiro a setembro de 2024) disse “não entender mais as decisões” do presidente. Édouard Philippe (2017-2020) defendeu a antecipação da eleição presidencial prevista para maio de 2027 -ou seja, a renúncia de Macron. E Élisabeth Borne (2022-2024) admitiu o que antes era impensável, a suspensão da reforma das aposentadorias, que ela mesma impôs ao Parlamento quando foi primeira-ministra.

    Altamente impopular, a reforma elevou a idade mínima de 62 para 64 anos. A reversão dessa medida é uma das principais bandeiras da esquerda. Uma suspensão da regra, pelo menos temporária, é uma das condições impostas pelo Partido Socialista para participar de um novo gabinete.

    Lecornu foi evasivo em relação à possibilidade de suspensão. “É preciso ser surdo para não ouvir que há francesas e franceses que dizem: há uma ferida democrática”, declarou, reconhecendo que a opinião pública considera a reforma imposta sem o devido debate público. Ressalvou, porém, que o problema deve ser resolvido por seu sucessor.

    Os dois extremos do espectro político -A França Insubmissa (LFI) de Jean-Luc Mélenchon, de ultraesquerda, e a Reunião Nacional (RN) de Marine Le Pen, de ultradireita- se recusaram a participar da rodada de 48 horas de negociações de Lecornu. Ambos pedem a dissolução da Assembleia Nacional ou a renúncia de Macron.

    Tanto Mélenchon quanto Le Pen aspiram a suceder Macron, impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato. Le Pen, porém, apesar de líder nas pesquisas, está inelegível devido a uma condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu. Seu recurso será julgado em janeiro.

    Ela deu uma longa entrevista coletiva na tarde desta quarta. Procurando demonstrar serenidade, disse que seu partido apresentará uma moção de censura contra “todos os governos” que Macron nomear.

    “Eles morrem de medo de voltar às urnas”, disse Le Pen sobre o esforço de Macron para encontrar uma saída negociada que evite a necessidade de uma dissolução da Assembleia Nacional, em tese a solução mais natural para as crises políticas do regime parlamentar francês.

    Pesquisas indicam que a ultradireita seria favorita em uma nova eleição legislativa, cenário desastroso para um macronismo em clima de fim de reinado.

    O passar dos dias sem governo aumenta ainda o risco de que a França não consiga aprovar até 31 de dezembro o orçamento de 2026. Nesta semana Lecornu deveria ter apresentado sua proposta. Ele defende profundos cortes de gastos para reduzir o déficit público, de mais de 5% do Produto Interno Bruto. A instabilidade vem piorando a nota da dívida francesa nas agências de notação.

    Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

  • Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

    Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

    Trump tem feito experimentos com tecnologia e repercutido mais em jornais do que nas redes; conteúdo tem origem em podcasts; especialista fala em tática diversionista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A paralisação do governo americano causada pela falta de consenso no Congresso sobre o orçamento federal já afeta os serviços do governo dos EUA, mas foi por outro ângulo que Trump ganhou espaço na mídia na última sexta (3): um vídeo feito com inteligência artificial no qual exalta a atuação de um de seus mais altos funcionários.

    O material foi publicado na Truth Social, rede social do mandatário americano, na qual não há regras sobre a divulgação de materiais produzidos com IA.

    O deepfake -um vídeo gerado com IA copiando a aparência de alguém (o próprio Trump no caso)- mostra o presidente americano tocando percussão para Russ Vought, o diretor do escritório de gestão e orçamento dos EU, que, vestido como a Morte, corta gastos com uma foice.

    O post de Trump é um corte de vídeo feito, pelo influenciador Brenden Dilley, o líder do Dilley Meme Team, uma autodeclarada milícia online de Trump formada por 21 contas espalhadas entre X, Rumble e Truth Social. Subiu primeiro na rede social Rumble, que não impõe moderação.

    O discurso oficial da Casa Branca, assinado por Vought, é que o fechamento da máquina pública é uma oportunidade para demitir servidores públicos culpando os democratas por não aceitarem o orçamento. Ao mesmo tempo, um levantamento da YouGov encomendado pela Economist mostra que a maioria da população americana liga a piora dos serviços à atuação do Partido Republicano, de Trump.

    Em vez de tratar do assunto, o presidente americano publicou uma sequência de vídeos de IA, da qual o vídeo de Vought foi o primeiro. Depois, apareceu com as vestes jedi de Star Wars em frente a um precipício e, na sequência, arremessando bonés na cabeça de apoiadores no salão oval da Casa Branca -tudo era artificial.

    O episódio não é inédito, uma vez que Trump divulgou montagens de democratas vestindo sombreiros mexicanos depois de ter sua proposta de orçamento recusada e publicou um vídeo de IA de uma suposta “riviera Palestina” com homens árabes vestidos de dançarinas do ventre.

    Para a fundadora da agência de checagem Lupa, Cristina Tardáguila, Trump usa esse material que beira o ofensivo como uma tática diversionista para ditar a pauta dos veículos de comunicação.

    Segundo a plataforma de monitoramento Palver, os vídeos repercutem mais na imprensa do que nas redes sociais. Uma busca que relacionava Vought ao meme “Reaper” (o “Ceifador”, personagem que representa a morte) na plataforma Palver retornou 406 artigos noticiosos e zero menções em grupos de WhatsApp e Telegram brasileiros monitorados -o número também é zero entre contas brasileiras relevantes no X (ex-Twitter) e no Instagram.

    Uma busca do vídeo no X mostra que a maior repercussão do vídeo, além da republicação por Trump, foi em uma parcela da bolha trumpista. No TikTok, tampouco houve grande repercussão. Ao mesmo tempo, o assunto foi tema de episódio do podcast diário do New York Times, o Daily.

    Tardáguila compara essa operação aos factoides criados pelo ex-prefeito carioca Cesar Maia, que proibiu videogames violentos e criticou o horário de verão durante momentos de crise. Procurado, Maia disse que não usaria essa estratégia nos dias de hoje. “Vivemos outro momento com outras implicações.”

    Na era das redes sociais, essa tática recebe o nome de “trolling”, em referência a “troll”, monstro nórdico conhecido por ser traiçoeiro. O troll é o usuário de internet que publica material ofensivo para chamar atenção.

    Dilley, o autor original do vídeo, se identifica como um “mestre troll”.

    Na imprensa, sobretudo americana, o vídeo de Vought chocou por usar uma paródia feita com IA de uma famosa música americana protegida por direitos autorais -“(Don’t Fear) the Reaper” da banda Blue Öyster Cult.

    Em sua página oficial no Facebook, a banda disse que não foi notificada do uso da própria música, que foi base da paródia feita com IA divulgada por Trump.

    “Os direitos autorais da música pertencem 100% à Sony Music, e a banda Blue Oyster Cult não tem direito algum sobre o uso da faixa.”

    Procurada, a Sony não quis comentar o caso.

    No YouTube, por exemplo, onde há regras rígidas contra reprodução de imagens e sons protegidos por direitos autorais, o vídeo seria derrubado pela moderação.

    O videocast de Dilley também está online no Spotify desde o dia 3 de outubro. A plataforma de streaming de música, que implementou regras para impedir que artistas tenham a voz copiada em músicas geradas com IA, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    Os 21 membros da autodeclarada milícia digital Dilley Meme Team produzem memes, divulgam-nos de forma organizada na rede e, de acordo com a descrição de sua página, levam com frequência suas criações às contas do presidente Trump e até a comícios presidenciais.

    Ainda segundo Dilley, o grupo consegue dinheiro nas redes com publicidade programática e venda direta de anúncios e direciona parte das receitas ao diretório do presidente americano. Na corrida presidencial de 2024, uma empresa em nome do influenciador doou US$ 7.000 à campanha de Trump.

    Dilley disse em podcast que já recebeu intimações por usar músicas sem autorização, mas nunca teve de retirar nada do ar. “Vou limpar o traseiro com as intimações”, afirmou. Procurado pela reportagem nas redes sociais e via email, ele não respondeu.

    Segundo o ativista, as músicas são feitas com trilha sonora de karaokê e a letra e a canção são feitas com ferramentas de IA -ele não mencionou quais. O uso de trilhas sonoras de karaokê para fazer paródias é permitido na jurisprudência dos Estados Unidos.

    Porém, segundo Dilley, a maior proteção desse conteúdo é o próprio Trump: “Depois que o presidente posta, quero ver pedirem que remova o vídeo”, disse.

    Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

  • Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

    Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

    Presidente dos Estados Unidos ordenou o envio da Guarda Nacional para o estado em meio a protestos contra agenda de imigração

    Nesta quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que o governador do Illinois, J.B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, “deveriam estar presos”, acusando os dois políticos democratas de não protegerem os agentes federais de imigração.

    A declaração de Trump foi feita em uma mensagem publicada na rede Truth Social, quando se verifica um impasse entre as autoridades estaduais do Illinois e a Casa Branca sobre a ordem presidencial de enviar forças federais para as ruas de Chicago.

    A medida, que já foi contestada judicialmente, insere-se em uma estratégia que Trump tem aplicado em várias cidades governadas por democratas, alegando razões de segurança pública.

    As autoridades locais consideram, porém, que a intervenção federal constitui um abuso de poder e uma violação da autonomia municipal.

    A administração republicana de Trump intensificou também as rusgas contra imigrantes em situação irregular, o que levou o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, a declarar “zonas livres de ICE [sigla em inglês dos Serviços de Imigração]” para impedir o uso de propriedades municipais em operações desta agência federal.

    Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

  • Show de rock de Milei em meio a crise é criticado até por aliados

    Show de rock de Milei em meio a crise é criticado até por aliados

    Em meio à crise política provocada pela renúncia de José Luis Espert, aliado acusado de receber recursos de um suspeito de tráfico, Javier Milei realizou um show em Buenos Aires que gerou forte repercussão negativa. Críticos chamaram o evento de “surrealista” e “fora da realidade do país”

    (CBS NEWS) – Javier Milei conseguiu uma quase unanimidade com o show dado por ele no Movistar Arena, casa portenha de espetáculos para 15 mil pessoas, na noite de segunda-feira (6). Infelizmente para o presidente, as coincidências eram de críticas negativas.

    O espetáculo não poderia ter ocorrido em um momento mais sensível: menos de 24 horas após José Luis Espert, principal candidato de Milei a deputado nacional pela província de Buenos Aires no próximo dia 26, se ver forçado a renunciar.

    O governo sofreu dias de desgaste após documentos serem revelados pela Justiça do Texas apontando que Espert recebeu recursos de Fred Machado, suspeito de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

    Os organizadores do show esperavam que Espert estivesse no palco com Milei, para a apresentação de seu novo livro, “La Construcción del Milagro” (A Construção do Milagre), como ele fez em um evento parecido no ano passado. Mas a crise política riscou o nome de Espert também dessa lista.

    Dois jornais argentinos que dificilmente coincidem em suas capas, desta vez concordaram.

    “Um show surrealista no meio da crise”, definiu o La Nacion. O jornal conservador lembrou que o grupo político do presidente aguarda novidades do possível auxílio financeiro dos Estados Unidos, com uma visita da equipe econômica em Washington desde sexta-feira (3).

    Já o diário de esquerda Página/12 comparou Milei aos músicos que seguiram tocando enquanto o Titanic afundava. “Milei tentou reavivar sua campanha com músicas de artistas que não gostam dele”, escreveu a publicação.

    Como na campanha de 2023, o presidente abriu o evento cantando “Panic Show”, do La Renga, que fala de um leão -apelido de Milei, pelo corte de cabelo que lembra uma juba- que devora seus adversários.

    Pulou, dançou e cantou para uma plateia de apoiadores, que puderam retirar ingressos gratuitos para vê-lo tocar com uma banda formada por deputados e outros aliados. O partido de Milei não divulgou os custos do evento e nem se ele foi patrocinado.

    “Tem fogo?”, perguntou o presidente horas antes da apresentação, durante o ensaio da banda, ao testar os efeitos especiais, de chamas e fumaça. No evento, Milei também entoou versos do Hino Nacional da Argentina, enrolado em uma bandeira do país.

    “Eu que vivi entre fascistas/ Eu que morri no altar/ Eu que nasci com os que estavam bem/ Mas à noite tudo dava errado”, cantou em seguida o presidente, os versos no original, em espanhol, de “Demoliendo Hoteles”, de Charly García, um dos artistas mais queridos do rock argentino.

    A canção, entre as principais de García, é uma crítica à última ditadura (1976-1983), mas o presidente adaptou alguns versos para criticar a oposição kirchnerista.

    Já em “Rock del Gato”, dos Ratones Paranoicos, o presidente cantou que “se tudo sair bem, ele fará de novo”.

    No meio do espetáculo, Milei reforçou seu apoio a Israel e fez uma homenagem aos ataques de 7 de Outubro e à comunidade judaica na Argentina. Para isso, escolheu a canção popular “Hava Naguila” (“vamos nos alegrar”, em hebraico), geralmente reservada para momentos festivos.

    “Acredito que nunca vimos algo assim”, disse o apresentador do LN+ Esteban Trebucq, um dos primeiros a entrevistar Milei antes que ele se tornasse presidente e que olhava incrédulo as imagens da apresentação.

    A candidata a deputada nacional María Eugenia Talerico, crítica ao kirchnerismo e que estava no programa, começou a chorar quando questionada sobre o que achava do espetáculo. “Isso me causa muita consternação”, disse Talerico. “Ele deveria estar pedindo perdão à sociedade argentina, que não está passando por um bom momento.”

    Luis Majul, outro jornalista alinhado a Milei, também criticou o evento. “Tudo isso, se a economia estivesse indo bem, e o governo não tivesse os problemas que teve com os casos $Libra [criptoativo promovido por Milei], Spagnuolo [de suposta corrupção na compra de medicamentos] e Espert, poderia ser decodificado de outra forma”, disse Majul, também no canal LN+. “Obviamente, eles querem recriar uma mística, que está em outro contexto.”

    O presidente seguiu sua agenda de campanha nesta terça-feira (7) em um evento em Mar del Plata. Também deve visitar nos próximos dias Mendoza, Santa Cruz, Chaco e Corrientes.

    Show de rock de Milei em meio a crise é criticado até por aliados

  • Prefeita alemã esfaqueada continua em estado grave; filha é suspeita

    Prefeita alemã esfaqueada continua em estado grave; filha é suspeita

    Iris Stalzer, recém-eleita prefeita de Herdecke, permanece em estado crítico após ser esfaqueada em casa. A polícia investiga a filha adotiva, de 17 anos, como principal suspeita e trata o caso como uma tragédia familiar, sem motivação política

    A prefeita recém-eleita da cidade de Herdecke, na Alemanha, Iris Stalzer, de 57 anos, permanece em estado crítico após ter sido esfaqueada em sua casa na noite de terça-feira (7). Segundo a imprensa alemã, a principal suspeita do ataque é sua filha adotiva, de 17 anos.

    Stalzer foi encontrada gravemente ferida pelos dois filhos adotivos no apartamento onde morava, com múltiplos ferimentos no abdômen e nas costas. De acordo com o jornal Bild, a prefeita conseguiu se refugiar dentro do imóvel após o ataque. Inicialmente, os filhos relataram à polícia que ela havia sido agredida por vários homens, mas as investigações indicam agora que o crime teria ocorrido dentro do próprio círculo familiar.

    A jovem suspeita, que teria histórico de desentendimentos com a mãe, chegou a ameaçá-la com uma faca durante as férias da família no último verão, segundo a revista Der Spiegel. A polícia confirmou que tanto a filha quanto o filho de Stalzer estão sob custódia, enquanto os fatos são apurados.

    Fontes próximas à investigação afirmam que a prefeita recuperou a consciência e disse conhecer a pessoa que a atacou, mas se recusou a revelar o nome. A polícia de Hagen e o Ministério Público informaram que não há indícios de motivação política, classificando o caso como uma “tragédia familiar”.

    Iris Stalzer havia sido eleita recentemente para comandar a prefeitura de Herdecke, no distrito de Ennepe-Ruhr, na região de Renânia do Norte-Vestfália.

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou nas redes sociais que a prefeita foi vítima de um “ato hediondo” e disse “temer por sua vida”. Já o secretário-geral do Partido Social-Democrata (SPD), Matthias Miersch, expressou consternação e desejou a pronta recuperação da colega de partido.
     

     

    Prefeita alemã esfaqueada continua em estado grave; filha é suspeita

  • Estudo indica Trump como principal disseminador de desinformação nos EUA

    Estudo indica Trump como principal disseminador de desinformação nos EUA

    Relatório do International Center for Journalists aponta Donald Trump como principal fonte de desinformação nos Estados Unidos em 2024. O estudo indica que o ex-presidente usou estratégias políticas internas para difundir narrativas falsas e alimentar ataques à imprensa e à democracia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi apontado como o principal disseminador de desinformação no país em 2024, segundo um estudo do International Center for Journalists (ICFJ).

    De acordo com o relatório “Desarmando a Desinformação: Estados Unidos”, Trump foi “a fonte dominante e distribuidora de desinformação” no país durante o último ano. O estudo aponta que o ex-presidente recorreu a estratégias políticas internas — e não a interferências estrangeiras — para impulsionar narrativas falsas no debate público americano.

    Os pesquisadores destacam que grupos no WhatsApp e outras plataformas digitais fechadas funcionam como “bolhas de informação” que alimentam rumores e distorções, amplificando a desinformação.

    “O espalhamento viral de notícias falsas e o ataque estratégico a jornalistas se tornaram ameaças interligadas à democracia”, diz o relatório. “Em uma era de autoritarismo crescente e retrocessos democráticos, falsidades são usadas como armas por figuras públicas para manipular a opinião pública, enfraquecer o jornalismo e intimidar profissionais da imprensa.”

    O estudo afirma que essa dinâmica se consolidou nos Estados Unidos, com Trump promovendo “narrativas manifestamente falsas” ao longo dos últimos anos. A confiança na mídia tradicional segue em queda, enquanto crescem os ataques à imprensa por parte do governo americano.

    Cerca de 86% dos entrevistados relataram ter visto ou ouvido jornalistas sendo assediados ou abusados online, o que indica a normalização da hostilidade contra a imprensa.

    “O momento exige não apenas integridade jornalística e respostas inovadoras a essas ameaças, mas também uma compreensão clara de como a desinformação se espalha no ecossistema midiático”, conclui o estudo, que analisou 10 mil publicações e notícias veiculadas em 2024, além de entrevistas com 1.020 americanos.

    Estudo indica Trump como principal disseminador de desinformação nos EUA

  • Trio vence Nobel de Química por criar nova arquitetura molecular

    Trio vence Nobel de Química por criar nova arquitetura molecular

    Os cientistas Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi receberam o Prêmio Nobel de Química de 2025 pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs, que revolucionaram o armazenamento de gases e a captura de carbono com suas redes cristalinas altamente porosas

    O Prêmio Nobel de Química de 2025 foi concedido nesta quarta-feira (8) a Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi, pela criação de um novo tipo de arquitetura molecular baseada em estruturas metal-orgânicas.

    De acordo com o comitê sueco, os três cientistas desenvolveram as chamadas MOFs (Metal-Organic Frameworks), redes cristalinas altamente porosas formadas pela combinação de íons metálicos e moléculas orgânicas. Essas estruturas revolucionaram a forma como os materiais armazenam, separam e transportam substâncias, com aplicações que vão desde o armazenamento de gases até a captura de carbono.

    A temporada dos Prêmios Nobel de 2025 começou na segunda-feira (6) com o anúncio dos vencedores de Medicina, seguido na terça (7) pela premiação em Física. O Nobel de Medicina foi entregue a Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi por suas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica.

    O Prêmio Nobel de Economia será anunciado no dia 13 de outubro. Todos os prêmios são revelados em Estocolmo, na Suécia, com exceção do Nobel da Paz, que é anunciado pelo Comitê Nobel Norueguês em Oslo.

    Os Prêmios Nobel foram criados em 1895 pelo químico e inventor sueco Alfred Nobel, responsável pela descoberta da dinamite, e concedidos pela primeira vez em 1901. A cerimônia oficial de entrega acontecerá em 10 de dezembro, data que marca o aniversário de morte de Nobel, falecido em 1896.
     
     

     

    Trio vence Nobel de Química por criar nova arquitetura molecular

  • Maduro diz que EUA abrigam suspeitos de planejar ataque a embaixada

    Maduro diz que EUA abrigam suspeitos de planejar ataque a embaixada

    Presidente venezuelano afirma ter entregue a Washington os nomes e a localização dos responsáveis por suposto atentado e acusa setores da direita local de tentar provocar um conflito por meio de uma “operação de bandeira falsa”

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que os responsáveis por planejar um atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Caracas estão em território norte-americano. Segundo ele, o governo dos EUA foi informado sobre a identidade e o paradeiro dos suspeitos.

    “Foram tomadas as medidas de segurança pertinentes, porque respeitamos o direito internacional. O deputado Jorge Rodríguez informou os nomes, apelidos e localização das pessoas responsáveis, que a partir dos Estados Unidos prepararam esse atentado à embaixada dos EUA em Caracas”, declarou Maduro na terça-feira.

    O presidente venezuelano fez o pronunciamento durante um encontro com os embaixadores da Rússia e da China, transmitido pela televisão estatal. Ele explicou que os dados sobre os responsáveis pelo plano foram entregues na segunda-feira ao adido da missão diplomática dos EUA em Bogotá, na Colômbia, John McNamara.

    “Os EUA têm toda a informação e, se necessário, nós a tornaremos pública. Por prudência, informamos oficialmente o governo norte-americano para que realize as investigações e proceda à captura imediata dos terroristas que estão lá mesmo, nos Estados Unidos”, afirmou Maduro.

    Ele destacou ainda que “seria aconselhável que os organismos competentes dos EUA investigassem com seriedade esta informação”, enviada “de boa-fé pelo governo bolivariano da Venezuela”.

    Maduro também minimizou um possível distanciamento diplomático entre Caracas e Washington, após o envio de tropas americanas para o Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico. “Eles divulgam a notícia de que não têm relações diplomáticas conosco. Nós também não temos com vocês”, ironizou.

    Segundo o presidente, “os gringos negam ter contato com Caracas para ignorar que lhes entregamos os nomes dos terroristas” e advertiu que, se o atentado tivesse sido consumado, “teria sido um incidente grave”.

    Na segunda-feira, o governo venezuelano denunciou planos de “setores extremistas da direita local” para realizar um atentado com explosivos contra a embaixada dos EUA em Caracas. A sede diplomática, embora fechada desde 2019, tem sido alvo de rumores de que abriga a líder da oposição María Corina Machado, que está foragida desde as eleições presidenciais de julho de 2024.

    “Quero anunciar que, por três vias diferentes, alertamos o governo dos Estados Unidos sobre uma grave ameaça: através de uma operação de bandeira falsa preparada por setores extremistas da direita local, há uma tentativa de colocar explosivos letais na embaixada”, escreveu Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, no Telegram.

    Durante o programa “Con Maduro +”, o presidente afirmou que, graças ao trabalho do sistema de inteligência venezuelano, foi possível “rastrear as conversas entre os planejadores da ação terrorista”.

    “É uma operação típica de bandeira falsa, uma provocação para criar um escândalo e culpar o governo bolivariano, iniciando uma escalada de confrontos em que não haverá perguntas, apenas o barulho das metralhadoras e mísseis”, declarou.

    A embaixada dos Estados Unidos em Caracas está fechada desde janeiro de 2019, quando Maduro rompeu relações diplomáticas com Washington. À época, o governo norte-americano reconheceu o então líder opositor Juan Guaidó como “presidente interino” da Venezuela, acusando Maduro de fraude eleitoral.

    As tensões entre os dois países aumentaram novamente em agosto, após o envio de navios de guerra norte-americanos para o Caribe, sob a justificativa de intensificar o combate ao narcotráfico na região.

    Maduro diz que EUA abrigam suspeitos de planejar ataque a embaixada

  • Refém do Hamas relata horror em cativeiro: “Se achasse migalha, comia”

    Refém do Hamas relata horror em cativeiro: “Se achasse migalha, comia”

    O luso-israelense Eli Sharabi passou 491 dias em cativeiro acreditando que reencontraria a esposa e as duas filhas. Libertado, descobriu que elas haviam sido mortas durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023

    Nesta terça-feira (7), completaram-se dois anos do conflito na Faixa de Gaza, iniciado após os ataques de 7 de outubro de 2023. Entre as vítimas israelenses está a família do luso-israelense Eli Sharabi, um dos 251 reféns feitos pelo Hamas. Libertado após 491 dias em cativeiro, ele descobriu que a esposa e as duas filhas haviam sido mortas no ataque, uma tragédia que o levou a escrever um livro sobre sua experiência.

    Eli Sharabi foi um dos 251 reféns feitos pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Após 491 dias em cativeiro, foi libertado em uma das trocas de reféns entre Israel e o grupo palestino e voltou para casa acreditando que reencontraria a mulher e as duas filhas. Sharabi não sabia que elas não haviam sobrevivido ao ataque.

    Esta terça-feira marca o segundo ano do conflito na Faixa de Gaza, entre Israel e o Hamas, agravado pelos ataques de 7 de outubro, que causaram cerca de 1.200 mortes e desencadearam uma ofensiva militar israelense que já deixou mais de 67 mil mortos desde o início.

    Entre as vítimas está a família de Sharabi, que, após ser libertado, decidiu escrever um livro contando o que viveu em cativeiro. Sharabi, que é luso-israelense, perdeu também o irmão, Yossi Sharabi, de 53 anos, uma das vítimas mortas pelo grupo.

    Durante quase 500 dias, o israelense relata que apenas a esperança de rever a mulher, Lianne, e as duas filhas, de 16 e 13 anos, o fez suportar o cativeiro. “A crença de que elas estão vivas, a minha preocupação por elas, dá-me força”, recorda no livro “Hostage”, citado pelo New York Post.

    Por isso, em fevereiro deste ano, quando soube que seria libertado, permitiu-se imaginar a vida novamente com sua família. As filhas correriam em sua direção quando se reunissem, ele as abraçaria e, depois, todos se mudariam para a Inglaterra, terra natal da esposa, longe do conflito que os separou.

    Sharabi ainda não sabia da guerra nem que 101 dos seus vizinhos haviam morrido no ataque. Soube da morte do próprio irmão, também refém, momentos antes de ser libertado.

    Ao New York Post, o israelense detalhou a cerimônia de libertação em Gaza, chamando-a de um “espetáculo de propaganda” do Hamas. Na época, Sharabi, com pouco mais de 43 quilos, foi levado a um palco e questionado sobre o que faria com a recém-adquirida liberdade. “Eu disse que estava muito entusiasmado por ver a minha mulher e filhas.”

    “Foi a nossa última humilhação”, contou. “Mas eu imaginei que as minhas filhas e a Lianne, em breve, estariam a correr para os meus braços.”

    Quando finalmente foi entregue às autoridades israelenses, a funcionária que o acompanhou disse que sua mãe e irmã o esperavam. Ao perguntar sobre a esposa e as filhas, ouviu apenas: “A tua mãe e irmã depois explicam-te.”

    “Foi como se um martelo de cinco quilos me caísse sobre a cabeça”, disse, admitindo que entendeu, de imediato, que sua família estava morta.

    Lianne, Noiya e Yahel foram baleadas após Sharabi ser capturado em 7 de outubro. Nem o cachorro da família, Mocha, sobreviveu ao ataque.

    A força que o manteve vivo durante o cativeiro nunca mais estaria à sua espera, mas a promessa de Sharabi às filhas foi cumprida: ele voltou para casa.

    Sharabi relatou que esteve acorrentado vinte e quatro horas por dia, com correntes de ferro nos tornozelos que rasgavam sua pele. Os pulsos estavam amarrados com cordas tão apertadas “que ficaram marcados”. Mas o mais difícil, fisicamente, foi a fome.

    Sharabi disse que sobreviveu com um pita e meio por dia, esperando às vezes até 30 horas “para o próximo pita seco e água salgada para beber”. “Se encontrasse alguma migalha no chão, agarrava nela e comia-a. Suplicava por comida constantemente”, relatou, dizendo que sabia que os captores precisavam dele vivo.

    Certa vez, ao encontrar uma lâmina, cortou a sobrancelha, garantindo que sangrava bastante, e fingiu desmaiar. A encenação lhe garantiu uma metade extra de pita na semana seguinte. “Foi um inferno”, disse, revelando que chegou a um ponto em que sentia que “podiam partir-me as mãos, os pés, as costelas, sem problemas, mas dêem-me mais comida”.

    A fome não era o único problema. Ele contou que ouviu um dos captores ao telefone, aparentemente recebendo más notícias, e a frustração foi descarregada nele. “Ele virou-se contra mim, espancando-me até eu perder os sentidos. Murros, pontapés nas costelas…”, disse, lembrando que os outros reféns tentaram protegê-lo. “Eu encolhi-me aos gritos por causa da dor. Tentei rastejar para longe dele, mas tinha os pés ainda algemados.”

    Durante o mês seguinte, Sharabi não conseguiu sentar-se ou ficar de pé. Além da violência física, relatou o terror psicológico constante, especialmente vindo dos guardas mais jovens e cruéis: “O tratamento deles era mais duro e mais degradante.”

    “Eles tentavam fazer com que nós entrássemos em desespero, e acreditássemos que tínhamos sido verdadeiramente abandonados e que ninguém queria saber da nossa existência”, afirmou.

    Um deles dizia frequentemente a Sharabi que tinha visto sua família em protestos na televisão: “Estão a lutar por ti. Tens filhas incríveis.”

    Entre os guardas havia também os que os humilhavam por meio da religião, obrigando judeus a citar versos do Corão em troca de fatias de fruta.

    E mesmo sabendo que o Hamas precisava dos reféns vivos, Sharabi vivia em medo constante de que um dia algum dos captores perdesse o controle e o matasse. “Estava no ar o tempo todo, todos os dias”, disse, descrevendo como os guardas apontavam as armas para os reféns, gesticulando que iriam “massacrá-los”.

    Sharabi garantiu que sempre quis “viver em paz com os seus vizinhos”, referindo-se aos palestinos em Gaza, mas que agora perdeu essa esperança. “As pessoas que incendeiam, que violam… Vai demorar pelo menos duas gerações a educá-los para que amem e não odeiem”, afirmou.

    O israelense contou que “não conheceu ninguém que não estivesse envolvido [no conflito] em Gaza, até mesmo os civis”. As próprias crianças, disse, atiraram sapatos nos reféns quando eles chegaram após o ataque de 7 de outubro. Sharabi disse que quase foi linchado por uma “multidão enraivecida que me queria desfazer em pedaços”.

    O ataque de 7 de outubro de 2023, realizado pelo Hamas, fez mais de 200 reféns e 1.200 mortos. O grupo palestino governa a Faixa de Gaza desde 2006, quando foi eleito por uma população que há décadas vive em conflito com Israel. Desde a criação do Estado israelense, em 1948, após a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, diversos confrontos armados já deixaram milhares de mortos.

    A guerra declarada por Israel em 7 de outubro de 2023, com o objetivo de “erradicar” o Hamas, provocou até agora pelo menos 67.173 mortes, incluindo mais de 20.000 crianças e 169.780 feridos, em sua maioria civis, segundo dados das autoridades locais considerados confiáveis pela ONU.

     

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