Categoria: MUNDO

  • Homem condenado por estuprar Gisèle Pelicot diz que 'nunca teve intenção'

    Homem condenado por estuprar Gisèle Pelicot diz que 'nunca teve intenção'

    O ex-marido de Gisèle, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro passado a 20 anos de prisão e não recorreu; outro homem envolvido no caso, Husamettin Dogan, foi condenado em 2024 a nove anos de prisão e recorreu

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Um dos estupradores de Gisèle Pelicot, 72, afirmou que “nunca teve a intenção” de estuprar a vítima, que foi drogada e abusada enquanto estava inconsciente pelo ex-marido e dezenas de outros agressores por décadas.

    Husamettin Dogan, 44, é o único dos 51 condenados pelos estupros a recorrer da sentença. Ele foi condenado em 2024 a nove anos de prisão.

    “Eu nunca tive a intenção de fazer isso. Estou aqui porque eu nunca quis estuprar esta senhora, por quem tenho respeito”, disse o homem, acrescentando que teve de fato contato sexual com Pelicot, mas que não sabia que ela esteve drogada.

    Pelicot esteve presente no tribunal de apelações da cidade de Nîmes nesta segunda-feira (6), e sentou ao lado de seu filho mais novo, Florian. Ela afirmou aos juízes que mais uma vez renunciaria ao seu direito ao anonimato no julgamento, que tem duração de quatro dias.

    Ao chegar ao tribunal, ela cumprimentou apoiadores do lado de fora, que traziam faixas agradecendo à postura de Pelicot. Ela também foi aplaudida ao deixar a corte.

    Pelicot rejeitou que o julgamento de seu caso, entre setembro e dezembro de 2024, fosse realizado a portas fechadas, exigindo que ele fosse público, para que a “vergonha mudasse de lado” e não recaísse mais sobre os ombros das vítimas de estupro.

    Seu ex-marido, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro passado a 20 anos de prisão e não recorreu. Os demais 50 réus, a maioria dos quais foi considerada culpada de estupro e que tinham entre 27 e 74 anos, foram condenados a penas que variam de 3 anos de prisão, 2 dos quais suspensos, a 15 anos de prisão.

    Em sua declaração final no julgamento dos 51 homens acusados de estuprá-la, Pelicot declarou: “É hora de a sociedade machista e patriarcal que banaliza o estupro mudar. É hora de mudarmos a maneira como vemos o estupro.”

    Pelicot foi nomeada uma das cem pessoas mais influentes de 2025 pela revista americana Time em meados de abril e publicará suas memórias em 27 de janeiro de 2026, em 20 idiomas.

    Segundo jornal britânico The Guardian, Dogan nasceu na Turquia e, por volta dos 5 anos mudou-se para a França, onde seu pai trabalhava como porteiro em um edifício, conforme ouvido pelo tribunal.

    Após um incêndio quando era criança, a família foi transferida para uma acomodação de emergência em um conjunto habitacional, onde Dogan, depois, começou a traficar drogas. Aos 17 anos, ele foi condenado e cumpriu pena de prisão aos 20.

    Conforme relatado ao tribunal, ele tinha um pai violento e uma vida profissional instável, com contratos temporários na construção civil e períodos vivendo como sem-teto desde os 17 anos.

    Também foi informado no tribunal que Dogan fumava maconha desde os 10 anos de idade e, em determinado período da vida, chegava a beber uma garrafa de uísque por dia, mas parou de beber e fumar quando seu filho, que tem síndrome de Down, nasceu. Ele cuidou do filho por vários anos enquanto sua esposa trabalhava em uma cantina escolar.

    Homem condenado por estuprar Gisèle Pelicot diz que 'nunca teve intenção'

  • Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

    Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

    Marco Rubio é secretário de Estado do governo de Donald Trump; apoiador de políticos de extrema-direita, Rubio já elogiou a família Bolsonaro e já fez críticas ao governo Lula

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, participou hoje da videochamada entre os presidentes Lula e Donald Trump. Após a conversa, ele -que é crítico do governo brasileiro-, ficou encarregado de liderar as negociações entre os dois países.

    Marco Rubio é secretário de Estado do governo de Donald Trump. O cargo é equivalente ao de ministro das Relações Exteriores.

    Rubio é aliado de Trump, mas já trocou críticas públicas com o presidente. Em 2016, quando os dois disputavam o posto para representar o Partido Republicano nas eleições presidenciais, Trump passou a chamar Rubio de “Little Marco” (o equivalente a “Marquinhos”), por causa da altura do então rival, que mede entre 1,73 e 1,78 m. Trump também afirmou que Rubio era um “cara desagradável” e o chamou de “con man”, termo em inglês que indica uma pessoa que usa “truques” para enganar os outros.

    No fim de 2024, porém, Trump nomeou o ex-rival para um cargo-chave no governo. Rubio foi o primeiro membro do gabinete a ser confirmado no segundo mandato de Trump e recebeu uma votação unânime no Senado, com 99 votos a favor de sua nomeação.

    Ele tomou posse em janeiro deste ano. Conforme o portal oficial do Departamento de Estado dos EUA, Rubio é a autoridade hispano-americana de mais alto escalão na história do país.

    Filho de cubanos que se mudaram para os Estados Unidos, Rubio nasceu em Miami, na Flórida, em 1971. O pai trabalhava como barman e a mãe, como camareira de hotel. Ele é casado com Jeanette Dousdebes, com quem tem quatro filhos.

    Republicano, ele começou a carreira política na Flórida, onde foi eleito senador em 2011. No estado, foi comissário municipal em West Miami e presidente da Câmara dos Representantes, antes de ser eleito senador. Ele foi reeleito diversas vezes e ocupou o cargo até o início deste ano, quando passou a atuar como Secretário de Estado.

    O QUE PENSA MARCO RUBIO

    Marco Rubio é próximo da família Bolsonaro. Ele começou a se aproximar do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em 2018, quando recebeu o brasileiro durante uma viagem aos EUA. Eles voltaram a se encontrar em 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos.

    Rubio elogiou Bolsonaro quando ele assumiu a presidência. Em artigo publicado na CNN, o então senador disse que a posse do político inaugurava “uma nova era na política brasileira que marca um rompimento drástico com os governos esquerdistas e antiamericanos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff”.

    Este ano, Rubio foi um dos principais nomes do governo americano envolvido com críticas ao STF. Quando Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado, o americano chamou a decisão de perseguição política e afirmou que os Estados Unidos responderiam a esta “caça às bruxas”.

    Ele também acusou Alexandre de Moraes de abuso de autoridade. Ao impor sanções à esposa do ministro do STF, Rubio argumentou que Moraes “usou sua posição para instrumentalizar os tribunais, autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”.

    Dado o histórico, a escolha do secretário de Estado para negociar foi recebida com apreensão no Brasil. Especialistas e membros do setor privado classificaram a decisão como preocupante.

     

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  • Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

    Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

    Relação inclui desde deputada e vereadora até ativistas que já haviam sido presos em tentativa anterior de chegar a Gaza; Tel Aviv anunciou mais 170 ativistas deportados nesta segunda (6), mas não havia cidadãos do Brasil nesta leva

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os 13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. Quatro deles estão em greve de fome.
    A flotilha era composta por 41 barcos e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades.

    Thiago Ávila, detido por Israel na empreitada anterior do grupo em maio, estava novamente entre os tripulantes. Além dele, fazem parte do grupo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (Psol), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, histórico dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Veja, abaixo, a lista de quem são os 13 brasileiros detidos em Israel.

    1.Ariadne Telles: Advogada e militante do Movimento Bem Viver.
    2. Bruno Gilga Rocha: Funcionário da área administrativa da Universidade de São Paulo e atuante no Sindicato dos Trabalhadores da USP. Está atualmente de licença.
    3. Gabrielle Tolotti: Presidente do Psol-RS.
    4. João Aguiar: Ativista do movimento global para Gaza e Núcleo Palestina do PT-SP.
    5. Lisiane Proença: Comunicadora popular de causas socioambientais.
    6. Lucas Farias Gusmão: Ativista e internacionalista.
    7. Luizianne Lins: Deputada federal pelo PT (CE).
    8. Magno Carvalho Costa: Integrante da Executiva nacional da CSP-Conlutas e diretor do Sindicado dos Trabalhadores da USP.
    9. Mariana Conti: Vereadora do Psol em Campinas.
    10. Mansur Peixoto: Criador e administrador do projeto História Islâmica.
    11. Miguel de Castro: ativista e cineasta.
    12. Mohamad El Kadri: Médico e coordenador do Fórum Latino Palestino.
    13. Thiago Ávila: Internacionalista e ativista socioambiental. Esteve na flotilha anterior, quando também foi detido por Israel.

    O Itamaraty não divulgou a identidade dos detidos, mas a flotilha havia tornado pública uma lista de 15 nomes de brasileiros que participavam da missão. A diferença se explica porque o fotojornalista Hassan Massoud não foi detido, já que estava a bordo do barco Shein, com advogados e membros da imprensa, que não entrou na zona de risco de interceptação.

    Já Nicolas Calabrese, militante do Psol, apesar de viver no Brasil há mais de dez anos, nasceu na Argentina e tem cidadania italiana. Por isso, sua passagem para a Turquia, a primeira parada após a saída da prisão, foi custeada pelo consulado da Itália em Israel, segundo a organização Adalah, que oferece assistência jurídica aos detidos.

    Ele pediu em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo brasileiro adote uma postura mais firme para libertar os integrantes da missão detidos por Tel Aviv.

    Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

  • Israel viola leis ao interceptar flotilha e deter brasileiros, diz Lula

    Israel viola leis ao interceptar flotilha e deter brasileiros, diz Lula

    13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (6) que Israel viola leis internacionais ao interceptar a flotilha Global Summud, deter seu integrantes, incluindo brasileiros, e mantê-los presos.

    “O Estado de Israel violou as leis Internacionais ao interceptar os integrantes da ‘Flotilha Global Sumud’, entre eles cidadãos brasileiros, fora de seu mar territorial. E segue cometendo violações ao mantê-los detidos em seu país”, publicou Lula no X.

    “Desde a primeira hora, dei o comando ao nosso Ministério das Relações Exteriores para que preste todo o auxílio para garantir a integridade dos nossos compatriotas e use todas as ferramentas diplomáticas e legais, junto ao Estado de Israel, para que essa situação absurda se encerre o quanto antes e possibilite aos integrantes brasileiros da flotilha regressarem a nosso país em plena segurança”, afirmou o presidente.

    Os 13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. Quatro deles estão em greve de fome.

    A flotilha era composta por 41 barcos e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades.

    Thiago Ávila, detido por Israel na empreitada anterior do grupo em maio, estava novamente entre os tripulantes. Além dele, fazem parte do grupo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (Psol), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, histórico dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Também nesta segunda-feira, Israel disse que mais 171 ativistas da flotilha, que tentava romper o bloqueio de ajuda humanitária de Tel Aviv à Faixa de Gaza, foram deportados para Grécia e Eslováquia. O grupo inclui a ativista climática Greta Thunberg.

    De acordo com o Estado judeu, os deportados são cidadãos de Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos.

    Os cerca de 45 barcos da flotilha partiram de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto, levando aproximadamente 400 ativistas de mais de 45 países, e começaram a ser interceptados na quarta (1º). Ativistas de outras nacionalidades que já saíram de Israel e tiveram seus processos de deportação concluídos afirmaram terem sofrido maus-tratos dentro da prisão, o que Tel Aviv nega.

    Segundo a organização Adalah, que oferece assistência jurídica aos presos, vários participantes relataram ter sido interrogados por pessoas não identificadas, e outros relataram abusos por parte dos guardas. Ainda de acordo com os relatos, houve casos de presos que foram vendados e algemados por longos períodos, e uma mulher relatou ter sido forçada a remover seu hijab, o véu islâmico, e recebeu apenas uma camisa como substituição.

    Israel viola leis ao interceptar flotilha e deter brasileiros, diz Lula

  • Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

    Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

    O brasileiro Nicolas Calabrese relatou violência durante a captura por militares israelenses; “Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física”, disse

    Primeiro integrante da delegação brasileira na Flotilha Global Sumud – de ajuda humanitária à Faixa de Gaza – a ser deportado, Nicolas Calabrese relatou violência durante a captura por militares israelenses.

    A mais afetada foi a ativista ambiental Greta Thunberg. “Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física, principalmente a companheira Greta”, sustenta Nicolas.

    De cidadania dupla – argentina e italiana – Nicolas vive no Brasil há mais de dez anos, mora no Rio de Janeiro onde trabalha como professor de Educação Física, educador popular e coordenador da Rede Emancipa de cursos populares. 

    Ele foi deportado junto com outros ativistas italianos para a Turquia no dia 4 de outubro e, depois, se deslocou da Turquia para a Itália, de onde partiu para Portugal. A previsão é que retorne ao Brasil ainda nesta segunda-feira (6), com chegada ao Aeroporto Galeão, prevista para 19h.

    Calabrese integrou os primeiros grupos de deportados pelas autoridades israelenses. Inicialmente, cerca de 170 integrantes foram enviados para a Turquia e outros países.

    Deportações

    Uma nota publicada pelo Ministério das Relações Internacionais de Israel informa que outros 171 integrantes do que chama de frota Hamas-Sumud, inclusive Greta Thunberg, foram deportados hoje (6) de Israel para a Grécia e a Eslováquia.

    De acordo com o informativo – que inclui fotos dos ativistas vestidos com roupas brancas e agasalhos cinza – não há cidadãos brasileiros no grupo.

    “Os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos”, assegura o comunicado.

    A seguir, ele nega os atos violentos e reforça que todos os direitos legais dos participantes foram e continuarão a ser plenamente respeitados.

    “O único incidente violento foi causado por um provocador do Hamas-Sumud que mordeu uma funcionária médica da prisão de Ketsiyot, [no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito]”, comunica informe do movimento.

     Greve de fome e sede

    O Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe) informou que foi comunicado pelo Serviço Prisional de Israel (IPS) da nova deportação, mas não foram fornecidos detalhes como nomes e nacionalidades.

    Não há informações detalhadas sobre os outros 13 integrantes da delegação brasileira que permanecem no sistema prisional israelense.

    São eles Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, a deputada federal Luizianne Lins, João Aguiar e Miguel Castro.

    “Os organizadores da Global Sumud Flotilla estão tentando reunir informações para averiguar quem são os participantes deportados e as datas de seus voos, mas, até o momento, não se obteve nenhuma informação de brasileiros deportados pela Embaixada do Brasil em Israel”, informa o Movimento Global à Gaza.

    Acrescenta que Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles permanecem em greve de fome em protesto pela fome imposta aos cidadãos da Faixa de Gaza.

    Thiago Ávila também comunicou em audiência, no domingo (5), o início de uma greve de sede até que sejam entregues medicações vitais a alguns dos integrantes da Flotilha Global Sumud privados de tratamentos médicos para pressão alta e doenças cardíacas.

    Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

  • Juíza que contrariou Trump tem casa destruída em incêndio nos EUA

    Juíza que contrariou Trump tem casa destruída em incêndio nos EUA

    Casa de Diane Goodstein ficou totalmente destruída, como poderá ver pelas imagens do vídeo abaixo. Juíza tinha travado, dias antes, uma decisão do presidente dos Estados Unidos da América.

    A casa da juíza norte-americana Diane Goodstein, na Carolina do Sul, Estados Unidos, foi destruída em um enorme incêndio no último fim de semana. 

    As causas do incêndio não foram ainda apuradas, informou o Departamento de Justiça do Estado, contudo a magistrada  está sendo alvo de várias ameaças depois de ter tomado uma decisão judicial contra o presidente do país, Donald Trump.

    O incêndio começou por volta do meio-dia de sábado e rapidamente consumiu o imóvel de três andares, localizado em uma área de difícil acesso.

    Do incidente resultaram três feridos, um deles é o marido da juíza. O ex-senador democrata Arnold Godstein ficou ferido depois de, supostamente, ter pulado de uma das janelas da casa para fugir às chamas. Teria sido resgatado em uma área de arbustos na parte traseira da residência e teria sofrido várias fraturas.

    Já Diana Goodstein, de 69 anos, estava passeando com os cães na praia quando começaram as chamas .

    Vale lembrar que o Departamento da Justiça da administração Trump tinha exigido os dados de mais de 3,3 milhões de eleitores, incluindo nomes, moradas, datas de nascimento, cartas de condução e números de Segurança Social. Segundo o ‘The Post’, a intenção era a de tentar perceber se havia imigrantes em situação irregular com autorização para votar.

    A eleitora Anne Crook colocou uma ação preventiva em tribunal contra este pedido e a juíza Diane Goodstein decidiu contra o Governo norte-americano, suspendendo a ordem.

    A polícia estadual está investigando se o incêndio foi criminoso, dado que a juíza estava recebendo ameaças de morte na sequência da sua decisão contra a administração Trump.

     

    Juíza que contrariou Trump tem casa destruída em incêndio nos EUA

  • Israel deporta Greta e outros 170 ativistas de flotilha

    Israel deporta Greta e outros 170 ativistas de flotilha

    Greta Thunberg foi deportada de Israel junto com outros 170 ativistas detidos por tentar levar ajuda humanitária a Gaza. Mais da metade dos 473 presos já deixou o país. Brasileiros seguem detidos na prisão de Ketziot, no deserto de Neguev, aguardando deportação

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A ativista Greta Thunberg e outras 170 pessoas presas na flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza foram deportadas nesta segunda-feira (6) de Israel.

    Greta faz parte de grupos que foram colocados em voos para a Grécia e para a Eslováquia, informou o Ministério das Relações Exteriores do país. Em uma foto divulgada pelo governo de Israel, ela aparece com uma camiseta branca e uma calça cinza, roupa padrão dos ativistas que foram detidos em águas estrangeiras.

    Nenhum dos 14 brasileiros que foram detidos na flotilha e estão presos no país foram deportados nesta segunda-feira (6). Os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suécia, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

    Com os deportados desta segunda-feira (06), mais da metade dos 473 ativistas que foram presos tentando levar a ajuda humanitária a Gaza no começo do mês já deixaram Israel. Outros 137 foram colocados em voo para a Turquia no fim de semana, enquanto Israel os acusava de “deliberadamente obstruir o processo de deportação, preferindo permanecer em Israel”.

    Brasileiros seguem detidos na prisão de Ketziot, localizada no deserto de Neguev. Segundo o Itamaraty, eles estão “bem diante da situação” e são submetidos aos trâmites jurídicos das autoridades israelenses e aguardam a deportação.

    Dos 15 membros da delegação brasileira que rumava a Gaza, 14 estão detidos. O único que não foi apreendido é Hassan Massoud, correspondente da Al Jazeera em São Paulo, que está na contagem de nacionais por ter um passaporte brasileiro.

    Apesar de estar na contagem de nacionais, Hassan, filho de pais palestinos, nasceu no Líbano. A embarcação em que o jornalista estava era considerada um “barco de observação” e não entrou na zona proibida pelas autoridades israelenses.

    ENTENDA O CASO

    Flotilha Global Sumud (“resiliência” em árabe) zarpou em setembro de Barcelona levando a bordo ativistas e personalidades políticas. Os grupos viajaram em embarcações separadas e chegaram perto das águas do enclave no começo de outubro, após um mês de viagem.

    Na quarta-feira (1º), a Marinha israelense começou a interceptar embarcações. Entre os ativistas detidos estavam representantes do Brasil, Argentina, México e Espanha. A ativista sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau e Mandla Mandela, neto de Nelson Mandela, também estavam nas embarcações.

    Fotilha afirma que tem intenção de transportar ajuda para o território palestino que, segundo a ONU, sofre com a fome extrema. No entanto, Israel impõe um bloqueio naval no entorno do território, onde há quase dois anos seu exército trava uma guerra contra o movimento islamista palestino Hamas, iniciada após o ataque de 7 de outubro de 2023.

    O ataque do grupo extremista em 7 de outubro de 2023 provocou a morte de 1.219 pessoas em Israel. A maioria das vítimas é composta por civis, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

    A ofensiva israelense em represália matou pelo menos 66.225 pessoas na Faixa de Gaza, também civis na maioria. Os dados são do Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas, que a ONU considera confiáveis.

    Israel deporta Greta e outros 170 ativistas de flotilha

  • Trump diz que proposta nuclear de Putin 'parece uma boa ideia'

    Trump diz que proposta nuclear de Putin 'parece uma boa ideia'

    Trump indicou apoio à proposta de Vladimir Putin para estender por um ano o tratado de controle nuclear Novo Start, último acordo do tipo em vigor entre EUA e Rússia. O gesto foi visto pelo Kremlin como sinal positivo em meio à escalada de tensões pela guerra na Ucrânia

    (CBS NEWS) – Em meio a tensões renovadas com a Rússia devido à Guerra da Ucrânia, o presidente Donald Trump fez uma sinalização a Vladimir Putin, dizendo que “parece uma boa ideia” a proposta do russo de prolongar por um ano o último acordo de controle de armas nucleares ainda vigente.

    A frase do americano foi dita ao repórteres na saída da Casa Branca no domingo (5) à noite, e foi saudada nesta segunda-feira (6) pelo Kremlin como “um sinal otimista” em uma era de temores atômicos.

    Na semana passada, Putin havia dito que o Kremlin está disposto a voluntariamente adiar o fim do chamado Novo Start, um acordo em vigor desde 2011 que teria de ser renovado no próximo dia 5 de fevereiro.
    Pela proposta, ambas as potências nucleares, que controlam 87% do arsenal do planeta, manteriam os termos do acordo por mais um ano, enquanto negociam um novo tratado que pode ou não incluir a ascendente China, do lado dos aliados de Moscou, e talvez França e Reino Unido, pelo flanco ocidental.

    O Novo Start é o último arranjo em vigor sobre o tema. Em seu primeiro mandato, Trump deixou os dois outros diplomas que ajudaram a baixar as tensões atômicas, alegando obsolescência. Putin, por sua vez, suspendeu em 2023 as obrigações russas no acordo ainda vigente devido ao apoio dos EUA a Kiev.

    Ele manteve os limites previstos no acordo, 1.550 ogivas estratégicas operacionais em 700 meios de emprego, mísseis em silos, em submarinos e em bombardeiros, mas congelou regimes de inspeção mútua e outras obrigações.

    As armas estratégicas são aquelas de maior alcance e potência, associadas à destruição de cidades inteiras. Em oposição, há os modelos táticos, em teoria menos potentes e limitados a campos de batalha, embora seja consenso entre especialistas que seu emprego levaria ao uso de bombas maiores.

    A questão de controlar armas táticas é, ao lado da vontade americana de ter a China sob o controle de um novo tratado, um ponto nevrálgico de discussões. Segundo a referencial Federação dos Cientistas Americanos, os EUA têm cerca de 200 dessas ogivas, 100 delas operantes, enquanto os russos têm 1.558.

    Ambos os lados têm se mexido no campo nuclear. No seu primeiro mandato, Trump baixou a barra para o uso de armas táticas e colocou modelos menos potentes em serviço nos seus submarinos. Agora, promove projeto de defesa balística Domo Dourado, visto com desconfiança por analistas.

    Já Putin mudou a doutrina nuclear russa, ampliando a possibilidade de emprego da bomba, e desenvolveu uma nova geração de mísseis capazes de serem armados com ela, como o famoso Orechnik, testado sem carga explosiva sobre a Ucrânia em novembro, além de diversos modelos hipersônicos manobráveis.

    O debate ocorre enquanto os EUA, que estão num vaivém alternando gestos amistosos e pressão sobre Putin acerca da guerra, estudam o envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk para Volodimir Zelenski.

    O presidente russo alertou no fim de semana que, se isso ocorrer, haverá um rompimento decisivo na retomada de relações com os americanos, que ele ainda considera sua prioridade. Relatos de Washington sugerem que Trump pode não tomar a decisão, mas isso é incerto.

    Enquanto isso, no campo de batalha, a intensa pressão aplicada pelos russos contra o vizinho nas últimas semanas recebeu uma resposta nesta segunda. Kiev lançou o segundo maior ataque com drones sobre a Rússia em todo o conflito, com o Ministério da Defesa de Putin dizendo ter derrubado 251 aparelhos.

    Antes, em 11 de março, haviam sido 337. Os russos não divulgam o número total de drones que foram lançados, mas o foco foi a região meridional de Belgorodo, onde estações de energia foram atingidas e 40 mil habitantes ficaram no escuro. Moram por lá 1,5 milhão de pessoas.

    Na Crimeia, anexada em 2014 por Putin, foram relatados ataques a um terminal de distribuição de petróleo e uma fábrica de munição. Em Briansk, também no sul russo, e em Níjni-Novogorod, mais a leste, canais locais de Telegram divulgaram imagens de explosões em estações de energia. Não houve vítimas confirmadas na ação.

    Trump diz que proposta nuclear de Putin 'parece uma boa ideia'

  • Rússia rejeita acusações de envio de drones e alerta para escalada na Europa

    Rússia rejeita acusações de envio de drones e alerta para escalada na Europa

    Kremlin reage a acusações de Berlim e nega envolvimento no envio de drones à União Europeia. Moscou acusa a Otan e países europeus de fomentar tensões militares e alerta que o aumento de manobras e da presença ocidental na fronteira pode levar a uma nova escalada

    A Rússia negou nesta segunda-feira (6) ter enviado drones para a Alemanha e outros países da União Europeia, acusando a Otan e as nações europeias de estarem preparando uma escalada militar.

    “Não há base para acusar a Rússia disso”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em uma coletiva de imprensa por telefone. Ele classificou como “estranha” a questão dos drones e criticou políticos europeus por culparem Moscou “sem qualquer fundamento”.

    Peskov citou o caso de um jovem detido na Europa por pilotar um drone e destacou que ele “não tinha nenhuma ligação com a Rússia”, em resposta às declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que sugeriu que Moscou poderia estar por trás do envio dos equipamentos à UE.

    O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, também comentou o caso, dizendo que a Polônia ignorou as propostas de diálogo feitas por Moscou sobre o tema.

    Grushko criticou Varsóvia por recorrer à Otan e acionar o artigo 4º da aliança, em vez de manter contato direto com a Rússia. Ele afirmou que “a Europa está caminhando para uma escalada”, apontando o aumento da ajuda militar ocidental à Ucrânia.

    O diplomata acusou ainda a Otan de realizar manobras “cada vez mais agressivas”, incluindo operações ofensivas e voos de bombardeiros próximos das fronteiras russas.

    “A política europeia está claramente orientada para o confronto com Moscou”, disse Grushko. Segundo ele, o número de exercícios militares da aliança tem crescido, com “operações ofensivas, desembarque de tropas, aumento das atividades de espionagem aérea e presença maior de armas nucleares”.

    “Os bombardeiros estratégicos americanos estão voando perto das nossas fronteiras”, concluiu o vice-ministro russo.

    Rússia rejeita acusações de envio de drones e alerta para escalada na Europa

  • Nobel da Medicina vai para Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e S. Sakaguchi

    Nobel da Medicina vai para Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e S. Sakaguchi

    Os imunologistas Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi receberam o Nobel de Medicina de 2025 por pesquisas que explicam como o corpo evita atacar a si mesmo. O prêmio inaugura a semana de anúncios dos Nobel em Estocolmo e Oslo

    O Prêmio Nobel de Medicina de 2025 foi concedido aos imunologistas Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi por suas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica, mecanismo essencial para evitar que o sistema imunológico ataque o próprio organismo.

    Ao longo da semana, serão anunciados os vencedores das demais categorias: Física, Química, Literatura e Paz. O último prêmio, de Economia, será divulgado apenas na segunda-feira, 13 de outubro.

    Todos os anúncios ocorrem em Estocolmo, Suécia, com exceção do Nobel da Paz, tradicionalmente concedido pelo Comitê Norueguês do Nobel, em cerimônia no Instituto Nobel Norueguês, em Oslo.

    Nesta edição, o Nobel da Paz tem atraído atenção especial por incluir entre os cotados o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nome que divide opiniões em todo o mundo.

    [Notícia em atualização]

    Nobel da Medicina vai para Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e S. Sakaguchi