Categoria: MUNDO

  • Três jovens morrem queimados após falha em portas de Tesla nos EUA

    Três jovens morrem queimados após falha em portas de Tesla nos EUA

    Estudantes da Califórnia morreram presos dentro de um Tesla Cybertruck após o carro pegar fogo em um acidente. A falha elétrica travou as portas, impedindo a fuga das vítimas. A família acusa a montadora de negligência e “desprezo consciente” pela segurança

    Três estudantes morreram após o Tesla Cybertruck em que estavam se incendiar na Califórnia (EUA), em 27 de novembro do ano passado. O veículo travou automaticamente após a colisão, impedindo que os ocupantes conseguissem sair.

    As vítimas foram identificadas como Soren Dixon, de 19 anos, que dirigia o carro, e os passageiros Jack Nelson, de 20, e Krysta Tsukahara, de 19. Um quarto ocupante sobreviveu após um transeunte quebrar o vidro com um galho de árvore, conseguindo retirá-lo do veículo em chamas.

    De acordo com um relatório judicial obtido pelo San Francisco Chronicle, Krysta sobreviveu ao impacto inicial e estava consciente quando o fogo começou, mas ficou presa devido a uma falha no sistema elétrico das portas, que travou após o desligamento da bateria. A jovem morreu por inalação de fumaça e queimaduras.

    Os pais da vítima, Carl e Noelle Tsukahara, processaram a Tesla, alegando negligência e “desprezo consciente” pela segurança dos consumidores. O advogado da família, Roger Dreyer, afirmou que a montadora “sabe que esse problema existe e continuará acontecendo, mas não faz nada além de vender carros que podem aprisionar pessoas”.

    Durante o depoimento no Tribunal Superior do Condado de Alameda, especialistas explicaram que as portas dos veículos Tesla dependem de uma bateria de 12 volts, que pode falhar após um acidente, e que o botão manual de emergência é de difícil localização.

    O processo cita mais de 30 relatos semelhantes envolvendo falhas nos sistemas de abertura das portas de veículos da marca. A Tesla, controlada por Elon Musk, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

    Três jovens morrem queimados após falha em portas de Tesla nos EUA

  • Primeiro-ministro francês pede demissão e agrava crise política

    Primeiro-ministro francês pede demissão e agrava crise política

    Com menos de um mês no cargo, o primeiro-ministro enfrentava forte pressão da oposição e críticas à composição do novo gabinete. A saída de Lecornu representa mais um revés para Emmanuel Macron em meio ao impasse parlamentar

    O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, apresentou nesta segunda-feira (6) sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron, segundo informações da emissora BFM TV. O Palácio do Eliseu confirmou que Macron aceitou o pedido, aprofundando o impasse político no país.

    Lecornu havia assumido o cargo em 9 de setembro, substituindo François Bayrou, mas enfrentava forte pressão da oposição e da direita francesa. As críticas se intensificaram após o anúncio, no domingo (5), de parte de sua nova equipe de governo — composta por 16 ministros e dois secretários de Estado, majoritariamente de centro-direita, incluindo nomes que já haviam integrado o gabinete anterior.

    A oposição reagiu de imediato. Marine Le Pen, líder da extrema-direita, classificou o novo gabinete como “patético” e voltou a defender eleições antecipadas, acusando o governo de “manter no poder quem levou a França à bancarrota”, em referência à volta de Bruno Le Maire ao Ministério da Economia.

    Lecornu era o quarto primeiro-ministro nomeado por Macron em menos de um ano, reflexo da instabilidade política causada pelo parlamento fragmentado e pela dificuldade de aprovar medidas de austeridade.

    Ele deveria apresentar sua declaração de política geral à Assembleia Nacional nesta terça-feira (7), mas a renúncia interrompe o que seria sua primeira grande tentativa de consolidar apoio parlamentar.

    Primeiro-ministro francês pede demissão e agrava crise política

  • Trump confirma novo ataque no Caribe e sugere ações antidrogas em solo

    Trump confirma novo ataque no Caribe e sugere ações antidrogas em solo

    Os Estados Unidos confirmaram mais um ataque a uma embarcação no Caribe. Donald Trump afirmou que, diante do sucesso das operações navais, Washington pode iniciar ações em terra para combater cartéis e traficantes ligados ao tráfico internacional de drogas

    Os Estados Unidos realizaram mais um ataque a uma embarcação que navegava no Caribe, confirmou o presidente Donald Trump, ao sugerir que Washington pode em breve levar suas operações antidrogas do mar para o território terrestre.

    Durante o discurso de comemoração dos 250 anos da Marinha norte-americana, neste domingo, na Estação Naval de Norfolk, na Virgínia, Trump afirmou que as ações contra barcos de traficantes têm sido tão bem-sucedidas que já não há embarcações na região.

    Nas últimas semanas, a Marinha tem apoiado nossa missão de eliminar completamente os terroristas dos cartéis. Não encontramos nenhum. Nem mesmo barcos de pesca, ninguém mais quer entrar na água, declarou.

    O presidente mencionou o ataque mais recente, ocorrido no sábado à noite, mas não forneceu detalhes. Ao ser questionado por jornalistas na volta à Casa Branca, limitou-se a dizer que sua equipe repassaria as informações.

    Trump advertiu ainda que, após o fracasso em localizar traficantes no mar, os Estados Unidos terão de começar a procurá-los em terra.

    Na sexta-feira, o Pentágono anunciou outra incursão militar no Caribe contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, a quarta operação do tipo desde o início de setembro.

    Cada um desses barcos é responsável pela morte de 25 mil norte-americanos e suas famílias. Quando se olha por esse prisma, o que estamos fazendo é um ato de bondade, afirmou o presidente diante das tropas.

    De acordo com as autoridades norte-americanas, ao menos 21 pessoas foram mortas nos ataques até o momento.

    Trump confirma novo ataque no Caribe e sugere ações antidrogas em solo

  • Líderes de França, Albânia e Azerbaijão são 'flagrados' rindo de Trump

    Líderes de França, Albânia e Azerbaijão são 'flagrados' rindo de Trump

    Emmanuel Macron, Edi Rama e Ilham Aliyev foram flagrados rindo de Trump, que disse que acabou com “guerras que se julgavam sem solução”, dando como exemplo o “Azerbaijão e a Albânia”, quando, na verdade, queria referir-se ao conflito entre a Arménia e o Azerbaijão.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, o seu homólogo do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, caíram na risada diante de uma gafe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se vangloriou de ter encerrado uma guerra… que nunca existiu.

    A confusão aconteceu porque Trump declarou, em meados de setembro, que havia colocado fim a “guerras que pareciam sem solução”, citando como exemplo o “Azerbaijão e a Albânia” — quando, na verdade, queria se referir ao conflito entre a Armênia e o Azerbaijão.

    Na última quinta-feira, 2 de outubro, durante a cúpula da Comunidade Política Europeia, em Copenhague, o primeiro-ministro albanês se aproximou e abraçou Macron, que conversava com o presidente do Azerbaijão.

    “Você deveria pedir desculpas, porque não nos parabenizou pelo acordo de paz que o presidente Trump fez entre a Albânia e o Azerbaijão”, disse Rama a Macron, rindo. “Ele trabalhou muito.”

    Os três líderes logo entenderam a piada e começaram a rir. Macron chegou a concordar com Rama e pediu desculpas por não ter felicitado os dois países — como mostra o vídeo registrado no evento.

    “Acabei com guerras que pareciam sem solução. Azerbaijão e Albânia”
    Em entrevista à Fox News, em setembro, Trump declarou que encerrou “guerras que pareciam sem solução” e citou o conflito entre “Azerbaijão e Albânia”, dizendo que ele havia durado “muitos e muitos anos”.

    Na verdade, Trump se referia ao acordo histórico assinado entre a Armênia e o Azerbaijão, na Casa Branca, no mês anterior, em que os dois países se comprometeram a encerrar permanentemente o conflito territorial que os opunha há décadas. Mas essa não foi a primeira vez que o ex-presidente confundiu a Armênia com a Albânia.

    Em agosto, poucos dias após a mediação do acordo, Trump já havia comentado o processo trocando novamente os nomes: chamou a Armênia de Albânia e o Azerbaijão de “Aberbaijão”.

    “Para o ‘Aberbaijão’ — isso foi um grande problema que durou 34, 35 anos. Digamos, a Albânia… quer dizer, pensem nisso, durou muitos anos. Eu conheci os líderes, tive contato com eles por meio do comércio. E me perguntava: ‘Por que vocês estão lutando?’”, disse Trump no programa The Mark Levin Show.

    “Então eu disse: ‘Não vou fazer um acordo comercial se vocês continuarem brigando — isso é uma loucura’. Enfim, uma coisa levou à outra, e eu consegui resolver a questão”, acrescentou.

    Afinal, o que aconteceu entre a Armênia e o Azerbaijão?
    No dia 8 de agosto, os dois países assinaram vários tratados relacionados ao processo de paz. Na ocasião, Trump afirmou que “Armênia e Azerbaijão estão comprometidos em encerrar todos os conflitos de forma definitiva, reabrir o comércio, as viagens e as relações diplomáticas, além de respeitar a soberania e a integridade territorial de cada um”.

    Os acordos foram assinados pelo presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e pelo primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan.

    As partes vinham tentando se aproximar havia meses para finalizar o tratado, após décadas de guerra. No dia 13 de março, as autoridades dos dois países chegaram a uma versão final do texto do acordo de paz sobre o conflito na região de Nagorno-Karabakh — território reintegrado ao Azerbaijão após uma ofensiva militar em 2023, que provocou o êxodo da maioria da população armênia da área.

    Líderes de França, Albânia e Azerbaijão são 'flagrados' rindo de Trump

  • Dois mortos e 12 feridos em "tiroteio em massa" no centro do Alabama

    Dois mortos e 12 feridos em "tiroteio em massa" no centro do Alabama

    O incidente ocorreu na noite de sábado no centro turístico da cidade de Montgomery, no Alabama, e provocou dois mortos e 12 feridos, incluindo dois menores – um dos quais em estado grave.

    Pelo menos duas pessoas morreram e 12 — incluindo duas crianças — ficaram feridas após um “tiroteio em massa” no centro de Montgomery, no estado norte-americano do Alabama, na noite de sábado.

    De acordo com a imprensa dos Estados Unidos, o incidente aconteceu por volta das 23h30 de sábado (5h30 da manhã de domingo em Lisboa), quando vários homens armados trocaram tiros em meio a uma multidão na área turística da cidade.

    “Eram dois grupos envolvidos, que basicamente começaram a atirar um contra o outro no meio da multidão”, afirmou o chefe do Departamento de Polícia de Montgomery, James Graboys, citado pela agência Associated Press (AP). Ele acrescentou que os atiradores “não se importaram com as pessoas ao redor no momento do ataque”.

    A tenente do Departamento de Polícia de Montgomery, Tina McGriff, informou que uma das vítimas fatais era uma mulher e que duas crianças estão entre os feridos, sendo uma delas em estado grave.

    “No total, três vítimas continuam em estado crítico e outras nove tiveram ferimentos sem risco de morte”, explicou McGriff.

    “Os detetives estão ativamente em busca de pistas e analisando provas, incluindo depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança”, acrescentou. “Pedimos que qualquer pessoa com informações relacionadas a este caso se apresente. Até mesmo o menor detalhe pode ser crucial para ajudar os investigadores a identificar os responsáveis.”

    Em entrevista ao canal local WSFA, o prefeito de Montgomery, Steven Reed, disse que os envolvidos abriram fogo contra a multidão enquanto a polícia patrulhava “a menos de 15 metros de ambos os lados” do local.

    “Estamos orando pelas vítimas dessa atrocidade. Estamos orando por suas famílias e amigos. Estamos orando por nossa cidade”, destacou. “Milhares de pessoas estiveram na cidade neste fim de semana, e bastou uma ou duas para mudar completamente o resultado.”

    O procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, também divulgou um comunicado expressando suas “mais profundas condolências” às vítimas e afirmou que o tiroteio “sublinha, mais uma vez, que a capital está em crise”.

    “Continuo preocupado com a recusa obstinada da liderança municipal em reconhecer que há um problema sério”, criticou.

    O incidente, sublinhou a AP, ocorreu numa noite movimentada numa área  da cidade que atrai muitos turistas. Na noite de sábado, houve um jogo de futebol americano entre a Universidade de Tuskegee e o Morehouse College e foi inaugurada uma roda gigante e outras atrações no centro da cidade.

    Dois mortos e 12 feridos em "tiroteio em massa" no centro do Alabama

  • Israel mantém ofensiva e diz que 900 mil pessoas saíram de Gaza; negociações sobre reféns avançam

    Israel mantém ofensiva e diz que 900 mil pessoas saíram de Gaza; negociações sobre reféns avançam

    As declarações foram feitas durante preparações para uma rodada de negociações no Egito após o grupo terrorista Hamas anunciar que aceita parte do plano dos Estados Unidos para o fim da guerra em Gaza. Apesar das conversas indiretas, Tel Aviv continua bombardeando o território.

    WASHINGTON, EUA, E CAIRO, EGITO (CBS NEWS) – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou neste domingo (5) que a ofensiva militar para tomar a Cidade de Gaza segue em andamento e que já deslocou aproximadamente 900 mil palestinos de suas casas. Antes do conflito, cerca de 1 milhão de pessoas viviam no maior centro urbano do território.

    As declarações foram feitas durante preparações para uma rodada de negociações no Egito após o grupo terrorista Hamas anunciar que aceita parte do plano dos Estados Unidos para o fim da guerra em Gaza. Apesar das conversas indiretas, Tel Aviv continua bombardeando o território.

    A ofensiva destruiu vários edifícios residenciais, de acordo com relatos feitos à agência Reuters. As autoridades de saúde palestinas, controladas pelo Hamas, afirmaram que ao menos 16 pessoas morreram no domingo.

    “A decisão de ocupar Gaza, o desabamento de edifícios de vários andares e a intensidade das operações das Forças de Defesa de Israel na cidade provocaram a evacuação de cerca de 900 mil residentes em direção ao sul”, declarou Katz em um discurso em Jerusalém. O presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu pelo fim dos bombardeios devido às negociações, afirmou que Israel havia concordado com uma “linha inicial de retirada” dentro de Gaza.

    Um porta-voz do governo israelense disse neste domingo que não há cessar-fogo em vigor, apenas uma suspensão temporária de certos bombardeios. O Exército pode continuar a agir em Gaza por motivos de defesa, acrescentou Shosh Bedrosian.

    O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, afirmou neste domingo que a guerra “não terminou”, mas que o Hamas concordou com a proposta do presidente Donald Trump e com o plano para a libertação dos reféns, enquanto ocorrem reuniões para coordenar a logística desse processo.

    “Eles também concordaram, em princípio e de forma geral, em entrar nessa ideia sobre o que vai acontecer depois”, disse Rubio. “Muitos detalhes ainda precisarão ser resolvidos.” Ele afirmou que os EUA saberão “muito rapidamente” se o Hamas está falando sério ou não durante as atuais conversas.

    O Hamas declarou também neste domingo que deseja alcançar um acordo e iniciar “imediatamente” uma entrega de reféns antes mesmo do início das negociações no Egito.

    Os mediadores das conversas indiretas entre Tel Aviv e o grupo terrorista afirmaram que esse movimento representa uma oportunidade real para alcançar um cessar-fogo concreto após quase dois anos de guerra.

    O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou no sábado que instruiu seus negociadores a concluírem os “detalhes técnicos” do pacto. O Egito confirmou que receberá uma delegação do Hamas. O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Trump, foram escalados para participar.

    As tratativas começam às vésperas de se completarem dois anos desde o início do conflito em Gaza, com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Netanyahu declarou que espera que os reféns israelenses sejam libertados para a festa judaica de Sucot, que começa na segunda-feira (6) e dura sete dias.

    O Hamas aceitou na sexta-feira (3) partes da proposta de Trump, e no mesmo dia o gabinete de Netanyahu afirmou que “Israel está preparado” para a implementação imediata da primeira fase do plano.

    Várias questões, no entanto, continuam sem solução, como se o Hamas aceitará se desarmar –uma das principais exigências de Israel.

    O Hamas concordou também com uma das exigências vistas como mais trabalhosas do plano: aceitou abrir mão do poder na Faixa de Gaza e entregá-lo a um governo tecnocrático, como queria Trump.

    Israel mantém ofensiva e diz que 900 mil pessoas saíram de Gaza; negociações sobre reféns avançam

  • Elevador cai do 7º andar com mulher enquanto marido tentava salvá-la

    Elevador cai do 7º andar com mulher enquanto marido tentava salvá-la

    Momentos antes do acidente, Pelin conseguiu telefonar para o marido, Gokhan Kiyga, informando que o elevador havia travado. Imagens de câmeras de segurança mostram o homem chegando acompanhado de dois vizinhos para tentar resgatá-la.

    Um trágico acidente em Tarso, na Turquia, terminou com a morte de Pelin Yasot Kiyga, de 27 anos, na manhã da última terça-feira (30/9). A jovem havia acabado de entrar no elevador do prédio onde morava, a caminho do trabalho, quando o equipamento apresentou uma falha grave nos cabos e despencou sete andares.

    Momentos antes do acidente, Pelin conseguiu telefonar para o marido, Gokhan Kiyga, informando que o elevador havia travado. Imagens de câmeras de segurança mostram o homem chegando acompanhado de dois vizinhos para tentar resgatá-la.

    Elevador cai do 7º andar com mulher enquanto marido tentava salvá-la

  • Greta Thunberg é obrigada a beijar bandeira de Israel na prisão

    Greta Thunberg é obrigada a beijar bandeira de Israel na prisão

    A ativista sueca Greta Thunberg teria sido “tratada de forma horrível” pelas forças israelenses durante a sua detenção. Segundo alegam dois ativistas (já deportados), a jovem teria sido empurrada e forçada a beijar uma bandeira de Israel.

    A sueca Greta Thunberg teria sido vítima de maus-tratos por parte das forças israelenses durante sua detenção. As alegações foram feitas por dois ativistas que integravam a Flotilha Global Sumud e que já foram deportados por Israel.

    Cerca de 137 ativistas — turcos, norte-americanos, italianos, marroquinos, entre outros — desembarcaram no Aeroporto de Istambul no sábado, 4 de outubro, após serem deportados.

    Em entrevista à Reuters, o ativista malaio Hazwani Helmi e o norte-americano Windfield Beaver relataram ter testemunhado os maus-tratos a Greta Thunberg, afirmando que a jovem foi empurrada e forçada a beijar a bandeira israelense.

    “Foi um desastre. Eles nos trataram como animais”, disse Hazwani Helmi, de 28 anos, acrescentando que não receberam água potável nem comida, além de terem os medicamentos confiscados.

    Já o ativista norte-americano, de 43 anos, contou que Greta foi “tratada de uma forma horrível” e “usada como propaganda”. Ele acrescentou que, quando o ministro israelense Itamar Ben-Gvir visitou o local onde os ativistas estavam detidos, Greta foi empurrada para dentro de uma sala.

    Israel não comentou imediatamente as acusações. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do país já havia afirmado que os relatos de maus-tratos eram “mentiras completas”.

    Vale lembrar que, no sábado, a Suécia pediu a Israel que fornecesse imediatamente água potável, alimentos e tratamento médico aos cidadãos suecos detidos.

    A declaração da diplomacia sueca veio horas depois de ativistas pró-palestinos denunciarem terem sido vítimas de violência e “tratados como animais” durante a interceptação da frota.

    Por sua vez, o jornal britânico The Guardian informou que Greta disse às autoridades suecas que foi mantida em uma cela infestada de percevejos, com pouca comida e água.

    As forças israelenses interceptaram, entre quarta e quinta-feira, a Flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 embarcações que seguiam para a Faixa de Gaza com o objetivo de entregar ajuda humanitária. Todos os participantes foram detidos, incluindo quatro cidadãos portugueses: a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves.

    Também foram detidos 30 espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisianos, 15 brasileiros e 10 franceses, além de cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, México, Colômbia e muitos outros países.

    Os organizadores denunciaram a falta de informações sobre o paradeiro de 443 participantes da missão humanitária.

    Greta Thunberg é obrigada a beijar bandeira de Israel na prisão

  • Após bloqueio de tropas em Portland, Trump anuncia envio para Chicago

    Após bloqueio de tropas em Portland, Trump anuncia envio para Chicago

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de 300 soldados para a cidade de Chicago, horas depois da justiça federal ter bloqueado o envio de tropas para outra cidade, Portland.

    A porta-voz da Presidência dos Estados Unidos, Abigail Jackson, confirmou no sábado que Trump autorizou o envio de membros da Guarda Nacional do Estado de Illinois para Chicago, citando o que chamou de “distúrbios violentos e ilegalidade contínuos”.

    O governador de Illinois, J.B. Pritzker, afirmou ter recebido um ultimato da Casa Branca, algo que classificou como “absolutamente ultrajante e antiamericano”.

    As tensões em torno das operações policiais contra a imigração em Chicago e arredores aumentaram nas últimas semanas, com protestos sendo, na maior parte dos casos, dispersados com gás lacrimogêneo e acompanhados da prisão de cidadãos norte-americanos.

    No sábado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, declarou em uma mensagem na rede social X que os agentes federais estão sendo alvo de ataques violentos.

    Uma cidadã norte-americana foi baleada em Chicago por agentes de imigração depois de, supostamente, ter apontado uma arma para eles.

    A situação também está tensa na cidade de Portland, no estado do Oregon, onde manifestantes protestam há vários dias em frente às instalações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

    No entanto, uma juíza federal bloqueou, por pelo menos 14 dias, a mobilização de cerca de 200 soldados da Guarda Nacional para Portland, concluindo que Trump provavelmente estava abusando do poder que lhe é conferido pela Constituição.

    Karin J. Immergut – juíza nomeada pelo atual presidente – afirmou que os protestos não representam “risco de rebelião” e podem ser controlados pelas “forças policiais regulares”.

    No dia 28 de setembro, Trump anunciou a decisão de enviar tropas e autorizou o uso da “força total” em Portland, cidade que disse estar “devastada pela guerra”.

    A governadora do Oregon, Tina Kotek, conversou com Trump no fim de setembro e declarou que a mobilização era desnecessária.

    “Não há insurreição, não há ameaça à segurança nacional e não há necessidade de tropas militares em nossa grande cidade”, disse Kotek, pedindo ainda que a população “não caia na provocação”, evitando violência ou vandalismo.

    O presidente norte-americano também ordenou o envio de tropas para Los Angeles (Califórnia), Washington, D.C., e Memphis (Tennessee), aumentando a presença militar e de forças federais em cidades governadas por democratas.

    Um juiz federal na Califórnia determinou que o envio de tropas para Los Angeles – o primeiro ordenado pelo presidente republicano para reprimir protestos contra a imigração – era ilegal.

    Após bloqueio de tropas em Portland, Trump anuncia envio para Chicago

  • Israel continua matança de civis em Gaza apesar das negociações

    Israel continua matança de civis em Gaza apesar das negociações

    Os bombardeamentos e ataques de artilharia prosseguiram esta noite na Faixa de Gaza, apesar das negociações para um cessar-fogo em curso, fazendo pelo menos dez mortos, metade dos quais abatidos pelo exército quando tentavam voltar às suas casas.

    A cidade de Gaza foi alvo de ataques contínuos de artilharia durante a noite, enquanto os bombardeios aéreos também prosseguiram, com pelo menos três por hora, segundo a agência EFE.

    Cinco civis palestinos morreram na cidade de Gaza, baleados quando voltavam para suas casas em áreas com presença militar israelense, informaram fontes do Hospital Shifa à EFE.

    Outros cinco morreram em ataques enquanto tentavam retornar à cidade a partir do sul do enclave. Os corpos foram levados ao Hospital Al Awda, em Nuseirat (centro).

    Após o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Israel cesse os ataques contra Gaza — depois de o Hamas ter aceitado sua proposta de trégua —, muitos habitantes da região tentam diariamente regressar às casas que abandonaram com o avanço das tropas israelenses.

    No entanto, apesar de Israel afirmar que passou a realizar apenas “operações defensivas em Gaza”, os bombardeios continuam. Tropas e drones quadricópteros também disparam contra aqueles que tentam voltar para suas residências.

    O Exército israelense suspendeu o avanço terrestre na capital diante dos progressos nas negociações, mas mantém soldados posicionados nos bairros de Tal al Hawa (sudoeste), Al Nasr (noroeste) e na rua Al Jalaa, que corta a cidade de norte a sul.

    Durante a noite, os bombardeios se concentraram no bairro de Sabra (centro-sul).

    O Serviço de Ambulâncias e Emergência de Gaza informou ter realizado pelo menos sete atendimentos durante a madrugada.

    Perto do Estádio Palestina, no bairro de Rimal (oeste da capital), duas pessoas ficaram feridas após disparos feitos por drones e foram levadas ao Hospital Kuwait, segundo o serviço de emergência.

    O órgão também denunciou que uma de suas equipes de ambulância foi atacada por um quadricóptero “quando tentava socorrer vítimas de um ataque com drone na rua Palestina”.

    Fora da capital, os ataques continuaram no centro e no sul da Faixa de Gaza.

    A agência oficial palestina Wafa relatou que vários civis ficaram feridos em Asdaa (ao norte da cidade meridional de Khan Younis) após um ataque contra uma tenda de deslocados.

    Ainda segundo a agência, houve disparos de artilharia a leste de Wadi Gaza (no centro do enclave) contra grupos de palestinos que aguardavam a chegada de caminhões com ajuda humanitária.

    Uma comissão independente da ONU e relatores de direitos humanos, junto com organizações internacionais — incluindo algumas israelenses — e um número crescente de países, classificam como genocídio a ofensiva militar israelense contra Gaza, que, desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, já deixou mais de 67 mil mortos, entre eles mais de 20 mil crianças.

    Israel continua matança de civis em Gaza apesar das negociações