Categoria: MUNDO

  • Por que patrimônio de Trump encolheu mais de US$ 1 bilhão desde setembro

    Por que patrimônio de Trump encolheu mais de US$ 1 bilhão desde setembro

    De acordo com os dados da Forbes, a fortuna de Donald Trump caiu de US$ 7,3 bilhões, em setembro, para US$ 6,2 bilhões; veja o motivo da queda!

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O patrimônio líquido do presidente americano Donald Trump caiu US$ 1,1 bilhão (R$ 5,94 bilhões na cotação atual) desde setembro, segundo anunciou neste domingo (23) a Forbes.

    A queda acontece porque as ações da empresa de mídia social e criptomoedas de sua família, a Trump Media and Technology Group (TMTG), foram negociadas em mínimas históricas na última semana, em meio a uma forte queda na bitcoin e em outras criptomoedas.

    Hoje, o patrimônio líquido de Trump é de US$ 6,2 bilhões (R$ 33,49 bilhões). O valor chegou a US$ 7,3 bilhões (R$ 39,44 bilhões) em setembro.

    Em setembro, o patrimônio líquido de Trump havia crescido US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões) em relação ao último ano. A alta o colocou na posição nº 201 na lista Forbes 400 dos mais ricos da América, uma melhoria de 118 posições em relação à lista de 2024. Hoje, ele ocupa o 596º lugar.

    O aumento foi impulsionado pelos investimentos em criptomoedas da família Trump. Isso inclui um empreendimento anunciado no ano anterior, a World Liberty Financial, que garantiu um investimento de US$ 75 milhões (R$ 405,16 milhões) do empresário de criptomoedas Justin Sun.

    Donald Trump disse que se afastou de seus interesses comerciais pessoais desde que venceu a presidência. Ele transferiu sua participação de US$ 4 bilhões (R$ 21,6 bilhões) na Trump Media and Technology Group para um fundo fiduciário revogável controlado pelo filho Donald Trump Jr.

    Por que patrimônio de Trump encolheu mais de US$ 1 bilhão desde setembro

  • Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

    Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

    James Comey, ex-diretor do FBI, e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foram alvos após pedido do republicano; magistrada determinou que procuradora indicada por Trump para assumir os casos foi nomeada de maneira ilegal

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juíza federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (24) as acusações criminais contra o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. A magistrada considerou que a procuradora escolhida pelo presidente Donald Trump para conduzir os casos foi nomeada ilegalmente.

    A decisão representa um revés tanto para o republicano quanto para os esforços do Departamento de Justiça em processar -também a pedido de Trump- aqueles que considera inimigos políticos do presidente.

    Trump havia solicitado publicamente a instauração de ambos os processos, ao fazer pressão a líderes do Departamento de Justiça para agirem contra figuras de destaque que o criticaram e lideraram investigações sobre sua conduta. Com a decisão desta segunda, os dois casos serão arquivados.

    O presidente havia nomeado Lindsey Halligan, sua ex-advogada pessoal, como procuradora interina do Distrito Leste da Virgínia em setembro para assumir ambas as investigações. Halligan, no entanto, não tinha experiência prévia como promotora.

    As conclusões da juíza Cameron McGown Currie vêm após Comey e James acusarem o Departamento de Justiça de violar a cláusula de nomeação da Constituição dos EUA e a lei federal ao nomear Halligan.

    Currie concluiu que Halligan “não tinha autoridade legal” para apresentar acusações contra Comey ou James. No entanto, Currie arquivou os casos “sem prejuízo”, dando ao departamento a oportunidade de reapresentá-los com um procurador diferente no comando.

    Trump ordenou à secretária de Justiça Pam Bondi que nomeasse Halligan para o cargo depois que seu antecessor, Erik Siebert, se recusou a apresentar acusações contra Comey ou James, alegando falta de provas credíveis em ambos os casos.

    Pouco depois de sua nomeação, Halligan, sozinha, conseguiu indiciar Comey e James, após outros procuradores de carreira do escritório se recusarem a participar.

    James Comey foi indiciado em setembro por acusações criminais de falso testemunho e obstrução de investigação no Congresso. Ele chefiou o FBI de 2013 a 2017 e foi demitido por Trump ainda no início do primeiro mandato. À época, ele chefiava investigações sobre integrantes da campanha do republicano e a suposta interferência da Rússia na campanha presidencial de 2016, em que Trump venceu Hillary Clinton.

    Desde então, ele se tornou crítico do atual presidente, a quem já chamou de “moralmente inapto” para o cargo. Após a formalização do indiciamento, Comey publicou um vídeo nas redes sociais em que se dizia inocente. “Meu coração está partido pelo Departamento de Justiça, mas tenho grande confiança no sistema judicial federal e sou inocente. Então, vamos a julgamento e manter a fé”, afirmou naquele momento.

    O caso atual teve origem em seu depoimento de 2020 ao Comitê Judiciário do Senado, no qual ele respondeu a críticas republicanas sobre a investigação da suposta interferência russa e negou ter autorizado vazamentos de informações à imprensa. A Promotoria afirmou que ele enganou o Congresso.

    A acusação, contudo, foi considerada mais um exemplo de uso do aparato judicial do governo para atingir um crítico de Trump, que prometeu vingança contra desafetos ainda durante a campanha de 2024.

    Já a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foi acusada no início de outubro por fraude bancária e por supostamente fazer uma declaração falsa a uma instituição de crédito. James, democrata, afirmou à época que continuaria atuando como a principal autoridade policial do estado e chamou as acusações de “uma continuação da desesperada instrumentalização do sistema de justiça” por parte do presidente. “Combateremos agressivamente essas acusações infundadas”, disse.

    Autoridades do governo negam repetidamente que Trump esteja usando o Departamento de Justiça para fins políticos e argumentam que os democratas instrumentalizaram o órgão contra um adversário quando promotores federais apresentaram acusações contra Trump em 2023. O republicano se declarou inocente, e os casos foram arquivados.

    James é uma das várias procuradoras-gerais estaduais democratas que entraram com ações judiciais para bloquear ações do governo Trump. Ela é mais conhecida por abrir um processo civil por fraude contra Trump e sua empresa imobiliária em 2022. O caso resultou em uma multa de US$ 454,2 milhões (R$ 2,4 bilhões) contra Trump depois que um juiz concluiu que ele exagerou de maneira fraudulenta seu patrimônio líquido para enganar credores.

    Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

  • Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Líder chinês telefonou para presidente americano nesta segunda-feira em meio a tensões com o Japão sobre Taipé; Xi e Trump se reuniram no último dia 30 na Coreia do Sul, período no qual republicano também visitou Tóquio

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o “retorno de Taiwan à China” é uma parte fundamental da ordem internacional do pós-guerra, durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira (24), informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

    “China e Estados Unidos lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo, e agora deveriam trabalhar juntos para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi, segundo a Xinhua.

    Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump e Xi conversaram por telefone, mas não forneceu detalhes sobre o teor da ligação.

    Pequim considera Taiwan e a China continental como partes de uma única China e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha. O governo em Taipé rejeita a reivindicação e afirma que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro.

    Atualmente, a China está envolvida em sua maior crise diplomática em anos com o Japão, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou neste mês que um hipotético ataque chinês a Taiwan poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio -o Japão é um dos aliados mais importantes dos EUA na Ásia, e Trump visitou Takaichi no fim de outubro.

    A missão chinesa na ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do embaixador e chefe da delegação, Fu Cong, enviou ao secretário-geral da organização uma carta em que afirma que Takaichi expressa ambições de intervir militarmente na questão de Taiwan, emitindo uma ameaça de uso de força contra a China.

    O documento, segundo declaração da missão chinesa na ONU, tem como objetivo detalhar a posição do regime em relação às declarações de Takaichi ao Parlamento japonês.

    “Se o Japão ousar tentar uma intervenção armada na situação do Estreito, estará cometendo um ato de agressão. A China exercerá resolutamente seu direito de autodefesa, conforme previsto na Carta da ONU e no direito internacional, e defenderá firmemente sua soberania e integridade territorial”, escreveu Fu, segundo a publicação.

    Xi e Trump se encontraram na Coreia do Sul no último dia 30 após meses de tensões comerciais desencadeadas pelas políticas tarifárias de Trump.

    Desde então, a China retomou as compras de soja dos EUA e suspendeu suas restrições ampliadas às exportações de terras raras, enquanto Washington reduziu as tarifas sobre a China em 10%.

    Xi disse que as relações China-EUA se estabilizaram e melhoraram desde o encontro.

    “Os fatos novamente mostram que a cooperação beneficia ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos”, disse ele a Trump, instando os dois países a manterem um impulso positivo e expandirem a cooperação.

    Os dois líderes também discutiram a Guerra na Ucrânia, segundo a agência. Xi reiterou que a China apoia todos os esforços conducentes à paz, ao mesmo tempo que pede a todas as partes que reduzam suas diferenças para se chegar a um acordo.

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

  • Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para Ucrânia de Trump

    Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para Ucrânia de Trump

    A Rússia rejeitou as modificações introduzidas pelos países europeus ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos

    Nesta segunda-feira (24), a Rússia rejeitou as modificações defendidas pela Europa ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos: “Tomamos conhecimento do plano europeu que, à primeira vista, é absolutamente não construtivo, não nos convém”, disse o conselheiro presidencial para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

    Os Estados Unidos propuseram na semana passada um plano para acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

    O plano foi bem acolhido pelo Kremlin por contemplar grande parte das exigências que têm sido feitas pelo Presidente Vladimir Putin para acabar com a guerra.

    A presidência russa disse que o plano estava em linha com o que Putin discutiu com o norte-americano, Donald Trump, em agosto na cimeira do Alasca.

    O plano de Trump, que foi divulgado a meios de comunicação social norte-americanos, inclui a redução do exército para um máximo de 600.000 efetivos ou a cedência à Rússia de territórios que não foram conquistados militarmente por Moscou.

    Vários dirigentes europeus consideraram o plano como uma base para negociar, mas defenderam que necessita de modificações ou, em todo o caso, de mais elaboração.

    Delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos reuniram-se no fim de semana na cidade suíça de Genebra para discutir o plano, de que saiu uma nova proposta, cujos termos não foram divulgados.

    A agência russa Ria Novosti noticiou que a União Europeia (UE) propôs que a Ucrânia mantivesse uma força de 800.000 efetivos, em vez dos 600.000 previstos no plano de Trump.

    “Segundo algumas fontes, o plano europeu inclui uma proibição do destacamento de forças da NATO na Ucrânia em tempo de paz, enquanto, segundo outras, a decisão sobre a presença de tropas estrangeiras permanece com Kiev”, escreveu a Ria Novosti.

    Ushakov disse aos jornalistas que o Kremlin só conhece a versão inicial do plano de Trump.

    “Mas ninguém realizou quaisquer negociações específicas com representantes russos sobre este assunto”, esclareceu o conselheiro de Putin para as questões de política internacional.

    O diplomata considerou lógico que os norte-americanos em seguida contactem Moscou para “começar a discussão de maneira presencial”.

    “Sabemos que há certos sinais nesse sentido, mas não existe um acordo concreto sobre um encontro entre representantes russos e norte-americanos”, destacou.

    O Kremlin não recebeu propostas sobre “quem e quando tenciona” deslocar-se a Moscou para conversações, disse Ushakov, citado pela EFE.

    Ushakov disse que muitas das cláusulas do plano enviado ao Kremlin pareciam “totalmente aceitáveis” para Moscou, mas outras requeriam “uma discussão e uma análise o mais detalhada possível entre as partes”.

    Admitiu que o plano, a que chamou de “espécie de projeto”, será objeto de revisões e modificações do lado russo, “como, “muito provavelmente, do lado ucraniano, e dos lados norte-americano e europeu”.

    “Este é um assunto muito sério”, disse aos jornalistas em Moscou.

    O plano que Washington apresentou a Moscou rejeitava categoricamente o ingresso da Ucrânia na NATO, enquanto a nova versão deixa espaço para uma decisão consensual dos países membros da Aliança Atlântica, segundo a EFE.

    Além disso, obrigava a Ucrânia a abandonar todo o Donbass (Donetsk e Lugansk, leste), quando as tropas de Kiev ainda controlam cerca de 20% do território da região de Donetsk.

    Ambas as propostas não contemplam uma declaração de um cessar-fogo até que os dois lados aceitem o plano de paz, ainda de acordo com a agência espanhola.

    Os Estados Unidos e a Ucrânia informaram em um comunicado conjunto após as conversações realizadas no domingo em Genebra que elaboraram “um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado”.

    “Qualquer acordo futuro deve respeitar plenamente a soberania da Ucrânia e alcançar uma paz justa e sustentável”, disseram no comunicado.

    Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz para Ucrânia de Trump

  • Idoso desaparecido em Lyon é encontrado embaixo da cama meses após sumir

    Idoso desaparecido em Lyon é encontrado embaixo da cama meses após sumir

    Jean-Louis, de 73 anos, membro de um clube de radioamadores, foi dado como desaparecido em fevereiro e só teve o corpo localizado em julho, após vizinhos relatarem mau cheiro. A família questiona a atuação das autoridades, que alegam dificuldade devido ao extremo acúmulo no apartamento

    Jean-Louis, de 73 anos, membro do clube de radioamadores de Lyon, na França, desapareceu de forma inexplicável em fevereiro. As primeiras buscas não apontaram qualquer pista e só em julho o corpo foi localizado, depois de vizinhos relatarem um forte mau cheiro vindo do apartamento.

    O desaparecimento começou a preocupar no fim de fevereiro, quando ele deixou de responder mensagens havia mais de uma semana. Amigos do clube avisaram o irmão, Pierre, informando que não tinham notícias do idoso desde o dia 19, data em que faltou a uma reunião. Pierre, que mora a mais de duas horas de Lyon, decidiu viajar e encontrou os bombeiros no local após serem chamados para verificar a situação.

    A equipe fez uma varredura no apartamento, mas não encontrou nada que indicasse o paradeiro de Jean-Louis. O imóvel estava extremamente desorganizado, reflexo da Síndrome de Diógenes, transtorno que leva ao acúmulo de objetos e à negligência pessoal. No meio da bagunça, Pierre encontrou apenas a gata do irmão, debilitada e faminta. Sem pistas, Jean-Louis passou a ser oficialmente considerado desaparecido.

    Seis meses depois, em julho, Pierre voltou ao apartamento após vizinhos reclamarem de um cheiro insuportável vindo do imóvel. Ao entrar, seguiu o odor até o quarto. Ao mover a cama, encontrou duas pernas sob o móvel. Era o corpo do irmão. Ele acionou novamente os bombeiros, que inicialmente duvidaram da descoberta, afirmando que já haviam revistado o apartamento. Após retornarem, confirmaram a morte.

    Indignado, Pierre questiona se uma busca mais cuidadosa poderia ter salvado a vida do irmão, caso ele ainda estivesse vivo quando os bombeiros estiveram no local pela primeira vez. O funeral ocorreu apenas em setembro, e Pierre ainda aguarda o resultado da autópsia. Jean-Louis tinha histórico de problemas de saúde, incluindo duas embolias pulmonares.

    A Associação para Assistência e Procura de Pessoas Desaparecidas (ARPD) denunciou o caso à procuradoria de Lyon. As autoridades afirmam que buscas em residências de pessoas com Síndrome de Diógenes são especialmente difíceis devido ao estado extremo de desordem.
     
     

    Idoso desaparecido em Lyon é encontrado embaixo da cama meses após sumir

  • Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

    Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

    Mulheres presas por motivos políticos na Venezuela enfrentam superlotação, maus-tratos, falta de cuidados médicos e violência institucional, segundo denúncia do Clippve. A entidade alerta que ativistas, estudantes, mães e cidadãs seguem encarceradas em condições degradantes e cobra respeito, justiça e libertação imediata.

    O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve) denunciou que mais de 180 mulheres estão presas por motivos políticos na Venezuela e sofrem maus-tratos, isolamento, falta de assistência médica e assédio. A denúncia foi feita no contexto do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, marcado pela campanha Elas não estão sozinhas.

    Segundo o Clippve, essas detentas são vítimas de detenções arbitrárias, violência institucional, tratamentos cruéis e represálias por manifestarem opiniões contrárias ao governo. A organização afirma que muitas delas vivem em celas superlotadas, sem dignidade mínima, sem acesso a cuidados ginecológicos e sem produtos básicos para lidar com a menstruação.

    A entidade alerta que a saúde dessas mulheres é diariamente violada dentro das prisões venezuelanas e afirma que o Estado continua falhando com as que estão encarceradas e com as que aguardam do lado de fora. O comitê insiste que a única culpa dessas mulheres é pensar de forma diferente e que ser mulher e presa política no país significa enfrentar ainda mais abusos, negligência médica, escassez de água, desnutrição e violência institucional.

    O Clippve lembra também que as mães dos presos políticos são frequentemente vítimas de abusos durante as visitas, relatando revistas humilhantes, maus-tratos e a recusa de itens essenciais. A organização destaca que a violência se estende além das prisões e afirma que neste 25 de novembro homenageia cada mulher detida injustamente, cada mãe submetida a constrangimentos e cada família que ainda espera por justiça.

    A ONG ressalta que falar de presos políticos é falar de mulheres ativistas, mães, estudantes, defensoras de direitos e cidadãs que enfrentam condições desumanas. O comitê afirma que continuará denunciando as violações até que todas sejam libertadas. Também destaca que a violência estatal contra mulheres inclui detenções arbitrárias, torturas, desaparecimentos forçados e negação de atendimento médico, atingindo inclusive idosas, doentes e cuidadoras.

    Dados recentes da organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP) indicam que há 1.080 presos políticos na Venezuela. Entre eles estão 170 agentes ativos de segurança do Estado, 11 ativistas, 224 integrantes de organizações políticas, 35 ex-membros das forças de segurança, 20 jornalistas e 14 sindicalistas. Há ainda 145 pessoas sem qualquer informação oficial sobre o paradeiro e 50 venezuelanos com dupla nacionalidade.

    Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

  • FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

    FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

    Kash Patel enfrenta críticas internas após relatos de que mobilizou equipes da SWAT e utilizou jato oficial para viagens pessoais em favor da namorada, Alexis Wilkins. O caso levanta dúvidas sobre abuso de recursos públicos em meio a possíveis cortes no orçamento da agência.

    O diretor do FBI, Kash Patel, está no centro de uma polêmica após ser acusado por funcionários da própria agência de mobilizar equipes da SWAT para proteger sua namorada, a cantora country Alexis Wilkins. A denúncia foi revelada em uma reportagem do The New York Times, que descreve situações em que agentes altamente treinados para operações de alto risco foram deslocados para acompanhar Wilkins em eventos públicos.

    Um dos episódios ocorreu durante a convenção anual da National Rifle Association, em Atlanta, na última primavera. Wilkins chegou ao local escoltada por dois agentes da SWAT, enviados por ordem direta de Patel, que estaria preocupado com a segurança da namorada, conhecida por posições ultraconservadoras e defesa irrestrita do porte de armas. Após verificarem o local, os agentes deixaram o evento antes do encerramento, o que irritou Patel. Segundo seis fontes ouvidas pelo jornal, ele repreendeu o comandante da equipe, afirmando que Wilkins havia ficado desprotegida e que houve falha de comunicação com a cadeia de comando.

    Não foi a única vez. Em setembro, durante um evento político em Salt Lake City, outra equipe local da SWAT teria sido acionada para acompanhar a cantora. As unidades já atuavam sob carga extra devido ao assassinato de Charlie Kirk no estado, mas, ainda assim, foram deslocadas por determinação de Patel, que temia um possível ataque parecido contra Wilkins.

    O diretor também recorreria a equipes da SWAT para reforçar a própria segurança, inclusive em sua casa em Las Vegas, depois de uma falsa ameaça registrada em junho. Fontes internas ouvidas pelo jornal afirmam que o uso da SWAT, treinada para cenários extremos, é altamente incomum em funções de proteção pessoal, especialmente porque esse tipo de unidade não é especializada em segurança de autoridades.

    A polêmica não se limita ao uso da SWAT. Patel também é acusado de utilizar o jato governamental destinado ao exercício do cargo para dezenas de viagens pessoais. Em agosto, teria voado de Washington para a Escócia, onde se encontrou com amigos em um resort de golfe. Em outras ocasiões, usou a aeronave para visitar Wilkins ou encontrar amigos em propriedades privadas. A legislação norte-americana permite o uso do avião em viagens pessoais, desde que o ocupante do cargo reembolse o governo pelo valor equivalente a uma passagem comercial. Segundo a reportagem, Patel fez uso frequente do recurso.

    As críticas vêm até de ex-funcionários do FBI. Christopher O’Leary, ex-fuzileiro naval e ex-supervisor de uma equipe especializada da agência, afirmou que o comportamento de Patel revela “falta de discernimento e humildade”, criticando o uso de agentes especializados para acompanhar a namorada e as viagens pessoais em aeronave oficial.

    Patel respondeu publicamente às acusações em uma postagem na rede social X, classificando as críticas como “repugnantes e infundadas” e defendendo Wilkins, a quem chamou de “verdadeira patriota”.

    As denúncias surgem em um momento em que o orçamento do FBI pode sofrer cortes significativos. Em maio, o próprio Patel apoiou uma proposta da Casa Branca que prevê reduzir em 500 milhões de dólares os recursos destinados ao órgão.

    FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

  • Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

    Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

    A peça de ouro que pertencia a Isidor Straus, passageiro de primeira classe que morreu ao lado da esposa no naufrágio do Titanic, alcançou cerca de R$ 12,6 milhões em leilão no Reino Unido. O relógio permaneceu mais de um século com a família antes da venda.

    Um relógio de bolso que pertenceu a um casal de idosos que morreu no naufrágio do Titanic em abril de 1912 foi leiloado por 1,78 milhão de libras, o equivalente a cerca de R$ 12,6 milhões.

    A peça pertencia a Isidor Straus e trazia a inscrição “Jules Jurgensen”, referência à tradicional casa de alta relojoaria. Isidor viajava em primeira classe no Titanic ao lado da esposa, Ida, ambos retratados no filme lançado em 1997. Ele chegou a receber a oferta de um lugar em um bote salva-vidas por causa da idade, mas recusou afirmando que não embarcaria antes dos outros homens. Ida também não aceitou sair sem o marido. Os dois morreram no naufrágio.

    O relógio foi recuperado do corpo de Isidor e devolvido à família, junto com outros pertences. A peça de ouro havia sido presenteada a ele em seu 43º aniversário, em 1888, ano em que também se tornou sócio da loja de departamentos Macy’s, em Nova York.

    O objeto estava há décadas com os descendentes do casal e agora foi leiloado pela casa Henry Aldridge & Son, no Reino Unido. Entre todos os itens relacionados ao Titanic já vendidos em leilões, este relógio alcançou o maior valor. No mesmo evento, uma carta escrita por Ida Straus foi arrematada por 100 mil libras, cerca de R$ 707 mil.

    O recorde anterior também era de um relógio de bolso, oferecido ao capitão de um navio que resgatou mais de 700 sobreviventes. A peça havia sido vendida por 1,56 milhão de libras, aproximadamente R$ 11 milhões.

    O Titanic afundou na madrugada de 15 de abril de 1912 após colidir com um iceberg durante sua viagem inaugural entre Southampton e Nova York. Cerca de 1.500 pessoas morreram entre os 2.224 passageiros e tripulantes. A tragédia motivou livros, filmes e pesquisas, sendo “Titanic”, de 1997, o mais famoso. O longa recebeu diversos Oscars, incluindo o de melhor filme e melhor direção.

    Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

  • Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

    Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

    Israel confirmou ter atacado neste domingo (23) em Beirute o chefe do Estado-Maior do Hezbollah, Haytham Ali Tabatabai. A ação deixou dezenas de feridos e elevou a tensão regional. Netanyahu e o ministro da Defesa prometeram intensificar operações contra o grupo, enquanto os EUA foram informados apenas após o ataque.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou neste domingo (23) ter atacado um dos chefes do grupo libanês Hezbollah, alinhado ao Irã. O gabinete do premiê Binyamin Netanyahu confirmou que a ação “no coração de Beirute”, teve como alvo “o chefe do Estado-Maior do Hezbollah”, Haytham Ali Tabatabai.

    O ataque atingiu uma via de carros, onde moradores disseram à agência de notícias Reuters ter ouvido o barulho de aviões de guerra antes da explosão. Moradores saíram correndo de seus prédios com medo de novos ataques, relatou um repórter da agência na região.
    Pelo menos duas dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região, segundo fontes médicas. Não houve comentários imediatos do Hezbollah ou do Ministério da Saúde do Líbano.

    Antes do ataque, o primeiro-ministro israelense disse a seu gabinete que Israel continuaria a combater o “terrorismo” em várias frentes. “Continuaremos a fazer tudo o que for necessário para impedir que o Hezbollah restabeleça sua capacidade de nos ameaçar”, afirmou.

    Em novembro, Israel intensificou os ataques aéreos no sul do Líbano, dando continuidade a uma campanha de ataques quase diários que, segundo o Tel Aviv, visa impedir o ressurgimento militar do Hezbollah na região fronteiriça.
    Israel acusa o Hezbollah de tentar se rearmar desde o cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos no ano passado. O grupo afirma ter cumprido as exigências para encerrar sua presença militar na região fronteiriça próxima a Israel e para que o exército libanês se mobilizasse para lá.

    Um funcionário americano de alto escalão ouvido pelo portal Axios afirmou que Israel não notificou os EUA com antecedência sobre o ataque deste domingo. A pessoa disse que o governo de Donald Trump -aliado de Netanyahu- foi informado imediatamente após o ataque, e um segundo funcionário americano afirmou que os EUA sabiam há dias que Israel planejava intensificar os ataques no Líbano, de acordo com a publicação.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou após o ataque que o país seguirá com operações do tipo. “Continuaremos a agir com firmeza para evitar qualquer ameaça aos residentes do norte e ao Estado de Israel”, disse em comunicado. “Quem levantar a mão contra Israel, terá a mão cortada”, disse ele, ao acrescentar que, junto de Netanyahu, está “determinado a continuar a política de aplicação máxima da lei no Líbano e em todos os outros lugares”.

    Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

  • Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

    Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

    Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes. Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (22) que não tinha ficado sabendo da prisão de Jair Bolsonaro (PL) e que é uma pena.

    O ex-presidente brasileiro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    O republicano foi questionado sobre a prisão pelo jornalista Mathias Brotero, correspondente da Record em Washington.

    Em um primeiro momento, ele diz que não estava a par. Depois indaga se foi isso que aconteceu e diz: “É uma pena”.

    Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes.

    Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

    O magistrado diz que o trajeto de 13 quilômetros entre a casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul é percorrível em menos de 15 minutos.

    Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'