Categoria: MUNDO

  • Argentina autoriza extradição de suspeito de tráfico que financiou aliado de Milei

    Argentina autoriza extradição de suspeito de tráfico que financiou aliado de Milei

    Federico Machado é acusado nos EUA de crimes relacionados a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude, além de ter contribuído com fundos não declarados para a campanha presidencial do deputado José Luis Espert em 2019, aliado de Milei

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Após três anos de silêncio, a Justiça da Argentina autorizou nesta terça-feira (7) a extradição de Federico “Fred” Machado, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, para os Estados Unidos, na esteira do escândalo que derrubou o principal candidato de Javier Milei nas eleições legislativas para a província de Buenos Aires.

    Machado é acusado nos EUA de crimes relacionados a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude, além de ter contribuído com fundos não declarados para a campanha presidencial do deputado José Luis Espert em 2019, aliado de Milei e que encabeçava a lista de deputados para o pleito de 26 de outubro. Espert desistiu da disputa no último domingo (5).

    A Suprema Corte tomou sua decisão de forma unânime, com a confirmação de que as condições para a extradição estão atendidas. Horas depois, a Presidência informou em uma nota que vai acatar a decisão da Justiça.

    Diferentemente do que ocorre no Brasil, a lei permite que autoridades extraditem cidadãos argentinos, exceto quando não houver um tratado a respeito e a pessoa optar por ser julgada no país.

    A situação era curiosa, pois o advogado que representou Machado durante o processo de extradição, Francisco Oneto, também é o defensor pessoal de Milei.

    Na sua primeira entrevista após a renúncia de Espert, nesta terça-feira, Machado pediu que a questão eleitoral não influenciasse na decisão sobre a extradição.

    Ele também disse que conhecia o deputado e que deu a ele um valor maior que os US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) que aparecem em um extrato do Bank of America divulgado na semana passada.

    “Seu erro foi negar [que me conhecia]”, disse quando questionado sobre as tentativas do ex-candidato de se desvincular dele. “Há fotos, há testemunhas. Se ele tivesse dito ‘sim, eu o conheci; ele me ajudou e depois se meteu em problemas’, ninguém o teria crucificado. Mas ele preferiu negar.”

    Após dar diferentes versões, Espert chegou a reconhecer que havia recebido os dólares de Machado para prestar serviços de consultoria em uma mineradora da Guatemala. “Ele não mente quando diz que houve um contrato, eu fiz isso em 2019, são mais de US$ 200 mil. Eu o contratei para ajudá-lo.”

    Também disse que conheceu Espert em 2019, durante sua candidatura presidencial. Machado afirmou que não tinha interesse em política, mas ficou impressionado com as ideias liberais dele.

    Machado está preso desde 16 de abril de 2021, após ser detido em Neuquén por uma solicitação internacional. É mantido em prisão domiciliar em Viedma, na província de Río Negro. Com a nova decisão da Corte, sua situação pode mudar, podendo ser ordenada sua detenção em uma prisão regular.

    O juiz Gustavo Villanueva decidiu pela extradição em 12 de abril de 2022, mas a defesa de Machado recorreu. Em 4 de abril de 2023, o procurador-geral da Argentina se manifestou a favor da extradição, e o caso seguiu para a Suprema Corte.

    Na semana passada, a Corte instruiu Villanueva a solicitar esclarecimentos à Justiça dos Estados Unidos, que retornou afirmando que o pedido de extradição permanece válido. Com essa resposta dos EUA, o juiz de Neuquén enviou novamente o caso à Corte, que assim deu luz verde para a extradição.

    Milei tinha dez dias para responder. Como o governo não levantou objeções, Machado deve deixar o país dentro de 30 dias após a comunicação oficial. O juiz Villanueva novamente participará do processo, conforme necessário.

    Simultaneamente, o partido de Milei, A Liberdade Avança, tenta retirar das cédulas eleitorais o rosto de Espert e pede que ele seja substituído pelo deputado Diego Santilli.

    A Justiça convocou as 15 coalizões políticas que concorrerão nas eleições para opinarem sobre o tema nesta quarta-feira (8) e pediu que seja apresentado um plano para o pagamento dos custos de reimpressão, estimados em US$ 10 milhões (cerca de R$ 55 milhões). A tendência é que os adversários de Milei exijam que o partido governista pague pelos gastos extras.

    Argentina autoriza extradição de suspeito de tráfico que financiou aliado de Milei

  • Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado

    Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado

    O ataque aconteceu quando o político chegava a um evento na província de Cañar, na região central do Equador

    Nesta terça-feira (7), o presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de um atentado durante um evento. A ministra de Energia, Inés María Manzano, afirmou que ele não se feriu e classificou o ataque como uma “tentativa de assassinato”.

    Segundo informações do próprio governo, o atentado aconteceu quando o carro de Noboa chegava a um evento na província de Cañar, na região central do país. O ataque teria sido promovido por uma multidão de cerca de 500 pessoas.

    Manzano disse ainda que o carro em que estava o presidente ficou com marcas de bala, indicando que o veículo foi alvejado. O grupo também teria atirado pedras.

    Segundo nota da Presidência, pelo menos cinco pessoas foram presas e os acusados serão processados por terrorismo e tentativa de homicídio.

    Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado

  • Agiram como terroristas, diz brasileiro detido em flotilha por Israel após chegar ao Rio

    Agiram como terroristas, diz brasileiro detido em flotilha por Israel após chegar ao Rio

    Ativista Nicolas Calabrese, que tem também cidadania italiana, foi o primeiro cidadão do Brasil a ser deportado por Tel Aviv; segundo ele, colegas de missão que tentava chegar a Gaza sofreram abusos e maus-tratos das forças israelenses

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro dos 14 brasileiros integrantes da flotilha Global Sumud, detida por Israel enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, desembarcou no Brasil na noite desta segunda (6). O ativista Nicolas Calabrese foi recebido no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por um grupo de cerca de 40 manifestantes pró-Palestina.

    Emocionado, ele detalhou o período em que esteve sob a custódia israelense. Segundo Calabrese, o pior momento que passou foi quando a Marinha do país invadiu o navio em que ele estava.

    “A gente foi interceptado de forma violenta por mais de 15 soldados da Marinha israelense entrando nos nossos navios, apontando fuzis para a gente. Estavam armados até os dentes e encapuzados ao melhor estilo dos terroristas”, disse o ativista no saguão de desembarque do Galeão.

    Segundo Calabrese, após serem levados a um porto em Israel, os ativistas foram “violentados constantemente, empurrados e chutados”. Ele conta que ficou 20h sem poder urinar. Além disso, os militares não teriam dado qualquer informação sobre a localidade onde estavam, nem a possibilidade deles se comunicarem com suas famílias.

    “Quem tentava falar algo com um companheiro era deixado no sol ajoelhado”, disse.

    Na chegada ao Rio, ele foi abraçado por manifestantes que empunhavam cartazes com mensagens pró-Palestina e cantavam palavras de ordem pedindo liberdade para os detidos da flotilha. Também estava presente na recepção ao ativista o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

    Nicolas Calabrese é professor de educação física, educador popular da Rede Emancipa no Rio de Janeiro (voltada para jovens e adultos) e militante do PSOL. Ele nasceu na Argentina e tem cidadania italiana, mas vive no Brasil há mais de dez anos. Ele foi deportado inicialmente para a Turquia, custeado pelo consulado da Itália em Israel.

    O ativista afirmou que seus pertences foram levados pelos agentes israelenses, incluindo seu celular e seus documentos da Argentina e do Brasil. Ele ficou apenas com seu passaporte italiano e roupas dadas na prisão.

    Calabrese disse que, em um primeiro momento, os agentes de Israel ofereceram para os detidos um termo em hebraico, sem tradução, que ninguém assinou, apesar da insistência dos militares. Segundo o ativista, Israel queria que eles reconhecessem que estavam tentando entrar em território israelense sem autorização.

    Ele disse que sua deportação foi mais célere do que a dos outros colegas brasileiros pelo fato dele ter o passaporte italiano. As autoridades do país europeu teriam agido mais rapidamente para liberar seus cidadãos.

    “Assim que fui recebido pela cônsul da Itália ela entrou em contato com minha mãe na Argentina e disse ‘Nicolas está bem e será deportado amanhã’. Dito e feito. Agora, por que o cônsul brasileiro não prestou essas informações [para as famílias brasileiras]. Isso é um absurdo”, disse, voltando a criticar a demora da ação do governo brasileiro.

    De acordo com o ativista, alguns colegas brasileiros que continuam detidos se recusaram a aceitar os termos de deportação exigidos por Israel por “posição política” para não concordar com o “sequestro” feito pelo Estado de Israel. Além disso, eles estariam manifestando oposição ao cerco contra o povo palestino pelo governo de Israel.

    Questionado sobre o posicionamento feito pelo presidente Lula nesta segunda, em que o brasileiro acusou Israel de violar direitos e criticou as ações contra embarcações que tentavam chegar à Faixa de Gaza, o ativista afirmou que ainda não tinha se informado sobre a declaração pois estava no avião e sem celular.

    “Fico feliz em saber que tenha se posicionado, mas a gente sabe que discurso não basta, só uma publicação é muito pouco ainda. Precisa uma comitiva da diplomacia lá em Israel. Políticas concretas para minimamente ter informação e ter uma previsão de quando todos vão ser libertos”, disse Calabrese.

    A flotilha Global Sumud partiu de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto, com cerca de 45 embarcações e ativistas e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades. Os barcos começaram a ser interceptados na quarta (1º).

    Outros brasileiros que pretendiam chegar a Gaza ao furar o bloqueio imposto por Tel Aviv continuam na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. O grupo recebeu uma visita do governo brasileiro nesta segunda.

    Entre eles está Thiago Ávila, que já havia sido preso por Israel na empreitada anterior do grupo, em maio. Além dele, fazem parte da comitiva a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (PSOL), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Agiram como terroristas, diz brasileiro detido em flotilha por Israel após chegar ao Rio

  • Polícia investiga incêndio na casa de juíza que bloqueou ação de Trump na Carolina do Sul

    Polícia investiga incêndio na casa de juíza que bloqueou ação de Trump na Carolina do Sul

    Casa de Diane Goodstein ficou totalmente destruída, como poderá ver pelas imagens do vídeo abaixo; juíza tinha travado, dias antes, uma decisão do presidente dos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia da Carolina do Sul investiga um incêndio que atingiu a casa de praia de uma juíza estadual e de um ex-senador democrata em Edisto, no sábado (4). A casa pertence à juíza Diane Goodstein e ao marido, Arnold Goodstein.

    Um porta-voz da Divisão de Polícia da Carolina do Sul disse à NBC News que investiga o caso e, até o momento, não há evidências de incêndio criminoso.

    Os investigadores pediram também que não sejam compartilhadas informações não verificadas.

    Goodstein e familiares pularam de janelas da casa para escapar do fogo e receberam atendimento em um hospital.

    Políticos democratas lembraram que Goodstein emitiu recentemente uma decisão temporária bloqueando a tentativa do governo Trump de apreender registros de votação estaduais.

    O deputado democrata Daniel Goldman, de Nova York, afirmou no domingo (5) que Donald Trump e seus apoiadores estavam “divulgando informações falsas e ameaçando juízes que decidem contra Trump, incluindo o juiz Goodstein”. Ele culpa a extrema direita pelo incêndio.

    O vice-chefe de gabinete de Trump, Stephen Miller, disse que Goldman espalha “mentiras desprezíveis”.

    Polícia investiga incêndio na casa de juíza que bloqueou ação de Trump na Carolina do Sul

  • Prefeita alemã é esfaqueada à porta de casa; está em estado grave

    Prefeita alemã é esfaqueada à porta de casa; está em estado grave

    A prefeita de Herdecke, de 57 anos de idade, ficou gravemente ferida

    A recém-eleita prefeita da cidade alemã de Herdecke, a social-democrata Iris Stalzer, ficou gravemente ferida esta terça-feira (7), após ter sido esfaqueada em frente à sua casa e está em estado grave, afirmou o seu partido.

    Iris Stalzer, de 57 anos, foi encontrada gravemente ferida pelo seu filho, em Herdecke-Herrentisch, de acordo com o jornal Bild, que escreve que a prefeita está lutando pela vida.

    A mulher foi recentemente eleita para o comando da cidade alemã, no distrito de Ennepe-Ruhr, região administrativa de Arnsberg, estado de Renânia do Norte-Vestfália.

    Iris Stalzer iria assumir funções em breve.

    O secretário-geral do grupo parlamentar do Partido Social-Democrata (SPD), Matthias Miersch, manifestou a sua profunda consternação pelo ataque à prefeita, embora não tenha dado mais detalhes sobre o caso.

    O chanceler alemão, Friedrich Merz (União Democrata-Cristã/CDU), declarou que a prefeita foi vítima de um “ato hediondo”. “Receamos pela vida” de Iris Stalzer, declarou o líder alemão nas redes sociais, acrescentando que desejava “a sua total recuperação”.

     
     
     

     
     
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    Foi encontrada pelo filho, teria sido esfaqueada 13 vezes

    Iris foi encontrada gravemente ferida pelo filho no seu apartamento, onde conseguiu se esconder após o ataque, com vários ferimentos de faca no abdômen e nas costas, noticiou o jornal Bild, acrescentando que os médicos das urgências foram acionados e chegaram rapidamente ao local.

    A própria prefeita contou ao filho que vários homens a tinham atacado na rua. O portal online da revista semanal ‘Focus’ relatou que a prefeita tinha 13 ferimentos de faca no abdômen e nas costas.

    Ainda não é claro se o ataque teve motivação política. Os suspeitos fugiram e não há ainda registro de nenhuma detenção.

    Iris Stalzer, casada e mãe de dois filhos adolescentes, venceu o segundo turno das eleições locais no último dia 28, derrotando o candidato conservador Fabian Haas, com 52,8% dos votos.

    Para já, a polícia confirmou apenas uma grande operação na cidade de Herdecke, que fica próximo de Dortmund, no noroeste da Alemanha.

    A Alemanha, sublinhe-se, já foi palco de vários ataques contra políticos, tendo já sido levantados debates sobre o clima de violência política no país.

    Prefeita alemã é esfaqueada à porta de casa; está em estado grave

  • Desabamento de prédio em Madri deixa dois desaparecidos e um ferido grave

    Desabamento de prédio em Madri deixa dois desaparecidos e um ferido grave

    Um edifício em obras desabou parcialmente no centro de Madri nesta terça-feira (7), derrubando seis andares e deixando duas pessoas desaparecidas e uma em estado grave. Equipes de resgate trabalham no local, que foi isolado pelas autoridades espanholas

    Pelo menos duas pessoas estão desaparecidas e uma ficou gravemente ferida após o desabamento parcial de um prédio no centro de Madri, nesta terça-feira (7).

    De acordo com as primeiras informações, seis andares da estrutura desabaram. Inicialmente, falava-se em quatro desaparecidos, mas a Polícia Nacional confirmou mais tarde que o número é de dois.

    Uma funcionária de uma loja na mesma rua relatou ao jornal El País que o local está completamente isolado. “O prédio caiu inteiro e não conseguimos passar. Está cheio de ambulâncias e policiais, e ninguém pode entrar”, afirmou.

    Fontes ouvidas pelo jornal disseram que o edifício estava em obras “há muito tempo” e que uma grua havia sido instalada recentemente. Pelo menos seis andares teriam vindo abaixo, e há suspeita de que pessoas estejam soterradas.

    Equipes de emergência trabalham no local, e a vítima em estado grave já foi levada para um hospital próximo.

    Desabamento de prédio em Madri deixa dois desaparecidos e um ferido grave

  • Nobel de Física 2025 premia cientistas por avanços em mecânica quântica

    Nobel de Física 2025 premia cientistas por avanços em mecânica quântica

    John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis foram reconhecidos por experimentos que demonstraram o efeito túnel e a quantização de energia em circuitos elétricos, abrindo caminho para novas tecnologias quânticas

    O Prêmio Nobel de Física de 2025 foi concedido ao britânico John Clarke, ao francês Michel H. Devoret e ao norte-americano John M. Martinis pelos avanços em pesquisas sobre mecânica quântica.

    De acordo com o comitê do Nobel, a escolha reconhece a descoberta do “efeito túnel macroscópico da mecânica quântica e da quantização de energia em um circuito elétrico”. Segundo o comunicado da Academia Real de Ciências da Suécia, uma das grandes questões da física é determinar o tamanho máximo de um sistema capaz de demonstrar efeitos quânticos. Os três cientistas realizaram experimentos com um circuito elétrico que comprovou tanto o tunelamento quântico quanto os níveis de energia quantizados em um sistema grande o suficiente para ser segurado na mão.

    Os experimentos revelaram, na prática, o comportamento da física quântica em um chip e abriram caminho para o desenvolvimento de tecnologias como os computadores quânticos.

    A temporada de anúncios do Nobel começou na segunda-feira, 6, com o prêmio de Medicina, entregue a Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi pelas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica. Nesta semana ainda serão revelados os vencedores nas categorias Química, Literatura e Paz.

    O Nobel de Economia, última categoria a ser anunciada, será divulgado no dia 13 de outubro. Todos os prêmios são entregues em Estocolmo, na Suécia, com exceção do Nobel da Paz, que tradicionalmente é concedido em Oslo, na Noruega.

    Os prêmios Nobel foram criados em 1895 pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, e entregues pela primeira vez em 1901. A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 10 de dezembro, data em que se comemora o aniversário de sua morte, em 1896.
     
     

    Nobel de Física 2025 premia cientistas por avanços em mecânica quântica

  • Javier Milei lança livro e faz show de rock em meio à crise na Argentina

    Javier Milei lança livro e faz show de rock em meio à crise na Argentina

    Em evento com luzes, chamas e paródia musical, o presidente argentino apresentou A Construção do Milagre enquanto enfrenta turbulências econômicas, derrotas no Congresso e eleições legislativas marcadas para o fim de outubro

    O presidente da Argentina, Javier Milei, lançou na noite desta segunda-feira (6) o livro La Construcción del Milagro (“A Construção do Milagre”). Fiel ao seu estilo performático, o evento foi marcado por um tom de espetáculo e irreverência, com direito a luzes, chamas e música ao vivo, um verdadeiro show à la Milei.

    O lançamento ocorre em meio à forte crise econômica e política que o governo argentino enfrenta. Mesmo assim, o presidente buscou transmitir uma imagem de confiança e ousadia. No palco, Milei cantou uma versão adaptada da música Tu Vicio, de Charly García, trocando o refrão por “Sou o mais liberal, não me pode pisar porque sou capitalista”, segundo o jornal O Globo.

    Com 573 páginas, o livro chega às livrarias em um dos momentos mais delicados dos dois anos de mandato do presidente,  a menos de três semanas das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 26 de outubro.

    Nos últimos meses, Milei sofreu derrotas no Congresso, que derrubou dois de seus vetos, um deles ao financiamento de universidades públicas e outro à verba de uma clínica pediátrica. As decisões representam novos desafios à política de austeridade do líder ultraliberal, em meio à instabilidade financeira, à desvalorização do peso e ao nervosismo dos mercados às vésperas do pleito.

    Em setembro, o Parlamento já havia revertido outro veto presidencial, referente a uma lei que ampliava subsídios a pessoas com deficiência, aumentando a pressão sobre o governo.

     

    Javier Milei lança livro e faz show de rock em meio à crise na Argentina

  • Eurodeputada diz ter sido espancada e expulsa de Israel após missão

    Eurodeputada diz ter sido espancada e expulsa de Israel após missão

    Rima Hassan, parlamentar franco-palestina, afirmou ter sido agredida por policiais israelenses após participar da flotilha humanitária Global Sumud, que levava ajuda a Gaza. Ela e outros 160 ativistas, incluindo Greta Thunberg, foram deportados para a Grécia e denunciaram abusos e más condições nas prisões israelenses

    A eurodeputada Rima Hassan afirmou nesta segunda-feira (6), na Grécia, que foi expulsa de Israel e agredida por policiais israelenses após participar da flotilha humanitária Global Sumud Flotilla, que seguia com destino à Faixa de Gaza.

    “Fui espancada ao entrar na van por dois policiais israelenses”, disse a parlamentar do partido francês France Insoumise à agência AFP, no Aeroporto Internacional de Atenas, para onde foi levada junto com outros 160 ativistas deportados — entre eles, a ativista sueca Greta Thunberg.

    Vestindo um agasalho cinza, semelhante ao usado por detentos em prisões israelenses, Hassan afirmou que vários ativistas também foram agredidos. “Alguns de nós fomos espancados”, declarou.

    A deputada franco-palestina relatou ainda as condições precárias na prisão de alta segurança de Negev, no deserto israelense, onde ficaram detidos. “Às vezes éramos 13 a 15 pessoas por cela, sem camas, dormindo em colchões no chão. Faltava tudo”, disse.

    Mais cedo, o governo de Israel confirmou a expulsão de 171 ativistas, incluindo Greta Thunberg, após a interceptação marítima da flotilha que tentava romper o bloqueio israelense a Gaza.

    Em Atenas, Greta afirmou ter sofrido “maus-tratos e abusos” durante a detenção, sem detalhar.

    A Global Sumud Flotilla zarpou da Espanha no início de setembro com o objetivo de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Cerca de 50 embarcações foram interceptadas pela Marinha israelense entre a costa do Egito e Gaza, entre quarta e sexta-feira passadas.

    Entre os detidos estavam a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves, que retornaram a Portugal na noite de domingo.

    Os portugueses também relataram abusos e violações de direitos humanos nas prisões israelenses.

    Para os organizadores da flotilha e para a Anistia Internacional, a detenção dos ativistas foi ilegal.

    O conflito no Oriente Médio se intensificou após os ataques do grupo palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel. A ofensiva israelense em retaliação já deixou mais de 65 mil mortos na Faixa de Gaza.

    Eurodeputada diz ter sido espancada e expulsa de Israel após missão

  • Jovem que dizia ser Madeleine McCann chora ao ouvir decisão em tribunal

    Jovem que dizia ser Madeleine McCann chora ao ouvir decisão em tribunal

    A polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, acusada de perseguir os pais de Madeleine McCann, desabou em lágrimas ao ouvir do juiz que não é a menina desaparecida. O Ministério Público a descreveu como manipuladora e deve apresentar provas científicas que confirmam a ausência de vínculo com a família britânica

    Julia Wandelt, de 24 anos, que afirmou ser Madeleine McCann e é acusada de perseguir os pais e irmãos da menina britânica desaparecida em 2007, compareceu ao tribunal nesta segunda-feira (6) e chorou ao ouvir do juiz que ela não é a criança desaparecida.

    Segundo o jornal The Guardian, o Ministério Público descreveu a jovem polonesa como uma manipuladora emocional que teria promovido uma “campanha de assédio” contra a família McCann ao longo de três anos, por meio de ligações, mensagens e visitas à casa da família.

    Durante o julgamento, Julia alegou ter lembranças de eventos familiares e momentos de brincadeira com os gêmeos McCann — informações apresentadas ao júri. “Poderíamos pensar que há alguma credibilidade, mas desde já deixamos claro que Julia Wandelt não é Madeleine McCann”, afirmou o promotor Michael Duck KC.

    Ao ouvir a declaração, Julia chorou e tentou deixar a sala por uma porta que dava acesso às celas, sendo consolada por sua amiga Karen Spragg, de 61 anos, também acusada de auxiliá-la na perseguição.

    Duck ressaltou que não há qualquer vínculo entre Julia e os McCann e que provas científicas serão apresentadas para confirmar isso. O promotor também destacou que Julia é quase dois anos mais velha que Madeleine.

    O júri foi informado de que Julia já havia se passado por outras duas crianças desaparecidas — uma menina alemã e uma americana — e que teria usado o ChatGPT para gerar fotos falsas que enviou à irmã de Maddie, Amelie, como tentativa de convencimento emocional.

    De acordo com o Ministério Público, Julia também enviou dezenas de mensagens, áudios, e-mails e cartas a Kate e Gerry McCann. Em uma delas, dizia: “Se eu for ela, tudo ficará bem. Se eu não for, deixo vocês em paz”.

    Em outra mensagem, escreveu: “Sei que não sou bonita, mas sei o que sei e lembro do que lembro.” Julia afirmava que sua identidade não havia sido reconhecida por causa de uma “grande corrupção” e que a imprensa a fazia “parecer louca”.

    Madeleine McCann desapareceu aos 3 anos de idade em maio de 2007, na Praia da Luz, Algarve, enquanto dormia em um apartamento de um resort. O caso segue sem solução. Em 2023, o alemão Christian Brückner foi formalmente acusado pelo desaparecimento.

    Julia Wandelt se declarou inocente das acusações de perseguição em abril deste ano. Ela foi presa em fevereiro no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, e responde por quatro crimes de assédio, incluindo o envio de mensagens, ligações e cartas à família McCann. A jovem teria viajado da Polônia ao Reino Unido para se encontrar com Karen Spragg, que também foi detida.
     
     
     

    Jovem que dizia ser Madeleine McCann chora ao ouvir decisão em tribunal