Categoria: MUNDO

  • Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

    Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

    Vladimir Putin admitiu que a defesa aérea russa foi responsável pelos danos que causaram a queda do avião da Azerbaijan Airlines, que matou 38 pessoas no Natal de 2024. O presidente prometeu indenizações às famílias e ao Azerbaijão, mas afirmou que os destroços vieram de mísseis que interceptavam drones ucranianos

    (CBS NEWS) – O presidente Vladimir Putin admitiu pela primeira vez que a defesa aérea da Rússia foi responsável pelos danos que levaram à queda de um avião Embraer E-190 da Azerbaijan Airlines, que matou 38 pessoas no Natal do ano passado. Ele prometeu indenizar os parentes das vítimas e o Estado azeri.

    Em encontro com o colega Ilham Aliyev nesta quinta-feira (9), o russo contudo negou que a aeronave tenha sido atingida por munição russa ao se aproximar do pouso em Grozni, na Tchetchênia, vindo de Baku.

    Segundo o russo, dois mísseis interceptaram drones ucranianos que atacavam a área, cujos destroços por sua vez danificaram o E-190.

    “Claro, tudo o que for necessário em termos de compensações nesses casos trágicos será feito pelo lado russo. Uma avaliação legal de todas as coisas será dada”, afirmou Putin a Aliyev em Duchambe, no Tadjiquistão, onde ambos participam de encontro de líderes de ex-repúblicas soviéticas.

    A hipótese de que os danos à aeronave fossem decorrentes de ação de baterias antiaéreas, a partir de fotos e vídeos feitos por sobreviventes dentro do aparelho e do alerta de ataque ucraniano vigente na região na hora do voo, havia sido levantada pela Folha no mesmo dia do acidente.

    Depois, peritos azeris e cazaques estabeleceram isso como o motivo, mas só agora Putin faz admissão formal -dividindo a responsabilidade, na prática, com a Ucrânia.

    Antes, o presidente russo havia feito um pedido de desculpas pelo que chamou de “trágico incidente”, sem detalhar o que tinha acontecido. Putin também afirmou agora que o avião avariado foi orientado a pousar no vizinho Daguestão, mas preferiu cruzar o mar Cáspio e tentar aterrissar no Cazaquistão, onde acabou caindo -29 pessoas sobreviveram.

    Com isso, Putin busca remendar relações que vinham se esgarçando com o Azerbaijão, importante produtor de gás e petróleo. O país é um forte aliado da Turquia, que vem ocupando o espaço tradicional de Moscou na região do Cáucaso.

    Em 2020 e 2023, Ancara apoiou Baku nas guerras que levaram à conquista do encrave armênio de Nagorno-Karabakh, que se mantinha autônomo com ajuda dos russos, principais fiadores do governo em Ierevan desde o fim da Guerra Fria.

    A relação com a Armênia também se estremeceu, dada a prioridade do Kremlin com a Guerra da Ucrânia e desavenças com o atual governo do país, que sedia a maior base estrangeira da Rússia.

    Com efeito, armênios e azeris selaram a paz de forma definitiva não em Moscou, mas em Washington, sob a supervisão de Donald Trump, em um dos dois acordos do gênero que o presidente americano de fato costurou -em sua busca obsessiva pelo Nobel da Paz, ele diz ter acabado com sete guerras.

    Putin corre atrás do prejuízo, e a linguagem corporal no encontro com Aliyev foi calorosa de ambos os lados, aparentemente afastando as duras críticas do azeri à Rússia nos últimos meses.

    Seu encontro com outros líderes no Tadjiquistão também visa azeitar relações, dada a crescente influência econômica da China naquele que é um quintal geopolítico histórico dos russos desde os tempos imperiais.

    Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

  • Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

    Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

    Lula revelou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ligou para o chanceler Mauro Vieira para dar continuidade às negociações após sua conversa com Donald Trump. O presidente afirmou estar confiante em um novo momento nas relações bilaterais, apesar das preocupações com o perfil ideológico de Rubio

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (9) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ligou para o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) nesta quarta-feira (8) para dar continuidade às tratativas entre os dois governos.

    O presidente também comentou o telefonema que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que também ficou surpreso com a conversa que “parecia impossível”. “Ele me ligou da forma mais gentil que um ser humano pode lidar com outro.”

    “Eu disse que precisava retirar a taxação dos produtos brasileiros, que ele tinha sido mal informado. Agora começa outro momento. Ainda ontem, a pessoa que ele indicou, que é o secretário de Estado Marco Rubio, ligou para o meu ministro Mauro Vieira. Talvez a conversa comece a partir de agora”, disse em entrevista para a rádio Piatã da Bahia.

    O secretário de Estado foi designado por Trump para dar sequência às tratativas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, uma ala do governo Lula e lideranças do setor privado receberam com preocupação a indicação do secretário de Estado, Marco Rubio, como o responsável por negociar o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos contra o Brasil.

    O chefe da diplomacia americana é considerado alguém com forte viés ideológico e que faz oposição ferrenha à esquerda latino-americana, principalmente aos regimes da Venezuela e de Cuba.

    Sua escalação também pode indicar, segundo interlocutores, que os americanos tentarão colocar na mesa de negociação temas de alta sensibilidade política, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ações de regulação de redes sociais que os EUA veem como censura.

    Apesar dessa avaliação, auxiliares de Lula diretamente envolvidos nas conversas em curso com Washington apostam que prevalecerá o pragmatismo de Donald Trump e que Rubio cumprirá a orientação que receber da Casa Branca.

    Uma pessoa com conhecimento das tratativas destaca que Rubio é um profissional da política e que ele já teve relação com diferentes interlocutores brasileiros, inclusive com o ministro Mauro Vieira -o atual chanceler era embaixador em Washington quando o americano exercia mandato no Senado.

    Neste ano, com a crise bilateral já instalada, Rubio e Vieira tiveram uma reunião no fim de julho, em um escritório de advocacia em Washington. Depois, se falaram ao menos em duas ocasiões por mensagem.

    Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

  • Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

    Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

    Mesmo após o acordo de paz anunciado por Donald Trump, novos ataques aéreos atingiram Gaza nesta quinta-feira (9). Palestinos e israelenses saíram às ruas para celebrar o cessar-fogo, enquanto Israel alertou moradores a não retornarem ao norte do território

    Apesar do anúncio do cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Faixa de Gaza continua sendo alvo de intensos bombardeios aéreos. Mesmo assim, palestinos e israelenses foram às ruas nesta quinta-feira (9) para celebrar o acordo de paz.

    “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo, morador de Khan Younis, no sul de Gaza, à agência Reuters. “Não sou o único feliz. Toda Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o fim das mortes.”

    Outro morador, Khaled Shaat, destacou que os palestinos aguardavam esse momento “há muito tempo”. “Depois de dois anos de mortes e destruição, este é um dia histórico para nós”, afirmou.

    Em Tel Aviv, na chamada Praça dos Reféns, familiares de israelenses sequestrados pelo Hamas também se emocionaram com o anúncio. “Não consigo respirar, é uma loucura”, disse, chorando, Einav Zaugauker, mãe de Matan Zangauker, capturado em 7 de outubro de 2023. “Quando ele voltar, só quero abraçá-lo e dizer que o amo.”

    O israelense Omer Shem Tov também comemorou: “Não há palavras para descrever o que estou sentindo.”

    Mesmo com as celebrações, a Defesa Civil de Gaza relatou novas explosões e ataques israelenses no norte do território após o anúncio do acordo. “Há bombardeios intensos sobre a cidade de Gaza”, afirmou o porta-voz Mohammed Al-Mughayyir.

    O Exército de Israel, por sua vez, alertou a população para não retornar ao norte da Faixa, classificando a área como “zona de combate perigosa”. “Para a própria segurança, evitem aproximar-se das forças israelenses até novas instruções”, disse o porta-voz militar Avichay Adraee, em publicação na rede X (antigo Twitter).

    De acordo com a Reuters, o acordo mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia deve ser assinado oficialmente ao meio-dia (8h no horário de Brasília), e o cessar-fogo entrará em vigor logo em seguida. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o governo se reunirá às 13h (horário de Brasília) para ratificar o plano e prometeu trazer “todos os reféns de volta para casa”.

    O cessar-fogo foi firmado exatamente um dia após o segundo aniversário do ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra. O plano de paz de 20 pontos proposto por Trump prevê a libertação de reféns, a retirada parcial das tropas israelenses e o início das negociações para uma solução duradoura.

    Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

  • Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

    Fernando Sabag Montiel, nascido em Itanhaém (SP), foi sentenciado na Argentina por tentar atirar contra a ex-presidente Cristina Kirchner em 2022. O disparo falhou a poucos centímetros do rosto dela. Sua ex-namorada, Brenda Uliarte, também foi condenada a oito anos de prisão

    Os responsáveis pela tentativa de assassinato da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em 2022, foram condenados nesta quarta-feira (8) a 10 e 8 anos de prisão, respectivamente.

    Fernando Sabag Montiel, de 38 anos, brasileiro nascido em Itanhaém (SP) e radicado na Argentina desde a infância, foi apontado como o autor do disparo que falhou a poucos centímetros do rosto de Kirchner. Ele recebeu 10 anos de prisão, somados a outros quatro que já cumpria por uma condenação anterior. Sua então namorada, Brenda Uliarte, de 26, foi sentenciada a 8 anos de prisão por envolvimento no atentado.

    O ataque, ocorrido quando Kirchner era vice-presidente, provocou uma onda de manifestações em todo o país, reunindo dezenas de milhares de pessoas em Buenos Aires em defesa da líder peronista.

    Cristina Kirchner é uma das figuras mais influentes da política argentina nas últimas duas décadas. Ela presidiu o país entre 2007 e 2015 e foi vice-presidente no governo de Alberto Fernández, de 2019 a 2023.

    Atualmente, a ex-presidente enfrenta outro processo judicial. Em junho, a Suprema Corte da Argentina confirmou sua condenação a seis anos de prisão e inelegibilidade perpétua por corrupção em contratos públicos durante seus mandatos.

    O caso envolve a licitação de obras viárias na província de Santa Cruz, base política da família Kirchner. O atual presidente, Javier Milei, celebrou a decisão nas redes sociais com uma mensagem curta: “Justiça. Fim.”

    Kirchner nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política e judicial para impedir seu retorno à vida pública. Seus advogados informaram que ela pediu para cumprir a pena em prisão domiciliar enquanto recorre ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
     
     
     

    Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

  • Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

    Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

    Anunciado por Donald Trump, o pacto prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses da Faixa de Gaza após dois anos de guerra. Líderes de vários países elogiaram o plano e destacaram o avanço histórico rumo a uma paz duradoura no Oriente Médio

    Diversos líderes mundiais comemoraram o acordo de paz entre Israel e o Hamas, anunciado nesta quarta-feira (8) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano, que encerra dois anos de conflito na Faixa de Gaza, prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses.

    Trump confirmou que as partes aceitaram a primeira fase de seu plano de paz, que inclui a libertação de 20 reféns ainda vivos em troca de prisioneiros palestinos e a retirada das forças de Israel para uma área previamente acordada.

    “Todos os reféns serão libertados muito em breve e Israel recuará suas tropas como primeiro passo rumo a uma paz duradoura e permanente”, declarou Trump em sua rede social, a Truth Social.

    O anúncio foi recebido com entusiasmo em diversas capitais. O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o acordo de “histórico” e afirmou que pretende indicar Trump ao Prêmio Nobel da Paz, dizendo que “qualquer outro líder com conquistas semelhantes já teria recebido esse reconhecimento há muito tempo”.

    O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, elogiou a “liderança essencial” de Trump e expressou alívio pela libertação dos reféns: “A paz finalmente parece possível. Instamos todas as partes a implementarem o acordo com rapidez”.

    O governo do Japão também celebrou o entendimento. O porta-voz Yoshimasa Hayashi chamou o plano de “um passo importante para acalmar a situação” e agradeceu aos Estados Unidos, Egito e Catar pelos esforços de mediação.

    Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese e a ministra das Relações Exteriores Penny Wong classificaram o anúncio como “um passo necessário para a paz” e defenderam a criação de dois Estados, destacando que o plano exclui o Hamas da futura administração de Gaza.

    O ex-presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou que o acordo “abre caminho para a estabilidade em uma região marcada pela guerra e pelo terrorismo”. Já a Confederação de Comunidades Judaicas da Colômbia e a B’nai B’rith do Uruguai disseram que o pacto é “essencial para a convivência e para uma paz justa e duradoura”.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o entendimento como “um avanço desesperadamente necessário” e pediu sua implementação integral. Segundo ele, o acordo representa “uma oportunidade de reconhecer o direito à autodeterminação do povo palestino e avançar rumo à solução de dois Estados”.

    Em comunicado, o Hamas confirmou a aceitação do acordo, dizendo que ele garante “o fim da guerra, a retirada das forças israelenses e a entrada de ajuda humanitária”, e exigiu que Israel cumpra os termos “sem atrasos”.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o pacto como “uma conquista histórica” e agradeceu a Trump pela “liderança firme e esforços diplomáticos globais”. “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”, disse.

    Segundo fontes oficiais, a libertação dos reféns deve começar na segunda-feira (13), após a aprovação do acordo pelo governo israelense. A retirada militar cobrirá cerca de 70% da Faixa de Gaza.

    “Isso é mais do que Gaza — é o início da paz no Oriente Médio”, declarou Trump à Fox News, acrescentando que os Estados Unidos e países vizinhos ajudarão na reconstrução do território. “As nações da região participarão, pois têm grande riqueza. Nós garantiremos que Gaza seja estável e pacífica”, afirmou.

    Em Tel Aviv, familiares dos reféns celebraram o anúncio na chamada Praça dos Reféns, com lágrimas, abraços e cartazes pedindo um “Nobel para Trump”. “Quero sentir o cheiro do meu filho novamente”, disse emocionada Einav Zangauker, mãe de um dos reféns.

    Em Gaza, o cessar-fogo foi recebido com alívio e esperança. “Queremos voltar, mesmo que não haja mais casas”, afirmou Alaa Abd Rabbo, deslocado do norte do território.

    O acordo mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia é considerado o passo mais significativo rumo ao fim da guerra desde o início do conflito, em outubro de 2023.

    Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

  • Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

    Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

    A polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, é acusada de assediar e perseguir Kate e Gerry McCann durante três anos, após alegar falsamente ser a filha desaparecida do casal em 2007, na Praia da Luz, em Portugal

    A jovem polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, que ganhou notoriedade ao afirmar ser Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida em 2007 na Praia da Luz, Algarve, começou a ser julgada nesta semana em Leicester, no Reino Unido. Ela é acusada de perseguição e assédio contra os pais da criança, Kate e Gerry McCann.

    Durante as audiências, realizadas na segunda (6) e na quarta-feira (8), o casal prestou depoimento protegido por uma tela azul, em respeito à sua privacidade. Segundo a BBC, o relato dos dois emocionou o tribunal.

    Kate McCann afirmou que o assédio se prolongou por anos e provocou graves crises de ansiedade. “O nível de estresse e de angústia aumentou com o tempo. Só me senti realmente mais tranquila depois que ela foi presa”, disse, referindo-se à detenção de Julia em fevereiro deste ano.

    De acordo com o depoimento, a jovem começou a entrar em contato com a família há cerca de três anos, enviando mensagens, e-mails e fazendo ligações anônimas. A insistência foi tamanha que, em dezembro de 2024, Julia chegou a ir até a casa dos McCann, acompanhada de Karen Spragg, também acusada de perseguição.

    Gerry McCann contou que, naquela noite, as duas mulheres bateram repetidamente à porta da residência e gritaram por mais de dez minutos, mesmo depois de terem sido confrontadas. “Foi um momento de muito medo para Kate, ela ficou abalada e assustada”, relatou o pai de Madeleine.

    A situação chegou ao limite quando Julia tentou fazer contato com Amelie McCann, irmã gêmea de Madeleine, o que levou o casal a acionar a polícia.

    Durante a sessão de quarta-feira, Julia chorou e gritou no tribunal: “Por que vocês estão fazendo isso comigo?”, antes de ser retirada da sala pelos policiais.

    Na audiência anterior, o promotor Michael Duck KC já havia deixado claro que a jovem não é Madeleine McCann, descrevendo-a como “emocionalmente manipuladora” e responsável por uma “campanha obsessiva e perturbadora” contra a família.

    O julgamento será retomado nesta quinta-feira (9), com o depoimento dos irmãos de Madeleine, Sean e Amelie McCann.

    Madeleine desapareceu em maio de 2007, aos três anos, enquanto dormia em um apartamento de um resort na Praia da Luz, em Portugal, enquanto os pais jantavam nas proximidades. O caso, que se tornou um dos mais famosos do mundo, continua sem solução.

    Em 2023, o alemão Christian Brückner foi apontado pelo Ministério Público português como principal suspeito do desaparecimento, mas nunca foi formalmente acusado por falta de provas.
     
     

    Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

  • Adolescente é detido na Flórida após pedir ao ChatGPT “como matar amigo”

    Adolescente é detido na Flórida após pedir ao ChatGPT “como matar amigo”

    Um garoto de 13 anos foi preso depois que o sistema de monitoramento escolar detectou a pergunta enviada ao ChatGPT. O adolescente afirmou que tudo não passava de uma brincadeira, mas o caso levantou debate sobre o uso de IA e vigilância em escolas dos EUA

    Um adolescente de 13 anos foi detido na Flórida, nos Estados Unidos, depois de digitar em uma conversa com o ChatGPT a pergunta: “Como matar meu amigo no meio da aula?”. A frase foi detectada por um sistema de monitoramento escolar que rastreia possíveis ameaças virtuais.

    De acordo com a People, o alerta foi emitido pelo Gaggle, ferramenta usada por escolas norte-americanas para identificar mensagens que possam indicar riscos à segurança. Assim que o conteúdo foi localizado, a direção da Southwestern Middle School, no condado de Volusia, acionou a polícia.

    Ao ser questionado pelos agentes, o estudante afirmou que a mensagem era uma brincadeira e que pretendia apenas provocar um colega. Ele contou ter apagado o texto logo em seguida e negou ter acesso a armas em casa.

    Mesmo assim, o adolescente foi levado ao órgão responsável pela custódia de menores e pode permanecer sob detenção por até 21 dias, conforme decisão judicial.

    Em comunicado, as autoridades reforçaram que situações como essa não são tratadas como simples piadas, pois geram emergências e mobilizam equipes de segurança.

    Gaggle

    O Gaggle, sistema que detectou a mensagem, monitora contas estudantis e busca sinais de automutilação, pensamentos suicidas, bullying, uso de drogas ou ameaças de violência. Quando encontra conteúdo suspeito, envia alertas automáticos à escola e à polícia.

    Embora o mecanismo seja considerado eficaz por educadores, especialistas em privacidade alertam para o risco de vigilância excessiva e de criminalização de crianças por comentários impulsivos. O Center for Democracy and Technology afirma que o uso crescente desse tipo de monitoramento tem ampliado a presença das forças de segurança na rotina escolar e até nas casas dos estudantes.

    Adolescente é detido na Flórida após pedir ao ChatGPT “como matar amigo”

  • Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

    Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

    Donald Trump anunciou que Israel e Hamas aprovaram a primeira fase do plano de paz proposto pelos EUA, que prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza. O acordo deve ser assinado nesta quinta-feira (9) no Egito, com mediação de Catar, Turquia e Egito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (8) que Israel e o grupo terrorista Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto pelos Estados Unidos para a guerra na Faixa de Gaza, que completou dois anos na véspera. Segundo o americano, o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pela facção e a retirada das tropas de Tel Aviv para um limite previamente acordado. O documento deve ser assinado no Egito, nesta quinta (9), segundo uma pessoa próxima à negociação ouvida pela agência de notícias AFP.

    “Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social. “Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente”. Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu “aos mediadores de Qatar, Egito e Turquia”, que trabalharam “para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse”.

    Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que reunirá o governo israelense para aprovar o acordo. “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”, disse. O premiê agradeceu a Trump por “sua liderança, parceria e compromisso inabalável” com o Estado judeu e afirmou que este acordo somente foi possível por seu esforço. “Este é um sucesso diplomático e uma vitória nacional e moral para o Estado de Israel”, declarou.

    O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros países para que garantam que Tel Aviv cumprirá os termos negociados. O grupo deve libertar 20 reféns vivos nesta primeira fase do plano, em troca da libertação de cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, segundo uma pessoa próxima das negociações ouvida pela AFP. O Exército de Israel afirma haver ao menos outros 28 reféns no território palestino, dos quais 26 têm morte confirmada.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se pronunciou após o comunicado de Trump e pediu a todas as partes para que respeitem “plenamente” o plano negociado.

    Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados e disse estar otimista quanto às negociações em Sharm el-Sheikh, no Egito.

    Além de mencionar a troca, o grupo terrorista afirmou que as negociações focam os mecanismos para interromper o conflito e a retirada das forças israelenses de Gaza. Havia sido a primeira avaliação positiva das conversas sobre o plano de 20 pontos apresentado por Trump.

    O porta-voz do Exército israelense Rafael Rozenszajn afirmou que a chegada a este acordo foi possível devido a uma “mudança de postura da comunidade internacional” perante a guerra. “Esta foi a primeira ocasião em que o Hamas foi submetido a uma pressão mais intensa para libertar os reféns do que Israel para suspender as operações militares”, disse.

    Mesmo com o acordo alcançado, porém, ainda não há uma indicação clara de quem governará Gaza. Países árabes que apoiam o plano dizem que ele deve levar à eventual independência de um Estado palestino, o que Netanyahu afirmou anteriormente que nunca acontecerá. Sabe-se, porém, que o premiê, assim como Trump e Estados ocidentais e árabes, descarta qualquer papel para o Hamas, que tomou o território em 2007 após uma breve guerra civil com seus rivais palestinos.

    No lugar da facção, o plano do republicano prevê que um organismo internacional liderado por ele mesmo e com a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair desempenhe um papel na administração de Gaza após a guerra.

    Uma pista do anúncio que viria horas mais tarde tinha se tornado pública em uma reunião de Trump com influenciadores conservadores. No encontro, o secretário de Estado, Marco Rubio, entregou ao presidente um bilhete que, segundo a AFP, continha uma frase afirmando que um acordo para Gaza estava “muito próximo”.

    “Precisamos que você aprove uma publicação no Truth Social em breve para que possa anunciar o acordo primeiro”, dizia o texto. Após mais algumas perguntas, ambos saíram apressadamente da reunião. Ainda antes disso, Trump havia dito que poderia viajar ao Oriente Médio no próximo fim de semana para acelerar as tratativas entre as partes.

    A expectativa nesta quarta, antes do anúncio do presidente americano, girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exigia que o Hamas entregasse as armas para encerrar a guerra, uma questão que, segundo um palestino próximo às negociações, a facção não se mostrava disposta a discutir.
    Tanto o desarmamento do Hamas quanto os detalhes operacionais desta primeira fase aprovada ainda não foram divulgados.

    Nos próximos dias, outras autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia. Nesta quarta, o genro de Trump, Jared Kushner, que serviu como enviado para o Oriente Médio durante o primeiro mandato do republicano, e Steve Witkoff, seu enviado especial, chegaram ao local, assim como o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer.

    Estavam previstas ainda a chegada de representantes do Jihad Islâmico de Gaza (menor do que o Hamas, mas que também mantém reféns israelenses) e do xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, primeiro-ministro do Qatar e mediador de longa data.

    Outro participante será o chefe de espionagem da Turquia, Ibrahim Kalin, o que aponta para o aumento da relevância de Ancara nas negociações. Apesar da influência do país na Otan, a aliança militar ocidental, e de seus contatos próximos com o Hamas, Israel não o considerava anteriormente um mediador.
    Nesta quarta, aliás, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, havia dito que

    Trump pediu ajuda para persuadir o grupo terrorista a aceitar o acordo. Para ele, porém, o principal obstáculo para a paz era Tel Aviv. “A paz não é um pássaro com uma única asa. Colocar todo o fardo da paz sobre o Hamas e os palestinos não é uma abordagem justa, correta ou realista”, afirmou.

    Também nesta quarta, o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que, embora genérico, o plano de Trump era a melhor proposta em discussão. “É a melhor opção em termos de aceitabilidade árabe e ‘não rejeição’ por parte de Israel”, disse ele ao canal de televisão Russia Today. Em guerra contra a Ucrânia, Moscou tem feito afagos à gestão do republicano -Washington financia armamentos a Kiev.

    Durante o dia de negociações, Israel continuou com os bombardeios, embora tenha reduzido os ataques à Cidade de Gaza nos últimos dias, a pedido de Trump. Mesmo assim, de acordo com autoridades locais, Israel matou pelo menos oito pessoas em todo o território palestino em um período de 24 horas -o menor número de mortes relatado na última semana.

    A indignação global aumentou contra a ofensiva de Israel, que deslocou internamente quase toda a população de Gaza e desencadeou uma crise de fome devido ao seu bloqueio à ajuda humanitária. Vários especialistas em direito internacional, além de uma investigação da ONU, dizem que isso equivale a genocídio, o que Tel Aviv nega.

    De acordo com autoridades de saúde do território, controlado pelo Hamas, ataques israelenses mataram mais de 67 mil palestinos nesse período -número considerado confiável pela ONU. A ofensiva foi uma resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas, quando 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas para Gaza como reféns, segundo números de Israel.

    Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

  • Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    O presidente Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, no dia 13 de outubro, do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, Itália, evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o Itamaraty, Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    O convite para a participação de Lula no Fórum partiu do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em julho, quando o presidente brasileiro foi informado, por ligação telefônica, de que o Brasil saiu do Mapa da Fome.

    Segundo o diretor de Projetos de Segurança Alimentar Saulo Arantes Ceolin, já está acertado um encontro bilateral de Lula e Dongyu em Roma. 

    “Foram também cogitados outros e encontros bilaterais [durante o Fórum], mas tudo ainda está sendo avaliado pela equipe do presidente”, acrescentou Ceolin nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa do Itamaraty para detalhar a participação de Lula no evento da FAO.

    Aliança

    Lula participará, também em Roma, da inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, antes de retornar ao Brasil, ainda no dia 13.

    Segundo Ceolin, os resultados da Aliança devem ser apresentados em novembro, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social da ONU, quando a Aliança fará sua primeira reunião de alto nível.

    De acordo com o Itamaraty, a Aliança está prestes a contabilizar 200 membros, entre países e organismos como agências, programas, instituições universitárias e bancos de desenvolvimento – as principais fontes de financiamento de seus projetos e planos.

    Há, atualmente, 13 pedidos de novos integrantes no grupo. “Sete deles, do continente africano; dois da América Latina e Caribe; três do sudeste asiático; e um do Oriente Médio”, informou Ceolin.

    “Desses 13, pelo menos seis estão com seus planos [de ações] sendo finalizados por seus governos, já tendo, inclusive, recebido apoio de parceiros para a implementação de seus planos”, acrescentou referindo-se a Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina, Ruanda e Zâmbia.

    Entre os planos desenvolvidos nesses países estão alguns voltados à alimentação escolar; transferência de renda; nutrição materna e infantil; e apoio à agricultura familiar. “Temos a expectativa de que três ou quatro países tenham seus planos aprovados”, disse Ceolin.

    COP30

    Ainda de acordo com Ceolin, o governo brasileiro tem a expectativa de aprovar, durante a COP30, em Belém, uma declaração sobre o combate à fome, combate à pobreza e sobre ações climáticas.

    O documento, uma iniciativa lançada pelo Brasil enquanto ocupa a presidência do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta), está sendo preparado sob a coordenação da missão brasileira que fica em Nova York .

    “O texto está praticamente finalizado. Ele será submetido a todos países”, antecipou Ceolin.

    Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

  • Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação de um adolescente dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O adolescente que matou a tiros o senador da Colômbia Miguel Uribe foi condenado nesta quarta-feira (8) a sete anos de reclusão em um centro especializado para menores de 18 anos. O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

    O adolescente atirou contra Uribe durante um ato de campanha no mês de junho, em Bogotá. O pré-candidato à Presidência foi levado ao hospital e morreu cerca de dois meses depois, em 11 de agosto.

    As investigações mostraram que o atirador foi contratado para executar o crime. Além do adolescente, outras cinco pessoas foram presas, incluindo José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como suposto mentor logístico do ataque.
    Após atingir Uribe com dois tiros na cabeça e outro na perna, o adolescente fugiu, mas foi detido pelos seguranças do político e pela polícia. Já preso, colaborou com as autoridades para que a polícia conseguisse identificar outras pessoas envolvidas no crime.
    No fim de agosto, o adolescente foi condenado por um tribunal penal especial para menores, e a defesa recorreu. O caso foi revisado por uma câmara de três magistrados do Tribunal de Bogotá, que confirmou a sentença.
    O adolescente já havia admitido sua culpa pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas durante a acusação do Ministério Público.
    Como o processo judicial avançou até a fase de acusação por esses crimes, ele foi julgado por tentativa de homicídio, e não por homicídio, já que a lei colombiana não permite alterar as acusações uma vez aceitas por um menor.
    Trata-se de um princípio conhecido como “congruência estrita”.
    A legislação colombiana estabelece penas mais brandas para infratores adolescentes. A pena máxima que ele poderia receber era de oito anos em um centro de atendimento especializado, independentemente da gravidade do crime cometido.
    O assassinato de Urbine trouxe à tona o fantasma dos violentos assassinatos de políticos e presidenciáveis que levaram pânico à população nas décadas de 1980 e 1990.
    Em agosto, Miguel Uribe Londoño, pai do senador morto, anunciou que assumirá o lugar do filho como pré-candidato do Centro Democrático às eleições presidenciais de 2026.
    O partido, que é a principal legenda de direita do país, fará um processo de seleção interna para definir o candidato final, que deverá ocorrer entre dezembro e março do próximo ano.
    Uribe Londoño é viúvo da jornalista Diana Turbay, mãe de Miguel, que foi mantida refém por um grupo ligado ao cartel de Medellín e morta na tentativa de resgate, em 1991 -a história é relatada no livro “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez (1927-2014).
    Na época, Miguel tinha cinco anos, e Uribe Londoño era um empresário do setor cafeeiro.

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