Categoria: MUNDO

  • Trump declara Antifa como organização terrorista após morte de Charlie Ki

    Trump declara Antifa como organização terrorista após morte de Charlie Ki

    O presidente Donald Trump anunciou que o movimento Antifa será classificado como organização terrorista. A medida, segundo ele, busca conter ações violentas atribuídas ao grupo e foi motivada pelo assassinato do ativista ultraconservador Charlie Kirk, ocorrido em um campus universitário em Utah

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (17) que o movimento Antifa, de extrema esquerda, será classificado como organização terrorista. A decisão ocorre após o assassinato do ativista ultraconservador Charlie Kirk, morto em 10 de setembro no campus universitário de Utah.

    Pela rede Truth Social, Trump escreveu em letras maiúsculas: “Tenho o prazer de informar aos nossos muitos patriotas americanos que estou designando a ANTIFA, UM DESASTRE DOENTIO E PERIGOSO DA ESQUERDA RADICAL, COMO UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA”. Ele também defendeu investigações rigorosas contra aqueles que financiam o movimento.

    O republicano afirmou que a medida busca proteger os cidadãos e prometeu que ações violentas atribuídas à Antifa terão resposta “com todo o rigor da lei”. Não ficou claro, no entanto, qual mecanismo será utilizado para oficializar a designação. Especialistas destacam que a legislação norte-americana não prevê enquadramento específico para terrorismo doméstico e que a descentralização do Antifa dificulta a aplicação da medida.

    Criada como uma rede informal de militantes anarquistas, anticapitalistas e comunistas, a Antifa já havia sido acusada por Trump, em seu primeiro mandato, de incitar protestos violentos, incluindo os que se seguiram à morte de George Floyd, em 2020.

    Na véspera, o presidente norte-americano havia sinalizado que poderia declarar a Antifa como “organização terrorista doméstica”, desde que tivesse apoio de autoridades do governo. Ele citou nomes de aliados próximos, como a procuradora-geral Pam Bondi, para sustentar a iniciativa.

    Trump, o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo responsabilizaram o “extremismo de esquerda” por estimular o crime contra Charlie Kirk. O suspeito preso, Tyler Robinson, de 22 anos, teria se radicalizado recentemente e manifestado ódio às ideias conservadoras do ativista, segundo a polícia.

    Após a morte de Kirk, funcionários de empresas e universidades que publicaram comentários considerados ofensivos sobre o caso foram demitidos ou alvo de processos disciplinares.

    Trump declara Antifa como organização terrorista após morte de Charlie Ki

  • União Europeia não supera impasse e deve perder prazo para apresentar metas climáticas

    União Europeia não supera impasse e deve perder prazo para apresentar metas climáticas

    Apenas 29 dos 197 países que fazem parte da convenção do clima da ONU já entregaram suas metas para 2035, o que preocupa a direção brasileira da COP30

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Fracasso anunciado, a União Europeia não deve conseguir apresentar suas metas climáticas na próxima semana, em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU. A Dinamarca, na presidência temporária do bloco, não conseguiu obter consenso dos países-membros para as chamadas NDCs (contribuições nacionalmente determinadas, na sigla em inglês) de 2035, previstas pelo Acordo de Paris.

    A ideia, agora, é apresentar uma carta de intenções para as Nações Unidas. A ideia será debatida nesta sexta-feira (18) pelos ministros da área em Bruxelas. Segundo críticos, a Europa, bastião do debate climático nas últimas três décadas, perderá assim a capacidade de influir na elaboração dos objetivos de outros países há menos de dois meses da COP30, em Belém, já desfalcada dos EUA de Donald Trump.

    “Uma decisão tardia da UE sobre a trajetória para a neutralidade climática prejudica sua própria indústria nacional e sua posição global”, alertou Manon Dufour, diretora-executiva da E3G, think tank sobre mudanças climáticas.

    Apenas 29 dos 197 países que fazem parte da convenção do clima da ONU já entregaram suas metas para 2035, o que preocupa a direção brasileira da conferência. Por outro lado, há expectativa de que a China apresente seus números no prazo estabelecido pelas Nações Unidas para abastecer os encontros relacionados ao assunto que ocorrem em paralelo à Assembleia, no dia 24.

    Na carta de intenções idealizada pelos dinamarqueses, que também não está plenamente garantida, segundo observadores, a Europa se comprometeria com um corte de 66,3% a 72,5% das emissões de gases de efeito estufa em relação aos níveis de 1990. O intervalo reflete o impasse criado em torno do plano inicial de Bruxelas de apresentar primeiro a meta para 2040 e, a partir dela, extrair o objetivo para 2035 -justamente o teto de 72,5%, que já foi 74% e até 78%, a depender de como o cálculo é realizado.

    A estratégia seria uma forma de assegurar a trajetória para uma emissão líquida zero em 2050, mas países como França e Alemanha pressionaram para a definição das duas metas em separado, o que é visto por entidades do setor como um retrocesso: a NDC de 2035 ficaria menor, como a atual discussão já demonstra, assim como a meta para 2040.

    Há um forte componente político na discussão. Defensora de um corte pelo piso de 66,3%, a Polônia, por exemplo, tem o Executivo pressionado por um novo presidente populista, que trabalha a rígida legislação ambiental europeia como empecilho para a competitividade do país e uma renúncia à soberania.

    Com variações, é o discurso que se percebe também em outros países igualmente polarizados e com líderes pressionados, como o presidente francês, Emmanuel Macron, pelos agricultores e uma Assembleia Nacional fragmentada, e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, por um parque industrial em decadência e uma insidiosa ascensão da extrema direita. Não à toa, os dois mandatários são os principais artífices da reação ao plano ambiental concebido por Bruxelas e agora abortado.

    Na verdade, a disputa em torno das NDCs está embutida em uma discussão ainda maior no âmbito da União Europeia, chamada pejorativamente de “simplificação” por entidades ambientalistas do continente. “A ação em termos de clima e natureza é mais urgente do que nunca, e não podemos permitir que a UE utilize a ‘simplificação’ como pretexto para desmantelar os objetivos e obrigações ambientais que sustentam a transição verde e justa da Europa”, declarou na semana passada Ester Asin, diretora de Política Europeia da WWF.

    A especialista comentava o discurso do Estado da União de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ao Parlamento, em Estrasburgo, em que a conservadora alemã enfatizou a necessidade de reformar a legislação do bloco para fazer frente notadamente à guerra comercial instalada por Trump. “Isso criaria incerteza jurídica, enfraqueceria a credibilidade internacional da UE, penalizaria os pioneiros e, em última análise, colocaria em risco os compromissos do bloco em matéria de clima e biodiversidade.”

    Ou seja, em um dos poucos aspectos em que defendia exatamente o oposto, o fortalecimento das metas climáticas, a UE já parece ter capitulado. A Dinamarca, defensora da meta de corte máxima, ainda espera alcançar algum consenso a tempo de evitar vexame maior antes do início da COP, em novembro.

    União Europeia não supera impasse e deve perder prazo para apresentar metas climáticas

  • Obama critica Trump por usar morte de Charlie Kirk: "momento perigoso"

    Obama critica Trump por usar morte de Charlie Kirk: "momento perigoso"

    Barack Obama disse que Trump aprofundou polarização após morte do ativista conservador Charlie Kirk

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira (16) que os Estados Unidos vivem “um momento perigoso” e acusou Donald Trump de agravar a polarização política após o assassinato de Charlie Kirk, na última semana. As declarações foram feitas durante um evento na Jefferson Educational Society, em Erie, na Pensilvânia.

    Obama disse que o país atravessa “um ponto de inflexão”, mas lembrou que a situação não é inédita na história americana. “A violência política é o oposto do que significa ser um país democrático”, afirmou.

    O democrata condenou o ataque contra Kirk e também o assassinato da deputada estadual Melissa Hortman, em Minnesota, classificando ambos de tragédias. Ainda criticou a resposta da Casa Branca, que, segundo ele, tentou apontar culpados antes mesmo de identificar os responsáveis. “Há uma confusão em torno disso, e, francamente, ela vem da Casa Branca e de outras posições de autoridade, que sugeriram que, mesmo antes de sabermos quem foi o autor desse ato maligno, de alguma forma iríamos identificar um inimigo”, disse.

    Aliados de Trump responsabilizaram a “esquerda radical” por criar um ambiente hostil, enquanto setores progressistas veem na retórica do republicano um pretexto para restringir liberdades. Obama advertiu que esse tipo de reação tende a aprofundar divisões políticas e culturais. “A premissa central do nosso sistema democrático é que precisamos ser capazes de discordar e ter debates, às vezes muito intensos, sem recorrer à violência”, afirmou.

    O ex-presidente também comentou a postura de líderes diante de crises passadas, citando sua atuação após o massacre racista em Charleston, em 2015, e a resposta de George W. Bush aos atentados de 11 de setembro. Segundo ele, o papel de um presidente é “lembrar constantemente dos laços que nos unem”.

    Ao falar sobre a retórica de Trump e seus aliados, Obama afirmou que chamar opositores de “vermes, inimigos” revela “um problema mais amplo”. Para ele, o impulso de definir um inimigo serve como justificativa para limitar o debate público. “Isso também é um erro”, declarou.

    Embora tenha dito acreditar que as ideias de Kirk “estavam erradas”, Obama destacou que isso não muda a gravidade do ocorrido. “O que aconteceu foi uma tragédia, e lamento por ele e por sua família.” Denunciar a violência política, segundo ele, não impede que se discutam de forma franca as propostas defendidas por Kirk. “Esses são temas que precisamos ser capazes de debater honestamente, ao mesmo tempo em que respeitamos o direito de outras pessoas dizerem coisas com as quais discordamos profundamente”, completou.

    O democrata também criticou medidas recentes do governo Trump, como o envio da Guarda Nacional a Washington e a checagem de documentos por agentes federais em Los Angeles. “O que vocês estão vendo é a sensação de que, pelo poder executivo, muitos dos limites e normas que eu acreditei que tinha de respeitar como presidente dos Estados Unidos, que George Bush acreditava que tinha de respeitar, de repente já não se aplicam. E isso torna este um momento perigoso”, disse.

    A Casa Branca respondeu acusando Obama de ser responsável por inaugurar a divisão política moderna nos EUA. “Obama usou todas as oportunidades para semear divisão e colocar americanos uns contra os outros”, declarou a porta-voz Abigail Jackson.

    Após o assassinato de Kirk, líderes políticos de diferentes partidos -incluindo os ex-presidentes Joe Biden e Bush, e o presidente da Câmara, Mike Johnson- pediram a redução da violência política e a retomada de um debate mais civilizado. Obama, em sua fala, destacou exemplos de diálogo respeitoso e elogiou o governador republicano de Utah, Spencer Cox, que, segundo ele, demonstrou ser possível discordar sem abrir mão de um código básico de convivência no espaço público.

    Obama critica Trump por usar morte de Charlie Kirk: "momento perigoso"

  • Argentinos marcham até o Congresso, enquanto Javier Milei sofre nova derrota

    Argentinos marcham até o Congresso, enquanto Javier Milei sofre nova derrota

    Presidente havia vetado aumento para universidades públicas e atendimento pediátrico; estudantes protestaram por todo o país; governo tem perdido votações no Congresso

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Enquanto estudantes, professores e funcionários das universidades marchavam por todo o país, o governo de Javier Milei sofreu mais uma derrota nesta quarta-feira (17), e a Câmara de Deputados reverteu os vetos do presidente a dois textos que garantiam o financiamento de universidades públicas e a um hospital pediátrico.

    A decisão sobre as universidades teve 174 votos a favor e 67 contra. O financiamento para as universidades prevê a atualização automática de despesas operacionais, hospitais universitários e insumos pela inflação retroativa a 2024 e reajuste bimestral. Também considera reajuste salarial inicial de 40,8%, paridade trimestral e reajustes mensais atrelados à inflação. A palavra final será do Senado.

    Com 132 parlamentares presentes, foi habilitada a sessão que também debate a convocação da irmã do presidente, Karina Milei, sobre o caso de suposta corrupção na compra de medicamentos para pessoas com deficiência.

    Do lado de fora do Congresso, na região central de Buenos Aires, estudantes, professores e funcionários das universidades se reuniram em uma marcha em protesto ao veto de Milei. Protestos semelhantes aconteceram em diferentes províncias do país, como Córdoba, Santa Fé e Tucumán.

    O protesto, o terceiro dessa magnitude em defesa das universidades, encontra o governo Milei em seu momento de maior fragilidade, após a derrota nas eleições legislativas da província de Buenos Aires, em 7 de setembro.

    O governo também tem perdido votações no Congresso desde abril e chega fragilizado às eleições legislativas nacionais, em 26 de outubro. Milei esperava chegar mais fortalecido a esse pleito, com a expectativa de aumentar sua base no Congresso.

    O partido governista tentou adiar a votação, enquanto a oposição queria limitar a margem de negociação do governo. Após alguns debates, ambos os lados concordaram em discutir as leis em conjunto, com discursos limitados apenas a líderes de blocos.

    A oposição também conseguiu derrubar o veto de Milei ao financiamento do hospital infantil Garrahan. A rejeição do instrumento presidencial foi imposta por 181 votos, contra 60 do partido do presidente, A Liberdade Avança e aliados.

    A lei de emergência pediátrica prevê recomposição salarial, elimina o Imposto de Renda sobre plantão e horas extras, permite compras diretas de insumos e financiamentos com fundos de contingência, além de fortalece o sistema de residências médicas. O Senado também dará a palavra final neste caso.

    Ao longo da tarde, líderes de várias partes expressaram suas preocupações sobre os vetos, com alguns enfatizando que o veto era prejudicial ao sistema de saúde e às universidades.

    Mais cedo, o governo acenou com a distribuição de fundos para províncias aliadas, após uma negociação feita com o novo ministro do Interior, Lisandro Catalán.

    O governo também anunciou no dia anterior aumentos para universidades e hospitais, mas a desconfiança fez com que as manifestações não fossem desmobilizadas.

    As propostas de financiamento universitário e da emergência pediátrica são amplas e incluem aumentos salariais, reajustes atrelados à inflação e reestruturação no setor de saúde.

    Mais cedo, o ministro da Economia, Luis Caputo, criticou o vice-reitor da UBA (Universidade de Buenos Aires), Emiliano Yacobitti, dizendo que ele recebe seis vezes mais do que os ministros do governo Milei. Yacobitti rebateu, dizendo que Caputo não tem empatia e publicando uma reprodução de seu contracheque.

    “Enquanto pessoas como você não forem embora, este país nunca mudará. Que o povo saiba disso. Porque o país que eles querem construir nos próximos 20 anos depende do seu voto”, rebateu o ministro.

    Além da questão universitária e de saúde pública, a sessão planeja tratar a rejeição de decretos de necessidade e urgência do governo Milei. Entre os decretos a serem discutidos estão mudanças importantes em setores da água e segurança pública.

    O resultado deste debate será crucial e, se a oposição reunir uma maioria simples, as iniciativas podem ir para o Senado, onde o cenário político é tenso.

    Argentinos marcham até o Congresso, enquanto Javier Milei sofre nova derrota

  • Venezuela responde aos EUA com exercícios militares em ilha do Caribe

    Venezuela responde aos EUA com exercícios militares em ilha do Caribe

    As manobras da Venezuela incluem o deslocamento de sistemas de defesa aérea com drones armados, drones de vigilância e submarinos não tripulados, além da implementação de ações de guerra eletrônica

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Venezuela iniciou nesta quarta-feira (17) exercícios militares na ilha La Orchila, no norte do país, em reação ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos à região do Caribe. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que classificou a medida como uma resposta à “voz ameaçadora e vulgar” de Washington.

    Segundo López, as manobras incluem o deslocamento de sistemas de defesa aérea com drones armados, drones de vigilância e submarinos não tripulados, além da implementação de ações de guerra eletrônica. A televisão estatal exibiu imagens de embarcações anfíbias e navios de guerra mobilizados na região, na qual está localizada uma base estratégica da Marinha venezuelana.

    Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

    A grande mobilização aeronaval do governo de Donald Trump contra os cartéis do narcotráfico da Venezuela, um exercício de pressão que ameaça a ditadura de Nicolás Maduro, fez os Estados Unidos reabrirem uma base que estava fechada havia 21 anos em Porto Rico.

    A Estação Naval Roosevelt Roads, no território americano no Caribe, já foi o ponto focal de intervenções de Washington na região: ações militares contra Granada, Panamá, República Dominicana e Haiti tiveram a unidade como centro operacional.

    Agora, o temor no governo em Caracas é que a movimentação mire retirar Maduro, que é indiciado por tráfico nos EUA e tem US$ 50 milhões (R$ 265 milhões hoje) oferecidos por pistas que levem à sua prisão, do poder. A ditadura diz que o interesse americano é pelas reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.

    Trump já anunciou três ataques contra embarcações que seriam de traficantes do cartel Tren de Aragua, que os EUA dizem ser controlado por Maduro, que nega. Ao menos 14 pessoas foram mortas, em ações discutíveis, já que o Congresso não as autorizou e o país não está em guerra.

    Venezuela responde aos EUA com exercícios militares em ilha do Caribe

  • Bactérias vivas de 130 anos são encontradas em porão

    Bactérias vivas de 130 anos são encontradas em porão

    Análise de DNA mostra que o material preserva informações genéticas valiosas e ajuda a contar a história da indústria de laticínios

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pesquisadores da Universidade de Copenhague encontraram dois frascos esquecidos em um porão de Frederiksberg, na Dinamarca. Datados da década de 1890, eles guardavam culturas de bactérias do ácido lático usadas na produção de manteiga. A análise de DNA mostra que o material preserva informações genéticas valiosas e ajuda a contar a história da indústria de laticínios.

    Bactérias do ácido lático sempre foram essenciais para dar sabor e prolongar a vida útil de alimentos. “Foi como abrir uma espécie de relíquia microbiológica. O fato de conseguirmos extrair informações genéticas de bactérias usadas na produção de manteiga dinamarquesa 130 anos atrás foi muito mais do que ousávamos esperar”, disse o microbiologista Jørgen Leisner, ao Phys Org

    Cientistas identificaram Lactococcus cremoris, microrganismo que ainda nesta quarta-feira (17) acidifica o leite. Além disso, foram achados genes ligados à produção de diacetil (composto que dá aroma amanteigado).

    “Isso mostra que, mesmo naquela época, eles já dispunham de bactérias com exatamente as propriedades desejáveis nos produtos lácteos fermentados que temos hoje”, disse Dennis Sandris Nielsen, um dos responsáveis pelo estudo.

    SINAIS DE CONTAMINAÇÃO

    A pesquisa, publicada no International Dairy Journal, também revelou contaminações. Os frascos tinham forte presença de Cutibacterium acnes, bactéria comum da pele. Foram detectados ainda vestígios de Staphylococcus aureus e Vibrio furnissii, microrganismos que podem causar infecções.

    “A bactéria da acne possui uma parede celular mais resistente do que muitas outras, pois precisa sobreviver em um ambiente hostil na pele. Por isso, também se decompõe mais lentamente, o que nos permitiu encontrar seu DNA em grandes quantidades mesmo após 130 anos nos frascos”, disse Jørgen Leisner.

    Conteúdo dos frascos mostra uma mudança na forma de produzir manteiga, diz a antropóloga Nathalia Brichet. “No geral, o conteúdo dos frascos testemunha a padronização de um produto lácteo que, antes, cada família de agricultores produzia por conta própria em um pote de leite azedo mantido próximo ao fogão. Mas também mostra que as condições de higiene eram bem diferentes das que temos hoje.”

    No fim do século 19, a Dinamarca passou a exportar manteiga em grande escala para a Inglaterra. O processo exigia padronização e higiene, e a pasteurização resolveu parte do problema, mas eliminou bactérias naturais. Assim surgiram as culturas iniciadoras, informa o comunicado.

    “A cultura iniciadora tornou-se a chave para a produção padronizada de manteiga. Já não era possível que cada laticínio fermentasse do seu jeito. Era preciso garantir que os produtos tivessem o mesmo sabor, independentemente do local do país onde a manteiga fosse feita”, disse Jørgen Leisner.

    Legado para a indústria. A descoberta revela a colaboração de longa data entre cientistas, indústria e agricultores, base para as exportações de alimentos.

    “É fácil esquecer o imenso trabalho científico que foi e ainda é necessário para produzir produtos lácteos padronizados, seguros e cobiçados para exportação. Esta pesquisa nos dá uma visão de uma época em que a produção de laticínios dinamarquesa se tornou uma mercadoria global”, disse Nathalia Brichet, antropóloga.

    Bactérias vivas de 130 anos são encontradas em porão

  • Israel avança sobre Cidade de Gaza e abre rota temporária para moradores fugirem

    Israel avança sobre Cidade de Gaza e abre rota temporária para moradores fugirem

    Estrada Salah al-Din ficará aberta para centenas de milhares de civis até o meio-dia da próxima sexta-feira (19); locais designados por Tel Aviv como “zona humanitária” não são seguros, de acordo com autoridades palestinas e da ONU

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um dia após iniciar uma ofensiva terrestre contra a Cidade de Gaza, o Exército de Israel afirmou, nesta quarta-feira (17), que estava abrindo uma nova rota temporária para que os moradores fujam da capital do território palestino.

    De acordo com panfletos lançados sobre a cidade, a estrada Salah al-Din, que atravessa o centro da Faixa de Gaza de norte a sul, ficará aberta por 48 horas a partir do meio-dia desta quinta (6h no Brasil) -até agora, o Exército havia incentivado os moradores a abandonar a cidade por uma estrada costeira em direção ao que chama de “zona humanitária”, mais ao sul.

    “O movimento deve ocorrer apenas pelas ruas marcadas em amarelo no mapa como a rota para o trânsito em direção ao sul. Siga as instruções das forças de segurança e sinais de trânsito”, diziam os comunicados. No entanto, a situação permaneceu caótica e perigosa para os civis, que nos últimos dias têm fugido a pé, em carroças puxadas por burros ou em veículos nos últimos dias.

    Grande parte da Cidade de Gaza foi destruída no início da guerra em 2023, mas cerca de 1 milhão de palestinos haviam retornado para casas entre as ruínas durante o cessar-fogo de janeiro. Forçá-los a sair significaria confinar a maior parte da população de Gaza, que já era um dos territórios mais densamente povoados do mundo antes da guerra, em acampamentos superlotados no sul, onde a fome se intensifica.

    Mesmo esse local, designado por Israel como “zona humanitária”, não é seguro, de acordo com autoridades palestinas e da ONU. Na terça (16), um ataque aéreo matou cinco pessoas em um veículo que deixava a Cidade de Gaza em direção ao sul. Já no campo de refugiados de Nuseirat, no centro do território, um ataque aéreo destruiu um edifício nesta quarta, levando moradores das proximidades a fugir em pânico.

    As condições desencorajam as centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas. “Mesmo se quisermos deixar a Cidade de Gaza, há alguma garantia de que poderemos voltar? A guerra vai acabar algum dia? É por isso que prefiro morrer aqui, em Sabra, meu bairro”, disse à agência de notícias Reuters o professor Ahmed, por exemplo.

    Até agora, Israel controla subúrbios no leste da Cidade de Gaza e está bombardeando três áreas no sudeste, no norte e nas áreas costeiras do noroeste da cidade. De acordo com o Exército do Estado judeu, mais de 150 alvos foram atacados na cidade desde o início da ofensiva terrestre.

    “Gaza está sendo exterminada. Uma cidade que tem milhares de anos está sendo exterminada diante de todo o mundo covarde”, disse Ahmed.

    Segundo o gabinete de mídia do Hamas, Israel destruiu ou danificou 1.600 edifícios residenciais desde o dia 10 de agosto, quando o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou a intenção de Israel de assumir o controle total do local. Tel Aviv também teria destruído 13 mil tendas na Cidade de Gaza onde pessoas deslocadas estavam abrigadas.

    Israel, que diz buscar entre 2.000 e 3.000 “terroristas do Hamas” na Cidade de Gaza, estima que 40% dos moradores deixaram a localidade. O escritório de mídia de Gaza, controlado pela facção, diz que 190 mil se dirigiram para o sul e 350 mil se mudaram para áreas centrais e ocidentais da cidade.

    Uma autoridade israelense disse à Reuters que cerca de 100 mil civis poderiam permanecer na cidade e que a operação poderia ser suspensa se um cessar-fogo fosse alcançado -uma possibilidade remota depois que Israel matou cinco líderes políticos do grupo e um agente de segurança qatari em Doha, na semana passada, enfurecendo o país que é um dos mediadores nas negociações.

    Em visita ao Qatar nesta terça, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que havia “uma janela de tempo muito curta” na qual uma trégua poderia ser alcançada.

    Segundo autoridades de saúde do território, controlado pelo Hamas, pelo menos 30 pessoas foram mortas por Israel em toda a Faixa de Gaza nesta quarta, um dia depois de uma comissão internacional independente de investigação da ONU afirmar que o Estado judeu comete um genocídio em Gaza -acusação que Tel Aviv nega.

    Desde outubro de 2023, quando o Hamas matou mais de 1.200 pessoas em Israel e fez 251 reféns, quase 65 mil palestinos foram mortos, de acordo com os números divulgados pelo Ministério da Saúde local, que a ONU considera confiáveis. As restrições impostas por Tel Aviv em Gaza impedem que a imprensa internacional verifique de forma independente os números divulgados pelas duas partes.

    Nesta quarta, o papa Leão 14 expressou solidariedade com os moradores de Gaza, “mais uma vez” deslocados de maneira forçada. “Renovo meu apelo por um cessar-fogo, a libertação dos reféns, uma solução diplomática negociada e o pleno respeito ao direito humanitário internacional”, enfatizou o pontífice.

    Israel avança sobre Cidade de Gaza e abre rota temporária para moradores fugirem

  • Windsor: quatro pessoas são presas por exibirem foto de Trump e Epstein

    Windsor: quatro pessoas são presas por exibirem foto de Trump e Epstein

    Imagens foram exibidas no momento em que o presidente dos Estados Unidos chegava ao Reino Unido para ser recebido pelo rei Charles III

    Quatro pessoas foram presas depois de imagens de Donald Trump ao lado do agressor sexual norte-americano Jeffrey Epstein terem sido projetadas, esta terça-feira, 16 de setembro, no castelo de Windsor, no Reino Unido.

    O presidente dos Estados Unidos chegou nesta terça-feira (16), ao Reino Unido, onde foi recebido esta quarta-feira no Castelo de Windsor, para uma visita de Estado ao país.

    O governante foi, contudo, surpreendido da pior forma. O grupo britânico Led by Donkeys (que em português significa Liderado por Burros), que critica os políticos com campanhas frequentemente humorísticas, transmitiu um vídeo de vários minutos com montagens de imagens de Jeffrey Epstein lado a lado com o Presidente dos EUA, Donald Trump.

    Em comunicado, a polícia britânica anunciou que quatro pessoas foram detidas por suspeita de “comunicação maliciosa”, na sequência de uma “projeção não autorizada”, destaca o The Guardian. Os suspeitos estão sob custódia policial e a sua ação está sendo descrita como uma “manobra publicitária”.

    Projeção de imagens polémicas. O que aconteceu?

    Uma imagem gigante de Donald Trump ao lado de Jeffrey Epstein foi exposta, nesta segunda-feira (15), junto ao Castelo de Windsor, no Reino Unido, onde o presidente dos Estados Unidos se vai encontrar com o rei Charles III na visita ao país.

     O tecido no qual a imagem foi impressa mede, de acordo com a organização Everyone Hates Elon [Todos Odeiam o Elon], 400 metros quadrados e teria sido paga através de doações.

    Segundo a imprensa internacional, cerca de 30 mil libras (quase 200 mil reais) foram doados para um fundo com o nome ‘Ruin Trump’s UK visit with this Epstein photo’ [‘Estragar a visita de Trump ao Reino Unido com uma fotografia com o Epstein’, na tradução livre].

    O caso Epstein tem vindo a ‘envenenar’ a presidência de Donald Trump há semanas, sobretudo entre a sua base, que é alimentada por teorias da conspiração, segundo as quais Jeffrey Epstein foi assassinado para o impedir de envolver figuras importantes.

    Os laços de Trump com Epstein são bem documentados, embora o presidente tenha assegurado que não tinha conhecimento ou envolvimento nos crimes e garantido que terminou a amizade entre ambos há décadas.

    Vale lembrar que Epstein morreu na prisão, em 2019, após ter sido acusado de tráfico sexual de menores. Onde o empresário seria responsável por uma rede de tráfico sexual que envolvia dezenas de menores.

    Windsor: quatro pessoas são presas por exibirem foto de Trump e Epstein

  • Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

    Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

    Os EUA reativaram a base naval Roosevelt Roads, em Porto Rico, após 21 anos fechada, no maior exercício militar no Caribe em décadas. A ação do governo Trump mira cartéis ligados à Venezuela e aumenta a pressão sobre Nicolás Maduro, acusado de tráfico e alvo de recompensa milionária

    (CBS NEWS) – A grande mobilização aeronaval do governo de Donald Trump contra os cartéis do narcotráfico da Venezuela, um exercício de pressão que ameaça a ditadura de Nicolás Maduro, fez os Estados Unidos reabrirem uma base que estava fechada havia 21 anos em Porto Rico.

    A Estação Naval Roosevelt Roads, no território americano no Caribe, já foi o ponto focal de intervenções de Washington na região: ações militares contra Granada, Panamá, República Dominicana e Haiti tiveram a unidade como centro operacional.

    Agora, o temor no governo em Caracas é que a movimentação mire retirar Maduro, que é indiciado por tráfico nos EUA e tem US$ 50 milhões (R$ 265 milhões hoje) oferecidos por pistas que levem à sua prisão, do poder. A ditadura diz que o interesse americano é pelas reservas de petróleo do país, as maiores do mundo.

    Trump já anunciou três ataques contra embarcações que seriam de traficantes do cartel Tren de Aragua, que os EUA dizem ser controlado por Maduro, que nega. Ao menos 14 pessoas foram mortas, em ações discutíveis, já que o Congresso não as autorizou e o país não está em guerra.

    O republicano se ampara num decreto segundo o qual cartéis foram equiparados a organizações terroristas, estas sim passíveis de ações contínuas sem necessidade de aval parlamentar. O tema está em debate. Caracas nega envolvimento com o tráfico, e países como Colômbia e Brasil já demonstraram preocupação com o cerco militar.

    Enquanto isso, Trump fez a maior ação militar no Caribe em décadas. Deslocou no fim de agosto para Roosevelt Roads, base criada em 1943, a força expedicionária liderada pelo USS Iwo Jima. Com outros dois navios de desembarque anfíbio, o USS San Antonio e o USS Fort Lauderdale, o contingente de fuzileiros navais prontos para ação soma no mínimo 3.150 militares, fora as tripulações.

    O Iwo Jima traz consigo considerável poder aéreo: ao menos 11 helicópteros, 12 modelos de voo vertical e horizontal Osprey e 6 caças de decolagem vertical Harrier. Para completar, no sábado (13) começaram a chegar a Porto Rico dez caças de quinta geração F-35 operados pela Marinha.

    Além disso, Roosevelt Roads registrou pouso de pelo menos um cargueiro gigante C-5 Galaxy, o maior dos EUA, e outro C-17 Globemaster-3. Há também dois aviões de vigilância P-8 Poseidon, aparelhos de reabastecimento aéreo e outras aeronaves.

    Trump também determinou que uma equipe de ataque fosse às águas caribenhas. Um cruzador, três destróieres e um submarino nuclear fazem parte da flotilha, que tem poder de fogo muitas vezes superior a tudo o que a Venezuela pode oferecer.

    Só de mísseis de cruzeiro de precisão Tomahawk, que poderiam ser usados em um ataque para decapitar o regime, são teoricamente 140 unidades. Contando outros modelos a bordo das embarcações, há mais de 400 armamentos em torno da Venezuela.

    Maduro tem como diferencial mísseis antinavio chineses e iranianos, que podem fazer estragos, mas convidariam a uma retaliação destruidora. Há duas semanas, enviou dois antigos F-16 para sobrevoar um dos destróieres americanos, e Trump ameaçou abater qualquer avião venezuelano que faça o mesmo.

    Roosevelt Roads volta, assim, a seu papel histórico na visão americana de que o Caribe é o lado do seu quintal geopolítico -algo desafiado pelas ditaduras socialistas de Cuba, Venezuela e Nicarágua, todas apoiadas pela Rússia e pela China.

    Com o fim da Guerra Fria, em 1991, a base de 35 km2, área semelhante à de Carapicuíba (Grande São Paulo), caiu em desuso. Até 2003, na região vizinha de Vieques, havia um importante campo de tiro real da Marinha americana, mas ele foi desativado. No ano seguinte, a unidade foi passada para o governo local.

    Sua estrutura de casas, escolas e hospital foi assumida por diversas entidades do governo, e a pista de pouso de 3,3 km seguiu sendo usada pontualmente -como no apoio a missões humanitárias após furacões. Em visita na semana passada, o vice-presidente J. D. Vance disse aos marinheiros do Iwo Jima que o treinamento era para ação real.

    Trump reabre base militar para ação contra Venezuela

  • Número 2 da diplomacia de Trump diz que EUA reagirão mesmo com chance de Bolsonaro ir à Papuda

    Número 2 da diplomacia de Trump diz que EUA reagirão mesmo com chance de Bolsonaro ir à Papuda

    Christopher Landau afirmou que os EUA manterão medidas de retaliação mesmo diante da possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir pena na Papuda. A posição reforça declarações de Marco Rubio e Donald Trump, que classificam a condenação no STF como perseguição política e prometem novas sanções ao Brasi

    (CBS NEWS) – O vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou nesta quarta-feira (17) que o país manterá a perspectiva de responder à condenação de Jair Bolsonaro mesmo se houver ameaça de o ex-presidente ser condenado a cumprir a pena na Papuda.

    Segundo a coluna Mônica Bergamo, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que novas punições dos EUA devem sacramentar o destino de Bolsonaro de ser preso na penitenciária em Brasília.

    A declaração de Landau foi publicada no X em resposta a uma postagem da Folha de S.Paulo com a notícia e outra reportagem que tratava da resposta do governo Trump à condenação.

    “Se essa reportagem for precisa, isso apenas confirma que todo o processo ‘judicial’ em andamento no Brasil é uma farsa política. Aqueles que afirmam estar seguindo o Estado de Direito não podem aumentar a pena de um réu com base na reação de uma terceira parte à sua decisão”, afirmou Landau no X.

    Ele disse ainda, citando as posições de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o tema, “os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas política e não serão intimidados por ameaças judiciais”, complementou.

    Na segunda-feira (15), o secretário de Estado, Marco Rubio, equivalente ao ministro das Relações Exteriores dos Estados Unidos, afirmou que deve haver anúncios de respostas do país à condenação de Bolsonaro.

    Rubio foi questionado em entrevista à Fox a respeito da decisão do STF, que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pela acusação de ter tramado um golpe de Estado e disse ver uma deterioração do Estado de Direito no Brasil.

    “Então, haverá uma resposta dos EUA a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar. Mas isso, o julgamento, é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas operando a partir dos Estados Unidos”, afirmou.

    Estão no radar dos americanos uma nova leva de cassação de vistos, a inclusão da mulher de Moraes, Viviane Barci, no rol de pessoas sancionadas financeiramente pela Lei Magnistky, que pune violadores de direitos humanos.

    Os EUA ainda consideram ampliar as tarifas aplicadas a produtos brasileiros ou reverter algumas das cerca de 700 exceções a bens que foram dadas na sobretaxa de 50%.

    Número 2 da diplomacia de Trump diz que EUA reagirão mesmo com chance de Bolsonaro ir à Papuda