Categoria: MUNDO

  • Trump é recebido pela família real em Windsor; veja as imagens

    Trump é recebido pela família real em Windsor; veja as imagens

    Presidente dos EUA chegou ao castelo acompanhado de Melania, foi recepcionado por William, Kate, Charles III e Camilla, e terá reunião com o premiê Keir Starmer para firmar acordo sobre usinas nucleares

    Donald Trump chegou nesta quarta-feira (17) ao Castelo de Windsor, no Reino Unido, para sua segunda visita de Estado ao país. O presidente dos Estados Unidos desembarcou em um helicóptero da Marinha, acompanhado da primeira-dama Melania Trump, e foi recebido pelos príncipes de Gales, William e Kate. Em seguida, o casal se encontrou com o rei Charles III e a rainha Camilla.

    Após as saudações, Trump participou de um passeio de carruagem pela propriedade ao lado da família real e fez uma vistoria às tropas britânicas.

    Antes de embarcar de Washington para Londres, Trump exaltou o fato de ser recebido no Castelo de Windsor e não no Palácio de Buckingham. “Não quero dizer que um seja melhor que o outro, mas dizem que Windsor é o mais especial de todos”, afirmou. Ele também declarou que considera Charles III um amigo de longa data e elogiou a postura do monarca: “Representa muito bem o país, tem muita elegância”.

    Além da recepção oficial, Trump terá uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Os dois países devem assinar ainda nesta semana um acordo de cooperação para a construção de usinas nucleares voltadas à geração de energia, iniciativa que, segundo o governo britânico, deverá criar milhares de empregos.

    Trump é recebido pela família real em Windsor; veja as imagens

  • Merz afirma que paz sem liberdade na Ucrânia só fortaleceria Putin

    Merz afirma que paz sem liberdade na Ucrânia só fortaleceria Putin

    O chanceler alemão disse que a rendição de Kiev encorajaria Moscou a avançar sobre novos territórios. Para ele, a Rússia busca desestabilizar sociedades europeias, e a Alemanha precisa reforçar sua defesa e apoiar a integridade territorial ucraniana

    O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira (17) que uma eventual rendição da Ucrânia poderia estimular o presidente russo, Vladimir Putin, a buscar novos alvos militares. O alerta foi feito durante discurso no Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão, durante o debate sobre o orçamento de 2025.

    “Uma paz ditada pela Rússia, uma paz sem liberdade, uma capitulação apenas encorajará Putin a procurar o próximo alvo. Vimos nos últimos dias, com a violação do espaço aéreo polonês e romeno, como isso é uma possibilidade real”, declarou.

    Merz ressaltou que a Alemanha deseja o fim da guerra, mas não às custas da soberania e da integridade territorial ucraniana. “Queremos que esta guerra termine, mas, ao mesmo tempo, tememos que se arraste por muito tempo. No entanto, terminá-la à custa da soberania política e da integridade territorial da Ucrânia é algo que não podemos sequer considerar”, disse.

    Segundo ele, a Rússia vem testando limites por meio de sabotagens, espionagem, assassinatos e tentativas de gerar instabilidade política. “A Rússia quer desestabilizar as nossas sociedades, mas não o permitiremos, nem externa nem internamente”, acrescentou.

    O chanceler também destacou que a guerra “iniciada pela Rússia e apenas pela Rússia” já afeta diretamente países da União Europeia e da OTAN. “Os cidadãos do nosso país sentem uma crescente insegurança e percebem que novas regras do jogo estão sendo impostas pela força militar, por ameaças híbridas e ataques à nossa democracia liberal”, afirmou.

    Merz concluiu que a Alemanha tem consciência de sua responsabilidade pela paz na Europa e que o país voltou a ter um papel ativo no continente, deixando de atuar à margem dos principais debates internacionais.

    Merz afirma que paz sem liberdade na Ucrânia só fortaleceria Putin

  • Herdeira grega morre em Londres após ser mordida por inseto

    Herdeira grega morre em Londres após ser mordida por inseto

    A atriz e empresária de 28 anos, herdeira de uma família ligada ao setor naval da Grécia, foi encontrada morta em seu apartamento em Londres. Dias antes, apresentou sintomas de infecção, recebeu alta hospitalar e acabou vítima de complicações de um possível choque tóxico, segundo familiare

    Marissa Laimou, de 28 anos, herdeira de uma tradicional família naval grega, foi encontrada morta em seu apartamento em Londres no dia 11 de setembro, de acordo com relatos da imprensa britânica. Familiares afirmam que ela sofreu choque tóxico após ser picada por um inseto. 

    Dias antes de sua morte, Marissa apresentou sintomas como tontura, febre, coceira e sinais de infecção. Um médico lhe receitou paracetamol numa visita domiciliar, mas seu estado não melhorou. 

    Ela procurou atendimento em hospitais londrinos, inclusive com encaminhamento feito por seu oncologista. Em um deles foi avaliada por enfermeiras, diagnosticada com mordida de inseto e liberada com antibióticos.

    No dia seguinte, ela foi encontrada sem vida por sua empregada doméstica. A mãe, Bessy Laimou, declarou que Marissa havia vencido recentemente um câncer de mama, mas que a morte ocorreu em razão de complicações do choque tóxico provocado pela picada. 

    A família afirmou que um laudo de necropsia ainda será realizado para confirmar oficialmente a causa da morte. O hospital envolvido reconheceu possível falha médica e abriu investigação interna

    Herdeira grega morre em Londres após ser mordida por inseto

  • Suspeito do caso Madeleine McCann deixa prisão na Alemanha após sete anos

    Suspeito do caso Madeleine McCann deixa prisão na Alemanha após sete anos

    Christian Brückner, de 48 anos, foi solto após cumprir pena por estupro de uma idosa no Algarve. Apesar da liberdade, ele segue monitorado com tornozeleira eletrônica e continua sendo apontado pela Promotoria alemã como único suspeito do caso Maddie

    Christian Brückner, apontado como principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, deixou a prisão de Sehnde, na Alemanha, na manhã desta quarta-feira (17), após cumprir pena por outro crime. A libertação foi confirmada pelo jornal britânico The Telegraph.

    Brückner, de 48 anos, cumpria pena pelo estupro de uma turista norte-americana de 72 anos em 2005, na região do Algarve, dois anos antes do sumiço da menina britânica na Praia da Luz, em Portugal. Ele foi condenado em 2009 e permaneceu detido nos últimos sete anos.

    A imprensa alemã informa que, em liberdade, Brückner terá que usar tornozeleira eletrônica, teve o passaporte cancelado e precisará se apresentar regularmente aos serviços de condicional. Também deverá manter residência fixa na Alemanha e só poderá viajar com autorização judicial.

    O nome do alemão surgiu como suspeito no caso Madeleine em 2020. Investigações apontam que ele viveu no Algarve entre 1995 e 2007 e que registros telefônicos o colocam na região no dia em que Maddie, então com três anos, desapareceu.

    Em setembro de 2024, durante outro julgamento na Alemanha, um ex-companheiro de cela afirmou que Brückner havia confessado o rapto de uma criança enquanto ambos estavam em prisão preventiva. A testemunha foi identificada como Laurentiu Codin pela imprensa britânica.

    O procurador Hans Christian Wolters, responsável pelo caso desde 2020, reiterou recentemente que Brückner continua sendo “o único suspeito” do desaparecimento de Madeleine McCann. “Temos provas que indicam que ele é responsável pelo desaparecimento e pela morte de Madeleine. Nada nos últimos cinco anos o inocentou”, afirmou Wolters.

    Mesmo com as suspeitas, Brückner já havia comunicado que não autorizaria ser interrogado pela Scotland Yard.

     

    Suspeito do caso Madeleine McCann deixa prisão na Alemanha após sete anos

  • Bilhete e mensagens revelam confissão de suspeito de matar Charlie Kirk

    Bilhete e mensagens revelam confissão de suspeito de matar Charlie Kirk

    Tyler Robinson deixou um bilhete e conversou por mensagens sobre o ataque contra Charlie Kirk. Nos textos, ele revelou motivação, detalhes do planejamento e pediu ao colega de quarto que não falasse com a imprensa

    Tayler Robinson, suspeito de matar Charlie Kirk, teria trocado mensagens com o colega de quarto no dia do atentado nas quais discutiu o rifle, o possível motivo e detalhes do planejamento, segundo documentos de acusação divulgados nesta terça-feira por autoridades do condado de Utah e citados pela CNN Internacional.

    De acordo com o processo, o colega relatou à polícia ter encontrado uma nota deixada por Robinson sob o teclado: “Tive a oportunidade de eliminar Charlie Kirk e vou fazê-lo”. A polícia afirma ter fotografado o bilhete.

    Nos autos, os promotores descrevem o colega como “um homem biológico que mantinha um relacionamento amoroso com Robinson”. Esse colega forneceu às autoridades as trocas de mensagens entre os dois. Em uma das mensagens, Robinson instruiu-o a “olhar sob meu teclado”, levando à descoberta do bilhete citado pelos investigadores.

    Em trechos transcritos pelos investigadores, o suspeito informou que estava retido na cidade e que precisava recuperar sua arma de um ponto combinado. Em outro momento da conversa, quando pressionado, teria respondido de forma direta: “Sou eu, me desculpe”, segundo o documento.

    Os textos, segundo o processo, revelam também motivação: Robinson escreveu que “tinha chegado ao limite” com o que chamou de “ódio” direcionado a Kirk, e que não via possibilidade de negociação. Em várias mensagens ele detalhou frustração pessoal e a intenção de agir, acrescentando pedidos para que o colega não falasse com a imprensa e instruções para procurar um advogado caso fosse abordado pela polícia.

    Os documentos indicam que Robinson vinha planejando o ataque por pelo menos uma semana e que discutiu questões logísticas com o colega. As autoridades justificam com essas evidências a abertura das acusações formais contra o suspeito.

    A investigação segue em andamento e as autoridades ainda não confirmaram formalmente motivações políticas ou religiosas por trás do ataque. As informações que embasam a acusação foram obtidas a partir dos relatos do colega e das provas apreendidas pelas equipes de investigação.

    Bilhete e mensagens revelam confissão de suspeito de matar Charlie Kirk

  • Brasileiro é preso na Itália acusado de abusar da filha de 5 anos

    Brasileiro é preso na Itália acusado de abusar da filha de 5 anos

    Um brasileiro de 26 anos foi detido em Belluno, na região do Vêneto, Itália, sob acusação de abusar da filha de 5 anos e compartilhar pornografia infantil na dark web. Segundo o jornal Corriere del Veneto, ele será ouvido em audiência preliminar e a criança está sob proteção

    Um brasileiro de 26 anos foi preso na noite de domingo (14) em Belluno, na região do Vêneto, norte da Itália, sob acusação de abusar da própria filha de 5 anos e compartilhar material de pornografia infantil na dark web.

    De acordo com o jornal Corriere del Veneto, a prisão ocorreu após uma investigação da Polícia Postal, iniciada a partir de denúncia de uma organização que monitora atividades criminosas na internet. O grupo identificou sites usados por pedófilos e repassou as informações às autoridades italianas.

    Segundo a publicação, em agosto o suspeito teria acessado a plataforma Snapchat e compartilhado três vídeos e quatro imagens envolvendo uma criança muito pequena. Após ser localizado, ele afirmou inicialmente que a menina seria sua sobrinha. No entanto, a análise do celular revelou outros quatro vídeos e cerca de 12 imagens que registrariam novos abusos.

    O homem, que não teve a identidade revelada, será ouvido por um juiz de instrução em audiência preliminar nesta terça-feira (16). Ele é acusado de produção e posse de pornografia infantil, além de agressão sexual, com agravantes pela idade e pelo parentesco da vítima.

    Após a prisão, a mãe da criança e a menina foram colocadas sob proteção pelas autoridades italianas.

    Brasileiro é preso na Itália acusado de abusar da filha de 5 anos

  • Suspeito de matar Kirk disse que estava 'cansado do ódio' do ativista

    Suspeito de matar Kirk disse que estava 'cansado do ódio' do ativista

    Tyler Robinson foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela Justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, pode enfrentar a pena de morte

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Tyler Robinson, 22, suspeito de assassinar Charlie Kirk, enviou mensagens de texto a sua namorada afirmando que já estava “cansado do ódio” do ativista de extrema direita. A informação é do promotor Jeff Gra.

    Transcrição das mensagens constam nos autos do processo. Na conversa com a companheira, Tyler detalhou o motivo pelo qual havia matado Kirk. “Estava cansado de seu ódio”, escreveu, segundo detalhou o promotor Jeff Gray durante entrevista coletiva nesta terça-feira (16).

    Namorada suspeitou de Tyler após encontrar bilhete no quarto em que ambos moravam. Segundo os documentos da acusação, a mulher disse à polícia ter descoberto que ele poderia ter matado em Kirk quando recebeu uma mensagem dele: “Largue o que está fazendo, olhe embaixo do meu teclado. Foi lá que ela encontrou um bilhete que dizia: “Tive a oportunidade de matar Charlie Kirk e vou aproveitá-la”, conforme a promotoria.

    O promotor reproduziu uma troca de mensagens de texto entre Tyler Robinson e seu namorada. Logo após o tiroteio, ele teria enviado a mensagem: “Há ódios que não se negociam”. A mulher, então, questionou: “Não foi você quem fez isso, certo?”. E Robinson respondeu: “Sou eu, me desculpe.” Nenhuma ligação da relação da companheira de Tyler com o crime foi encontrada até o momento, segundo as autoridades.

    Pais de Tyler Robinson foram responsáveis por entregar o filho. “A mãe de Robinson viu a foto do atirador no noticiário e achou que ele se parecia com o filho. Ela ligou para o filho e perguntou onde ele estava. Ele disse que estava em casa doente”, detalhou o promotor. O suspeito pensou em tirar a própria vida após cometer o crime, mas que seus pais o convenceram a se entregar.

    Suspeito foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela Justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, Robinson pode enfrentar a pena de morte.

    A primeira audiência do caso, com a presença do suspeito, deve ocorrer ainda nesta tarde (horário local). A imprensa norte-americana afirma que o suspeito ainda não tem advogado constituído

    RELEMBRE O CASO

    Charlie Kirk foi assassinado no dia 10 de setembro, aos 31 anos. Ele foi baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley, em Orem, no estado de Utah (EUA). O influenciador chegou a ser socorrido, mas morreu enquanto passava por uma cirurgia, segundo a CBS.

    Confirmação da morte foi feita pelo próprio presidente dos EUA na sua rede social. “O grande, e até mesmo lendário, Charlie Kirk está morto. Ninguém compreendia o coração da juventude dos Estados Unidos da América melhor do que Charlie. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim”, escreveu Trump.

    Antes da prisão de Tyler, dois suspeitos foram detidos e liberados após interrogatório. A informação foi confirmada pelo diretor do FBI, Kash Patel, em post no X. Eles foram considerados “pessoas de interesse”, mas não têm qualquer relação com o crime, segundo o FBI.

    Presidente dos EUA afirmou que “espera pena de morte” para o caso. “Eles têm pena de morte em Utah e há um ótimo governador lá. Ele é bem favorável à pena de morte neste caso”, afirmou Donald Trump.

    Suspeito de matar Kirk disse que estava 'cansado do ódio' do ativista

  • Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

    Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

    A ofensiva de Israel na capital já deslocou centenas de milhares de palestinos que se abrigam ali desde o começo da guerra, há quase dois anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre nesta segunda-feira (15) para ocupar a Cidade de Gaza. As forças israelenses já vinham expandindo seus ataques aéreos contra capital e maior cidade da Faixa de Gaza nas últimas semanas. O que foi iniciado nesta segunda, no entanto, é a tomada por meio de tropas terrestres, que até então não haviam atuado desta maneira na região.

    “Gaza está queimando”, publicou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, no X. “As IDF [Forças de Defesa de Israel] atacam com punho de ferro a infraestrutura terrorista e os soldados das IDF estão lutando bravamente para criar as condições para a libertação dos reféns e a derrota do Hamas.”

    Segundo autoridades de saúde do território, pelo menos 70 pessoas foram mortas nesta terça, a maioria delas na Cidade de Gaza, tanto em decorrência dos incessantes ataques aéreos quanto dos veículos militares que, agora, avançam por terra.

    A ofensiva de Israel na capital já deslocou centenas de milhares de palestinos que se abrigam ali desde o começo da guerra, há quase dois anos. Antes do conflito, cerca de 1 milhão de pessoas, quase metade da população de Gaza, vivia na cidade.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou a evolução da ofensiva “moral, política e legalmente intolerável”. Segundo ele, Israel parece estar decidido a “ir até o fim” com sua campanha e “não está aberto” a conversas sérias sobre a paz.

    O alto comissário de direitos humanos da organização também reagiu à ofensiva afirmando que as evidências de crimes de guerra e crimes contra a humanidade praticados por Israel estão aumentando.

    “Só consigo pensar no que isso significa para mulheres, crianças desnutridas e pessoas com deficiência, se forem novamente atacadas dessa maneira. E tenho que dizer que a única resposta a isso é: parem com a carnificina”, disse Volker Türk a jornalistas em Genebra.

    A pressão que o funcionário recebe para usar o termo genocídio ao se referir às ações de Israel devem aumentar após uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas concluir, também nesta terça, que Israel cometeu este crime específico em Gaza.

    O gabinete de segurança de Israel, presidido pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, aprovou no mês passado um plano para expandir a campanha militar e controlar a Cidade de Gaza. O premiê afirma que a capital é um reduto do Hamas e que conquistá-la é necessário para derrotar o grupo terrorista.

    Ainda nesta segunda, Netanyahu havia afirmado que não descarta a possibilidade de realizar novos ataques contra líderes do Hamas “onde quer que estejam”. O premiê falou a jornalistas ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Jerusalém. Este, por sua vez, voltou a afirmar que o Hamas “precisa deixar de existir como um elemento armado capaz de ameaçar a paz e a segurança”.

    Na semana passada, Tel Aviv lançou uma ofensiva inédita contra líderes do grupo terrorista no Qatar, mas não matou membros do alto escalão do Hamas. Após o ataque, o governo Trump se limitou a dizer que não havia sido informado sobre a ação com antecedência e fez demonstrações de apoio a Doha, importante aliado americano no Oriente Médio e onde fica a maior base aérea dos EUA na região.

    Nesta terça, uma porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência), Tess Ingram, criticou o deslocamento de crianças do local, já que acampamentos mais ao sul do território estão inseguros, superlotados e mal equipados para recebê-las.

    “É desumano esperar que quase meio milhão de crianças, maltratadas e traumatizadas por mais de 700 dias de conflito implacável, fujam de um inferno para acabar em outro”, afirmou a funcionária por videoconferência do campo de tendas de Mawasi, em Gaza. “As pessoas realmente não têm uma boa opção -ficar em perigo ou fugir para um lugar que também sabem ser perigoso.”

    Na última semana, Israel emitiu alertas de retirada de civis para Khan Yunis, no sul de Gaza, afirmando que os moradores receberiam comida, cuidados médicos e abrigo. A área designada seria uma “zona humanitária”, segundo o porta-voz militar israelense Avichay Adraee.

    O Exército realiza intensos bombardeios contra a cidade há semanas, avançando pelos subúrbios e, no início deste mês, a ofensiva estava a poucos quilômetros do centro. Alguns moradores afirmaram que se recusam a ser deslocados novamente, também pela incerteza sobre segurança em outros locais do território palestino.

    Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

  • Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

    Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

    Daniel Noboa aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta terça-feira (16) estado de exceção em 7 das 24 províncias do país onde há focos de protestos contra a eliminação de um subsídio ao diesel.

    Com o fim do subsídio, o custo do galão de diesel passou de US$ 1,80 para US$ 2,80. Grupos de trabalhadores e estudantes protestam porque a medida afeta fortemente o custo de vida no país.
    A oposição, inclusive os grupos políticos próximos do ex-presidente Rafael Correa, denunciam a medida e afirmam que a bancada governista na Casa barrou as discussões sobre o fim dos subsídios.

    O congressista Ricardo Patiño, que já foi ministro de Correa, publicou mensagem no X em que fala que a Assembleia Nacional “já não legisla para os equatorianos, mas para Noboa”.

    “Hoje se negaram a debater o aumento dos combustíveis. Enquanto as pessoas não conseguem encher as panelas ou pagar as passagens, eles aplaudem o governo. Uma Assembleia de costas ao país”, afirmou o congressista, em mensagem compartilhada por Correa.

    Noboa aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos, em particular com o crescimento do narcotráfico.

    Ele, no entanto, tem usado o estado de exceção como ferramenta de governo em outras ocasiões. Em abril, por exemplo, às vésperas da eleição que o reconduziu ao cargo, ele também decretou a medida.

    Motoristas de caminhões fecharam na segunda-feira (15) algumas vias, que foram liberadas horas depois após a intervenção da polícia, sem que tenham sido reportados feridos ou mortos.

    Nesta terça-feira, a rodovia Panamericana Norte, na entrada de Quito, amanheceu bloqueada com pedras e montes de terra.

    Diante dos protestos, Noboa resolveu declarar o estado de exceção nas províncias de Carchi, Imbabura, Pichincha, Azuay, Bolívar, Cotopaxi e Santo Domingo “por causa de grave comoção interna”, segundo o decreto assinado nesta terça-feira.

    A medida se estenderá por 60 dias. O governo argumenta que os bloqueios “provocaram complicações na cadeia de abastecimento de alimentos” e afetam o “livre trânsito das pessoas, ocasionando a paralisação de vários setores que afetam a economia”.

    Noboa também resolveu suspender a liberdade de reunião nas sete províncias e autorizou as forças policiais e militares a “impedir e desarticular reuniões em espaços públicos onde se identifiquem ameaças à segurança cidadã”.

    Os ex-presidentes Lenín Moreno (2017-2021) e Guillermo Lasso (2021-2023) enfrentaram violentos protestos liderados pela maior organização indígena do país (Conaie), após tentativas de elevar o preço dos combustíveis.

    Nesta terça-feira na cidade de Cuenca, capital de Azuay, está prevista também uma marcha contra um projeto de mineração a cargo de uma empresa canadense.

    Marlon Vargas, presidente da Conaie, exigiu de Cuenca a revogação do decreto que elimina o subsídio ao diesel porque, segundo ele, a medida “prejudica o setor empobrecido, o povo equatoriano”.

    A Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) tem previsto marchar em 23 de setembro contra a eliminação do subsídio, enquanto estudantes universitários convocaram para esta terça-feira à tarde um protesto em Quito.

    Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

  • Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

    Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

    O promotor Jeff Gray disse que pedirá a morte de Tyler Robinson, destacando que Charlie Kirk foi morto em razão de sua expressão política

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Tyler Robinson, principal suspeito de assassinar Charlie Kirk, foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, Robinson pode enfrentar a pena de morte.

    Homicídio com agravante é passível de pena de morte. Jeff Gray, promotor do condado de Utah, disse em entrevista que pedirá a morte de Robinson, destacando que Kirk foi morto em razão de sua expressão política.

    O suspeito também será indiciado por outros crimes. Entre eles, disparo de arma de fogo e obstrução de justiça por ter, segundo a promotoria, orientado seu colega de quarto a excluir “mensagens de texto incriminatórias” e ficar em silêncio caso fosse interrogado pela polícia.

    Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA