Categoria: MUNDO

  • Documentos sugerem que Epstein teve um filho (mas irmão nega)

    Documentos sugerem que Epstein teve um filho (mas irmão nega)

    Os mais recentes documentos de Jeffrey Epstein dão a entender que o magnata poderá ter tido um filho secreto há cerca de 15 anos. No entanto, Mark Epstein nega que o irmão tenha tido filhos.

    As mais recentes divulgações dos arquivos de Jeffrey Epstein revelam que o criminoso sexual pode ter tido um filho há cerca de 15 anos. As suspeitas surgiram a partir de um e-mail enviado pela ex-duquesa de York, Sarah Ferguson.

    O e-mail é datado de 21 de setembro de 2011, depois de Epstein já ter sido condenado por abuso de uma menor.

    “Não sei se você ainda usa este BBM (BlackBerry Messenger), mas fiquei sabendo pelo duque [ex-príncipe Andrew] que você teve um menino. Mesmo sabendo que é difícil manter contato com você, continuo aqui com amor, amizade e parabéns pelo menino”, diz o documento, citado pelo New York Post.

    Em outra mensagem, Sarah Ferguson escreveu que o magnata norte-americano estava desaparecido e afirmou que não sabia que ele estava prestes a se tornar pai.

    No entanto, o jornal norte-americano The Times noticiou que Jeffrey Epstein pode ter tido não apenas um, mas vários filhos, com base nos documentos agora divulgados, já que há referências ao predador sexual como pai de crianças.

    O mesmo veículo cita, inclusive, um documento que contém o relato de uma adolescente que alega que sua filha foi tirada dela minutos após o nascimento.

    Essa suposta vítima de Epstein fez uma anotação em um diário afirmando que deu à luz uma menina em 2002, quando tinha 16 ou 17 anos. Junto à anotação, havia também a fotografia de um exame de ultrassom de 20 semanas.

    Segundo a alegação, a jovem teve a criança e, dez minutos depois, o bebê foi levado. De acordo com o relato, Ghislaine Maxwell teria supervisionado o parto.

    “Ela nasceu, eu ouvi o choro dela. Eu vi aquela cabecinha e aquele corpinho minúsculo entre as mãos do médico. Ghislaine disse que ela era linda. Onde ela está?”, escreveu a jovem.

    Ressalte-se, no entanto, que nunca foi confirmado publicamente que Jeffrey Epstein tivesse filhos e, em seu testamento — escrito anos antes de sua morte —, também não há qualquer menção a isso.

    Há ainda um vídeo nos arquivos — sem data — que parece ter sido gravado na mansão de Epstein e no qual é possível ver um teste de paternidade sobre uma mesa.

    Mark Epstein nega que o irmão tenha tido filhos

    Mark Epstein negou que o irmão tenha tido algum filho, apesar das sugestões contidas nos documentos divulgados. “Não, Jeff não tinha filhos. Se tivesse tido um filho, acho que eu saberia”, disse ao Business Insider.

    Vale lembrar que, na última sexta-feira, foram divulgadas três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos.

    Epstein se descreveu como “predador sexual de primeira categoria”
    Jeffrey Epstein descreveu a si mesmo como um “predador sexual” de primeira categoria durante uma entrevista — cuja data exata não é conhecida — incluída nos novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

    Em um trecho da entrevista agora compartilhado, ao ser questionado se era um predador sexual de categoria três, o magnata norte-americano respondeu: “Categoria um. Sou o mais baixo”.

    Embora o entrevistador não apareça nas imagens, acredita-se que seja Steve Bannon, de 72 anos, ex-assessor de Donald Trump durante os primeiros sete meses de seu primeiro mandato.

    Documentos sugerem que Epstein teve um filho (mas irmão nega)

  • Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

    Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

    O mascote de carvão é uma das ferramentas da agenda energética dos Estados Unidos. Os críticos apontam riscos ambientais e para a saúde pública.

    O governo Trump está promovendo a indústria do carvão de uma forma inusitada: um pedaço de carvão em formato de personagem de desenho animado, com olhos grandes e roupas de mineiro, chamado Coalie (da palavra inglesa coal, que significa carvão em português). A apresentação da nova mascote do governo norte-americano — equipada com capacete, botas e luvas, aparentemente gerada por inteligência artificial — ocorreu por meio de uma publicação nas redes sociais feita por Doug Burgum, secretário do Interior dos Estados Unidos.

    Segundo Burgum, Coalie atuará como porta-voz da “Agenda de Domínio Energético Americano” de Trump, que transformou a liberação do chamado “Carvão Limpo e Bonito” em uma “prioridade”.

    A função atribuída a Coalie, com olhos grandes e um sorriso que remetem a um estilo japonês de desenho animado fofo, é representar o OSMRE (agência federal dos EUA, vinculada ao Departamento do Interior, responsável pela regulamentação das minas de carvão).

    Diversas imagens de Coalie aparecem no site do OSMRE, onde o pedaço de carvão é retratado posando alegremente com o que parece ser uma família gerada por IA, em pé sobre uma mesa de escritório durante uma reunião ou piscando o olho em uma mina de carvão abandonada que foi transformada em área de piquenique.

    A imagem de Coalie foi criada em 2018, quando uma gerente de redes sociais do OSMRE adicionou olhos esbugalhados a uma foto de carvão e, ao longo dos anos, passou a ser usada para informar o público sobre o que o departamento realmente fazia, segundo o Washingtonian.

    Notícias ao Minuto© OSMRE

    O uso público de Coalie para promover a agenda de Trump é a mais recente tentativa do governo de revitalizar a indústria do carvão, que sofreu um declínio acentuado na última década, apesar das promessas do presidente de reverter esse cenário.

    Apesar da estratégia de marketing, o carvão continua sendo o combustível fóssil mais poluente, um dos principais responsáveis pela crise climática e uma fonte de poluição atmosférica tóxica e letal para comunidades próximas quando queimado. Mineradores de carvão há muito tempo sofrem efeitos adversos, especialmente doenças pulmonares, após inalarem poeira por períodos prolongados.

    Notícias ao Minuto© OSMRE  

    Após a apresentação, diversos ativistas climáticos rapidamente criticaram a nova tentativa do governo de melhorar a imagem do combustível fóssil mais poluente, ignorando seus impactos no planeta e na saúde pública. Um dos críticos descreveu a iniciativa como “uma das formas mais hediondas de produzir energia que o nosso mundo já viu”.

    “É doentio… e típico desta administração e do governo dos EUA usar IA para dar uma aparência amigável a uma das formas mais hediondas de produzir energia que o nosso mundo já viu”, afirmou Junior Walk, ativista do Coal River Mountain Watch que documentou o impacto da mineração de carvão em sua comunidade, na Virgínia Ocidental, em declaração ao Guardian.

    “À medida que as mudanças climáticas nos empurram cada vez mais para o evento de extinção em massa que todos estamos vivendo, e mais amigos e vizinhos meus adoecem e morrem como resultado direto das atividades da indústria do carvão, continuarei assombrado pelo sorriso distorcido e pelos olhos enigmáticos de Coalie.”

    Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

  • Após discurso de Bad Bunny contra o ICE, porta-voz da Casa Branca ironiza protesto

    Após discurso de Bad Bunny contra o ICE, porta-voz da Casa Branca ironiza protesto

    Em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira (3), ela afirmou que a fala do astro é irônica. “Eu acho que é ironico e, francamente, triste ver celebridades que vivem em condomínios fechados, com segurança privada, milhões de dólares para gastar para os proteger tentando demonizar os servidores públicos da área de aplicação da lei”, disse Leavitt.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre o discurso do cantor porto-riquenho Bad Bunny, no Grammy, que pediu pelo fim do ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos.

    Em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira (3), ela afirmou que a fala do astro é irônica. “Eu acho que é ironico e, francamente, triste ver celebridades que vivem em condomínios fechados, com segurança privada, milhões de dólares para gastar para os proteger tentando demonizar os servidores públicos da área de aplicação da lei”, disse Leavitt.

    Bad Bunny fez um discurso de forte caráter político ao subir no palco para receber o gramofone de melhor álbum de música urbana, antes de ser coroado com o principal prêmio da noite, o de álbum do ano. “Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE”, disse ele.

    “Não somos selvagens, animais ou alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos. O ódio acaba se tornando mais poderoso quando você se prende a ele. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Precisamos ser diferentes. Se lutarmos, precisamos lutar com amor.”

    O órgão tem sido alvo de críticas devido às operações contra imigrantes. Antes de Leavitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha atacado o Grammy e ameaçado processar o anfitrião da premiação, Trevor Noah.

    O incômodo de Trump foi decorrente de uma fala do apresentador na cerimônia deste domingo (1º) sobre suposto envolvimento do líder americano com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais.

    “O Grammy Awards é o pior, praticamente impossível de assistir!”, escreveu. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram tempo na Ilha de Epstein. Errado!!! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha de Epstein, nem perto dela”, publicou Trump em sua rede, a Truth Social.

    Após discurso de Bad Bunny contra o ICE, porta-voz da Casa Branca ironiza protesto

  • Trump pode estar sofrendo de logorreia?

    Trump pode estar sofrendo de logorreia?

    O presidente dos EUA está apresentando sinais de demência?

    As preocupações com a saúde mental do presidente Donald Trump voltaram a ser levantadas por profissionais da saúde. Recentemente, seus discursos tornaram-se mais desconexos e bizarros, frequentemente improvisados ​​e quase incoerentes. Esses sintomas levaram alguns psicólogos a sugerir que Trump sofre de logorreia, uma condição da fala que causa excesso de palavras e repetição. Mais preocupante ainda, profissionais da saúde apontam a demência como a causa dos deslizes de Trump ao microfone. Então, será que o presidente dos Estados Unidos está realmente começando a perder suas capacidades cognitivas?

    Trump pode estar sofrendo de logorreia?

  • Após críticas e ameaças, encontro entre Petro e Trump na Casa Branca dura mais de 2 horas

    Após críticas e ameaças, encontro entre Petro e Trump na Casa Branca dura mais de 2 horas

    O encontro ocorreu num contexto de crise diplomática entre os países. Petro criticou o ataque americano contra a Venezuela, no início do ano, e Trump aumentou a tensão acusando o colombiano de também permitir o tráfico de drogas, assim como fez com Nicolás Maduro. Na véspera do encontro entre as autoridades, o republicano disse que a relação entre eles estava melhor.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, na manhã desta terça-feira (3), na Casa Branca. O colombiano chegou às 10h53 (no horário local; 12h53 em Brasília) e saiu às 13h.

    O encontro ocorreu num contexto de crise diplomática entre os países. Petro criticou o ataque americano contra a Venezuela, no início do ano, e Trump aumentou a tensão acusando o colombiano de também permitir o tráfico de drogas, assim como fez com Nicolás Maduro. Na véspera do encontro entre as autoridades, o republicano disse que a relação entre eles estava melhor.

    “Ele era definitivamente um crítico, mas, de alguma forma, após o ataque na Venezuela, ficou muito legal. Ele mudou a atitude. Estou ansioso para encontrá-lo, vamos discutir sobre drogas, já que uma quantidade alta de drogas vem do país dele”, disse Trump antes da reunião.

    O encontro ocorreu no Salão Oval, espaço que ficou conhecido por abrigar discussões intensas entre Trump e outros líderes mundiais, o que lhe rendeu o apelido de “salão das emboscadas”. A agenda foi fechada para a imprensa.

    Após o encontro, Petro postou uma foto com Trump no X em um corredor com fotografias dos presidentes dos EUA. “Também temos um corredor dos presidentes na Colômbia, na Casa de Nariño [residência oficial do presidente na Colômbia]. Enquanto você caminha, você caminha pela história, mas há sempre um muro no final. O que há além disso?”, escreveu o colombiano.

    Pelas redes sociais, a Presidência da Colômbia compartilhou imagens do encontro. Por parte dos EUA, estiveram presentes, além de Trump, o vice-presidente, J.D. Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e Bernie Moreno, senador americano-colombiano de Ohio.

    Por parte da delegação colombiana, além de Petro, estiveram presentes a ministra de Relações Exteriores, Rosa Yolanda Villavicencio, o ministro da Defesa, Pedro Suárez, e o embaixador da Colômbia nos EUA, Daniel García.

    Durante uma entrevista à jornalistas após o encontro, a secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, afirmou que tinha poucas informações sobre o encontro, mas que conversou previamente com o presidente Trump, que estava feliz em receber Petro. “Ele estava ansioso para se sentar e ter uma conversa com o presidente Petro”, disse Leavitt.

    A agenda de Petro em Washington ainda inclui presença no Congresso americano e um discurso na OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre questões de segurança regional. Ele também participará de eventos com a comunidade colombiana e acadêmicos, incluindo uma palestra na Universidade Georgetown, uma das instituições mais influentes do país.

    Após críticas e ameaças, encontro entre Petro e Trump na Casa Branca dura mais de 2 horas

  • Acusado de estupro, filho da princesa herdeira da Noruega se diz inocente em 1º dia de julgamento

    Acusado de estupro, filho da princesa herdeira da Noruega se diz inocente em 1º dia de julgamento

    Nascido de um relacionamento anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, o homem de 29 anos pode enfrentar vários anos de prisão se for considerado culpado das mais graves das 38 acusações contra ele.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira da Noruega, declarou-se inocente de acusações de estupro nesta terça-feira (3), primeiro dia de um julgamento de grande repercussão que manchou a imagem da família real no país nórdico.

    Nascido de um relacionamento anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, o homem de 29 anos pode enfrentar vários anos de prisão se for considerado culpado das mais graves das 38 acusações contra ele.

    Høiby foi levado ao tribunal dois dias após ser detido sob suspeita de lesão corporal, porte de arma branca e violação de uma ordem de restrição. Vestindo calças verdes, suéter, sapatos brancos, óculos de grau grosso e um brinco, ele negou, murmurando, quatro acusações de estupro, feitas entre 2018 e 2024, e uma de violência doméstica.

    Enquanto a promotoria detalhava as circunstâncias dos supostos estupros e agressões, o acusado, de cabeça baixa, gesticulava nervosamente com as mãos e as pernas.

    Com o rosto impassível, declarou-se culpado por comportamento sexual ofensivo, excesso de velocidade e direção sem carteira de habilitação válida, entre outras acusações. Ele também disse que era parcialmente culpado, uma declaração permitida pela lei norueguesa, de agressão agravada e comportamento imprudente.

    Os supostos estupros -um dos quais teria ocorrido durante férias com o príncipe Haakon nas Ilhas Lofoten, em 2023- teriam acontecido após relações sexuais consensuais, frequentemente em noites de bebedeira, quando as alegadas vítimas não estavam em condições de se defender, segundo a acusação.

    A defesa criticou a “cobertura negativa da mídia” e os comentários que, segundo eles, contribuem para condenar seu cliente antecipadamente.

    “Qual réu vê 10 mil artigos de imprensa escritos sobre ele?”, disse seu advogado, Ellen Holager Andenæs. “Nosso cliente absolutamente não recebeu tratamento normal”, continuou. “O julgamento deve ocorrer nesta sala de tribunal, e em nenhum outro lugar.”

    Antes do início do julgamento, o promotor Sturla Henriksbø declarou à agência de notícias AFP que Høiby não seria tratado “com mais leniência nem com maior severidade” devido à sua ligação com a família real.

    Høiby foi preso em 4 de agosto de 2024, sob suspeita de agredir sua companheira na noite anterior. Na ocasião, ele admitiu ter causado danos corporais à mulher enquanto estava sob efeito de cocaína e álcool após uma discussão e disse sofrer de “transtornos mentais” e lutar “há muito tempo contra o vício em drogas”.

    A investigação policial revelou evidências de outros crimes, incluindo o suposto estupro de quatro mulheres que não puderam se defender, e que ele filmou em alguns casos.

    No total, sete pessoas são consideradas supostas vítimas do filho de Mette-Marit. As identidades dessas pessoas permanecem protegidas, com exceção de Nora Haukland, modelo e influenciadora digital que falou publicamente sobre a violência que diz ter sofrido.

    O príncipe herdeiro Haakon disse em um comunicado que ele e sua esposa não planejavam comparecer aos procedimentos judiciais. Sobre Høiby, afirmou: “Nós o amamos. Ele é uma parte importante da nossa família. Ele é um cidadão norueguês, então tem as mesmas responsabilidades que todos os outros, assim como os mesmos direitos”.

    Haakon também se solidarizou com as supostas vítimas. “Pensamos nelas. Sabemos que muitas estão passando por um momento difícil”, disse ele.

    Este é o pior escândalo que a família real norueguesa já enfrentou. O caso prejudicou a imagem da instituição, apesar da popularidade do rei Harald 5º e da rainha Sonja, ambos com 88 anos.

    De acordo com uma pesquisa publicada na terça-feira pela TV2, mais de 70% dos noruegueses acreditam que a posição da monarquia se enfraqueceu nos últimos anos, que também foram marcados por outras controvérsias.

    O processo ocorre dias depois de a mãe de Høiby pedir desculpas por manter contato com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein após a condenação dele, em 2008. As mensagens datam de 2011 a 2014, quando ela já era casada com o futuro rei da Noruega e Epstein já havia sido condenado, em 2008, a pouco mais de um ano de prisão por aliciar uma menor para prostituição.

    “Demonstrei falta de bom senso e lamento profundamente ter tido qualquer contato com Epstein. É simplesmente vergonhoso”, declarou a princesa herdeira em um comunicado enviado à AFP pelo Palácio Real da Noruega.

    O veredicto contra Høiby é esperado algumas semanas após o término do julgamento, marcado para 19 de março.

    Acusado de estupro, filho da princesa herdeira da Noruega se diz inocente em 1º dia de julgamento

  • O que é a Mar-a-Lago face, nova tendência estética dos apoiadores de Trump

    O que é a Mar-a-Lago face, nova tendência estética dos apoiadores de Trump

    “O melhor termo para descrever o rosto de Mar-a-Lago é ‘elegância atemporal’. São refinamentos sutis e procedimentos menores, como blefaroplastia, mini liftings faciais e peelings químicos. Não é algo exagerado e chamativo”, diz Ennis à Folha.

    VITOR HUGO BATISTA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – No site do cirurgião plástico americano Scott Ennis, é possível encontrar uma página dedicada apenas para a “Mar-a-Lago Face” ou o rosto de Mar-a-Lago. São procedimentos estéticos que “enfatizam a definição suave das maçãs do rosto, um lábio superior ligeiramente elevado e a simetria geral”, diz um dos trechos.

    “O melhor termo para descrever o rosto de Mar-a-Lago é ‘elegância atemporal’. São refinamentos sutis e procedimentos menores, como blefaroplastia, mini liftings faciais e peelings químicos. Não é algo exagerado e chamativo”, diz Ennis à Folha.

    Desde o início de 2025, cirurgiões plásticos da capital dos Estados Unidos, Washington, têm observado uma onda de pedidos por procedimentos estéticos que se assemelhem ao rosto de Mar-a-Lago, conforme o site de notícias americano Axios.

    A nova tendência faz referência ao resort de luxo em Palm Beach, no estado da Flórida, onde o presidente Donald Trump tem residência. Os cirurgiões disseram ao site que a demanda pelos procedimentos vem, principalmente, de pessoas próximas a Trump, e que elas não querem que os seus rostos passem despercebidos.

    Ennis atua em Boca Raton, a poucos minutos de Palm Beach. Ele afirma que Mar-a-Lago se tornou o epicentro de bailes de gala e eventos sociais black-tie, muitos deles realizados pelo próprio Trump.

    “As pessoas estão sempre bem vestidas, com visual elegante, roupas bonitas, smokings, joias e saem para jantares, bailes e eventos de arrecadação de fundos. E isso veio junto com Trump. Ele é uma pessoa muito social e sempre há eventos acontecendo em sua residência”, afirma Ennis, que já foi convidado para alguns deles. “Fui abençoado com convites.”

    No consultório do cirurgião, pacientes chegam dizendo que as pessoas em Mar-a-Lago parecem ótimas, que gostam do que veem e querem algo semelhante. “Eles dizem ‘gosto do que vejo em Mar-a-Lago’. Então sentamos e analisamos o rosto para oferecer os procedimentos.”

    Dentre as pessoas associadas a essa estética estão alguns nomes ligados ao presidente Trump e à elite Maga (Make America Great Again). É o caso de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA, Kimberly Guilfoyle, embaixadora dos EUA na Grécia, Laura Loomer, ativista política de extrema direita, e Matt Gaetz, republicano defensor do presidente norte-americano.

    A Axios atribui a mudança estética em Washington a uma leva de pessoas vindas do sul da Flórida, onde fica Mar-a-Lago, e também como um ato calculado de alinhamento aos ideais estéticos preferidos de Trump.

    Para Ennis, o rosto de Mar-a-Lago é o oposto da estética supervalorizada na série americana Baywatch, do final dos anos 1980 e início dos anos 1990, que levou mulheres a pedirem seios e lábios grandes nos consultórios por décadas. “A Mar-a-Lago face é só uma coisinha pequena em vez de grandes transformações.”

    A definição, porém, contrasta com a descrição feita pelo jornal britânico The Guardian, dizendo que os rostos de Mar-a-Lago são “feições incrivelmente lisas, artificialmente volumosas, com lábios inchados como picadas de abelha, sobrancelhas congeladas e pescoços tensos”, se assemelhando a “demônios da paralisia do sono”.

    Em entrevista ao jornal, Anita Kulkarni, uma cirurgiã plástica de Washington, disse que antes do segundo mandato de Trump, não via muitos pacientes com pedidos absurdos. Mas desde a posse, ela conta que atendeu pelo menos meia dúzia de casos assim.

    Ela disse que alguns chegam em seu consultório querendo mais preenchimento labial e que precisa dizer a eles que se colocarem mais vão ficar parecendo a Malévola, referência à vilã da Disney.
    Alexandre Piassi, cirurgião plástico e secretário-geral da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), compartilha dessa mesma visão.

    “O rosto de Mar-a-Lago é um exagero. Está muito na cara que foi feito algum procedimento”, afirma. “Você tem um lábio muito pronunciado, uma maçã do rosto superdefinida e um rosto congelado.”

    Na perspectiva de Piassi, a tendência é fruto da dismorfia gerada pelos filtros do aplicativo Snapchat, resultando em mudanças tão radicais que acabam “entregando” as intervenções estéticas.

    Para o médico brasileiro, a tendência atual no Brasil é o naturalismo ou a “quiet face”, a busca por resultados naturais, sutis e belos. “Não quer dizer que você não vai preencher, mas você vai preencher muito pouco.”

    É o caso de um preenchimento labial mínimo, uma testa com pouco botox e sobrancelhas levemente elevadas, bem diferente da tendência de “cat eyes” -olho de gata- ou “fox eyes” -olho de raposa.
    “O ideal é que, em festas ou no dia a dia, as pessoas digam ‘nossa, você está bem’, mas sem identificar o que foi feito no rosto”, afirma Piassi.

    Ele afirma que para esses tipos de procedimento, o mais recomendado é procurar um cirurgião plástico ou dermatologista.

    “São os profissionais mais habilitados para tratar da face do paciente. Eles estudaram por 12 anos. Seis de graduação e seis de especialização. Essa escolha é importantíssima”, disse.

    O CFM (Conselho Federal de Medicina) disponibiliza um site para consulta sobre a especialidade dos médicos.

    Alguns profissionais têm indicações do que podem ou não fazer. É o caso dos dentistas.

    Uma resolução de 2019 do CFO (Conselho Federal de Odontologia) permite que cirurgiões-dentistas especializados em harmonização orofacial, com no mínimo 500 horas de curso, realizem alguns procedimentos estéticos, como botox, preenchimentos, lipoplastia facial e bichectomia.

    No entanto, esses profissionais estão proibidos de realizar procedimentos cirúrgicos, como alectomia, blefaroplastia, lifting de sobrancelhas e rinoplastia, segundo resolução do CFO de 2020.

    O que é a Mar-a-Lago face, nova tendência estética dos apoiadores de Trump

  • Dez homens são indiciados por drogar e estuprar menino de 5 anos na França

    Dez homens são indiciados por drogar e estuprar menino de 5 anos na França

    O crime é investigado desde fevereiro do ano passado, mas só veio a público nesta terça devido à prisão em Estrasburgo, na semana passada, de um homem que recebeu um vídeo do estupro e não o denunciou.

    ANDRÉ FONTENELLE
    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – Dez homens foram indiciados em Lille, no norte da França, por drogarem e estuprarem um menino de cinco anos durante uma festa. O caso, com a suposta participação do próprio pai da criança, chocou os franceses ao ser confirmado nesta terça-feira (3) pela Procuradoria da República.

    O crime é investigado desde fevereiro do ano passado, mas só veio a público nesta terça devido à prisão em Estrasburgo, na semana passada, de um homem que recebeu um vídeo do estupro e não o denunciou.

    Os indiciados têm de 29 a 50 anos. Eles participavam de uma festa no apartamento de dois deles, que moravam juntos no centro turístico de Lille.

    A festa foi chamada de “chemsex”, nome dado à prática do sexo com o uso de substâncias psicoativas. Os indiciados teriam utilizado uma droga chamada 3-MMC, ou 3-Metilmetcatinona, que reduz a inibição e aumenta o desejo, mas pode provocar convulsões, derrames e ataques cardíacos.

    Indiciado por “agressão sexual incestuosa”, o pai da criança também teria, por sua vez, sido drogado e estuprado na mesma noite.

    Nove dos dez acusados foram presos, segundo a Justiça francesa.

    Um deles teria cometido suicídio na cadeia em junho passado.

    Segundo a Procuradoria, o menino tem recebido atendimento especializado desde então. Os pais são divorciados, e ele mora com a mãe. O direito de visita do pai foi suspenso.

    Pela lei francesa, os acusados de estupro podem ser condenados à prisão perpétua. O homem preso por posse de imagens pornográficas envolvendo o menor pode pegar cinco anos de prisão.

    A submissão química, nome dado à administração de drogas para forçar o ato sexual sem consentimento da vítima, tornou-se uma preocupação da opinião pública francesa depois de uma série de casos de grande repercussão.

    O maior deles foi o da aposentada Gisèle Pelicot, estuprada por dezenas de homens ao longo de uma década com a cumplicidade do marido, que a drogava. Em 2024, ele foi condenado a 20 anos de prisão, e outros 50 homens, a penas de 3 a 13 anos.

    Na semana passada, um senador francês, Joël Guerriau, foi condenado a quatro anos de prisão por ter tentado drogar a deputada Sandrine Josso quando os dois estavam a sós no apartamento dele em Paris. Ele está recorrendo em liberdade.

    O inquérito comprovou que ele colocou ecstasy em uma taça de champanhe que ofereceu à deputada. Josso começou a sentir-se mal, mas conseguiu sair do apartamento e ir para um hospital.

    Dez homens são indiciados por drogar e estuprar menino de 5 anos na França

  • Ex-marido de Jill Biden é detido e acusado do homicídio da atual mulher

    Ex-marido de Jill Biden é detido e acusado do homicídio da atual mulher

    O ex-marido da ex-primeira-dama Jill Biden foi detido e acusado pela morte da atual esposa. William Stevenson, de 77 anos, foi detido na segunda-feira e enfrenta uma acusação de homicídio em primeiro grau pela morte de Linda Stevenson.

    O ex-marido da ex-primeira-dama Jill Biden foi detido e acusado pela morte da atual esposa, segundo informaram as autoridades nesta terça-feira. William Stevenson, de 77 anos, foi preso na segunda-feira e enfrenta uma acusação de homicídio em primeiro grau pela morte de Linda Stevenson, de 64 anos.

    A polícia do condado de New Castle não divulgou detalhes sobre a morte, mas em um comunicado anterior informou que os agentes foram acionados para atender a uma ocorrência de violência doméstica em 28 de dezembro de 2025, em uma residência na região de Wilmington, no estado de Delaware, segundo a NBC News.

    Linda Stevenson foi encontrada inconsciente na sala de estar e acabou não resistindo, apesar das tentativas de reanimação realizadas pelos policiais no local. O comunicado à imprensa da época informou ainda que o corpo foi encaminhado à Divisão de Ciências Forenses de Delaware para a realização de uma autópsia.

    A causa da morte não foi incluída na declaração sobre a prisão de William Stevenson, e a acusação formal do júri, que ocorreu na segunda-feira, foi resultado de uma “investigação extensa que durou semanas” sobre o óbito, segundo a polícia.

    William Stevenson está atualmente sob custódia na Instituição Correcional Howard Young, após não conseguir pagar a fiança de 500 mil dólares (cerca de 420 mil euros) em dinheiro, informaram as autoridades.

    Até o momento, o ex-presidente Joe Biden e Jill Biden não se manifestaram sobre o caso.

    A ex-primeira-dama e William, ex-jogador universitário de futebol americano, se casaram em fevereiro de 1970, quando tinham 18 e 23 anos, respectivamente. Pouco tempo depois, segundo o mesmo veículo, ele abriu o The Stone Balloon Club, que se tornou um dos bares universitários mais populares do país, próximo à Universidade de Delaware, em Newark, onde Jill era estudante, e onde artistas como Bruce Springsteen, Dave Matthews e The Allman Brothers Band se apresentaram ao longo de décadas.

    William e Jill foram casados por cinco anos e, em março de 1975, ela conheceu um senador do estado de Delaware chamado Joe Biden. O divórcio foi assinado em maio de 1975.

    Cerca de uma década depois, William se casou com Linda.

    Linda Stevenson era mãe e avó e havia fundado recentemente uma empresa de contabilidade, a BMB Bookkeeping, segundo a CBS News. Ela era torcedora do time de futebol americano Philadelphia Eagles e “será lembrada como tenaz, bondosa e extremamente leal”, de acordo com um obituário. O marido não foi mencionado no texto.

    Ex-marido de Jill Biden é detido e acusado do homicídio da atual mulher

  • EUA abatem drone do Irã perto de porta-aviões, e petroleiro é perseguido

    EUA abatem drone do Irã perto de porta-aviões, e petroleiro é perseguido

    O relato foi feito pela agência Reuters e confirmado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News. O navio estava no norte do mar da Arábia, próximo de Omã e a cerca de 800 km do Irã, onde opera desde a semana passada.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A três dias de cruciais negociações para evitar uma nova guerra no Oriente Médio, um drone de vigilância do Irã foi abatido por um caça F-35C americano aos se aproximar do USS Abraham Lincoln, o porta-aviões que é a mais vistosa peça do cerco militar montado por Donald Trump contra a teocracia.

    O relato foi feito pela agência Reuters e confirmado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News. O navio estava no norte do mar da Arábia, próximo de Omã e a cerca de 800 km do Irã, onde opera desde a semana passada.

    O drone abatido era do modelo Shahed-139, uma versão mais avançada do mais comum avião-robô iraniano, que não leva armas. Já o F-35C, versão naval do caça de quinta geração, é operado do porta-aviões e estava em patrulha.

    Em outro incidente na região nesta terça-feira (3), seis lanchas armadas com metralhadoras de grosso calibre da Guarda Revolucionária iraniana perseguiram e tentaram abordar um petroleiro americano.

    O navio estava no vital estreito de Hormuz, rota de 20% da produção de petróleo e gás liquefeito do mundo, que tem toda sua margem norte dominada pelo Irã.

    Segundo as agências de segurança marítima UKTMO e Vanguard, o M/T Stena Imperative, que é de propriedade dinamarquesa mas usa bandeira dos Estados Unidos, deixava os Emirados Árabes Unidos rumo à base naval americana no Bahrein quando as lanchas se aproximaram.

    Elas tentaram contato com rádio com a embarcação, mas acelerou a velocidade e a perseguição acabou. Segundo a Vanguard, o M/T Stena estava no corredor de águas internacionais de Hormuz, e não entrou nos domínios marítimos do Irã. O petroleiro pediu auxílio e, mais à frente, foi escoltado por um navio de guerra dos EUA.

    Os incidentes elevam o nível de tensão no Golfo Pérsico, que havia baixado um pouco após a abertura diplomática entre EUA e Irã. Na sexta (6) está previsto o primeiro encontro direto entre delegações americana e iraniana em uma década, em Istambul.

    Lidera a delegação americana o enviado de Trump Steve Witkoff, que nesta terça estava em Israel discutindo a crise com o Irã com o premiê Binyamin Netanyahu e a cúpula militar e de inteligência do Estado judeu.

    Já os iranianos terão à frente o chanceler Abbas Araghchi. Mas mesmo este encontro já está sendo colocado em dúvida, segundo relatos na imprensa árabe e americana.

    O site dos EUA Axios afirmou nesta terça que os iranianos querem mudar o local da reunião para o Omã, onde grupos dos dois países negociaram de forma indireta no ano passado, e defende vetar a presença de representantes de outros países, como a Turquia e de monarquias do Golfo.

    Nesta terça, Araghchi, que vem defendendo negociações “sem pressão”, conversou sobre o tema com seus homólogos omani e turco, além de discutir a crise com o premiê do Qatar, país árabe com quem a teocracia tem boas relações.

    A crise ganhou corpo a partir das grandes atos contra o regime islâmico instalado em Teerã desde 1979, na virada do ano. A mortífera repressão, que segundo ativistas matou mais de 5.000 pessoas, foi condenada por Trump, que prometeu ajudar os manifestantes.

    Depois o americano refluiu, só para enviar o que chamou de “grande armada” para o Oriente Médio: o grupo de ataque do Abraham Lincoln, diversos navios de guerra, submarinos, aviões de ataque e de apoio. Uma vez com ativos militares mais preparados para agir, voltou a falar grosso.

    Ameaçou atacar enquanto mudava o foco da demanda, dos protestos para o disputado programa nuclear dos aiatolás. Em junho, ao apoiar a guerra de 12 dias de Israel contra o Irã, Trump bombardeou instalações importantes para a eventual fabricação da bomba atômica.

    A situação se acalmou numa trégua frágil, e não houve avanços para retomar algum tipo de negociação que impeça Teerã de ter a bomba. De 2015 a 2018, um acordo secundado pelos EUA e outras potências em tese trocou o abandono da pretensão pelo fim de sanções econômicas.

    Trump deixou o arranjo, acusando ele de se leniente com os iranianos, e nem sob Joe Biden houve acordo. A crise provocada no Oriente Médio pelo ataque do preposto de Teerã Hamas a Israel em 2023 e, agora, as manifestações, recolocaram a vontade de Trump de derrubar o regime à mesa novamente.

    EUA abatem drone do Irã perto de porta-aviões, e petroleiro é perseguido