Categoria: MUNDO

  • Parlamentar britânico renuncia após vazamento de documentos do caso Epstein

    Parlamentar britânico renuncia após vazamento de documentos do caso Epstein

    Mandelson teria recebido dinheiro e compartilhado informações confidenciais do governo britânico. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram proximidade entre o político e Jeffrey Epstein. Mandelson é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, que também é citado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ex-embaixador britânico nos EUA Peter Mandelson renunciou ao seu cargo na Câmara dos Lordes do Reino Unido após o vazamento de documentos que mostrariam seu vínculo com Jeffrey Epstein, americano conhecido por crimes sexuais.

    Mandelson teria recebido dinheiro e compartilhado informações confidenciais do governo britânico. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram proximidade entre o político e Jeffrey Epstein. Mandelson é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, que também é citado.

    Epstein teria depositado US$ 75 mil em contas de Mandelson. Em setembro de 2009, Epstein teria enviado ainda 10 mil libras esterlinas ao então parceiro de Mandelson, agora seu marido, Reinaldo Avila, segundo o jornal britânico The Guardian.

    A saída de Mandelson foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Lordes. Com isso, ele deixa o cargo a partir de quarta-feira (4). No entanto, manterá o título já que a perda só ocorre por meio de uma lei do Parlamento.

    Mandelson foi embaixador nos EUA há cerca de 1 ano. Após as revelações de proximidade com Epstein, ele também deixou o Partido Trabalhista.

    “Penso muito em você e me sinto impotente e indignado com o que aconteceu”, teria escrito Mandelson a Epstein, segundo a imprensa. Nas mensagens, enviadas pouco antes de o magnata americano se declarar culpado para chegar a um acordo no caso de abuso sexual, Mandelson também o incentivava a “lutar por uma liberdade antecipada”.

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirma ter entregado um dossiê à polícia. Esses documentos reuniriam uma série de e-mails trocados entre Epstein e Mandelson, enquanto o político britânico era secretário de negócios do governo de Gordon Brow. Mandelson teria, inclusive, compartilhado documentos confidenciais.

    “Para o público, ver políticos dizendo que não se lembram de ter recebido quantias significativas de dinheiro foi simplesmente estarrecedor, fazendo com que perdessem a fé em todos os políticos e enfraquecendo ainda mais a confiança”, disse Starmer.

    O Ministério das Relações Exteriores britânico afirma que os documentos revelados esta semana “mostram que a profundidade e a extensão da relação de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein são sensivelmente diferentes do que se acreditava no momento de sua nomeação”.

    ENTENDA O CASO EPSTEIN

    O Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos do caso de Jeffrey Epstein na última sexta-feira. Os documentos incluem fotos e vídeos, alguns tirados pelo próprio bilionário condenado por crimes sexuais.

    Há “grande quantidade” de pornografia comercial. O Departamento de Justiça dos EUA também esclareceu que nem todos os arquivos foram filmados por Epstein e seus comparsas, mas que há material relevante produzido por ele e pela rede ao seu redor.

    Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e foram encontradas fotos de meninas na casa dele.

    Ele se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o livrou de ficar encarcerado pelo resto da vida e fez com que ele fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais. Enquanto preso, podia sair para trabalhar seis dias por semana.

    Epstein voltou a ser preso em 2019 acusado de tráfico sexual. Ele foi denunciado por traficar dezenas de meninas, de explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, ele foi encontrado na cela e foi declarado morto aos 66 anos. A causa da morte divulgada oficialmente foi suicídio.

    Parlamentar britânico renuncia após vazamento de documentos do caso Epstein

  • Brasileiro é espancado em estação de esqui na França; vídeo

    Brasileiro é espancado em estação de esqui na França; vídeo

    A vítima é Henrique, de 41 anos, profissional da área de marketing esportivo, que vive na Europa há cerca de cinco anos. No momento do ataque, ele usava uma fantasia de Chewbacca, personagem conhecido da franquia Star Wars.

    Um turista brasileiro foi agredido em uma estação de esqui localizada nos Alpes franceses durante o fim de semana. Toda a cena foi gravada por outro visitante que estava no local, e o vídeo acabou se espalhando rapidamente pelas redes sociais. A vítima é Henrique, de 41 anos, profissional da área de marketing esportivo, que vive na Europa há cerca de cinco anos. No momento do ataque, ele usava uma fantasia de Chewbacca, personagem conhecido da franquia Star Wars.

    De acordo com o próprio Henrique, a confusão teve início quando ele se aproximou de um grupo de pessoas para pedir que parassem de atirar bolas de neve em sua direção. Segundo relatou em suas redes sociais, a situação rapidamente saiu do controle. “Eles jogaram uma pedra de gelo no meu rosto. Não era uma bola de neve leve, era gelo duro, arremessado com força. Eu fui até o grupo para pedir que parassem, e eles começaram a me xingar”.

     

    As imagens registradas por outro turista mostram o momento em que Henrique é atingido no rosto por um homem, que em seguida o empurra e o derruba próximo a uma árvore. Logo depois, outras pessoas se aproximam e passam a agredi-lo com socos, chutes e até bastões de esqui. Pessoas que tentaram intervir para separar a briga também acabaram sendo atacadas. O vídeo já ultrapassou a marca de 21 milhões de visualizações após viralizar.

    Henrique descreveu a violência sofrida e reforçou que não houve confronto. “Depois do primeiro soco, vieram todos ao mesmo tempo. Eu caí no chão e continuei sendo chutado. Eles pisaram na minha cabeça com botas de esqui. Não foi uma briga. Foi uma agressão de várias pessoas contra alguém que estava sozinho”.

    Ele contou ainda que teve um dente da frente quebrado em consequência dos chutes na cabeça. O brasileiro recebeu atendimento inicial de uma médica e de uma dentista que faziam parte de um grupo de turistas brasileiros que estava com ele. Henrique destacou que o uso do capacete foi fundamental para evitar consequências ainda mais graves. “A maioria dos chutes atingiu o capacete. Se não fosse isso, as consequências poderiam ter sido muito mais graves. O que aconteceu ali foi uma tentativa de homicídio. Eles chutaram minha cabeça com botas de esqui”.

    Brasileiro é espancado em estação de esqui na França; vídeo

  • Elefante ataca e mata turista na Tailândia; é a terceira vítima do animal

    Elefante ataca e mata turista na Tailândia; é a terceira vítima do animal

    Homem de 65 anos foi atacado durante caminhada no Parque Nacional de Khao Yai. Autoridades afirmam que o elefante macho, em período de cio, já havia se envolvido em outros dois ataques letais e avaliam realocação do animal.

    Um turista de 65 anos morreu após ser atacado por um elefante selvagem no Parque Nacional de Khao Yai, na Tailândia, na madrugada desta segunda-feira. O caso marca a terceira morte atribuída ao mesmo animal, um elefante macho conhecido como Phlai Oiwan.

    Segundo autoridades locais, a vítima era da província de Lopburi, localizada ao nordeste de Bangcoc. Ele caminhava com a esposa por volta das 5h30, no horário local, quando o casal encontrou o elefante se alimentando fora da área de floresta delimitada para os animais.

    Testemunhas relataram que o elefante avançou repentinamente contra o turista, agarrando-o com a tromba, arremessando-o ao chão e, em seguida, pisoteando-o. As autoridades acreditam que o homem morreu no local, a cerca de 20 metros da tenda onde havia passado a noite com a mulher.

    A esposa conseguiu escapar e buscou ajuda junto aos funcionários do parque, que intervieram para afastar o animal. Outros campistas permaneceram dentro das barracas, temendo novos ataques.

    De acordo com informações preliminares, a vítima sofreu múltiplas fraturas e ferimentos graves, o que indica que a morte foi praticamente imediata. Em entrevista ao jornal Bangkok Post, um funcionário do parque afirmou que o elefante estava em período de cio, condição que costuma torná-lo mais agressivo. O mesmo animal já teria se envolvido em outros dois ataques fatais.

    O chefe do parque, Chaiya Huayhongthong, confirmou a informação à AFP. “Ele foi a terceira pessoa morta por Oiwan”, declarou.

    Diante da reincidência dos ataques, autoridades ambientais e gestores do parque marcaram uma reunião para esta sexta-feira, dia 6, com o objetivo de decidir o futuro do elefante. Entre as alternativas discutidas estão a realocação do animal para outra área ou a adoção de medidas para tentar modificar seu comportamento.

    “Provavelmente vamos decidir realocá-lo ou forçá-lo a mudar de comportamento”, disse Chaiya, sem detalhar quais ações poderão ser adotadas.
     
     

     

    Elefante ataca e mata turista na Tailândia; é a terceira vítima do animal

  • Mãe de apresentadora da NBC desaparece nos EUA e polícia investiga crime

    Mãe de apresentadora da NBC desaparece nos EUA e polícia investiga crime

    Nancy Guthrie, de 84 anos, não é vista desde sábado em Tucson, cidade no sul do estado do Arizona, nos Estados Unidos. Autoridades do Condado de Pima afirmam que o caso não está ligado a demência e dizem tratar o desaparecimento como uma possível cena de crime

    As autoridades investigam o desaparecimento de Nancy Guthrie, de 84 anos, mãe da jornalista Savannah Guthrie, uma das apresentadoras do programa Today, da NBC News. A idosa está desaparecida desde a noite de sábado, e a polícia trata o caso como suspeita de crime.

    Nancy mora em Tucson, cidade localizada no sul do estado do Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos, próxima à fronteira com o México. O desaparecimento foi comunicado às autoridades por volta do meio-dia de domingo, depois que familiares foram informados de que ela não havia comparecido à igreja, algo incomum em sua rotina.

    Diante da ausência, parentes foram até a residência da idosa, onde ela vivia sozinha, e não a encontraram. A polícia foi acionada imediatamente.

    Em entrevista coletiva, o xerife Chris Nanos, responsável pelo Condado de Pima, região administrativa que inclui a cidade de Tucson, afirmou que o caso não está relacionado a demência ou desorientação. “Este não é um caso de uma pessoa confusa. Ela é muito ativa. A família quer que fique claro que não se trata de alguém que saiu vagando”, disse.

    Segundo Nanos, o caso mobilizou desde o início equipes especializadas em crimes graves. Sem revelar detalhes do que foi encontrado na residência, o xerife afirmou que o cenário levantou suspeitas. “Não vemos essa situação apenas como uma busca por pessoa desaparecida, mas como uma cena de crime”, declarou.

    De acordo com as autoridades, há indícios de que Nancy Guthrie não deixou a casa por conta própria, embora os investigadores não tenham divulgado quais elementos sustentam essa conclusão.

    Em comunicado, Savannah Guthrie agradeceu o apoio recebido e afirmou que, por enquanto, a família mantém a esperança de que Nancy seja encontrada em segurança. “Somos gratos por todo o carinho e seguimos esperando que ela volte para casa”, disse.

    A polícia segue com as investigações e pede que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Nancy Guthrie entre em contato com as autoridades do Condado de Pima.

    Mãe de apresentadora da NBC desaparece nos EUA e polícia investiga crime

  • Rússia retoma ataques a Kiev após trégua atribuída a pedido dos EUA

    Rússia retoma ataques a Kiev após trégua atribuída a pedido dos EUA

    Ofensiva deixou dois feridos na capital ucraniana em meio a temperaturas extremas. Bombardeios ocorreram poucos dias depois de Moscou anunciar pausa temporária nos ataques, enquanto Estados Unidos, Ucrânia e Rússia se preparam para nova rodada de negociações em Abu Dhabi

    A Rússia retomou os ataques contra Kiev nesta terça-feira, ferindo duas pessoas, segundo autoridades da capital da Ucrânia. A ofensiva ocorreu após alguns dias de trégua, que Moscou atribuiu a um pedido dos Estados Unidos.

    “Os russos decidiram atacar Kiev em pleno frio”, afirmou o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, ao confirmar os feridos.

    Na sexta-feira, o Kremlin anunciou que havia aceitado um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para suspender os ataques contra Kiev e contra a rede elétrica ucraniana até 1º de fevereiro, enquanto se preparavam novas negociações em Abu Dhabi.

    A rodada trilateral de conversas entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia está marcada para quarta e quinta-feira, na capital dos Emirados Árabes Unidos. O encontro ocorre após uma reunião realizada em janeiro, que marcou o primeiro contato direto entre representantes de Kiev e Moscou desde o início da guerra.

    Apesar da trégua parcial, a Rússia manteve ataques em outras regiões da Ucrânia. No domingo, um bombardeio atingiu um ônibus que transportava mineiros na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, deixando ao menos 12 mortos.

    Em janeiro, os ataques russos provocaram cortes de energia severos e prolongados em Kiev, os mais graves desde o início da invasão em larga escala, em 24 de fevereiro de 2022.

    Nesta terça-feira, as temperaturas caíram para menos 17 °C em Kiev e para menos 23 °C em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, onde duas pessoas também ficaram feridas em um ataque aéreo durante a madrugada.

    Na segunda-feira, Trump atribuiu a trégua temporária à própria atuação. “Liguei para o presidente Vladimir Putin e ele concordou. A Ucrânia é um país muito frio e está passando por uma onda de frio terrível. Perguntei se ele poderia parar de atacar por uma semana, sem lançar mísseis contra Kiev ou qualquer outra cidade, e ele concordou”, declarou.

    O presidente norte-americano disse ainda esperar “boas notícias” da próxima rodada de negociações. “Estamos indo muito bem com a Ucrânia e a Rússia. Esta é a primeira vez que digo isso. Acho que teremos boas notícias”, afirmou a jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.

    As negociações por um acordo de paz seguem travadas pela exigência russa de retirada das forças ucranianas dos territórios do leste do país reivindicados por Moscou. Kiev rejeita a condição e cobra garantias de segurança para evitar novas agressões militares.

    Segundo relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, quase 15 mil civis morreram e cerca de 40,6 mil ficaram feridos desde o início da invasão russa. O documento, divulgado no início de janeiro, aponta que 2025 foi o ano mais letal desde 2022, com mais de 2.500 civis mortos.

    Rússia retoma ataques a Kiev após trégua atribuída a pedido dos EUA

  • Frio extremo já deixa ao menos 13 mortos em Nova York

    Frio extremo já deixa ao menos 13 mortos em Nova York

    Onda de temperaturas negativas atinge a cidade há mais de dez dias consecutivos e levou autoridades a decretarem estado de emergência. Prefeitura reforçou abrigos, equipes de assistência social e pediu que moradores acionem os serviços ao verem pessoas em risco

    Pelo menos 13 pessoas morreram por hipotermia na Nova York desde o fim de janeiro, em meio a uma onda de frio extremo. A hipotermia ocorre quando o corpo perde calor mais rápido do que consegue produzir, fazendo a temperatura corporal cair abaixo de 35 °C, o que pode provocar falência de órgãos e levar à morte. A frente fria já causou ao menos 100 mortes em todo os Estados Unidos.

    Em entrevista coletiva, o prefeito Zohran Mamdani informou que, até a manhã desta terça-feira, 16 pessoas morreram ao ar livre durante o período de frio intenso. “Em 13 desses casos, as conclusões preliminares indicam que a hipotermia foi um fator determinante, e outras três mortes parecem estar relacionadas a overdose”, afirmou.

    Segundo Mamdani, nenhuma das vítimas vivia em acampamentos de pessoas em situação de rua no momento das mortes. O prefeito apresentou condolências às famílias e alertou que a cidade enfrenta o 11º dia consecutivo com temperaturas abaixo de zero. Ele acrescentou que há possibilidade de este ser o período mais longo de frio intenso já registrado na história de Nova York, que decretou estado de emergência.

    “O frio não dá sinais de trégua”, disse o prefeito, ao destacar que as ações de apoio à população seguem em andamento. Ele pediu que moradores entrem em contato com os serviços municipais ao encontrarem alguém em situação de risco. Segundo Mamdani, equipes de assistência social, além de agentes do Departamento de Polícia de Nova York e do Corpo de Bombeiros de Nova York, estão mobilizadas para prestar atendimento imediato.

    A prefeitura também intensificou a oferta de abrigos e instalou unidades móveis de aquecimento pela cidade. “Se você está ouvindo isso agora e não tem certeza se receberá cuidados, deixo claro: todas as pessoas serão atendidas. Ninguém será recusado”, afirmou Mamdani.

    A situação faz parte de uma onda de frio que atinge diversas regiões do país. De acordo com a CBS News, o fenômeno já deixou pelo menos 100 mortos nos Estados Unidos, por causas que incluem hipotermia, acidentes com veículos, limpa-neves e trenós, além de emergências cardíacas provocadas pelo esforço físico para remover a neve acumulada.

    Frio extremo já deixa ao menos 13 mortos em Nova York

  • Irã autoriza negociações “justas” com os EUA e avalia acordo nuclear

    Irã autoriza negociações “justas” com os EUA e avalia acordo nuclear

    Presidente Masoud Pezeshkian disse ter instruído o chanceler a dialogar com Washington sem ameaças. Segundo o New York Times, Teerã considera suspender ou encerrar o programa nuclear para reduzir tensões, enquanto autoridades dos dois países preparam reunião na Turquia

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que orientou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, a buscar negociações “justas e equitativas” com os Estados Unidos, desde que haja um ambiente adequado, sem ameaças ou exigências consideradas excessivas.

    “Pedi ao meu ministro das Relações Exteriores que, havendo um ambiente apropriado, livre de ameaças ou exigências descabidas, conduza negociações justas e equitativas, orientadas pelos princípios da dignidade e da prudência”, declarou Pezeshkian. Segundo ele, qualquer diálogo deverá ocorrer “dentro da estrutura dos interesses nacionais do Irã”. A mensagem foi publicada em inglês e em farsi na rede social X.

    O presidente afirmou que a decisão foi tomada após pedidos de governos aliados da região para que Teerã respondesse à proposta do presidente norte-americano Donald Trump de retomar negociações. Até o momento, Washington não confirmou oficialmente a abertura do diálogo.

    Segundo o portal Axios, Abbas Araghchi e o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, devem se reunir na sexta-feira, em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear. O encontro pode contar com a presença de ministros das Relações Exteriores da Turquia, Catar, Egito, Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão.

    Este deve ser o primeiro contato direto entre representantes de Washington e Teerã desde junho do ano passado, quando as negociações foram interrompidas após bombardeios norte-americanos contra instalações nucleares iranianas. Em janeiro, Trump voltou a pressionar o Irã, determinando o envio de uma frota naval ao Golfo Pérsico e ameaçando ações militares caso não haja um acordo.

     
    Disposição do Irã sobre o programa nuclear

    De acordo com o The New York Times, o Irã estaria disposto a encerrar ou suspender seu programa nuclear para reduzir as tensões com os Estados Unidos. Autoridades iranianas, no entanto, negam que o país esteja perto de desenvolver uma bomba atômica e afirmam que o programa tem fins pacíficos, voltados à geração de energia.

    Segundo o jornal, autoridades iranianas e norte-americanas devem se reunir nesta sexta-feira, na Turquia. Teerã deve defender a criação de um consórcio regional no Oriente Médio voltado à produção de energia nuclear, proposta apresentada pelos Estados Unidos.

    Como alternativa, o Irã também considera suspender temporariamente o programa atual para aliviar as tensões diplomáticas. A reportagem afirma ainda que autoridades iranianas se reuniram recentemente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a possibilidade de envio de urânio enriquecido para o território russo.

    Medida semelhante foi adotada em 2015, no âmbito do acordo internacional que previa a limitação das atividades nucleares iranianas em troca do alívio de sanções. À época, mais de 11 toneladas de urânio de baixo enriquecimento foram enviadas à Rússia. Em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do acordo e restabeleceu sanções contra o Irã.

    Irã autoriza negociações “justas” com os EUA e avalia acordo nuclear

  • Palestinos recebem reabertura de Rafah com sentimentos mistos após mais de 2 anos de guerra

    Palestinos recebem reabertura de Rafah com sentimentos mistos após mais de 2 anos de guerra

    Posto de controle continua com limitações, e trânsito precisa de autorização israelense e egípcia; área é dominada por tropas de Israel; cerca de 20 mil palestinos precisam de tratamento fora do território

    SÃO PAULO, SP (DOLHAPRESS) – Palestinos na Faixa de Gaza recebem a reabertura da passagem de Rafah, a única via de entrada e saída do território sem ser por Israel, com sentimentos mistos de esperança e indignação, nesta segunda-feira (2).

    O posto de controle foi reaberto para entrada e saída apenas para palestinos a pé. Todos ainda precisam passar por controle e autorização de israelenses e egípcios.

    Segundo a agência Reuters, citando duas fontes do território, a princípio a permissão será para apenas 50 palestinos entrando e 50 saindo de Gaza por dia. Já de acordo com a AFP, citando autoridades egípcias, serão 150 autorizados a sair e 50 a entrar diariamente.

    Mais tarde, pessoas do governo egípcio ouvidas pela Reuters disseram que alguns palestinos buscando tratamento médico cruzaram a fronteira nesta segunda. Eles receberam um primeiro atendimento na abertura de Rafah e levados em três ambulâncias para hospitais no Egito.

    “Esperávamos que a passagem de Rafah seria aberta e facilitada para pacientes necessitando de tratamento no Egito. Um paciente vai ao Egito receber tratamento, não passar por revistas e escutar ‘você volta’, ‘você fica’, ‘você não pode’. Isso é totalmente inaceitável”, afirmou Salim Ayad à Reuters.

    Cerca de 20 mil pacientes palestinos esperam tratamento médico urgente que não conseguem obter na Faixa de Gaza, segundo médicos do território.

    Estima-se que cerca de 100 mil palestinos deixaram Gaza nas primeiras semanas da guerra. Muitos deles buscam voltar para reencontrarem os familiares que ficaram, mas isso significa encontrar também suas casas e bens destruídos no território, arrasado pela guerra e os bombardeios israelenses.

    “A abertura de Rafah também é boa notícia para nós porque não há tratamento para crianças aqui, nada está disponível no hospital. Não há equipamentos, medicamentos, nada”, afirmou Iman Hamdouna, mãe de uma criança de 2 anos, à Reuters.

    Ao mesmo tempo que reabriu Rafah, no entanto, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deverá interromper suas atividades em Gaza por ter se recusado a fornecer uma lista de seus funcionários palestinos -algo “aplicável a todas as instituições humanitárias que operam na região”, segundo o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das ONGs.

    A reabertura é um dos principais passos da segunda etapa do plano de paz proposto pelos EUA e países muçulmanos da região, cuja primeira etapa começou com o cessar-fogo de outubro do ano passado e foi finalizada com o retorno do corpo de Ran Gvili, o último refém que restava em Gaza.

    Para Ali Shaath, o chefe do governo palestino tecnocrático que será encarregado de governar Gaza, a abertura de Rafah “não é apenas uma medida administrativa, mas marca o início de um longo processo destinado a restabelecer o que foi rompido e a abrir uma verdadeira janela de esperança”.

    “Estamos felizes com a reabertura da passagem, e se Deus quiser, ela vai abrir mais para que tudo de que tivemos falta durante a guerra possa entrar. Precisamos de combustível, comida, farinha, seringas, tudo. Tendas, lençóis, colchões”, disse à Reuters Asmahan abdel Atti.

    O anúncio da reabertura foi feito neste domingo (1º) pelo Cogat, braço do Ministério da Defesa que supervisiona assuntos civis em Gaza. Egito e Jordânia reagiram condenando o que chamaram de tentativa de deslocar palestinos do território.

    Palestinos recebem reabertura de Rafah com sentimentos mistos após mais de 2 anos de guerra

  • Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

    Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

    Secretária de Segurança Interna anuncia que medida vale ‘imediatamente’ para membros do ICE e CBP em Minneapolis; programa será estendido a todo o país em breve, diz Kristi Noem; pasta virou centro de disputa orçamentária

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em novo recuo depois que agentes federais mataram duas pessoas em menos de um mês em Minneapolis, o governo Donald Trump disse nesta segunda-feira (2) que todos os membros do ICE, o serviço de imigração americano, e do CBP, a agência de fronteiras dos Estados Unidos, vão passar a usar câmeras corporais.

    A medida foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e vale “imediatamente” para agentes de campo em Minneapolis, cidade onde o ICE e o CBP mataram Renee Good, no dia 7, e Alex Pretti, no dia 24, respectivamente.

    De acordo com Noem, todos os agentes federais de imigração dos EUA vão ser equipados com as câmeras “à medida que o financiamento for disponibilizado”. “Esse é o governo mais transparente da história americana -obrigado, presidente Trump”, concluiu Noem em publicação no X.

    O uso de câmeras corporais, que gravam interações de agentes de segurança durante operações, era uma das exigências feitas pela liderança do Partido Democrata na disputa orçamentária que ameaça paralisar o funcionamento do Departamento de Segurança Interna (DHS).

    Trump, que tem maioria de apenas três assentos no Senado e dois na Câmara dos Representantes, trava um conflito acirrado com a oposição no Congresso para conseguir manter o governo federal funcionando. Depois de um acordo com senadores democratas na sexta (30), um pacote orçamentário foi aprovado que libera recursos para o governo até setembro de 2026 -com exceção do DHS, que foi separado da lei principal e receberá financiamento por apenas duas semanas.

    Com isso, os democratas esperam conseguir negociar mais medidas para “conter o ICE”, nas palavras do líder da minoria no Senado, Chuck Schumer.

    Em novo recuo, governo Trump diz que agentes de imigração vão usar câmeras

  • Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

    Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise

    Em primeiro sinal de recuo, teocracia diz que nunca programou manobras no estratégico estreito de Hormuz anunciadas na quinta; americano disse que pode haver um acordo acerca do programa nuclear do país persa, mas não cita manifestantes que apoia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de escalada militar americana no Oriente Médio, uma janela se abriu para a primeira negociação direta entre os Estados Unidos e o Irã. O enviado de Donald Trump para conflitos, Steve Witkoff, deverá se encontrar na sexta (6) com o chanceler do país persa, Abbas Araghchi.

    A reunião ocorrerá em Istambul, segundo o site Axios, que a revelou. Outros veículos americanos confirmaram o encontro, após um fim de semana com sinais de que o regime teocrático queria conversar. “Estamos abertos a negociação, mas não sob pressão”, disse Araghchi nesta segunda-feira (2).

    Após ser advertido pelos Estados Unidos, o Irã negou ter planejado conduzir exercícios militares com tiro real no estreito de Hormuz, a estratégica passagem de 20% do petróleo e gás do mundo que separa o país da península Arábica.

    As manobras haviam sido anunciadas pela Press TV, uma emissora de língua inglesa controlada pela teocracia e vista como porta-voz dos interesses da poderosa Guarda Revolucionária.

    Na quinta-feira passada (29), o canal havia dito que o treino do braço naval da Guarda ocorreria no domingo (1º) e nesta segunda. Teerã emitiu alertas para restringir a navegação nas áreas em que haveria disparos.

    “O Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA) insta a Guarda Revolucionária a conduzir os exercícios navais anunciados de uma forma que seja segura, profissional e evite riscos desnecessários para a liberdade de navegação do tráfego marítimo internacional”, disse o órgão que opera no Oriente Médio em nota na sexta (30).

    Ato contínuo, no domingo uma autoridade iraniana que não foi nominada pela Reuters disse à agência de notícias que o relato da Press TV estava errado, o que parece basicamente improvável dado o controle que a Guarda exerce sobre a emissora.

    Na véspera, houve um incidente nebuloso que adiciona contexto ao aparente recuo. Explosões atingiram o porto de Bandar Abbas, o principal centro de operações do Irã no estreito, matando ao menos cinco pessoas. O regime alegou vazamento de gás.

    Também no domingo, Trump surgiu em frente a repórteres menos belicoso.

    Disse que queria abrir uma negociação. “Espero que cheguemos a um acordo. Se não chegarmos a um acordo, então descobriremos se ele estava certo ou não”, disse ele, acerca da ameaça feita pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de que um ataque americano dispararia uma guerra regional ampla.

    Os EUA enviaram um grupo de ataque de porta-aviões e inúmeros ativos militares. Negociar pode ser também uma forma de aumentar a pressão, com a chegada esperada de mais armamentos.

    Reflexo desses movimentos, o preço do petróleo Brent, caiu quase 5% na abertura do mercado nesta segunda.

    Desde seu primeiro mandato, Trump quer ver derrubada a teocracia rival dos EUA. No ano passado, ajudou Israel em sua guerra de 12 dias contra o regime com um ataque direto a instalações de seu programa nuclear, na esperança de que isso enfraquecesse o governo.

    De fato o minou, mas também aumentou a repressão interna. No fim de 2025, protestos começaram nas ruas devido à crise econômica, e rapidamente se tornaram os maiores atos contra o regime islâmico desde sua fundação, em 1979. ONGs estimam mais de 5.000 mortes pelas forças de segurança.

    O país está sob um blecaute de internet, mas o governo parece ter retomado controle da situação. Trump, no auge dos atos, prometeu enviar ajuda aos manifestantes. De fato cercou o Irã de navios e aviões de ataque, mas agora mudou o foco para o programa nuclear dos aiatolás.

    Em 2018, republicano havia retirado os EUA do acordo que trocava o fim de sanções econômicas ao compromisso de que o Irã não desenvolveria a bomba atômica.

    Isso desmontou o arranjo ao fim, e hoje o país persa acumulou ao menos 400 kg de urânio enriquecido a um nível suficiente para talvez 15 armas de baixo rendimento. Não se sabe o quanto disso sobreviveu ao ataque americano de junho passado.

    Não houve avanços na negociação desde então também, levando à escalada atual, que é temperada pelo voluntarismo de Trump após o sucesso em capturar o ditador Nicolás Maduro há um mês. O venezuelano é uma aliado do Irã, mas as condições operacionais em caso de conflito agora são bastante mais complexas para os EUA.

    Enviado de Trump vai se encontrar com chanceler do Irã para discutir crise