Categoria: MUNDO

  • Justiça da Bolívia anula sentença de ex-presidente condenada por golpe em 2019

    Justiça da Bolívia anula sentença de ex-presidente condenada por golpe em 2019

    Jeanine Áñez cumpria pena de 10 anos, acusada de assumir cargo de forma inconstitucional após renúncia de Evo Morales; Corte determinou novo julgamento, que dependerá de autorização do Congresso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte da Bolívia anulou a sentença de dez anos de prisão contra a ex-presidente Jeanine Áñez, acusada de ter dado um golpe de Estado em 2019, informou nesta quarta-feira (5) o presidente do tribunal. A decisão determinou também sua libertação imediata.

    Áñez foi detida em março de 2021 e passou 20 meses em prisão preventiva antes de ser condenada em 2022 a dez anos de reclusão, acusada de ter assumido a Presidência de forma inconstitucional após a renúncia de Evo Morales.

    “Foi determinada a nulidade da sentença de dez anos”, afirmou à imprensa local o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Romer Saucedo, acrescentando que a libertação deve ocorrer ainda nesta quarta (5).

    Segundo Saucedo, Áñez deverá ser submetida a um “julgamento de responsabilidades”, um processo especial reservado a ex-chefes de Estado e que exige autorização do Congresso, em vez de um julgamento penal comum. O Judiciário ordenou sua libertação para que ela possa se defender em relação a esse processo.

    “Verificou-se que houve violações à legislação vigente, bem como aos direitos de que ela goza”, afirmou Saucedo.

    A decisão ainda precisa ser comunicada a um juiz de La Paz para que ele ordene a libertação formal da ex-presidente.

    Áñez, 58, ainda não havia se pronunciado sobre decisão. Na véspera, porém, publicou na rede X: “Nunca vou me arrepender de ter servido à minha pátria quando ela precisou de mim.”

    Ela afirmou que suas atitudes em 2019 foram tomadas “com consciência e coração firmes, sabendo que decisões difíceis têm um preço”.

    A política de direita assumiu a Presidência em meio a uma forte convulsão social impulsionada pela oposição, que acusou Evo de fraudar as eleições para permanecer no poder e o forçou a renunciar em novembro daquele ano.

    Dois dias depois da renúncia, Añez chegou ao poder em uma manobra legislativa controversa, uma vez que todos os que estavam na linha de sucessão direta haviam deixado seus cargos.

    Após sua posse, seguidores do ex-presidente saíram às ruas e entraram em confronto com forças combinadas do Exército e da Polícia.

    Segundo a Defensoria do Povo, a repressão aos protestos deixou 36 mortos, a maioria após a posse de Áñez.

    A decisão vem poucas semanas depois do segundo turno das eleições de outubro na Bolívia, que elegeu Rodrigo Paz, 58, como novo presidente. Com o resultado, o país girou à direita, marcando a primeira eleição em 20 anos sem vitória de um candidato do MAS (Movimento ao Socialismo) – partido que teve em Evo Morales sua principal figura e que foi o principal acusador de um golpe orquestrado por Áñez.

    Justiça da Bolívia anula sentença de ex-presidente condenada por golpe em 2019

  • Irmãos Milei concentram poder após vitória eleitoral, e Karina ganha briga interna

    Irmãos Milei concentram poder após vitória eleitoral, e Karina ganha briga interna

    Braço direito do presidente é vista como responsável pelo sucesso nas legislativas e se fortalece; conselheiro do líder argentino, Santiago Caputo fica em segundo plano, e governo segue dividido

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A vitória da coalizão A Liberdade Avança nas eleições legislativas de 26 de outubro não serviu para aplacar as disputas internas no coração do governo de Javier Milei. Pelo contrário, por ser atribuído a uma estratégia de sua irmã e braço direito, Karina, o voto de confiança que os argentinos deram ao presidente rompeu o equilíbrio de forças no mileísmo.

    Desde as eleições legislativas nacionais, Karina voltou a ocupar o lugar central no governo. O novo Chefe de Gabinete, Manuel Adorni, que era porta-voz da Casa Rosada, é um nome de Karina. Ele foi nomeado para o lugar de Guillermo Francos com a promessa de aprofundar as reformas que Milei tenta fazer desde o início do mandato.

    O presidente também fez mudanças no recém-criado Ministério do Interior, ao nomear Diego Santilli, político de origem do PRO (do ex-presidente Mauricio Macri), para a vaga. Santilli acaba de ser eleito como principal nome da lista de deputados da província de Buenos Aires, é próximo de Karina e se posiciona para tentar governar a província em 2027.

    Apesar da vitória, existem tensões entre os aliados de Karina e os de Santiago Caputo, conselheiro da Casa Rosada, sem um cargo oficial no governo, mas que comanda o discurso do mileísmo nas redes sociais. O presidente, Karina e Caputo formam o chamado de “Triângulo de Ferro”.

    O jornalista Juan Luis González, autor de duas biografias sobre os irmãos Milei, lembra que todos os que tentaram medir forças com Karina acabaram expulsos do movimento ultraliberal ou enfraquecidos.

    “Karina polarizou a eleição, vencendo com candidatos completamente desconhecidos, enquanto Caputo defendia alianças. Ambos estavam esperando os resultados para ver quem ganharia terreno”, diz González. “Como sempre, este governo demonstra que os dois irmãos mandam, movidos por seus traumas de infância. Ela, que controla a vida de Javier há décadas, está estendendo esse controle ao governo e às Forças Armadas.”

    A centralidade de Karina no governo do irmão nunca foi aprovada com unanimidade. Ainda no início de seu mandato, o presidente passou a ser alvo de críticas por ter mudado as regras de nomeações de parentes próximos, para que ela assumisse como Secretária-Geral da Presidência.

    A irmã do presidente já tinha sido implicada no escândalo $Libra, no começo do ano, sendo apontada como a pessoa que facilitou o contato dos criadores do criptoativo com Milei, que promoveu o investimento sem lastro em suas redes sociais.

    O ponto mais baixo da imagem de Karina foi há dois meses, pouco antes das eleições legislativas da província de Buenos Aires. Ela foi mencionada nos áudios atribuídos ao ex-diretor da Agência para Pessoas com Deficiência. Nas gravações, Karina aparece como favorecida em um esquema de propinas na compra de medicamentos. Ela foi criticada mesmo por aliados de Milei, que pediam que ela saísse do governo.

    Antes das eleições e com Karina sendo criticada internamente, havia especulações de que Santiago Caputo poderia ser promovido a um cargo ministerial importante. Contudo, Milei decidiu que Caputo continuaria em sua função atual, onde exerce influência significativa. Ele segue com um papel importante em diversas áreas, indicando nomes em postos, como Saúde, Justiça, Inteligência e Agricultura, além de influenciar a Alfândega.

    Nos primeiros dias após os resultados eleitorais, o governo abandonou o discurso agressivo, acenou para os governadores em busca de apoio para as reformas que pretende retomar, mas sem dividir poder. Ao mesmo tempo, os irmãos Milei não fecharam ainda mais o governo com indicações de confiança, em vez de compartilhar pastas para conquistar aliados.

    Não há urgência na escolha dos novos substitutos de Patricia Bullrich e Luis Petri nas pastas de Segurança e Defesa, respectivamente, já que ela foi eleita para o Senado e ele para a Câmara.

    A disputa entre os karinistas e os caputistas levou a uma quase renúncia de Caputo, devido à sua não inclusão no gabinete. O ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, que havia oferecido sua renúncia, deve permanecer no cargo.
    “Os aliados de Karina estão dizendo que agora chega a hora de atacar os cargos de poder de Caputo”, reforça González. Para o escritor, a tendência para os próximos meses é que Milei retome a relação com os governadores, mas sem dividir poder.

    “É o único jeito de governar que ele conhece e agora tem o respaldo das urnas. Dias depois da derrota na província de Buenos Aires, eles organizaram uma reunião com governadores e apenas três compareceram. No dia seguinte às eleições legislativas nacionais, uma reunião foi convocada e vieram 20 governadores.”

    Irmãos Milei concentram poder após vitória eleitoral, e Karina ganha briga interna

  • VÍDEO: presidente do México sofre assédio sexual durante passeio

    VÍDEO: presidente do México sofre assédio sexual durante passeio

    Claudia Sheinbaum foi assediada por um desconhecido quando passeava pela Cidade do México; homem se aproximou e a tocou de forma inapropriada sem o seu consentimento

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi assediada sexualmente por um homem enquanto passeava e cumprimentava várias pessoas no centro histórico da Cidade do México, nesta terça-feira (4).

     
    Apesar de estar rodeada de seguranças, o homem conseguiu se aproximar da governante e tentar beijá-la antes de começar a tocar-lhe na zona do peito.

    Claudia Sheinbaum ao perceber a situação tentou afastar-se de forma delicada, ao mesmo tempo que os seus seguranças começaram a afastá-lo, perante uma nova tentativa de contato.

    O momento foi captado em vídeo – que pode ver acima – e levou a que várias pessoas condenassem o sucedido.

    A Secretaria do Governo para as Mulheres do México repudiou a situação. Em um comunicado publicado no Facebook esta entidade destaca que lamenta “que nenhuma mulher esteja isenta de ser alvo de assédio sexual”.

    “A proximidade da presidenta com o povo do México não pode interpretar-se como uma oportunidade para invadir o seu espaço pessoal, nem para cometer qualquer tipo de contato físico sem (o seu) consentimento”, acrescentou a mesma secretaria, reforçando que é “fundamental que os homens compreendam que este tipo de comportamentos não só violam as mulheres como constituem um crime”.

    “Nas meninas, adolescentes e mulheres não se toca”, finaliza.

    Note-se que, segundo a ABC espanhola, que cita dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Geografia, mais de 70% das mulheres mexicanas, com mais de 15 anos, já sofreram algum tipo de violência sexual.
     
    A Cidade do México é a segunda área geográfica do país com o maior número de caso deste gênero, ficando apenas atras do Estado de México.

    Claudia Sheinbaum tornou-se na primeira mulher Presidente do México em junho. Na época, prometeu “não desiludir” quem votou em nela, tendo a sua escolha sido amplamente felicitada a nível internacional. 

    VÍDEO: presidente do México sofre assédio sexual durante passeio

  • Mamdani confirma favoritismo e será 1º prefeito muçulmano de Nova York

    Mamdani confirma favoritismo e será 1º prefeito muçulmano de Nova York

    Zohran Mamdani, de 34 anos, será o primeiro prefeito muçulmano e o mais jovem em mais de um século a comandar Nova York. O deputado democrata derrotou Andrew Cuomo e superou ataques de Donald Trump com uma campanha focada em justiça social e combate ao alto custo de vida.

    (CBS NEWS) – Zohran Mamdani, 34 anos, será o primeiro prefeito muçulmano de Nova York e o mais jovem em pouco mais de um século a gerir a maior cidade dos Estados Unidos.

    Autodeclarado socialista, o deputado estadual democrata confirmou o favoritismo nas pesquisas, superou forte campanha contrária feita por Donald Trump e foi eleito prefeito na noite desta terça (4), para substituir o democrata Eric Adams a partir de 1º de janeiro de 2026.

    “Essa cidade é a sua cidade, e essa democracia é a sua democracia”, afirmou Mamdani em seu discurso de vitória. “Vamos fazer essa cidade que as pessoas amam e podem voltar a viver”, afirmou, ao agradecer seus eleitores. “Estamos respirando o ar de uma cidade que renasceu.”

    Ele derrotou os candidatos Andrew Cuomo, ex-governador de Nova York que concorreu como independente neste pleito justamente por ter perdido para Mamdani nas prévias do Partido Democrata, e o republicano Curtis Sliwa, que não tinha chance na disputa.

    Por volta de 00h30 de quarta (5), horário de Brasília, Mamdani marcava 50,3% do voto contra 41,6% de Cuomo com 89% das urnas apuradas, uma tendência irreversível de vitória. Sliwa obteve 7,1%.

    Cuomo admitiu a derrota algumas horas após as primeiras projeções. Se dirigindo a apoiadores, afirmou que “esta campanha teve como objetivo contestar as filosofias que estão moldando o Partido Democrata, o futuro da cidade e o futuro do país”.

    Ele afirmou que os cidadãos de Nova York “não tolerarão nenhum comportamento que alimente as chamas do antissemitismo”, em alusão às acusações que fez repetidas vezes contra Mamdani. Ao fim, parabenizou o democrata e interrompeu as vaias ao nome do socialista ao dizer que “isso não está certo”. “Esta noite era a noite deles”, afirmou.

    Mamdani garantiu sua ascensão com uma plataforma de propostas que toca num dos principais problemas de Nova York hoje: o custo de vida. O foco foi propor ao eleitor tornar a cidade mais acessível.

    Nascido em Uganda, ele se mudou para os EUA com os pais, que têm origem indiana, aos sete anos. Em 2018, obteve a cidadania americana.

    Sua trajetória na campanha pela prefeitura de Nova York surpreendeu tanto republicanos como os próprios democratas.

    Mamdani faz parte da ala mais à esquerda do Partido Democrata e conseguiu, em julho, vencer as primárias contra Cuomo, que tinha o apoio majoritário dos integrantes moderados da legenda -apesar de ser alvo de acusações de assédio sexual no final de seu mandato como governador.

    O agora prefeito eleito teve o respaldo de líderes da corrente socialista do partido, como Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez, e sua eleição representa a consagração dessa ala. A Prefeitura de Nova York é o maior cargo Executivo ocupado por esse grupo desde os anos 1990.

    A vitória desagradou a uma parte dos democratas, que considera a corrente socialista do partido muito radical e teme as repercussões nacionais da eleição desta terça. Um dos sinais é que o próprio líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, não declarou apoio a Mamdani.

    O receio é que republicanos usem o suposto radicalismo do novo prefeito para atacar o Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, em novembro do ano que vem, que podem reconfigurar o poder de Trump no Congresso.

    Suas propostas incluem ônibus gratuitos por toda a cidade, uma rede de supermercados públicos administrados pela prefeitura, congelamento de aluguéis e creche gratuita. A mais fácil de implementar, segundo especialistas, é a que tenta resolver a crise imobiliária -a política não teria custo direto para o orçamento municipal e já foi adotada de forma semelhante durante a gestão de Bill de Blasio (2014-2022), por exemplo.

    Creche universal e gratuita, por outro lado, teria um custo estimado de US$ 6 bilhões por ano, de acordo com o jornal americano The New York Times, e precisaria ser autorizada pela Assembleia Legislativa e pela governadora de Nova York, Kathy Hochul. Atualmente, a cidade já oferece pré-escola sem custo para todas as crianças de 4 anos e para muitas de 3 anos. O plano ampliaria esse benefício para bebês e crianças menores de 3 anos.

    Trump entrou ativamente na campanha para que os nova-iorquinos rejeitassem Mamdani, a quem já se referiu como “comunista lunático”. Para isso, o presidente recomendou o voto útil em Cuomo, dizendo que a opção pelo azarão republicano Sliwa seria, na prática, votar em Mamdani.

    Nesta quarta, o presidente americano atacou eleitores judeus que apoiassem Mamdani, chamando-os de estúpidos. “Qualquer judeu que vote em Zohran Mamdani, um comprovado e autoproclamado INIMIGO DOS JUDEUS, é uma pessoa estúpida!!!”, escreveu o republicano, com as habituais maiúsculas, em sua rede Truth Social.

    Mamdani é deputado estadual desde 2021, quando foi eleito para representar a região do Queens na Assembleia Legislativa do estado de Nova York, com sede na cidade de Albany. Antes de ingressar na política, trabalhou como conselheiro habitacional, ajudando moradores de baixa renda a evitar despejos.

    Formado em estudos africanos pela Bowdoin College, criou na universidade um grupo de defesa da Palestina, bandeira que também levou à campanha para prefeito.

    A polêmica em torno de suas críticas a Israel ultrapassou Nova York e provocou intenso debate entre judeus em todo o país, levantando questionamentos sobre o papel da comunidade judaica na política americana. Uma carta assinada por mais de 1.100 rabinos condenando o suposto antissemitismo de Mamdani ampliou ainda mais a divisão dentro das sinagogas e organizações judaicas.

    Mamdani confirma favoritismo e será 1º prefeito muçulmano de Nova York

  • Influencer tem viagem dos sonhos cancelada após expor passagens online

    Influencer tem viagem dos sonhos cancelada após expor passagens online

    A irlandesa Melissa Doherty teve seus voos para a Ásia cancelados por um estranho que usou dados publicados em suas redes sociais. A companhia Qantas refez a reserva sem cobrar novas taxas, mas a jovem alerta sobre os riscos de compartilhar informações pessoais na interne

    A irlandesa Melissa Doherty, de 26 anos, viveu um pesadelo depois de ter sua viagem dos sonhos cancelada por um desconhecido, que usou informações publicadas por ela nas redes sociais para anular suas passagens sem autorização.

    Morando na Austrália há dois anos, Melissa havia planejado uma longa viagem pela Ásia ao lado do namorado, Adam, antes de voltar à Irlanda. O casal partiria de Cairns com destino a Cingapura, em voos da companhia Qantas, e dali seguiria para outros países. Animada com os planos, a jovem compartilhou os bilhetes e o roteiro com seus três mil seguidores no TikTok.

    Pouco depois da publicação, ela recebeu um e-mail da companhia aérea informando o cancelamento das passagens. Sem entender o motivo, Melissa entrou em contato com a Qantas e descobriu que alguém havia se passado por ela para solicitar o reembolso. O responsável teria usado o código da reserva e o sobrenome, visíveis no vídeo publicado, para conseguir cancelar o voo por telefone.

    “Postei um vídeo inocente, mostrando algo que me deixava feliz. Não imaginei que alguém fosse tão cruel a ponto de fazer isso”, contou Melissa em entrevista ao Daily Mail. “Era a viagem que eu esperava a vida toda. De repente, recebo um e-mail dizendo que o reembolso estava sendo processado.”

    A princípio, ela acreditou que a própria companhia havia cancelado o bilhete e devolveria o valor integral. No entanto, o reembolso foi parcial — apenas US$ 800 dos US$ 1.200 pagos — o que levantou suspeitas. “Quando liguei para a Qantas, disseram que eu mesma tinha feito o cancelamento. Fiquei em choque. Por que eu faria isso dias depois de comprar as passagens?”, relatou.

    A empresa confirmou que o pedido havia sido feito por telefone e não pela internet. Com isso, concluiu-se que uma terceira pessoa utilizou as informações visíveis no vídeo para anular a reserva e solicitar o reembolso. Melissa acredita que o ato pode ter sido motivado por inveja ou maldade gratuita.

    “Sei que errei ao mostrar os dados, mas nunca pensei que alguém fosse capaz de algo assim. As pessoas podem me culpar, mas quero alertar outras pessoas: não compartilhem informações de viagem nas redes sociais”, afirmou.

    Diante da repercussão do caso, a Qantas refez a reserva do voo sem cobrar novas taxas, permitindo que Melissa e o namorado sigam com os planos originais. Ainda assim, ela diz se sentir insegura e decepcionada. “A internet pode ser um lugar muito cruel. Espero que minha história sirva de lição para outros.”

    Influencer tem viagem dos sonhos cancelada após expor passagens online

  • Democratas vencem eleições nos EUA e impõem derrota a Donald Trump

    Democratas vencem eleições nos EUA e impõem derrota a Donald Trump

    Democratas conquistaram vitórias importantes em Nova York, Virgínia e Nova Jérsei, enfraquecendo o apoio de Donald Trump a candidatos republicanos. Zohran Mamdani fez história ao se tornar o primeiro prefeito muçulmano e mais jovem da história de Nova York, enquanto duas mulheres venceram governos estaduais

    Os eleitores norte-americanos deram amplo apoio aos democratas nas eleições desta terça-feira (4), em disputas que incluíram os cargos de prefeito de Nova York e de governador da Virgínia e de Nova Jérsei. O resultado foi um revés para os republicanos, mesmo com o apoio direto do ex-presidente Donald Trump aos seus candidatos.

    Enquanto líderes democratas comemoraram o desempenho como uma vitória política sobre Trump, o ex-presidente reagiu rapidamente nas redes sociais.

    “TRUMP NÃO ESTAVA NA CÉDULA ELEITORAL e a paralisação do governo federal causada pelo impasse orçamentário FORAM AS DUAS RAZÕES PELAS QUAIS OS REPUBLICANOS PERDERAM ESTA NOITE”, escreveu Trump, em letras maiúsculas, na plataforma Truth Social, de sua própria empresa.
    Vitória histórica em Nova York
    Em uma das eleições mais disputadas da história da cidade, Zohran Mamdani, de 34 anos, foi eleito prefeito de Nova York, superando o ex-governador Andrew Cuomo e o republicano Curtis Sliwa. A vitória marca um momento histórico: Mamdani é o primeiro prefeito muçulmano, o primeiro de origem sul-asiática e o primeiro nascido na África a governar a maior metrópole dos Estados Unidos.

    O político também se torna o prefeito mais jovem da cidade em mais de um século, assumindo o cargo em 1º de janeiro de 2026.

    A governadora de Nova York, Kathy Hochul, parabenizou o novo prefeito no X (antigo Twitter):

    “Estou ansiosa para trabalhar com Mamdani para tornar nossa cidade mais acessível e habitável.”
    Segundo o Conselho Eleitoral da cidade, mais de dois milhões de eleitores participaram da eleição — o maior número em mais de 50 anos. Com cerca de 90% dos votos apurados, Mamdani mantinha vantagem de nove pontos percentuais sobre Cuomo.

    A vitória do jovem prefeito é vista como um impulso à ala progressista do Partido Democrata, que vem defendendo a escolha de candidatos mais à esquerda em vez de nomes centristas para reconquistar o apoio de eleitores desiludidos.

    Mulheres fazem história na Virgínia e em Nova Jérsei
    Na Virgínia, a democrata Abigail Spanberger foi eleita governadora, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Sua vitória ocorre em meio ao descontentamento de servidores federais afetados por cortes orçamentários e demissões em massa.

    Já em Nova Jérsei, onde Trump apoiou o republicano Jack Ciattarelli, os eleitores optaram novamente pelos democratas e elegeram a congressista Mikie Sherrill. Ex-piloto de helicóptero da Marinha e parlamentar por quatro mandatos, Sherrill definiu sua vitória como um “referendo contra Trump” e suas políticas em áreas como saúde, imigração e economia.

    “Aqui em Nova Jérsei estamos determinados a lutar por um futuro diferente para nossos filhos”, afirmou durante o discurso da vitória. “Sabemos o quanto a liberdade é importante — e que ninguém está seguro quando nossos vizinhos são atacados ou quando a lei e a Constituição são ignoradas.”

    Democratas vencem eleições nos EUA e impõem derrota a Donald Trump

  • Funcionário de aeroporto assiste incrédulo à queda de avião nos EUA; veja

    Funcionário de aeroporto assiste incrédulo à queda de avião nos EUA; veja

    Funcionário da zona industrial, onde avião da UPS caiu, assistiu à queda do aeronave. A sua reação ficou registrada em vídeo, que pode ver em seguida.

    Um avião de carga caiu nesta terça-feira (4) em Louisville, no estado americano de Kentucky, pouco depois da decolagem. A aeronave, pertencente à empresa de logística UPS (United Parcel Service), caiu em uma área industrial próxima ao aeroporto da cidade e provocou uma grande explosão.

    O acidente, registrado em vídeo, mostra o momento em que o avião perde altitude e cai, seguido de uma enorme coluna de fumaça preta. Funcionários que estavam no local reagiram em choque ao ver a tragédia acontecer diante dos próprios olhos.

    De acordo com a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), o voo 2976 da UPS decolou por volta das 17h15 (19h15 no horário de Brasília) e tinha como destino Honolulu, no Havaí. A aeronave, um McDonnell Douglas MD-11, transportava cerca de 50 mil galões de combustível de aviação.

    O avião caiu próximo ao cruzamento da Fern Valley Road com a Grade Lane, na região sul do aeroporto, e atingiu uma fábrica de reciclagem de petróleo localizada a cerca de cinco quilômetros da pista. O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, que levou horas para ser controlado por dezenas de bombeiros e equipes de emergência.

    Segundo as autoridades locais, sete pessoas morreram — três tripulantes que estavam a bordo e quatro pessoas que estavam em solo. Outras 11 ficaram feridas, algumas em estado grave, segundo informou o governador do Kentucky, Andy Beshear.

    O aeroporto foi fechado após o acidente e as operações devem ser retomadas apenas nesta quarta-feira (5). O maior centro de distribuição da UPS está localizado em Louisville, emprega milhares de pessoas e processa cerca de 400 mil encomendas por hora.

    A empresa confirmou o acidente em nota e afirmou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) vai investigar as causas da queda.

    Funcionário de aeroporto assiste incrédulo à queda de avião nos EUA; veja

  • Avião de carga da UPS cai nos EUA e deixa ao menos sete mortos

    Avião de carga da UPS cai nos EUA e deixa ao menos sete mortos

    Um avião de carga da UPS caiu pouco após decolar do aeroporto de Louisville, no Kentucky, na noite de terça-feira (4). O acidente deixou ao menos sete mortos e 11 feridos. A aeronave seguia para o Havaí. Autoridades investigam as causas da tragédia

    Um avião de carga caiu pouco depois da decolagem no Aeroporto de Louisville, em Kentucky, na região centro-leste dos Estados Unidos, deixando pelo menos sete mortos e 11 feridos, segundo autoridades norte-americanas.

    “O voo 2976 da UPS caiu por volta das 18h15 (horário de Brasília) desta terça-feira”, informou a Administração Federal de Aviação (FAA). A aeronave, um McDonnell Douglas MD-11, tinha como destino o Havaí.

    Imagens publicadas nas redes sociais mostram uma grande coluna de fumaça preta subindo do local do acidente, ocorrido no cruzamento das avenidas Fern Valley Road e Grade Lane, na parte sul do aeroporto.

    A polícia de Louisville confirmou que havia destroços e fogo intenso na área e pediu para que a população evitasse a região. Quatro das vítimas fatais não estavam a bordo do avião, informaram as autoridades.

    Entre os 11 feridos, alguns estão em estado grave, segundo o governador do Kentucky, Andy Beshear. “Qualquer pessoa que tenha visto as imagens ou os vídeos sabe o quão violento foi esse acidente”, declarou.

    Uma empresa de reciclagem de petróleo, a Kentucky Petroleum Recycling, foi atingida diretamente, e uma fábrica de autopeças próxima também sofreu danos.

    Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos três tripulantes que estavam a bordo. O avião foi fabricado em 1991.

    O aeroporto foi fechado, e a previsão é de que as operações sejam retomadas apenas na manhã desta quarta-feira (5). “Ainda não sabemos quanto tempo levará para que a área seja considerada segura”, disse o chefe da polícia de Louisville, Paul Humphrey.

    A UPS confirmou o acidente e informou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) conduzirá a investigação. O centro de distribuição da empresa em Louisville, o maior do mundo, suspendeu temporariamente suas operações. A unidade emprega milhares de funcionários, realiza cerca de 300 voos diários e processa mais de 400 mil encomendas por hora.
     
     

    Avião de carga da UPS cai nos EUA e deixa ao menos sete mortos

  • Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

    Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

    Tempestade causou ao menos 76 mortes na região, incluindo 32 na Jamaica, e provocou inundações e destruição pelo Caribe; EUA anunciaram ajuda humanitária a Cuba; regime criticou gesto e pediu fim de bloqueio econômico

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O furacão Melissa deixou pelo menos 43 mortos no Haiti, informaram autoridades locais nesta terça-feira (4), o que eleva a 76 o número de mortes em decorrência da passagem de uma das piores tempestades do século pelo Caribe.

    O fenômeno devastou regiões inteiras da Jamaica e provocou inundações no Haiti e em Cuba durante sua trajetória de vários dias pela região. Na Jamaica, o furacão deixou ao menos 32 mortos, embora o governo do país tenha afirmado nesta segunda que o balanço deve aumentar.

    Além dos 43 mortos, o furacão deixou outros 13 desaparecidos no Haiti, segundo um documento da Defesa Civil local enviado à agência de notícias AFP. As autoridades haitianas decretaram três dias de luto nacional.

    No último domingo (2), os Estados Unidos anunciaram uma ajuda humanitária de US$ 3 milhões (mais de R$ 16 milhões) para os cubanos afetados pelo furacão, que devastou várias províncias do leste da ilha. “Os EUA estão coordenando com a Igreja Católica a distribuição de ajuda humanitária”, anunciou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano na rede social X.

    No passado, a instituição religiosa atuou com frequência como mediadora entre os dois adversários ideológicos. Além dos EUA, Venezuela, México e agências da ONU também enviaram ajuda a Cuba.

    O regime cubano, que deslocou preventivamente mais de 700 mil pessoas, não reportou vítimas até o momento. No entanto, várias províncias do leste da ilha sofreram danos consideráveis, como desabamentos de casas, cortes de energia elétrica e devastação de colheitas.

    A ação americana não foi vista com bons olhos pelo regime. “Se fosse sincera a vontade desse governo de apoiar o nosso povo, teriam levantando sem condições o bloqueio criminoso e eliminado [nosso país] da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, onde nunca deveríamos ter estado”, afirmou o membro do Partido Comunista de Cuba Roberto Morales Ojeda, para quem a oferta americana foi indigna.

    No sábado (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo “à mobilização de recursos maciços para enfrentar perdas e danos causados pelo furacão”, segundo seu porta-voz.

    No restante do Caribe, os EUA mobilizaram equipes de ajuda humanitária em República Dominicana, Bahamas, Haiti e Jamaica.

    Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

  • Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

    Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal

    Americano pondera entre bombardeios, envio de grupo de operações especiais ou invasão, mas teme fracasso; governo busca justificativa jurídica para driblar Congresso ao realizar ações sem declarar guerra

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda uma série de ações possíveis para a Venezuela, o que inclui a possibilidade de ataques contra alvos militares da ditadura de Nicolás Maduro e a tomada de controle de campos de produção de petróleo, de acordo com uma série de autoridades do governo americano ouvidas pelo jornal The New York Times.

    O republicano, no entanto, teme os riscos de uma operação fracassada que coloque em risco tropas americanas, e ainda busca uma justificativa legal para ações que vão além dos ataques a embarcações no mar do Caribe e no oceano Pacífico.

    Trump, segundo as pessoas ouvidas pelo jornal americano, não tomou nenhuma decisão ainda, mas assessores próximos pedem inclusive que ele ordene operações para derrubar Maduro.

    No domingo (2), o presidente americano disse duvidar de uma guerra com a Venezuela, mas, ao ser questionado sobre a queda do ditador em um futuro próximo, respondeu: “Eu diria que sim. Acho que sim, sim”.

    Os principais nomes da gestão do republicano que pressionam por uma posição mais agressiva seriam o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-chefe de gabinete e conselheiro de segurança interna, Stephen Miller.

    Outros assessores têm buscado o Departamento de Justiça para que o governo elabore uma tese jurídica que drible a necessidade de aprovação do Congresso ou de uma declaração de guerra para qualquer ação mais incisiva contra o regime venezuelano.

    “O presidente Trump tem sido claro em sua mensagem a Maduro: pare de mandar drogas e criminosos para nosso país. O presidente deixou claro que ele vai continuar a atacar narcoterroristas traficando drogas ilícitas -qualquer coisa além disso é especulação e deve ser tratada como tal”, afirmou Anna Kelly, uma porta-voz da Casa Branca.

    Trump autorizou recentemente a CIA, a agência americana de inteligência, a operar em solo venezuelano, o que envolve uma gama de ações possíveis, desde operações de informação e instigação de oposição a Maduro até atos de sabotagem ao regime e a prisão do ditador.

    Há, porém, a avaliação de que, se medidas do tipo funcionassem de fato, já teriam sido tomadas pelo governo americano, motivo pelo qual assessores mais agressivos e o próprio Trump cogitam ações militares.

    As opções na mesa envolvem bombardeios contra instalações militares, com o intuito de reduzir o apoio militar a Maduro e fazer com que o autocrata fuja ou fique mais vulnerável à captura. Críticos dessa abordagem, segundo o New York Times, afirmam que a estratégia pode ter o efeito oposto de aprofundar o apoio ao ditador.

    Além disso, cogita-se, ainda segundo as fontes ouvidas pelo jornal americano, o envio de um grupo de ações especiais para capturar ou matar Maduro, e uma terceira opção de invadir e controlar aeroportos e alguns campos de produção de petróleo.

    Os riscos dessas ações para as tropas envolvidas, por outro lado, sugerem que operações envolvendo drones e armamentos disparados das forças posicionadas no Caribe devem ser a preferência de Trump, em particular depois da chegada do USS Gerald Ford à região.

    Maduro é acusado nos EUA de ligações com o narcotráfico, algo que o ditador nega. A gestão Trump o considera também líder do chamado Cartel de los Soles, uma suposta organização narcotraficante que envolveria a alta cúpula política e militar do regime. A existência do cartel carece de evidências públicas.

    De todo modo, é sob esse argumento que a pressão americana na região tem operado. Já são mais de 60 mortos em ao menos 15 ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Caribe e no oceano Pacífico. Washington não tem fornecido evidências de que os barcos e tripulantes transportavam de fato drogas.

    Nas próximas semanas, o maior porta-aviões do mundo deve chegar ao Caribe. O USS Gerald Ford, com capacidade para dezenas de aeronaves e milhares de tripulantes, se junta a uma série de outros navios de guerra mobilizados pelos EUA na região e a tropas posicionadas em Porto Rico.

    Governo Trump já elaborou planos para derrubar Maduro e tomar petróleo da Venezuela, diz jornal