Categoria: MUNDO

  • Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A tumba do faraó Tutancâmon, no Vale dos Reis, em Luxor, está em seu estado mais frágil desde a descoberta, em 1922. Um estudo da Universidade do Cairo revela que rachaduras se espalham pelos tetos, enquanto a umidade e fungos corroem lentamente os murais de 3.300 anos.

    Alerta foi publicado em maio de 2025 na revista científica Nature. O autor, professor Sayed Hemeda, da Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, afirma que o local “tem sido submetido a impactos de longo prazo, tanto por enxurradas repentinas quanto por uma falha geológica principal”. Segundo ele, essas forças “têm causado diferentes graus de instabilidade e danos, que vêm piorando com o tempo”.

    Feita de xisto de Esna, rocha que se expande e contrai com a umidade, a tumba sofre com o avanço da umidade e da pressão interna. A pesquisa identificou uma falha estrutural que atravessa o teto da entrada e das câmaras funerárias, permitindo a infiltração de água da chuva. Essa fissura é o ponto crítico da instabilidade.

    “O túmulo desenvolveu uma falha que atravessa o teto da entrada e das câmaras funerárias. Essa rede de rachaduras permite que a água da chuva penetre, corroendo e comprometendo a integridade do local”, disse Hemeda, ao Daily Mail.

    Em 1994, uma enchente histórica submergiu várias tumbas do Vale dos Reis. As águas invadiram a tumba de Tutancâmon, elevaram a umidade e provocaram a proliferação de fungos. Desde então, a integridade estrutural do local se deteriora de forma contínua.

    Hemeda alertou que, embora o colapso total “não deva ocorrer tão cedo”, o dano acumulado pode comprometer a tumba antes do esperado. “Há riscos atuais e futuros que afetarão sua integridade estrutural a longo prazo, e o túmulo talvez não dure mais milhares de anos, como foi construído para durar”, afirmou ao Daily Mail.

    SIMULAÇÕES REVELAM RISCO

    As simulações realizadas pelo professor Sayed Hemeda revelam que o teto da câmara funerária está sob enorme pressão. A estrutura apresenta deformações e rachaduras milimétricas, resultado do peso das montanhas acima e da expansão do xisto com a umidade. Segundo o estudo, a tensão acumulada é tão grande que pode provocar novas fraturas se não houver intervenção.

    Umidade resultante das enxurradas tem reduzido a resistência do xisto. Isso favorece delaminações e descascamentos nas paredes.

    “O descolamento dos tetos da antecâmara e da câmara funerária é resultado da combinação entre o enfraquecimento do xisto pela água e o esforço desigual nas camadas inferiores”, disse Sayed Hemeda, na Nature.

    MEDIDAS URGENTES

    O pesquisador recomenda medidas imediatas para conter o avanço das fissuras. “O estudo conclui que reduzir as flutuações de umidade é essencial. Isso pode ser feito controlando a circulação de ar dentro e ao redor da tumba.”

    Plano técnico de conservação permanente é necessário. “As tumbas reais no Vale dos Reis exigem uma intervenção urgente e estudos científicos precisos para analisar os riscos e como mitigá-los”, declarou ao Daily Mail.

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

  • Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

    Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

    Ao lado de seu aliado Viktor Orbán, americano afirma que guerra na Ucrânia não acaba porque Rússia não quer; americano promete a húngaro examinar exceção nas sanções para que país europeu compre petróleo russo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após cancelar um encontro com Vladimir Putin em Budapeste, o presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (7) que a realização da cúpula tem “uma chance muito boa” de acontecer -e ele quer que seja na capital húngara.

    Foi uma deferência a seu convidado na Casa Branca, o premiê Viktor Orbán, 15 anos ininterruptos no cargo na Hungria. Ele é um dos maiores aliados de Trump na Europa, e ambos nutrem admiração mútua pelo populismo de direita que defendem.

    “Sempre há uma chance, uma chance muito boa”, disse Trump a repórteres ao receber Orbán. Ao mesmo tempo, afetou fleuma: “Eu gostaria de manter [a reunião] na Hungria, em Budapeste. Aquele encontro eu não quis porque achei que nada significativo iria ocorrer. Mas se formos ter, quero que seja em Budapeste”.

    Em 16 de outubro, na véspera de receber Volodimir Zelenski em Washington, Trump recebeu uma longa chamada telefônica de Putin. O russo o convenceu a não fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk a Kiev e ambos marcaram uma cúpula para em até duas semanas, a segunda em pouco mais de dois meses.

    As conversas subsequentes entre seus chefes diplomáticos, Marco Rubio e Serguei Lavrov, fracassaram pelos motivos de sempre: em resumo, o russo quer concessões maximalistas de saída para aceitar um cessar-fogo, enquanto os ucranianos querem negociar após a trégua.

    O impacto do fracasso foi tão grande que começou a correr em Moscou um boato de Lavrov, no cargo desde 2004, seria demitido. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de pessoas ligadas ao Kremlin, não é fato, apesar do mal-estar. Nesta sexta, o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, negou a queda do ministro.

    “A guerra não acaba porque a Rússia não quer”, disse Trump a Orbán antes do almoço de trabalho entre eles, com a presença de jornalistas. Com efeito, Putin está jogando todas suas fichas na conquista da estratégica Pokrovsk, centro logístico das forças de Zelenski na região de Donetsk (leste), que foi invadida e está sob cerco.

    Orbán é o líder europeu mais próximo de Putin, e um crítico do governo de Kiev, a quem culpa pela guerra. Ao mesmo tempo, a Hungria é parte da União Europeia e da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, o que lhe vale acusações de traição por parte dos pares -isso fora medidas de erosão da democracia local e perseguição a minorias.

    Não na Casa Branca, onde suas política radicais contra imigração inspiraram as de Trump, que com efeito elogiou o premiê sobre o tema da imigração. Mais que isso, pareceu ávido a ouvir a principal demanda do húngaro: se excluído das sanções secundárias contra quem comprar petróleo das duas principais empresas russas, a Rosneft e a Lukoil.

    “Claro, nós vamos olhar isso, porque é muito difícil para ele conseguir óleo e gás de outras áreas. Como vocês sabem, eles não têm a vantagem de ter um mar. Então eles têm um problema difícil”, afirmou o americano.

    A Hungria é a principal cliente do petróleo russo na União Europeia, bloco que começou paulatinamente a restringir a compra do produto em dezembro de 2022, depois do começo da guerra. Em setembro, cerca de 2,5% do óleo cru e derivados que Moscou vende foram para o continente.

    Segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, de Helsinque, desse total de € 311 milhões, € 166 milhões foram para Budapeste. Os eslovacos, cujo atual governo também tem relações estáveis com Moscou, vêm logo a seguir com € 145 milhões.

    Orbán e Putin têm longa relação. O húngaro, que esteve no poder de 1998 a 2002 e, desde 2010, é o primeiro-ministro do seu país, se tornou um prócer do que ele mesmo chama de democracia iliberal -uma contradição em termos espelhada no modo com que Putin governa a Rússia.

    Nos meios conservadores e populistas, o húngaro é uma estrela. Seus contatos vão além dos EUA: na véspera do encontro com Trump, esteve com Eduardo Bolsonaro, o deputado federal filho do ex-presidente Jair que está em campanha contra autoridades brasileiras baseado nos EUA.

    O próprio Bolsonaro pai teve como precedente para ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica, algo anterior à condenação por tentativa de golpe pelo Supremo, o temor de fuga: em 2024, ele passou dois dias na indevassável embaixada da Hungria em Brasília.

    Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

  • Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Pedro Sánchez acredita que Europa cumprirá compromissos climáticos

    O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, elogiou nesta sexta-feira (7) o papel exercido pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém. O mandatário europeu disse, em coletiva de imprensa na Zona Azul, que o país sul-americano é um exemplo a ser seguido, por levar a sério os compromissos climáticos baseados na ciência.

    “A liderança do Brasil não é apenas inspiradora, mas também nos lembra de algo importante, que é de qual lado devemos estar. Do lado da razão, da ciência, e não do negacionismo e, portanto, do engano. Do lado da esperança diante do medo”, disse o presidente, que participa da Cúpula do Clima. O evento antecede a COP30 e reúne chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países.

    “Há dez anos, o mundo assinou um acordo muito importante, o Acordo de Paris, um pacto com o nosso próprio futuro como humanidade, um acordo que continua sendo a melhor ferramenta, o melhor instrumento que temos para enfrentar a emergência climática de forma solidária, eficaz e responsável. E hoje, mais do que nunca, precisamos retornar a esse espírito”, complementou. 
    Sánchez destacou os impactos da crise climática na Espanha e defendeu a urgência de implementar ações efetivas para evitar que esses eventos se repitam em todo o mundo.

    “Nos últimos 12 meses, vivenciamos inúmeras emergências climáticas: inundações, uma tempestade terrível, incêndios e ondas de calor sem precedentes. Até agora, nesta década, a emergência climática já ceifou mais de 20 mil vidas em nosso país”, disse Sánchez.

    “Tivemos consequências dramáticas neste verão, por exemplo, como a tempestade DANA [Depressão Isolada em Altos Níveis] em Valência. Trata-se também de um impacto econômico e social, pois muitos setores vitais foram afetados, como o turismo e o agronegócio em nosso país.”

    O presidente espanhol disse estar otimista com os resultados que poderão ser alcançados durante a COP30, desde que outros países sigam o caminho do multilateralismo. E não o exemplo isolacionista dos Estados Unidos.

    “A nova administração dos EUA está se retirando de grande parte da agenda multilateral. Acredito que, da perspectiva de outras potências, como a União Europeia, o compromisso é firme. Chegamos a um acordo para reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 e alcançar a neutralidade climática até 2050”, disse Sánchez.

    “Acredito que o que a Europa precisa fazer é o que a Espanha vem defendendo: abrir-se, criar e construir pontes com outras sociedades, com outros blocos regionais e, com sorte, sob a presidência brasileira, poderemos assinar esse importante acordo entre a União Europeia e o Mercosul”, acrescentou.

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

  • Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann foi considerada culpada pela Justiça, nesta sexta-feira (7), de assédio cometido contra os pais da menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007

    Nesta sexta-feira (7), Julia Wandelt, jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann, foi considerada culpada pela Justiça do Reino Unido por assédio aos pais da menina desaparecida na praia da Luz, em Portugal, em 2007.

    A jovem, que se declarou inocente, escondeu o rosto entre as mãos ao ouvir o veredito e chorou.

    A sentença poderá chegar a um máximo de seis meses de prisão, mas a BBC noticiou que Wandelt deverá ser deportada, já que a jovem deixou a Polônia e viajou até o Reino Unido, onde os McCann vivem.

    A cúmplice, Karen Spragg, uma sexagenária originária de Cardiff acusada de ter ajudado Wandelt, foi totalmente absolvida.

    Wandelt, de 24 anos, foi presa no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, em fevereiro, e foi acusada de quatro crimes de perseguição por ter telefonado e escrito repetidamente a Kate e Gerry McCann entre junho de 2022 e fevereiro de 2025, e de se ter deslocado à residência da família em Rothley, perto de Leicester, centro da Inglaterra. Foi também acusada de enviar mensagens através das redes sociais aos gêmeos, Sean e Amelie. 

    Após um julgamento de cinco semanas no tribunal criminal de Leicester, o júri absolveu Julia Wandelt da acusação de perseguição, que, na legislação britânica, corresponde ao ato de seguir alguém ou de se dirigir à sua casa de forma não solicitada e obsessiva, mas declarou-a culpada de assédio.

    Em 2023, Wandelt alegou no Instagram ser a menina desaparecida, mas um teste de DNA provou que não tinha qualquer ligação com a família.

    Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gêmeos, mais novos, em um apartamento de uma região turística, na Praia da Luz.

    Por que acredita Julia que é Maddie?

    Nos últimos dois anos, Julia alegava ser ela a menina britânica que desapareceu em Portugal. Em um dos seus testemunhos em tribunal, a jovem explicou quando e porque é que começaram a surgir as dúvidas quanto à sua própria identidade.

    “A minha mãe tem cabelo e olhos castanhos. O meu pai tem cabelo escuro, agora grisalho, mas era escuro, e olhos castanhos também”, disse Wandelt, que tem cabelo e olhos claros e cujas memórias, segundo a própria, só começaram a partir dos oito, nove anos.

    Apesar de pedir para ver as suas fotografias de infância, durante vários anos, Wandelt disse que os seus pais sempre se recusaram a mostrar-lhe as imagens e em uma época em que começou a acreditar ser adotada e ter pedido para fazerem um teste de DNA, este também lhe foi recusado.

    A jovem contou ainda em tribunal que foi abusada por um familiar idoso, e que o seu pai comentou com ela que esse homem, em tempos, chegou a raptar uma pessoa. Terá sido isto que levou à etapa seguinte da sua investigação: começar a verificar dados de base de pessoas desaparecidas, na procura por alguém com caraterísticas semelhantes às suas. E foi aí que encontrou a imagem de Maddie.

    Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

  • Mulher é morta por engano ao tentar limpar casa errada nos EUA

    Mulher é morta por engano ao tentar limpar casa errada nos EUA

    Maria Florinda Ríos Pérez, de 32 anos, foi baleada pelo dono de uma casa em Indiana após confundir o endereço onde faria um serviço de limpeza. O marido presenciou o crime. A polícia confirmou que o casal havia parado na residência errada por engano

    Uma mulher que trabalhava para uma empresa de limpeza doméstica foi morta na quarta-feira (6) após confundir o endereço onde prestaria serviço. Ao tentar entrar por engano em uma casa errada, ela foi atingida por um disparo feito pelo morador. O marido, que a acompanhava, presenciou toda a cena.

    Maria Florinda Ríos Pérez, de 32 anos, foi baleada por volta das 7h, em Whitestown, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Segundo o marido, o casal chegou à residência acreditando ser o local do trabalho de limpeza agendado. Enquanto ele procurava as chaves, Maria teria se impacientado, pegado as chaves de sua mão e se aproximado da porta.

    “Ela nem chegou a colocar a chave na fechadura”, contou o marido, relembrando o momento em que ouviu o disparo e viu Maria cair no chão.

    Enquanto o incidente ocorria, a central de emergência dos Estados Unidos recebeu uma ligação relatando uma possível tentativa de invasão na mesma casa. Quando a polícia chegou, encontrou a mulher já sem vida.

    A investigação concluiu que Maria Florinda foi confundida com uma invasora, mas o casal havia apenas se enganado de endereço. “Mais tarde, determinamos que as pessoas que tentaram entrar eram funcionários de uma empresa de limpeza que chegaram por engano à casa errada”, informou o Departamento de Polícia Metropolitana de Whitestown em comunicado. As autoridades ressaltaram que não há indícios de tentativa de invasão.

    “A perda de uma vida é sempre uma tragédia. Nossos corações e orações estão com todos os afetados”, acrescentou a polícia.

    O marido contou que o casal trabalhava com limpeza de residências havia sete meses e que, naquele dia, conferiu o endereço duas vezes antes de parar na casa errada. Eles têm quatro filhos, o mais novo com apenas 11 meses, que agora ficam sob os cuidados dele.

    “A única coisa que peço é justiça. Ele tirou a vida da minha esposa, e eu não consigo acreditar que isso seja humano”, declarou Mauricio Velázquez à emissora WRTV.

    A polícia segue investigando o caso.

    Mulher é morta por engano ao tentar limpar casa errada nos EUA

  • Coreia do Sul diz que Pyongyang lançou míssil balístico para mar do Japão

    Coreia do Sul diz que Pyongyang lançou míssil balístico para mar do Japão

    A Coreia do Norte realizou um novo teste de míssil balístico no mar do Japão, um dia após ameaçar retaliar as sanções impostas pelos Estados Unidos. O lançamento ocorre em meio à crescente tensão regional e ao fortalecimento militar entre Seul, Washington e Tóquio

    O Exército da Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira (6) que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico não identificado no mar do Japão, um dia depois de Pyongyang ameaçar retaliar contra as sanções impostas pelos Estados Unidos.

    De acordo com o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, o lançamento ocorreu por volta das 12h40 (horário local) e o projétil caiu no mar do Japão. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o tipo de míssil.

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, também confirmou o lançamento e informou que o míssil caiu fora da zona econômica exclusiva japonesa. “No momento, não há registros de danos”, afirmou em comunicado à imprensa.

    Na quinta-feira, a Coreia do Norte havia prometido “responder adequadamente” às sanções norte-americanas aplicadas contra indivíduos e empresas acusados de lavagem de dinheiro para financiar o programa nuclear do regime.

    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou oito pessoas e duas empresas por envolvimento em esquemas ilegais de transferências financeiras destinadas a sustentar o desenvolvimento de armas nucleares norte-coreanas.

    Nas últimas semanas, Pyongyang intensificou os testes de armamentos, incluindo o lançamento de supostos mísseis hipersônicos e de cruzeiro em outubro.

    O novo teste ocorre poucos dias após a visita do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, à Coreia do Sul para reuniões sobre segurança regional. Hegseth elogiou os planos de Seul de ampliar os investimentos militares diante das ameaças nucleares vindas do Norte.

    Desde o colapso das negociações com Donald Trump, em 2019, o líder norte-coreano Kim Jong-un se recusou a retomar o diálogo com Washington e Seul. Desde então, o país vem acelerando seu programa de armas e estreitando laços com a Rússia, enviando soldados e equipamentos para apoiar a guerra na Ucrânia.

    Atualmente, o arsenal de Kim inclui mísseis nucleares com capacidade para atingir o território continental dos Estados Unidos.

    Coreia do Sul diz que Pyongyang lançou míssil balístico para mar do Japão

  • Novo ataque aéreo dos EUA contra um navio faz três mortos no Caribe

    Novo ataque aéreo dos EUA contra um navio faz três mortos no Caribe

    Os Estados Unidos realizaram um novo ataque aéreo no mar do Caribe contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas, com três mortos. A ação, defendida por Donald Trump, reacende o debate no Congresso sobre a legalidade das operações e a escalada de tensão com a Venezuela

    Os Estados Unidos realizaram um novo ataque aéreo no mar do Caribe contra uma embarcação suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, resultando na morte de três pessoas, segundo anunciou o secretário de Defesa norte-americano.

    De acordo com Pete Hegseth, o ataque aconteceu em águas internacionais e teve como alvo uma embarcação operada por uma organização terrorista. Em publicação feita na rede social X, ele divulgou um vídeo de 20 segundos da operação e declarou que os ataques a embarcações de narcoterroristas continuarão até que o envenenamento do povo norte-americano cesse.

    Com essa ação, o número de mortos em operações semelhantes realizadas pelos Estados Unidos chegou a 70, em um total de 17 ataques desde o início da campanha.

    Na quarta-feira, o presidente Donald Trump defendeu publicamente as ofensivas durante um discurso no Fórum Empresarial Americano. Segundo ele, cada ataque salva 25 mil vidas norte-americanas das consequências do tráfico de drogas.

    Hegseth e o secretário de Estado, Marco Rubio, também informaram um grupo de líderes do Congresso sobre a campanha militar, apresentando detalhes da estratégia e da justificativa legal por trás das ações.

    Enquanto republicanos expressaram apoio ou mantiveram silêncio sobre o tema, parlamentares democratas cobraram mais transparência sobre os ataques e questionaram a legalidade das ações, que, segundo críticos, podem violar o direito internacional por resultarem na morte de supostos traficantes em alto-mar.

    No mesmo dia, o Senado norte-americano, de maioria republicana, rejeitou uma proposta que limitaria o poder de Trump de ordenar ataques contra a Venezuela. A iniciativa havia sido apresentada pelos democratas, que pedem maior controle do Congresso sobre as operações militares conduzidas pelo governo.

    Durante o Fórum Empresarial, a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, manifestou apoio à estratégia norte-americana. Ela afirmou que Maduro começou essa guerra e o presidente Trump está terminando.

    Segundo ela, a estratégia do presidente Trump contra essa estrutura criminosa e narcoterrorista é absolutamente correta, porque Nicolás Maduro não é um chefe de Estado legítimo, mas o líder de uma rede narcoterrorista que trava uma guerra contra o povo venezuelano.
     
     

     

     

    Novo ataque aéreo dos EUA contra um navio faz três mortos no Caribe

  • Candidatas abandonam Miss Universo após mexicana ser humilhada

    Candidatas abandonam Miss Universo após mexicana ser humilhada

    Durante reunião em hotel na Tailândia, o diretor do Miss Universo chamou a candidata do México de “burra” e mandou que ela se calasse. A reação em cadeia levou outras participantes a abandonarem o evento, e o responsável acabou afastado do cargo após forte repercussão

    Um vídeo divulgado sobre os bastidores do Miss Universo está dando o que falar! O diretor do concurso na Tailândia repreendeu a candidata do México, afirmando que se tem uma voz devia calá-la, caso quisesse vencer o concurso. Tudo aconteceu durante um encontro promovido pela organização do concurso, em um hotel em Bangkok, na Tailândia. O homem acabou sendo afastado do cargo.

    No momento em questão, as candidatas estavam reunidas e Nawat Itsaragrisil surge chamando Fatima Bosch (Miss México) de ‘burra’. Em seguida, as outras candidatas ao Miss Universo abandonaram um dos eventos do concurso indignadas com a situação.

    O diretor alegou que decidiu repreender a candidata mexicana por considerar que ela estava tendo um comportamento desrespeitoso. Nawat Itsaragrisil chamou a candidata do México, para a  questionar sobre o fato dela não querer participar de uma publicidade sobre o país onde se realizava o evento, a Tailândia. “Acho que isso não é bom para você”, afirmou.

    Quando ela tentou se defender-, o homem disse que deveria se calar chegando a dizer que estava sendo mal-educada e a desrespeitá-lo. Mais tarde ameaçou mesmo chamar um segurança para a tirar da sala.

    Nesse momento, todas as concorrentes, incluindo a vencedora do concurso do ano passado, levantaram-se e começaram a sair da sala, apesar das ameaças do homem.

    Já no exterior, a Miss Universo 2024, Victoria Theilvig, em solidariedade para com a colega, considerou que a situação não era correta.

    “Isto é sobre os direitos das mulheres”, começou afirmando ao sair da sala, considerando que “criticar uma mulher” desta forma “vai para lá do “desrespeitoso”. “É algo que para mim, enquanto pessoa, não concordo”, afirmou, afastando-se depois do local para espanto dos muitos jornalistas.

    Também com ela, vieram todas as outras concorrentes, que perante o tom autoritário do dono do concurso, consideraram que a melhor forma de mostrar o seu descontentamento seria deixá-lo sozinho na sala.

    O momento registrado em vídeo pode ser visto acima.

    A candidata do México, após o confronto, falou com os jornalistas, para criticar a atitude do diretor do concurso. “O que o diretor acabou de fazer é desrespeitoso. Não foi justo”, considerou Fátima Bosch, disparando ainda: “Nada pode calar a nossa voz”.

    Depois, Nawat Itsaragrisil falou novamente sobre o caso. Em um vídeo compartilhado nas suas redes sociais, o homem pediu desculpa se magoou alguém, mas lembrou que na sala estavam várias dezenas mulheres, tendo se dirigido apenas a uma delas.

    Lembrou ainda o seu trabalho intenso para garantir que todo o concurso decorresse com normalidade, o que inclui muito trabalho, e lamentou que às vezes as coisas não corram tão bem como o planejado.

    Apesar do pedido de desculpas, o mal já estava feito e o diretor geral do Miss Universo, Raul Rocha Cantú, acabou afastando o diretor da organização.

    “O que Nawat fez é inaceitável. A Miss Universo é uma plataforma para empoderar as mulher, não para humilhá-las”, disse.

    O concurso realiza-se este ano na Tailândia e decorre entre 19 e 21 de novembro.

    Candidatas abandonam Miss Universo após mexicana ser humilhada

  • Milei cai em fake news e comemora convite falso para cantar com AC/DC

    Milei cai em fake news e comemora convite falso para cantar com AC/DC

    O presidente compartilhou nas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o AC/DC havia o convidado para cantar com a banda no estádio do River Plate, palco do show na Argentina

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Argentina, Javier Milei, foi vítima de uma fake news envolvendo a banda AC/DC, que tem show marcado no país para março do ano que vem. As informações são do jornal argentino Clarín.

    Javier Milei compartilhou nas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o AC/DC havia o convidado para cantar com a banda no estádio do River Plate, palco do show na Argentina. O post compartilhado por um internauta ainda continha a seguinte frase: “Me preparei a vida toda para ver o Javo cantar Thunderstruck”, fazendo referência ao presidente, que tem Javo como um de seus apelidos, e a um dos clássicos do AC/DC, presente no álbum The Razors Edge (1990).

    “VAAAAAAAAMOOOOOO”, escreveu Milei em sua conta na rede social X. Embora o presidente tenha apagado sua publicação, o momento ‘fake news’ foi registrado pelos internautas argentinos. “Mal posso esperar para comprar os ingressos para ver o Javo, e de brinde ver o AC/DC”, brincou um deles em sua resposta no X, ainda com o post de Milei no ar.

    A fake news acontece uma pouco depois de Milei ter se arriscado como cantor de uma banda de rock em um show para 15 mil pessoas na Movistar Arena, em Buenos Aires. O evento contou com o lançamento de seu último livro, “La Construcción del Milagro”.

    A banda australiana volta à Argentina após 16 anos com a turnê “Power Up”, nomeada em homenagem ao seu mais recente álbum de estúdio. O show acontece em 23 de março, quase um mês após a apresentação no Brasil, marcada para 24 de fevereiro, no estádio do Morumbi.

    Milei cai em fake news e comemora convite falso para cantar com AC/DC

  • Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

    Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

    Iniciativa foi lançada durante a COP30, em Belém; países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço

    A sigla TFFF vem de Tropical Forest Forever Facility, batizado em português de Fundo Florestas Tropicais Para Sempre. Trata-se de um modelo de financiamento que vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais que trabalhem pela preservação dessas áreas. 

    Entre eles estão: 

    • Brasil, 
    • Colômbia, 
    • Peru, 
    • Indonésia, 
    • República Democrática do Congo e 
    • Gana.

    Na prática, países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Eles só receberão os valores após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos. 

    Da mesma forma, haverá deduções para cada hectare desmatado ou degradado. 

    A lógica do TFFF é a de que as florestas tropicais regulam o clima global, fornecem água doce e abrigam uma biodiversidade valiosa que impacta a vida de todos ao redor do planeta e a própria sobrevivência da humanidade – e geram benefício não apenas para o território em que se encontram. 

    Por isso, a ideia é que os países que trabalham pela preservação sejam recompensados financeiramente, uma vez que os benefícios da floresta em pé são usufruídos por todo o planeta.  

    O TFFF já está em funcionamento? A ideia foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, na COP 28 em Dubai, e passa a funcionar neste ano, a partir do lançamento oficial durante a  Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém. 

    O Brasil fez o primeiro aporte de US$ 1 bilhão para o fundo durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro.  O TFF está movimentando os debates da Cúpula do Clima, em Belém, evento que reúne chefes de Estado e governos e precede os debates oficiais COP30.  

    Quem já doou para o TFFF? 

    Além do aporte inicial de US$ 1 bilhão feito pelo Brasil, no primeiro dia da Cúpula do Clima, em Belém, outros países anunciaram investimentos:

    • Noruega – US$3 bilhões
    • Indonésia – US$1 bilhão
    • França – US$500 milhões 

    Dessa forma, até esta data, o TFF já totaliza mais de US$ 5 bilhões.

    O fundo já conta com o apoio de cinco países com florestas tropicais (Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia), além de outros potenciais investidores como Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido. 

    Como ele funciona? 

    O TFFF se diferencia dos modelos tradicionais como os fundos que são alimentados por doações. Isso porque ele paga por resultados, em vez de financiar projetos e recompensar florestas em pé. 

    Além disso, prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações. 

    Quanto será investido no TFFF? 

    A proposta é que sejam captados, durante a COP20, US$ 25 bilhões por países investidores. Espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.  

    De acordo com o Ministério de Meio Ambiente (MMA), o objetivo é mobilizar cerca de US$ 4 bilhões por ano, a serem distribuídos entre os países com florestas tropicais. Esse valor representa, segundo o governo, de três a quatro vezes os orçamentos discricionários dos ministérios do Meio Ambiente dos principais países florestais. 

    Por isso, a avaliação é de que o TFFF pode ter um impacto transformador sobre as políticas nacionais de conservação florestal.

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