Categoria: MUNDO

  • Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

    Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

    Hamas diz que apenas 40% de ajuda humanitária acordada entrou em Gaza e acusa ainda Israel de ter detido 35 moradores palestinos no período

    O acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza completou um mês nesta segunda-feira (10) com 271 palestinos assassinados no período, informou o Hamas. Outras 622 pessoas ficaram feridas devido aos bombardeios e disparos, incluindo 221 crianças.

    “Entre os mártires, estavam 107 crianças, 39 mulheres e 9 idosos — o que significa que 58% eram crianças, mulheres e idosos — refletindo a política contínua da ocupação de assassinato sistemático contra civis desarmados”, disse o grupo por meio de nota publicada hoje.
    O grupo islâmico anunciou que apenas 40% da ajuda humanitária prevista no acordo entrou em Gaza no período. O documento previa a entrada de 600 caminhões por dia, sendo 50 caminhões-tanque de combustíveis. 

    “As entregas de ajuda efetivas não ultrapassaram 40% da quantidade acordada — menos de 200 caminhões por dia no primeiro mês —, enquanto as remessas comerciais constituíram 60%, parte das quais foi registrada falsamente como ajuda humanitária”, informou o grupo político-militar que atua em Gaza.

    O Hamas acusa ainda Israel de ter detido 35 moradores de Gaza no período, incluindo pescadores no mar, além de demolir casas dentro da linha amarela. “Essas demolições persistiram por um mês inteiro sem interrupção, causando destruição generalizada de propriedades civis”, completou a nota..

    Ao mesmo tempo, Israel vem acusando o Hamas de violação do cessar-fogo. A Força de Defesa de Israel (FDI) tem alegado que supostos terroristas vêm cruzando a linha amarela, ou mesmo realizando ataques, colocando em risco soltados do exército de Israel.

    “Dois terroristas foram identificados cruzando a Linha Amarela e se aproximando das tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) no sul da Faixa de Gaza, representando uma ameaça imediata”, informou a FDI na manhã desta segunda-feira.

    O Hamas nega qualquer violação do acordo.

    Ajuda humanitária

    O ajuda humanitária fornecida pela Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) continuaria a enfrentar bloqueios por Israel. Isso apesar do parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ) afirmando que Israel tem a obrigação de permitir que os suprimentos fornecidos pela UNRWA entre em Gaza.

    “Em violação direta do acordo, o regime de ocupação continua impedindo a entrada da assistência humanitária fornecida pela UNRWA, resultando no acúmulo de mais de 6.000 remessas de suprimentos essenciais”, informou o Hamas.

    Israel alega que a Agência da ONU fornece apoio ao Hamas, mas a CIJ avaliou que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não comprovou a acusação contra a entidade das Nações Unidas que foi proibida de operar em Israel.Segundo dados da ONU, foram entregues 3,2 mil caminhões com ajuda humanitária nesse um mês do acordo de cessar fogo, nenhum veículo era da UNRWA. 

    Apesar das restrições ainda impostas, a distribuição de refeições quentes, pão e cestas básicas tem aumentado gradualmente desde o início do cessar-fogo, informou o Escritório da ONU para Ajuda Humanitária (Ocha). 

    A entidade, por outro lado, reclama da falta de acesso seguro ao mar pelos pescadores, que continuam sem autorização para pesca. Além disso, a entrada de insumos agrícolas continua enfrentando restrições.

    “Desde o início do cessar-fogo, 23 pedidos de nove agências de ajuda humanitária para levar quase 4.000 paletes de suprimentos de abrigo urgentemente necessários para Gaza foram rejeitados pelas autoridades israelenses. Há 57 dias, nenhuma ajuda entrou diretamente no norte de Gaza por qualquer passagem norte”, informou a Ocha.

    Israel

    O governo de Tel Aviv reclama ainda a devolução dos restos mortais de quatro dos reféns feitos em 7 de outubro de 2023. O ministro da Defesa Israel Kartz acrescentou ainda que o objetivo é destruir todos os túneis do Hamas em Gaza.

    “Até que todos os reféns mortos sejam devolvidos e até que o último túnel seja cavado, continuaremos a agir com vigor para alcançar nossos objetivos em Gaza”, disse Kartz, acrescentando que Israel pretende ainda desmilitarizar Gaza completamente.

    O Hamas, por sua vez, argumenta que não foi possível encontrar os restos mortais de todos os reféns devido à destruição da infraestrutura de Gaza e à falta de equipamentos de escavação.

    “Apesar disso, o Movimento conseguiu localizar vinte e quatro (24) corpos dos vinte e oito (28) e, por meio de mediadores e da Cruz Vermelha, forneceu as coordenadas para a localização de outros corpos em áreas sob controle das forças de ocupação. O Movimento continua seus esforços intensivos para localizar os corpos restantes”, completou o grupo palestino.

    Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

  • Explosão perto do Forte Vermelho, em Nova Déli, mata ao menos 8, diz polícia

    Explosão perto do Forte Vermelho, em Nova Déli, mata ao menos 8, diz polícia

    Cerca de 20 pessoas ficaram feridas; construção do século 17 é visitada por turistas durante todo o ano. Ainda não está claro se incidente foi terrorismo, e ‘todos os ângulos’ estão sendo investigados, diz ministro do Interior

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma explosão perto do emblemático Forte Vermelho, em Nova Déli, matou ao menos oito pessoas e feriu cerca de 20 nesta segunda-feira (10), segundo autoridades da capital indiana. Trata-se de um raro incidente na cidade fortemente vigiada de mais de 30 milhões de habitantes.

    De acordo com a polícia local, a explosão ocorreu pouco antes das 19h locais (9h30 no Brasil) em um veículo que se movimentava em baixa velocidade e havia parado em um sinal vermelho. Pelo menos seis veículos e três riquixás, um meio de transporte típico da Índia que é puxado a pé, ficaram danificados.

    Segundo a emissora indiana NDTV, um proprietário anterior do carro, identificado apenas como Salman, foi preso -informação que a agência de notícias Reuters não pôde verificar imediatamente.

    Após o incidente, era possível ver corpos mutilados pela rua e de 30 a 40 ambulâncias, segundo um jornalista da Reuters. O hospital localizado nas proximidades foi isolado, e familiares angustiados se reuniram do lado de fora do prédio.

    Musarrat Ansari disse que seu irmão ficou ferido depois que um veículo em chamas colidiu com a motocicleta em que ele estava. “Ele me ligou e disse que tinha machucado a perna e que não conseguia andar”, declarou à AFP.

    Embora agências antiterrorismo estivessem no local, ainda não está claro se o episódio foi um atentado, e “todos os ângulos” estavam sendo investigados, segundo o ministro do Interior, Amit Shah. Mesmo assim, Mumbai, a capital financeira, Uttar Pradesh, estado vizinho de Nova Déli, e grandes estações ferroviárias em toda a Índia foram colocados em alerta máximo, informaram as autoridades.

    A embaixada americana em Déli emitiu um alerta de segurança para seus cidadãos, pedindo que evitassem multidões e áreas ao redor do Forte Vermelho e permanecessem alertas em locais frequentados por turistas.

    O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, manifestou solidariedade às famílias das vítimas. “Desejo uma rápida recuperação aos feridos. As autoridades estão prestando assistência aos afetados”, afirmou o líder.

    O Forte Vermelho, conhecido localmente como Lal Qila, é um vasto edifício da era Mughal do século 17. A construção, que mescla estilos arquitetônicos persas e indianos, é visitada por turistas durante todo o ano, e o primeiro-ministro discursa para a nação das muralhas do local todo 15 de agosto, dia da independência da Índia.

    Durante as décadas de 1980 e 1990, Déli foi alvo de explosões em locais públicos, como estações de ônibus e áreas de mercado lotadas, em ataques atribuídos a combatentes islâmicos e separatistas. O último grande incidente do tipo ocorreu em 2011, quando mais de dez pessoas morreram em uma explosão perto do Tribunal Superior de Déli.

    Explosão perto do Forte Vermelho, em Nova Déli, mata ao menos 8, diz polícia

  • Milei diz que Argentina receberá nova-iorquinos que fugirem do 'comunismo'

    Milei diz que Argentina receberá nova-iorquinos que fugirem do 'comunismo'

    Milei declarou que o novo prefeito, o autodeclarado socialista Zohran Mamdani, administrará Nova York sob “um regime comunista”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Após a vitória do autodeclarado socialista Zohran Mamdani, primeiro muçulmano eleito prefeito de Nova York, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que que os nova-iorquinos serão sempre “calorosamente” recebidos no país latino-americano, “se as coisas ficarem difíceis” na cidade.

    Milei declarou que o novo prefeito administrará Nova York sob “um regime comunista”. “Dedico estas palavras aos nova-iorquinos, que trilharam o caminho oposto ao da Argentina e agora viverão sob um partido comunista. Devem saber que, se as coisas ficarem difíceis, serão sempre calorosamente recebidos em nossa terra, caso busquem prosperar”, afirmou o líder argentino.

    Presidente argentino participou de evento nos EUA e falou sobre o conservadorismo. Declaração sobre o prefeito de Nova York ocorreu durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizada em Miami, na Flórida, na última sexta-feira (7). Milei citou o que chamou de “conquistas econômicas de seu governo” durante o seu discurso. “Nós nos dedicamos a impedir que a Argentina caísse no abismo “, disse.

    A vitória de Mamdani, 34, nas eleições municipais da cidade foi destaque internacional. Ele nasceu em Kampala, capital da Uganda, e se mudou para Nova York com os pais, de origem indiana, quando tinha 7 anos. Ele é deputado estadual pelo Queens desde 2018 e cumpria seu 3º mandato. No mesmo ano em que se elegeu parlamentar, ele se tornou cidadão norte-americano.

    Argentino agradeceu à comunidade internacional e elogiou Trump. O presidente dos EUA concedeu um raro auxílio de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 107,5 bilhões) ao governo Milei, antes das eleições legislativas do dia 26 de outubro. “Graças ao apoio inestimável demonstrado por nosso grande aliado, a Argentina resistiu aos ataques desestabilizadores e agora está no caminho para um futuro de prosperidade e crescimento, para tornar a Argentina grande novamente “, declarou o presidente.

    Milei dançou ao som de “Y.M.C.A.”, do grupo Village People, imitando a dança feita por Trump. Quando encerrou seu discurso, a música tradicional em eventos com a presença do republicano começou a tocar. Ele, então, dançou e imitou o presidente dos EUA.

    Milei diz que Argentina receberá nova-iorquinos que fugirem do 'comunismo'

  • Ex-Al Qaeda, líder da Síria se reúne com Trump na Casa Branca em encontro histórico

    Ex-Al Qaeda, líder da Síria se reúne com Trump na Casa Branca em encontro histórico

    Visita marca guinada radical nas relações entre os países e ocorre quase um ano após queda de Bashar al-Assad; Ahmed al-Sharaa tenta encerrar isolamento e atrair investimentos para reconstruir nação devastada por guerra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um encontro histórico, o líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, chegou à Casa Branca nesta segunda-feira (10) para se reunir com Donald Trump, quase um ano após a queda do ditador Bashar al-Assad. Ligado à Al Qaeda no passado, Sharaa tenta encerrar o isolamento internacional de seu país.

    A reunião em Washington ocorre seis meses após o primeiro contato entre os líderes, na Arábia Saudita, e poucos dias após o governo americano retirar Sharaa da lista de pessoas ligadas ao terrorismo. O gesto simbolizou a guinada radical na relação entre os dois países e também na trajetória pessoal do sírio, de 42 anos, que passou de combatente da organização terrorista a chefe de Estado reconhecido pelo Ocidente.

    Sharaa chegou ao poder em dezembro do ano passado, após seus combatentes lançarem uma ofensiva-relâmpago a partir do noroeste do país e derrubarem Assad, que controlou a Síria por mais de duas décadas. Desde então, o novo governo sírio se afastou dos antigos aliados Irã e Rússia e se reaproximou da Turquia, das monarquias do Golfo e dos EUA de Trump.

    Questões de segurança devem dominar o encontro desta segunda. Washington negocia um possível pacto de defesa entre Síria e Israel, que ainda vê com desconfiança o passado do novo líder sírio. Também há planos para o anúncio da entrada do país do Oriente Médio em uma coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico (EI).

    A visita ocorre ainda em um momento conturbado na Síria. Autoridades do país informaram que, nos últimos meses, dois complôs para assassinar Sharaa, atribuídos ao EI, foram frustrados. As tentativas evidenciariam os riscos que ele enfrenta ao tentar consolidar seu governo em um país devastado por 14 anos de guerra civil. No fim de semana, o Ministério do Interior lançou uma ampla operação contra células do grupo extremista, e mais de 70 suspeitos foram detidos.

    Trump afirmou na semana passada que “muito progresso foi feito” em relação à Síria e elogiou o novo líder. “Ele está fazendo um ótimo trabalho. É uma vizinhança difícil, e ele é um cara duro, mas nos damos muito bem”, disse o presidente americano.

    Depois do primeiro encontro entre os dois, em maio, Trump anunciou a suspensão das sanções impostas a Damasco. A retirada da pena é prioridade para Sharaa, que busca atrair investimentos estrangeiros para reconstruir o país. O Banco Mundial estima que a recuperação da Síria exigirá mais de US$ 200 bilhões.

    Internamente, o novo governo ainda enfrenta enormes desafios. Conflitos sectários recentes deixaram mais de 2,5 mil mortos desde a queda de Assad, o que levantou dúvidas sobre a capacidade de Sharaa de governar.

    A atenção de Washington à Síria ocorre enquanto o governo Trump tenta manter o cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza e avançar em seu plano de paz de 20 pontos para encerrar a guerra no território palestino, que já dura dois anos.

    A trajetória pessoal de Sharaa é, por si só, um retrato das mudanças na política síria. Ele se juntou à Al-Qaeda no Iraque após a invasão americana de 2003 e passou anos preso por forças dos EUA. De volta à Síria, tornou-se um dos líderes da insurgência contra Assad. Conhecido à época como Abu Mohammad al-Golani, foi designado como terrorista em 2013, mas rompeu com a Al-Qaeda em 2016 e consolidou sua influência no noroeste sírio.

    No fim de 2024, Washington retirou a recompensa de US$ 10 milhões por sua captura, e, na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU suspendeu as sanções contra ele e seu ministro do Interior, Anas Khattab. EUA e Reino Unido seguiram o mesmo caminho.

    “A visita de Sharaa a Washington simboliza uma mudança drástica. A Síria deixou de ser um satélite do Irã para integrar o campo liderado pelos EUA, e Sharaa passou de um procurado a parceiro na guerra ao terror”, afirmou Firas Maksad, diretor para Oriente Médio e Norte da África do Eurasia Group, à agência de notícias Reuters.

    “Muita coisa ainda pode dar errado, e há sérias preocupações sobre direitos individuais e das minorias, mas a primeira visita de um chefe de Estado sírio à Casa Branca é um momento de esperança de que o país esteja finalmente no caminho certo.”

    Ex-Al Qaeda, líder da Síria se reúne com Trump na Casa Branca em encontro histórico

  • EUA bombardeiam mais dois barcos no Pacífico e matam seis suspeitos

    EUA bombardeiam mais dois barcos no Pacífico e matam seis suspeitos

    Segundo o secretário de Guerra Pete Hegseth, os ataques, ordenados por Donald Trump, foram realizados em águas internacionais contra barcos supostamente ligados ao narcotráfico. Nenhum militar americano ficou ferido, e os EUA não apresentaram provas das acusações

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (10) que mais dois barcos foram bombardeados no Oceano Pacífico. No ataque, seis suspeitos foram mortos.

    Ataque ocorreu neste domingo (9) em região próxima à América Latina. Anúncio foi feito no X pelo secretário de Guerra americano, Pete Hegseth.

    Secretário do governo Trump afirmou que havia três homens a bordo de cada uma das embarcações. Os EUA acusam que os seis tinham envolvimento com o contrabando de drogas. “Nossos serviços de inteligência sabiam que essas embarcações estavam associadas ao contrabando de narcóticos ilícitos, transportavam narcóticos e transitavam por uma rota conhecida de tráfico de drogas no Pacífico Oriental”, escreveu Hegseth.

    Bombardeios foram autorizados pelo presidente dos EUA. “Sob ordens do presidente Trump foram realizados dois ataques cinéticos letais contra duas embarcações operadas por Organizações Terroristas Designadas”, acrescentou o secretário do governo Trump.

    “Ambos os ataques foram realizados em águas internacionais e havia três narcoterroristas do sexo masculino a bordo de cada embarcação. Todos os seis foram mortos. Nenhum militar americano ficou ferido. Sob a liderança do Presidente Trump, estamos protegendo a pátria e eliminando esses terroristas dos cartéis que desejam prejudicar nosso país e seu povo”, disse Pete Hegseth, secretário dos EUA.

    Com o último ataque, pelo menos 72 pessoas foram mortas pelos EUA nos últimos dois meses em operações. Foram 19 embarcações atacadas no período. Washington não divulgou provas de que seus alvos estivessem envolvidos com o tráfico de drogas ou representassem uma ameaça aos EUA. Em nenhum dos casos os suspeitos foram interceptados ou interrogados.

    O direito internacional não permite ataques contra pessoas que não ofereçam perigo iminente. A exceção se dá apenas quando se tratam de combatentes inimigos em um contexto de conflito armado -do contrário, seria apenas assassinato.

    Trump afirmou estar em guerra contra cartéis de drogas latino-americanos. Desde agosto, o republicano ordenou uma operação militar na região da América Latina contra esses grupos.

    EUA bombardeiam mais dois barcos no Pacífico e matam seis suspeitos

  • Justiça francesa autoriza libertação de Sarkozy após 20 dias preso

    Justiça francesa autoriza libertação de Sarkozy após 20 dias preso

    Ex-presidente da França deixará a prisão sob supervisão judicial, com restrições de contato e viagens, após ser condenado por financiamento ilegal da campanha de 2007 com recursos do regime líbio de Muammar Kadafi.

    O Tribunal de Paris aceitou o pedido de libertação de Nicolas Sarkozy, que deve deixar a prisão ainda nesta segunda-feira, após 20 dias detido.

    De acordo com a emissora BFMTV, o ex-presidente francês será libertado sob supervisão judicial, o que significa que precisará cumprir uma série de medidas determinadas pela Justiça. Ele está proibido de manter contato com pessoas ligadas ao processo, incluindo o ministro da Justiça, Gérald Darmanin.

    Na França, a supervisão judicial equivale ao termo de identidade e residência, mas inclui restrições adicionais, como a obrigação de se apresentar periodicamente às autoridades, a proibição de contato com determinadas pessoas ou de deixar o país.

    Sarkozy foi preso após ser condenado por envolvimento em um esquema de financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007, que teria recebido recursos do então líder líbio Muammar Kadafi.

    Durante a audiência, realizada por videoconferência nesta segunda-feira (10), o ex-presidente afirmou ser vítima de “manipulação” e descreveu o período de prisão como “muito difícil” e “um pesadelo”.

    O Ministério Público francês também se manifestou a favor da libertação sob supervisão judicial, reconhecendo que não há risco de fuga.

    Em setembro, o Tribunal Penal de Paris concluiu que Sarkozy tinha conhecimento de que seus assessores solicitaram financiamento ao regime líbio. Ele foi condenado a cinco anos de prisão, mas recorreu da sentença, alegando motivação política e “ódio pessoal”.

    Nicolas Sarkozy, que governou a França entre 2007 e 2012, tornou-se o primeiro ex-chefe de Estado francês e da União Europeia a ser efetivamente preso. Ele estava detido em uma cela individual de nove metros quadrados em uma prisão de segurança máxima em Paris.

    Justiça francesa autoriza libertação de Sarkozy após 20 dias preso

  • Toronto amanhece coberta de neve e ganha cenário de cartão de Natal

    Toronto amanhece coberta de neve e ganha cenário de cartão de Natal

    O primeiro grande nevão da temporada transformou a maior cidade do Canadá em uma paisagem branca e congelante. Meteorologistas registraram até 10 centímetros de neve e temperaturas que chegaram a -5°C, marcando a chegada antecipada do inverno no país

    A cidade de Toronto, no sul da província de Ontário, no Canadá, amanheceu coberta de branco neste domingo (9), criando uma paisagem digna de um cartão de Natal, mesmo ainda estando no outono.

    De acordo com meteorologistas, entre 2 e 10 centímetros de neve caíram ao longo do dia, o que pode ter atrapalhado os planos de fim de semana dos moradores. Ainda assim, as imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o encanto do primeiro grande nevão da temporada, que transformou as ruas e parques da cidade.

    As temperaturas oscilaram entre máxima de 1°C e mínima de -5°C. Antes da chegada da neve, a Polícia Provincial de Ontário usou as redes sociais para alertar os motoristas sobre a importância de trocar os pneus comuns pelos de inverno e redobrar a atenção nas estradas, mantendo distância segura e saindo de casa com antecedência.

    O inverno está chegando, queira a gente ou não, escreveu a corporação. Isso pode significar viagens mais lentas e condições mais desafiadoras para quem estiver dirigindo.

    Além dos pneus adequados, os agentes também recomendaram verificar o nível de fluido do para-brisa e apertar os parafusos das rodas antes de pegar a estrada.

    O fenômeno não se restringiu a Ontário. A província vizinha de Quebec também registrou seu primeiro grande nevão da estação. Em Montreal, a maior cidade da região, o acúmulo chegou a 10 centímetros, levando as autoridades a emitirem alertas para possíveis transtornos no trânsito durante a manhã de segunda-feira.
     

    Toronto amanhece coberta de neve e ganha cenário de cartão de Natal

  • Massacre em prisão do Equador deixa 31 mortos durante rebelião violenta

    Massacre em prisão do Equador deixa 31 mortos durante rebelião violenta

    Confrontos entre facções rivais em penitenciária de Machala, no sudoeste do Equador, deixaram 31 mortos e dezenas de feridos. As autoridades atribuem a violência à disputa entre grupos ligados ao tráfico e à transferência de presos para um novo presídio de segurança máxima no paí

    Trinta e uma pessoas morreram neste domingo /9) durante um dia de extrema violência em uma prisão na cidade de Machala, no sudoeste do Equador, segundo as autoridades penitenciárias do país.

    Os confrontos começaram na noite de sábado e se estenderam até a madrugada de domingo, deixando inicialmente quatro mortos em decorrência de tiros e explosões. Horas depois, outras 27 pessoas foram encontradas mortas, a maioria por asfixia.

    As prisões equatorianas vêm se tornando centros de operação de facções rivais ligadas ao tráfico de drogas. Desde 2021, os confrontos entre esses grupos já deixaram cerca de 500 mortos.

    Moradores próximos à penitenciária de Machala relataram ter ouvido disparos, explosões e pedidos de socorro vindos do interior do presídio por volta das 3h da manhã (horário local).

    O Serviço Nacional de Atenção Integral às Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI) informou que, além das vítimas fatais, 33 presos e um policial ficaram feridos. Sete pessoas foram presas durante a operação.

    Segundo o SNAI, a origem da rebelião estaria ligada à iminente transferência de alguns detentos para uma nova prisão de segurança máxima, construída pelo governo do presidente Daniel Noboa na província costeira de Santa Elena, que deve ser inaugurada ainda neste mês.

    Em um novo balanço, divulgado horas depois, as autoridades confirmaram a descoberta de mais 27 corpos em outro episódio de violência ocorrido dentro do complexo prisional. As mortes, em sua maioria causadas por asfixia provocada por terceiros, indicam casos de estrangulamento e enforcamento.

    No final de setembro, um confronto armado no mesmo presídio havia deixado 14 mortos, entre eles um agente penitenciário.

    Desde 2024, as forças armadas passaram a controlar o sistema prisional do país, após o governo declarar estado de conflito armado interno contra cerca de vinte organizações criminosas ligadas a cartéis internacionais. Em agosto, no entanto, o controle de oito dessas prisões, incluindo a de Machala, foi transferido novamente à polícia.

    O episódio mais violento já registrado no sistema prisional equatoriano ocorreu em 2021, quando mais de 100 presos foram assassinados em uma penitenciária de Guayaquil.
     
     

     

    Massacre em prisão do Equador deixa 31 mortos durante rebelião violenta

  • Cúpula atrasa início para incluir Lula em 'foto de família', na Colômbia

    Cúpula atrasa início para incluir Lula em 'foto de família', na Colômbia

    Em um bate-e-volta saindo de Belém neste domingo (9) e voltando ao Brasil no mesmo dia, Lula voará oito horas e 55 minutos para passar apenas três horas e 35 minutos na cidade caribenha de Santa Marta, onde acontece a cúpula. Fará um discurso com duração prevista de cinco minutos, no qual deve criticar a mobilização militar americana contra a Venezuela.

    ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
    SANTA MARTA, None (CBS NEWS) – Após anunciar de última hora sua participação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encurtou a viagem à Colômbia para participar da 4ª cúpula UE-Celac, entre representantes da União Europeia e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

    Em um bate-e-volta saindo de Belém neste domingo (9) e voltando ao Brasil no mesmo dia, Lula voará oito horas e 55 minutos para passar apenas três horas e 35 minutos na cidade caribenha de Santa Marta, onde acontece a cúpula. Fará um discurso com duração prevista de cinco minutos, no qual deve criticar a mobilização militar americana contra a Venezuela.

    Ao anunciar na semana passada sua participação, até então descartada, o presidente disse que a cúpula só faria sentido se discutisse os navios de guerra enviados ao Caribe pelo presidente americano, Donald Trump. A pauta de discussão do evento, marcado muito antes da atual crise entre Washington e Caracas, não menciona os EUA; inclui de forma vaga o tema “paz, segurança e prosperidade”.

    Lula pousou por volta das 11h35 (horário do Brasil), e não na noite de sábado, como anunciado antes, e chegou ao local da cúpula às 12h.

    Prevista para as 11h, a chamada “foto de família”, que retrata os líderes presentes, foi atrasada em mais de uma hora para evitar essa baixa relevante, já que o brasileiro era um dos poucos nomes de peso confirmados para o evento, esvaziado pelo temor de diversos países de entrarem na mira de Trump, que impôs sanções contra o presidente colombiano, Gustavo Petro.

    O governo da Colômbia confirmou dez governantes, incluindo o próprio anfitrião. Os primeiros-ministros da Espanha, Pedro Sánchez, e de Portugual, Luís Montenegro, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, são outros poucos nomes relevantes.

    Os principais líderes europeus -o presidente francês, Emmanuel Macron, os primeiros-ministros alemão, Friedrich Merz, e italiana, Giorgia Meloni, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen- ficaram de fora.

    O presidente argentino Javier Milei, nem sequer enviou um ministro de Estado. O Paraguai deve ser representado por seu vice-chanceler, e um funcionário menos graduado vai representar o Equador.

    Como comparação, na cúpula UE-Celac de 2023, em Bruxelas, na Bélgica, participaram quase 50 líderes latino-americanos e europeus -entre eles todos todos os 27 chefes de Estado e de governo da UE.

    Apesar do esperado discurso de Lula, a fragmentação política da Celac (que reúne os 33 países latino-americanos e caribenhos) torna extremamente improvável que o grupo costure uma posição de consenso contra a campanha de pressão militar americana contra o ditador Nicolás Maduro.

    Os EUA vêm bombardeando embarcações nas águas da América do Sul nos últimos meses, sob a acusação de que atuam para o tráfico de drogas venezuelano (sem que existam provas disso).

    Já foram mortas ao menos 66 pessoas nestes ataques, que aconteceram no Caribe e no oceano Pacífico. A ação militar, que envolve o envio de navios para o Caribe e caças para Porto Rico, é vista como forma de pressionar Maduro a deixar o poder. Trump afirma que o ditador venezuelano lidera uma rede de tráfico de drogas chamada Cartel de los Soles, cuja existência é contestada por especialistas.

    A Celac já enfrentou recentemente dificuldades para debater a concentração de forças militares dos Estados Unidos na região. No início de setembro, durante uma reunião virtual, os países da organização tentaram negociar um comunicado conjunto que expressava “profunda preocupação com o recente destacamento militar extrarregional” na América Latina e no Caribe.

    O texto também afirmava que a América Latina é uma zona de paz, regida por princípios como a solução pacífica de controvérsias e a proibição de ameaças de uso da força. Não havia na redação debatida qualquer referência direta a Trump ou aos EUA, mas mesmo assim países como Argentina, Paraguai, El Salvador e Peru, entre outros, optaram por não assiná-la.

    Cúpula atrasa início para incluir Lula em 'foto de família', na Colômbia

  • Japão emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 6,7 na costa

    Japão emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 6,7 na costa

    Tremor foi registrado às 17h03, no horário local (5h03 em Brasília). Seu epicentro foi próximo à costa de Sanriku, cerca de 590 km a norte de Tóquio. Não há relatos de feridos.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Japão emitiu um alerta de tsunami neste domingo (09), depois que um terremoto de magnitude 6,7 atingiu a costa nordeste do país.

    Tremor foi registrado às 17h03, no horário local (5h03 em Brasília). Seu epicentro foi próximo à costa de Sanriku, cerca de 590 km a norte de Tóquio. Não há relatos de feridos.

    Cidade de Ofunato, na província de Iwate, orientou a retirada de mais de 6.000 pessoas que moram na área costeira. Outros municípios também instruíram os moradores a evacuarem a região. São esperadas ondas de até um metro de altura, segundo a Agência Meteorológica do Japão. Ondas de tsunami já foram observadas na costa, informou a emissora estatal NHK.

    A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu para as pessoas deixarem a costa “imediatamente”. Em post no X, ela afirmou que o tsunami “poderá ser maior do que o esperado” e alertou para a “possibilidade de réplicas” do terremoto.

    A agência meteorológica do país também alertou para a possibilidade de ocorrerem terremotos de intensidade semelhante ou até maiores nos próximos dias. O órgão orientou as pessoas evitar ir às praias ou entrar no mar em toda a região abrangida pelo alerta de tsunami.

    Japão tem ocorrências frequentes de fenômenos do tipo. O país fica no Círculo de Fogo do Pacífico, região que concentra 90% dos tremores registrados. As características geológicas da região fazem com que ela seja a mais instável do planeta.

    Japão emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 6,7 na costa