Categoria: MUNDO

  • Lula termina viagem a NY com evento sobre democracia para o qual não convidou EUA

    Lula termina viagem a NY com evento sobre democracia para o qual não convidou EUA

    Lula encerra agenda em Nova York com a conferência “Democracia Sempre”, que reúne cerca de 30 países sem a presença dos EUA. O presidente também participa de reunião sobre metas climáticas com António Guterres antes de retornar ao Brasil nesta quarta-feira (24)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra nesta quarta (24) sua viagem por Nova York, e o principal evento do dia, às 11h de Brasília, é a reunião “Democracia Sempre”, que será realizada às margens da Assembleia-Geral da ONU.

    A conferência ganhou mais destaque depois de Brasil e aliados decidirem não convidar os EUA, como a Folha de S.Paulo adiantou, em meio à tensão diplomática com Washington por causa das sanções impostas pelo governo de Donald Trump. Os americanos não estarão entre os cerca de 30 convidados por decisão dos organizadores -Brasil, Espanha, Uruguai, Colômbia e Chile. Nações como Alemanha, Canadá, França, México, Noruega, Quênia, Senegal e Timor Leste estão na lista. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também deverá ser chamado como representante da União Europeia.

    Nesta terça (23), porém, houve uma distensão importante na relação entre Lula e Trump. Logo depois de o líder brasileiro discursar na Assembleia-Geral e enviar vários recados ao americano, falando em defesa da soberania e criticando agressões ao Judiciário nacional, os dois tiveram um breve encontro nos bastidores. Em seguida, em seu discurso, Trump disse que houve “excelente química” entre os dois e que uma nova conversa ocorrerá na semana que vem.

    Na parte da tarde, Lula lidera, junto com Guterres, uma reunião que busca dar impulso à entrega de NDCs (a meta de descarbonização que cada país ou grupo se compromete a cumprir). A UE não deve apresentar suas metas em Nova York, o que frustra apelos da COP30, a conferência de clima da ONU que ocorrerá em Belém em novembro.

    O cronograma inicial era de que os países oficializassem suas metas em fevereiro, o que foi cumprido por uma parcela pequena de nações -entre elas o Brasil. Há a expectativa de que a delegação brasileira presente em Nova York entregue um sumário executivo do que o país está fazendo na preparação da COP30.

    Por fim, Lula deve conceder entrevista coletiva para jornalistas brasileiros e estrangeiros. A partida de Nova York está prevista por volta das 18h de Brasília.

    Lula termina viagem a NY com evento sobre democracia para o qual não convidou EUA

  • Autoridades de 40 países apreendem 450 milhões de dólares em cibercrime

    Autoridades de 40 países apreendem 450 milhões de dólares em cibercrime

    A Operação Haechi VI reuniu autoridades de 40 países entre abril e agosto e mirou sete tipos de crimes financeiros virtuais, como fraudes românticas, golpes de investimento e lavagem de dinheiro. Foram apreendidos valores em diferentes moedas, além de ativos físicos e digitais

    Autoridades de 40 países e territórios apreenderam cerca de 450 milhões de dólares em dinheiro e bens ligados a crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro em uma operação coordenada pela Interpol, informou nesta quarta-feira (24) a agência policial internacional.

    Batizada de Operação Haechi VI, a ação foi realizada entre abril e agosto e contou com a participação de países como Argentina, Brasil, China, Alemanha, Índia, Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. O foco foram sete tipos de crimes financeiros cometidos online.

    Entre eles estão golpes de correio de voz, fraudes românticas, extorsão digital, fraudes de investimento, lavagem de dinheiro obtido por jogos de azar ilegais, falsificação de e-mails corporativos e fraudes em comércio eletrônico.

    Foram recuperados US$ 342 milhões em diferentes moedas e US$ 97 milhões em ativos físicos e virtuais. Um dos instrumentos usados foi o Sistema de Intervenção Rápida de Pagamentos da Interpol, criado em 2022 para bloquear recursos ilícitos.

    Graças a esse sistema, foi possível interceptar 6,6 bilhões de wons sul-coreanos (cerca de US$ 3,9 milhões) enviados para uma conta em Dubai, após uma siderúrgica da Coreia do Sul perceber que documentos de embarque haviam sido falsificados.

    O chefe do centro de combate a crimes financeiros e corrupção da Interpol, Theos Badege, destacou que “embora muitas pessoas acreditem que fundos perdidos em fraudes são irrecuperáveis, os resultados da Operação Haechi demonstram que a recuperação é possível”.
     
     

    Autoridades de 40 países apreendem 450 milhões de dólares em cibercrime

  • Avião com ministra espanhola sofre tentativa de interferência russa

    Avião com ministra espanhola sofre tentativa de interferência russa

    Um avião militar espanhol que levava a ministra da Defesa, Margarita Robles, sofreu tentativa de bloqueio de GPS ao sobrevoar a Lituânia. O caso não trouxe consequências, mas soma-se a outros incidentes recentes atribuídos a possíveis ações de interferência russa

    Um avião da Força Aérea da Espanha que transportava a ministra da Defesa, Margarita Robles, sofreu tentativa de interferência no sistema de GPS enquanto sobrevoava a Lituânia. A informação foi divulgada pelo jornal espanhol ABC.

    O episódio envolveu um Airbus A330 militar, que não chegou a sofrer consequências porque a aeronave opera também com orientação via satélite militar. Segundo o portal OK Diario, a interferência ocorreu quando o avião passou pelo espaço aéreo de Kaliningrado, território russo situado entre a Polônia e a Lituânia.

    De acordo com relatos, o comandante minimizou o incidente e explicou que situações semelhantes são comuns nessa região, tanto em voos civis quanto militares.

    Além da ministra, estavam a bordo jornalistas e familiares de militares do Destacamento VILKAS, unidade responsável pela vigilância aérea dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia). O grupo acompanharia a agenda de Robles em uma base militar na Lituânia, onde ela se encontraria com a ministra da Defesa local. A reunião integra as ações coordenadas da OTAN para dissuadir forças russas.

    Caso semelhante com Von der Leyen

    No início deste mês, um episódio parecido foi registrado em um voo da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O GPS da aeronave apresentou falhas ao se aproximar do aeroporto de Plovdiv, na Bulgária.

    Segundo a Comissão Europeia, autoridades locais suspeitam que a interferência foi deliberada e atribuída à Rússia. Apesar do contratempo, o avião conseguiu pousar em segurança, mas precisou utilizar mapas físicos após sobrevoar a região por cerca de uma hora.

    Avião com ministra espanhola sofre tentativa de interferência russa

  • Supertufão Ragasa ameaça China após deixar mortos em Taiwan e Filipinas

    Supertufão Ragasa ameaça China após deixar mortos em Taiwan e Filipinas

    Com ventos acima de 140 km/h, o Ragasa forçou evacuações, cortes de energia e suspensão de transportes no sul da China. Antes, deixou 14 mortos em Taiwan e três nas Filipinas. Autoridades chinesas o classificam como a tempestade mais forte de 2025

    O supertufão Ragasa, considerado a tempestade mais poderosa registrada no planeta em 2025, avançou nesta quarta-feira (horário local) pela região do sul da China, passando próximo a Macau e Hong Kong, após provocar pelo menos 14 mortes em Taiwan e três nas Filipinas.

    Às 10h locais (23h em Brasília), o Ragasa estava a cerca de 100 km a sudoeste de Macau, com rajadas de vento de até 146 km/h nas pontes que ligam a península às ilhas de Taipa e Coloane. As conexões com Hong Kong e Hengqin também foram interrompidas, assim como as ligações marítimas e fronteiras.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Getty  

    As autoridades de Macau elevaram o alerta para o nível 10, o máximo da escala de tempestades tropicais, e emitiram aviso vermelho para risco de inundações em áreas baixas. A Companhia de Eletricidade de Macau anunciou cortes preventivos de energia em diversos bairros para evitar acidentes.

    Com o avanço da água, o governo ordenou a evacuação das zonas de maior risco, e mais de 600 pessoas já estavam em abrigos até o fim da manhã. Serviços de abastecimento de água recomendaram que edifícios altos enchessem seus reservatórios antes de cortes de energia.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Getty  

    Em Hong Kong, ventos fortes derrubaram árvores e arrancaram parte do telhado de uma passagem para pedestres. Treze pessoas ficaram feridas e receberam atendimento hospitalar. O território emitiu alerta máximo pela segunda vez este ano, algo inédito desde o início dos registros em 1946.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Getty  

    Casinos em Macau, capital mundial do jogo, também receberam ordens de suspender atividades e adotar medidas de segurança.

    Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, o Ragasa é comparável a tufões históricos como Mangkhut (2018) e Hato (2017). Mais de 1 milhão de pessoas já foram realocadas na província de Guangdong, vizinha a Hong Kong e Macau.

    A previsão é que o Ragasa atinja a costa entre Taishan e Zhanjiang entre a tarde e a noite desta quarta. Escolas, fábricas e transportes públicos foram suspensos em várias cidades do sul do país.

    O tufão passou na terça-feira pelo norte das Filipinas, onde deixou três mortos, cinco desaparecidos e mais de 17,5 mil desalojados. Em Taiwan, pelo menos 14 pessoas morreram e 18 ficaram feridas após enchentes e deslizamentos de terra provocados por chuvas intensas.

    Tufões são comuns no sudeste da China e em Taiwan durante o verão e o outono, quando as águas quentes do Pacífico favorecem a formação de ciclones tropicais.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Getty  

    Supertufão Ragasa ameaça China após deixar mortos em Taiwan e Filipinas

  • 'Quero ver Netanyahu em um tribunal', diz Boric na ONU

    'Quero ver Netanyahu em um tribunal', diz Boric na ONU

    O líder chileno reforçou a importância da ONU como fórum de debates internacionais e disse que, ao lado de Brasil, Espanha, Uruguai e Colômbia irá realizar um segundo encontro de líderes globais em defesa da democracia

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O presidente do Chile, Gabriel Boric, somou-se aos líderes mundiais que apoiam a população de Gaza e fez duras críticas ao primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

    “Hoje, sendo 2025, são milhares de inocentes que perdem a vida só pelo fato de serem palestinos, como milhares antes perderam por serem judeus”, afirmou, em referência ao Holocausto. “Não quero ver Netanyahu destroçado por um míssil, mas enfrentando um tribunal de justiça internacional.”

    “Aqueles que vivem sem condenar fatos assim, com todas as suas forças, são tão homicidas quanto quem faz uma bomba cair ou aperta um gatilho”, seguiu Boric.

    O líder chileno, que está no último ano de mandato e sem possibilidade de reeleição, reforçou a importância da ONU como fórum de debates internacionais e disse que, ao lado de Brasil, Espanha, Uruguai e Colômbia irá realizar um segundo encontro de líderes globais em defesa da democracia, ato que teve início na Assembleia da ONU do ano passado. Um evento parecido ocorreu em Santiago, em julho, com a presença do presidente Lula.

    Ele também disse que seu país defenderá a candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da ONU, para substituir António Guterres em 2026.

    'Quero ver Netanyahu em um tribunal', diz Boric na ONU

  • Trump muda de tom de novo e agora diz que Ucrânia pode recuperar território tomado pela Rússia

    Trump muda de tom de novo e agora diz que Ucrânia pode recuperar território tomado pela Rússia

    Donald Trump fez post após encontro com Zelenski nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU; presidente ucraniano pediu aumento de pressão e sanções contra a Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou o tom novamente sobre a guerra no Leste Europeu e disse acreditar que a Ucrânia pode recuperar, com o apoio da Otan e da Europa, o território tomado pela Rússia desde a invasão -hoje, Moscou controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, e vem avançando lentamente nos últimos meses sobre posições de Kiev.

    O republicano fez um post na rede Social Truth nesta terça-feira (23), logo após um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, onde fez um discurso afirmando ter acreditado que acabar com a Guerra da Ucrânia seria fácil por causa de sua relação com Vladimir Putin.

    “Depois de conhecer e entender completamente a situação militar e econômica da Ucrânia e da Rússia e, após ver os problemas econômicos que isso está causando à Rússia, acredito que a Ucrânia, com o apoio da União Europeia, esteja em posição de lutar e VENCER, recuperando toda a Ucrânia em sua forma original”, escreveu Trump.

    “Com tempo, paciência e o apoio financeiro da Europa e, em particular, da Otan, restabelecer as fronteiras originais de onde essa guerra começou é uma opção muito real”, disse ainda.

    Na reunião com Trump, Zelenski pediu que seja aumentada a pressão sobre a Rússia, e disse que suas Forças Armadas estão em condição de conter o avanço de Moscou no leste de seu país.

    Precisamos de mais pressão, mais sanções agora, com os Estados Unidos, antes de tudo, e a Europa”, afirmou o ucraniano, acrescentando que queria falar sobre o pedido de Trump para que países europeus deixem de comprar combustível russo e dizendo acreditar que a economia russa está indo “muito mal.

    O presidente ucraniano disse ainda acreditar que a nova fala de Trump representa uma mudança importante na política externa americana e que os EUA estariam dispostos a oferecer garantias de segurança à Ucrânia ao fim da guerra.

    Mais cedo, em seu discurso na ONU, Trump ameaçou a Rússia com sanções econômicas, mas disse que queria que os aliados dos EUA adotassem os mesmos passos. O americano criticou algumas nações europeias por continuarem comprando gás e petróleo russo apesar da guerra.

    “De todas as sete guerras que interrompi”, disse Trump no discurso, em referência a conflitos que afirma ter mediado, “achei que este seria o mais fácil, graças à minha relação com o presidente Putin, que sempre foi boa. Mas, nas guerra, você nunca sabe o que vai acontecer. Sempre tem muitas surpresas”.

    Em reação à fala do americano, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta terça que quer que a Europa pare de comprar petróleo da Rússia até o fim do ano. “Trump está absolutamente certo. Estamos trabalhando nisso”, afirmou.

    Trump muda de tom de novo e agora diz que Ucrânia pode recuperar território tomado pela Rússia

  • Governo brasileiro confirma conversa de Lula e Trump

    Governo brasileiro confirma conversa de Lula e Trump

    O presidente Donald Trump disse que ficou impressionado com Lula, que o abraçou nos bastidores do plenário da ONU e que convidou o presidente brasileiro para um encontro na próxima semana

    O Palácio do Planalto confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os dois conversem na próxima semana. A proposta foi feita nesta terça-feira (23), durante um breve encontro entre os dois mandatários, que não estava programado.

    Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Lula e Trump conversaram rápida e amistosamente ao se encontrarem no edifício-sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), onde participam da 80ª Assembleia Geral da entidade, junto com chefes de Estado e autoridades de outras 191 nações que integram a organização.

    Ainda de acordo com o Planalto, a conversa foi proposta por Trump e imediatamente aceita por Lula. Agora, assessores dos dois presidentes devem tomar as providências necessárias, mas ainda não está certo se a futura conversa será presencial ou por telefone. Ao discursar durante a Assembleia Geral da ONU, Trump revelou publicamente que pretende “se encontrar” com Lula na próxima semana. “Encontrei o líder do Brasil ao entrar aqui e falei com ele. Nos abraçamos. As pessoas não acreditaram nisso. Nós concordamos que devemos nos encontrar na próxima semana. Foram cerca de 20 segundos. Conversamos e concordamos em conversar na próxima semana”, disse o presidente estadunidense, acrescentando que Lula “parece ser um homem muito agradável”.

    “Eu gosto dele e ele gosta de mim. E eu gosto de fazer negócios com pessoas de quem eu gosto. Quando eu não gosto de uma pessoa, eu não gosto. Mas tivemos, ali, esses [20 ou] 30 segundos. Foi uma coisa muito rápida, mas foi uma química excelente. Isso foi um bom sinal”, acrescentou Trump, sinalizando que o Brasil pode “se dar bem” caso trabalhe de forma conjunta com os EUA. “Sem a gente, eles vão falhar como outros falharam.”

    As declarações de Trump causaram surpresa por terem sido feitas em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Desde julho deste ano, o governo dos Estados Unidos vem em uma ofensiva comercial contra o Brasil, taxando a importação de produtos brasileiros, aplicando sanções contra autoridades brasileiras e tentando interferir em decisões do Poder Judiciário brasileiro.

    Ao fazer o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, pouco antes de Trump discursar, Lula não mencionou o encontro ou a possibilidade de uma nova conversa com o presidente estadunidense. Sem citar Trump, criticou as “sanções arbitrárias e unilaterais” dos Estados Unidos, afirmando que o mundo assiste a um crescimento do autoritarismo.

    “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização [ONU] está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões a política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. E intervenções unilaterais estão se tornando regra”, disse Lula.

    Governo brasileiro confirma conversa de Lula e Trump

  • Presidente de Portugal defende reforma da ONU e pede papel maior para o Brasil

    Presidente de Portugal defende reforma da ONU e pede papel maior para o Brasil

    Marcelo Rebelo de Sousa destacou que o Conselho de Segurança deve refletir a realidade política do século 21; o presidente também reforçou a posição de Portugal em favor do reconhecimento do Estado da Palestina

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu nesta terça-feira (23) a importância do multilateralismo e a necessidade de reformar as Nações Unidas em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

    Ele destacou que o Conselho de Segurança deve refletir a realidade política do século 21, ampliando a representação de países africanos e reconhecendo o papel de potências emergentes como Brasil e Índia, além de exigir maior transparência no processo decisório.

    “É inaceitável que o uso do veto continue a paralisar a tomada de decisões”, afirmou, ao mesmo tempo em que reiterou o apoio de Lisboa à candidatura portuguesa para integrar o Conselho de Segurança no biênio 2027-2028.

    Marcelo também reforçou a posição de Portugal em favor do reconhecimento do Estado da Palestina, de um cessar-fogo imediato em Gaza, da libertação de reféns e da garantia de ajuda humanitária, ressaltando a urgência de condições políticas e econômicas para a coexistência de dois Estados soberanos.

    Presidente de Portugal defende reforma da ONU e pede papel maior para o Brasil

  • Acusado de tentar matar Trump na Flórida é declarado culpado

    Acusado de tentar matar Trump na Flórida é declarado culpado

    Ryan Routh foi considerado culpado por conspiração contra a vida do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em setembro do ano passado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Justiça dos Estados Unidos declarou nesta terça-feira (23) Ryan Routh, 59, culpado por tentativa de assassinato contra Donald Trump, em setembro do ano passado.

    Ryan foi considerado culpado por conspiração contra a vida de Trump. Ele também foi julgado por agressão a um agente federal e posse de arma de fogo para praticar crime violento. A Justiça ainda não definiu a pena dele.

    Procuradores afirmaram que Ryan arquitetou o assassinato de Trump. O suposto atentado contra a vida do então candidato à presidência dos EUA ocorreu quando o republicano estava em um campo de golfe, em Palm Beach, na Flórida.

    Justiça não acatou a declaração de inocência feita por Routh. O réu rejeitou advogados e decidiu representar a si mesmo nos tribunais.

    Ao se defender, Routh afirmou que não houve crime “porque nenhum gatilho foi puxado”. Ele admitiu ter visto Trump se locomover pelo campo de golfe no dia da suposta tentativa de assassinato, mas disse que não disparou.

    Procuradora-geral dos EUA comemorou a decisão da Justiça em declarar Routh culpado. “Esta tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso presidente, mas uma afronta à nossa própria nação”, declarou Pam Bondi.

    RELEMBRE O CASO

    Suposta tentativa de assassinato ocorreu no dia 15 de setembro de 2024. Na ocasião, o então candidato à presidência dos EUA estava em um clube de golfe na Flórida.

    Agente do Serviço Secreto alega ter visto o réu com um rifle escondido em uma área de mata do clube. O agente então disparou contra o suspeito, que teria fugido de carro, mas foi preso em seguida.

    Rifle supostamente usado por Routh foi encontrado no local onde ele teria se escondido para matar Trump. A arma tinha mira telescópica e estava com o número de série raspado.

    Réu teria escrito uma carta em que confessa seu plano de execução do republicano. Na carta, intitulada “Querido mundo”, ela teria escrito: “Esta foi uma tentativa de assassinato contra Donald Trump, mas eu falhei com vocês”, segundo informações da imprensa norte-americana.

    Ryan Routh possui antecedentes por crimes cometidos em 2002 e 2010, na Carolina do Norte. Ainda segundo a imprensa dos EUA, ele era apoiador de Trump em 2016, na primeira vitória do republicano à Casa Branca, mas teria deixado de apoiá-lo em 2020.

    Acusado de tentar matar Trump na Flórida é declarado culpado

  • Trump encontra Milei e declara apoio à reeleição do argentino

    Trump encontra Milei e declara apoio à reeleição do argentino

    Trump disse que a Argentina “não precisa de um plano de resgate”, como se especula que a Casa Branca oferecerá à Casa Rosada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em encontro às margens da Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei, fizeram uma reunião na qual o americano declarou seu apoio à reeleição do ultraliberal -o próximo pleito para o cargo máximo do Executivo no país é em 2027, mas no final de outubro os argentinos vão às urnas em importantes eleições legislativas.

    “Eu queria me encontrar com o presidente da Argentina, nós dois queríamos nos encontrar, somos amigos”, disse Trump na reunião. “Ele vem fazendo um trabalho fantástico, e eu vou fazer algo que não costumo fazer: eu vou apoiá-lo para presidente.”

    “Como vocês sabem, tem uma eleição chegando, e tenho certeza que ele vai se sair bem, mas agora, espero, isso será uma garantia disso”, afirmou o presidente americano -não está claro se ele se referia ao pleito de 2027 ou ao do próximo mês, quando o governo Milei espera aumentar sua maioria no Congresso. “Acho que para concluir o trabalho, o excelente trabalho que ele vem fazendo, ele precisa de mais um mandato”, disse Trump, que segurava uma versão impressa de uma publicação que fez em sua rede social, a Truth Social, em apoio a Milei.

    Na publicação, divulgada também pelo presidente argentino no X, Trump escreveu que Milei é “um grande amigo, um lutador e um vencedor, e nunca vai decepcionar vocês”. “O altamente respeitado presidente [Milei] se mostrou ser um líder fantástico para o grande povo da Argentina”, disse o republicano.

    “Ele herdou uma bagunça total, com inflação terrível causada pelo presidente de esquerda radical anterior, muito parecido com o corrupto Joe Biden, o PIOR presidente da história da nossa nação. [Milei] elevou a Argentina a um novo nível de importância e respeito!”

    No vídeo publicado pela Casa Rosada, o republicano fala pela maior parte do tempo, com Milei se limitando a dizer, em inglês, “muito obrigado”. Em determinado momento da reunião, Trump promete ajudar a Argentina com sua dívida externa -na segunda (22), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que fará o possível para que Buenos Aires supere a forte escalada do dólar pela qual passa o país latino-americano.

    Questionado a respeito no encontro, Trump disse que a Argentina “não precisa de um plano de resgate”, como se especula que a Casa Branca oferecerá à Casa Rosada. Bessent se limitou a elogiar o plano econômico de Milei -também estavam presentes a irmã do presidente, Karina, pivô de um escândalo de corrupção que abala o governo, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

    Milei busca ajuda dos EUA para dar fôlego às reservas do país e conseguir cumprir com o vencimento de uma parcela da dívida de US$ 4 bilhões em janeiro de 2026 e de US$ 4,5 bilhões em julho. Na segunda, escreveu no X: “Um enorme obrigado ao secretário Scott Bessent e ao presidente Donald Trump pelo apoio incondicional ao povo argentino, que há dois anos optou por reverter um século de decadência com muito esforço. Aqueles que defendem as ideias de liberdade devem trabalhar juntos para o bem-estar de nossos povos”.

    A última semana foi de forte turbulência no mercado, com o dólar oficial estourando o teto das bandas de flutuação pela primeira vez desde a adoção do sistema, em abril. O BCRA (Banco Central da República Argentina) teve de intervir, com a venda de US$ 1,1 bilhão em três dias.

    Trump encontra Milei e declara apoio à reeleição do argentino