Categoria: MUNDO

  • Homem acusado de duplo homicídio diz que foi barata que o mandou matar

    Homem acusado de duplo homicídio diz que foi barata que o mandou matar

    Homem acusado de alvejar fatalmente outros dois no Novo México, nos EUA, alegou em tribunal que estava a ouvir vozes e que cometeu o crime depois de uma barata o ter aconselhado a fazê-lo

    Um homem alvejou duas pessoas dentro de uma residência no Novo México, nos EUA, depois de ter recebido uma “mensagem encriptada” em uma barata.

    Na última sexta-feira à noite, a polícia local foi alertada para o homicídio de dois homens em uma casa em Albuquerque, reporta a polícia de Bernalillo County. Alexis Hernandez, de 25 anos, foi preso no local e é suspeito de duplo homicídio.

    Quando as autoridades chegaram para verificar a ocorrência, o homem tinha uma arma e identificou-se como sendo militar da Marinha.

    O homem confessou ser o autor da morte dos dois homens, tendo relatado que um deles o andava a ameaçar e perseguir. Alegou depois que tinha recebido “uma mensagem encriptada em uma barata” que lhe dizia que ele “precisava matar” um dos homens. As informações constam no relatório policial sobre o sucedido e que a NBC teve acesso.

    O homem alegou também que andava “ouvindo vozes vindas das condutas de ventilação” e que “tinha recebido sinais de que precisava de acabar com uma das vítimas antes que acabasse com ele”.

    No dia em que perpetrou o crime, Alex muniu-se como uma pistola Glock. Uma das vítimas seria o proprietário da casa.

    Após matar os dois homens, o suspeito manteve-se dentro da casa, por ter ficado confuso e  sem saber o que fazer a seguir, lê-se no mesmo relatório. 

    Alexis foi detido na sua residência e indiciado na manhã de sábado por duplo homicídio.

    Homem acusado de duplo homicídio diz que foi barata que o mandou matar

  • Tiktoker com 3,5 milhões de seguidores assume que fingiu ter câncer

    Tiktoker com 3,5 milhões de seguidores assume que fingiu ter câncer

    A influenciadora britânica Brittany Miller admitiu ter inventado um diagnóstico de câncer em 2017, quando tinha 21 anos. Condenada por fraude, ela afirma hoje que enfrentava graves problemas de saúde mental. Aos 29 anos e mãe de gêmeos, Brittany tem milhões de seguidores e tenta reconstruir sua imagem.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A influenciadora Brittany Miller assumiu que fingiu ter câncer em 2017, quando tinha 21 anos. Em 2017, antes de ser influenciadora, a britânica inventou ter sido diagnosticada com câncer gástrico em estágio três. Na época, amigos e familiares criaram uma vaquinha ajudá-la, mas logo o financiamento coletivo sumiu e qualquer vestígio do suposto câncer desapareceu.

    Três anos depois, uma ex-amiga de Brittany expôs a mentira. Pela falsa alegação de câncer, a influenciadora foi condenada pelo crime de fraude, obrigada a pagar uma multa e a cumprir liberdade condicional.

    Brittany é conhecida por tutoriais de batatas assadas, e pelos conteúdos de maternidade: ela é mãe de gêmeos. Aos 29 anos, ela tem mais de 500 mil seguidores no Instagram e 3,5 milhões no TikTok.

    Ela finalmente se pronunciou sobre o falso câncer nesta segunda-feira (10). No vídeo, ela disse que estava com a saúde mental muito debilitada na época em que mentiu. “Em 2017, minha saúde mental estava extremamente debilitada e, na época, eu não percebia o quão ruim estava, mas estava muito mal”, disse.

    “Eu estava deprimida, tinha pensamentos suicidas, estava perdida, estava confusa. Perdi meu parceiro, perdi meu emprego e muitas coisas aconteceram naquele ano que me levaram a ter problemas de saúde mental.”

    Ela disse que foram os amigos quem criaram a vaquinha, e que ela não pegou nada do valor arrecadado. “Assim que vi as doações, duas delas, mandei fechar a página imediatamente e não peguei um centavo sequer. Amadureci com isso. Estou trabalhando para ser a melhor versão de mim mesma. Levei muito tempo para entender por que fiz isso. E me perdoo porque eu estava mentalmente instável”.

    @brittanyhmiller

     

    original sound – Brittany

    Tiktoker com 3,5 milhões de seguidores assume que fingiu ter câncer

  • Síria adere a coligação para derrotar o Daesh após reunião na Casa Branca

    Síria adere a coligação para derrotar o Daesh após reunião na Casa Branca

    A adesão foi oficializada durante a visita histórica do presidente interino Ahmed al-Sharaa à Casa Branca. Com o ingresso na coligação liderada pelos EUA, a Síria retoma relações diplomáticas e reforça o compromisso conjunto no combate ao extremismo e ao tráfico de combatentes estrangeiros

    A Síria se tornou o 90º país a integrar a Coligação Global para a Derrota do Estado Islâmico, após a visita oficial do presidente interino Ahmed al-Sharaa à Casa Branca. A adesão, anunciada nesta segunda-feira (10), foi confirmada por um alto funcionário do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Segundo a administração americana, a parceria tem como meta “eliminar os remanescentes do Estado Islâmico e conter o fluxo de combatentes estrangeiros”. Além disso, Washington autorizou a reabertura da embaixada síria na capital americana, voltada para “cooperação antiterrorismo, segurança e coordenação econômica”.

    Criada em 2014 e liderada pelos Estados Unidos, a Coligação Global para a Derrota do Estado Islâmico coordena ações militares, troca de informações e assistência humanitária para desmantelar o grupo extremista e impedir sua expansão.

    Trump recebeu Al-Sharaa em um encontro a portas fechadas, considerado histórico por ser a primeira visita de um presidente sírio à Casa Branca desde a independência do país, em 1946.

    Do lado de fora, dezenas de sírios celebraram a chegada do líder interino, acenando bandeiras e demonstrando apoio. Al-Sharaa, que nasceu em Damasco em 1982, teve uma trajetória marcada por controvérsias: começou como militante ligado à Al-Qaeda, foi preso por forças americanas no Iraque em 2005 e libertado em 2011.

    Nos anos seguintes, rompeu oficialmente com o extremismo e assumiu a liderança do grupo Hayat Tahrir al-Sham. Em dezembro de 2024, comandou a ofensiva que derrubou o regime de Bashar al-Assad e, em janeiro de 2025, foi nomeado presidente interino da Síria.

    Síria adere a coligação para derrotar o Daesh após reunião na Casa Branca

  • Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

    Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

    Ángela, que havia denunciado o tio por tentar envenená-la e ao companheiro em Valência, morreu após sofrer um aneurisma na Sicília. As autoridades investigam se sua morte tem ligação com o caso, que envolve disputa de herança e acusações de tentativa de homicídio.

    Uma mulher espanhola que havia acusado o tio de tentar envenená-la e também ao companheiro morreu nesta semana. Ela estava na Itália quando passou mal e foi internada, mas não resistiu e faleceu na quarta-feira (6), em um hospital na região da Sicília.

    As autoridades italianas e espanholas investigam se a morte está relacionada ao suposto envenenamento denunciado pela vítima meses antes.

    O caso

    Ángela, natural de Requena, em Valência, afirmou que o tio havia manipulado alimentos em sua casa entre setembro de 2024 e maio de 2025. O motivo seria uma disputa de herança envolvendo a família.

    Durante meses, ela e o companheiro apresentaram sintomas gastrointestinais sem explicação. O parceiro chegou a ser internado em estado grave, o que levantou suspeitas de que algo anormal estivesse acontecendo.

    O casal então instalou câmeras de segurança na residência e, em 11 de maio, registrou alguém entrando na casa e mexendo nos alimentos, inclusive em um frasco de ketchup.

    O tio foi detido após o flagrante. Embora as imagens não mostrassem com total clareza sua identidade, a polícia encontrou em sua casa produtos como inseticidas, herbicidas e veneno para ratos, reforçando as suspeitas.

    A defesa do tio

    Segundo o canal Telecinco, o homem alegou que entrou na casa da sobrinha para verificar uma possível fuga de gás, justificando que tinha uma cópia da chave para cuidar do imóvel. Ele já era investigado desde 2023 por brigas familiares, danos materiais e até incêndios provocados contra parentes por causa de disputas de herança.

    O tio de Ángela responde por tentativa de homicídio.

    A morte de Ángela

    A jovem foi internada na Itália após sofrer um aneurisma. O corpo segue no país, aguardando a conclusão da autópsia. As autoridades ainda investigam se há relação entre o quadro que levou à morte e as intoxicações sofridas anteriormente entre 2024 e 2025.

    Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

  • Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

    Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

    Federação da indústria química e farmacêutica da Alemanha alerta para colapso histórico na produção e cobra reformas urgentes do governo diante de altos custos de energia, impostos e burocracia que estão levando fábricas a fechar e investimentos a deixar o país

    A federação da indústria química e farmacêutica da Alemanha alertou nesta terça-feira para o nível mais baixo de produção em 30 anos e pediu ao governo que adote reformas urgentes. “Produção, faturamento, preços e capacidade estão todos em queda, inclusive o emprego, que vinha se mantendo estável há anos”, afirmou a VCI (Federação da Indústria Química Alemã) em comunicado, descrevendo o cenário como uma “depressão de outono”.

    A entidade atribui a crise aos altos custos de energia, ao preço da mão de obra, à carga tributária, à burocracia e às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

    “As fábricas estão fechando, os investimentos estão sendo transferidos para outros países e as carteiras de pedidos estão vazias”, declarou o diretor da VCI, Wolfgang Grosse Entrup, em entrevista coletiva.

    Em outubro, o chanceler Friedrich Merz já havia criticado a “burocracia desnecessária” que, segundo ele, trava o crescimento do terceiro maior setor industrial do país. No entanto, encontros e reuniões promovidos pelo governo federal ainda não conseguiram reverter o quadro, e o setor afirma ter perdido a confiança em Berlim.

    De acordo com Entrup, a produção das empresas químicas caiu 1,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o nível mais baixo desde 1995. A taxa de utilização da capacidade produtiva está em apenas 70%.

    Com isso, a federação prevê uma nova queda de 2% na produção química e um leve crescimento na área farmacêutica, o que resultará em uma retração geral de cerca de 1% no faturamento total do setor, estimado em 221 bilhões de euros em 2025.

    “Precisamos de uma verdadeira libertação industrial”, disse Entrup, em referência à reunião marcada para esta quarta-feira na chancelaria, onde representantes do setor farmacêutico discutirão com o governo as medidas para enfrentar a crise.

    Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

  • Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

    Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

    Um homem-bomba detonou explosivos em frente a um tribunal de Islamabad, no Paquistão, matando ao menos 12 pessoas e ferindo outras 27 nesta terça-feira (11). A explosão ocorreu perto de um carro da polícia. Nenhum grupo reivindicou o ataque, que está sendo investigado pelo governo paquistanês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um ataque feito por um homem-bomba na frente de um tribunal de Islamabad, capital do Paquistão, matou ao menos 12 pessoas nesta terça-feira (11), segundo o ministro do Interior, Mohsin Naqvi.

    O autor do atentado detonou o explosivo do lado de fora do edifício da corte, próximo a um veículo policial, após esperar no local por 10 a 15 minutos, segundo Naqvi. A explosão também feriu ao menos outras 27 pessoas.

    A polícia isolou a área, que abriga vários escritórios do governo.

    “Estamos investigando este incidente sob diferentes ângulos. Não é apenas mais um atentado. Aconteceu bem aqui, em Islamabad”, afirmou o ministro a jornalistas.

    O advogado Rustam Malik, que estava no local na hora do ataque, afirmou à agência AFP que presenciou um “caos total” após a explosão. “Quando estacionei o meu carro e entrei no pédio, ouvi uma explosão na porta”, contou. 

    “Foi um caos total. Os advogados e as pessoas corriam. Vi dois corpos caídos na porta e vários veículos em chamas.”

    Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo atentado.

    Em fevereiro deste ano, um outro ataque feito por um homem-bomba matou seis fiéis durante as orações em um seminário islâmico no noroeste do Paquistão -edifício conhecido como um local de treinamento para o Talibã afegão.

    Ataque de homem-bomba mata ao menos 12 na capital do Paquistão

  • Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

    Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

    O jovem que foi fotografado de chapéu fedora e indumentária do século XX junto ao Museu do Louvre, no dia do assalto ao monumento, finalmente abraçou as luzes da ribalta. Fã dos detetives Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro Elias Garzon Delvaux pretendia apenas visitar a atração parisiense.

    O mistério sobre o jovem fotografado usando um chapéu fedora e roupas típicas do século XX em frente ao Museu do Louvre, em Paris, no dia do assalto ao local, foi finalmente resolvido. Fã dos detetives Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro Elias Garzon Delvaux, de 15 anos, passou pelo museu por acaso e queria apenas fazer uma visita como qualquer outro turista.

    Quando descobriu que a foto em que aparecia diante de três policiais havia se tornado viral na internet, Pedro decidiu esperar antes de se identificar.

    “Não quis dizer logo que era eu. A foto tinha um ar de mistério, então resolvi deixá-lo durar um pouco”, contou à agência Associated Press.

    Diante das especulações de que a imagem poderia ter sido criada por inteligência artificial, o adolescente não se mostrou surpreso.

    “Na foto, estou vestido como se fosse dos anos 1940, e estamos em 2025. Há um contraste curioso”, explicou.

    Nem mesmo alguns amigos e parentes acreditaram de imediato que a imagem fosse verdadeira. No entanto, a mãe de Pedro, que aparece logo atrás dele na fotografia, confirmou sua autenticidade. Na verdade, a história era bem simples: o jovem, que mora com os pais e os avós em Rambouillet, a cerca de 30 quilômetros de Paris, estava apenas indo visitar o Louvre com a mãe e o avô.

    “Queríamos entrar no museu, mas ele estava fechado. Não sabíamos que tinha acontecido um assalto. Quando tiraram a foto, eu só estava passando por ali”, afirmou.

    Quatro dias depois, uma conhecida perguntou se era mesmo ele na imagem, que já somava mais de cinco milhões de visualizações. Logo depois, a mãe ligou avisando que a foto havia saído no New York Times. Familiares na Colômbia, amigos na Áustria e colegas da escola também começaram a enviar mensagens.

    “As pessoas diziam: ‘você virou uma estrela’. Fiquei surpreso que uma simples foto se tornasse viral tão rápido”, contou.

    Pedro contou que começou a se vestir nesse estilo há menos de um ano, inspirado pela estética do século XX e por imagens em preto e branco de políticos e detetives clássicos. O chapéu fedora, no entanto, ele reserva para os fins de semana, feriados e passeios a museus.

    “Gosto de me vestir com elegância. Vou assim para a escola”, afirmou.

    A mãe do garoto, Félicité Garzon Delvaux, cresceu em um palácio-museu do século XVIII, filha de um curador e de uma artista, e sempre levou o filho a exposições.

    “As pessoas precisavam descobrir quem eu era. Depois, vieram os jornalistas, e quando contei minha idade, ficaram muito surpresos”, disse Pedro, bem-humorado. “Agora estou esperando convites para filmes. Seria divertido.”
     

     

    Revelado o mistério do ‘detetive’ do Louvre: “Gosto de ser chique”

  • O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

    O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

    A emissora britânica é acusada de manipular um discurso de Trump para sugerir incitação à violência no ataque ao Capitólio. O caso levou à renúncia de seus diretores, pedidos públicos de desculpas e ameaça de processo pelo presidente americano

    A polêmica entre a BBC e Donald Trump instalou-se neste fim de semana depois de o Telegraph publicar um artigo no qual denunciava o documentário exibido pelo meio de comunicação britânico como manipulado, dando a entender que o republicano estaria junto dos seus apoiadores no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

    O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram suas demissões no sábado, dia 8 de novembro, na sequência da controvérsia causada pelo documentário sobre Trump, no qual os cortes pareceram distorcer a mensagem original. Paralelamente, o presidente do Conselho de Administração da BBC, Samir Shah, reconheceu o “erro de julgamento” após a transmissão da reportagem. Mas, afinal, o que está em jogo?

    O documentário exibido pelo programa Panorama da BBC uma semana antes das eleições norte-americanas de 2024 — teria apresentado uma edição de um discurso de Donald Trump, de 6 de janeiro de 2021 (data da invasão do Capitólio por seus apoiadores), de modo que sugerisse que o agora presidente dizia aos seus seguidores que iria caminhar com eles até o Capitólio e “lutar como demônios”.

    “Nós vamos até o Capitólio e eu estarei lá com vocês. Lutaremos. Lutaremos como demônios”, ouve-se no trecho editado pela emissora britânica.
    Porém, no discurso original, Trump teria afirmado: “Nós vamos até o Capitólio e nós vamos apoiar os nossos corajosos senadores e congressistas”.

    O programa Panorama é um dos exemplos citados pelo ex-consultor externo da BBC, Michael Prescott, no artigo do Telegraph, que expõe suas preocupações acerca da imparcialidade da emissora britânica.

    Contudo, há um grupo de apoiadores da BBC que alega estar sendo alvo de um esforço coordenado das forças de direita para prejudicar a emissora.

    Entenda o que aconteceu (e o que está em curso)

    Diretor-geral da BBC e CEO da BBC News renunciam após polêmica com Trump

    O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, renunciaram no sábado como consequência de uma reportagem que tinha como alvo o presidente dos EUA, Donald Trump.

    “É um dia triste para a BBC”, afirmou Samir Shah em comunicado.

    Na nota, Shah disse que “Tim foi um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”, mas enfrentou “uma pressão persistente […] que o levou a tomar esta decisão”.

    A BBC esteve nos últimos dias no centro de uma controvérsia, acusada de ter apresentado de modo enganoso as declarações do presidente americano em um documentário do programa Panorama, transmitido em outubro de 2024.

    “Pessoas desonestas”: Trump celebra demissão do diretor da BBC

    Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou a demissão do diretor-geral da BBC, Tim Davie, após as controvérsias sobre a cobertura da emissora.

    “Os altos cargos da BBC, inclusive Tim Davie, o chefe, estão se demitindo ou sendo demitidos porque foram apanhados ‘manipulando’ meu excelente (perfeito!) discurso de 6 de janeiro. Obrigado ao The Telegraph por desmascarar esses ‘jornalistas’ corruptos”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

    “São pessoas muito desonestas que tentaram influenciar o resultado das eleições presidenciais. Como se não bastasse, são de um país estrangeiro, que muitos consideram nosso aliado número um. Que terrível para a democracia!”, acrescentou.

    BBC pede desculpas por edição de discurso de Trump e reconhece “erro de julgamento”

    Já nesta segunda-feira, o presidente do conselho da BBC pediu desculpas pela emissora e admitiu um “erro de julgamento” após a exibição de uma reportagem com montagem enganosa do discurso de Donald Trump.

    “Reconhecemos que a forma como o discurso foi editado deu a impressão de um apelo direto à ação violenta. A BBC deseja pedir desculpas por este erro de julgamento”, escreveu Samir Shah em carta ao presidente da comissão parlamentar de Cultura e Mídia, publicada online.

    Trump envia carta à BBC e ameaça com ação judicial

    A BBC confirmou ter recebido nesta segunda-feira uma carta de Donald Trump ameaçando mover ação judicial por causa da edição de seu discurso em documentário da emissora britânica.

    Questionada sobre o teor da carta, a emissora disse que “vai analisá-la e responder na devida altura”.

    Conduta jornalística da BBC questionada após relatório

    A publicação de relatório interno da BBC com críticas ao serviço de notícias da emissora, revelado pelo jornal The Daily Telegraph, reacendeu acusações de parcialidade e resultou na demissão de Tim Davie. As primeiras matérias começaram a ser publicadas em 3 de novembro, apontando diversas irregularidades na conduta jornalística da BBC.

    Discurso de Trump manipulado
    A BBC transmitiu em outubro de 2024, no programa Panorama, um documentário sobre Donald Trump. Em uma parte, um discurso de 6 de janeiro de 2021 foi editado para dar a entender que o presidente americano incitava seus apoiadores à violência, dizendo “lutaremos como demônios”. No entanto, o trecho original dizia que eles iriam “fazer ouvir as suas vozes de forma pacífica e patriótica”.
    A frase sobre lutar com todas as forças foi proferida 54 minutos depois na gravação original.

    Parcialidade pró-Israel na BBC Árabe

    O relatório documentou que uma pessoa que defendeu que judeus deveriam ser “queimados como Hitler fez” apareceu 244 vezes como convidado no canal BBC ÁRabe em 18 meses. Outro que descrevia israelenses como menos que humanos apareceu 522 vezes no mesmo período.

    O relatório também aponta que a cobertura da BBC ÁRabe sobre Israel diferia substancialmente da versão em inglês da BBC.

    Cobertura pró-transexuais

    O relatório revela que jornalistas dedicados à cobertura de temas LGBT publicaram “uma série constante de histórias unilaterais” favoráveis aos direitos trans, enquanto ignoravam narrativas críticas, levando a uma “censura prática”.

    As polêmicas da emissora pública britânica BBC

    A BBC, emissora pública britânica, enfrenta críticas há anos. A crise atual, que resultou na demissão do diretor-geral e da presidente de jornalismo, é a mais recente de uma série de controvérsias.

    Dos métodos às demissões: as polêmicas da BBC nos últimos anos

    A emissora vive um momento crítico, com acúmulo de acusações que vão desde viés político até falhas éticas e de governança. A demissão de Tim Davie e Deborah Turness é o ápice de uma sequência longa de tensões internas e externas.

    Como será escolhido o próximo diretor-geral? Influência do governo?

    O novo diretor-geral será nomeado pelo Conselho de Administração da BBC, que deve garantir o cumprimento da missão e dos objetivos públicos da empresa. O diretor-geral é responsável pela liderança editorial, operacional e criativa da BBC, incluindo seus serviços de TV, rádio e web.

    O conselho é liderado por Samir Shah e composto por dez membros não executivos e quatro executivos, sendo quatro não executivos nomeados como representantes de cada uma das nações do Reino Unido.

    Embora os ministros não participem diretamente do processo, a nomeação obedece à carta da BBC, elaborada pelo governo e que define sua missão. A atual carta vence em 31 de dezembro de 2027.

    O governo também decide o modelo de financiamento da emissora, como a taxa de licença, o que dá influência sobre suas decisões estratégicas e operações.

     
     
     

    O “erro” de edição que colocou a BBC em crise e gerou reação de Trump

  • Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

    Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

    O julgamento de Taleb al-Abdulmohsen, acusado de matar seis pessoas ao atropelar uma multidão no mercado de Natal de Magdeburgo em 2024, começou sob forte esquema de segurança na Alemanha. O médico saudita pode ser condenado à prisão perpétua pelo ataque que deixou mais de 300 feridos

    Começou nesta segunda-feira (10) o julgamento do médico psiquiatra Taleb al-Abdulmohsen, responsável pelo ataque ao mercado de Natal de Magdeburgo, que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em dezembro de 2024. O caso é considerado um dos maiores da história recente da Alemanha e deve se estender por pelo menos 47 dias, segundo o Tribunal Regional de Magdeburgo.

    O réu, de 52 anos, natural da Arábia Saudita e residente na Alemanha há quase duas décadas, é acusado de ter atropelado deliberadamente dezenas de pessoas por insatisfação com o tratamento dado a refugiados sauditas no país. Ele foi levado ao tribunal de helicóptero e acompanha o julgamento dentro de uma caixa de vidro, sob forte esquema de segurança.

    Durante a sessão, al-Abdulmohsen exibiu para as câmeras um computador com a inscrição “#MagdeburgGate” e a data “26 de setembro”, cuja mensagem ainda é desconhecida.

    O ataque matou quatro mulheres, um menino de 9 anos e, posteriormente, uma mulher de 52 anos que não resistiu aos ferimentos. Outras 338 pessoas ficaram feridas, 309 em estado grave.

    Inicialmente tratado como um atentado terrorista, o caso passou a ser investigado como crime isolado, sem ligação com organizações extremistas. Se condenado, o médico poderá cumprir prisão perpétua.

    Médico que matou 6 pessoas na Alemanha é julgado "em caixa de vidro"

  • Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

    Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo

    Ex-funcionária de registro civil havia solicitado à mais alta corte do país que revogasse decisão histórica de 2015; pedido foi rejeitado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda (10) o pedido de uma ex-funcionária pública do Kentucky para derrubar a decisão histórica de 2015 que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. A recusa encerra nova tentativa de reabrir o debate sobre o tema quase quatro anos após o tribunal, hoje com maioria conservadora, reverter o direito constitucional ao aborto.

    Com composição atual de 6 juízes conservadores e 3 progressistas, a corte declinou de analisar um recurso apresentado por Kim Davis, que trabalhou em um cartório e se recusou a emitir a documentação para um casamento gay mesmo após a decisão de 2015 reconhecer o direito constitucional das uniões homoafetivas.

    A ex-funcionária, que se identifica como cristã apostólica, afirma que o casamento entre pessoas do mesmo sexo viola suas convicções religiosas.

    Os tribunais inferiores rejeitaram os argumentos apresentados pela defesa de Davis, que mencionava a Primeira Emenda da Constituição, a qual protege a liberdade religiosa, para tentar eximir a ex-funcionária de responsabilidade. Ela foi condenada a pagar mais de US$ 360 mil em indenizações e custos judiciais por violar o direito de um casal gay de se casar.

    A decisão de 2015, no caso conhecido como Obergefell versus Hodges, foi um marco na história dos direitos LGBTQIA+ nos EUA. Por cinco votos a quatro, a Suprema Corte decidiu que os estados não podem proibir casamentos entre pessoas do mesmo sexo com base nas garantias constitucionais de devido processo e proteção perante a lei.

    O voto decisivo à época foi do então juiz Anthony Kennedy, de tendência conservadora, que escreveu: “A esperança dos que desejam se casar não é a condenação à solidão […]. Eles pedem igualdade e dignidade perante a lei. A Constituição lhes concede esse direito.”

    Revogar a lei permitiria que os estados voltassem a proibir o casamento gay, um desejo de longa data de parte do campo conservador americano.

    Dos quatro juízes que votaram em 2015 contra o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, três continuam no tribunal da mais alta instância: Clarence Thomas, John Roberts e Samuel Alito.

    Desde a decisão tomada há dez anos, contudo, a composição da Suprema Corte ficou mais conservadora. Em 2022, por exemplo, o tribunal derrubou Roe versus Wade, decisão de 1973 que garantia o direito constitucional ao aborto em todo o país. O movimento reacendeu as esperanças de setores religiosos e republicanos que defendem a mudança de entendimento relacionado ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    A ex-funcionária pública Kim Davis se tornou símbolo da resistência religiosa à decisão da Suprema Corte. Após se negar a emitir a documentação do casamento em 2015, ela foi presa por seis dias por desacato à Justiça.

    O processo movido por David Ermold e David Moore, o casal gay a quem Davis negara a documentação, originou a disputa que chegou à mais alta corte do país. Eles conseguiram se casar enquanto ela estava presa.

    Em 2022, o juiz federal David Bunning rejeitou o argumento de que Davis estava protegida pela liberdade religiosa. “Davis não pode usar seus próprios direitos constitucionais como escudo para violar os direitos constitucionais de outras pessoas enquanto desempenha funções públicas”, escreveu o magistrado.

    Um júri condenou a ex-funcionária a pagar US$ 100 mil em indenizações no ano seguinte, além de US$ 260 mil em honorários advocatícios. Em março deste ano, um tribunal de apelações confirmou a condenação.

    Na tentativa de levar o caso adiante, os advogados de Davis pediram que a Suprema Corte reconsiderasse o caso, comparando o direito ao casamento gay ao direito ao aborto, o que foi negado nesta segunda.

    Suprema Corte dos EUA rejeita analisar recurso contra casamento de pessoas do mesmo sexo