Categoria: MUNDO

  • Dois terremotos de magnitude 4,1 são sentidos na região de Lisboa

    Dois terremotos de magnitude 4,1 são sentidos na região de Lisboa

    Abalos foram registrados no início da tarde e atingiram a região da Grande Lisboa e outros distritos. Autoridades informaram que não há registro de vítimas ou danos materiais e reforçaram orientações de segurança à população

    Dois tremores de magnitude 4,1 na escala Richter foram registrados no início da tarde desta quinta-feira, 19 de fevereiro, e foram sentidos na região da Grande Lisboa e em outras áreas próximas.

    Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o primeiro abalo ocorreu às 12h14 (9h14 no horário de Brasília). Dois minutos depois, às 12h16, um segundo sismo, com a mesma intensidade, foi registrado.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que os epicentros foram localizados a cerca de quatro quilômetros a oeste-noroeste de Alenquer, a uma profundidade aproximada de 15 quilômetros.

    De acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto, até o momento não há registro de vítimas nem de danos materiais. O IPMA informou ainda que um novo comunicado será divulgado com informações instrumentais e macrosísmicas atualizadas.

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    Até o momento, há relatos de que os tremores foram percebidos em diversos municípios dos distritos de Lisboa, além de Leiria, Santarém e Coimbra.

    Em nota enviada às redações, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil confirmou a ocorrência do primeiro abalo e informou que, até agora, não há registro de vítimas ou danos materiais.

    Na mesma nota, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil reforçou orientações de autoproteção em caso de terremoto e pediu atenção redobrada em áreas que já sofreram com deslizamentos ou apresentam estruturas fragilizadas por fenômenos meteorológicos recentes.

    “Apelamos à população para cuidados redobrados nas zonas já anteriormente afetadas por movimentos de massa e instabilidade de estruturas devido aos fenômenos recentes de meteorologia adversa”, destacou o órgão.

    De acordo com a escala Richter, os terremotos são classificados conforme a magnitude: micro, quando abaixo de 2,0; muito pequenos, entre 2,0 e 2,9; pequenos, de 3,0 a 3,9; leves, entre 4,0 e 4,9; moderados, de 5,0 a 5,9; fortes, de 6,0 a 6,9; grandes, entre 7,0 e 7,9; muito grandes, de 8,0 a 8,9; excepcionais, entre 9,0 e 9,9; e extremos, quando superiores a 10.

    Dois terremotos de magnitude 4,1 são sentidos na região de Lisboa

  • Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: 'mandou embora'

    Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: 'mandou embora'

    Austríaco é acusado de homicídio culposo após companheira morrer de hipotermia a poucos metros do cume do Grossglockner, sob temperaturas de -20°C. Defesa diz que vítima pediu para ele ir embora; promotoria aponta falhas graves e demora no socorro

    Um homem de 39 anos foi levado a julgamento na Áustria sob acusação de homicídio culposo após a morte da namorada durante uma escalada na montanha Grossglockner, a mais alta do país. A vítima, Kerstin Gurtner, de 33 anos, morreu em janeiro de 2024, após ficar exposta a temperaturas que chegavam a -20°C.

    O réu, Thomas Plamberger, nega responsabilidade e afirmou em sua primeira audiência que a própria namorada teria pedido para que ele fosse embora. “Ela me disse para ir embora”, declarou em tribunal.

    Segundo a acusação, o casal enfrentou condições extremas durante a tentativa de chegar ao cume da montanha, que tem 3.797 metros de altitude. De acordo com o Ministério Público, os dois teriam se perdido pouco antes das 21h e não estavam devidamente equipados para enfrentar o frio intenso.

    A promotoria sustenta que Kerstin foi deixada a cerca de 50 metros do topo em estado grave de hipotermia. O réu é acusado de ter cometido uma série de falhas, incluindo a escolha inadequada de equipamentos e a demora em acionar os serviços de resgate, mesmo após perceber que a situação era crítica. A acusação afirma ainda que ele a deixou “exausta, hipotérmica e desorientada”.

    O primeiro contato com as autoridades ocorreu apenas às 1h35 da madrugada, cerca de quatro horas após o casal começar a enfrentar dificuldades. Segundo os autos, por volta das 22h50, os dois chegaram a avistar um helicóptero, mas não teriam feito sinal de socorro.

    Imagens de uma câmera instalada na trilha registraram Plamberger descendo a montanha por volta das 2h30. Uma hora depois, ele voltou a ligar para as autoridades. Outras gravações mostram o acampamento improvisado onde o corpo de Kerstin foi posteriormente localizado.

    A investigação também aponta que havia cobertores térmicos disponíveis, mas que eles não foram utilizados.

    Durante o julgamento, o réu contou com o apoio da mãe da vítima. Ela criticou a forma como a filha tem sido retratada e disse considerar injusto o tratamento dado ao namorado. “Fico irritada por Kerstin estar sendo retratada como uma pessoa ingênua que se deixou levar pela montanha. Acho injusto o que ele está enfrentando. Há uma caça às bruxas contra ele na mídia e na internet”, afirmou.

    Se condenado por homicídio culposo, Plamberger pode pegar até três anos de prisão. O caso segue em julgamento.
     
     

     

    Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: 'mandou embora'

  • Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

    Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

    unior Pena foi preso pelo ICE após faltar a audiência migratória e teve pedido de liberdade provisória rejeitado pela Justiça. Defesa vai recorrer da decisão enquanto ele segue detido em Nova Jérsei.

    O influenciador brasileiro Junior Pena teve o pedido de fiança negado pela Justiça dos Estados Unidos após ser preso pelo ICE. Ele está detido desde 31 de fevereiro no centro de retenção Delaney Hall, em Nova Jérsei.

    A informação foi divulgada por Maycon MacDowel, amigo do influenciador, nas redes sociais. Segundo ele, a juíza responsável pelo caso rejeitou o pedido inicial de liberdade provisória, mas a defesa deve recorrer da decisão.

    “Semana passada, infelizmente, o Junior teve uma audiência em que a juíza negou o seu direito à fiança. Isso não quer dizer que é o fim da caminhada”, afirmou MacDowel. Ele explicou que o próximo passo será solicitar nova audiência, desta vez com outro magistrado. “A próxima etapa agora é recorrer, apresentar o caso a outro juiz, que vai determinar se ele realmente terá direito à fiança ou não”, disse.

     
     
     

     
     
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    De acordo com o amigo, a prisão ocorreu após Junior Pena faltar a uma audiência obrigatória relacionada ao seu processo migratório. MacDowel afirmou que o influenciador já havia obtido aprovação em um pedido de perdão junto às autoridades americanas, mas a ausência na corte resultou na detenção. “O Junior estava com tudo aprovado, dentro da legalidade, mas, quando não vai à corte, eles prendem”, declarou.

    Morando nos Estados Unidos desde 2009, Junior Pena reúne mais de 480 mil seguidores no Instagram, onde produz conteúdos sobre imigração e o dia a dia de brasileiros no país. Ele também é apoiador declarado do presidente Donald Trump e já defendeu publicamente as políticas migratórias adotadas pelo governo republicano.

    Em postagens anteriores, o influenciador afirmou que as ações do ICE teriam como alvo apenas pessoas envolvidas em crimes. “Tem uma matéria que mostra o ICE pegando, tem até brasileiro no meio, mas é tudo bandido. Tudo bandido”, disse em um vídeo. Meses depois, em dezembro, publicou conteúdo em tom crítico à atuação da agência, classificando determinadas abordagens como “desumanas”.
     
     

     

    Influenciador brasileiro pró-Trump tem fiança negada nos EUA

  • Bebê doente é deportado com família dos EUA para o México

    Bebê doente é deportado com família dos EUA para o México

    Criança de dois meses diagnosticada com bronquite estava em centro de detenção no Texas e foi enviada ao México junto com os pais e a irmã. Congressista critica ação do ICE e cobra informações sobre paradeiro e condições da família

    Um bebê de dois meses que estava há três semanas em um centro de detenção em Dilley, no estado do Texas, foi deportado para o México junto com o restante da família: a mãe, o pai e a irmã, de um ano e quatro meses. O bebê, identificado como Juan Nicolás, havia sido diagnosticado com bronquite.

    A denúncia foi feita pelo congressista Joaquín Castro, que vem se manifestando sobre o caso nas redes sociais.

    “Após conversar com o advogado deles, confirmei que Juan, sua irmã de 16 meses, sua mãe e seu pai foram deportados. Segundo o advogado, o ICE deportou a família, que levou apenas o dinheiro que tinha consigo: 190 dólares”, escreveu em sua última publicação no Facebook.

    “Deportar desnecessariamente um bebê doente e toda a sua família é hediondo. Minha equipe e eu estamos em contato com a família de Juan”, afirmou, acrescentando que estava totalmente concentrado em localizar a família, “responsabilizar o ICE por essa ação monstruosa” e “exigir informações específicas sobre seu paradeiro e bem-estar, assim como garantir sua segurança”.

    Na rede social X, o congressista declarou que ao menos o bebê e a mãe foram “abandonados do outro lado da fronteira, no México”.

    Segundo a revista People, o bebê foi levado ao hospital na segunda-feira devido à bronquite. Castro explicou na rede X que ele recebeu alta ainda naquela noite e que, na manhã seguinte, a mãe compareceu diante de um juiz de imigração, que informou que ela seria deportada, sem especificar quando isso ocorreria.

    Ainda na segunda-feira, Castro já havia afirmado que a vida de Juan Nicolás “estava em risco”, alegando que as instalações não contavam com um médico disponível para atendê-lo.

    À revista People, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou que a criança foi levada a um hospital local em Pearsall, no Texas, “para uma avaliação preventiva após apresentar sintomas de infecção respiratória” em 16 de fevereiro. Segundo a mesma fonte, a mãe “pôde acompanhar o estado de saúde da criança durante toda a visita ao hospital”.

    “A equipe do hospital constatou que o estado da criança era estável e que ela permaneceu alerta e responsiva durante a avaliação”, diz o comunicado. “O hospital não a internou e ela já retornou a Dilley, onde a equipe médica continua a monitorar sua saúde. Ela está em condição estável, alerta e responsiva, e continua a receber os cuidados adequados.”

    O centro de detenção é o mesmo onde Adrian e Liam Ramos estiveram detidos. A imagem de Liam, de cinco anos, ganhou repercussão internacional à época, com fotografias mostrando a criança sendo levada pelo ICE ainda com a mochila escolar, após ter sido buscada pelo pai na escola.
     
     
     
     

     
     
     
     

     
     
     

    Bebê doente é deportado com família dos EUA para o México

  • Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

    Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

    Presidente dos Estados Unidos afirma que Diego Garcia é estratégica em caso de confronto com o Irã e diz que eventual perda do controle britânico representaria ameaça a aliado. Casa Branca afirma que publicação reflete posição oficial do governo

    O presidente norte-americano voltou a mudar de posição ao alertar nesta quarta-feira o Reino Unido para não entregar uma base militar estratégica no oceano Índico. Segundo ele, a estrutura será fundamental caso os Estados Unidos realizem um ataque contra o Irã. “Não cedam Diego Garcia!”, escreveu Donald Trump, em letras maiúsculas, na rede Truth Social, poucas horas depois de o Departamento de Estado reiterar apoio ao acordo britânico que prevê a devolução das ilhas Chagos à Ilha Maurício e o arrendamento da área onde fica a base.

    Na terça-feira, o Departamento de Estado informou que iniciará na próxima semana negociações com Maurício sobre a base conjunta entre Estados Unidos e Reino Unido em Diego Garcia, considerada de alta importância estratégica.

    A decisão de Londres de devolver o arquipélago das Chagos a Maurício irritou inicialmente Trump. No começo do mês, no entanto, ele afirmou compreender “tal acordo”, ao mesmo tempo em que defendeu a permanência da presença militar norte-americana na região, classificada por ele como sensível.

    Na publicação mais recente, Trump declarou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, “não deve, em hipótese alguma, perder o controle de Diego Garcia ao assinar um contrato de arrendamento de 100 anos que é, no mínimo, precário”.

    “Esse território não deve ser retirado do Reino Unido e, se isso acontecer, será um ataque ao nosso grande aliado”, acrescentou.

    O presidente norte-americano afirmou ainda que “se o Irã decidir não chegar a um acordo sobre o programa nuclear, os EUA podem ver-se obrigados a utilizar Diego Garcia e o aeródromo localizado em Fairford, Inglaterra, para repelir qualquer potencial ataque de um regime altamente instável e perigoso”.

    Trump já ameaçou Teerã em diversas ocasiões com uma intervenção militar caso as negociações em andamento não resultem em um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

    Questionada sobre a aparente mudança de posição, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse: “Esta publicação deve ser considerada a política do Governo Trump”.

    “Quando se vê isso na Truth Social, sabe-se que vem diretamente do presidente Trump”, acrescentou.
     

     

    Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

  • Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

    Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

    Israel autorizou colonos a comprarem terras na região para invadir e tomar a região

    O Brasil e quase 100 países divulgaram comunicado nesta quarta-feira (18) em que condenam a expansão de Israel na Cisjordânia. 

    No domingo (15), o governo de Israel aprovou a reabertura do registro de terras na Cisjordânia ocupada, o que permitirá aos colonos israelenses comprarem terras definitivas na região. Os palestinos consideram a medida uma “anexação de fato”

    No comunicado, os países afirmam que a decisão unilateral de Israel é contrária ao direito internacional.  

    “Reiteramos a nossa rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Tais medidas violam o direito internacional, minam os esforços em curso em prol da paz e da estabilidade na região, vão de encontro ao Plano Abrangente e colocam em risco a perspectiva de alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito”, diz a nota conjunta, divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).

    Os países reafirmaram o compromisso em adotar medidas, com base no direito internacional e em resoluções das Nações Unidas, para “contribuir para a concretização do direito do povo palestino à autodeterminação e para enfrentar a política ilegal de assentamentos no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, bem como políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”.

    “Reiteramos que uma paz justa e duradoura, com base nas resoluções relevantes das Nações Unidas, nos termos de referência de Madri, incluindo o princípio de terra por paz, e na Iniciativa de Paz Árabe, encerrando a ocupação israelense iniciada em 1967 e implementando a solução de dois Estados — na qual dois Estados democráticos, uma Palestina independente e soberana e Israel, vivam lado a lado em paz e segurança, dentro de suas fronteiras seguras e reconhecidas, com base nas linhas de 1967, inclusive no que diz respeito a Jerusalém — continua sendo o único caminho para garantir segurança e estabilidade na região”, concluem.

    Cisjordânia

    A Cisjordânia está entre as áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio. A maior parte do território fica sob controle militar israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que o registro de terras é uma medida de segurança vital, enquanto o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que se trata de uma “resposta adequada aos processos ilegais de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina”, segundo a Agência Reuters. 

    Já a presidência palestina condenou a ação, ao afirmar que trata-se de “uma anexação de fato do território palestino ocupado e uma declaração do início de planos de anexação que visam consolidar a ocupação por meio de atividades de colonização ilegais”.

    Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

  • Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

    Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

    No início do mês, Donald Trump afirmou que os EUA mantinham conversas “no mais alto nível” com Cuba, mas não revelou detalhes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem mantido conversas secretas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador cubano Raúl Castro, informou o portal americano Axios nesta quarta-feira (18), citando três autoridades que falaram sob a condição de anonimato.

    Um alto funcionário do governo ouvido pelo Axios afirma que não se trata de negociações, mas de discussões sobre o futuro da ilha. Raúl Castro sucedeu o irmão, Fidel Castro (1926-2016), e comandou Cuba de 2008 a 2018.

    Segundo o site, Rubio, que nasceu nos EUA e é filho de cubanos, manteve essas conversas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro à margem do regime, hoje comandado por Miguel Díaz-Canel.

    O Departamento de Estado dos EUA e a embaixada cubana em Washington não comentaram.

    As conversas ocorrem durante uma das maiores crises registradas na ilha nos últimos anos, com a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano desde a captura do ditador Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, por forças americanas em Caracas.

    Desde então, há registros de filas extensas para a compra de combustível e de apagões de até 20 horas por dia em algumas regiões da ilha.

    Diante da crise, dois navios mexicanos foram enviados para Havana com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária. Na segunda-feira (16), o governo espanhol informou que também enviaria alimentos e suprimentos de saúde.

    Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu nesta quarta o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, no Kremlin, em Moscou, e criticou as novas restrições impostas à ilha caribenha. Segundo agências estatais russas, o líder classificou as sanções de inaceitáveis.

    “Agora é um período especial, novas sanções. Você sabe como nos sentimos sobre isso”, afirmou Putin, de acordo com a agência oficial russa. “Não aceitamos nada desse tipo.”

    O governo de Donald Trump ameaça impor tarifas contra países que queiram vender combustível para Cuba. O republicano também já afirmou que considera a ilha uma “nação falida” e instou Havana a firmar um acordo com os EUA. Ele disse ter descartado, no entanto, a ideia de uma operação destinada a derrubar o regime.

    Avaliações da CIA indicam que a ilha enfrenta um colapso econômico, especialmente nos setores de agricultura e turismo. Entretanto, o serviço de inteligência dos EUA adota cautela sobre a possibilidade de queda do regime.

    No início de fevereiro, Trump afirmou que os EUA mantinham conversas com Cuba “no mais alto nível”, mas o governo americano tem sido discreto e se recusa a fornecer detalhes sobre o conteúdo ou sobre as pessoas envolvidas nos diálogos.

    Raúl Castro, que hoje tem 94 anos, está aposentado desde que deixou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, em 2021.

    Ele protagonizou, junto ao ex-presidente americano Barack Obama, uma aproximação inédita com os EUA em meados da década de 2010, logo revertida no primeiro governo de Donald Trump.

    Rubio mantém conversas secretas sobre Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

  • Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

    Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

    Com ameaça de ação dos EUA, Estado judeu determinou mobilização interna a retaliação inevitável, como ocorreu no ano passado; Tel Aviv deve participar do conflito e pode adicionar grande pode de fogo à amada de Trump, mas defesa aérea é motivo de preocupação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.

    O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.

    Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.

    O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.

    Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.

    Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.

    Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.

    No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.

    Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.

    Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.

    O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.

    O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

    Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

  • Trump acelera preparação de ataque ao Irã

    Trump acelera preparação de ataque ao Irã

    Apesar de negociação sobre programa nuclear prosseguir, sinais de que os EUA poderão atacar a teocracia se acumulam; nesta semana, força de ataque aéreo na região foi dobrada, com envio de caças F-22 usados no bombardeio do ano passado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Apesar dos relatos de progresso nas negociações para evitar uma nova guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos aceleraram nesta semana a mobilização militar ofensiva em preparação para atacar o Irã.

    Após enviar dois grupos de porta-aviões e diversos ativos para a região, as forças de Donald Trump estão empreendendo uma movimentação frenética de aeronaves para o teatro de um eventual conflito.

    Só de segunda-feira (16) até esta quarta (18), foram ao menos 78 aviões de caça e ataque deslocados, mais que o dobro do que já havia em três principais bases americanas sob a jurisdição do Centcom (Comando Central da Forças Armadas dos EUA) -isso sem contar as 90 aeronaves a bordo do USS Abraham Lincoln.

    Esse aviões estão sendo apoiados por uma armada voadora de aviões-tanque. Só na manhã desta quarta, havia 20 modelos KC-135 e KC-46 no ar cruzando o Atlântico vindos dos EUA, e uma fila com dezenas de voos de ida e volta de cargueiros C-17 da região para bases europeias.

    Além disso, seis aviões-radar E-3 e pelo menos um raramente usado U-2 já estão na Europa, a poucas horas da ação. São aeronaves essenciais para qualquer ação coordenada, organizando o trabalho de caças, aviões de ataque a solo e bombardeiros. Todos os números são tirados de monitores de tráfego aéreo, e pode haver mais ativos a caminho.

    Chama a atenção a composição do contingente, que saiu dos EUA e de bases na Europa: além de 36 caças leves F-16 e mais 12 aviões de ataque F-15, há 12 F-22 e 18 F-35 relatados pelos monitores. Os dois últimos são modelos de quinta geração, furtivos a radar.

    O F-22, em particular, é o avião mais poderoso da frota americana. Seu emprego, provavelmente numa base da Jordânia, sugere o potencial uso do bombardeiro “invisível” B-2, numa combinação usada no ataque americano a instalações nucleares do Irã em junho passado.

    Nele, os F-22 serviram com F-35 de escolta para os bombardeiros de R$ 11 bilhões, enquanto outros caças abriam o caminho alvejando defesas aéreas iranianas. Nesse cenário, é possível especular uma novo ataque mais cirúrgico para decapitar a teocracia islâmica instalada em Teerã desde 1979.

    Mas analistas militares observam que o poderio mobilizado insinua uma guerra mais ampla do que bombardear o aiatolá Ali Khamenei e comandantes de sua Guarda Revolucionária. Isso implica vários riscos, dado que o país não é indefeso como a Venezuela, atacada em janeiro.

    Para tanto, seguindo a cartilha do Pentágono, tudo começa com o uso intensivo do míssil de cruzeiro Tomahawk. Há cerca de 600 unidades da arma de precisão rondando o Irã. Trump já tem na região o Lincoln e sua escolta de três destróieres, e um total de ao menos 12 navios de guerra.

    Na semana que vem eles já sejam apoiados por um segundo grupo de porta-aviões, centrado no maior modelo do tipo no mundo, o USS Gerald R. Ford. O navio e sua escolta estavam no Caribe, onde participaram da operação que capturou o ditador Nicolás Maduro e sua mulher.

    Nesta quarta, ele estava perto do estreito de Gibraltar, entrando no Mediterrâneo e podendo estar em posição de apoiar um ataque ao Irã pelo flanco oeste já neste fim de semana se mantiver a velocidade atual de 24 nós (44 km/h).

    Por fim, há o fator Israel, aliado central dos EUA na região. O Estado judeu, segundo a imprensa local, elevou seu alerta militar e pode participar do ataque aos arquirrivais iranianos, repetindo a parceria do curto conflito de junho passado. Potência nuclear, o país tem cerca de 300 aviões capazes de alvejar o Irã.

    Isso tudo pode sinalizar apenas pressão de Trump para que os aiatolás aceitem um acordo acerca de seu programa nuclear. Na terça, delegações de ambos os países debateram indiretamente o tema, sob a mediação de Omã, em Genebra.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi particularmente otimista, falando em progresso e novas reuniões. Os americanos foram mais discretos, apenas relatando anonimamente que esperam uma proposta iraniana em duas semanas.

    Talvez este seja o prazo para uma decisão de Trump sobre atacar. Na noite de terça, o vice-presidente J. D. Vance afirmou à Fox News que “ficou bem claro que o presidente tem linhas vermelhas que os iranianos não estão ainda dispostos a aceitar e negociar”.

    Já nesta quarta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que “houve um pouco de progresso, mas estamos muito longe em algumas questões”. “O Irã seria sábio em fazer um acordo.”

    PROTESTOS AGRAVARAM CRISE

    A crise entre os países remonta à Revolução Iraniana, que nasceu sob o signo da tomada da Embaixada dos EUA em Teerã. Décadas de hostilidade mútua chegaram a um zênite com o ataque do ano passado, em apoio à guerra de 12 dias que Israel travava com seu arqui-inimigo.

    Sucedeu um cessar-fogo, mas a situação política da teocracia degenerou devido a uma crise econômica que levou milhares à rua no fim de 2025. Logo, os atos viraram protestos contra o regime em si e foram violentamente reprimidos.

    Trump prometeu ajuda os manifestantes e, no começo do ano, quase atacou o Irã. Mas voltou atrás, convencido por Israel a ganhar mais tempo de preparo e pressionado por aliados regionais a não causar caos no comércio de petróleo -20% do produto e do gás mundiais passam pelo estreito de Hormuz, cuja costa norte é controlada por Teerã.

    Não por acaso, os iranianos estão fazendo nesta semana exercícios navais por lá e anunciaram manobras conjuntas com russos e chineses, buscando dissuadir os americanos. Uma corveta de Moscou, a Stoiki, já fez manobras com barcos iranianos nesta quarta. Teerã também está reforçando instalações militares, como imagens de satélite mostram.

    O republicano acabou abandonando a retórica de apoio aos atos, embora tenha falado que seria bom ver o regime cair. E acelerou o cerco militar enquanto mudava o foco para o programa nuclear, que fora objeto de um acordo que ele mesmo deixou em 2018.

    Aquele arranjo suspendia sanções em troca da renúncia à bomba atômica e instalação de mecanismos de verificação da produção pacífica de urânio enriquecido. Teerã quer renovar esse acordo, mas Trump quer o fim total do programa.

    Além disso, com apoio de Israel, pede também o fim do programa de mísseis balísticos do país persa, algo que Teerã diz ser inegociável. Na guerra de 2025, apesar de dominada nos ares, a teocracia causou bastante estrago no Estado judeu.

    Trump acelera preparação de ataque ao Irã

  • Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

    Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

    Presiente Lula deve discursar durante a plenária de alto nível

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quarta-feira (18) em Nova Délhi, capital da Índia, para uma visita a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi. O primeiro compromisso de Lula amanhã (19) será a participação na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mundo.

    O evento começou na segunda-feira (16) e Lula deve discursar durante a plenária de alto nível, ao lado de outros chefes de Estado e grandes executivos do setor. O evento dará sequência ao chamado “processo de Bletchley”, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança, governança e colaboração global em IA.

    Também serão debatidos assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização da tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social. Esta será a primeira vez que um presidente brasileiro comparecerá a um evento global de alto nível sobre o tema. 

    Na sexta-feira (20), o governo brasileiro está organizando o evento paralelo chamado IA para o bem de todos, que var tratar das perspectivas brasileiras para o futuro da inteligência artificial. O encontro vai contar com a presença de ministros de Estado – representando as pastas de Ciência, Tecnologia e Informação, Gestão e Inovação nos Serviços Públicos, Educação, Saúde e Comunicações.

    Esta é a segunda viagem de Lula à Índia no atual mandato e uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics.

    “A agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis”, destacou a Presidência, em comunicado.

    Agenda bilateralBrasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e, durante a visita, devem ser firmadas parcerias sobre terras raras e minerais críticos. Também está prevista a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro.

    A visita será oportunidade para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países.

    São esperados ainda avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.

    Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Atualmente, a Índia é o 10° destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro.

    De acordo com o governo, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas.

    Um dos acordos firmados entre o Brasil e a Índia – durante visita do primeiro-ministro Modi, no ano passado – foi o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

    A Índia também é uma potência farmacêutica e de tecnologia em saúde e devem ser firmados acordos no setor para atração de investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil.

    Lula e Narendra Modi têm posições coincidentes na pauta internacional e devem firmar documento sobre temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.

    Lula ainda participará da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia. A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a participação de mais de 300 empresários brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

    Coreia do Sul

    Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 230 empresários brasileiros.

    O governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países e, para isso, deve ser assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica. As ações devem alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

    O comércio bilateral Brasil-Coreia do Sul chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. O país ocupa o 13° lugar de destino das exportações brasileiras e entre os principais itens vendidos estão óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool, e café não torrado.

    Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA