Categoria: MUNDO

  • França em 'alerta' após desaparecimento de 3 menores; pais são suspeitos

    França em 'alerta' após desaparecimento de 3 menores; pais são suspeitos

    Três crianças, uma delas com apenas seis semanas, teriam sido sequestradas pelos pais depois de ter sido emitida uma ordem pelos serviços infantis para retirar os menores da família devido a faltas de condições, assim como pelo uso de drogas por parte dos progenitores. Até ao momento, ainda não foram localizadas.

    Um alerta Amber foi emitido no início da manhã deste sábado devido ao desaparecimento de três irmãos — um bebê prematuro, um bebê de 18 meses e uma criança de dois anos — em Épinay-sur-Seine, na França. Os principais suspeitos são os próprios pais.

    O alerta Amber, vale destacar, é um sistema nacional de emergência utilizado para divulgar informações urgentes sobre o sequestro ou desaparecimento de crianças em risco iminente de morte ou de sofrer ferimentos graves.

    “Dalia, uma menina de seis semanas, foi sequestrada no dia 19 de fevereiro de 2026, em Épinay-sur-Seine. O irmão e a irmã, Nael, de 18 meses, e Éline, de dois anos, foram sequestrados ao mesmo tempo”, informou um comunicado do Ministério da Justiça francês, divulgado às 5h45 no horário local (4h45 em Lisboa), citado pelo jornal Le Figaro.

    Os suspeitos do sequestro são os pais das crianças, segundo a mesma nota, que descreve ambos: “Abdelkader Benanderrahmane, 24 anos, 1,70m, magro, cabelo e olhos castanhos e um possível arranhão na região do rosto. Chaina Hattab, 20 anos, entre 1,62m e 1,65m, magra, cabelo e olhos castanhos. É provável que tentem deixar o país”.

    O que se sabe?

    As três crianças foram retiradas dos pais após uma ordem provisória emitida na quarta-feira pelos Serviços de Proteção à Infância, depois de um relatório hospitalar indicar que a família vivia em “moradia precária”, havia “uso de drogas por parte dos pais e negligência das necessidades básicas dos menores”.

    Cabe destacar ainda que Dalia, a bebê de seis semanas, sofre de um problema cardíaco que, “sem os cuidados adequados, pode se agravar em 48 horas”.

    Também se sabe que, no dia em que os serviços de proteção foram buscar as crianças, os pais teriam resistido e fugido com os três menores.

    As autoridades abriram uma investigação por “sequestro de menor de 15 anos por grupo organizado” e tentam localizar as três crianças, mas, até o momento, sem sucesso. Caso a população veja os menores, a orientação é que “não tentem resolver a situação por conta própria” e que entrem em contato imediatamente com a polícia.

    França em 'alerta' após desaparecimento de 3 menores; pais são suspeitos

  • Força aérea dos EUA intercepta cinco aeronaves russas perto do Alasca

    Força aérea dos EUA intercepta cinco aeronaves russas perto do Alasca

    A força aérea dos Estados Unidos (EUA) enviou caças militares para interceptar cinco aeronaves russas que sobrevoavam o espaço aéreo internacional na costa oeste do Alasca, mas garantiu que não foram vistas como uma provocação.

    Na sexta-feira, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD, na sigla em inglês) informou que detectou e monitorou dois caças russos Tu-95, dois Su-35 e um A-50 operando perto do Estreito de Bering na quinta-feira.

    Em resposta, o NORAD acionou dois caças F-16, dois F-35, um E-3 e quatro aviões-tanque KC-135 para interceptar, identificar e escoltar as aeronaves russas até que deixassem a área, de acordo com um comunicado.

    “As aeronaves militares russas permaneceram no espaço aéreo internacional e não entraram no espaço aéreo soberano dos Estados Unidos ou do Canadá”, destacou o NORAD.

    O comunicado também afirmou que esse tipo de atividade “ocorre regularmente e não é considerado uma ameaça”.

    As aeronaves russas estavam operando em uma área próxima ao Estreito de Bering, uma estreita faixa de água com cerca de 80 quilômetros de largura que separa os oceanos Pacífico e Ártico, chamada Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca.

    Essas zonas começam onde termina o espaço aéreo soberano. Embora seja espaço aéreo internacional, todas as aeronaves são obrigadas a se identificar ao entrar nessas áreas, por motivos de segurança nacional, informou o NORAD.

    O comando utilizou satélites, radares terrestres e aéreos e aeronaves para detectar e acompanhar os aviões russos.

    As operações do NORAD no estado do Alasca têm como base a Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage.

    Força aérea dos EUA intercepta cinco aeronaves russas perto do Alasca

  • 'Vou te matar', diz advogado a coconspirador de Epstein em julgamento

    'Vou te matar', diz advogado a coconspirador de Epstein em julgamento

    Bilionário Les Wexner é identificado como ‘coconspirador’ de Jeffrey Epstein pelo FBI e depôs perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA sobre seus vínculos com o criminoso sexual

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O depoimento do bilionário e ex-CEO da Victoria’s Secret, Leslie Wexner, 88, no Congresso dos Estados Unidos, sobre o escândalo sexual de Jeffrey Epstein, ficou marcado por uma advertência ruidosa de seu advogado.

    Leslie depôs ontem por cerca de quatro horas no Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA. O bilionário foi questionado sobre a relação de proximidade que manteve com Epstein ao longo de duas décadas.
    Em determinado momento, uma advertência do advogado de Leslie vazou no microfone e chamou a atenção pelo teor: “Eu vou te matar se você responder outra pergunta com mais de cinco palavras”, disse Michael Levy próximo ao ouvido de Leslie.

    Wexner reagiu com sorriso à advertência do advogado e respondeu apenas com “ok”. Após esse momento, o bilionário continuou a responder os questionamentos feitos pelo Comitê. A “bronca” do defensor repercutiu na imprensa internacional.

    Leslie foi chamado para depor por aparecer como “coconspirador” de Epstein em um documento feito pelo FBI em 2019. O fato de ser citado no documento não significa que ele cometeu crimes, mas os congressistas americanos têm investigado todos aqueles citados em documentos do caso do criminoso sexual.

    Durante o depoimento, Leslie admitiu que era próximo de Epstein e que visitou a ilha do criminoso sexual uma única vez. O ex-CEO da Victoria’s Secret, porém, negou ter conhecimento das práticas criminosas de Epstein e garantiu que não “testemunhou, tolerou ou acobertou” qualquer conduta ilícita do então amigo.

    Bilionário afirmou que rompeu laços definitivos com Jeffrey e o acusou de roubo. “Rompi relações com Epstein de forma completa e irrevogável há quase 20 anos, quando descobri que ele era um abusador, um criminoso e um mentiroso. Nunca participei, nem fui cúmplice, de nenhuma das atividades ilegais de Epstein”.

    Ele também admitiu que escreveu uma mensagem com par de seios para Epstein, mas disse se arrepender. “Infelizmente, eu a escrevi”, disse ele, que alegou tratar de uma felicitação pelo aniversário de Jeffrey.

    Jeffrey Epstein foi gestor financeiro pessoal de Wexner. Depois de pelo menos duas décadas de parceria, o bilionário rompeu com Jeffrey após acusá-lo de usar seu dinheiro para comprar propriedades. Em seu depoimento, ele afirma ter sido enganado por Epstein, a quem chamou de “vigarista”.

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  • Trump anuncia tarifa global de 10% para contornar IEEPA após decisão da Suprema Corte

    Trump anuncia tarifa global de 10% para contornar IEEPA após decisão da Suprema Corte

    O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira (20), a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global, por considerar que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade

    O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 20, que assinará ainda nesta mesma data um decreto impondo uma tarifa global de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio, horas após a Suprema Corte derrubar as tarifas adotadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). \”A decisão da Suprema Corte é profundamente decepcionante\”, afirmou Trump, em coletiva convocada após o veredicto. “Tenho vergonha de certos membros da Suprema Corte”, disse, ao mesmo tempo em que parabenizou os juízes dissidentes que votaram a favor das tarifas – entre eles Brett Kavanaugh.

    Trump afirmou que a nova tarifa global de 10%, com base na Seção 122, será aplicada “além das tarifas normais já cobradas”, o que indica caráter cumulativo e não substitutivo em relação às tarifas já em vigor.

    Por 6 votos a 3, a Corte concluiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas, ressaltando que a Constituição atribui ao Congresso o poder de instituir e arrecadar tributos. O presidente da Corte, John Roberts, destacou no voto majoritário que os termos da lei de 1977 não conferem autorização clara para tarifas amplas, de valor e duração ilimitados.

    Trump reagiu com ataques diretos ao tribunal, dizendo que a Corte foi “influenciada por interesses estrangeiros”, age como “tola e subserviente” e que “países estrangeiros estão dançando nas ruas após a decisão, mas não por muito tempo”.

    Segundo ele, o caso das tarifas era “um símbolo da segurança econômica nacional” e as medidas “nos proporcionaram grande segurança nacional”.

    O presidente dos EUA afirmou que as tarifas ligadas ao fentanil permanecem e que todas as tarifas aplicadas sob as Seções 232 e 301 continuam em vigor. Ele também anunciou a abertura de novas investigações com base na Seção 301.

    Trump sustentou que a decisão “não anulou tarifas, apenas anulou um de seus formatos de aplicação” e que a Suprema Corte “consolidou” seus poderes tarifários ao indicar outros caminhos legais. “Agora estou indo em uma direção diferente. Provavelmente a direção que eu deveria ter ido desde o início. Uma direção mais forte”, declarou, acrescentando que poderá “cobrar muito mais do que cobrava antes” sob dispositivos como as Seções 122, 201, 301, 232 e 338.

    As Seções 122, 201 e 301 integram a Lei de Comércio de 1974 e oferecem diferentes instrumentos tarifários ao Executivo: a Seção 122 permite impor tarifas de até 15% por até 150 dias para enfrentar desequilíbrios no balanço de pagamentos, sem investigação prévia. A Seção 201 autoriza salvaguardas temporárias – como tarifas ou cotas -, e a Seção 301 permite retaliar práticas comerciais consideradas desleais por outros países, após investigação do USTR, sendo amplamente usada contra a China.

    Já a Seção 232, da Lei de Expansão Comercial de 1962, possibilita tarifas por razões de segurança nacional, com base em investigação do Departamento de Comércio, enquanto a Seção 338, da Lei Tarifária de 1930, autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem produtos dos EUA – dispositivo antigo e nunca aplicado, mas ainda formalmente disponível.

    Trump anuncia tarifa global de 10% para contornar IEEPA após decisão da Suprema Corte

  • Trump diz que é 'uma desgraça' a decisão da Suprema Corte de barrar suas tarifas

    Trump diz que é 'uma desgraça' a decisão da Suprema Corte de barrar suas tarifas

    O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira (20), a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global, por considerar que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que é “uma desgraça” a decisão da Suprema Corte do país de derrubar as tarifas de importação impostas pelo republicano.

    Segundo apuração do jornal The New York Times feita com duas pessoas próximas ao governo, a declaração de Trump foi dada em um encontro com governadores nesta sexta-feira (20).

    A Suprema Corte definiu por 6 votos a 3 que o uso de uma lei de 1977 para justificar a cobrança de taxas de outros países é irregular, pois o presidente não pode impor tarifas amplas sem autorização explícita do Congresso.

    Presidente da Suprema Corte, John Roberts, afirmou que o presidente deve “‘apontar uma autorização clara do Congresso’ para justificar sua extraordinária afirmação desse poder.”

    Trump se apoiou na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) para a condução das tarifas. Para Roberts, o órgão “autoriza o presidente a investigar, bloquear durante a pendência de uma investigação, regular, dirigir e obrigar, anular, invalidade, prevenir ou proibir importação ou exportação” e aponta que, nesta lista, não há menção a tarifas ou impostos.

    “Se o Congresso tivesse a intenção de conceder o poder distinto e extraordinário de impor tarifas, teria feito isso expressamente, como tem feito de forma consistente em outras leis tarifárias”, disse Roberts.

    A medida impacta a maioria, mas não todas as tarifas impostas pelo presidente. Entre as exceções estão as tarifas que foram implementadas sob a Seção 232, que se refere a uma disposição da Lei de Expansão Comercial dos EUA que permite a imposição de tarifas quando a segurança nacional é considerada em risco. Entre os produtos, estão aço, alumínio, madeira e o setor automotivo.

    A derrota representa um duro golpe econômico e político a uma das iniciativas mais emblemáticas do segundo mandato de Trump. Além de perder capital político, os EUA podem ser obrigados a devolver mais de US$ 175 bilhões (R$ 912 bilhões) de arrecadações tarifárias, segundo um cálculo realizado por economistas do Penn-Wharton Budget Model a pedido da Reuters.

    O Brasil, que chegou a ser taxado em 50% antes de ter parte das tarifas reduzidas no fim do ano passado, aguarda com expectativa o fim das sobretaxas. A previsão era que oassunto estaria na pauta do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump -reunião prevista para março, mas ainda sem data definida.

    Em fevereiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin expressou otimismo com a relação bilateral. “A expectativa é positiva e mais focada na relação Brasil-Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os Estados Unidos agravada com 10%, mais 40% -tarifaço de 50%. Hoje está em 22%. Já caiu bem. Mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, disse.

    Parte da produção brasileira ainda é impactada pela cobrança adicional de sobretaxa de 40%, que foi determinada por Trump em junho do ano passado. Na ocasião, o mandatário dos EUA isentou 700 itens como as peças de aviação. Cinco meses depois, Trump retirou a tarifa de 40% sobre mais de 200 produtos, mas a maioria era agrícola ou da pecuária. A cobrança dos 40% segue para 22% das exportações brasileiras, de acordo com Alckimin.

    Os reembolsos de US$ 175 bilhões excederiam os gastos combinados do Departamento de Transportes, de US$ 127,6 bilhões, e do Departamento de Justiça, de US$ 44,9 bilhões, no ano fiscal de 2025.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já afirmou que o governo deve recorrer da decisão da Corte, mas também adiantou que a gestão pode cobrir quaisquer reembolsos de tarifas.

    Apesar das taxas, a economia norte-americana não conseguiu o impulso tão propagado por Trump. O déficit comercial em 2025 reduziu apenas 0,2%, para US$ 901,5 bilhões (R$ 4,72 trilhões), mesmo com as cobranças a produtos importados. Se for levado em consideração apenas a negociação de bens de consumo, o déficit bateu recorde, atingindo US$ 1,24 trilhão (R$ 6,49 trilhões), segundo dados divulgados pelo governo nessa quinta-feira (19).

    O emprego nas fábricas diminuiu em 83 mil postos de trabalho de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, o custo de vida do norte-americano aumentou, levando inclusive os restaurantes a reduzirem as porções para atrair o público, e a inflação fechou 2025 em 2,9%.

    Em novembro, Trump anunciou que pagaria US$ 2.000 a cada americano em virtude da cobrança de tarifas, mas até o momento a medida não foi aprovada.

    Trump diz que é 'uma desgraça' a decisão da Suprema Corte de barrar suas tarifas

  • Trump anuncia que vai divulgar arquivos sobre extraterrestres

    Trump anuncia que vai divulgar arquivos sobre extraterrestres

    Anúncio ocorre após polêmica envolvendo declarações de Barack Obama sobre extraterrestres. Casa Branca não detalhou quais documentos poderão ser divulgados, enquanto Pentágono afirma que relatórios recentes não encontraram evidências de vida alienígena

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende ordenar ao Pentágono e a outras agências federais a abertura de documentos relacionados à vida extraterrestre. A decisão foi divulgada após uma nova polêmica envolvendo declarações do ex-presidente Barack Obama sobre o tema.

    “Diante do enorme interesse demonstrado, darei ordens ao Secretário da Guerra e a outros departamentos e agências relevantes para iniciar o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAP) e objetos voadores não identificados (OVNIs), bem como qualquer outra informação ligada a esses assuntos altamente complexos, mas extremamente interessantes e importantes”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

    Segundo a CNN, ainda não está claro que tipo de material poderá ser tornado público nem quando isso ocorrerá. Nos últimos anos, o Departamento de Defesa tem conduzido investigações por meio do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, responsável por catalogar e analisar relatos de objetos voadores não identificados. Em relatório divulgado em 2024, o órgão afirmou não ter encontrado evidências de vida extraterrestre.

    A iniciativa de Trump ocorre após críticas a Obama, que em um podcast sugeriu, em tom descontraído, que extraterrestres poderiam existir. “Ele divulgou informações confidenciais, não deveria ter feito isso”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One. “Não sei se são reais ou não, mas ele cometeu um grande erro”, acrescentou.

    O que disse Obama

    No fim de semana anterior, ao participar de um podcast, Obama respondeu a uma pergunta sobre extraterrestres dizendo: “Eles são reais, mas eu não os vi”. Em seguida, afirmou que, até onde sabia, não existem instalações subterrâneas destinadas a esconder seres de outro planeta, como sustentam teorias conspiratórias.

    Após a repercussão nas redes sociais, o ex-presidente publicou mensagem no Instagram para esclarecer que o comentário foi feito em tom leve. “Estatisticamente, o universo é tão vasto que as chances de existir vida em outros lugares são altas”, escreveu.

    A origem das teorias sobre a Área 51

    Grande parte das especulações sobre vida extraterrestre nos Estados Unidos gira em torno da Area 51, instalação militar da Força Aérea localizada em Groom Lake, no estado de Nevada. O complexo é restrito ao público e opera sob rígido esquema de segurança.

    De acordo com a Enciclopédia Britânica, funcionários da base chegam ao local por meio de voos autorizados a partir de um terminal reservado no aeroporto de Las Vegas. Imagens de satélite da instalação foram censuradas até 2018, aumentando o mistério em torno do local.

    As teorias ganharam força em 1989, quando Robert Lazar afirmou ter trabalhado na base com tecnologia extraterrestre. Ele declarou ao jornalista George Knapp ter visto fotos de autópsias de alienígenas e alegou que o governo analisava naves recuperadas. Embora suas afirmações tenham sido desmentidas, elas alimentaram décadas de especulações.

    Segundo a CIA, muitos relatos de OVNIs na região estariam ligados a testes de aeronaves militares, como o U-2. “Não há evidências de contato extraterrestre na Área 51 ou em qualquer outro lugar”, afirma a agência.

    Trump anuncia que vai divulgar arquivos sobre extraterrestres

  • Supremo Tribunal dos EUA anula tarifas impostas por Trump a nível global

    Supremo Tribunal dos EUA anula tarifas impostas por Trump a nível global

    O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira (20), a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global, por considerar que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade

    Nesta sexta-feira (20), o Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou a maioria das tarifas impostas a nível global pelo presidente norte-americano, Donald Trump, justificando que o magnata violou a lei federal.

    Os três juízes liberais – Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor – e os três juízes conservadores – Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts – votaram a favor da revogação das tarifas, enquanto os juízes Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas discordaram.

    Os magistrados consideraram que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade ao impor tarifas abrangentes através de uma lei reservada para situações de emergência nacional. Realçaram, por isso, que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional “não autoriza o presidente a impor tarifas”.

    “O presidente afirma ter o poder extraordinário de impor unilateralmente tarifas de montante, duração e âmbito ilimitados. À luz da amplitude, do historial e do contexto constitucional dessa autoridade reivindicada, deve identificar uma autorização clara do Congresso para a exercer”, apontou o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, citado pelo Politico.

    O mesmo meio de comunicação realçou que, na ótica dos juízes, a lei de 1977 “não cumpre” os requisitos de aprovação do Congresso.

    “Quando o Congresso concede o poder de impor tarifas, o faz de forma clara e com restrições cuidadosas. Neste caso, não fez nenhuma das duas coisas”, escreveu Roberts.

    Ainda assim, os magistrados não especificaram o que será feito com o dinheiro que a Administração Trump acumulou até ao momento. Aliás, dados federais indicam que o Tesouro arrecadou mais de 133 bilhões de dólares (cerca de 100 mil milhões de euros) em receitas provenientes das tarifas impostas ao abrigo da lei de emergência.

    Significa isto que o governo pode ser obrigado a emitir bilhões de dólares em reembolsos, uma vez que muitas empresas já entraram com ações judiciais.

    “Os Estados Unidos podem ser obrigados a reembolsar bilhões de dólares aos importadores que pagaram as tarifas da IEEPA, mesmo que alguns importadores já tenham repassado os custos aos consumidores ou a outros. O processo de reembolso provavelmente será uma confusão”, indicou Brett Kavanaugh.

    Vale destacar que a decisão não contempla as tarifas para a indústria siderúrgica, do alumínio, da madeira e automóvel, que foram implementadas ao abrigo da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, invocando preocupações de segurança nacional.

    Nessa linha, aplica-se às tributações na China, México e Canadá, países em que o combate ao tráfico de droga constituía, na ótica de Trump, uma emergência. A legislação foi novamente usada em abril, com a cobrança de impostos de 10% a 50% sobre as mercadorias de quase todos os países do mundo.

    Pairam ainda questões quanto ao futuro dos acordos comerciais que a Administração Trump celebrou com a União Europeia, com o Japão, com a Coreia do Sul e com outros parceiros comerciais para reduzir as tarifas impostas às exportações para os Estados Unidos.

    Supremo Tribunal dos EUA anula tarifas impostas por Trump a nível global

  • Entre protestos e uma greve geral, Milei aprova reforma trabalhista na Câmara

    Entre protestos e uma greve geral, Milei aprova reforma trabalhista na Câmara

    Na aprovação na Câmara, a proposta foi aprovada por 135 parlamentares, e rejeitada por 115. O projeto deverá voltar ao Senado devido à remoção de um artigo que reduz a remuneração paga aos trabalhadores durante licenças médicas

    (CBS NEWS) – O governo de Javier Milei venceu na madrugada desta sexta-feira (20) uma de suas principais batalhas legislativa deste ano: a aprovação na Câmara da reforma trabalhista. Para chegar a esta sessão, primeiro foi preciso passar pelo Senado na semana passada, onde ele teve que aceitar mais de 20 mudanças no projeto original.

    Na aprovação na Câmara, a proposta foi aprovada por 135 parlamentares, e rejeitada por 115. O projeto deverá voltar ao Senado devido à remoção de um artigo que reduz a remuneração paga aos trabalhadores durante licenças médicas.

    O texto, que tem mais de 200 artigos, traz mudanças significativas, como a redução das indenizações por demissão, a possibilidade de fracionar férias e a ampliação da jornada de trabalho.

    A oposição, composta principalmente por kirchneristas, os partidos de esquerda e sindicatos, criticava a reforma, classificando-a como “regressiva” e “anticonstitucional”, e se move para contestar sua validade.

    O governo, por sua vez, defendia que a reforma pode diminuir a informalidade no trabalho, que afeta mais de 40% do mercado, e gerar empregos.

    O governismo chegou à sessão confiante com a aprovação. O foco de discussão era em relação a um possível efeito de desfinanciar o FAL (Fundo de Assistência Trabalhista) e o sistema previdenciário. O segundo ponto é a proposta de revogar vários estatutos profissionais, que também encontrava resistência.

    Milei, que viajou aos Estados Unidos, para participar da primeira reunião do Conselho de Paz convocado por Donald Trump, quer sancionar a reforma até o início de março, quando as sessões ordinárias do Congresso se reiniciam.

    Enquanto os manifestantes e as forças policiais se enfrentavam na praça dos Dois Congressos, circulou nas redes sociais um vídeo em que o presidente aparece cantando um trecho da música “Burning Love”, de Elvis Presley, ao lado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.

    A sessão foi marcada por um clima de tensão, especialmente entre os governistas e os deputados do bloco União pela Pátria (peronismo), que atacaram o projeto e criticaram uma minoria peronista por apoiar a reforma. Os deputados da oposição argumentaram que a medida representaria uma transferência de riqueza que causaria sofrimento a muitos trabalhadores.

    Não apenas o bloco peronista União pela Pátria e a esquerda se opuseram à reforma, mas também membros do Províncias Unidas. O deputado Miguel Ángel Pichetto criticou o texto, apontando que ele não representa uma modernização do trabalho e alertou que não há benefícios para os trabalhadores.

    Pablo Juliano, de uma facção dissidente da UCR (União Cívica Radical), afirmou que sua identidade política o impede de apoiar a reforma, fazendo eco às críticas à proposta apresentada.

    A discussão na Câmara começou às 14h de quinta-feira (19), e o governo Milei havia prometido reprimir os protestos contra a reforma. Ao longo do dia, houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança na frente do Congresso, no centro de Buenos Aires.

    A sessão também ocorreu no mesmo dia de uma greve geral, a quarta sob o governo de Milei, que durou 24 horas e foi convocada pela CGT (Central Geral dos Trabalhadores). Os sindicalistas consideram as mudanças propostas pelo governo prejudiciais para os trabalhadores. O governo, por sua vez, descreveu a greve como uma forma de extorsão.

    Trabalhadores de diversas categorias, como motoristas de ônibus, bancários e professores, começaram a se reunir perto do Parlamento assim que a sessão começou.

    À tarde, parte dos manifestantes jogaram garrafas na polícia, que respondeu com jatos d’água e gás de pimenta. A situação levou à dispersão da mobilização, com a polícia posicionando agentes para controlar o acesso ao Congresso. Até o fim da noite, pelo menos 14 pessoas haviam sido detidas.

    PRINCIPAIS MUDANÇAS DA REFORMA DE MILEI

    COMO É – COMO PODE FICAR

    – Até 8 horas por dia e 48 horas semanais – Até 12 horas por dia com 12 horas de descanso
    – No mínimo, de 14 dias seguidos – Podem ser divididas em períodos de, no mínimo, sete dias
    – Indenização por um ano, incluindo 13º e bônus – Benefício sem 13º ou bônus
    – Serviços mínimos em atividades essenciais – Mais serviços são considerados essenciais e devem ter 75% de operação
    – Pagamento de horas extras – Hora extra pode ser compensada com folgas ou redução de jornada
    – Seguem vigentes, mesmo depois de vencidos – Perdem a validade, a não ser as normas sobre condições de trabalho

    Entre protestos e uma greve geral, Milei aprova reforma trabalhista na Câmara

  • Ursos invadem pista de esqui nos EUA e surpreendem turistas; assista

    Ursos invadem pista de esqui nos EUA e surpreendem turistas; assista

    Três ursos cruzaram uma pista no resort Northstar, na região do Lago Tahoe, e obrigaram esquiadores a frear bruscamente. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Especialistas explicam que a circulação dos animais é comum na área

    Dividir a pista de esqui com animais selvagens não é exatamente o que se espera de um dia de lazer na neve. Se recentemente um ataque de leopardo-das-neves chamou atenção pelo desfecho dramático, desta vez a natureza protagonizou uma cena inusitada e, felizmente, sem vítimas.

    Na quarta-feira, frequentadores do resort Northstar California Resort, nas proximidades do Lago Tahoe, nos Estados Unidos, foram surpreendidos ao descer uma das pistas e se depararem com três ursos cruzando o trajeto. Alguns esquiadores precisaram frear bruscamente para evitar colisão.

    De acordo com a CBS News, os animais seriam dois filhotes acompanhados de um urso adulto. As imagens foram registradas por turistas que estavam no teleférico e mostram o espanto de quem assistia à cena do alto, enquanto os ursos atravessavam a área aparentemente indiferentes à movimentação humana.

    Segundo a NBC News, avistamentos de vida selvagem não são incomuns na região da Serra Nevada, mas a presença simultânea de três ursos em plena pista de esqui, com dezenas de pessoas no local, chamou atenção.

    O resort está situado em área que integra o habitat natural do urso-negro-americano, espécie comum na Bacia do Lago Tahoe ao longo de todo o ano. Especialistas explicam que, embora muitos ursos entrem em um período de letargia durante o inverno, eles podem acordar e circular, sobretudo em dias mais amenos ou quando buscam alimento.

    Com as temperaturas acima da média para a estação, a circulação dos animais pela região não é considerada incomum. Funcionários do resort informaram que não houve registro de feridos ou incidentes relacionados ao episódio. Os ursos pareciam apenas atravessar o território que, em última instância, é deles.

    Caso na China teve desfecho diferente

    Nem todos os encontros entre turistas e animais selvagens terminam de forma tranquila. Em janeiro, uma esquiadora foi atacada por um leopardo-das-neves no Geoparque Global de Keketuohai, área reconhecida pela UNESCO e localizada no condado de Fuyun, na China.

    De acordo com o jornal The Straits Times, a mulher teria se aproximado do animal para fotografá-lo, ficando a cerca de três metros de distância. O felino, sentindo-se ameaçado, reagiu e a feriu, provocando escoriações no rosto.

    Imagens divulgadas após o incidente mostram a turista sendo amparada por outras pessoas. A selfie registrada instantes antes do ataque viralizou nas redes sociais. Na foto, ela aparece sorrindo ao lado do leopardo, que já demonstrava sinais de alerta.

    Os dois episódios, embora distintos no desfecho, reforçam o mesmo alerta: em áreas de natureza selvagem, o respeito ao habitat dos animais é fundamental para evitar riscos tanto para visitantes quanto para a própria fauna.

    Ursos invadem pista de esqui nos EUA e surpreendem turistas; assista

  • ONU alerta sobre exploração de pessoas obrigadas a cometerem crimes informáticos

    ONU alerta sobre exploração de pessoas obrigadas a cometerem crimes informáticos

    Relatório denuncia redes internacionais que recrutam vítimas sob falsas promessas de emprego e as mantêm em condições degradantes para aplicar golpes online. Documento cita tortura, exploração sexual e mortes em tentativas de fuga, sobretudo no Sudeste Asiático

    Milhares de pessoas ao redor do mundo foram forçadas a trabalhar para redes de golpes digitais, muitas delas com base no Sudeste Asiático, vivendo em condições degradantes e submetidas a graves violações de direitos humanos. A denúncia consta em relatório divulgado nesta terça-feira pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

    O documento reúne centenas de depoimentos de vítimas e detalha casos de tortura, maus-tratos, exploração sexual, abortos forçados, privação de alimentos e confinamento em isolamento. “A lista de abusos é avassaladora”, afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.

    Segundo o relatório, os abusos ocorreram entre 2021 e 2025 em centros de fraude digital localizados no Camboja, Laos, Myanmar, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. A atuação dessas redes, porém, também foi identificada em países da África e das Américas.

    As vítimas são originárias de diferentes partes do mundo, com predominância de cidadãos asiáticos. Também há registros de recrutamento em países europeus como França, Alemanha e Reino Unido, além de nações da América Latina, entre elas Peru, Colômbia, Brasil e México.

    Após serem aliciadas, as pessoas eram obrigadas a aplicar golpes online, que incluíam roubo de identidade, extorsão, fraudes financeiras e outros tipos de estelionato digital.

    Relatos apontam que muitos eram mantidos em grandes complexos que funcionavam como “cidades autossuficientes”, com prédios fortificados, muros altos com arame farpado e vigilância de seguranças armados. Quem não atingia metas mensais de fraude era submetido a punições severas.

    Sobreviventes contaram ainda que colegas morreram ao tentar fugir, muitas vezes ao cair de sacadas e telhados. Aqueles capturados após tentativas de escape sofriam castigos físicos e psicológicos.

    De acordo com a ONU, nenhuma das vítimas entrevistadas recebeu o pagamento prometido pelos recrutadores. O relatório também menciona suspeitas de conivência de policiais e agentes de fronteira em alguns casos, inclusive com participação em abusos.

    Diante das denúncias, o órgão das Nações Unidas pediu a realização de operações coordenadas e seguras para resgatar as vítimas, além da implementação de programas de apoio e reabilitação para os sobreviventes.

    Volker Türk fez um apelo à comunidade internacional para enfrentar o avanço dessas redes criminosas, que têm como principal foco o Sudeste Asiático, mas vêm se expandindo para outras regiões.

    Em relatório anterior, divulgado em 2023, a ONU já estimava que centenas de milhares de pessoas haviam sido recrutadas à força para participar de esquemas de fraude online.
     

     
     

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