Categoria: MUNDO

  • Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

    Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

    Presiente Lula deve discursar durante a plenária de alto nível

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quarta-feira (18) em Nova Délhi, capital da Índia, para uma visita a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi. O primeiro compromisso de Lula amanhã (19) será a participação na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mundo.

    O evento começou na segunda-feira (16) e Lula deve discursar durante a plenária de alto nível, ao lado de outros chefes de Estado e grandes executivos do setor. O evento dará sequência ao chamado “processo de Bletchley”, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança, governança e colaboração global em IA.

    Também serão debatidos assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização da tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social. Esta será a primeira vez que um presidente brasileiro comparecerá a um evento global de alto nível sobre o tema. 

    Na sexta-feira (20), o governo brasileiro está organizando o evento paralelo chamado IA para o bem de todos, que var tratar das perspectivas brasileiras para o futuro da inteligência artificial. O encontro vai contar com a presença de ministros de Estado – representando as pastas de Ciência, Tecnologia e Informação, Gestão e Inovação nos Serviços Públicos, Educação, Saúde e Comunicações.

    Esta é a segunda viagem de Lula à Índia no atual mandato e uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics.

    “A agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis”, destacou a Presidência, em comunicado.

    Agenda bilateralBrasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e, durante a visita, devem ser firmadas parcerias sobre terras raras e minerais críticos. Também está prevista a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro.

    A visita será oportunidade para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países.

    São esperados ainda avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.

    Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Atualmente, a Índia é o 10° destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro.

    De acordo com o governo, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas.

    Um dos acordos firmados entre o Brasil e a Índia – durante visita do primeiro-ministro Modi, no ano passado – foi o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

    A Índia também é uma potência farmacêutica e de tecnologia em saúde e devem ser firmados acordos no setor para atração de investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil.

    Lula e Narendra Modi têm posições coincidentes na pauta internacional e devem firmar documento sobre temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.

    Lula ainda participará da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia. A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a participação de mais de 300 empresários brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

    Coreia do Sul

    Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 230 empresários brasileiros.

    O governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países e, para isso, deve ser assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica. As ações devem alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

    O comércio bilateral Brasil-Coreia do Sul chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. O país ocupa o 13° lugar de destino das exportações brasileiras e entre os principais itens vendidos estão óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool, e café não torrado.

    Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA

  • Mpox: nova recombinação de cepas é identificada pela OMS

    Mpox: nova recombinação de cepas é identificada pela OMS

    Organização Mundial da Saúde reconhece nova variante do vírus, formada por clados Ib e IIb, após casos no Reino Unido e Índia

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu no último sábado, 14, a circulação de uma nova cepa de mpox, formada pelos clados Ib e IIb do vírus MPXV. A situação acontece após a confirmação de dois novos casos nos últimos meses.

    O primeiro foi identificado em dezembro de 2025 no Reino Unido e envolvia um paciente com histórico de viagem ao Sudeste Asiático. O segundo foi confirmado na Índia, no dia 13 de janeiro deste ano, em uma pessoa que havia viajado para um país da Península Arábica, onde reside.

    A análise dos genomas virais indicou que os dois indivíduos foram infectados pela mesma cepa recombinante, com uma semelhança de 99,9%. Como os casos ocorreram com intervalo de várias semanas, a OMS sugere a hipótese de que possam existir infecções não notificadas. Clinicamente, ambos apresentaram manifestações semelhantes às observadas em outros clados, e nenhum evoluiu para quadro grave.

    A OMS também afirma que a origem da recombinação ainda é desconhecida e destaca que a circulação desse vírus já envolve pelo menos quatro países. Como os dois casos identificados apresentam grande semelhança genética, a agência avalia que a variante pode estar mais disseminada do que os registros atuais indicam.

    O órgão ainda ressalta que testes laboratoriais convencionais de diferenciação de clados podem não detectar vírus recombinantes, sendo necessário o sequenciamento genômico para confirmação.

    Nos dois casos, o rastreamento de contatos foi concluído e não houve identificação de casos secundários. Ainda não está claro se a nova variação apresenta diferenças clínicas em relação às anteriores. Por isso, as autoridades continuam investigando as características fenotípicas da cepa.

    Segundo a OMS, a recombinação é um processo natural que pode acontecer quando dois vírus relacionados infectam o mesmo indivíduo e trocam material genético, produzindo um terceiro.

    Mesmo com o reconhecimento da recombinação, a avaliação de risco da OMS não mudou. Ela continua sendo considerada moderada para homens que fazem sexo com homens (com parceiros novos e/ou múltiplos) e para trabalhadores do sexo ou outras pessoas com múltiplos parceiros sexuais ocasionais. O perigo é baixo para a população em geral, sem fatores específicos de risco.

    A agência reforçou que mantém vigilância global da mpox e oferece orientação técnica e apoio aos países, incluindo acesso a diagnósticos e vacinas por meio de mecanismos de coordenação internacional. A OMS também trabalha para a criação de um grupo internacional de coordenação para a provisão de vacinas contra a doença.

    Vale lembrar que os critérios utilizados para aplicação da vacina seguem as orientações da OMS e priorizam grupos de risco. Saiba mais aqui.

    O que é a mpox?

    A mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato físico próximo e direto, incluindo relações sexuais.

    Também pode acontecer de forma indireta, por meio do contato com materiais contaminados, pela inalação de partículas respiratórias infecciosas (em casos limitados) e da mãe para o filho.

    Os principais sintomas são erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Os sinais geralmente duram de duas a quatro semanas.

    O recomendado é, ao apresentar os sintomas, buscar ajuda médica. No Brasil, a vacinação contra mpox foi iniciada em 2023, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso provisório de um imunizante conhecido como Jynneos ou Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic. Ele deve ser aplicado em duas doses, com um intervalo de quatro semanas entre elas.

    Aos países, a OMS faz as seguintes recomendações:

    – Manter vigilância epidemiológica e notificação rápida;

    – Realizar sequenciamento genômico em todos os casos confirmados no início de surtos e amostras representativas (=10%) em transmissão comunitária;

    – Priorizar sequenciamento em casos importados, incomuns ou graves;

    – Garantir manejo clínico adequado e práticas robustas de prevenção e controle de infecção;

    – Fortalecer estratégias de vacinação para populações-chave;

    – Integrar serviços de HIV/IST e mpox;

    – Buscar eliminar transmissão humano a humano onde a circulação é baixa;

    – Informar viajantes em risco.

    Mpox: nova recombinação de cepas é identificada pela OMS

  • Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

    Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

    Estudo aponta para mais casos no sul da região

    Um estudo científico alerta que o aumento global das temperaturas deve provocar, ao longo dos próximos anos, mais infecções pelo vírus Chikungunya, transmitido por mosquitos, e que provoca dores nas articulações. 

    Essa infecção viral é comum em regiões de clima tropical, onde há milhões de casos de infecção por Chinkungunya todos os anos. Segundo o estudo, ela pode vir a se espalhar por mais 29 países, incluindo grande parte do continente europeu.

    A situação na região sul da Europa é a mais alarmante. A pesquisa, publicado no Journal of Royal Society Interface e divulgada nesta quarta-feira (18) pelo jornal britânico Guardian, identifica Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal como os seis países sob maior risco de epidemias associadas ao Chikungunya. 

    Transmitido por mosquitos Aedes, principalmente os das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, que sobrevivem e se reproduzem em ambientes quentes, o vírus não tem, pelo menos por enquanto, o mesmo impacto nos países mais ao norte da Europa. 

    No entanto, segundo o autor principal do estudo, Sandeep Tegar, citado pelo Guardian, “é apenas uma questão de tempo” até que essa realidade se altere e que a doença também se expanda para essas regiões.

    Com base em uma análise sobre o impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus no Aedes albopictus, os cientistas concluíram que a temperatura mínima que permite infecção fica na casa dos 2,5 graus Celsius (°C). 

    O patamar é substancialmente menor do que o apontado por estudos anteriores. Já a temperatura máxima favorável à transmissão da doença varia entre os 13°C e os 14°C.

    Até o momento, estimava-se que a transmissão da infecção só ocorreria em temperaturas mínimas de 16 °C a 18 °C. Os novos dados indicam que o risco de surtos de chikungunya poderá abranger mais regiões e se prolongar por períodos mais longos do que se previa.

    A infecção pelo vírus Chikungunya provoca dores intensas e debilitantes nas articulações, que podem se prolongar por vários anos. A doença é potencialmente fatal em crianças e idosos.

    O Chikungunya não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa, mas de acordo com um artigo publicado no portal do Hospital da Luz e redigido pelo médico Saraiva da Cunha, já foram documentados casos de “transmissão de mãe para filho na gravidez e no perinatal e na sequência de transfusões de sangue contaminado”.

    O vírus, detetado pela primeira vez em 1952 no Planalto Makonde, na Tanzânia, atingiu em grande escala a França e a Itália, no ano passado. Ambos os países registraram centenas de casos de infecção, após vários anos com poucas ocorrências em toda a Europa.

    Aquecimento global

    Os invernos frios da Europa costumavam ser uma barreira à atividade dos mosquitos Aedes, mas devido ao aquecimento global, a realidade agora é outra e estes atuam durante todo o ano no Sul da Europa. Os cientistas prevêm que, nos próximos anos, a situação tende a piorar e que os surtos de infecções sejam cada vez mais intensos.

    Em declarações ao jornal Guardian, os autores do estudo mostraram-se alarmados com os resultados da análise. Sandeep Tegar, do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia (UKCEH) aponta para o ritmo galopante de aumento nas temperaturas na Europa que, segundo afirmou, “é aproximadamente o dobro” da média global. Considerando que “o limite inferior de temperatura para a propagação do vírus é muito importante”, as novas estimativas são chocantes.

    De acordo com a Dra. Diana Rojas Alvarez, que lidera a equipe da Organização Mundial da Saúde sobre vírus transmitidos por picadas de insetos e carrapatos, a doença transmitida pelo Chikungunya pode ser devastadora, com até 40% das pessoas afetadas a sofrerem de artrite ou dores agudas, mesmo cinco anos após a contaminação.

    Apesar do clima ter um enorme impacto na propagação destes casos, a Dra. Alvarez disse ao Guardian que é também responsabilidade da Europa “controlar estes mosquitos para que não se espalhem ainda mais”.

    A dirigente da OMS alerta para a necessidade de educar a comunidade europeia sobre a eliminação de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – e para a importância de usar roupas compridas e de cores claras para a prevenção de picadas, bem como o uso de repelente.

    Além disso, ela faz um apelo às autoridades de saúde para que criem sistemas de vigilância para a doença.

    Paralelamente, o principal autor do estudo, Sandeep Tegar afirma que a pesquisa conduzida por sua equipe fornece ferramentas necessárias para que as autoridades locais saibam quando e onde agir.

     

    Europa: temperatura alta pode elevar transmissão do vírus Chikungunya

  • Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

    Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

    Thomas P. vai a julgamento após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G. na montanha de Grossglockner, na Áustria

    Nesta quinta-feira (19), o alpinista Thomas P. vai a julgamento na Áustria após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G., na montanha de Grossglockner. O caso aconteceu há mais de um ano e a mulher teria morrido congelada após ter sido, supostamente, deixada no local.

    Thomas é acusado de ter deixado Kerstin desprotegida e exausta perto do cume, em condições climáticas adversas, nas primeiras horas da manhã de 19 de janeiro de 2025. A tragédia ocorreu depois que o casal escalou a montanha de 3.798 metros.

    Segundo a revista ‘People’, a promotoria alega que, por ser o alpinista mais experiente, o homem “o guia responsável pela excursão” e não voltou atrás nem pediu ajuda a tempo de socorrer a namorada. Thomas é acusado de cometer erros desde o início e os promotores apontaram uma série equívocos que ele teria cometido, destacando que ele tentou a viagem mesmo que sua namorada “nunca tivesse feito uma excursão alpina dessa duração, dificuldade e altitude, além de haver condições invernais desafiadoras”. Os investigadores também alegam que ele saiu duas horas atrasado e não levou “equipamento de emergência suficiente para um acampamento”.

    Thomas nega as acusações e seu advogado, Karl Jelinek, descreveu a morte da mulher como “um acidente trágico”. “Ambos se consideravam suficientemente experientes, adequadamente preparados e bem equipados”, disse ele. Ambos tinham “experiência alpina relevante” e estavam “em ótimas condições físicas”, disse a defesa.

    Registros fotográficos da montanham mostram o momento em que o casal se aproxima do cume, por volta das 20h50 do dia 18 de janeiro. O homem relatou que os dois estavam bem durante a subida e que não tiveram problemas, com o advogado de defesa enfatizando que a situação mudou drasticamente em poucos instantes e a mulher teria começado a se sentir mal. Às 00h35 do dia 19 de janeiro, Thomas ligou para a polícia de montanha.

    O homem teria deixado a namorada para buscar ajuda, escalando o cume e descendo pelo outro lado. Os promotores dizem que ele a deixou às 2h da manhã e afirmam que ele não usou cobertores térmicos de alumínio ou outros equipamentos para protegê-la do frio e esperou até as 3h30 da manhã antes de notificar os serviços de emergência.

    O acusado diz que ele está “profundamente arrependido” pela morte da mulher. “Acima de tudo, ele gostaria de expressar suas sinceras condolências à família da falecida”, disse Jelinek.

    Se considerado culpado, Thomas P pode pegar até três anos de prisão. E um veredito de culpado também pode ter implicações para outros alpinistas e para a responsabilidade que eles poderão ter por seus companheiros no futuro.

    Alpinista que deixou namorada morrer em montanha vai a julgamento

  • Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

    Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

    Grupo foi atingido na região de Castle Peak, na Serra Nevada, durante forte tempestade de inverno. Seis pessoas sobreviveram e aguardam resgate, enquanto equipes de emergência atuam sob risco elevado de novas avalanches

    Dez esquiadores estão desaparecidos após uma avalanche atingir um grupo na região de Castle Peak, na Serra Nevada, no norte da Califórnia, em meio a uma forte tempestade de inverno que atinge o estado.

    De acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Nevada, a avalanche foi registrada por volta do meio-dia de terça-feira. O grupo era formado por 16 pessoas, incluindo quatro guias. Seis conseguiram sobreviver e aguardam resgate no local, enquanto dez seguem desaparecidas.

    As buscas mobilizam 46 equipes de emergência, que atuam com esquis e veículos de neve. Segundo o capitão Russell Greene, as operações avançam com cautela devido ao risco elevado de novas avalanches.

    “Levamos máquinas de neve, motos de neve e equipes esquiando. Estamos usando diferentes estratégias para chegar até eles. Será um processo lento e cuidadoso”, afirmou à emissora local KCRA-TV.

    Os seis sobreviventes mantêm contato com as autoridades por meio de dispositivos de emergência capazes de enviar mensagens de texto. Eles foram orientados a buscar abrigo e improvisaram uma proteção com lona enquanto aguardam o resgate.

    “Eles estão fazendo o melhor possível. Encontraram um local mais protegido, montaram um abrigo improvisado e aguardam ajuda”, disse Greene.

    Antes do incidente, o Centro de Avalanches da Serra Nevada já havia emitido alerta para risco elevado na região, válido até a manhã de quarta-feira. O aviso indicava possibilidade de grandes avalanches em áreas remotas durante a noite.

    A Califórnia enfrenta uma sequência de tempestades, com chuvas intensas e grande volume de neve nas áreas mais altas. Na região do Lago Tahoe, próxima ao local da avalanche, foram registrados entre 60 e 90 centímetros de neve nas últimas 36 horas, segundo Brandon Schwartz, diretor do Sierra Avalanche Center. A neve continuava a cair em ritmo intenso.

    Diversas estações de esqui no entorno do Lago Tahoe foram fechadas total ou parcialmente por causa das condições extremas. Autoridades de outros condados também reforçaram as buscas pelos desaparecidos.
     
     

     

    Avalanche na Califórnia deixa 10 esquiadores desaparecidos

  • Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

    Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

    O novo presidente vai ser escolhido nesta quarta-feira (18), às 16h (horário de Brasília).

    DOUGLAS GAVRAS
    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17) uma moção para destituir o presidente interino José Jerí. Ele era o oitavo presidente em dez anos e era alvo de duas investigações de suposto tráfico de influência.

    O novo presidente vai ser escolhido nesta quarta-feira (18), às 16h (horário de Brasília).

    Ele assumiu a Presidência em 10 de outubro passado, substituindo Dina Boluarte, que foi destituída por incapacidade para continuar no cargo.
    A decisão ocorre em um momento delicado para o país, com eleições gerais marcadas para 12 de abril.

    O presidente interino do Congresso, Fernando Rospigliosi, havia anunciado que são 115 os congressistas habilitados a votar, sendo que a maioria necessária para aprovação da censura é de 58 votos.
    Do lado de fora do Congresso, manifestantes pediam a destituição do presidente, acusando-o de má conduta.

    Jerí nega ter cometido qualquer crime e afirma ter moral suficiente para permanecer no comando do país até as próximas eleições.

    O Congresso necessitava de uma maioria simples para aprovar a censura e em seguida apontar um novo presidente do Legislativo para assumir interinamente o posto de presidente do país.

    A aprovação rápida pela censura está ligada à campanha eleitoral, que já conta com mais de 30 candidatos presidenciais.

    O candidato Rafael López Aliaga (Renovação Popular) pressionava pela renúncia de Jerí, enquanto o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernie Navarro, defendeu a continuidade do governo, afirmando que a mudança frequente de presidentes não é normal.

    Jerí teve um início promissor, mas sua popularidade caiu para 37% devido às investigações que envolvem supostas atividades de tráfico de influência.

    Essas investigações começaram após um encontro secreto com um empresário e se ampliaram com alegações de sua interferência em contratações no governo.

    Relembre os presidente do Peru desde 2016
    – Ollanta Humala (jul.11-jul.16) Ultimo líder peruano a concluir o mandato
    – Pedro Pablo Kuczynski (jul.16-mar.18) Eleito em 2016, renunciou antes de ser destituído por denúncias de corrupção
    – Martín Vizcarra (mar.18-nov.20) Foi vice de PPK, destituído pelo Congresso por denúncias de corrupção
    – Manuel Arturo Merino (10.nov.20-15.nov.20) Era presidente do Congresso, renunciou por falta de apoio
    – Francisco Sagasti (nov.20-jul.21) Presidia o Congresso, assumiu para completar mandato
    – Pedro Castillo (jul.21-dez.22) Eleito em 2021, foi destituído ao tentar um autogolpe
    – Dina Boluarte (dez.22-out.25) Foi vice de Castillo, deposta pelo Congresso por ‘incapacidade moral’
    – José Jeri (out.25-fev.26) Presidia o Congresso, deve completar mandato até as eleições de 2026

    Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

  • Mulher morta por ex-marido nos EUA conseguiu green card e queria visitar Brasil

    Mulher morta por ex-marido nos EUA conseguiu green card e queria visitar Brasil

    O pastor Romulo Souza relembra que foi quem fez a cerimônia do casamento de Adriana e afirma que, para ela, a religião era importante. Lá, ela gostava de ajudar na cozinha e também dirigia um círculo de oração. “Vai fazer muita falta”, lamenta o pastor.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A brasileira Adriana Barbosa, que morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido Marcos Marques-Leal nos Estados Unidos, era uma pessoa presente na Brazil Gospel Church, localizada perto de Farmington, onde ela vivia.

    O pastor Romulo Souza relembra que foi quem fez a cerimônia do casamento de Adriana e afirma que, para ela, a religião era importante. Lá, ela gostava de ajudar na cozinha e também dirigia um círculo de oração. “Vai fazer muita falta”, lamenta o pastor.

    Brasileira, ela vivia havia quase vinte anos nos Estados Unidos , onde teve duas filhas. Segundo Rômulo, devido à situação migratória de Adriana, ela não visitava o Brasil fazia anos, mas uma viagem estava nos planos próximos.

    “A Adriana tinha acabado de conseguir o green card e ela falava para mim que queria ir ao Brasil. Estava guardando dinheiro, mas, infelizmente, não pôde ir. Depois de mais de 20 anos morando aqui nos Estados Unidos, quando finalmente consegue, acontece [a tragédia]”, diz Souza.

    Ele relata que Adriana contou sobre os problemas no matrimônio e relatou que procurou advogados durante o fim do casamento até que conseguiu uma medida protetiva contra o ex.

    “Ele não podia se aproximar dela. Acredito que talvez tenha sido isso o que tenha o deixado muito zangado. Não sei o que o levou a cometer essa loucura”, afirma o pastor.

    Segundo ele, as duas filhas de Adriana pediram que ela fosse enterrada na cidade em que vivia. Por isso, a igreja está coletando doações para conseguir fazer um sepultamento, uma homenagem e também ajudar as filhas, que agora estão sem a mãe e sem o pai.
    Até agora, já conseguiram reunir US$ 22 mil, cerca de R$ 112 mil. “Essa vaquinha já foi feita para ir diretamente para a filha. O dinheiro não vai passar na mão de ninguém e é para elas terem esse suporte. Estamos fazendo um esforço para ajudá-las e confortá-las neste momento.”

    A reportagem não conseguiu acesso à defesa do ex-marido de Adriana. De acordo com relatos da polícia, após esfaquear a ex-mulher, ele teria tentado se matar e ficou gravemente ferido. Por isso, foi encaminhado para o hospital. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde de Marcos.

    Mulher morta por ex-marido nos EUA conseguiu green card e queria visitar Brasil

  • Donald Trump se veste como Nicki Minaj em fotografia de IA publicada pela cantora

    Donald Trump se veste como Nicki Minaj em fotografia de IA publicada pela cantora

    Na foto, disponível nas redes sociais da artista, o presidente americano aparece em um carro junto da cantora, que nos últimos anos se declarou grande fã dele em diversas ocasiões e participou de diferentes eventos em sua homenagem.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nicki Minaj homenageou Donald Trump ao publicar uma fotografia gerada por inteligência artificial nesta terça-feira (17), data dedicada ao Dia do Presidente dos Estados Unidos. Na foto, disponível nas redes sociais da artista, o presidente americano aparece em um carro junto da cantora, que nos últimos anos se declarou grande fã dele em diversas ocasiões e participou de diferentes eventos em sua homenagem.

    Nas imagens em questão, os dois vestem roupas rosas, e o presidente americano ainda usa calça jeans, colares prateados e, numa delas, faz um sinal de “OK” com uma das mãos. Até o momento da publicação desta nota, a postagem já havia ultrapassado 220 mil likes e 20 mil compartilhamentos. Entre reações às fotos, parte dos comentários condenaram a postagem de Minaj, que já vinha recebendo diversas críticas negativas por suas declarações recentes.

    A publicação também levou ao compartilhamento de fotografias alternativas, produzidas artificialmente, em que a cantora e Trump aparecem ao lado do bilionário Jeffrey Epstein, preso pela denúncia de liderar uma rede de crimes sexuais e morto em 2019, em referência às diversas citações ao presidente americano em novos documentos relacionados ao caso que vieram ao público nas últimas semanas.

    Entre os episódios recentes que marcaram a onda de críticas contra Minaj estão a sua participação em um evento do departamento do Tesouro dos Estados Unidos, no começo do ano, em que a artista se juntou ao próprio Trump e disse não se abalar com as reações negativas do público.

    Além disso, nos últimos meses, ela também compareceu a um evento promovido pelo grupo trumpista Turning Point USA, em que afirmou admirar Trump e o vice-presidente J.D. Vance, e apareceu ao lado de Erica Kirk, viúva do influenciador trumpista Charlie Kirk, morto em 2025, num evento ligado à direita americana, entre outras ocasiões.

    Donald Trump se veste como Nicki Minaj em fotografia de IA publicada pela cantora

  • Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

    Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

    A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Em um revés para o governo Trump, a juíza Cynthia Rufe proibiu, em caráter liminar, a censura de uma exposição localizada no Parque Histórico Nacional da Independência, na Filadélfia. A mostra, instalada em 2010 na Casa do Presidente, contava a história de nove pessoas que foram escravizadas.

    A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.
    De acordo com a decisão, o governo usou como base um decreto de março do ano passado que combate o chamado “revisionismo histórico”. Nela, afirma que existia um esforço coletivo para reescrever a história da nação, substituindo fatos objetivos por uma “narrativa distorcida impulsionada pela ideologia”.

    O decreto diz que exposições não deveriam conter conteúdos que depreciam americanos do passado ou do presente, mas sim destaquem “grandeza, progresso e realizações do povo americano”. Segundo essa determinação, as exposições minavam as conquistas dos EUA ao apresentar princípios sob uma “luz negativa”.

    A juíza do caso citou a obra “1984”, de George Orwell, para sustentar a liminar e comparou a situação ao conceito orwelliano de revisão histórica. A obra apresenta uma sociedade sob um governo totalitário, cuja informação é manipulada e é massivamente vigiada.

    Na decisão, Rufe conclui que, ao remover os 34 painéis da mostra, o governo agiu como se a verdade não fosse mais evidente, mas sim uma propriedade dos governantes para ser “escondida ou sobrescrita”.

    Ela compara a atuação governamental ao Ministério da Verdade, instituição presente no livro de Orwell, que se encarregava de estabelecer o que é falso e o que é verdadeiro, e ao Departamento de Registros, que destruía documentos para reescrevê-los conforme a conveniência política. Também usou o termo “Big Brother” para contestar a premissa de o governo escolher sozinho qual mensagem transmitir à sociedade.

    Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell

  • Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

    Mulher 'flagrada' em show dá palestra sobre gestão de crise a R$ 4 mil

    Kristin Carbot foi flagrada nos braços do CEO da Astronomer, Andy Byron, durante um concerto dos Coldplay, em julho do ano passado. Agora, vai recordar a experiência e explicar como deu a volta à situação.

    Kristin Cabot, a mulher que foi flagrada abraçada ao CEO da Astronomer, Andy Byron, durante um show do Coldplay, vai dar uma palestra sobre estratégias de comunicação — e os ingressos custarão cerca de 800 dólares (cerca de 4 mil reais).

    Kristin Cabot, ex-diretora de recursos humanos da Astronomer, é especialista em comunicação de crise. Ela se viu no centro de uma polêmica em julho do ano passado, depois de ser flagrada em um momento romântico com Andy Byron durante um show em Massachusetts, expondo publicamente o relacionamento extraconjugal que mantinham.

    O momento viralizou principalmente pela reação assustada do casal ao perceber que seus rostos estavam sendo exibidos nos telões do estádio.

    Kristin e Andy eram colegas de trabalho na mesma empresa. Desde 2023, Byron integrava o conselho de administração da Astronomer, onde atuava como diretor-executivo. Cabot, por sua vez, havia se juntado à equipe em novembro de 2024, como diretora de recursos humanos.

    Agora, Kristin está pronta para relembrar a experiência e explicar como lidou com a situação. Daqui a dois meses, em 16 de abril, ela participará de uma conferência sobre comunicação de crise, em Washington, D.C., ao lado de outros especialistas. A sessão terá duração de 30 minutos e será intitulada: “Kristin Cabot: Taking Back the Narrative” (“Kristin Cabot: Retomando o Controle da Narrativa”, em tradução livre).

    No palco, a americana pretende explicar como alcançou sucesso por meio de estratégias de comunicação e oferecer conselhos que custarão caro: os ingressos variam entre 750 e 875 dólares — o equivalente a cerca de 635 a 740 euros.

    A polêmica e o vídeo viral

    A reviravolta na vida de Andy e Kristin começou quando foram flagrados pela tradicional “Kiss Cam” durante o show do Coldplay em Massachusetts. A prática é comum nas apresentações da banda: as câmeras focalizam casais na plateia, e as imagens são exibidas nos telões.

    Andy Byron e Kristin Cabot foram um dos casais escolhidos para esses minutos de fama — algo que provavelmente prefeririam evitar. Isso porque Andy era casado, e as imagens acabaram revelando sua infidelidade ao mundo.

    Ao perceberem que estavam sendo exibidos, os dois rapidamente se afastaram, visivelmente constrangidos, e tentaram esconder o rosto. A situação foi tão inusitada que até Chris Martin comentou no palco: “Ou eles estão tendo um caso ou são muito tímidos”, disse o vocalista.

    O vídeo foi amplamente compartilhado nas redes sociais, e muitos passaram a investigar a identidade dos protagonistas. Em pouco tempo, descobriu-se que se tratava de Andy Byron, CEO da Astronomer, e Kristin, diretora de recursos humanos da mesma empresa.

    Em meio à polêmica, quem acabou se beneficiando foi a própria empresa, que admitiu estar recebendo uma “atenção surreal”.

    “Os holofotes têm sido fora do comum e surreais para a nossa equipe e, embora eu nunca tivesse desejado que acontecesse assim, a Astronomer agora é um nome conhecido”, escreveu o empresário em sua página no LinkedIn, acrescentando que “a missão da empresa” é mais importante do que “qualquer momento”.

    Tanto Andy Byron quanto Kristin Cabot deixaram a empresa após a repercussão do caso.

    Na época, também foi revelado que o ex-marido de Kristin estava presente no mesmo show. O casal já estava separado e morando em casas diferentes havia várias semanas.

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