Categoria: MUNDO

  • Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

    Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

    Em 2018, 44 morreram após queda no mesmo trecho da estrada Panamericana Sul, na região de Arequipa; há 26 feridos, dos quais 3 em estado grave, dizem autoridades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pelo menos 37 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas nesta quarta-feira (12) após um ônibus despencar em um desfiladeiro em uma região montanhosa no departamento (estado) de Arequipa, no sul do Peru, informaram autoridades locais.

    O acidente, ocorrido na madrugada, é um dos piores dos últimos anos no país. Em fevereiro de 2018, perto do local da tragédia desta quarta-feira, 44 pessoas morreram após um ônibus também cair nesse trecho da Panamericana Sul e parar às margens do rio Ocoña.

    O veículo com 60 passageiros, da empresa Llamosas, colidiu com uma picape em uma curva em uma região de traçado muito sinuoso, entre o rio e o oceano Pacífico. O impacto fez com que o ônibus caísse em um precipício de cerca de 200 metros de profundidade. As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas.

    De acordo com Walther Oporto, chefe regional de saúde de Arequipa, 36 pessoas morreram no local, e outra faleceu no hospital, segundo informações dos bombeiros que atuaram no resgate. No entanto, o número de mortos pode aumentar; 26 pessoas ficaram feridas, 3 delas em estado grave. Entre os feridos há um bebê de oito meses e outras duas crianças, conforme uma lista divulgada por autoridades locais.

    MOTORISTA DETIDO

    O veículo de passageiros havia partido na noite de terça-feira da localidade de Chala, na província de Caravelí, com destino a Arequipa, a segunda maior cidade do Peru. Faltavam cerca de 200 km para o fim da viagem.

    O ônibus capotou por uma área árida até parar às margens de um rio, segundo imagens da Panamericana Televisão, enquanto a picape ficou na lateral da curva com a cabine totalmente destruída.

    O Ministério Público de Arequipa informou em um comunicado que o motorista do carro sobreviveu e “está detido”. Não informou, no entanto, se havia mais pessoas no veículo.

    “Serão realizadas as diligências correspondentes para determinar sua responsabilidade no acidente”, acrescentou em uma mensagem no Facebook.
    Cerca de 30 policiais, em coordenação com bombeiros, trabalhavam na retirada de feridos e recuperação de corpos, informou o Ministério do Interior em um comunicado.

    A grande quantidade de acidentes no Peru está associada principalmente ao excesso de velocidade, embriaguez, entre outras imprudências, além da topografia do país. No ano passado, foram registrados 3.173 mortos nas vias peruanas.

    Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

  • Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

    Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

    Irmã afirma que arquiteta foi condenada injustamente e é vítima de tráfico internacional; Itamaraty diz que embaixada em Bancoc tem conhecimento do caso e vem dialogando com autoridades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A brasileira Daniela Marys, 36, presa no Camboja sob acusação de porte de drogas, foi condenada a dois anos e seis meses de prisão. A informação foi confirmada pela irmã de Daniela, Lorena Oliveira. Segundo ela a jovem foi vítima de tráfico internacional de pessoas.

    A família tem até 30 dias para recorrer da decisão. “Estamos abalados e muito tristes”, diz Lorena. A reportagem procurou o Itamaraty e questionou se o órgão deve entrar com algum recurso para extraditar a arquiteta, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

    Segundo Lorena, o advogado de Daniela abandonou o caso e não compareceu nesta quarta-feira (12) para ouvir a sentença. Agora, a família busca uma nova defesa e conta com apoio e assessoria de advogados no Brasil para solicitar providências cabíveis junto ao Itamaraty visando uma possível extradição.

    Até hoje, a família desconhece qual substância Daniela é acusada de portar -as autoridades afirmam apenas que ela possuía três cápsulas.

    Daniela, que é arquiteta, viajou ao Camboja em 30 de janeiro após receber uma proposta de emprego na área de telemarketing.

    A família ficou preocupada com a ideia, mas Daniela dizia que seria algo provisório para juntar dinheiro e retornar ao Brasil. A irmã afirma que a arquiteta já morou em outros países -como nos Estados Unidos e em Dubai- e nunca havia tido problemas.

    De acordo com a irmã, logo após chegar ao país, Daniela teria estranhado a exigência em entregar ao passaporte ao seus empregadores. Além disso, relatou ter de dividir o quarto com outras jovens e não poder fechar a porta do cômodo.

    Após algum tempo, Daniela teria descoberto que o trabalho consistia em aplicar golpes em brasileiros. Descontente, ela teria pedido para deixar o local, segundo a irmã. Mas, em 26 de março, policiais apareceram no dormitório e a prenderam por posse das cápsulas.

    A partir daí, a faília relata que começaram as dificuldades para conseguir contato com Daniela. Após a prisão, golpistas que estavam em posse do telefone da brasileira ainda aplicaram um golpe, obrigando a família a transferir R$ 27 mil, conta a irmã.

    Todos os gastos com comida, água e itens de higiene usados por Daniela na prisão precisam ser pagos pela família. Por isso, foi criada uma vaquinha online para arrecadar R$ 60 mil, a fim de cobrir as despesas já acumuladas, incluindo o valor que poderá ser necessário para o retorno dela ao Brasil.

    BRASIL ALERTA PARA ALICIAMENTO DE PESSOAS COM FALSAS PROPOSTAS DE EMPREGO

    Em outubro, o ministério de Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Bancoc tem conhecimento do caso e vem realizando gestões junto ao governo cambojano, prestando a assistência consular cabível, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e com o Protocolo Operativo Padrão de Atendimento às Vítimas Brasileiras do Tráfico Internacional de Pessoas.

    A pasta acrescenta que atua em iniciativas de prevenção e que, desde a identificação dos primeiros casos de tráfico humano na região, em 2022, publicou um alerta sobre o aliciamento de brasileiros.

    Em fevereiro de 2025, foi emitido um novo alerta. No comunicado, o ministério informa que os golpes ocorrem por meio de propostas de emprego em call centers -como no caso de Daniela- e em cassinos, onde as vítimas acabam submetidas a condições análogas à escravidão, forçadas a cometer fraudes cibernéticas e a aliciar outras pessoas da mesma nacionalidade.

    Em 2024, o Brasil anunciou a decisão de abrir uma embaixada em Phnom Penh. Em junho deste ano, o Senado aprovou a indicação de Vivian Loss Sanmartin como a primeira embaixadora do Brasil no Camboja.

    Segundo o Senado, a embaixada deverá acompanhar os casos de brasileiros vítimas de tráfico humano e de condições de trabalho degradantes no país.

    Atualmente, estima-se que cerca de 20 brasileiros residam no país asiático. Nove brasileiros contratados para trabalhar em centros de crime cibernético foram repatriados entre 2022 e 2023.

    Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

  • Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

    Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

    Republicano tinha ciência sobre esquema, segundo mensagens divulgadas por democratas; ele nega envolvimento; atual presidente também teria passado horas com uma das vítimas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 após ser acusado de exploração e tráfico sexual, escreveu em emails que Donald Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas no esquema, segundo mensagens obtidas pelo Congresso dos Estados Unidos.

    As mensagens foram divulgadas por democratas do Comitê de Supervisão da Câmara e levantam dúvidas sobre a relação entre Trump e Epstein. O republicano sempre negou envolvimento nos crimes atribuídos ao financista.

    Segundo o jornal americano The New York Times, os emails foram enviados ao Congresso junto de outros documentos como parte da investigação sobre a rede sexual. As mensagens foram editadas para proteger a identidade das vítimas e não está claro se fazem parte de diálogos mais amplos.

    Os emails teriam sido trocados após o acordo judicial de 2008 que livrou Epstein de acusações federais, mais graves, em troca de uma confissão de culpa em nível estadual.

    “Quero que você perceba que aquele cachorro que não latiu é Trump. [A vítima] passou horas na minha casa com ele, e ele nunca foi mencionado”, escreveu Epstein numa mensagem de 2011 enviada à socialite Ghislaine Maxwell, que foi namorada do financista e condenada pela Justiça em cinco acusações por recrutar jovens e ajudar o investidor a abusar delas.

    Em outro email, de 2019, Epstein escreveu ao escritor Michael Wolff que Trump “sabia sobre as meninas, pois pediu a Ghislaine que parasse [o esquema]”, ainda de acordo com as mensagens divulgadas.

    “Esses emails e correspondências recentes levantam questões gritantes sobre o que mais a Casa Branca está escondendo e sobre a natureza da relação entre Epstein e o presidente”, escreveu o deputado democrata Robert Garcia, da Califórnia, em comunicado após a divulgação das mensagens.

    Trump nega qualquer envolvimento e diz que o caso é “mais uma farsa dos democratas”. Ele reconhece ter sido próximo de Epstein nos anos 1990 e início dos 2000, mas afirma que rompeu a amizade após uma disputa por um imóvel em Palm Beach, na Flórida.

    Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

  • Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

    Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

    Premiê israelense é acusado de suborno, fraude e quebra de confiança desde 2019; ele afirma ser inocente; presidente americano escreve em carta que processo contra aliado é ‘perseguição política injustificada’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu uma carta do seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que considere conceder perdão ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, informou o gabinete presidencial israelense nesta quarta-feira (12).

    Netanyahu enfrenta processos relacionados à corrupção, e Trump, um de seus aliados mais próximos, já havia solicitado o perdão outras vezes. O premiê israelense nega as acusações e se declara inocente.

    “Embora eu respeite plenamente a independência do sistema judiciário israelense e suas exigências, acredito que este caso contra Bibi [como o premiê israelense é conhecido], que lutou ao meu lado por tanto tempo, inclusive contra o Irã, é uma perseguição política injustificada”, escreveu Trump na carta divulgada pelo gabinete de Herzog.

    A Presidência israelense enfatizou, no entanto, que qualquer pedido de indulto deve ser formalizado conforme os procedimentos legais estabelecidos.

    Durante visita a Israel em outubro, Trump já havia defendido publicamente que Herzog concedesse o perdão a Netanyahu em um discurso no Parlamento, em Jerusalém. Na ocasião, o americano foi recebido com aplausos e elogiou o premiê por sua “grande coragem e patriotismo”

    Netanyahu foi indiciado em 2019 por acusações relacionadas a suborno, fraude e quebra de confiança -todas as quais ele nega. Ele descreveu o julgamento contra ele como uma “caça às bruxas orquestrada pela esquerda” com o “objetivo de derrubar um líder de direita democraticamente eleito”.

    O julgamento do premiê começou em maio de 2020 e tem sido adiado várias vezes desde então. Em um dos processos, ele e sua esposa, Sara Netanyahu, são acusados de ter recebido presentes de luxo, incluindo charutos, joias e champanhe, avaliados em mais de US$ 260 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) de empresários bilionários em troca de favores políticos.

    Em outros dois casos, o primeiro-ministro responde por supostas tentativas de obter cobertura jornalística favorável em dois veículos de imprensa israelenses em troca de benefícios regulatórios ou políticos.

    Embora o cargo de presidente em Israel seja majoritariamente cerimonial, Herzog tem autoridade para conceder perdões em circunstâncias excepcionais.

    O premiê tem sido acusado de prolongar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza para se proteger contra uma eventual ordem de prisão ao permanecer no poder. Mais de 68 mil palestinos já foram mortos no conflito, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo grupo terrorista.

    Além dos problemas domésticos, a imagem de Netanyahu sofreu novo desgaste no ano passado, quando o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele e seu ex-ministro de Defesa Yoav Gallant, juntamente com um líder do Hamas, por supostos crimes de guerra no conflito em Gaza.

    Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

  • 'Deusa da Riqueza' é condenada a 11 anos por golpes em 128 mil pessoas

    'Deusa da Riqueza' é condenada a 11 anos por golpes em 128 mil pessoas

    Zhimin Qian, conhecida como “Deusa da Riqueza”, foi condenada a 11 anos e oito meses de prisão no Reino Unido por um dos maiores casos de lavagem de dinheiro no mundo

    A “Deusa da Riqueza” que realizou uma das maiores operações de lavagem de dinheiro no mundo foi condenada esta terça-feira (11), a 11 anos e oito meses de prisão no Reino Unido.

    Zhimin Qian, de 47 anos, foi presa em 22 de abril do ano passado em um quarto de Airbnb no subúrbio de York, na Inglaterra. Na época, foi surpreendida por uma equipe de agentes da polícia que a deteve no local.

    A investigação à mulher de nacionalidade chinesa começou em 2018, há já sete anos, por suspeitas de crime internacional de lavagem de dinheiro. 

    Antes disso, as autoridades chinesas já a procuravam: deu golpes em mais de 128 mil aposentados na China entre 2014 e 2017, em um total que ronda os 40 bilhões de yuan (cerca de 30 bilhões de reais).

    Qian convencia aposentados a investirem dinheiro na sua empresa, que dizia estar desenvolvendo produtos de saúde de alta tecnologia, assim como a investir em criptomoedas. Na verdade, segundo as autoridades, Qian estava desviando os fundos para proveito próprio.

    Em 2017, Qian fugiu da China, rumo ao Reino Unido com um passaporte do Caribe e um nome falso. Na Inglaterra, encontrou-se com Jian Wen, de 42, que recrutou através das redes sociais para a ajudar a continuar os crimes. Juntas, mudaram-se para uma casa em Hampstead, no norte de Londres, cujo o aluguel ultrapassava os 19 mil euros (cerca de 120 mil reais) por mês.

    Ao longo das 48 semanas seguintes, a dupla realizou uma autêntica maratona de compras, que passou por 24 localizações na Europa distintas: compraram relógios, diamantes, roupas de designers de moda, e demais objetos de luxo, em uma tentativa de lavar o dinheiro que Qian tinha obtido nos golpes.

    Enquanto a mulher esbanjava o dinheiro roubado, outras 80 pessoas eram condenadas no seu país natal pelo esquema.

    Na Europa, Qian se fazia passar por uma magnata internacional de joalharia, com Wen agindo como sua empregada. Em uma das suas maratonas de compras, a dupla gastou mais de 130 mil euros (cerca de 810 mil reais) em dois relógios em uma loja da da Van Cleef & Arpels em Zurique, na Suíça.

    Compra de dois imóveis de luxo alertou as autoridades inglesas

    As autoridades só começaram a suspeitar de um eventual crime quando Qian e Wen tentaram comprar uma mansão de mais de 27 milhões de euros (170 milhões de reais) em uma mansão em Hampstead High Street e uma outra propriedade em Totteridge de 14 milhões de euros (87 milhões de reais) em 2018.

    Nesse mesmo ano, no final de outubro, a polícia invadiu a propriedade alugada pela dupla para uma busca inicial. Qian foi encontrada pelos agentes debaixo dos cobertores. Quando questionada sobre quem era, mentiu, dizendo que se chamava Yadi Zhang e que sofria de lesões cerebrais e nas pernas.

    No cofre desse mesmo quarto, as autoridades descobriram um bloco de notas com os dados de login dos seus computadores portáteis e as chaves de acesso às carteiras online que estavam a fortuna de Qian – mal sabia a polícia que a informação os iria levar à maior apreensão individual de criptomoedas do mundo.

    Ao todo, foram apreendidas 61 mil bitcoins, que têm um valor de mercado atual que ronda os 5,7 bilhões de euros (31 bilhões de reais). Fora da criptomoeda, foram apreendidos outros ativos no valor de 227 milhões de euros (1,2 bilhão de reais).

    Mas não só. Foram ainda descobertas elevadas quantias em numerário, como em euros, dólares americanos e francos suíços. Em um cofre de segurança em Harrods, Londres, os agentes encontraram ainda um celular e dois computadores portáteis com milhões de euros em criptomoedas.

    Apesar de os objetos apreendidos serem suspeitos, as autoridades decidiram não deter nem Qian nem Wen, nessa ocasião.

    Qian foge e só é localizada em 2025

    As buscas, no entanto, foram o suficiente para a mulher conhecida como a “Deusa da Riqueza” fugir, novamente, passando os seus anos seguintes desaparecida.

    Em 2021, três anos depois, Wen foi presa na mesma casa em Hampstead, sendo posteriormente condenada a seis anos de prisão por lavagem de dinheiro.

    Só passados outros três anos é que Qian foi localizada pelas autoridades e detida. Tal como em 2018, a mulher estava na cama, tapada com cobertores quando a polícia entrou pelo quarto adentro. À semelhança da sua cúmplice, foi acusada de crimes de lavagem de dinheiro.

    Em tribunal, Qian declarou-se culpada de dois desses crimes. Contudo, o seu advogado de defesa afirmou que a “Deusa da Riqueza” nunca teve a intenção de cometer fraude, “mas reconhece que os seus esquemas eram fraudulentos e enganaram aqueles que confiaram nela”.

    “Ela lamenta profundamente o sofrimento causado aos investidores e espera que algo de bom resulte da riqueza que o seu trabalho criou”, acrescentou o advogado, frisando que a sua cliente “não tem antecedentes criminais” e manteve um “comportamento exemplar” enquanto esteve detida.

    Qian foi condenada a 11 anos e oito meses de prisão.

    Após a leitura da sentença, o chefe de crimes econômicos e cibernéticos da polícia inglesa considerou que esta foi uma das “mais e mais complexas” investigações realizados por esta força.

    A fortuna digital de Qian, que vale vinte vezes mais do que em 2017, quando chegou ao Reino Unido, é agora o foco de uma batalha judicial que deverá começar no início do próximo ano. Os ativos vão ser disputados no Supremo Tribunal pelo governo do Reino Unido e as milhares de vítimas chinesas.

    Os procuradores tentaram criar um esquema de compensação, mas a representação das vítimas alega que os seus clientes não devem recuperar apenas aquilo que investiram. Defendem que à semelhança do que aconteceu com a fortuna de Qian, também o investimento (e, agora, compensação) dos lesados deve refletir a valorização dos ativos ao longo dos anos.

    'Deusa da Riqueza' é condenada a 11 anos por golpes em 128 mil pessoas

  • Deslizamentos de terra provoca desabamento de ponte na China

    Deslizamentos de terra provoca desabamento de ponte na China

    Uma ponte na província de Sichuan, na China, colapsou parcialmente nesta terça-feira (11)

    Uma ponte de 758 metros de comprimento, que faz parte de uma estrada na província de Sichuan, no sudeste da China, desabou parcialmente, na tarde desta terça-feira (11).

    No dia anterior, a polícia local já tinha notado pequenas fissuras na encosta e nas estradas próximas da ponte de Hongqi, que desabou, e também nas terras de montanhas nas proximidades. 

    Por volta das 17h30, hora local, uma inspeção identificou possíveis riscos de queda da ponte, informa o Sichuan Daily. Após a averiguação, foi ativada uma resposta de emergência, com o envio de funcionários públicos dos departamentos de segurança, transportes e recursos naturais para o local, para controlarem a situação. Às 23h00 (hora local), todos os veículos já tinham sido retirados da ponte, e foram colocados sinais de alerta no local para impedir o trânsito na ponte.

    Da mesma forma, foi também emitido um aviso à população de que a região se encontrava fechada. Devido às medidas de prevenção, o incidente não teria causado qualquer vítima ou ferido.

    A decisão teria sido a acertada: ao longo do dia de terça-feira as condições da encosta pioraram, provocando deslizamentos de terra significativos. A ponte acabou desabando.

    Segundo as autoridades locais, ainda não há previsão para a reabertura da estrada.

    A construção da ponte de Hongqi, realce-se, tinha sido concluída no início deste ano.

    Deslizamentos de terra provoca desabamento de ponte na China

  • Brasileira de 69 anos morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

    Brasileira de 69 anos morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

    Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva estava na Argentina visitando sua filha, Carolina Bizinoto, que estuda medicina na UBA (Universidade de Buenos Aires), quando foi atacada por um homem na rua

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás, morreu em Buenos Aires após ser atacada por um homem na rua, na última quinta-feira (5). Ela tinha 69 anos.

    A família disse ainda não saber quando o corpo dela será liberado para o traslado de volta ao Brasil. A autópsia está agendada para esta quarta-feira (12).

    Maria Vilma estava na Argentina visitando sua filha, Carolina Bizinoto, que estuda medicina na UBA (Universidade de Buenos Aires). A aposentada costumava passar seis meses do ano na capital argentina e havia chegado em julho. A formatura da filha está marcada para o próximo mês.

    No dia do ataque, Maria Vilma saiu para pagar o aluguel do apartamento da filha e foi agredida por um homem em situação de rua, que mostraria sinais de transtornos mentais.

    O agressor deu um soco em Maria Vilma, que caiu e bateu a cabeça no chão. Ela sofreu um traumatismo craniano, foi socorrida e morreu no dia seguinte (6).

    O homem teria sido preso após atacar outra pessoa na sequência da agressão contra Maria Vilma. O motivo do ataque ainda não é claro. A Polícia da Cidade de Buenos Aires ainda não se manifestou a respeito da ocorrência e nem confirmou a prisão.

    Segundo a advogada Paula Lima, sobrinha de Maria Vilma, a tia fazia um procedimento de rotina quando foi atacada. “Ela foi fazer o câmbio para poder pegar o dinheiro do aluguel do apartamento e uma rua antes da casa de câmbio, ela foi agredida. Ela chegou a ser levada para o hospital, a minha prima foi comunicada, chegou a conversar com a minha tia e a vê-la com vida.”

    Paula conta que a família chegou a ir até o necrotério e foi informada que o corpo precisava aguardar um perito para autópsia. Sem informações da polícia local, a família contratou uma funerária particular para poder ajudar no translado para o Brasil. “Falamos com o consulado e ela não encaixava em nenhuma isenção de custos, então, assim, como nossa prioridade é levar ela para o Brasil, contratamos uma empresa.”

    Ela diz que o processo está sendo investigado como homicídio, mas foi informada que a liberação do corpo poderia demorar até três anos, caso fosse necessária uma nova autópsia.

    Maria Vilma tinha contratado um seguro-viagem, mas que venceu antes do ocorrido. A família chegou a pedir ajuda nas redes sociais para conseguir cobrir os custos. Com a vaquinha virtual, conseguiram atingir o valor necessário para a repatriação.

    “Todo o processo tem se mostrado extremamente burocrático e caro. Por esse motivo, vamos pedir a ajuda de cada um de vocês, que possa se juntar a nós com qualquer quantia em dinheiro, para que possamos encerrar esse ciclo tão doloroso”, dizia uma postagem mais cedo no Instagram de Carolina.

    Questionado sobre os procedimentos, o Itamaraty disse, em nota, que o Ministério das Relações Exteriores, por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires, acompanha o caso, em contato com as autoridades locais, e presta assistência consular à família da nacional brasileira.

    De acordo com o governo brasileiro, em caso de morte no exterior, as embaixadas e consulados prestam orientações aos familiares, apoiam seus contatos com o governo local e cuidam da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, que é emitido após os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais.

    Também procurado, o governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, disse que está em contato com o Itamaraty para agilizar o processo de translado.

    “O governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, informa que foi procurado pela família de Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva Bosco para obter apoio no diálogo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com o objetivo de agilizar os procedimentos burocráticos para a repatriação do corpo da goiana. A família não solicitou ao estado auxílio financeiro para o traslado, mas apenas o intermédio institucional junto às autoridades federais”, disse o governo goiano, em nota.

    Brasileira de 69 anos morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

  • Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

    Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

    USS Gerald Ford se junta a outras embarcações e aeronaves americanas; Caracas anuncia mobilização massiva de tropas; pressão do governo Donald Trump a Nicolás Maduro cresce; Washington já matou 75 em ataques a barcos na região

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, dos Estados Unidos, chegou à América Latina nesta terça-feira (11), intensificando a campanha militar do governo Donald Trump na região e aumentando a pressão contra a Venezuela. No mesmo dia, a ditadura de Nicolás Maduro anunciou mobilização massiva de forças terrestres, aéreas e navais.

    O Pentágono confirmou a chegada do Gerald Ford na área de operações do Comando Sul das Forças Armadas americanas, que abarca larga área que vai do Caribe aos mares ao sul da Argentina, sem especificar a localização exata. O navio de guerra tem capacidade para carregar dezenas de aviões de combate e geralmente se desloca acompanhado de uma frota de apoio.

    O porta-aviões “reforçará a capacidade dos Estados Unidos para detectar, vigiar e desarticular os atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território americano e nossa segurança no hemisfério ocidental”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

    O Gerald Ford se junta a uma série de outras embarcações, aeronaves e tropas mobilizadas pelo EUA em águas do Caribe e em Porto Rico, território americano onde o governo Donald Trump revitalizou uma base fechada havia 23 anos a fim de aumentar o grau de pressão contra o regime de Maduro.

    Foram ao menos quatro missões de bombardeiros dos EUA na costa venezuelana desde que a crise entre os dois países se aprofundou e Washington começou a explodir lanchas supostamente ligadas a narcotraficantes na região. O recado é claro a Caracas, uma vez que Washington acusa Maduro de liderar um cartel de drogas, uma acusação que o ditador nega.

    Em comunicado do Ministério da Defesa venezuelano, o regime afirma que colocou suas Forças Armadas em “prontidão operacional completa”, incluindo “destacamento massivo” de forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, além de outras unidades militares, órgãos de segurança e a Milícia Bolivariana. “A Venezuela deve saber que tem um país resguardado, protegido, defendido”, afirmou o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, que chamou os militares americanos de mercenários.

    Não se sabe ao certo o objetivo concreto de Trump ao destacar o Gerald Ford para as águas do continente. Relatos na imprensa americana, sempre citando autoridades do governo de forma anônima, dizem que várias opções estão à mesa do republicano, que já autorizou a CIA a agir em solo venezuelano com o objetivo de tirar Maduro do poder. Alguma medidas incluiriam a tomada de instalações de produção de petróleo do país adversário.

    Enquanto assessores de Trump mais incisivos contra Maduro teriam sugerido inclusive uma invasão do país latino-americano, outras opções desenham ataques mais específicos a instalações militares com a meta de deplorar o apoio ao ditador, obrigando-o a deixar o poder ou fugir.

    Maduro tem variado entre ordens de mobilização de tropas e pedidos de paz a Trump em suas declarações. Também tem apelado a aliados que são rivais de Washington, como a Rússia, China e Irã.

    Na última sexta-feira (7), a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia “está pronta para atender os apelos da Venezuela por ajuda” em caso de agravamento da crise militar na região -muito embora não esteja claro como e se Moscou e outros adversários dos EUA tomariam decisões do tipo, batendo de frente com Trump em uma eventual guerra aberta entre Washington e Caracas.

    Os ataques americanos a embarcações no Caribe já deixaram 75 mortos desde setembro. Quase sempre anunciados pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em publicações nas redes sociais, os bombardeios são divulgados com um vídeo mostrando as explosões em vista aérea. É o mais próximo de uma evidência que o governo americano tem fornecido sobre as ações, criticadas por governos não alinhados a Washington, analistas e opositores.

    “É assim que, em geral, atuam nos países sem lei aqueles que se consideram acima da lei”, disse o chanceler russo, Serguei Lavrov, qualificando como pretexto o argumento americano de que os ataques fazem parte da luta contra o narcotráfico e indicando o tom das críticas de Moscou.

    Governos latino-americanos, caribenhos e europeus criticaram indiretamente o governo Trump na declaração final da cúpula entre União Europeia e a Celac nesta segunda-feira (10) -o grupo conjunto pediu “segurança marítima e estabilidade regional no Caribe”. Além disso, a cúpula fez críticas veladas também à Venezuela ao defender “eleições livres e transparentes”.

    Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

  • Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

    Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, é um dos principais opositores a Trump nos EUA

    BELÉM, PA (CBS NEWS) – Em Belém (PA) para participar de agendas da COP30, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que boicota a conferência climática.

    “Donald Trump está apostando na estupidez. Ele está apostando no carvão em Ohio [estado dos EUA]. Enquanto estamos aqui falando sobre a energia renovável. Estamos aqui falando sobre biodiversidade, de uma mentalidade da sustentabilidade. O contraste chega a ser extraordinário”, afirmou nesta terça-feira (11).

    Newsom, que é um dos principais opositores a Trump nos EUA, cumpriu agenda com o governador do Pará, Helder Barbalho, no Porto do Futuro, onde o político paraense construiu um centro de tecnologia e bioeconomia.

    O californiano também tem compromissos com representantes de outros países, e assinou seu apoio à coalizão de mercado de carbono criada pelo Brasil.

    Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

  • Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

    Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

    Pesquisadores da Universidade de Sydney tentam resolver um mistério de décadas sobre o Monte Sierpe, conhecido como “faixa de buracos” e localizado no Vale de Pisco

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos dos Andes pode ter sido um antigo mercado a céu aberto. É o que sugere uma nova pesquisa da Universidade de Sydney sobre o Monte Sierpe, conhecido como “faixa de buracos” e localizado no Vale de Pisco, no sul do Peru. O local abriga mais de 5.000 cavidades escavadas de forma precisa nas encostas andinas.

    Pesquisadores tentam resolver um mistério de décadas. O Monte Sierpe intriga arqueólogos desde os anos 1930, quando suas primeiras imagens aéreas foram publicadas pela revista National Geographic. Apesar de inúmeras teorias -de funções agrícolas a propósitos defensivos-, a utilidade original continua envolta em mistério.

    Novas evidências apontam para trocas comerciais. Segundo o arqueólogo digital Jacob Bongers, da Universidade de Sydney e do Australian Museum Research Institute, a equipe encontrou indícios que reforçam a hipótese de que o local funcionava como um centro de trocas. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (10) na revista científica Antiquity.

    “Talvez este fosse um mercado pré-incaico, como uma feira. Sabemos que a população pré-hispânica aqui era de cerca de 100 mil pessoas. Talvez comerciantes nômades, agricultores e pescadores se reunissem para trocar produtos como milho e algodão”, disse Jacob Bongers.

    Tecnologia de drones revelou padrões numéricos. Os pesquisadores mapearam o sítio com drones e identificaram padrões na disposição dos buracos. Para surpresa da equipe, o arranjo se assemelha ao de um khipu (antigo sistema inca de contabilidade feito com cordas e nós) encontrado no mesmo vale. “Esta é uma descoberta extraordinária que amplia nossa compreensão sobre as origens e a diversidade das práticas indígenas de contabilidade”, disse Bongers.

    Análises de solo reforçam a hipótese comercial. A equipe também analisou amostras de sedimentos das cavidades e identificou grãos de pólen de milho, um dos principais cultivos dos Andes, e vestígios de junco, planta usada há milênios na confecção de cestos. Segundo os cientistas, isso indica que plantas eram depositadas nos buracos, possivelmente em cestos ou feixes usados para transporte.

    Localização estratégica reforça a teoria. O Monte Sierpe está situado entre dois antigos centros administrativos incas e perto da interseção de uma rede de estradas pré-hispânicas. A área fica em uma zona ecológica de transição entre os Andes e a planície costeira, ponto ideal para encontros e trocas entre comunidades do interior e do litoral.

    Sítio pode ter evoluído sob domínio inca. Combinando as descobertas botânicas e aéreas, os pesquisadores sugerem que o Monte Sierpe foi inicialmente construído pelo reino Chincha, anterior ao império inca, para trocas reguladas e depois transformado em um sistema de contabilidade em larga escala pelos incas. “Vejo esses buracos como uma tecnologia social que aproximava pessoas e, mais tarde, se tornou um sistema de registro”, afirmou Bongers.

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