Categoria: MUNDO

  • Professora baleada por aluno de 6 anos ganha indenização de R$ 53 milhões

    Professora baleada por aluno de 6 anos ganha indenização de R$ 53 milhões

    Júri dos EUA responsabiliza ex-vice-diretora por negligência após não agir diante de alertas de que aluno, de 6 anos, armado representava risco

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um tribunal dos Estados Unidos concedeu uma indenização de R$ 53 milhões a uma professora que foi baleada por um aluno de seis anos. O episódio aconteceu em janeiro de 2023, na Virgínia.

    Abigail Zwerner alegou que avisou a vice-diretora da unidade sobre a criança estar com uma arma de fogo. No tribunal, ela ainda disse que Ebony Parker não agiu diante dos alertas.

    A bala atingiu a mão esquerda e depois a parte superior do tórax. A docente ficou gravemente ferida e precisou passar por cirurgias.

    Alunos teriam avisado adultos sobre arma dentro da mochila. No julgamento, duas professoras da unidade testemunharam que teriam alertado a professora e a diretora que o menino tinha levado uma arma para a escola, mas Ebony teria decidido não revistá-lo.

    O advogado da professora baleada afirmou que Parker se fez de desentendida perante o júri. O defensor de Parker, por outro lado, argumentou que ela não poderia saber o que aconteceria e afirmou que a docente exagerou em relação aos ferimentos.

    Professora cuidava de uma sala com 15 crianças, com idades de 6 e 7 anos. “Lembro de ver dois colegas de trabalho ao meu redor, e perceber que estava machucada, e eles estarem pressionando o local da dor”, disse a docente.

    Indenização é de US$ 10 milhões (cerca de R$ 53 milhões). Valor inicial pedido por ela foi de US$ 40 milhões. A vítima decidiu não atuar mais em sala de aula e agora deve investir na área da beleza.

    Vice-diretora também será julgada por abuso infantil com risco de vida. Ela enfrenta acusações criminais pela suposta negligência infantil. No total, são oito acusações. O julgamento está previsto para começar ainda este mês.

    Arma era da mãe do menino, que cumpre quatro anos de prisão. Ela foi culpada de negligência infantil e declarações falsas sobre uso de drogas no ano passado. Na casa, descobriu-se que não havia um local seguro para o armazenamento da pistola -como um cofre ou trava.

    Menino não foi acusado de irregularidades. Ele está sob cuidados de um parente e foi matriculado em uma escola diferente.

    Professora baleada por aluno de 6 anos ganha indenização de R$ 53 milhões

  • EUA enviam bombardeiros à costa da Venezuela pela 4ª vez

    EUA enviam bombardeiros à costa da Venezuela pela 4ª vez

    Dois B-52 circulam o Caribe perto de Caracas e outros pontos do país em meio ao vaivém de Trump sobre ataque; americano já disse que atacaria e depois voltou atrás, mas montou operação de guerra até com porta-aviões na região

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump ordenou a quarta missão de bombardeiros estratégicos pesados junto à costa da Venezuela em três semanas, com dois modelos B-52 se aproximando do país caribenho governado pelo ditador Nicolás Maduro.

    A exibição de força integra a política de vaivém adotada pelo presidente americano na crise com Caracas, iniciada em meados de agosto com o envio de uma força-tarefa expedicionária de fuzileiros navais e diversos navios à região.

    De lá para cá, Trump promoveu uma grande escalada militar, revitalizando uma base fechada havia 23 anos em Porto Rico e deslocando caças, aviões e submarinos.

    A caminho do Caribe também está o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, que deixou o Mediterrâneo rumo ao Atlântico no começo da semana.

    Nesta quinta-feira (6), foi a vez de outro instrumento de pressão, o sobrevoo de bombadeiros estratégicos. No dia 15 de outubro foram três B-52, seguidos por dois B-1B no dia 23 e outros dois aparelhos do mesmo modelo no dia 27.

    Eles passaram a cerca de 80 km da costa da Venezuela, cujo espaço aéreo começa a pouco mais de 20 km do solo.

    Os B-52 envolvidos na ação mais recente são da base aérea de Minot, na Dakota do Norte. Segundo sua identificação em sites de rastreio de voos, ambos os aviões integram a frota de 30 modelos com capacidade apenas para ataques convencionais -outros 46 são equipados para receber mísseis e bombas com ogivas nucleares.

    Ninguém sabe onde Trump quer chegar. Ele já disse autorizou a CIA, a agência de espionagem dos EUA com longa tradição em fomentar golpes e crises na América Latina, a agir em solo venezuleano para desestabilizar Maduro.

    Depois, negou que fosse promover um ataque militar terrestre, mesmo tendo dito que isso iria acontecer. Na manifestação mais recente, na segunda (3), ele disse duvidar que haveria uma guerra entre seu país e a Venezuela, mas que o ditador estava com os dias contados.

    O republicano diz estar atrás dos cartéis de drogas que inundam os EUA com produtos como cocaína e fentanil. Desde 2020 Maduro é procurado pelo Departamento de Justiça sob a acusação de liderar um grupo narcoterrorista, e Trump subiu a recompensa por pistas que o levem à cadeia a US$ 50 milhões.

    Já o ditador afirma que o americano só está interessado em derrubá-lo para tomar as reservas de petróleo de seu país, as maiores do mundo. Maduro tem feito mobilizações de seus recursos militares, que não fazem frente aos EUA mas que podem causar danos pontuais à navios, como no hipotético emprego de mísseis antinavio russos disparados por seus caças Su-30.

    Algumas das demonstrações viraram motivo de piada online. Depois de mostrar camponeses fora de forma tentando manejar fuzis Kalachnikov, Maduro enfileirou alguns sistemas antiaéreos S-125 Petchora em praias do país.

    Por evidente, a função militar é nula, dado que é vital para esse tipo de armamento ficar o mais escondido possível, para evitar ser destruído antes ou depois do uso. De todo modo, os Petchora são eficazes relíquias soviéticas da Guerra Fria, em contraste com os bem mais avançados modelos russos S-300 de que Maduro dispõe.

    Trump, por sua vez, tem ido à vias de fato. Mais de 60 pessoas já foram mortas em ataques a barcos com supostos traficantes na região, com alguns incidentes também junto à costa colombiana no Pacífico. Bogotá e o presidente Gustavo Petro são outros alvos, menos ostensivos por ora, da campanha dos EUA.

    A crise tem gerado tensão regional ampla. O presidente Lula (PT), que está rompido com Maduro, irá a uma reunião de países latino-ameicanos e caribenhos na semana que vem para prestar solidariedade à Venezuela. Ele se colocou, sem sucesso, à disposição de Trump para mediar o conflito.

    Ante a pressão, Maduro já pediu ajuda diretamente à Rússia, sua maior fornecedora de material militar, China e Irã, todos país do polo oposto ao dos EUA na Guerra Fria 2.0. Moscou deu declarações simpáticas e prometeu apoio, mas na prática não parece ter passado disso.

    Na semana passada, um avião cargueiro Il-76 vindo da Rússia com escalas na Armênia e países africanos pousou em Caracas antes de seguir para Cuba, outra aliada de Moscou na região. Isso disparou especulações de reforços militares, que nas redes sociais já viraram a hipótese do envio de mísseis avançados.

    Segundo a Folha ouviu de pessoas próximas ao Kremlin, se havia algo, era dinheiro. Elas dizem que Maduro parou de ter condições para pagar por armas russas desde pouco antes da pandemia, e que Vladimir Putin não arriscará uma escalada na já tensa relação com Trump, devido à Guerra da Ucrânia.

    EUA enviam bombardeiros à costa da Venezuela pela 4ª vez

  • Empresário desmaia durante evento na Casa Branca com Donald Trump

    Empresário desmaia durante evento na Casa Branca com Donald Trump

    Gordon Findlay desmaiou durante um evento na Casa Branca com a presença do presidente dos EUA, Donald Trump; canal Fox News fazia transmissão ao vivo e imagens do momento viralizaram

    Nesta quinta-feira (6), o empresário da indústria farmacêutica Gordon Findlay desmaiou durante um evento na Casa Branca com a presença do presidente dos EUA, Donald Trump.

    O executivo caiu durante o encontro no Salão Oval e outros  convidados tentaram ajudar, enquanto Trump levanta da cadeira e observa.

    O canal Fox News fazia uma transmissão ao vivo do evento e as imagens viralizaram nas redes sociais. Evento era transmitido também pelos canais oficiais da Casa Branca, que suspendeu o ao vivo.

    Após o desmaio, assessoras do governo pediram aos jornalistas para deixarem o local. Depois, agenda foi retomada, sem a presença de Findlay.

    O empresário Gordon Findlay, executivo da Novo Nordisk, é a fabricante das marcas Ozempic, Rybelsus e Wegovy. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que ele estava bem, segundo o jornal New York Post.

    Executivo desmaiou durante o anúncio sobre medicamentos contra a obesidade. A ideia é baratear esse tipo de remédio e ampliar a elegibilidade para usuários do Medicare, programa de seguro saúde do governo dos EUA.

    Empresário desmaia durante evento na Casa Branca com Donald Trump

  • Papa e líder palestino discutem solução de dois Estados em 1º encontro

    Papa e líder palestino discutem solução de dois Estados em 1º encontro

    Em comunicado, Vaticano informou que Leão 14 e Mahmoud Abbas falaram sobre necessidade de pôr fim ao conflito; reunião simboliza gesto diplomático importante num momento de crise humanitária em Gaza apesar de trégua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O papa Leão 14 recebeu nesta quinta-feira (6) o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, no Vaticano, num contexto humanitário ainda considerado crítico na Faixa de Gaza, a despeito da trégua entre Israel e o grupo terrorista Hamas, firmada há quase um mês.

    Foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde o conclave que elegeu o pontífice, em maio. Antes, em julho, eles conversaram por telefone. A reunião ocorreu no palácio apostólico e simbolizou um gesto diplomático importante, num momento em que a ONU continua a pedir que Israel abra as passagens fronteiriças para permitir a entrada de água e alimentos no território devastado pelo conflito.

    Em comunicado, o Vaticano informou que os líderes discutiram a necessidade urgente de “pôr fim ao conflito buscando uma solução de dois Estados [um judeu e outro palestino]”. Eles também falaram sobre o fornecimento de assistência à população de Gaza.

    Abbas, que tem controle limitado sobre a Cisjordânia ocupada, chegou a Roma na véspera e fez uma visita à basílica de Santa Maria Maior, em que rezou diante do túmulo do papa Francisco, morto em abril, e deixou flores. “Vim vê-lo porque não posso esquecer o que ele fez pelo povo palestino”, disse ele.

    Durante os últimos meses de seu pontificado, Francisco aumentou as críticas contra as ofensivas de Israel, o que gerou tensões diplomáticas. Leão 14, por sua vez, tem adotado uma postura mais cautelosa.

    Embora tenha manifestado solidariedade à “terra martirizada” de Gaza e condenado o deslocamento forçado dos palestinos, o papa americano-peruano afirmou que a Santa Sé não pode se pronunciar sobre se os ataques configuram um genocídio.

    O encontro com Abbas, portanto, marcou um gesto simbólico de continuidade no diálogo entre o Vaticano e a liderança palestina diante da crise no Oriente Médio. A Faixa de Gaza continua sob bloqueio imposto por Israel e, mesmo com o acordo para cessar-fogo assinado há três semanas, tem sido bombardeado pelas forças de Tel Aviv. O Estado judeu acusa o grupo terrorista Hamas de desrespeitar o pacto e justifica as ações com o argumento de legítima defesa.

    O conflito teve início após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram Israel e mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. A ofensiva de retaliação israelense já deixou mais de 68,8 mil mortos em Gaza, também majoritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde palestino, controlado pela facção, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

    Papa e líder palestino discutem solução de dois Estados em 1º encontro

  • Palavra do ano em 2025: afinal, o que é 'vibe coding'?

    Palavra do ano em 2025: afinal, o que é 'vibe coding'?

    Termo venceu de outros bem cotados a ganhar ‘clanker’, ‘glaze’ e ‘aura farming’; impacto cultural foi um dos motivos para a escolha de ‘vibe coding’

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – “Vibe coding” foi eleita a palavra do ano de 2025 pelo dicionário britânico Collins. O termo (que junta duas palavras) tem relação com hábito impulsionado por usa de inteligência artificial na programação.

    O QUE ACONTECEU

    Impacto cultural foi um dos motivos para a escolha do termo. Especialistas do dicionário Collins perceberam o grande aumento do termo a partir de fevereiro deste ano.

    “Vibe coding” descreve o ato de programar por intenção, não diretamente por linhas de código. Nesses casos, as pessoas utilizam ferramentas de IA e linguagem natural para gerar códigos.

    “Crie um botão que, quando clicado, diga ‘boas-vindas’”. Em vez de buscar as sintaxes de código, a pessoa descreve o que ela quiser para um chatbot e ele retorna uma codificação completa na linguagem de programação desejada. A prática é vista como uma forma de popularizar a programação.

    Termo foi inventado por ex-diretor de IA da Tesla. Andrej Karpathy descrevia a possibilidade de criar um novo aplicativo sem precisar “saber que o código existe”.

    “A escolha de “vibe coding” como palavra do ano capta como a linguagem está evoluindo junto com a tecnologia. Ela sinaliza uma mudança no desenvolvimento de software, onde a IA está tornando a programação mais acessível”, afirma Alex Beecroft, diretor geral do dicionário Collins, em comunicado.

    OUTRAS PALAVRAS MENCIONADAS NA LISTA DO DICIONÁRIO COLLINS:

    • Biohacking – atividade de alterar processos do seu corpo numa tentativa de melhorar a saúde ou a longevidade
    • Clanker – palavra usada para expressar frustração ou desconfiança das pessoas com chatbots de IA e plataformas
    • Glaze – elogiar alguém excessivamente
    • Aura farming – termo usado pelo público gamer, que descreve o cultivo intencional de uma persona carismática, a arte de parecer descolado
    • Broligarchy – termo usado para descrever executivos de tecnologia que compareceram à posse de Trump no início do ano
    • Micro-retirement – uma pausa curta na carreira para realizar interesses pessoais

    Palavra do ano em 2025: afinal, o que é 'vibe coding'?

  • Carro explode em Nova York e deixa 7 bombeiros feridos; video

    Carro explode em Nova York e deixa 7 bombeiros feridos; video

    Um carro explodiu na noite de quarta-feira no Bronx, em Nova York, provocando uma enorme bola de fogo e ferindo sete bombeiros. Três deles foram hospitalizados com queimaduras graves, mas, segundo as autoridades, nenhum corre risco de morte. As causas do incêndio estão sob investigação

    Um carro explodiu na noite de quarta-feira (5) no bairro do Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos, provocando uma enorme bola de fogo e deixando sete bombeiros feridos.

    Segundo o Departamento de Bombeiros da cidade, o incidente começou com um incêndio em um veículo estacionado, que rapidamente saiu de controle e culminou em uma forte explosão. O impacto espalhou as chamas por carros próximos e pelo lixo acumulado na calçada, aumentando a intensidade do fogo.

    O chefe dos bombeiros locais, John Esposito, explicou em entrevista coletiva que parte da equipe já estava no local quando ocorreu a explosão. “Havia muito entulho na rua, alguns carros também pegaram fogo e, logo após nossa chegada, houve uma grande explosão, uma enorme bola de fogo”, relatou.

    Dos sete bombeiros feridos, três foram internados no Jacobi Hospital com queimaduras graves, enquanto os outros quatro tiveram ferimentos leves, principalmente nas mãos e no rosto. Nenhum deles corre risco de morte, segundo as autoridades.

    Imagens registradas por moradores mostram o momento em que o veículo explode, iluminando a rua e espalhando labaredas em várias direções. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelo corpo de bombeiros de Nova York.

    Assista às impressionantes imagens acima.

    Carro explode em Nova York e deixa 7 bombeiros feridos; video

  • Quem é Claudia Sheinbaum, presidente do México vítima de assédio em público

    Quem é Claudia Sheinbaum, presidente do México vítima de assédio em público

    Claudia Sheinbaum foi assediada por um desconhecido quando passeava pela Cidade do México; homem se aproximou e a tocou de forma inapropriada sem o seu consentimento

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Claudia Sheinbaum, 63, presidente do México, foi alvo de assédio sexual na terça-feira (4) enquanto caminhava pelo centro da Cidade do México para participar de um evento público nas proximidades do palácio presidencial.

    QUEM É CLAUDIA SHEINBAUM

    Claudia Sheinbaum nasceu em 24 de junho de 1962, na Cidade do México. Vem de uma família judia, laica e de esquerda. Seus avós migraram da Bulgária e da Lituânia para o México, fugindo da Segunda Guerra Mundial.

    Sua mãe, Annie Pardo, foi professora universitária e perdeu o cargo após denunciar o massacre de estudantes na década de 1960. “Sou filha de 1968”, costuma repetir Sheinbaum, em referência ao movimento estudantil que marcou sua geração.

    Durante os anos de universidade, integrou o Conselho Estudantil Universitário. O grupo foi decisivo para barrar a tentativa de privatizar a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e se tornou um berço de líderes da esquerda mexicana.

    Na mesma instituição, Sheinbaum se formou em física. Depois, fez mestrado em engenharia de energia e doutorado em engenharia ambiental. Realizou parte dos estudos na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

    Ingressou na política em 2000, como secretária de Meio Ambiente. Em 2018, foi eleita prefeita da Cidade do México. À frente da capital durante a pandemia de covid-19, destacou-se pela confiança na ciência e no uso da tecnologia, mesmo em meio às críticas pela alta mortalidade. O livro “Presidenta”, de Jorge Zepeda Patterson, ressalta que “ela usava máscara, mesmo na presença de López Obrador”.

    Sheinbaum foi casada duas vezes. O atual marido, Jesús Maria Tarriba, foi seu colega de faculdade. Eles se reencontraram em 2016, pelo Facebook, e se casaram em novembro de 2023. Do primeiro casamento, com Carlos Imaz Gispert, ela tem dois filhos: Rodrigo Ímaz Gispert, seu enteado, e Mariana Imaz Sheinbaum.

    Foi a pessoa que recebeu maior porcentagem de votos na história do México. Ela foi escolhida por 35,9 milhões de eleitores – quase 60% do total, porcentagem bem maior que a conquistada pela adversária Xóchitl Gálvez, que não chegou a 30% dos votos.

    O QUE ACONTECEU

    Durante o trajeto, Sheinbaum cumprimentava simpatizantes quando um homem se aproximou. Ele colocou um braço em seus ombros e, com o outro, tocou sua cintura e peito, tentando beijá-la no pescoço.

    Apenas depois da tentativa de beijo um segurança interveio, afastando o agressor, identificado como Uriel Rivera. Segundo as autoridades, o homem parecia estar sob efeito de drogas ou álcool, foi detido e encaminhado à Promotoria especializada em crimes sexuais.

    Quem é Claudia Sheinbaum, presidente do México vítima de assédio em público

  • 'Vamos ajudá-lo um pouco, talvez', diz Trump sobre Mamdani, eleito em NY

    'Vamos ajudá-lo um pouco, talvez', diz Trump sobre Mamdani, eleito em NY

    Zohran Mamdani escolheu nesta quarta-feira (4), os principais nomes – somente com mulheres – para liderar sua equipe de transição, que possivelmente integrarão seu governo em janeiro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (5) que vai “ajudar, um pouco, talvez” o prefeito eleito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, que tem sido alvo de críticas do republicano.

    “Vamos ver como um comunista se sai em Nova York. Vamos ver como isso vai funcionar. Vamos ajudá-lo, vamos ajudar. Queremos que Nova York tenha sucesso. Vamos ajudá-lo, um pouco, talvez”, disse Trump em evento em Miami.

    O presidente americano atacou Mamdani nesta terça-feira (4), dia do pleito e, ao afirmar que um voto no republicano Curtis Sliwa era “um voto em Mamdani”, pediu ao eleitorado que votasse em Andrew Cuomo,o ex-governador democrata que disputou como independente.

    Trump ainda havia reiterado ameaça de que restringiria o repasse de verbas federais para a cidade caso Mamdani vença as eleições. “É altamente improvável que eu contribua com verbas federais além do mínimo exigido”, escreveu Trump em publicação na sua rede Truth Social.

    O presidente já havia atacado Mamdani em junho, quando o socialista venceu as primárias democratas. “Ele vai ter que fazer a coisa certa, ou Nova York não receberá dinheiro algum. Ele precisa se comportar ou não terá nenhum recurso”, afirmou Trump naquele momento.

    O presidente ainda chamou Mamdani de “um comunista puro” e, por isso, classificou sua possível vitória como inconcebível. A ameaça não é simbólica. Segundo o The Guardian, mais de US$ 100 bilhões são destinados anualmente a Nova York por meio de repasses e programas federais.

    Mamdani escolheu nesta quarta-feira os principais nomes para liderar sua equipe de transição, que possivelmente integrarão seu governo em janeiro. Todas são mulheres com experiência recente direta na administração pública ou em grandes organizações do terceiro setor.

    Na direção do grupo estará Elana Leopold, que trabalhou na gestão do ex-prefeito democrata Bill de Blasio e participou ativamente da campanha de Mamdani. Ao lado dela, como vice-líderes, foram nomeadas Lina Khan, Melanie Hartzog, Maria Torres-Springer e Grace Bonilla.

    'Vamos ajudá-lo um pouco, talvez', diz Trump sobre Mamdani, eleito em NY

  • Mamdani escolhe equipe liderada só por mulheres com experiência pública para transição em NY

    Mamdani escolhe equipe liderada só por mulheres com experiência pública para transição em NY

    Prefeito eleito da maior cidade dos EUA nomeia integrantes que trabalharam em gestões anteriores; jovem e com pouco tempo em cargos eletivos, Mamdani se cerca de time de origem migrante e bom trânsito político

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente eleito de Nova York, Zohran Mamdani, escolheu nesta quarta-feira (5) os principais nomes para liderar sua equipe de transição, que possivelmente integrarão seu governo em janeiro. Todas são mulheres com experiência recente direta na administração pública ou em grandes organizações do terceiro setor.

    Na direção do grupo estará Elana Leopold, que trabalhou na gestão do ex-prefeito democrata Bill de Blasio e participou ativamente da campanha de Mamdani. Ao lado dela, como vice-líderes, foram nomeadas Lina Khan, Melanie Hartzog, Maria Torres-Springer e Grace Bonilla.

    Com as nomeações, Mamdani indica que vai levar em frente o mote de campanha de que buscará um governo pragmático em vez de ideológico, discurso que reforçou ao longo da disputa em meio a críticas de rivais e receios de eleitores moderados de que será um prefeito radical.

    Maria Torres-Springer foi vice-prefeita antes de romper com o atual mandatário, o democrata Eric Adams, que durante a campanha apoiou o também democrata Andrew Cuomo, ex-governador do estado de Nova York disputando como independente contra Mamdani -o presidente Donald Trump declarou apoio em Cuomo antes do pleito.

    De origem filipina, Torres-Springer foi a primeira mulher no cargo de vice-prefeita da cidade e teve outros cargos relevantes na administração municipal, além de ter trabalhado em cargo executivo na Fundação Ford. Ela tem formação na Universidade Yale e na Universidade Harvard.

    Lina Khan foi presidente da Comissão Federal de Comércio sob a gestão do presidente Joe Biden, de 2021 a 2025. Seu mandato à frente da comissão foi marcado por um fortalecimento do caráter antitruste e de proteção do consumidor do órgão, o que rendeu elogios de figuras politicamente tão opostas quanto o vice-presidente J. D. Vance e o senador Bernie Sanders. Sua família tem origem britânica e paquistanesa, e ela é formada em direito em Yale.

    Melanie Hartzog é CEO da New York Foundling, uma organização de assistência social existente desde 1869. Ela também foi vice-prefeita de Saúde e Serviços Humanos durante o governo de Bill de Blasio. Grace Bonilla é presidente e CEO da United Way de Nova York, uma rede sem fins lucrativos dedicada a captação de recursos para organizações em geral filantrópicas.

    “A poesia de fazer campanha pode ter chegado ao fim na noite passada, mas a bela prosa de governar apenas começou”, disse Mamdani em seu discurso nesta quarta, após a vitória. A frase parece ser uma referência à forma como falava da política o ex-governador do estado, Mario Cuomo, pai do rival derrotado por Mamdani, Andrew Cuomo, também ex-governador.

    Mamdani também reforçou que pretende manter no cargo a comissária de polícia Jessica Tisch, que havia sido nomeada pelo atual prefeito, Eric Adams, ante tensões de eleitores moderados receosos de que a vitória do democrata resultasse em mudanças radicais na estrutura de segurança da cidade.

    O prefeito eleito, de apenas 34 anos e pouca experiência em cargos públicos -antes de ser eleito, foi deputado estadual desde 2020- cercou-se de nomeações com experiência na gestão pública e capilaridade política após confirmar seu favoritismo e vencer Cuomo nesta terça-feira (4).

    Às 8h de quarta (5), horário de Brasília, Mamdani marcava 50,4% dos votos, contra 41,6% do ex-governador de Nova York Andrew Cuomo, com 91% das urnas apuradas. O republicano Curtis Sliwa registrava 7,1%.

    Mais de 2 milhões de pessoas compareceram às urnas, e o socialista recebeu ao menos 1,03 milhão de votos -a população total da cidade é de 8,4 milhões de habitantes, segundo o censo americano.

    “Essa cidade é a sua cidade, e essa democracia é a sua democracia”, afirmou Mamdani em seu discurso de vitória. “Vamos fazer essa cidade que as pessoas amam e podem voltar a viver”, afirmou, ao agradecer seus eleitores. “Estamos respirando o ar de uma cidade que renasceu. Escolhemos a esperança diante do dinheiro graúdo e das ideias pequenas.”

    Mamdani escolhe equipe liderada só por mulheres com experiência pública para transição em NY

  • EUA lançam míssil nuclear; Putin manda preparar teste

    EUA lançam míssil nuclear; Putin manda preparar teste

    Força Aérea faz o ensaio após Trump dizer que irá retomar testes atômicos em resposta à Rússia e à China; lançamento havia sido programado havia meses, e russos afirmam que americanos pretendem explodir um artefato

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O duelo nuclear entre Vladimir Putin e Donald Trump atingiu um novo nível nesta quarta-feira (5), com os Estados Unidos promovendo o lançamento de um míssil estratégico e o russo ordenando preparativos para a realização de um eventual teste com detonação de ogiva atômica.

    Na semana passada, Trump havia reagido ao teste de dois novos modelos de armas anunciadas por Putin, o míssil de cruzeiro Burevestnik e o “torpedo do Juízo Final” Poseidon, ambos capazes de carregar ogivas nucleares e alimentados por reatores nucleares que lhes dão autonomia ilimitada na prática.

    O objetivo principal do russo é asseverar o papel da Rússia de potência nuclear, nominalmente a maior do mundo e em paridade de capacidades com os EUA, e dizer que tem meios para driblar o escudo antimíssil dos sonhos de Trump, o Domo Dourado.

    Com isso, pretende lugar privilegiado nas negociações sobre a Ucrânia, que foram reabertas por pressão de Trump, mas travaram.

    Trump havia dito que retomaria testes com armas nucleares americanas em resposta ao que via como escalada da Rússia e da China, dona de um crescente arsenal atômico. Depois, se recusou a dizer se isso envolveria ou não a explosão de uma ogiva no subterrâneo, algo que os americanos não fazem desde 1992 e os russos, desde 1990.

    Nesta quarta, o Comando de Ataque Global da Força Aérea dos Estados Unidos confirmou o lançamento de um míssil com capacidade nuclear Minuteman-3 desarmado. A ação foi notificada antes à Rússia, como é a praxe de lado a lado para evitar mal-entendidos.

    O disparo foi realizado da base aérea de Vandenberg, na Califórnia no fim da madrugada desta quarta-feira (5, início da manhã no Brasil). Ele havia sido anunciado para a noite de quarta para quinta (6) na véspera, mas a unidade militar confirmou sua execução sem intercorrências sem explicar a mudança.

    O teste, diz a Força Aérea corroborada por referências na área como a Federação dos Cientistas Americanos (FAS), está dentro da programação anual de ensaios para verificar a operacionalidade e precisão dos armamentos.

    Já houve dois lançamentos neste ano, um em fevereiro e outro em maio, num total de mais de 300 na história do míssil. Isso não quer dizer que a política não tenha voz: Joe Biden adiou testes do tipo em 2022 para não sinalizar uma ameaça nuclear à Rússia durante o início da invasão da Ucrânia, por exemplo.

    Poucas horas depois, Putin promoveu uma reunião com seu Conselho de Segurança, onde ouviu o ministro da Defesa, Andrei Belousov, afirmar que tudo indica que os americanos irão conduzir um teste nuclear subterrâneo.

    De forma coreografada, o presidente então instruiu órgão governo a coletar informações e “fazer proposta no possível começo de trabalho de preparação de testes de armas nucleares”.

    Putin conseguiu colocar o americano na defensiva, dizendo que irá reagir ao que ele fizer, deixando a conta da insegurança nuclear global em sua conta. Até aqui, os testes com as armas, assim como o do Minuteman, não envolvem ogivas ativas.

    O temor de especialistas é uma nova corrida nuclear a quente, com detonações de outras potências. Reino Unido fez detonação em 1991, França e China, em 1996, todos antes de aderir a um tratado banindo a prática que nunca entrou em vigor pois não foi ratificado pelos países atômicos.

    O Paquistão e a Índia ainda fizeram testes em 1998 e a Coreia do Norte, seis explosões de 2006 a 2017. Ensaios na atmosfera, sob a água e no espaço são vetados por um tratado vigente desde 1963, assinado por Moscou, Washington, Londres e Tel Aviv.

    No caso americano, analistas torciam para que Trump aproveitasse um teste já programado do Minuteman ou do outro míssil do arsenal americano, o Trident-2 lançado por submarinos, para dizer que cumpriu sua ameaça. Como o modelo naval foi lançado em setembro, o próximo na fila é o da Força Aérea.

    No domingo (2), o secretário de Energia americano, Chris Wright, disse à Fox News acreditar que Trump falava de “explosões não nucleares”, ou seja, testes nos quais todos os componentes para detonar uma ogiva são testados, mas não há a reação em cadeia final.

    O departamento de Wright é quem conduz testes e produz armamentos nucleares, cabendo à Força Aérea testes de mísseis e bombas que carregam essas ogivas. A Casa Branca não comentou a afirmação do secretário, mantendo o suspense.

    Em seu primeiro mandato, Trump também fez anúncios obscuros prometendo novidades no campo nuclear. Na prática, contudo, fez duas coisas principais: retirou os EUA de 2 dos 3 principais acordos de contenção de risco de uma guerra atômica e mudou a doutrina de emprego desses armamentos, na prática baixando a barra para usá-los.

    O último acordo sobre essas ogivas, que está congelado pela Rússia em protesto pelas sanções devido à invasão do vizinho, vence em fevereiro. Putin propôs a Trump estender o tratado por mais um ano, o americano aprovou a ideia, mas nada aconteceu.

    Como a Folha de S.Paulo havia adiantado a partir de alertas de navegação americanos, o Minuteman lançado percorreu os cerca de 6.700 km que separam o local do campo de provas Ronald Reagan, junto às ilhas americanas Marshall, no oceano Pacífico.

    O modelo é o esteio da força lançada de silos terrestres dos EUA, com 400 unidades operacionais. Cada uma pode levar até três ogivas independentes, mas por força dos limites do Novo Start os EUA os equipam apenas com uma. A chamada tríade nuclear do país é completada pelos Trident-2 de submarinos e por bombas e mísseis de cruzeiro lançados de bombardeiros e caças.

    EUA lançam míssil nuclear; Putin manda preparar teste