Categoria: MUNDO

  • As coisas mais surpreendentes feitas por ditadores

    As coisas mais surpreendentes feitas por ditadores

    Esses tiranos se aproveitaram do poder para fazer tudo o que queriam!

    Os ditadores são conhecidos por oprimirem países inteiros com seus regimes implacáveis. Esses tiranos não só impunham leis e regras autoritárias de acordo com suas crenças, preferências pessoais e preconceitos, como se aproveitaram do poder para fazer tudo o que queriam. Duvida? 

    As coisas mais surpreendentes feitas por ditadores

  • Trump ameaça Irã com envio de mais um porta-aviões

    Trump ameaça Irã com envio de mais um porta-aviões

    Em entrevista ao Canal 12 israelense e ao site americano Axios, o republicano afirmou também que está pronto para agir militarmente caso as discussões sobre o programa nuclear de Teerã não deem resultado. “Ou chegamos a um acordo, ou teremos de fazer algo muito duro.”

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (10) que considera enviar um segundo grupo de porta-aviões para a região do Oriente Médio, uma forma de elevar a pressão sobre o Irã enquanto os rivais se preparam para retomar negociações.

    Em entrevista ao Canal 12 israelense e ao site americano Axios, o republicano afirmou também que está pronto para agir militarmente caso as discussões sobre o programa nuclear de Teerã não deem resultado. “Ou chegamos a um acordo, ou teremos de fazer algo muito duro.”

    Os EUA já haviam enviado um grupo de ataque de porta-aviões, centrado no USS Abraham Lincoln, para o mar da Arábia. O navio está em treino constante lá há quase duas semanas, um de seus caças F-35 já abateu um drone iraniano que se aproximava.

    Quando enviou o Lincoln, em janeiro, a Marinha também mobilizou o USS George H. W. Bush, que estava na costa leste americana e passou a manobrar no Atlântico, ficando em posição para eventualmente ir ao teatro de operações por meio do Mediterrâneo oriental -fechando assim os flancos sul e oeste do Irã.

    Ao longo das semanas, uma terceira opção se colocou com o deslocamento do USS George Washington, que está no Pacífico. Tanto esse navio quanto o George H. W. Bush estão a cerca de uma semana de posição de ataque contra o Irã.

    Trump vem montando um grande cerco militar contra Teerã desde o começo do ano, quando disse que iria ajudar manifestantes que foram duramente reprimidos após os maiores atos contra o regime islâmico instaurado em 1979 no país.

    Ele desconversou, insistiu no tema espinhoso da tomada da Groenlândia, mas logo depois deu um ultimato aos aiatolás. Parou de falar em apoiar protestos e voltou ao assunto que mais opõe os rivais, a possibilidade de o Irã se tornar a décima potência nuclear do mundo.

    Em 2015, Washington, Teerã e outros atores fecharam um acordo no qual os iranianos prometiam só enriquecer urânio para fins pacíficos e de forma verificável, ganhando em troca o alívio de sanções econômicas.

    Trump deixou o arranjo em 2018, alegando não sem razão que havia opacidade do lado do Irã. Mas não houve negociações, e sim escalada de tensões, com Teerã acumulando 400 kg de urânio enriquecido a 60%, menos do que é preciso para fazer bombas 100% eficazes, mas suficiente para gerar estragos grandes e espalhar radiação.

    Em 2025, na esteira dos 12 dias de guerra aérea entre Israel e o Irã, Trump promoveu um bombardeio de instalações nucleares do país persa, levando a um cessar-fogo. Agora, busca uma negociação que começou de forma indireta na semana passada em Omã.

    “Depois das conversas, nós sentimos que havia um entendimento e um consenso de continuar o processo diplomático”, disse nesta terça o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei. Não há data para a próxima reunião.

    Trump quer o fim completo do programa nuclear, o que o líder supremo iraniano Ali Khamenei rejeita. O chefe do programa nuclear do aiatolá já levantou a hipótese de diluir o urânio existente, reduzindo seu potencial para uso militar. A Rússia sugere manda todo o estoque para seu território.

    Enquanto nada disso ocorre, fica o jogo de tensões administradas a partir de declarações aqui e ali. O preço do petróleo, commodity de excelência do Oriente Médio e cuja rota de escoamento poderia ser afetada numa guerra, subiu da casa US$ 60 o barril Brent para quase US$ 70 nos últimos dias.

    Nesta quarta (11), Trump receberá o aliado Binyamin Netanyahu, premiê israelense que havia pedido tempo para se preparar para um ataque no começo do ano -por motivos diversos, no caso o petróleo, sauditas e qataris haviam apelado pelas negociações.

    Agora o cenário é outro. O israelense busca garantir que não só o programa nuclear seja discutido e eventualmente atacado por Trump, mas também as capacidade de Teerã de fabrica e lançar mísseis balísticos.

    Segundo a imprensa do Estado judeu, Netanyahu poderá entrar num eventual conflito mesmo sem os EUA caso não haja avanço nesse sentido. Os negociadores do Irã já afirmaram que só aceitam debater o programa nuclear, não suas forças convencionais.

    Trump ameaça Irã com envio de mais um porta-aviões

  • Jeffrey Epstein era supostamente um espião israelense, diz fonte do FBI

    Jeffrey Epstein era supostamente um espião israelense, diz fonte do FBI

    As alegações constam no último arquivo divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

    A descoberta mais recente nos arquivos de Jeffrey Epstein sugere que ele trabalhou para o serviço secreto israelense, o Mossad, de acordo com documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA.

    O vazamento de arquivos incluiu um relatório de 2020 do FBI, do escritório de Los Angeles, afirmando que um informante confidencial se convenceu de que Epstein era um “agente cooptado do Mossad” e que havia sido “treinado como espião”.

    Os documentos divulgados também mostram que Epstein financiou organizações ligadas às Forças Armadas de Israel, incluindo a Friends of the Israel Defense Forces, que arrecada fundos para soldados da ativa e veteranos, e o Fundo Nacional Judaico (JNF).

    Embora a estreita amizade de Epstein com o ex-primeiro-ministro Ehud Barak tenha alimentado especulações sobre seus laços com Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu respondeu na rede social X, dizendo: “O relacionamento incomumente próximo de Jeffrey Epstein com Ehud Barak não sugere que ele trabalhou para Israel. Prova o contrário.”

    Você já assistiu a um filme de James Bond e se perguntou como seria trabalhar como espião? Uma carreira como agente secreto pode não ser para todos, mas como saber se você é o candidato certo para o trabalho?

    Jeffrey Epstein era supostamente um espião israelense, diz fonte do FBI

  • Portugal tem 35 mil imóveis sem energia 13 dias após passagem de tempestade

    Portugal tem 35 mil imóveis sem energia 13 dias após passagem de tempestade

    Os problemas na rede de distribuição começaram em 28 de janeiro. Na manhã desta terça, 41 mil clientes da E-Redes permaneciam sem energia elétrica, sendo que 35 mil deles estão nas áreas mais afetadas. O fenômeno causou destruição e danos severos em linhas, postes, subestações e outros equipamentos essenciais ao fornecimento de energia.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Chuvas fortes e tempestades continuam causando grandes problemas em Portugal. Treze dias após a chegada da depressão Kristin, cerca de 35 mil clientes da E-Redes, responsável pela distribuição de energia no país, ainda estão sem luz, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (10) pela empresa.

    Os problemas na rede de distribuição começaram em 28 de janeiro. Na manhã desta terça, 41 mil clientes da E-Redes permaneciam sem energia elétrica, sendo que 35 mil deles estão nas áreas mais afetadas. O fenômeno causou destruição e danos severos em linhas, postes, subestações e outros equipamentos essenciais ao fornecimento de energia.

    O distrito de Leiria é o mais atingido, com cerca de 26 mil clientes sem energia. Em seguida aparecem Santarém, com cerca de 6.000, Castelo Branco, com 2.000 e Coimbra, com 1.000. A E-Redes afirma que cada cliente corresponde a um ponto de fornecimento, como casas, empresas ou comércios, o que dificulta estimar o número total de pessoas afetadas.

    O apagão prolongado ocorre em meio a uma crise mais ampla provocada pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta. Desde o fim de janeiro, os temporais deixaram 15 mortos, centenas de feridos e desalojados no país, segundo o jornal português SIC Notícias.

    Os danos incluem destruição de casas e empresas, queda de árvores, estradas interditadas, suspensão de aulas e serviços, além de cortes de energia, água e comunicações. As regiões mais afetadas são Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. Diante do cenário, o governo português prorrogou até 8 de fevereiro a situação de calamidade e anunciou um pacote de apoio que pode chegar a 2,5 bilhões de euros para a recuperação das áreas afetadas.

    Portugal tem 35 mil imóveis sem energia 13 dias após passagem de tempestade

  • Itamaraty diz que há registro de 22 brasileiros mortos na guerra da Ucrânia

    Itamaraty diz que há registro de 22 brasileiros mortos na guerra da Ucrânia

    Além das mortes, há registro de 44 brasileiros desaparecidos no país. Um brasileiro que era voluntário nas forças armadas da Ucrânia morreu no último domingo durante um ataque no país, disseram colegas de combate à família da vítima.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um balanço de autoridades ucranianas enviado ao governo brasileiro revelaram que ao menos 22 brasileiros morreram durante a guerra no país.

    Além das mortes, há registro de 44 brasileiros desaparecidos no país. Um brasileiro que era voluntário nas forças armadas da Ucrânia morreu no último domingo durante um ataque no país, disseram colegas de combate à família da vítima.

    O paraense Adriano Silva teria sido atingido por fogo de artilharia. Segundo informações repassadas aos familiares, ele estava na cidade de Kupiansk, a mais de 500 quilômetros de Kiev, quando foi surpreendido pelo ataque junto com outros militares.

    Desde o início da guerra, em 2022, brasileiros que sonham com a carreira militar se voluntariaram para participar do conflito. Eles apostaram na guerra entre Rússia e Ucrânia como uma chance de ganhar experiência em campo. Entenda aqui o que leva brasileiros à guerra da Ucrânia.

    A guerra na Ucrânia já deixou 1,2 milhão de mortos, feridos ou desaparecidos no exército russo, segundo um estudo publicado no dia 27 de janeiro. Do total, 325 mil teriam morrido desde a invasão em larga escala comandada pelo Kremlin, em fevereiro de 2022, superando as baixas militares sofridas por uma grande potência em qualquer outro confronto desde a Segunda Guerra Mundial.

    “Apesar das alegações de ganho de influência no campo de batalha na Ucrânia, os dados mostram que a Rússia está pagando um preço extraordinário por ganhos mínimos e está em declínio como grande potência”, diz o think tank americano Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

    A Rússia refutou os dados do CSIS, afirmando que o relatório não é confiável. Por sua vez, o serviço russo da BBC e o portal Mediazona, que se baseiam em dados disponíveis publicamente, como certidões de óbito, já identificaram mais de 163 mil soldados russos mortos em quatro anos de guerra, embora reconheçam que o número real seja provavelmente maior.

    Já no exército ucraniano, as baixas estimadas pelo CSIS estão entre 500 mil e 600 mil, número que inclui mortos, feridos e desaparecidos. Destes entre 100 e 140 mil militares teriam morrido, até dezembro de 2025. A estimativa do think tank é que o total de baixas ucranianas e russas possa chegar a 2 milhões até junho deste ano.

    Itamaraty diz que há registro de 22 brasileiros mortos na guerra da Ucrânia

  • FBI divulga imagens de homem mascarado que teria sequestrado mãe de apresentadora nos EUA

    FBI divulga imagens de homem mascarado que teria sequestrado mãe de apresentadora nos EUA

    Savannah, uma das jornalistas mais conhecidas dos EUA e âncora do jornal Today, disse no último sábado (7) estar disposta a pagar resgate pelo retorno da mãe. “Nós imploramos agora que devolva nossa mãe para nós. Esta é a única maneira de termos paz. Isso é muito valioso para nós, e nós pagaremos.”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, divulgou nesta terça-feira (10) imagens do homem suspeito de sequestrar Nancy Guthrie, 84, mãe da apresentadora da NBC Savannah Guthrie. Nancy foi vista pela última vez no dia 31 de janeiro, e a família fez a denúncia no dia 1º.

    Savannah, uma das jornalistas mais conhecidas dos EUA e âncora do jornal Today, disse no último sábado (7) estar disposta a pagar resgate pelo retorno da mãe. “Nós imploramos agora que devolva nossa mãe para nós. Esta é a única maneira de termos paz. Isso é muito valioso para nós, e nós pagaremos.”

    Segundo uma emissora local de TV, a família recebeu um bilhete do suposto sequestrador de Nancy. No último dia 5, Savannah publicou um vídeo em que pedia uma prova de vida de sua mãe.

    FBI divulga imagens de homem mascarado que teria sequestrado mãe de apresentadora nos EUA

  • Jovem do Texas atinge fusão nuclear aos 12 anos (e pode quebrar recorde)

    Jovem do Texas atinge fusão nuclear aos 12 anos (e pode quebrar recorde)

    Aiden McMillan pode tornar-se a pessoa mais jovem a atingir a fusão nuclear, aos 12 anos de idade. O projeto ambicioso durou quatro anos.

    Um projeto científico com duração de quatro anos, desenvolvido por um estudante de 12 anos de Dallas, no estado norte-americano do Texas, pode tê-lo tornado a pessoa mais jovem da história a alcançar a fusão nuclear.

    Aiden McMillan, aluno do 7º ano, contou à NBC DFW que começou a trabalhar no projeto quando tinha apenas 8 anos. Nos dois primeiros anos, dedicou-se ao estudo de conceitos de física nuclear, antes de iniciar a construção dos primeiros protótipos.

    O que se seguiu foi um longo processo marcado por tentativas e erros, persistência e resolução de problemas. “Eu adorei o projeto, mas também meio que o odiei”, confessou. Segundo ele, a motivação veio puramente da curiosidade e do interesse pessoal, e não de qualquer tipo de ganho.

    Aiden também explicou que precisou de algum esforço para deixar a mãe tranquila em relação ao objeto de estudo. “Alguns alarmes soaram para a minha mãe, sim. Ela me disse: ‘Calma aí, calma aí, dá um passo para trás, explica exatamente o que pode dar errado, como pode dar errado e como garantir que isso não aconteça’”, relembrou em entrevista ao canal.

    O projeto foi concluído com Aiden alcançando a fusão nuclear. “Conseguimos nêutrons, sim. Estou muito emocionado, porque é difícil descrever. Foi o fim de uma jornada longa, muito longa”, afirmou.

    E o próximo passo? O Guinness World Records. Aiden afirma que quer ser reconhecido como a pessoa mais jovem a alcançar a fusão nuclear — um recorde que atualmente pertence a Jackson Oswalt, do Tennessee, que realizou a façanha poucas horas antes de completar 13 anos, em 2018.

    Jovem do Texas atinge fusão nuclear aos 12 anos (e pode quebrar recorde)

  • Trump quer desmembrar a União Europeia, diz Macron

    Trump quer desmembrar a União Europeia, diz Macron

    Presidente francês acusa governo Trump de minar a União Europeia, alerta para novas tensões com Washington e defende união do bloco diante de disputas econômicas, tecnológicas e geopolíticas.

    (CBS NEWS) — O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (10) que o governo de Donald Trump adota uma postura antieuropeia e busca o “desmembramento da União Europeia”. Segundo ele, os países do continente devem se preparar para novas agressões de Washington e a crise envolvendo a Groenlândia “não acabou”.

    As declarações foram dadas em uma longa entrevista a jornais europeus, como o Financial Times e o Le Monde, às vésperas de uma cúpula de líderes da União Europeia, marcada para quinta-feira (12).

    Na conversa, Macron defendeu que os 27 países do bloco atuem de forma coordenada para reforçar a competitividade no mercado global, não apenas diante da China, mas também frente a antigos aliados do pós-guerra. Para o presidente francês, é necessário aproveitar o chamado “momento Groenlândia”, em referência às investidas de Trump sobre a ilha autônoma ligada ao Reino da Dinamarca.

    “Quando há um ato claro de agressão, o que não devemos fazer é abaixar a cabeça ou buscar um acordo. Tentamos essa estratégia por meses e ela não está funcionando”, afirmou Macron, alertando que o foco recente de Trump no Irã não significa o fim das tensões com a Europa.

    O líder francês tem sido um dos alvos recorrentes de críticas do republicano, que o incluiu entre os exemplos de “líderes fracos” em documentos estratégicos dos Estados Unidos. Internamente fragilizado e em seu segundo e último mandato, Macron tem adotado um discurso mais duro no campo internacional.

    Ele também antecipou uma nova frente de conflito com Washington: a regulação das grandes empresas de tecnologia. Segundo Macron, os Estados Unidos devem reagir às regras europeias sobre dados e concorrência com novas tarifas. “Os EUA vão nos atacar no campo da regulação digital”, disse.

    No plano econômico, o presidente francês afirmou que a Europa está pressionada entre Trump e o avanço da China e voltou a criticar a dependência do dólar. Defendeu a ampliação da emissão de títulos em euro para financiar a competitividade industrial, embora reconheça a resistência de países mais austeros do bloco. Macron reiterou ainda sua oposição ao acordo de livre comércio entre UE e Mercosul, que considera prejudicial ao agronegócio francês.

    Defesa e Otan
    Até agora, o discurso por maior assertividade europeia vinha se concentrando na defesa, diante do distanciamento de Trump em relação à Otan. Isso impulsionou programas de rearmamento, especialmente na Alemanha, mas também gerou atritos internos. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, chegou a afirmar que a Europa precisa “parar de sonhar” com uma defesa sem os EUA.

    Nesse contexto, a França suspendeu o avanço do projeto de um caça de sexta geração em parceria com Alemanha e Espanha, após divergências industriais. Mesmo assim, Macron afirmou que o programa “não está morto”.

    Canal com Moscou
    Macron também tenta abrir espaço diplomático próprio em relação à Guerra da Ucrânia, hoje fortemente influenciada por Trump. O francês defendeu recentemente a reabertura de canais diretos com a Rússia e enviou seu principal diplomata a Moscou.

    O Kremlin confirmou os contatos nesta terça-feira. “Houve contatos que, se necessário, podem ajudar a restabelecer rapidamente um diálogo em alto nível”, disse o porta-voz Dmitri Peskov. Macron foi um dos líderes europeus que mais tentou evitar a invasão russa de 2022, mas depois rompeu o diálogo com Vladimir Putin.

    Trump quer desmembrar a União Europeia, diz Macron

  • Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

    Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

    Shaun Gash, de 55 anos, tornou-se o primeiro paraplégico a completar o desafio no Blue Hole, no Egito, conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”, após seis anos de treino e uma trajetória marcada por superação extrema

    Shaun Gash tem 55 anos, é paraplégico, não possui a perna direita e entrou para a história em setembro de 2025 ao realizar o mergulho considerado o mais perigoso do mundo, no local conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”. Ele é o primeiro paraplégico a completar esse feito.

    Shaun sofreu um grave acidente de carro em 1991, quando tinha apenas 20 anos. Ele estava no banco do passageiro quando o motorista perdeu o controle do veículo ao fazer uma curva.

    O carro saiu da pista e, segundo os médicos, Shaun sobreviveu por pouco. O acidente, no entanto, deixou sequelas severas: lesão na medula espinhal na vértebra T5, fratura de quatro costelas, do ombro esquerdo e perfuração dos dois pulmões.

    Como consequência, Shaun ficou paraplégico, com paralisia do peito para baixo.

    “Eu fiquei muito mal depois do acidente, tive pensamentos suicidas”, contou em entrevista ao New York Post. “Demorei muito tempo para aceitar o que tinha acontecido”, relatou. Segundo ele, a fisioterapia foi fundamental nesse processo.

    Durante a reabilitação, Shaun passou a enxergar o que ainda tinha preservado. “Eu ainda tinha força nos braços. Vi pessoas que não tinham isso”, disse.

    “A partir do momento em que me aceitei e aceitei meu corpo, pensei: ‘Você só precisa continuar vivendo’. O pior cenário já tinha acontecido. O maior risco que ainda corro é morrer, mas isso é igual para todo mundo”, afirmou.

    Em 2018, Shaun precisou amputar a perna direita.

    Decidido a seguir em frente, ele treinou intensamente para manter autonomia e reduzir ao máximo a dependência de cadeira de rodas. O esforço abriu caminho para desafios extremos, acessíveis a poucas pessoas.

    Nesse mesmo ano, durante uma dessas aventuras, Shaun tentou escalar o Ben Nevis, a montanha mais alta do Reino Unido, com 1.345 metros de altitude, na Escócia. Durante a subida, a perna direita sofreu um esmagamento grave, o que levou à amputação do membro.

    Mesmo assim, ele não parou.

    Anos depois, em outubro de 2024, percorreu cerca de 300 quilômetros de canoa em uma travessia entre Chirundu e a Zâmbia, passando por regiões de Moçambique. A jornada durou sete dias.

    Durante o percurso, Shaun relatou a presença constante de animais selvagens, como leões, hipopótamos e crocodilos. À noite, hienas e búfalos circulavam próximos à barraca onde ele dormia.

    “Eu conseguia ouvi-los rosnando. Foi muito emocionante. Eu não tinha nenhuma estratégia de fuga. Se quisessem, teriam me comido”, contou.

    Shaun treinou durante seis anos para enfrentar o mergulho mais fatal do mundo.

    Em setembro de 2025, ele encarou o Blue Hole, no Egito, local que ficou conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”. Estima-se que cerca de 200 pessoas tenham morrido ali nas últimas décadas.

    “É como um abismo”, descreveu. “Nunca ninguém como eu tinha sequer tentado isso antes. Acho que cheguei ao final com cerca de dez minutos de oxigênio no tanque”, afirmou.

    O mergulho envolve uma descida inicial de cerca de 30 metros, seguida por mais 300 metros em direção a um enorme túnel submerso. O Blue Hole tem aproximadamente 100 metros de profundidade e é conectado ao mar aberto por um arco longo e estreito.

    A combinação entre profundidade e extensão do túnel faz com que o consumo de oxigênio seja muito mais rápido do que o normal, o que torna esse mergulho um dos mais perigosos do planeta.

    Com o feito, Shaun Gash quebrou seu terceiro recorde mundial: foi o primeiro mergulhador paraplégico a atingir 40 metros de profundidade, permanecer 60 minutos submerso e completar integralmente o percurso do Blue Hole.

    Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

  • 86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

    86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

    Relatório do Departamento de Segurança Interna mostra que a maioria dos quase 400 mil imigrantes presos no primeiro ano do novo governo Trump foi detida por infrações civis de imigração, enquanto apenas uma parcela minoritária respondia por crimes violentos

    Cerca de 86% dos imigrantes detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA no primeiro ano do atual governo de Donald Trump não tinham antecedentes criminais, segundo um relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgado nesta semana.

    De acordo com o documento, citado pela CBS News, menos de 14% dos quase 400 mil imigrantes presos entre 21 de janeiro de 2025 e 31 de janeiro de 2026 tinham histórico criminal ou respondiam por crimes violentos.

    O relatório aponta que quase quatro em cada dez pessoas detidas não possuíam qualquer registro criminal. Em parte dos casos, as acusações se limitavam a infrações civis ligadas à imigração, como permanência irregular no país ou extrapolação do prazo de visto.

    Embora cerca de 60% dos detidos apresentassem algum tipo de registro criminal, a maioria das ocorrências não envolvia crimes violentos. Menos de 2% enfrentavam acusações de homicídio ou agressão sexual, e apenas 2% eram associados a supostas ligações com gangues.

    O número total de detenções realizadas pelo ICE no primeiro ano da nova gestão de Trump foi mais de três vezes superior às cerca de 113 mil registradas em 2024, último ano completo do governo do ex-presidente Joe Biden. Apesar do aumento expressivo, a proporção de detidos com antecedentes criminais caiu de 72% para 60%.

    Os dados reforçam um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, divulgado em janeiro, que mostrou um crescimento de seis vezes na detenção de imigrantes latinos sem antecedentes criminais desde o início do segundo mandato de Trump. Segundo a universidade, entre fevereiro e setembro de 2025, cerca de 6 mil imigrantes latinos sem histórico criminal foram enviados mensalmente a centros de detenção, ante uma média de 900 por mês no mesmo período de 2024.

    Em resposta à reportagem da CBS News, a secretária adjunta de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que crimes como tráfico de drogas, distribuição de pornografia infantil, roubo, fraude, dirigir sob efeito de álcool ou drogas, tráfico de pessoas e aliciamento de menores são classificados oficialmente como não violentos. Segundo ela, aproximadamente 70% dos imigrantes em situação irregular com antecedentes criminais detidos durante a atual administração possuem acusações pendentes ou condenações anteriores.
     

     
     

    86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais