Categoria: MUNDO

  • Hematoma misterioso na mão de Trump volta a chamar a atenção

    Hematoma misterioso na mão de Trump volta a chamar a atenção

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o ferimento ocorreu de maneira acidental. Um assessor presidencial acrescentou que Trump apresenta maior facilidade para desenvolver hematomas por fazer uso diário de aspirina, informação que já havia sido mencionada anteriormente por seus médicos.

    A Casa Branca esclareceu nesta quinta-feira que o hematoma observado na mão esquerda do presidente Donald Trump foi resultado de um acidente durante uma cerimônia de assinatura do Board of Peace, realizada em Davos, na Suíça. De acordo com o governo, o presidente teria batido a mão no canto de uma mesa, o que provocou a marca que chamou atenção após a divulgação de imagens do evento nas redes sociais.

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o ferimento ocorreu de maneira acidental. Um assessor presidencial acrescentou que Trump apresenta maior facilidade para desenvolver hematomas por fazer uso diário de aspirina, informação que já havia sido mencionada anteriormente por seus médicos.

    As especulações aumentaram nos últimos dias devido a aparições públicas em que o presidente foi visto com curativos ou com algo que parecia maquiagem cobrindo a mão. As imagens impulsionaram comentários e questionamentos online sobre sua saúde, o que levou o governo a se manifestar para afastar rumores.

    Em entrevista concedida ao The Wall Street Journal no início do ano, Trump comentou que faz uso de uma dose elevada de aspirina por acreditar que o medicamento ajuda a “afinar o sangue”. Na ocasião, ele afirmou que reluta em diminuir a quantidade ingerida por superstição.

    No final de 2025, o presidente também informou ter realizado uma ressonância magnética de forma preventiva. Em um memorando divulgado em 1º de dezembro, o médico da Casa Branca, Sean Barbabella, declarou que exames detalhados feitos no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed não apontaram qualquer anormalidade.

    “O objetivo é preventivo: identificar problemas precocemente, confirmar a saúde geral e garantir vitalidade e função a longo prazo”, afirmou Barbabella no documento. Segundo ele, o sistema cardiovascular do presidente está “perfeitamente normal”, sem sinais de inflamação, obstruções arteriais ou coágulos.

    Hematoma misterioso na mão de Trump volta a chamar a atenção

  • Dinamarca reforça envio de soldados à Groenlândia após ameaças de Trump

    Dinamarca reforça envio de soldados à Groenlândia após ameaças de Trump

    A Dinamarca parece estar pronta para lutar militarmente se, no “pior cenário possível”, a Groenlândia for atacada pelos Estados Unidos. O envio de soldados para o território já começou, por meio de aeronaves civis e militares.

    A Dinamarca já enviou soldados para a Groenlândia que estão prontos para combater em caso de um ataque norte-americano, anunciou a emissora pública dinamarquesa nesta sexta-feira.

    De acordo com a Danmarks Radio, o Exército dinamarquês solicitou na semana passada que as tropas enviadas para a Groenlândia fossem equipadas com munição real, mencionando a possibilidade de enviar forças e recursos adicionais posteriormente, se necessário.

    Agora, aeronaves civis e militares já começaram a transportar soldados e equipamentos para o território.

    Em declarações à imprensa nesta sexta-feira, o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, recusou-se a comentar essas informações.

    Segundo a ordem enviada aos soldados dinamarqueses, a operação envolve as Forças Armadas da Dinamarca “reforçando a presença e o nível de atividade na Groenlândia para demonstrar a vontade e a capacidade de defender a soberania e a integridade territorial do Reino”. O documento também faz referência a um plano subjacente de defesa da Groenlândia, que poderá ser colocado em prática, se necessário, “no pior cenário possível”.

    No entanto, ontem, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, admitiu um aumento da presença militar no território, ao mesmo tempo em que manifestou a intenção de manter um “diálogo pacífico” sobre o futuro, identificando a soberania e a integridade territorial como “linhas vermelhas”.

    Essas notícias surgem em um momento em que o recuo do presidente norte-americano em relação à Groenlândia parecia ter trazido algum alívio aos líderes europeus, que, ainda assim, alertam para que não haja ilusões quanto ao estado das relações transatlânticas.

    Os líderes da União Europeia reuniram-se hoje em uma cúpula extraordinária, em Bruxelas, para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos — posteriormente retiradas — de impor tarifas a países que se opusessem às intenções norte-americanas em relação à Groenlândia.

    Com essa cúpula extraordinária, os chefes de Estado e de Governo dos 27 países do bloco europeu quiseram enviar um forte sinal político de unidade, destacando que a soberania territorial e o direito internacional são princípios fundamentais da política externa da UE, diante das intimidações relacionadas à Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

    No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas — de 10% em fevereiro e de 25% em junho — sobre oito países europeus, entre eles seis Estados-membros da União Europeia (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e outros dois (Noruega e Reino Unido).

    No entanto, já na noite desta quarta-feira, Trump recuou ao anunciar um acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, sobre a Groenlândia, suspendendo também a ameaça de tarifas.

    Dinamarca reforça envio de soldados à Groenlândia após ameaças de Trump

  • ICE acumula poder sob Trump e aumenta ações truculentas contra migrantes

    ICE acumula poder sob Trump e aumenta ações truculentas contra migrantes

    Decisão autoriza uso de spray de pimenta, e documentos mostram autorização para entrar em casas sem mandado; após casos de violência, líder dos democratas na Câmara diz que vai rejeitar projeto que prevê orçamento para agência

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Desde que retornou à Casa Branca, o governo de Donald Trump prometeu uma política de deportação em massa no estilo “custe o que custar” e vem colocando essa promessa em prática, deportando centenas de milhares de imigrantes em situação irregular, reprimindo protestos e detendo até crianças.

    A truculência não mostra sinais de arrefecimento. O ICE, serviço de imigração dos EUA, tem ganhado fôlego e poder com decisões judiciais recentes e orientações internas que, segundo críticos, desafiam a Constituição americana.

    Em janeiro, uma corte federal suspendeu restrições ao uso de spray de pimenta e de outras ferramentas de dispersão de protestos durante operações da agência. Além disso, um memorando interno, revelado recentemente, autorizou agentes a entrar em residências sem mandado judicial -medida que, segundo especialistas, viola a Quarta Emenda, que protege cidadãos contra buscas e apreensões irregulares.

    Em geral, o ICE usava mandados administrativos, que permitem a prisão de pessoas em locais públicos. No memorando de 12 de maio de 2025, Todd Lyons, diretor do ICE, afirmou que o DHS (Departamento de Segurança Interna) passou a entender que a Constituição e a legislação migratória não proíbem o uso desses mandados para prender imigrantes com ordem final de deportação dentro de suas residências. O documento foi divulgado em uma denúncia à organização Whistleblower Aid.

    O memorando instrui que, se um estrangeiro recusar a entrada dos agentes após o procedimento de “bater [na porta] e anunciar”, os oficiais devem utilizar a quantidade de força necessária e razoável para entrar na residência.

    William Lopez, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, estuda os impactos da deportação nos EUA há 15 anos. Segundo ele, do ponto de vista legal, o fato de o ICE entrar em casas sem mandados judiciais nunca aconteceu antes e fere a Constituição.

    “Permitir que agentes do ICE entrem quando quiserem significa perder esse direito constitucional. Não se trata apenas de imigração, mas da privacidade em nossas casas e carros”, afirma ele à Folha.

    Casos recentes de uso extremo de força chamaram atenção. Um homem foi flagrado sendo retirado de dentro de casa, vestindo apenas um calção e uma manta, durante a nevasca de St. Paul, em Minnesota, mesmo sendo cidadão americano sem antecedentes criminais.

    Outro episódio envolve um menino de cinco anos, que usava uma touca azul e mochila do Homem-Aranha, em Minneapolis, que apareceu em imagens acompanhado de agentes do ICE. A escola em que a criança estuda afirma que ele foi usado de isca para que agentes entrassem em uma casa e prendessem mais imigrantes. Já o governo afirma que ele foi abandonado pelo pai, que teria fugido de uma batida.

    Nos protestos em Minnesota, descreve o professor Lopez, “muitas pessoas apenas saem de suas casas ou caminham pelo bairro, mas a presença do ICE pode provocar violência”. “Uma reação isolada de alguém é usada para justificar a repressão em larga escala”, afirma.

    Ele cita como exemplo o caso do homem que gritou “vergonha” dentro de uma igreja durante protesto contra a presença do ICE. “Trump disse que ele era um ator pago, permitindo que a administração rotulasse toda a multidão como agitadora e usasse armas”, afirma.

    Os casos têm alimentado protestos em Minnesota por três semanas, após a morte de Renee Good, assassinada por um agente do ICE. Em vídeos nas redes sociais, cidadãos aparecem se mobilizando para proteger vizinhos, deixando comida nas portas para que eles não tenham de sair, fazendo patrulhas nos bairros e, em alguns casos, até se armando para avisar sobre a chegada de agentes.

    O governo Trump tem criticado as reações e os protestos. Nesta quinta, três pessoas foram presas durante um protesto dentro de uma igreja, e o governo anunciou uma nova operação do ICE no Maine, com objetivo de alcançar cerca de 1.400 pessoas.

    “A presença do ICE tende a gerar conflitos”, diz o professor, que considera que o governo do republicano procura justificar suas ações ilegais, como chamar Renee Good de terrorista ou dizer que o menino de cinco anos foi abandonado.
    “Esse argumento de abandono de crianças é recorrente em políticas de deportação, mas muitas vezes a realidade é mais complexa e, geralmente, a criança fica sozinha porque um dos pais foi detido ou deportado.”

    O professor afirma que a escalada da violência é preocupante. “Dois meses atrás, o ICE prendeu alguém em uma creche, e agora estão prendendo uma criança de creche. Antes, os agentes do ICE limitavam a violência a uma casa ou família; agora expandem para bairros inteiros. Isso pode estar ligado ao fato de que a administração Trump prospera no caos e na crueldade.”

    Para ele, é muito provável que o poder do ICE seja expandido, com os protestos sendo usados como justificativa para ampliar o financiamento e a militarização da agência. “O objetivo é controlar cidades democratas e pressionar grupos específicos de imigrantes.”

    A truculência da agência motivou democratas a tentar barrar o orçamento do ICE. Apesar da tentativa, os projetos de leis orçamentárias foram aprovados, na noite desta quinta-feira (22), na Câmara. O projeto prevê US$ 64,4 bilhões para a pasta (R$ 338 bilhões), sendo US$ 10 bilhões para o ICE.

    O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, havia sinalizado que negaria a proposta porque “os republicanos rejeitaram a tentativa de levar preocupações sérias levantadas pelo povo americano em meio à conduta ilegal do ICE” e criticou a agência. “Dólares dos contribuintes estão sendo usados indevidamente para brutalizar cidadãos dos EUA, incluindo o trágico assassinato de Renee Nicole Good. Esse extremismo precisa acabar”, disse o democrata.

    Jeffries afirmou que, há semanas, democratas têm pressionado os republicanos para adotar mecanismos de fiscalização, incluindo exigência de mandado judicial, proibição de detenção e deportação de cidadãos americanos, restrição ao uso de força excessiva, obrigatoriedade de câmeras corporais e proibição do uso de máscaras.

    Ele também ressaltou que o país vive sob um sistema de imigração “quebrado”, que deveria ser reformado de forma abrangente e bipartidária.

    Apesar de se postar contra, vozes como a de Rosa DeLauro defenderam que era melhor aprovar o projeto com alterações do que arriscar um novo shutdown.

    “Entendo que muitos colegas democratas podem estar insatisfeitos com qualquer orçamento que financie o ICE. Compartilho a frustração com a agência, que está fora de controle. Encorajo meus colegas a revisarem o orçamento e determinarem o que é melhor para seus constituintes e suas comunidades”, afirmou DeLauro. O Congresso tem até 30 de janeiro para aprovar o orçamento e evitar uma nova paralisação do governo.

    ICE acumula poder sob Trump e aumenta ações truculentas contra migrantes

  • Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

    Presidente americano faz investida por anexação da Groenlândia; Copenhague defende soberania da ilha; Trump diz que aliados não estavam na linha de frente no Afeganistão; um terço dos mortos não era americano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou nesta sexta-feira (23) que seu país e a Otan vão reforçar as atividades militares no Ártico em meio à crise causada por Donald Trump, que exige a anexação da Groenlândia. Copenhague e o governo autônomo groenlandês rejeitam discutir a soberania do território.

    O presidente dos Estados Unidos disse na quarta (21) que Washington e a aliança militar haviam chegado a um acordo sobre o uso da ilha, mas os detalhes a respeito ainda são escassos.

    Trump fala em “acesso total e ilimitado”, e a imprensa americana relatou que está em discussão a cessão de pequenas partes do território da Groenlândia aos EUA para instalação de bases militares.

    O acordo seria modelado com base no arranjo que existe hoje entre o Reino Unido e o Chipre -Londres tem duas bases militares que ocupam 3% da área da ilha no Mediterrâneo, e o território que elas ocupam é considerado britânico. As bases foram estabelecidas no tratado que garantiu a independência do Chipre nos anos 1960, e o governo cipriota ainda hoje protesta contra sua existência, dizendo que são “um vestígio do colonialismo”.

    Washington, entretanto, já possui amplo acesso militar ao território graças a um acordo de 1951, assinado no auge da Guerra Fria. Frederiksen disse que esse documento poderá ser atualizado para acomodar novas exigências americanas -sem que a Groenlândia deixe de pertencer à Dinamarca.

    A primeira-ministra se reuniu com o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, em Bruxelas, na Bélgica. “Concordamos que a Otan deve aumentar sua presença no Ártico. Defesa e segurança da região são temas importantes para toda a aliança”, disse Frederiksen, que viaja a Nuuk, capital da Groenlândia, ainda nesta sexta.

    Enquanto isso, Trump continua apostando em sua investida contra a Otan. Em entrevista à Fox News, o americano disse que seu país não precisa da aliança, criada por Washington depois da Segunda Guerra Mundial. “Nunca precisamos deles. Eles vão dizer que mandaram alguns soldados para o Afeganistão… e fizeram isso mesmo, mas eles ficaram um pouco longe da linha de frente”, afirmou.

    A fala causou revolta entre veteranos europeus da guerra do Afeganistão, da qual cerca de 30 mil não eram americanos, ou pouco menos de um terço do total. O número de baixas teve proporção parecida: dos 3.621 militares mortos entre 2001 e 2021, período da ocupação ocidental no país, 1.160 não eram soldados dos EUA, por volta de 30%.

    Em números relativos, a Dinamarca, alvo das investidas de Trump hoje, foi o terceiro país com o maior número de baixas, atrás apenas da Geórgia e dos EUA. Tendo perdido 43 soldados, o país nórdico, que tinha 5,5 milhões de habitantes em 2010, teve uma taxa de 7,8 mortes por milhão de habitantes, enquanto os EUA sofreram 7,9 mortes por milhão.

    Dinamarca e Otan anunciam novo foco militar no Ártico em meio a crise com Trump

  • Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém

    Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém

    Escritório presta assistência a milhões de refugiados palestinos; demolição foi iniciada na terça-feira (20) e ocorre após a aprovação, pelo parlamento israelense, no fim do ano passado

    O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), condenou nesta quinta-feira (22) a demolição, por determinação de autoridades israelenses, da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), em Jerusalém Oriental. O local é considerado território palestino.

    “Medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas.

    Também contrariam os pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça de 19/7/2024, sobre práticas de Israel no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental, e de 22/10/2025, sobre as obrigações de Israel em relação à ONU e a outros atores no território palestino ocupado”, disse o Itamaraty, em nota.

    A demolição foi iniciada na terça-feira (20) e ocorre após a aprovação, pelo parlamento israelense, no fim do ano passado, de uma legislação que autorizou corte do fornecimento de água e eletricidade no prédio, bem como permite expropriação de imóveis da agência da ONU. 

    Em declaração nas redes sociais, o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu a demolição como um “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas, cujas instalações são protegidas pelo direito internacional.

    O Itamaraty informou ainda que, no exercício da presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, segue apoiando a continuidade das atividades da agência na prestação de serviços essenciais a 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

    Segundo o chefe da agência, as instalações da UNRWA já foram alvo de incêndios criminosos em meio a uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel. 

    Os ataques ocorreram apesar de uma decisão tomada pela Corte Internacional de Justiça, em outubro do ano passado, que reafirmou que Israel era obrigado a “facilitar as operações” no local, e que o Estado judaico não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.

    Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém

  • Trump desconvida primeiro-ministro do Canadá de Conselho da Paz

    Trump desconvida primeiro-ministro do Canadá de Conselho da Paz

    Governo canadense disse que não pagaria para se juntar a órgão; objetivo do americano é suplantar ONU; presidente dos EUA assinou nesta quinta-feira (22) a criação do grupo; Brasil ainda não respondeu a convite

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou nesta quinta-feira (22) o convite que havia feito ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, para que o país se juntasse ao Conselho da Paz, órgão criado e controlado pelo republicano com o objetivo de suplantar as Nações Unidas.

    “Caro primeiro-ministro Carney: que esta carta sirva para comunicar que o Conselho da Paz retira o convite dirigido ao senhor a respeito da adesão do Canadá àquele que será o conselho de líderes mais prestigiado de todos os tempos”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social.

    Carney chamou a atenção internacional esta semana por seus comentários sobre uma “ruptura” no sistema global de governança liderado pelos Estados Unidos em meio à investida de Trump para anexar a Groenlândia. Seu governo também disse que não pagaria para se juntar ao Conselho da Paz, inicialmente criado para governar a Faixa de Gaza como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

    Durante discurso em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21), Trump disse que o Canadá “vive por causa dos EUA”, e afirmou que Carney deveria agradecer por isso. “Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações”, ameaçou Trump.

    Trump quer cobrar US$ 1 bilhão de países que desejem um assento permanente no conselho. Entre os 24 que já aceitaram o convite de Trump, 17 têm regimes autocráticos ou ditatoriais, segundo o Instituto V-Dem, que monitora parâmetros democráticos anualmente. São os casos de Hungria, Qatar e Arábia Saudita, por exemplo, que mantêm relações próximas com o governo americano sob Trump.

    O Brasil ainda não decidiu se aceitará o convite. Além do Canadá, países como Espanha, França, Noruega e Reino Unido já recusaram, com alguns citando preocupações com um esvaziamento da ONU.

    “Este conselho tem a chance de ser um dos conselhos mais importantes já criados. É minha grande honra servir como presidente, fiquei muito honrado quando me pediram isso”, disse Trump na cerimônia de criação do conselho, embora seu governo tenha sido o idealizador e fundador do grupo.

    A cerimônia de assinatura ocorreu às margens do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça -evento já ofuscado pela investida tarifária e diplomática de Trump, ora suspensa, de anexar a Groenlândia. O anúncio teve a presença de alguns dos líderes que já aceitaram participar do conselho, como o argentino Javier Milei, o indonésio Prabowo Subianto e o húngaro Viktor Orbán.

    O Brasil ainda avalia se participa do conselho. O trabalho da diplomacia brasileira desde que o presidente Lula recebeu o convite tem sido de conversar com países também convidados. Se por um lado a tradição diplomática brasileira busca equilíbrio e participação em espaços de diálogo internacional, por outro vê a iniciativa americana como uma tentativa de esvaziar a ONU como espaço legítimo de debate global.

    Trump desconvida primeiro-ministro do Canadá de Conselho da Paz

  • 'Novo mundo não é um lugar confortável', diz Merz em Davos

    'Novo mundo não é um lugar confortável', diz Merz em Davos

    ‘Novo mundo não é um lugar confortável’, diz Merz em Davos

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – “O novo mundo das grandes potências é baseado no poder, na força e, quando necessário, na violência. Não é um lugar confortável.”

    Um dia depois de Donald Trump paralisar os mercados e o planeta para logo dizer que não invadiria a Groenlândia, o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, deu sua interpretação do momento atual em Davos.

    Em discurso nesta quinta-feira (22) no Fórum Econômico Mundial, Merz declarou que “uma nova era começou”, em linha com os alertas de ruptura institucional e política já feitos nesta semana na estação suíça pelo premiê canadense, Mark Carney, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    Como Carney, Merz falou das “potências médias”, que estariam na fila de vítimas deste novo mundo violento logo após os pequenos Estados, que já sentem seus efeitos. Alerta dado, o conservador alemão logo em seguida reiterou que era muito cedo para a Europa se afastar dos EUA, um aliado histórico.

    “Apesar de toda frustração e raiva dos últimos meses, não devemos descartar tão rapidamente a parceria transatlântica”, disse. “Nós, europeus, nós, alemães, sabemos como é preciosa a confiança em que se baseia a Otan. Numa era de grandes potências, também os Estados Unidos dependerão dessa confiança. É a sua e a nossa decisiva vantagem competitiva.”

    Merz, porém, sublinhou que os princípios dessa parceria precisavam ser mantidos, “notadamente soberania e integridade territorial”, uma evidente referência às ameaças do presidente americano de anexar ou adquirir a Groenlândia, um território autônomo que faz parte do Reino da Dinamarca.

    Qualquer tipo de anexação seria “inaceitável”, e novas tarifas, a última das bravatas de Trump, teria uma resposta europeia “unida, calma, ponderada e resoluta”. Merz parabenizou o americano pelo recuo nas ameaças, “o caminho certo a seguir”.

    “Queremos fortalecer as regras para o comércio justo e a igualdade de condições. A Europa deve ser o oposto de práticas comerciais desleais patrocinadas pelo Estado, protecionismo de recursos, proibições tecnológicas e tarifas arbitrárias”, afirmou Merz, que anunciou um pacote de recomendações para diminuir a burocracia europeia elaborado em conjunto com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

    Merz ainda encontrou espaço para defender o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul, que ganhou uma revisão jurídica na quarta-feira (21), após votação apertada no Parlamento Europeu. O encaminhamento ao Tribunal de Justiça da UE deixaria o acordo em suspenso por um prazo estimado de dois anos, a não ser que a Comissão Europeia acate a sugestão de ação unilateral feita pelo premiê logo após a votação.

    “Não há alternativa se queremos maior crescimento na Europa”, disse Merz em Davos. Colocar o acordo em vigor, sem a ratificação do Parlamento e sem o parecer jurídico, é um passo factível, mas geraria um desgaste da Comissão Europeia com os parlamentares e mais um cisma político importante em uma UE já muito pressionada pela geopolítica.

    Emmanuel Macron, presidente francês, é o principal opositor do acordo, visto como tábua de salvação pela Alemanha, o maior exportador da Europa e há três anos em estagnação econômica. O assunto deve permear a reunião do Conselho Europeu, que ocorre ainda nesta quinta, marcada inicialmente para discutir a situação da Groenlândia.

    “Fiquem tranquilos: não seremos impedidos. O acordo com o Mercosul é justo e equilibrado”, afirmou Merz.

    'Novo mundo não é um lugar confortável', diz Merz em Davos

  • Não foi só menino de 5 anos: ICE prendeu mais 3 menores no Minnesota

    Não foi só menino de 5 anos: ICE prendeu mais 3 menores no Minnesota

    O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) não teria detido apenas um menino de cinco anos no Minnesota. Há, pelo menos, mais três menores sob controle destas autoridades. Pelo menos duas destas crianças estariam em um centro de detenção no Texas.

    Há mais uma prisão deixando o estado no Minnesota, os EUA e outras regiões do mundo em choque. Desta vez, o ICE [Serviço de Imigração e Alfândega] prendeu uma criança de cinco anos, quando ela regressava da escola com o pai.

    Durante a coletiva de imprensa que foi dada na cidade de Columbia Heights, onde pai e filho moram, foi revelado que era não era um caso único naquela comunidade escolar.

    Vale destacar que o irmão mais velho de Liam Ramos chegou em casa 20 minutos depois da prisão, onde permanece. Já o pai e o irmão foram levados para um centro de detenção no Texas, mesmo estando legalizados no país e tendo entrado no âmbito de um pedido de asilo.

    Para além de Liam, quem são os três menores levados pelo ICE?

    A comunidade escolar de Columbia Heights revelou que este não é o primeiro caso de um menor sendo levado pelo ICE, apesar de os outros três não serem tão novos quanto Liam Ramos, que tinha feito os cinco anos há pouco tempo, de acordo com a imprensa internacional.

    Zena Stenvik, superintendente deste distrito escolar explicou, na coletiva de imprensa, que no mesmo dia em que Liam foi levado pelo ICE, na terça-feira, aconteceu o mesmo com outro menor. Um aluno de 17 anos foi retirado de um carro por agentes “armados e com máscaras” e sem a presença dos pais.

    Em um outro caso, no último dia 14, agentes do ICE “entraram a força em um apartamento” e prenderam uma aluna de 17 anos e a sua mãe.

    Stenvik contou ainda que o outro caso aconteceu no dia 6, quando uma criança de dez anos foi levada, supostamente, por agentes do ICE enquanto estava indo para a escola primária com a sua mãe.

    A porta-voz disse que a menina de dez anos ligou para o pai durante as prisões e disse que os agentes do ICE a levariam até à escola, mas quando o progenitor chegou ao estabelecimento de ensino, descobriu que tanto a filha como a esposa tinha sido presas. Ambas fora levadas para um centro de detenção no Texas, à semelhança do que aconteceu com Liam Ramos e o pai.

    O que acontece no Minnesota?

    Ao longo dos últimos meses, têm sido alguns os casos polêmicos que envolvem o ICE e, nestas semanas que passaram, um deles se tornou mortífero. Foi o que aconteceu com Nicole Renee Good, uma mulher que foi alvejada quatro vezes após sair com o carro ‘virando as costas’ aos agentes do ICE.

    A situação foi gravada de vários pontos de vista, e levantou dúvidas sobre a necessidade de matar, já que, aparentemente, o agente do ICE não corria perigo de vida ao contrário do que foi dito, inclusive, pela administração Trump.

    Já este domingo, um imigrante de Laos que vive nos EUA há décadas foi levado por agentes do ICE vestido apenas com roupa íntima e com um cobertor, em uma época em que a temperatura exterior rondava os -12ºC. O homem foi libertado horas depois, mas diz que não se sente seguro em casa.

    Não foi só menino de 5 anos: ICE prendeu mais 3 menores no Minnesota

  • 70% dos países do 'Conselho da Paz' de Trump são autocracias ou ditaduras

    70% dos países do 'Conselho da Paz' de Trump são autocracias ou ditaduras

    O Conselho da Paz lançado por Donald Trump é uma tentativa de suplantar ONU; apesar de já lançada, estrutura da organização continua pouco clara

    SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22) a criação do chamado Conselho da Paz, órgão que o governo americano espera utilizar para suplantar as Nações Unidas -embora o americano negue essa intenção.

    Inicialmente pensado como instrumento para governar a Faixa de Gaza como parte do cessar-fogo na região, o conselho tem ganhado contornos mais amplos, movimento recebido com preocupação por países como França, Canadá, Reino Unido e Brasil.

    “Este conselho tem a chance de ser um dos conselhos mais importantes já criados. É minha grande honra servir como presidente, fiquei muito honrado quando me pediram isso”, disse Trump, embora seu governo tenha sido o idealizador e fundador do grupo.

    A cerimônia de assinatura ocorreu às margens do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça -evento já ofuscado pela investida tarifária e diplomática de Trump, ora suspensa, de anexar a Groenlândia. O anúncio teve a presença de alguns dos líderes que já aceitaram participar do conselho, como o argentino Javier Milei, o indonésio Prabowo Subianto e o húngaro Viktor Orbán.

    Durante sua fala, Trump criticou a ONU e afirmou que a iniciativa sobre Gaza pode ser “algo único para o mundo”, indicando sua pretensão de que o grupo criado não se limite a discutir o território palestino.

    “Eu sempre disse que as Nações Unidas têm um potencial tremendo, mas não o usou”, afirmou. “Eu acho que a combinação do Conselho da Paz, com o tipo de gente que temos aqui, junto com a ONU, pode ser algo muito único para o mundo. Isso é para o mundo, não é para os EUA.”

    Entre os 24 países que já aceitaram o convite de Trump, 17 têm regimes autocráticos ou ditatoriais, segundo o Instituto V-Dem, que monitora parâmetros democráticos anualmente. São os casos de Hungria, Qatar e Arábia Saudita, por exemplo, que mantêm relações próximas com o governo americano sob Trump.

    Por outro lado, mesmo aquelas que são consideradas democracias plenas, como Argentina, Israel e Paraguai, têm governos que se mostram alinhados ao presidente republicano. Os líderes Javier Milei, Binyamin Netanyahu e Santiago Peña, nesses casos, adotam políticas conservadoras em seus respectivos países.

    Em dado momento de seu discurso, Trump olhou para os líderes sentados em cadeiras no palco do evento e disse: “É, todos são meus amigos. Alguns… deixe-me ver, alguns que gosto, alguns que não gosto. Não, na verdade, desse grupo eu gosto de cada um deles, dá para acreditar? Às vezes tem dois ou três que não suporto, mas gosto de cada um deles.”

    O grupo nasce com a participação também de países como Israel, Arábia Saudita, Egito, Marrocos, Turquia e Vietnã, mas não está claro quais desses serão membros permanentes, uma vez que Trump pretende cobrar US$ 1 bilhão de quem desejar o assento.

    A estrutura da organização também continua pouco clara. O conselho -cujo logo mostra o planeta Terra com os EUA no centro- será presidido por Trump, que terá, como chefe do grupo, preponderância sobre praticamente todas as decisões: da renovação de mandato dos membros e convocação de reuniões à definição do comitê executivo que deve gerir a reconstrução do território palestino. Além disso, Trump terá o voto de desempate em questões sem consenso.

    Países europeus ainda analisam o convite. Alguns deles, como França, Reino Unido e Noruega já recusaram fazer parte do órgão em meio à tensão gerada pelas investidas de Trump sobre a Groenlândia, um território da Dinamarca.

    Durante a cerimônia, Trump também voltou a louvar supostos feitos diplomáticos, ações militares e medidas econômicas do seu governo, como os conflitos que ele teria mediado e o fechamento da fronteira com o México. O republicano exaltou a operação de ataque a Caracas que capturou o então ditador do país, Nicolás Maduro.

    O americano também voltou a criticar aliados da Otan, a aliança militar ocidental liderada pelos EUA que está no centro das rusgas recentes entre Washington e parceiros europeus.

    O Brasil ainda avalia se participa do conselho. O trabalho da diplomacia brasileira desde que o presidente Lula recebeu o convite tem sido de conversar com países também convidados. Se por um lado a tradição diplomática brasileira busca equilíbrio e participação em espaços de diálogo internacional, por outro vê a iniciativa americana como uma tentativa de esvaziar a ONU como espaço legítimo de debate global.

    Lula conversou por telefone na quarta-feira (21) com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que já aceitou participar do grupo. Segundo o Planalto, os líderes falaram sobre Gaza, mas não teriam abordado o tema do conselho de Trump.

    Nesta quinta, o presidente brasileiro conversou por telefone com o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sobre a situação em Gaza.

    70% dos países do 'Conselho da Paz' de Trump são autocracias ou ditaduras

  • Aspirina, hematomas e saúde "perfeita": Manchas em Trump chamam atenção

    Aspirina, hematomas e saúde "perfeita": Manchas em Trump chamam atenção

    O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ser fotografado com hematomas, pouco tempo depois de dizer que tem uma “saúde perfeita”. Já foram várias as vezes que o chefe de Estado foi visto com hematomas – e também com maquiagem para disfarçar

    Há cerca de um ano que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem vindo a ser fotografado com hematomas, principalmente, nas mãos. A situação, que já tentou disfarçar com maquiagem, levantou questões sobre a sua saúde, que o próprio diz estar “perfeita.”

    Os hematomas não desapareceram dos olhares atentos e voltaram a estar ‘na mira’ esta semana, em Davos, na Suíça.

     

    Mas, afinal, que hematomas são estes?

    Trump já foi questionado sobre as marcas várias vezes, tendo sido uma das mais recentes durante uma entrevista ao Wall Street Journal (WSJ), publicada no último dia 1.

    De acordo com o que apontou, a sua saúde está “perfeita” e as manchas são o resultado da ingestão de aspirina em doses maiores do que aquelas que são recomendadas pelos médicos.

    “Dizem que a aspirina é boa para tornar o sangue mais fino. Não quero sangue espesso circulando no meu coração. Quero sangue fino a passar pelo meu coração. Faz sentido?”, questionou durante a entrevista ao WSJ.

    Trump refere-se ao efeito anticoagulante plaquetário desta substância. É devido a este efeito que a aspirina pode ser indicada para proteger e reduzir o risco de eventos cardíacos, porém médicos indicam doses baixas para pessoas com doença cardiovascular.

    Como pode verificar aqui, a toma de aspirina “para prevenir enfartes e outros eventos cardiovasculares” deve ser conversada com um médico, mas que, na generalidade, não se deve fazer, caso se seja “saudável”. Consultar todas as informações aqui.

    A toma de aspirina poderá causar efeitos colaterais graves, como sangramentos internos.

    Na mesma entrevista ao WSJ, Trump negou também que estava perdendo audição e que se deixou dormir em eventos oficiais da Casa Branca – mesmo depois de ter sido fotografado de olhos fechados e, aparentemente, dormindo.

    No mesmo artigo, é ainda lembrado que estes sinais de envelhecimento foram muitas vezes apontados por Trump quando ainda Joe Biden assumia o cargo de presidente dos EUA. Trump criticou o chefe de Estado democrata por muitos episódios semelhantes, mas, agora, também não lhe escapa.

    De acordo com o que o WSJ aponta, Pam Bondi, a procuradora-geral dos EUA, chegou mesmo a causar um corte na mão de Trump quando lhe deu toque em uma ocasião.

    Aspirina, hematomas e saúde "perfeita": Manchas em Trump chamam atenção