Categoria: MUNDO

  • Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

    Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

    Estudo inédito mostra que Veronika, de 13 anos, utiliza o objeto de forma estratégica para se coçar, comportamento raro entre mamíferos não primatas e até então associado principalmente a chimpanzés

    Veronika, uma vaca austríaca de 13 anos, chamou a atenção de cientistas ao usar uma vassoura para se coçar, demonstrando uma capacidade inédita de uso de ferramentas entre mamíferos não primatas. Não se trata de um chimpanzé nem de um animal aparentado, mas de um bovino que apresenta um comportamento até então considerado improvável para a espécie.

    Embora o episódio possa parecer curioso, o registro representa o primeiro relato desse tipo em mamíferos não primatas. Até o momento, Veronika é o único caso conhecido, revelando habilidades que desafiam o que se sabia sobre as capacidades cognitivas do gado.

    O comportamento foi descrito em um estudo publicado na revista científica Current Biology, assinado por Antonio J. Osuna-Mascaró e Alice M. I. Auersperg. Os pesquisadores observaram a vaca agarrar o cabo da vassoura com a língua, levá-lo até a boca e, com o auxílio dos dentes, segurar o objeto. Em seguida, ela gira o pescoço e utiliza tanto as cerdas quanto a parte de madeira para se coçar.

    “Esperávamos passar horas no pasto aguardando que ela usasse uma ferramenta, mas Veronika nos surpreendeu. Ela começou a usar o cabo assim que o objeto foi colocado à sua frente”, afirmou Osuna-Mascaró em entrevista ao jornal The Telegraph.

    Segundo o pesquisador do Instituto Messerli, a vaca segurou o objeto com a língua de forma semelhante a uma mão, alinhou-o com o corpo e esfregou-o em áreas das costas que dificilmente conseguiria alcançar de outra maneira.

    O estudo também identificou que Veronika escolhe diferentes partes da vassoura conforme a região do corpo que deseja coçar. As cerdas são usadas principalmente no torso, enquanto o cabo é preferido para a região da barriga, embora, na maioria das vezes, ela opte pelas cerdas.

    De acordo com os autores, essa escolha não pode ser explicada pelo formato ou pela distribuição do peso do objeto. “Veronika adaptou dinamicamente sua técnica a cada região do corpo. As mudanças observadas sugerem antecipação da ação, uma característica associada ao uso inovador de ferramentas”, aponta o estudo, destacando que comportamentos comparáveis só foram documentados de forma consistente em chimpanzés.

    Comportamento começou ainda jovem

    Segundo Witgar Wiegele, dono de Veronika, o comportamento foi observado pela primeira vez há cerca de dez anos, quando a vaca tinha apenas três anos de idade. Na época, ele percebeu que o animal ocasionalmente pegava paus ou outros objetos alongados com a boca para se coçar.

    O caso chegou aos pesquisadores apenas recentemente, após um amigo do agricultor enviar um vídeo de Veronika aos cientistas Osuna-Mascaró e Auersperg.

    “Quando vi as imagens, pensei imediatamente que não se tratava apenas de um comportamento curioso, mas de um exemplo cientificamente valioso do uso de ferramentas por uma espécie tradicionalmente subestimada em termos de cognição”, afirmou Auersperg.

    O uso de ferramentas desse tipo é geralmente associado a primatas e a níveis elevados de complexidade cognitiva. “Pelo que sabemos, este é o primeiro caso documentado de gado utilizando ferramentas”, concluiu a pesquisadora.

    Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

  • Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

    Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

    A mulher era dopada e violentada por estranhos recrutados por Dominique na internet enquanto estava desacordada. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Avignon

    (CBS NEWS) – Um relatório do Ministério da Justiça da França, publicado nesta segunda-feira (19), revela que falhas na investigação de um caso de estupro ocorrido em 1999 poderiam ter evitado os abusos sofridos por Gisèle Pelicot. O ex-marido dela, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro de 2024 por ter orquestrado estupros contra a então companheira entre 2011 e 2020.

    A mulher era dopada e violentada por estranhos recrutados por Dominique na internet enquanto estava desacordada. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Avignon.

    A investigação do governo francês mostrou que, antes de cometer esses crimes, Dominique poderia ter sido ligado a uma tentativa de estupro contra uma corretora imobiliária em 1999, em Villeparisis, na região de Seine-et-Marne, próxima a Paris. O caso só foi reaberto em 2022, quando ele admitiu a culpa após ser identificado por meio de DNA encontrado no local.

    Na época, Dominique já era investigado pelos estupros contra a esposa, descobertos em 2020, quando ele foi preso ao filmar mulheres em um shopping da região de Mazan. A polícia encontrou cerca de 4.000 vídeos de abusos contra Gisèle em seu computador.

    O relatório aponta, no entanto, que a identificação poderia ter ocorrido em 2010. Naquele ano, Dominique foi preso na região metropolitana de Paris, também por filmar mulheres desconhecidas, e teve uma amostra de DNA coletada. O material era compatível com o DNA registrado no estupro de 1999.

    O resultado da análise, porém, foi enviado por carta ao Tribunal de Justiça de Meaux, responsável pelo caso de Nanterre. O Ministério da Justiça constatou que não há indícios de que a corte tenha recebido o documento que poderia levar à condenação de Dominique.

    Diante da constatação, o ministério informou que mudará os protocolos de envio de resultados de análises de DNA, que ainda são feitos pelos correios. A recomendação é que esses documentos passem a ser transmitidos exclusivamente de forma digital.

    Na sexta-feira (16), a Promotoria de Nanterre informou à agência AFP que Dominique será alvo de novas investigações. Além do estupro de 1999, ele é investigado por um caso de violência sexual seguida de assassinato ocorrido na cidade em 1991. Nos dois episódios, as vítimas eram corretoras de imóveis.

    Dominique nega participação no crime de 1991, e o relatório do Ministério da Justiça aponta que o Tribunal de Justiça de Paris perdeu objetos apreendidos na cena, incluindo roupas que poderiam conter vestígios de DNA.

    CASO PELICOT

    O processo contra Dominique Pelicot ganhou repercussão mundial após Gisèle pedir que o julgamento fosse público, sob o argumento de que “a vergonha tem que mudar de lado”. Durante o julgamento, ela afirmou: “Quando ouço essas mulheres, esposas dos acusados, dizerem que seus maridos não são estupradores, eu pensava o mesmo. Quando decidi retirar o sigilo, queria que elas dissessem: ‘Se a senhora Pelicot fez isso, nós também podemos’. Não quero mais que elas sintam vergonha. A vergonha não é nossa, é deles. Não expresso nem minha raiva nem meu ódio, mas a determinação de mudar esta sociedade”.

    Dominique afirmou ter crescido em um ambiente familiar nocivo, com um pai “autoritário e tirânico”. Segundo sua advogada, ele sofreu uma série de traumas na infância antes de “cair na perversidade”. A defesa sustenta que o réu teria dupla personalidade.

    Ele recrutou cerca de 50 homens, principalmente por meio de fóruns online. Em depoimento, afirmou que deixava claro aos desconhecidos que a esposa não estava consciente e que eles não deveriam tentar acordá-la.

    Alguns dos réus contestaram essa versão e disseram ter sido enganados. Segundo eles, Dominique afirmou que Gisèle apenas estaria dormindo e consentia com as atitudes do então marido.
     
     

    Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

  • Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

    Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

    Na mensagem a Store, Trump questionou a posse da Groenlândia pela Dinamarca e afirmou que a Otan, aliança militar ocidental liderada por Washington e fundamental para a estratégia de política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deveria fazer mais pelos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump vinculou o fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz -vencido neste ano pela venezuelana María Corina Machado- à tentativa de anexar a Groenlândia, em mensagem ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store.

    “Considerando que seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz… Eu não me sinto mais na obrigação de pensar apenas na Paz, embora ela sempre será predominante, mas posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”, escreveu Trump, que adicionou: “O Mundo não está seguro a não ser que tenhamos Controle Total e Completo da Groenlândia”.

    Store confirmou, na manhã desta segunda, a mensagem, relatada primeiramente pela rede PBS News. Ele afirmou que recebeu o texto de Trump após enviar mensagem ao presidente americano protestando contra o anúncio de que Washington imporiam tarifas na Noruega e outros países europeus por enviarem tropas à Groenlândia.

    O comitê responsável pela premiação é norueguês e, segundo Oslo, independente. Autoridades militares da Noruega afirmaram que o país vive seu pior cenário de segurança desde a Segunda Guerra Mundial e anunciaram que proprietários de imóveis e embarcações podem ter seus bens requisitados, caso o país entre em guerra.

    Na mensagem a Store, Trump questionou a posse da Groenlândia pela Dinamarca e afirmou que a Otan, aliança militar ocidental liderada por Washington e fundamental para a estratégia de política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deveria fazer mais pelos EUA.

    “A Dinamarca não pode proteger aquela terra da Rússia e da China, e em todo caso, por que eles têm o ‘direito de posse? Não há documentos escritos, é só que um barco aportou lá há séculos, mas nós também tivemos barcos lá”, escreveu Trump.

    “Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa desde sua fundação, e agora, a Otan deveria fazer algo pelos Estados Unidos”, afirmou o presidente americano.

    A mensagem é mais um passo da escalada, até o momento retórica, de Trump contra os principais aliados dos EUA.

    Após um período em que a Europa tentou aplacar o ímpeto agressivo do americano, que em seu primeiro ano de mandato aplicou tarifas comerciais tanto a rivais quanto a aliados, líderes do continente agora se deparam com ameaças existenciais com o potencial de dinamitar a aliança que balizou a história política e militar do Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial.

    Neste domingo (18), europeus saíram em defesa da Groenlândia ao anunciar envio de tropas ao território dinamarquês em declaração assinada por oito países: além da própria Dinamarca, subscrevem o documento Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.

    “Como membros da Otan, estamos comprometidos em fortalecer a segurança no Ártico como um interesse transatlântico compartilhado”, diz a declaração. “Ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente”, afirma ainda o texto, em referência à nova ameaça de Trump de impor tarifas a aliados que se opõem à proposta de anexação da Groenlândia pelos EUA.

    Mais cedo nesta segunda, Trump havia afirmado em mensagem nas redes sociais que a Dinamarca não foi capaz de “afastar a ameaça russa da Groenlândia”. A declaração foi publicada em sua rede Truth Social. No post, o líder cita a Otan e afirma que “agora é a hora” para uma ação ser feita.

    “A Otan tem dito à Dinamarca, por 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia.’ Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora é hora, e isso será feito!!!”, afirmou na publicação.

    Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, Trump reiterou em várias ocasiões sua ambição de tomar o controle da Groenlândia, hoje território autônomo dinamarquês. Ele disse que conseguiria isto “de uma maneira ou de outra” para fazer contraposição à Rússia e à China no Ártico.

    O presidente americano afirma que a ilha é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais. Ela seria também essencial para um sistema antiaéreo que Trump quer construir e chama de Domo de Ouro.

    Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

  • Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

    Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    A colisão entre dois trens, neste domingo, na Andaluzia, na Espanha, concentra as atenções do país nos trabalhos de resgate e salvamento.

    Até o momento, foram confirmadas 39 mortes e dezenas de feridos no descarrilamento de dois trens de alta velocidade. Familiares aguardam por informações e têm recorrido às redes sociais para pedir ajuda. Segundo os bombeiros, os celulares encontrados junto às vítimas, inclusive aos corpos, não paravam de tocar, evidenciando o desespero de parentes em busca de notícias.

    “Quando chegamos, havia um grande caos”, relatou uma fonte dos Bombeiros de Córdoba ao ABC, descrevendo corpos espalhados, pessoas desorientadas gritando e muita confusão. “Os telefones não paravam de tocar junto aos corpos dos mortos”, acrescentou.

    As equipes de resgate trabalham para retirar pessoas presas entre os destroços de ferro. De acordo com a imprensa espanhola, foram montados vários pontos de atuação ao longo de cerca de um quilômetro. Familiares dos passageiros continuam a usar as redes sociais para localizar parentes, com a divulgação de fotos e informações de pessoas que viajavam nos trens Alvia e Iryo.

    Balanço das vítimas

    Estão confirmadas 39 mortes e 75 feridos, dos quais 15 em estado grave. Cerca de 48 pessoas seguem hospitalizadas, incluindo 11 adultos e duas crianças em unidades de terapia intensiva.

    Segundo o jornal El País, entre os mortos está o maquinista do trem Alvia, de 27 anos. O chefe dos Bombeiros de Córdoba afirmou que havia vítimas presas com cortes, contusões e fraturas expostas, e que a destruição dos vagões dificultou o acesso aos feridos.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que, até o momento, não há registro de vítimas portuguesas no acidente.

    Investigação

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão especializada já foi criada para apurar o ocorrido. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, classificou o caso como “extremamente estranho”, por ter ocorrido em um trecho reto da linha férrea. Segundo ele, o trem que descarrilou é praticamente novo, com menos de quatro anos de uso, e a ferrovia havia passado por renovação.

    Puente informou que foram investidos 700 mil euros na modernização da via e que as melhorias no local foram concluídas em maio do ano passado. A inspeção do trem italiano Iryo, fabricado em 2022, havia sido realizada em 15 de janeiro.

    Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

  • Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

    Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

    Convite do presidente dos Estados Unidos ao líder russo integra a segunda fase do plano de cessar-fogo entre Israel e Hamas e prevê a criação de um Conselho Executivo internacional, presidido por Trump, com participação de cerca de 60 países.

    O Kremlin informou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza, iniciativa que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel.

    Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Putin recebeu a proposta por canais diplomáticos e o governo russo ainda analisa os termos do convite. “De fato, o presidente Putin recebeu uma oferta para participar desse Conselho de Paz. No momento, estamos avaliando todos os detalhes da proposta”, disse Peskov à agência estatal russa Tass. Ele acrescentou que Moscou espera retomar contatos com Washington para esclarecer os pontos da iniciativa.

    De acordo com documentos obtidos pela agência Reuters, o Conselho para a Paz em Gaza teria Trump como presidente vitalício e começaria com foco exclusivo no conflito na Faixa de Gaza. Em uma etapa posterior, o órgão poderia ser ampliado para tratar de outros conflitos internacionais.

    A minuta do estatuto prevê que os países-membros tenham mandatos de três anos, com a possibilidade de adesão permanente mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para financiar as atividades do conselho. Ao todo, cerca de 60 países teriam sido convidados a integrar a iniciativa.

    Entre os primeiros nomes divulgados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro de Trump, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Argentina, Turquia, Paraguai, Canadá e Egito confirmaram no fim de semana que receberam o convite. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, indicou, por meio de fonte próxima ouvida pela AFP, que pretende aceitar a participação. Também foram convidados os primeiros-ministros do Paquistão, Shehbaz Sharif, e da Índia, Narendra Modi.

    O anúncio da composição do Conselho Executivo ocorreu após a Casa Branca divulgar a segunda fase do plano de paz proposto por Trump para Gaza. Essa etapa prevê a formação de um governo tecnocrático no território palestino e o desarmamento do Hamas. A nova fase entrou em vigor na última quarta-feira, 14 de janeiro, conforme anunciou Steve Witkoff nas redes sociais, ao afirmar que o plano avançaria do cessar-fogo para a desmilitarização, a criação de uma administração tecnocrática e a reconstrução da Faixa de Gaza.

    Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

  • Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

    Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

    As Forças de Defesa de Israel afirmam que a ofensiva na Cisjordânia tem como objetivo desmantelar infraestruturas consideradas terroristas, combater a posse ilegal de armas e reforçar a segurança, em meio à escalada de violência desde o início da guerra em Gaza.

    O Exército de Israel iniciou nesta segunda-feira (19) uma ampla operação militar na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada. Segundo as Forças de Defesa de Israel, a ação deve se estender por vários dias.

    Em comunicado, os militares informaram que a ofensiva tem como objetivo “desmantelar infraestruturas terroristas, erradicar a posse ilegal de armas e reforçar a segurança na região”. O Exército também alertou para um aumento significativo da presença de tropas israelenses na área durante o período da operação, sem divulgar detalhes adicionais.

    Até o momento, as autoridades palestinas não se pronunciaram sobre as novas incursões militares em Hebron.

    Desde 7 de outubro de 2023, quando teve início a guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo palestino Hamas, operações do Exército israelense e ataques de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental resultaram na morte de quase 1.050 palestinos. O número representa um dos períodos mais violentos já registrados nesses territórios, com recordes de vítimas nos primeiros nove meses após o início do conflito.

    Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

  • Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Dois trens de alta velocidade colidiram no fim da tarde de domingo no município de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha. O acidente deixou ao menos 39 mortos e dezenas de feridos. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que visitará o local nesta segunda-feira.

    A colisão ocorreu por volta das 19h45 no horário local, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que seguia de Málaga para Madri, descarrilaram e invadiram a via paralela. No mesmo momento, um trem da estatal Renfe, que fazia o trajeto entre Madri e Huelva, passava em sentido contrário.

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão técnica especializada foi designada para conduzir a investigação. O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ao destacar que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha férrea, recentemente modernizada. Segundo ele, a via havia passado por obras concluídas em maio do ano passado e o trem que descarrilou tinha menos de quatro anos de uso.

    Relatos de passageiros descrevem momentos de pânico. Em entrevista ao jornal El País, María San José, de 33 anos, que viajava de Málaga para Madri, contou ter sentido fortes solavancos antes da parada brusca. “As malas começaram a cair. Quando saímos, vimos vagões retorcidos e outros dois tombados”, relatou.

    Outro passageiro, Santiago, de 44 anos, afirmou que o trem balançou intensamente antes de parar. Ele disse que os serviços de emergência levaram cerca de uma hora para chegar. “Vi uma pessoa morta e tentamos ajudar os feridos, mas a primeira carruagem estava completamente destruída”, contou.

    María Vidal, de 32 anos, que estava no trem da Iryo, descreveu a sensação como a de um terremoto. “Tudo tremeu, houve uma freada brusca e as luzes se apagaram. Ficamos cerca de 40 minutos dentro do vagão e vi pessoas em estado muito grave”, disse.

    A tragédia gerou manifestações de pesar de líderes internacionais. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o acidente como uma tragédia e ofereceu apoio à Espanha. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo espanhol.

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

  • Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

    Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

    Presidente dos Estados Unidos acusa a Dinamarca de falhar na contenção da Rússia, ameaça impor tarifas a países europeus e eleva o tom ao defender que Washington assuma o controle da ilha estratégica no Ártico

    A ameaça de tarifas comerciais e o envio de tropas europeias ao Ártico marcaram um novo capítulo da escalada diplomática em torno da Groenlândia. No centro da crise está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou que “chegou a hora” de agir diante do que considera falhas históricas da Dinamarca na defesa do território.

    A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), depois de Trump anunciar que poderá impor tarifas de até 25% a países europeus que se oponham aos planos americanos para a ilha. Segundo o republicano, a pressão econômica só será suspensa caso haja um acordo que permita aos Estados Unidos assumir o controle total da Groenlândia.

    Na avaliação do presidente, a Dinamarca ignorou alertas feitos ao longo de duas décadas pela OTAN sobre a presença russa na região. Para Trump, essa omissão teria criado um vácuo de segurança que agora justificaria uma ação direta de Washington. “Infelizmente, nada foi feito. Agora chegou a hora”, afirmou.

    A Groenlândia é considerada estratégica pelo governo americano por sua posição no Ártico e pelo papel central que teria no chamado Domo de Ouro, projeto de escudo antimísseis que Trump pretende implementar. Embora os Estados Unidos já mantenham uma base militar na ilha, a presença foi reduzida nos últimos anos, movimento que o próprio presidente agora classifica como um erro.

    A retórica americana provocou reação imediata na Europa. Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia enviaram tropas à Gronelândia na última quinta-feira (15), em uma demonstração de apoio à soberania dinamarquesa e de resistência às pretensões dos EUA.

    Além da dimensão militar, Trump elevou o confronto ao campo econômico. Em publicação nas redes sociais, anunciou que, a partir de 1º de fevereiro de 2026, oito países europeus estarão sujeitos a uma tarifa inicial de 10% sobre exportações aos Estados Unidos, percentual que subiria para 25% em junho, caso não haja acordo.

    Segundo a agência Reuters, em carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump afirmou que já não se sente obrigado a priorizar exclusivamente a paz nas negociações. A resposta norueguesa foi imediata: Støre classificou como inaceitável qualquer tentativa de coerção econômica ligada à Groenlândia.

    Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

  • Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

    Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

    Governo alemão afirma que acompanha as declarações do presidente dos EUA e diz que qualquer resposta será coordenada com parceiros europeus, enquanto setor empresarial e economistas alertam para impactos econômicos e risco de escalada comercial.

    O governo da Alemanha afirmou que acompanha com atenção as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países europeus envolvidos na presença militar na Gronelândia e que irá coordenar qualquer reação com os demais parceiros da União Europeia.

    Em publicação na rede X, o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, disse que Berlim “tomou nota” das declarações do presidente americano e mantém contato estreito com os aliados europeus. Segundo ele, eventuais medidas serão decididas no momento oportuno. Até agora, o chanceler Friedrich Merz e os ministros do governo não se manifestaram publicamente sobre o assunto.

    No setor privado, as reações começaram a surgir. O presidente da confederação patronal alemã, Dirk Jandura, afirmou ao jornal Handelsblatt que o uso de tarifas como instrumento político tende a gerar prejuízos para todos os lados. Para ele, a escalada comercial pode resultar apenas em perdas econômicas generalizadas.

    O diretor do Instituto Alemão de Estudos Econômicos, Marcel Fratzscher, defendeu que a Alemanha e a União Europeia reforcem parcerias globais, inclusive com a China, como forma de responder à pressão dos Estados Unidos. Segundo Fratzscher, a Europa tem cedido de forma recorrente nos conflitos comerciais com Trump, deixando de defender seus próprios interesses e o multilateralismo. Na avaliação do economista, essa postura teria sido interpretada como fraqueza pelo presidente americano.

    Estimativas apontam que a imposição de tarifas de 25%, a partir de junho, poderia reduzir em 0,2% o Produto Interno Bruto da Alemanha. Trump ameaçou no sábado aplicar novas sobretaxas a países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia até que seja alcançado um acordo para a transferência do controle da Gronelândia aos Estados Unidos.

    De acordo com o presidente americano, uma tarifa inicial de 10% entraria em vigor em 1º de fevereiro, com possibilidade de aumento para 25% em 1º de junho. Diante da gravidade do impasse, está prevista para esta semana uma reunião de emergência dos embaixadores da União Europeia em Bruxelas. O presidente francês, Emmanuel Macron, também deve discutir o tema com outros líderes europeus nas próximas horas.

    Trump tem reiterado que os Estados Unidos pretendem assumir o controle da Gronelândia “de uma forma ou de outra”. A ilha é um território autônomo sob soberania da Dinamarca, localizado estrategicamente no Ártico e com cerca de 50 mil habitantes.

    Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

  • Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Para o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, líderes europeus reconhecerão que o controle da Groenlândia pelos Estados Unidos é a melhor opção em termos de segurança, diante do que classificou como fragilidade estratégica da Europa.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou acreditar que a Europa acabará aceitando a anexação da Groenlândia pelos EUA, ideia defendida pelo presidente Donald Trump, por considerar que esse seria o “melhor desfecho possível” em termos de segurança internacional.

    Em entrevista à NBC, Bessent declarou que os países europeus “projetam fraqueza” e dependem das garantias de segurança oferecidas por Washington. “Paz por meio da força. Se a Groenlândia for incorporada aos Estados Unidos, não haverá conflito. Os EUA são hoje o país mais forte do mundo”, disse.

    Segundo o secretário, líderes europeus acabariam cedendo ao perceberem que precisam da proteção norte-americana. “Eles vão compreender que a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos é o melhor resultado possível”, afirmou. Bessent também reforçou que o território é considerado estratégico para os EUA, sobretudo no contexto do novo sistema de defesa antimísseis batizado de “Cúpula Dourada”.

    “O presidente Trump está avaliando os riscos de um eventual conflito no Ártico nos próximos anos. A América precisa manter o controle da situação”, acrescentou.

    Em paralelo, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fez um apelo para que a Europa evite retaliações comerciais após o Partido Popular Europeu defender a suspensão do acordo comercial entre Washington e Bruxelas, que havia encerrado a última disputa tarifária entre as partes.

    “Nós moderamos nossas tarifas enquanto aguardamos que eles façam o mesmo”, disse Greer à Fox News. “Se eu estivesse no lugar deles, deixaria esse assunto de lado. Mas, se quiserem transformar isso em um problema comercial, que o façam.”
     
     

     

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário