Categoria: MUNDO

  • Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Para o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, líderes europeus reconhecerão que o controle da Groenlândia pelos Estados Unidos é a melhor opção em termos de segurança, diante do que classificou como fragilidade estratégica da Europa.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou acreditar que a Europa acabará aceitando a anexação da Groenlândia pelos EUA, ideia defendida pelo presidente Donald Trump, por considerar que esse seria o “melhor desfecho possível” em termos de segurança internacional.

    Em entrevista à NBC, Bessent declarou que os países europeus “projetam fraqueza” e dependem das garantias de segurança oferecidas por Washington. “Paz por meio da força. Se a Groenlândia for incorporada aos Estados Unidos, não haverá conflito. Os EUA são hoje o país mais forte do mundo”, disse.

    Segundo o secretário, líderes europeus acabariam cedendo ao perceberem que precisam da proteção norte-americana. “Eles vão compreender que a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos é o melhor resultado possível”, afirmou. Bessent também reforçou que o território é considerado estratégico para os EUA, sobretudo no contexto do novo sistema de defesa antimísseis batizado de “Cúpula Dourada”.

    “O presidente Trump está avaliando os riscos de um eventual conflito no Ártico nos próximos anos. A América precisa manter o controle da situação”, acrescentou.

    Em paralelo, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fez um apelo para que a Europa evite retaliações comerciais após o Partido Popular Europeu defender a suspensão do acordo comercial entre Washington e Bruxelas, que havia encerrado a última disputa tarifária entre as partes.

    “Nós moderamos nossas tarifas enquanto aguardamos que eles façam o mesmo”, disse Greer à Fox News. “Se eu estivesse no lugar deles, deixaria esse assunto de lado. Mas, se quiserem transformar isso em um problema comercial, que o façam.”
     
     

     

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

  • Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

    Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Pelo menos 39 pessoas morreram e outras 75 ficaram feridas, 15 em estado grave, após um grave acidente ferroviário ocorrido neste domingo na região de Córdoba, no sul da Espanha. A colisão envolveu dois trens de alta velocidade e mobilizou equipes de resgate durante toda a noite.

    O presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, informou que a maioria dos feridos foi encaminhada ao Hospital Rainha Sofia, em Córdoba. Segundo ele, os números ainda podem sofrer alterações. “Amanhã teremos dados mais confiáveis, tanto sobre o total de vítimas quanto sobre os feridos”, afirmou.

    As operações de emergência seguem concentradas na retirada dos corpos das composições, um trabalho considerado complexo devido às condições de algumas carruagens. Inicialmente, o governo espanhol havia confirmado 21 mortes, mas já admitia a possibilidade de aumento no número de vítimas.

    Em Madri, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que todos os feridos já receberam atendimento médico e que, neste momento, as equipes atuam exclusivamente no resgate dos corpos. Ele destacou que ainda não há explicação para o acidente e que as causas serão apuradas por uma comissão técnica especializada.

    Puente classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ressaltando que o trecho onde ocorreu a colisão é uma reta e que a via havia passado por uma renovação completa, concluída em maio. O trem que descarrilou inicialmente, segundo o ministro, era praticamente novo, com cerca de quatro anos de uso.

    O acidente aconteceu por volta das 19h45, no município de Adamuz, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que fazia o trajeto Málaga–Madri, descarrilaram e invadiram a via contrária no momento em que passava um trem da estatal Renfe, que seguia de Madri para Huelva. O impacto fez com que as duas primeiras carruagens do trem Alvia, da Renfe, saíssem violentamente dos trilhos, concentrando a maioria das mortes.

    No trem da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa. Já a composição da Renfe transportava cerca de 200 passageiros. As duas carruagens que descarrilaram levavam 37 pessoas.

    O governo regional ativou o plano autonômico de emergências de proteção civil, e o governo central enviou 37 militares da Unidade Militar de Emergências para atuar no local.

    A administradora de infraestruturas ferroviárias Adif anunciou a suspensão de todos os trens de alta velocidade entre Madri e cidades da Andaluzia, como Córdoba, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva, ao menos durante toda a segunda-feira. As estações dessas cidades permanecerão abertas para acolher familiares das vítimas que precisem de apoio.

     

    Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

  • Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

    Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

    Autoridades locais responsabilizaram os “terroristas e manifestantes armados” pelas mortes de “iranianos inocentes”, segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – As autoridades iranianas confirmaram à Reuters a morte de pelo menos 5.000 pessoas durante protestos no Irã, incluindo cerca de 500 membros das forças de segurança.

    Autoridades locais responsabilizaram os “terroristas e manifestantes armados” pelas mortes de “iranianos inocentes”, segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

    A confirmação foi feita por um oficial iraniano que preferiu não se identificar devido à sensibilidade do assunto. Segundo a Reuters, os confrontos mais intensos e o maior número de mortes ocorreram nas áreas curdas do noroeste do Irã, onde separatistas curdos têm sido ativos.

    O oficial afirmou que o número final de mortos não deve aumentar drasticamente. Ele também acusou “Israel e grupos armados no exterior” de apoiarem e equiparem os manifestantes.

    O Irã frequentemente culpam inimigos estrangeiros pelos distúrbios. Israel, considerado um grande adversário da República Islâmica, realizou ataques militares contra o país em junho.

    O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, relatou que o número de mortos chegou a 3.308. Além disso, há outros 4.382 casos sob revisão e mais de 24.000 prisões confirmadas.

    Líder supremo fez ameaças aos manifestantes

    O líder supremo do Irã afirmou que as autoridades devem agir com rigor contra os manifestantes. Ali Khamenei destacou a obrigação de “quebrar as costas dos insurgentes”. Ele fez essa declaração durante um evento religioso, enfatizando que não haverá perdão para criminosos domésticos ou internacionais.

    Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro. Inicialmente liderados por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, os protestos se transformaram em uma mobilização contra o regime teocrático.

    As autoridades iranianas classificaram os protestos como “terroristas”. Elas acusam os Estados Unidos de incitar a revolta e iniciarem uma repressão.

    Khamenei criticou Donald Trump por ameaçar atacar o Irã. O líder iraniano afirmou que Trump é responsável pelas mortes e danos causados, descrevendo a situação como uma conspiração americana para subjugar o Irã.

    O procurador de Teerã, Ali Salehi, comentou sobre a resposta do governo. Ele afirmou à TV estatal que a reação foi “firme, dissuasiva e rápida”.

    Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

  • Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Países europeus anunciaram neste domingo (18) o reforço da segurança no Ártico como forma de apoio à Groenlândia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha. Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Ao longo da semana, França, Alemanha, Reino Unido e outros países enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido da Dinamarca. A iniciativa provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus enquanto os Estados Unidos não fossem autorizados a adquirir a ilha. No sábado (17), líderes da Europa alertaram para o risco de uma “espiral descendente perigosa” diante das ameaças tarifárias e reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia marcaram reunião para discutir o tema.

    A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou o momento delicado ao afirmar: “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”. Trump justifica o interesse pela Groenlândia por razões estratégicas e pela presença de minerais, e já declarou que não descarta o uso da força, o que elevou o nível de alerta entre países da Otan.

    Segundo Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, as empresas locais não devem sofrer impactos diretos com possíveis tarifas. Para ele, “o objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”. Manifestações na Dinamarca e na Groenlândia reuniram milhares de pessoas contrárias às declarações do presidente americano.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir maior coordenação da Otan no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido”, afirmou Lars Lökke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, foi direto ao declarar: “Não nos deixaremos chantagear”.

    Líderes da Finlândia e da Noruega também defenderam o fortalecimento da segurança regional e ressaltaram que divergências entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo, não por pressão.

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

  • Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    MANOELLA SMITH, ISABELLA MENON E DOUGLAS GAVRAS
    SÃO PAULO, SP, WASHINGTON, EUA, E ASSUNÇÃO, PARAGUAI (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar o chamado Conselho da Paz, órgão criado para supervisionar o governo tecnocrático da Faixa de Gaza. A notícia foi publicada pelo site ICL Notícias e confirmada à Folha por integrantes do Itamaraty.

    O governo Trump enviou a proposta na sexta (16) à embaixada do Brasil em Washington. Não havia, até a noite deste sábado (17), informações sobre a opinião de Lula relacionada ao convite. O americano também convidou outros chefes de Estado, incluindo os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    “A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, que defendem a vida e a propriedade, e que promovem a paz e a liberdade.”

    Erdogan não havia se pronunciado sobre o convite de Trump -o anúncio foi feito pelo porta-voz do governo Burhanettin Duran. O americano ainda convidou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que disse que assumirá “a responsabilidade com honra”, o ditador do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi, segundo a chancelaria do país árabe, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que tem a intenção de aceitar a oferta, de acordo com um funcionário do alto escalão de Ottawa.

    Em contrapartida, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o anúncio de Trump sobre o conselho não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por Israel. Segundo o comunicado, o ministro das Relações Exteriores de Israel levará a questão ao chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio.

    O órgão será presidido pelo próprio Trump. A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região.
    Os detalhes sobre o funcionamento do grupo ainda não estão claros. Segundo a agência Bloomberg, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países com assento permanente no conselho. As decisões seriam tomadas por maioria, com direito a um voto para cada Estado-membro, mas todas dependeriam da aprovação final do presidente americano.

    Na sexta, Trump anunciou primeiro nomes que vão compor o grupo: Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner (este, genro de Trump); o bilionário americano Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e Robert Gabriel, assessor de Trump.

    O conselho estará acima do chamado Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG, em inglês), liderado por Ali Shaath, ex-ministro dos Transportes da Autoridade Palestina, entidade que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada. Nascido em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, Shaath será responsável pela reconstrução do território palestino, em ruínas após dois anos de bombardeios de Israel.

    Com a criação do conselho, o republicano cumpre o que prometeu, para espanto do mundo, em fevereiro de 2025, dias após voltar ao poder nos EUA. Na ocasião, o presidente disse que Washington assumiria o governo de Gaza, declaração da qual seu governo depois recuou.

    Agora, os EUA terão controle administrativo e militar do território.
    A atuação do Conselho da Paz e do NCAG estava prevista na segunda fase do plano de paz dos EUA, apresentado em setembro de 2025. O plano foi aceito por Tel Aviv e pelo Hamas e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro. Ele prevê também o envio de uma força militar de estabilização ao território, composta por Exércitos de países árabes, e o desarmamento do Hamas, ponto mais delicado do tratado.

    O Hamas continua dizendo que só entregará as armas quando a criação de um Estado palestino se concretizar. A terceira fase do plano de paz prevê o reconhecimento desse Estado -um desfecho que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já disse que nunca permitirá.

    Lula tem feito críticas recorrentes à atuação de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro afirmou em diversas ocasiões que as forças israelenses cometem genocídio contra os palestinos. As declarações desencadearam uma crise diplomática com Tel Aviv.
    Milei, por sua vez, viajou neste sábado até Assunção, no Paraguai, para participar da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Ao ser convidado a discursar, o presidente argentino voltou a elogiar o governo Trump e a defender a ação dos EUA na Venezuela que levou à prisão de Nicolás Maduro.

    Ao defender o acordo como um símbolo de liberdade e integração na região, ele mencionou a situação na Venezuela como um exemplo. “A situação na Venezuela é uma prova disso, por isso valorizamos a decisão do presidente Donald Trump”, disse Milei, arrancando alguns aplausos da plateia.

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

  • EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    Os Estados Unidos declararam que as forças norte-americanas mataram na Síria um líder ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico (EI), responsável pela emboscada que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 2025.

    O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, no sábado, que realizou um ataque no noroeste da Síria na sexta-feira, como parte de uma série de ofensivas contra o Estado Islâmico, iniciadas após a morte de cidadãos norte-americanos.

    “Bilal Hasan al-Jasim era um líder terrorista experiente que planejava ataques e estava diretamente ligado ao atirador do EI que matou e feriu militares norte-americanos e sírios no mês passado, em Palmira, na Síria”, explicou o comando em comunicado.

    O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a morte demonstra “a determinação” dos Estados Unidos em “perseguir terroristas que atacam” as forças norte-americanas.

    “Não existe lugar seguro para aqueles que executam, planejam ou inspiram ataques contra cidadãos norte-americanos e nossos combatentes. Nós os encontraremos”, acrescentou.

    Sob a Operação Hawkeye Strike, forças dos Estados Unidos e aliados atingiram mais de 100 alvos de infraestrutura e armamentos do Estado Islâmico, utilizando mais de 200 munições de precisão.

    De acordo com o comunicado, as forças norte-americanas capturaram “mais de 300 operativos do EI e mataram mais de 20 pessoas em toda a Síria no último ano, eliminando terroristas que representavam uma ameaça direta aos Estados Unidos e à segurança regional”.

    Há uma semana, o comando anunciou a realização de uma segunda rodada de bombardeios contra “múltiplos alvos” do Estado Islâmico, em retaliação às mortes de três cidadãos norte-americanos.

    Em 13 de dezembro do ano passado, três norte-americanos morreram e outros três ficaram feridos quando um atirador solitário do Estado Islâmico — posteriormente morto — invadiu uma reunião entre soldados e líderes locais.

    Desde o retorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Casa Branca, há quase um ano, o país realizou ações militares em seis nações — Iêmen, Somália, Irã, Nigéria, Síria e Venezuela —, a maioria delas ataques aéreos com aviões ou drones contra alvos considerados estratégicos por Washington.

    EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

  • Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

    Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

    As autoridades indonésias anunciaram hoje que encontraram uma fuselagem que “se suspeita ser” do avião que perdeu contato no sábado com a torre de controlo aéreo na região centro-leste do arquipélago, com 10 pessoas a bordo.

    “Recebemos informações (…) de que foi avistado um pequeno fragmento de destroços de uma janela de avião. Às 7h49, encontramos uma fuselagem que se suspeita ser da aeronave”, disse Andi Sultan, da divisão de Makassar da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), em um vídeo divulgado pela entidade.

    O avião, um ATR 42-500, partiu de Yogyakarta, no oeste da Indonésia, no sábado, e tinha previsão de pousar no Aeroporto Internacional Sultan Hasanuddin, em Makassar, no centro-leste do país, quando o Controle de Tráfego Aéreo (ATC) “perdeu comunicação com a aeronave”, que transportava sete tripulantes e três passageiros, explicou, em comunicado, a Diretoria-Geral de Transporte Aéreo da Indonésia.

    Uma fonte do Ministério dos Transportes havia informado anteriormente que havia oito tripulantes e três passageiros a bordo.

    As buscas pelo avião, que envolveram centenas de pessoas, foram retomadas hoje às 6h15 (22h15 de sábado em Lisboa), observou Sultan, após terem sido suspensas durante a noite “devido ao céu nublado”, segundo explicou o diretor da Basarnas, Mohammad Syafii.

    A área de buscas abrange as montanhas de Bantimurung, em Maros, parte das Celebes do Sul, província localizada a leste da ilha de Bornéu, famosa por suas florestas tropicais.

    A aeronave, operada pela companhia aérea local Indonesia Air Transport, havia sido fretada pelo Ministério da Pesca, responsável pelo monitoramento de recursos aéreos, e três funcionários do ministério estavam a bordo, de acordo com as autoridades.

    A cronologia divulgada pela Diretoria-Geral de Transporte Aéreo detalha que o Controle de Tráfego Aéreo de Makassar solicitou que a aeronave se aproximasse de uma pista do Aeroporto Sultan Hasanuddin. Ao detectar que o avião “não se encontrava na trajetória correta de aproximação”, o controle pediu à tripulação que corrigisse a posição.

    Após as instruções, “a comunicação com a aeronave foi perdida”, por razões ainda desconhecidas.

    As condições meteorológicas naquele momento eram de céu parcialmente nublado na área ao redor, com visibilidade de aproximadamente oito quilômetros.

    Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

  • Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

    Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

    A Grey Bull Rescue, uma organização privada, divulgou um vídeo que mostra detalhes da operação “Golden Dynamite” – que resgatou a opositora María Corina Machado da Venezuela em dezembro de 2025.

    Poucos detalhes eram conhecidos sobre a operação que, em dezembro passado, levou à retirada de María Corina Machado da Venezuela. Agora, a Grey Bull Rescue, organização privada norte-americana responsável pela missão — batizada de “Golden Dynamite” — divulgou um vídeo que mostra a saída (secreta) da líder da oposição por via marítima.

    As imagens, publicadas no dia 16 de janeiro pela Grey Bull Rescue, começam mostrando Corina Machado já na embarcação, “em segurança” e “grata” pela operação.

    Em seguida, Bryan (membro da equipe de resgate) aparece no vídeo explicando: “Hoje é dia 9 de dezembro e eu e os ‘rapazes’ estamos saindo de barco de Curaçao para buscar María Corina Machado […] Retirá-la de onde ela está para onde precisa estar é um desafio, vamos ver como isso vai acontecer”.

    Mais adiante, nas mesmas imagens divulgadas, é possível ver o momento em que a opositora venezuelana embarca na embarcação da Grey Bull Rescue, assim como cenas de Corina já ao lado da equipe de resgate.

     

    Vale lembrar que, na época, o The Wall Street Journal informou que a líder da oposição venezuelana teria deixado o país de barco com destino a Curaçao, na tentativa de chegar a Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz.

    Segundo o jornal, que citava fontes do governo norte-americano, María Corina Machado viajou secretamente para a ilha caribenha, localizada a menos de 80 quilômetros da costa venezuelana.

    No entanto, a opositora não chegou a tempo de participar da cerimônia realizada no dia 10 de dezembro, na capital norueguesa. Assim, foi sua filha, Ana Corina Sosa, quem recebeu o prêmio e leu o discurso em seu nome, embora tenha confirmado que María Corina estaria em Oslo nas horas seguintes.

    Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

  • EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

    EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

    A administração de Donald Trump emitiu um aviso em português aos imigrantes que cometem crimes nos Estados Unidos, afirmando que serão detidos e deportados. A mensagem foi publicada na conta oficial do Departamento de Estado norte-americano.

    A administração de Donald Trump deixou um aviso aos imigrantes que cometam crimes nos Estados Unido desta vez, em português.

    A publicação foi feita na rede social X através da conta oficial do Departamento de Estado norte-americano em português na quinta-feira, dia 15 de janeiro.

    “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”, diz a publicação.

    Por baixo do texto, o Departamento de Estado deixa uma foto em preto e branco de Donald Trump as palavras “Envia-os de volta” em maiúsculas e salientadas com a cor vermelha.

    Nos comentários, os internautas, que aparentam ser, na maioria, brasileiros, deixaram o seu descontentamento bem claro e mencionam bastante, de forma irônica, o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

    “E o que acontece se você invade outro país para roubar recursos?”, questiona um utilizador. “Corta para os Estados Unidos roubando todo o mundo”, lê-se em outro comentário. “Não tenho petróleo, senhor. Posso passar?”, atira ainda um outro.

    O aviso dos Estados Unidos não foi compartilhado apenas em português. Publicações semelhantes em inglês e em espanhol foram feitas em outras contas oficiais da administração de Donald Trump.

    As ameaças vão ao encontro daquilo que tem sido a política norte-americana durante o segundo mandato de Trump, com uma forte repressão de toda a imigração, sob a defesa de que a criminalidade nos Estados Unidos se devia, em grande parte, à presença de imigrantes ilegais no território.

    Segundo a administração atual, 605 mil pessoas foram deportadas entre 20 de janeiro e 10 de dezembros e quase dois milhões de imigrantes decidiram sair do país voluntariamente (em parte devido a ameaças e a incentivos financeiros do governo norte-americano). 

    O forte combate à imigração já levou a dezenas de situações inusitadas, com casos de cidadãos norte-americanos a serem detidos pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) por engano e alguns deles até mesmo deportados. Há também casos de imigrantes legais – alguns há décadas – no país, que sofreram o mesmo destino.

    Além destes enganos, há ainda diversas situações em que os agentes do ICE causaram a morte a cidadãos – norte-americanos e estrangeiros.

    O caso mais recente, de Renee Good, de 37 anos, tem gerado bastante controvérsia nos Estados Unidos, com a população saindo às ruas em força para manifestar o seu descontentamento.

    A norte-americana foi morta por Jonathan Ross, agente do ICE, em 7 de janeiro com um tiro na cabeça.

    No dia do incidente, Good tinha acabado de deixar um dos seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a mulher, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

    As versões quanto ao que terá acontecido para a mulher ser atingida mudam. A administração dos Estados Unidos alega que o agente estava apenas a defender-se, dizendo que Renee Good o atropelou e que, inclusive, o homem ficou com uma hemorragia interna.

    Numa outra versão dos eventos, há quem diga que os quatro tiros disparados foram desnecessários e que o carro de Renee nem sequer tocou no agente em questão, eliminando, por isso, a teoria de que o homem agiu em legítima defesa.

    EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

  • Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

    Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

    O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, atribuiu aos Estados Unidos a culpa pelas milhares de mortes que aconteceram no Irã no últimos dias e chamou Donald Trump de criminoso. Os EUA reagiram com recado.

    O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

    Mais tarde, em publicação, Khamenei disse que considera os EUA o “culpado”. “Consideramos o presidente dos EUA culpado devido às vítimas, aos danos e à difamação que infringiu à nação iraniana”, comunicou o líder iraniano no X na manhã deste sábado.

    O aiatolá ainda disse que não quer levar o país a uma guerra, ma que não pouparia “criminosos”, fossem nacionais ou estrangeiros. Khamenei ainda atribuiu o caos interno a interferência “ocidental” e ao “regime sionista”.

    “Aqueles ligados a Israel e EUA causaram danos maciços e mataram vários milhares”, afirmou Khamenei.

    O Departamento de Estado dos EUA reagiu com fervor. Em uma mensagem publicada em persa no X, o departamento enfatizou que se a “República Islâmica atacar alvos americanos, enfrentará uma força muito, muito poderosa”.

    “Já dissemos isso antes e repetimos: não brinquem com o presidente Trump”, publicou o Departamento de Estado dos EUA.

    PROTESTO E MORTES NO IRÃ

    Nas últimas semanas, centenas de iranianos morreram em meio a protestos no país que pedem a derrubada de atuais lideranças. A repressão aos protestos vem das próprias autoridades da nação.

    Os protestos reivindicam o fim do regime de aiatolás. Outras pautas citadas são o alto custo de vida e a inflação, que vem desvalorizando a moeda do país.

    Os EUA, por sua vez, ameaçou atacar pontos iranianos caso a repressão aos manifestos continue. O Irã já acusou o país norte-americano de se aliar a Israel para agravar a situação no país e fragilizar o governo. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, discutiram uma intervenção ao Irã, informou a agência Reuters.

    Trump disse que representantes iranianos ligaram para negociar após as ameaças de uma intervenção americana no país. Autoridades do Irã dizem estar prontas ao diálogo, mas também para a guerra.

    Ministro iraniano afirmou que país está pronto para a guerra e para as negociações. Abbas Araghchi, que comanda as Relações Exteriores da república, apontou que a diplomacia deve ser justa, “com direitos iguais e baseadas no respeito mútuo”. Durante uma conferência com embaixadores estrangeiros em Teerã, transmitida pela TV estatal, ele ainda acrescentou que a República Islâmica do Irã “não busca a guerra, mas está totalmente preparada para a guerra”.

    Líder supremo do país publicou montagem de Trump como um sarcófago destruído. O aiatolá Ali Khamenei, autoridade religiosa e política do país, comparou o americano a “Faraó, Nimrod, Reza Khan, Maomé Reza e outros semelhantes” que “foram depostos quando estavam no auge de seu orgulho”.

    Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam