Categoria: MUNDO

  • Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

    Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

    O Hamas confirmou o fim da guerra, marcando o início de um cessar-fogo permanente; governo reconhece o importante papel dos Estados Unidos para o tratado

    O governo brasileiro comemorou nesta quinta-feira (9) o anúncio do acordo entre Israel e o Hamas para novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro também ressalta a dimensão humanitária do acordo e incentiva as partes a cumprirem todos os termos do tratado. 

    Mais cedo, o Hamas confirmou o fim da guerra, marcando o início de um cessar-fogo permanente. O governo brasileiro reconheceu o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos e valoriza a atuação dos demais países mediadores: Catar, Egito e Turquia. 

    “O Brasil exorta as partes a cumprirem todos os termos do acordo e a engajarem-se de boa-fé em negociações para assegurar a efetivação da retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início do urgente processo de reconstrução da Faixa, sob coordenação e supervisão palestina, e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo, em consonância com o direito inalienável de autodeterminação do povo palestino”, diz o comunicado do MRE.  

    Segundo o Itamaraty, o acordo, se for efetivamente implementado, deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, que provocaram mais de 67 mil mortes, além do deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e devastação sem precedentes. 

    “Deverá, ademais, garantir a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca de prisioneiros palestinos, a entrada desimpedida de ajuda humanitária, e a retirada das tropas israelenses até linha acordada entre as partes, além de criar as condições para a imediata reconstrução de Gaza, com apoio da comunidade internacional”, diz o Itamaraty.

    O Itamaraty disse que o cessar-fogo deverá resultar em alívio efetivo para a população civil e  reiterou a necessidade de “assegurar acesso pleno, imediato, seguro e desimpedido da assistência humanitária e das equipes das Nações Unidas que atuam no terreno”.

    Segundo o MRE, uma paz justa, estável e duradoura no Oriente Médio passa pela implementação da solução de dois Estados. “Com um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, diz a nota do governo.

    Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

  • Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

    Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

    O Hamas anunciou que aceita um acordo de paz; o grupo terrorista quer incluir nomes de seis palestinos conhecidos na lista de prisioneiros a serem libertos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O plano de cessar-fogo em Gaza envolve a libertação de 250 palestinos que estão presos em Israel. Hamas insiste que lista de libertos deve incluir figuras proeminentes, mas Israel nega, reporta a rede Al Arabiya.

    Hamas quer incluir nomes de seis palestinos conhecidos na lista de prisioneiros a serem libertos. São eles: Marwan Barghouti, antigo líder do Fatah, Abdullah Barghouti, conhecido como engenheiro do Hamas, Ibrahim Hamed, considerado por Israel como seu prisioneiro mais perigoso, Ahmad Sa’adat, secretário-geral da Frente Popular pela Liberação da Palestina, Abbas al-Sayyid e Hassan Salameh, membros do Hamas.

    Libertação seria vitória simbólica para o Hamas. Os seis nomes aparecem de forma recorrente sempre que se fala em negociação de troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas, aponta a Al Arabiya.

    Para Israel, porém, os nomes estão fora de cogitação. Eles são considerados centrais demais nas preocupações de segurança para serem soltos algum dia.
    Porta-voz de Israel afastou libertação de Marwan Barghouti. “Posso te dizer que neste momento ele não será parte desta liberação”, disse um porta-voz israelense quando questionado por um jornalista sobre a possibilidade de liberdade a Barghouti, reporta a rede pan-árabe.

    Marwan Barghouti é um líder político. Ele é visto como um potencial nome para futuramente se tornar presidente da Palestina. Barghouti foi um congressista palestino, mas está preso desde 2002, quando foi condenado à prisão perpétua cinco vezes.

    Nesta quinta-feira (9), o Hamas anunciou o fim da guerra em Gaza. Grupo disse ter recebido garantias dos mediadores do acordo de paz e do governo dos EUA.

    Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

  • Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

    Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

    Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra; polícia disse que ele alegou ligação com o Estado Islâmico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mulher de Jihad al-Shamie, o homem que atacou pessoas em uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra, disse que ele era “manipulador”, mas não mostrava sinais de extremismo.

    “Ele não parecia radicalizado”, disse a mulher de Shamie. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a mulher, que não se identificou, disse que ele era violento e manipulador.

    Vivia colado em seu celular. Segundo a mulher, Jihad al-Shamie passava muito tempo no celular vendo canais de notícias árabes.

    Eles eram casados desde 2021. Ela disse que o relacionamento foi conturbado e ela pediu divórcio, mas ele recusou. Ele tinha ao menos mais uma esposa, que o definiu como “intimidador, controlador e agressivo”.

    Jihad al-Shamie era investigado por estupro. Segundo informações obtidas pelo Guardian, ele estava em liberdade condicional enquanto era investigado por este crime.

    “Ele era terrorista o tempo todo ou estava gritando por socorro?”, questiona a primeira esposa. Ela levantou a hipótese de que o ataque tenha sido motivado pela suspeita de estupro. “Talvez [ele tenha feito isso por causa] da sua vida problemática, porque ele está enganando muita gente. Aparentemente, ele estava sendo acusado de estupro pela polícia. Há tantas perguntas.”

    Polícia disse que ele alegou ligação com o Estado Islâmico. nesta quarta-feira (8), a polícia afirmou que Shamie ligou para os serviços de emergência logo antes do ataque à sinagoga e afirmou ter relação com o grupo terrorista. Ele, porém, não estava no radar por envolvimento com terrorismo.

    Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente a uma sinagoga. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas em estado grave. Um dos mortos e um dos feridos foram atingidos por tiros da polícia. Shamie também foi morto pela polícia.

    Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

  • Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

    Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

    Khalil Al-Hayya (foto) é o porta-voz do Hamas e confirmou o acordo; expectativa é que todos os reféns vivos sejam libertados até a segunda-feira (13)

    Na tarde desta quinta-feira (9), Khalil Al-Hayya, membro da alta cúpula do grupo terrorista Hamas, declarou o fim da guerra com Israel. O chefe do grupo disse ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente.

    O acordo de paz tinha sido anunciado por Donald Trump na Casa Branca, em Washington. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Israel e Hamas concordaram com a implementação de uma primeira fase para o fim da guerra.

    Em declarações na Casa Branca, Trump falou sobre o acordo de paz: “Eu acho que será uma paz duradoura, e espero que seja uma paz eterna no Oriente Médio. Os reféns devem ser libertados na segunda ou terça-feira. Pegá-los é um processo complicado. Esse será um dia de alegria, vou tentar visitar [Israel]. Estamos olhando as datas e iremos ao Egito, onde teremos uma assinatura oficial [do acordo]”, afirmou, elogiando também países árabes da região que participaram das negociações.

    Al-Hayya foi um porta-voz do grupo terrorista nas conversas sobre o plano de paz proposto pelos Estados Unidos na Faixa de Gaza.

    Por outro lado, Israel, fez uma reunião com o grupo de ministros do governo de Benjamin Netanyahu, mas ainda não confirmou se aceita o acordo oficialmente.

     

    Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

  • Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

    Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

    O gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, vai se reunir para discutir o acordo concluído para encerrar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante reunião nesta quinta-feira (9) que a guerra na Faixa de Gaza está encerrada, ainda que encontro do gabinete do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, ainda esteja debatendo o aval final para o plano.

    “Eu acho que será uma paz duradoura, e espero que seja uma paz eterna no Oriente Médio. Os reféns devem ser libertados na segunda ou terça-feira. Pegá-los é um processo complicado. Esse será um dia de alegria, vou tentar visitar [Israel]. Estamos olhando as datas e iremos ao Egito, onde teremos uma assinatura oficial [do acordo]”, afirmou Trump, que também elogiou países árabes da região que participaram das negociações.

    O gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reúne-se nesta quinta-feira (9) para discutir o acordo concluído para encerrar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza, poucos dias após o conflito completar dois anos. Em seguida, outra reunião do gabinete completo de Netanyahu se reúne para deliberar sobre o tema.

    O premiê defendeu, pouco antes da reunião, que Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito, indicando o desfecho esperado positivo. O perfil do gabinete de Netanyahu publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.

    De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano, nesta quinta-feira (8), de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo (12), e seus negociadores principais, Jared Kushner e Steve Witkoff, chegam em Israel nesta quinta.

    Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

  • Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

    Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

    O incidente aconteceu quando um avião da Ryanair, que tinha a Escócia como destino, teve de se dirigir para Manchester e declarou ‘mayday fuel’, uma vez que a aeronave estava ficando sem combustível

    Um avião da companhia aérea Ryanair foi forçado a fazer um pouso de emergência depois de ter ficado sem combustível durante o voo. O incidente aconteceu no último dia 3 de outubro, quando a aeronave viajava de Pisa, na Itália, para Glasgow, na Escócia.

    No dia em questão, algumas regiões da Escócia estavam em alerta devido à tempestade Amy, com rajadas de vento de quase 160 km/h e que causou vários problemas na rede de transportes do país, assim como o cancelamento de vários voos. 

    “Depois de sair tarde de Pisa por causa de uma greve geral e de manifestantes invadindo a pista do aeroporto, estávamos preocupados de que não chegaríamos a Prestwick antes da tempestade”, começou explicando um passageiro ao Ayr Advertiser. E continuou: “Tudo estava bem até começarmos a descer. O avião circulou algumas vezes antes de tentar pousar, mas acabou subindo quase imediatamente”. 

    O passageiro revelou que foi dito que tentariam pousar “mais uma vez”, mas, se não fosse possível, teriam de “ir para Manchester”.

    “Na segunda vez, quase chegamos à pista, mas, no último minuto, paramos bruscamente”, explicou, acrescentado que os passageiros estavam “calmos até à descida” e que “havia algumas pessoas preocupadas” porque sentiam “que o avião estava com dificuldades”. 

    O passageiro disse que o avião andou às voltas, tendo ainda tentado pousar em Edimburgo: “Foi tão mau como a segunda vez que tentamos pousar em Prestwick. Havia muita turbulência”.

    “As pessoas começaram a ficar preocupadas porque o som do avião ‘puxando’ era dramática”, disse, notando que os passageiros ficaram mais tranquilos quando finalmente terem pousado no aeroporto de Manchester.

    “Percebemos o quanto as coisas estavam ruins depois de vermos imagens do pouso em Manchester quase sem combustível”, explicou.

    O passageiro disse ainda que as pessoas ficaram “aliviadas” depois do pouso e sem vontade de “voar tão cedo”. Ainda assim, salientou que ninguém entrou em pânico.

    A tripulação emitiu um “mayday fuel” – declaração de emergência em que o piloto informa que o combustível disponível é inferior ao necessário para chegar ao destino e cumprir a reserva obrigatória de 30 minutos de voo – e quando pousou em Manchester teria apenas combustível para cerca de 5 ou 6 minutos de voo.

    Ao The Harold, um porta-voz da companhia aérea sublinhou que o incidente já foi reportados “às autoridades relevantes” e que agora está em curso uma investigação.

    Em uma publicação do Flightradar24 é possível ver as voltas que a aeronave fez até que conseguisse pousar em segurança em Manchester.

    Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

  • Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

    Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

    Vladimir Putin admitiu que a defesa aérea russa foi responsável pelos danos que causaram a queda do avião da Azerbaijan Airlines, que matou 38 pessoas no Natal de 2024. O presidente prometeu indenizações às famílias e ao Azerbaijão, mas afirmou que os destroços vieram de mísseis que interceptavam drones ucranianos

    (CBS NEWS) – O presidente Vladimir Putin admitiu pela primeira vez que a defesa aérea da Rússia foi responsável pelos danos que levaram à queda de um avião Embraer E-190 da Azerbaijan Airlines, que matou 38 pessoas no Natal do ano passado. Ele prometeu indenizar os parentes das vítimas e o Estado azeri.

    Em encontro com o colega Ilham Aliyev nesta quinta-feira (9), o russo contudo negou que a aeronave tenha sido atingida por munição russa ao se aproximar do pouso em Grozni, na Tchetchênia, vindo de Baku.

    Segundo o russo, dois mísseis interceptaram drones ucranianos que atacavam a área, cujos destroços por sua vez danificaram o E-190.

    “Claro, tudo o que for necessário em termos de compensações nesses casos trágicos será feito pelo lado russo. Uma avaliação legal de todas as coisas será dada”, afirmou Putin a Aliyev em Duchambe, no Tadjiquistão, onde ambos participam de encontro de líderes de ex-repúblicas soviéticas.

    A hipótese de que os danos à aeronave fossem decorrentes de ação de baterias antiaéreas, a partir de fotos e vídeos feitos por sobreviventes dentro do aparelho e do alerta de ataque ucraniano vigente na região na hora do voo, havia sido levantada pela Folha no mesmo dia do acidente.

    Depois, peritos azeris e cazaques estabeleceram isso como o motivo, mas só agora Putin faz admissão formal -dividindo a responsabilidade, na prática, com a Ucrânia.

    Antes, o presidente russo havia feito um pedido de desculpas pelo que chamou de “trágico incidente”, sem detalhar o que tinha acontecido. Putin também afirmou agora que o avião avariado foi orientado a pousar no vizinho Daguestão, mas preferiu cruzar o mar Cáspio e tentar aterrissar no Cazaquistão, onde acabou caindo -29 pessoas sobreviveram.

    Com isso, Putin busca remendar relações que vinham se esgarçando com o Azerbaijão, importante produtor de gás e petróleo. O país é um forte aliado da Turquia, que vem ocupando o espaço tradicional de Moscou na região do Cáucaso.

    Em 2020 e 2023, Ancara apoiou Baku nas guerras que levaram à conquista do encrave armênio de Nagorno-Karabakh, que se mantinha autônomo com ajuda dos russos, principais fiadores do governo em Ierevan desde o fim da Guerra Fria.

    A relação com a Armênia também se estremeceu, dada a prioridade do Kremlin com a Guerra da Ucrânia e desavenças com o atual governo do país, que sedia a maior base estrangeira da Rússia.

    Com efeito, armênios e azeris selaram a paz de forma definitiva não em Moscou, mas em Washington, sob a supervisão de Donald Trump, em um dos dois acordos do gênero que o presidente americano de fato costurou -em sua busca obsessiva pelo Nobel da Paz, ele diz ter acabado com sete guerras.

    Putin corre atrás do prejuízo, e a linguagem corporal no encontro com Aliyev foi calorosa de ambos os lados, aparentemente afastando as duras críticas do azeri à Rússia nos últimos meses.

    Seu encontro com outros líderes no Tadjiquistão também visa azeitar relações, dada a crescente influência econômica da China naquele que é um quintal geopolítico histórico dos russos desde os tempos imperiais.

    Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

  • Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

    Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

    Lula revelou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ligou para o chanceler Mauro Vieira para dar continuidade às negociações após sua conversa com Donald Trump. O presidente afirmou estar confiante em um novo momento nas relações bilaterais, apesar das preocupações com o perfil ideológico de Rubio

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (9) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ligou para o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) nesta quarta-feira (8) para dar continuidade às tratativas entre os dois governos.

    O presidente também comentou o telefonema que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que também ficou surpreso com a conversa que “parecia impossível”. “Ele me ligou da forma mais gentil que um ser humano pode lidar com outro.”

    “Eu disse que precisava retirar a taxação dos produtos brasileiros, que ele tinha sido mal informado. Agora começa outro momento. Ainda ontem, a pessoa que ele indicou, que é o secretário de Estado Marco Rubio, ligou para o meu ministro Mauro Vieira. Talvez a conversa comece a partir de agora”, disse em entrevista para a rádio Piatã da Bahia.

    O secretário de Estado foi designado por Trump para dar sequência às tratativas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, uma ala do governo Lula e lideranças do setor privado receberam com preocupação a indicação do secretário de Estado, Marco Rubio, como o responsável por negociar o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos contra o Brasil.

    O chefe da diplomacia americana é considerado alguém com forte viés ideológico e que faz oposição ferrenha à esquerda latino-americana, principalmente aos regimes da Venezuela e de Cuba.

    Sua escalação também pode indicar, segundo interlocutores, que os americanos tentarão colocar na mesa de negociação temas de alta sensibilidade política, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ações de regulação de redes sociais que os EUA veem como censura.

    Apesar dessa avaliação, auxiliares de Lula diretamente envolvidos nas conversas em curso com Washington apostam que prevalecerá o pragmatismo de Donald Trump e que Rubio cumprirá a orientação que receber da Casa Branca.

    Uma pessoa com conhecimento das tratativas destaca que Rubio é um profissional da política e que ele já teve relação com diferentes interlocutores brasileiros, inclusive com o ministro Mauro Vieira -o atual chanceler era embaixador em Washington quando o americano exercia mandato no Senado.

    Neste ano, com a crise bilateral já instalada, Rubio e Vieira tiveram uma reunião no fim de julho, em um escritório de advocacia em Washington. Depois, se falaram ao menos em duas ocasiões por mensagem.

    Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

  • Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

    Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

    Mesmo após o acordo de paz anunciado por Donald Trump, novos ataques aéreos atingiram Gaza nesta quinta-feira (9). Palestinos e israelenses saíram às ruas para celebrar o cessar-fogo, enquanto Israel alertou moradores a não retornarem ao norte do território

    Apesar do anúncio do cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Faixa de Gaza continua sendo alvo de intensos bombardeios aéreos. Mesmo assim, palestinos e israelenses foram às ruas nesta quinta-feira (9) para celebrar o acordo de paz.

    “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo, morador de Khan Younis, no sul de Gaza, à agência Reuters. “Não sou o único feliz. Toda Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o fim das mortes.”

    Outro morador, Khaled Shaat, destacou que os palestinos aguardavam esse momento “há muito tempo”. “Depois de dois anos de mortes e destruição, este é um dia histórico para nós”, afirmou.

    Em Tel Aviv, na chamada Praça dos Reféns, familiares de israelenses sequestrados pelo Hamas também se emocionaram com o anúncio. “Não consigo respirar, é uma loucura”, disse, chorando, Einav Zaugauker, mãe de Matan Zangauker, capturado em 7 de outubro de 2023. “Quando ele voltar, só quero abraçá-lo e dizer que o amo.”

    O israelense Omer Shem Tov também comemorou: “Não há palavras para descrever o que estou sentindo.”

    Mesmo com as celebrações, a Defesa Civil de Gaza relatou novas explosões e ataques israelenses no norte do território após o anúncio do acordo. “Há bombardeios intensos sobre a cidade de Gaza”, afirmou o porta-voz Mohammed Al-Mughayyir.

    O Exército de Israel, por sua vez, alertou a população para não retornar ao norte da Faixa, classificando a área como “zona de combate perigosa”. “Para a própria segurança, evitem aproximar-se das forças israelenses até novas instruções”, disse o porta-voz militar Avichay Adraee, em publicação na rede X (antigo Twitter).

    De acordo com a Reuters, o acordo mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia deve ser assinado oficialmente ao meio-dia (8h no horário de Brasília), e o cessar-fogo entrará em vigor logo em seguida. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o governo se reunirá às 13h (horário de Brasília) para ratificar o plano e prometeu trazer “todos os reféns de volta para casa”.

    O cessar-fogo foi firmado exatamente um dia após o segundo aniversário do ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra. O plano de paz de 20 pontos proposto por Trump prevê a libertação de reféns, a retirada parcial das tropas israelenses e o início das negociações para uma solução duradoura.

    Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

  • Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

    Fernando Sabag Montiel, nascido em Itanhaém (SP), foi sentenciado na Argentina por tentar atirar contra a ex-presidente Cristina Kirchner em 2022. O disparo falhou a poucos centímetros do rosto dela. Sua ex-namorada, Brenda Uliarte, também foi condenada a oito anos de prisão

    Os responsáveis pela tentativa de assassinato da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em 2022, foram condenados nesta quarta-feira (8) a 10 e 8 anos de prisão, respectivamente.

    Fernando Sabag Montiel, de 38 anos, brasileiro nascido em Itanhaém (SP) e radicado na Argentina desde a infância, foi apontado como o autor do disparo que falhou a poucos centímetros do rosto de Kirchner. Ele recebeu 10 anos de prisão, somados a outros quatro que já cumpria por uma condenação anterior. Sua então namorada, Brenda Uliarte, de 26, foi sentenciada a 8 anos de prisão por envolvimento no atentado.

    O ataque, ocorrido quando Kirchner era vice-presidente, provocou uma onda de manifestações em todo o país, reunindo dezenas de milhares de pessoas em Buenos Aires em defesa da líder peronista.

    Cristina Kirchner é uma das figuras mais influentes da política argentina nas últimas duas décadas. Ela presidiu o país entre 2007 e 2015 e foi vice-presidente no governo de Alberto Fernández, de 2019 a 2023.

    Atualmente, a ex-presidente enfrenta outro processo judicial. Em junho, a Suprema Corte da Argentina confirmou sua condenação a seis anos de prisão e inelegibilidade perpétua por corrupção em contratos públicos durante seus mandatos.

    O caso envolve a licitação de obras viárias na província de Santa Cruz, base política da família Kirchner. O atual presidente, Javier Milei, celebrou a decisão nas redes sociais com uma mensagem curta: “Justiça. Fim.”

    Kirchner nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política e judicial para impedir seu retorno à vida pública. Seus advogados informaram que ela pediu para cumprir a pena em prisão domiciliar enquanto recorre ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
     
     
     

    Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner