Categoria: MUNDO

  • Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

    Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

    Após reunião sem acordo com autoridades da Dinamarca, presidente dos Estados Unidos reforça discurso expansionista, afirma que a ilha é vital para a segurança nacional e diz não descartar nenhuma opção para assumir o controle do território no Ártico.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (14) que a Gronelândia passe ao controle norte-americano, horas depois de uma reunião sem avanços na Casa Branca com uma delegação da Dinamarca sobre o tema.

    “Vamos ver o que acontece com a Gronelândia. Precisamos da Gronelândia por razões de segurança nacional”, afirmou Trump a jornalistas no Salão Oval. Ele disse manter “uma relação muito boa” com Copenhague, mas reiterou que considera estratégica a incorporação do território.

    Segundo o presidente, se os Estados Unidos não assumirem o controle da ilha, “Rússia e China vão entrar”. “A Dinamarca não teria como impedir, mas nós podemos”, declarou, reforçando que a questão envolve, em sua avaliação, a segurança nacional americana e também a dinamarquesa.

    Trump evitou detalhar quais medidas estaria disposto a adotar para alcançar esse objetivo, mas afirmou que não pretende excluir nenhuma alternativa. “Não vou dizer o que estou disposto a fazer. Certamente não descarto nenhuma opção. A Gronelândia é muito importante para a segurança nacional”, disse.

    O presidente confirmou ainda ter conversado com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que, segundo Trump, teria manifestado interesse em ver algum avanço na questão.

    As declarações ocorreram após o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e a chanceler da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, admitirem que a reunião em Washington não mudou a posição dos Estados Unidos. Ambos classificaram o encontro como “franco” e “construtivo”, mas reconheceram a existência de um “profundo desacordo” sobre o futuro do território.

    Diante do impasse, Dinamarca e Gronelândia anunciaram a criação de um grupo de trabalho de alto nível para tentar construir uma “solução comum” para as divergências com Washington a respeito da ilha do Ártico.

    Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

  • Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

    Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

    Secretário da Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que o presidente mantém hábitos alimentares considerados ruins, com consumo frequente de fast food, doces e refrigerante, apesar do discurso oficial de promoção de uma vida mais saudável no país.

    O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que o integrante da Casa Branca com os hábitos alimentares mais “estranhos” é o próprio presidente Donald Trump. Segundo ele, o republicano mantém uma dieta considerada pouco saudável, baseada em fast food, doces e consumo frequente de refrigerante diet.

    A declaração foi feita durante participação no podcast Katie Miller Pod. Questionado sobre quem teria a alimentação mais inadequada no entorno presidencial, Kennedy Jr. respondeu de forma direta: “O presidente”. Em seguida, detalhou que Trump “se alimenta muito mal”, citando McDonald’s, doces e Coca-Cola Diet como itens recorrentes em sua rotina. “Ele está sempre bebendo Coca-Cola Diet”, afirmou.

    Apesar das críticas à dieta, o secretário de Saúde elogiou a condição física do presidente. Segundo Kennedy Jr., Trump tem uma “constituição extraordinária”. “Não sei como ele ainda está vivo, mas está”, disse, acrescentando que o próprio presidente admite consumir “porcarias”, especialmente durante viagens.

    De acordo com Kennedy Jr., Trump prefere alimentos de grandes redes quando está fora de casa por confiar mais nesses produtos e por receio de passar mal durante compromissos oficiais. “Quando está em Mar-a-Lago ou na Casa Branca, ele come muito bem”, afirmou.

    O secretário relatou ainda que acompanhar o presidente em viagens causa surpresa. “Se você viaja com ele, tem a impressão de que ele está se envenenando o dia todo. Mesmo assim, continua sendo a pessoa mais energética entre nós”, disse. Kennedy Jr. afirmou também que registros médicos indicariam níveis elevados de testosterona para alguém com mais de 70 anos.

    As declarações surgem em um momento em que o governo norte-americano divulga novas recomendações nutricionais à população, em meio a altas taxas de obesidade e diabetes no país. As orientações desestimulam o consumo de alimentos ultraprocessados e com açúcar adicionado, e incentivam uma dieta com mais proteínas, laticínios, frutas e vegetais.

    No início de janeiro, Trump afirmou publicamente estar em “perfeita saúde” após concluir seu terceiro exame médico desde o retorno à Casa Branca. O presidente disse ter sido aprovado novamente em um teste cognitivo e defendeu que candidatos à Presidência e à Vice-Presidência sejam obrigados a passar por avaliações semelhantes.

    Aos 79 anos, Trump sustenta que mantém uma saúde excelente graças à genética e à prática de exercícios, ainda que restritos ao golfe. Em entrevistas recentes, ele também reconheceu o uso frequente de aspirina e admitiu recorrer a maquiagem para esconder hematomas e pequenos ferimentos, mas reforçou que se considera em plena forma física.

    Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

  • ONG diz que Irã adiou execução de manifestante

    ONG diz que Irã adiou execução de manifestante

    Mais cedo, Trump havia dito que não haveria execuções no país persa e que mortes em protestos diminuíram; comerciante Erfan Soltani, 26, foi preso no dia 8 e condenado a morte por enforcamento, dizem organizações

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã adiou a execução do manifestante Erfan Soltani, 26, que estava marcada para acontecer nesta quarta-feira (14) e seria a primeira vez que a pena de morte seria aplicada contra um opositor do regime desde o início da onde de protestos que abala o país.

    Soltani havia sido preso no último dia 8 na cidade de Karaj, nos arredores de Teerã, e sua família havia sido comunicada a respeito de sua execução, de acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. Agora, a organização Hengaw afirma que a execução de Soltani, que se daria por meio de enforcamento, foi adiada. A ONG diz estar em contato com a família do manifestante preso.

    Segundo a IHR, Soltani não recebeu um julgamento e não teve direito à defesa, e não há informações sobre os crimes pelos quais foi acusado.

    ONG diz que Irã adiou execução de manifestante

  • Encontro sobre a Groenlândia nos EUA acaba sem acordo

    Encontro sobre a Groenlândia nos EUA acaba sem acordo

    Perspectivas continuam a ser diferentes, diz chanceler da Dinamarca após encontro com vice de Trump; antes da reunião, americano voltou a dizer que não aceita nada menos do que o controle da ilha e provocou a Otan

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro encontro de alto nível entre delegações dos Estados Unidos e da Dinamarca para discutir a campanha de Donald Trump para tomar a Groenlândia, ilha que pertence ao reino europeu, acabou sem nenhum acordo no horizonte.

    Os chanceleres dinamarquês, Lokke Rasmussen, e groenlandesa, Vivian Motzfeldt, rejeitaram a venda do território autônomo ou sua entrega em caso de invasão militar do aliado nominal. “Nós não mudamos a posição dos americanos”, disse o diplomata.

    Seu anfitriões, o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, ainda não se pronunciaram, mas o chefe deles deixou claro o tom que seria apresentado.

    Mais cedo, Trump havia reiterado que não abria mão de tomar a Groenlândia, estrategicamente posicionada perto de rotas marítimas importantes e no caminho de qualquer ataque nuclear a partir de silos terrestres russos ou chineses, além de rica nas desejadas terras raras.

    Na rede Truth Social, escreveu que “ela é vital para o Domo Dourado que estamos construindo”, em referência ao ainda incipiente escudo antimísseis que ele pretende montar. Os EUA já têm uma base para rastreio de mísseis na ilha.

    E voltou a provocar a Otan, aliança militar criada pelos EUA cujos parceiros europeus têm se revezado na promessa de defender a ilha. Citando uma inexistente presença da Rússia e da China na região, escreveu em seu estilo usual.

    “Otan: Diga à Dinamarca para tirar eles de lá. AGORA! Dois trenós de cachorros não vão funcionar. Só os EUA podem!!!”, disse. Para ele, a aliança da qual Copenhague é 1 dos 32 membros ficará melhor com a Groenlândia americana: “Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável”.

    Para os dois chanceleres visitantes, que haviam requisitado a reunião, “há linhas vermelhas” para o reino que representam. “Temos de respeitá-las”, afirmou Motzfeldt.

    O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu a portas fechadas no Edifício de Escritórios Executivos Eisenhower, anexo do complexo da Casa Branca.

    Com isso, os visitantes evitaram o risco de uma exposição ao estilo a que foi submetido o ucraniano Volodimir Zelenski em fevereiro passado, quando foi admoestado por Trump e Vance ao vivo no Salão Oval.

    Os europeus afirmaram que um grupo de trabalho continuará a discutir formas de “garantir a segurança da Groenlândia”, mas Rasmussen foi claro ao dizer que isso servirá para derrubar a narrativa de Trump sobre a cobiça sino-russa da ilha.

    “Se é possível chegar a um acordo, eu não sei, A conversa foi franca, mas construtiva”, disse o dinamarquês. “A visão do presidente é clara, e nós temos uma posição diferente”, afirmou. Ele lembrou o apoio dinamarquês à ocupação militar dos EUA no Afeganistão e disse ter relatado o seguinte lamento aos americanos: “É difícil chegar a soluções inovadoras quando todo dia você acorda com uma ameaça diferente”.

    Em Bruxelas, uma declaração conjunta dos líderes do Parlamento Europeu pediu ações mais concretas da União Europeia para oferecer “apoio tangível e concreto” à Dinamarca.

    “As falas da administração Trump são um desafio descarado à lei internacional e à soberania de um membro da Otan”, afirmou o texto. A imprensa alemã disse que o país poderá enviar militares para a ilha, assim como a Suécia anunciou. A Noruega, por sua vez, disse que dois oficiais irão à Groenlândia para examinar as condições de instalação de uma força no local.

    AQUISIÇÃO FARIA DOS EUA 2º MAIOR PAÍS DO MUNDO

    Além da posição geográfica estratégica, perto das principais rotas que são cada vez mais navegáveis devido ao derretimento do gelo ártico, no processo de aquecimento global negado por Trump, e das reservas minerais, outro ponto atrai o americano à Groenlândia.

    Se adquirir a ilha, a de maior extensão territorial não continental do mundo, o republicano poderá dizer que governa o segundo maior país do mundo. Para alguém tão obcecado pela escala e a opulência a seu redor, não é um título desprezível.

    Os maiores países do mundo Extensão (km2)

    Rússia 17.098.242
    Canadá 9.984.670
    China 9.706.961
    EUA 9.372.610
    Brasil 8.515.767
    Groenlândia (12º lugar) 2.166.086

    Fonte: Woldometer

    Hoje, os EUA são a quarta nação do planeta em território, logo à frente do Brasil. Se somar a seus 9.372.610 km2 os 2.166.086 km2 da Groenlândia, que é 12ª no ranking, ultrapassa China e Canadá, ficando atrás apenas a Rússia e seus incomparáveis 17.098.242 km2.

    Encontro sobre a Groenlândia nos EUA acaba sem acordo

  • Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

    Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

    Sessões ocorreram por iniciativa dos dois extremos, esquerda e direita, em protesto pela aprovação do acordo UE-Mercosul; o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, acusa oposição de sabotagem; Legislativo ainda não aprovou orçamento de 2026

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu sobreviveu, nesta quarta-feira (14), a duas moções de censura na Assembleia Nacional, apresentadas separadamente pela ultraesquerda e pela ultradireita. O motivo de ambas foi a aprovação na semana passada, pelo Conselho Europeu, do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

    No sistema político francês, a moção de censura é um instrumento para a oposição derrubar o governo. É necessário o voto favorável da maioria absoluta dos 575 deputados em exercício -ou seja, 288 votos. O primeiro voto, proposto pela esquerda, obteve 256 votos, e o segundo, da direita, atingiu apenas 142. Com isso, Lecornu fica no cargo.

    As tentativas de derrubar o primeiro-ministro foram votadas em separado porque a agremiação da ultraesquerda LFI (França Insubmissa) se recusou a apoiar a proposta apresentada pelo partido de ultradireita RN (Reunião Nacional). Ainda assim, mesmo unidas, as duas siglas não teriam os 288 votos necessários para aprovar a moção.

    Lecornu acusou os dois extremos do plenário da Assembleia Nacional de sabotagem e de enviar ao mundo a imagem de uma França dividida em um momento de tensão global, em meio às crises da Venezuela, do Irã e da Groenlândia.

    “Neste momento, protocolar moções de censura tem um impacto, e ele será pago pelo povo francês. É o momento de privar a França de estabilidade?”, perguntou.

    Tanto esquerda quanto direita acusam Lecornu e o presidente Emmanuel Macron de terem traído os agricultores franceses ao não barrarem o tratado UE-Mercosul. A França foi voto vencido no Conselho Europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, é aguardada em Assunção, no Paraguai, no sábado (17), para a assinatura formal do documento.

    Os produtores rurais ocuparam Paris com tratores duas vezes nos últimos dias e continuam bloqueando estradas em alguns pontos do país. Eles também se queixam das medidas draconianas para conter a dermatose nodular contagiosa, uma zoonose que atingiu parte do rebanho bovino francês.

    O governo prometeu propor em breve uma lei que reforce ainda mais a proteção aos agricultores, embora eles já recebam subsídios bilionários da União Europeia.

    O resultado das votações desta quarta era esperado, já que o Partido Socialista, da esquerda moderada, havia anunciado que não apoiaria nenhuma das moções. Os 69 deputados do PS eram indispensáveis para a vitória da oposição -faltaram 32 votos para que a moção da ultraesquerda fosse bem-sucedida.

    Embora não façam parte do governo, os socialistas decidiram apoiá-lo pontualmente, a pretexto de arrancar concessões. A principal delas foi o congelamento da reforma das aposentadorias, cuja idade mínima passaria de 62 para 64 anos, e agora está em 62 anos e 9 meses. Além disso, o PS teme uma dissolução do governo e convocação de novas eleições neste momento -pesquisas apontam que a sigla elegeria apenas 20 deputados se houvesse um pleito hoje.

    Lecornu é o premiê da França desde setembro. Governa graças a uma frágil coalizão de centro-direita, que não dispõe da maioria parlamentar. Neste momento, ele enfrenta problemas para aprovar o orçamento de 2026.

    “Estamos em 14 de janeiro, a França não tem orçamento. Os dois grupos que protocolaram as moções de censura são os que mais fizeram obstrução”, acusou o primeiro-ministro.

    No início da semana, Lecornu aventou a possibilidade de uma dissolução da Assembleia Nacional, caso uma das moções de censura fosse aprovada. A atitude foi vista como uma forma de pressionar a oposição moderada a apoiá-lo, já que as pesquisas apontam a RN de ultradireita, como favorita em caso de eleições legislativas antecipadas.

    A RN é o partido de Marine Le Pen, líder nas sondagens para a eleição presidencial de 2027. No ano passado, porém, ela foi condenada a cinco anos de inelegibilidade por desvio de fundos do Parlamento Europeu. O julgamento de seu recurso começou na terça (13) e a sentença deve levar meses para ser anunciada.

    Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

  • Ucrânia declara emergência energética devido a ataques

    Ucrânia declara emergência energética devido a ataques

    País vive pior inverno desde a invasão russa de 2022, e vai aumentar a importação de eletricidade para evitar colapso; sistemas de aquecimento e distribuição de água estão seriamente afetados por bombardeios mais recentes, em especial na capital

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo da Ucrânia decretou emergência em seu setor energético, combalido ao ponto de colapso devido a uma campanha renovada de ataques aéreos da Rússia. O país vive o que é descrito como o pior inverno desde que Vladimir Putin o invadiu, há quase quatro anos.

    Segundo o presidente Volodimir Zelenski, será criado um gabinete com poderes emergenciais para direcionar recursos a consertos urgentes. Duas ondas de ataque, na quinta (8) e na segunda (12), deixaram mais da metade de Kiev sem energia.

    A capital será o foco inicial do trabalho, mas como a degradação das redes ocorre em todo o país, também será aumentada a importação de energia dos vizinhos. Em dezembro, diz a consultoria local DiXi Group, o país aumentou em 54% o volume comprado em comparação com junho.

    Os problemas ocorrem em cascata. Durante as noites, as temperaturas têm caído para -20 graus Celsius, e permanecem negativas ao longo do dia. Isso dificulta o trabalho de reparo em subestações e linhas de transmissão atingidas por drones e mísseis.

    A Rússia diz que os ataques visam tolher a capacidade da indústria de defesa do vizinho, o que é fato. Mas o objetivo evidente é a desmoralização da população, que tem enfrentado a crise com dificuldade crescente.

    Moradores de Kiev e Kharkiv, por exemplo, têm apelado a ao derretimento da neve abundante para ter água para beber -sem eletricidade, as bombas que fazem a distribuição do sistema não funcionam.

    Além disso, lareiras improvisadas e fogueiras são vistas dentro de apartamentos, elevando o risco de incêndios. O aquecimento também depende de energia, e os russos têm atingido os depósitos de gás do país, reduzindo segundo a estatal Ukrenergo a capacidade de produção e distribuição a zero em dias de ataques.

    O governo tem estocado grandes quantidades de madeira para distribuir a pontos sensíveis, como hospitais e acampamentos militares na frente de batalha. Em Kiev, além dos 1.200 abrigos antiaéreos aquecidos, o governo montou 68 pontos com geradores para as pessoas buscarem calor e recarregarem celulares.

    “As consequências dos ataques russos e da degradação das condições do tempo são severas”, escreveu no X Zelenski.

    Ele nomeou o vice-premiê Denis Chmial como novo ministro da energia. O político terá poderes extraordinários, e pode haver mudanças nas regras do toque de recolher em algumas cidades para manter os cidadãos abrigados.

    O novo ministro cedeu seu posto na mais vital pasta da Defesa a Mikhailo Fedorov, um jovem de 34 anos com carreira de tecnocrata. A indicação sofreu críticas por parte de blogueiros militares ucranianos. Ao aceitar a função, ele disse que irá concentrar esforços na modernização tecnológica no campo de batalha.

    Enquanto isso, seguem as tratativas para tentar colocar um fim ao conflito, a passo de tartaruga. Segundo a agência Bloomberg, o negociador americano Steve Witkoff irá em breve a Moscou debate a versão revisada do plano de Donald Trump, agora com uma redação mais pró-Kiev, com Putin.

    A chancelaria russa não confirmou o encontro, mas disse que o país está aberto a quaisquer negociações, sinalizando que ele irá ocorrer. Na atual versão, o ponto nevrálgico da proposta é a sugestão de uma força de paz europeia para monitorar o eventual cessar-fogo, algo que Putin não aceita.

    Ucrânia declara emergência energética devido a ataques

  • EUA anunciam 2ª fase do cessar-fogo em Gaza que prevê desmilitarização do Hamas

    EUA anunciam 2ª fase do cessar-fogo em Gaza que prevê desmilitarização do Hamas

    De acordo com os Estados Unidos, a nova etapa marca a transição “de um cessar-fogo para a desmilitarização, governação tecnocrática e reconstrução” do território palestino

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após meses de impasses e acusações de lado a lado, os Estados Unidos anunciaram nesta quarta (14) o início da fase dois de seu plano para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, com foco na desmilitarização do grupo terrorista Hamas, na criação de uma administração tecnocrata palestina e na reconstrução do território. A informação foi divulgada pelo enviado do presidente Donald Trump à região, Steve Witkoff.

    Em comunicado, Witkoff afirmou que o plano de 20 pontos apresentado por Trump em outubro entra agora em uma etapa que vai além do cessar-fogo. “Anunciamos o lançamento da fase dois do plano do presidente para acabar com o conflito em Gaza, passando do cessar-fogo para a desmilitarização, governança tecnocrata e reconstrução”, escreveu ele.

    Segundo o enviado americano, a nova fase começa com a “completa desmilitarização e reconstrução de Gaza”, com ênfase no desarmamento de todo o pessoal não autorizado. Witkoff afirmou ainda que os EUA esperam que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém morto, e advertiu que o descumprimento terá “graves consequências”.

    Horas antes do anúncio americano, o governo do Egito informou que foi alcançado um consenso sobre os nomes dos integrantes de um comitê palestino de tecnocratas que deverá administrar a Faixa de Gaza. O órgão será composto por 15 membros e faz parte do plano dos EUA para a governança do território no pós-guerra.

    A proposta recebeu apoio amplo entre os palestinos. O Hamas, o Jihad Islâmico e outros movimentos declararam, em comunicado conjunto, que concordam em apoiar os esforços dos mediadores para a formação do chamado Comitê Nacional de Transição Palestino, criando o ambiente necessário para o início de seus trabalhos. A presidência palestina, sediada em Ramallah, na Cisjordânia, também manifestou apoio por meio de seus canais oficiais.

    Um representante do gabinete do governo palestino disse à AFP que a posição expressa reflete o entendimento do movimento Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdellatty, a expectativa é que, após o acordo, o comitê seja anunciado formalmente em breve e passe a administrar a vida cotidiana da população e os serviços essenciais em Gaza.

    O plano de 20 pontos de Trump prevê que o comitê de transição governe a Faixa de Gaza sob a supervisão de um Conselho de Paz liderado pelo próprio presidente americano. Nesta quarta, uma delegação do Hamas reuniu-se no Cairo com mediadores egípcios para discutir a formação do comitê e seus mecanismos operacionais. Representantes do movimento, sob anonimato, disseram que negociações paralelas devem ocorrer com outros grupos palestinos.

    Além da composição do comitê e da escolha de seu futuro presidente, as discussões também tratam do acordo de cessar-fogo, à luz do que o Hamas classificou como violações israelenses em Gaza. Segundo uma das fontes, uma vez fechado o acordo, caberá a Mahmoud Abbas emitir um decreto que formalize a criação do comitê.

    Dois nomes são apontados como possíveis dirigentes do novo órgão: Ali Shaath, ex-vice-ministro do Planejamento da Autoridade Palestina, e Maged Abu Ramadan, atual ministro da Saúde e ex-prefeito da Cidade de Gaza.

    EUA anunciam 2ª fase do cessar-fogo em Gaza que prevê desmilitarização do Hamas

  • EUA suspende emissão de visto para 75 países, incluindo Brasil

    EUA suspende emissão de visto para 75 países, incluindo Brasil

    Lista incluem países como Brasil, Rússia, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen

    Nesta quarta-feira (14), a rede de TV norte-americana Fox News revelou que o governo dos Estados Unidos deve suspender os vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação teria vindo de um memorando do Departamento de Estado enviado a funcionários consulares.

    Segundo o documento, a suspensão acontecerá até que o departamento revise as diretrizes de visto vigentes. Os países da lista incluem Rússia, Brasil, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen.

    Em entrevista à Fox News, Tommy Piggot, porta-voz do Departamento de Estado, disse que a medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, referindo-se a estrangeiros que poderiam depender do sistema de assistência social e benefícios públicos dos EUA.

    No último dia 12, o perfil oficial no X do Departamento de Estado norte-americano comemorou a revogação pelo governo de Donald Trump de 100 mil vistos. Na publicação, o órgão diz que continuará deportando “criminosos para manter a América segura”.

    Em novembro de 2025, o departamento já havia enviado comunicado a consulados em todo o mundo determinando regras mais rígidas de avaliação com base na cláusula de “encargo público” da legislação migratória. Na ocasião, os agentes foram orientados a negar vistos a candidatos levando em conta sua saúde (incluindo possibilidade de necessidade de cuidados médicos a longo prazo), idade, domínio do inglês e situação financeira.

    De acordo com as normas, quem for mais velho, com sobrepeso ou que tenha histórico de uso de assistência financeira governamental também pode ter pedidos de visto americano negados.

    A Embaixada dos EUA no Brasil ou o Itamaraty ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

    EUA suspende emissão de visto para 75 países, incluindo Brasil

  • Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

    Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

    O presidente Donald Trump voltou a defender que o território, hoje sob soberania da Dinamarca, é estratégico para o escudo antimíssil americano e afirmou que a OTAN deveria liderar uma ação para garantir o controle da ilha.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira que o país “precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional”, classificando a ilha como estratégica para a chamada “Cúpula Dourada”, projeto de escudo antimíssil norte-americano.

    Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu que a Gronelândia é “vital” para o sistema de defesa que os Estados Unidos pretendem implementar. O presidente também defendeu que a OTAN deveria “liderar o caminho” para que os EUA passem a controlar o território.

    As declarações foram feitas poucas horas antes de uma reunião prevista em Washington entre o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e representantes dos governos da Dinamarca e da Gronelândia.

    Trump voltou a sustentar que, caso os Estados Unidos não ajam, potências como a Rússia ou a China poderiam ampliar sua influência na região do Ártico. “Isso não vai acontecer”, escreveu.

    O presidente norte-americano também argumentou que, sem o “poder significativo dos Estados Unidos”, a OTAN não seria uma força de dissuasão eficaz. Segundo ele, a aliança militar se tornaria “muito mais forte” com a Gronelândia sob controle americano, classificando qualquer outro cenário como “inaceitável”.

    Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem reiterado publicamente a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle da Gronelândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa, localizado no Ártico e com cerca de 50 mil habitantes.

    As declarações têm provocado forte reação em Copenhague e em Nuuk, capital da ilha, onde autoridades rejeitam qualquer cessão de soberania e defendem que a segurança da Gronelândia deve ser tratada exclusivamente no âmbito da OTAN.

    Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

  • Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possíve

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai. O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

    Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo. Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível.

    “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota. 

    Lula e Montenegro também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e destacaram a necessidade de se evitar um cenário de instabilidade na América do Sul.

    Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia