Categoria: MUNDO

  • Países asiáticos esvaziam regiões e suspendem voos para chegada de supertufão

    Países asiáticos esvaziam regiões e suspendem voos para chegada de supertufão

    Supertufão Ragasa ameaça China, Taiwan e Filipinas com ventos de até 223 km/h, chuvas intensas e risco de inundações, maremotos e deslizamentos. Autoridades já evacuaram milhares de pessoas, suspenderam aulas, voos e trens de alta velocidade em áreas sob alerta máximo

    (CBS NEWS) – China, Taiwan e Filipinas se preparam para a passagem do supertufão Ragasa, que promete ser a mais forte tempestade do ano na região, segundo agências de meteorologia dos países. Diversas áreas estarão sujeitas a alagamento, maremotos, ventanias e deslizamento.

    Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, os ventos devem chegar a 223 km/h, e são esperados chuvas intensas e mar agitado nas regiões sul e leste do país.

    A Administração Meteorológica da China ativou uma resposta de emergência nível 2, o que significa que as unidades centrais e provinciais entram formalmente em estado de emergência, com operação reforçada e previsão e vigilância intensificada.

    Já o Observatório Meteorológico Central emitiu alerta laranja, o segundo em nível de gravidade dos fenômenos, o que indica urgência elevada.

    Na província de Guangdong, uma das áreas que devem ser as mais afetadas da China, a Administração de Segurança Marítima ativou uma resposta de emergência de nível 2 e realocou mais de 10.000 embarcações para abrigo, segundo a mídia estatal chinesa. O órgão governamental mobilizou 23 embarcações de resgate, rebocadores de alta potência e três helicópteros de resgate especializados.

    As autoridades provinciais também determinaram que a partir das 12h de terça (1h de Brasília) os trens de alta velocidade que passam pelo local serão suspensos gradualmente.

    Na cidade de Zhuhai, foi determinada a suspensão de aulas, trabalho, produção, operação e negócios, além de fechamento de pontes e estradas, segundo a agência chinesa.

    Wang Changxiao, diretor do Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres da Gestão de Emergências de Shenzhen, afirmou em entrevista ao portal Shenzhen News que a cidade se prepara para realocar cerca de 400 mil pessoas que vivem em áreas propensas a inundações.

    A cidade, um dos polos tecnológicos da China, abriga empresas como Huawey, BYD e Tencent. No sábado (20), o observatório da cidade emitiu alerta de calamidade.

    O aeroporto de Hong Kong deve cancelar cerca de 700 voos entre terça e quarta-feira, quando o território deve sofrer os principais efeitos do supertufão, de acordo com a agência de notícias South China Morning Post. As autoridades de aviação local consideram suspender a maior parte dos pousos e decolagens por 36 horas, das 18h da terça (7h de Brasília) às 6h da manhã de quinta-feira (19h de quarta em Brasília). As aulas também foram suspensas por dois dias.

    Nas Filipinas, a agência oficial de comunicação do governo afirma que mais de 10 mil pessoas foram evacuadas de forma preventiva.

    Um comunicado afirma que os impactos maiores devem ser causados no país entre segunda e terça-feira. São esperados danos em casas e prédios feitos de materiais não fortificados, interrupções na eletricidade e em serviços de água, além de problemas no tráfego em terra e ar, com jornadas tomando mais tempo que o costume.

    As autoridades de Taiwan esperam que o tufão atinja o país entre segunda e quarta, com inundações como uma das principais consequências. Diversas áreas da região costeira determinaram o fechamento de estradas e alertas para possível deslizamento de terra, com a região sul como uma das mais afetadas.

    Foi orientado que embarcações navegando pelo Estreito de Taiwan, sudeste de Taiwan, canal de Bashi e nas águas da Ilha Dongsha exerçam vigilância rigorosa.

    Países asiáticos esvaziam regiões e suspendem voos para chegada de supertufão

  • Putin fala em estender por um ano acordo que limita armas nucleares se EUA fizerem o mesmo

    Putin fala em estender por um ano acordo que limita armas nucleares se EUA fizerem o mesmo

    Putin afirmou estar disposto a prorrogar por um ano o tratado Novo Start, último acordo nuclear em vigor entre Rússia e EUA, desde que Washington faça o mesmo. O pacto, que expira em 2026, limita arsenais estratégicos e permanece sem negociações de renovação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira (22) que estava pronto para estender por um ano o último acordo entre Washington e Moscou que tenta limitar o número de armas nucleares de ambos os lados se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fizer o mesmo.

    A fala ocorre a pouco mais de quatro meses do prazo do tratado que tenta controlar o número de armas que podem destruir o mundo, o chamado Novo Start. Até agora, Rússia e EUA não iniciaram conversas sobre a renovação ou revisão do texto, embora Trump tenha falado sobre seu desejo de fazer um novo acordo do tipo incluindo a China -ideia que Pequim rejeitou.

    “A Rússia está disposta, após 5 de fevereiro de 2026, a continuar respeitando as limitações quantitativas centrais previstas pelo tratado Novo Start”, declarou Putin em uma reunião televisionada de seu Conselho de Segurança.

    Após essa data, continuou, a Rússia decidirá se vai manter as restrições. “Acreditamos que esta medida só será viável se os EUA agirem de maneira similar e não tomarem medidas que minem ou violem a proporção atual de capacidades de dissuasão”, afirmou.

    O líder disse ainda que a Rússia está monitorando as armas nucleares e a atividade de defesa dos EUA e prestando atenção especial aos planos de Washington para reforçar suas defesas antimísseis. “Procederemos com base no fato de que a implementação prática de tais ações desestabilizadoras poderia anular nossos esforços para manter o status quo no Start”, afirmou. “Responderemos de acordo.”

    O Novo Start (que vem da sigla inglesa para Tratado de Redução de Armas Estratégicas) é o descendente direto do primeiro acordo do tipo, entre soviéticos e americanos, em 1972. Foi assinado em 2010, buscando limitar o número de bombas a 1.550 de cada lado, além de 700 meios militares para empregá-las (aviões, mísseis e submarinos).

    O acordo também prevê um mecanismo de verificação, embora essas inspeções tenham sido oficialmente interrompidas há dois anos. Na ocasião, pouco antes de a Guerra da Ucrânia completar um ano, Putin afirmou que não estava se retirando do tratado, mas suspendendo sua participação.

    Este é o último acordo de controle de armamento entre Washington e Moscou. Em 2019, os EUA se retiraram de um importante tratado de desarmamento assinado em 1987 com a Rússia sobre armas nucleares de alcance intermediário.

    Ao fim da Guerra Fria, o mundo tinha cerca de 70 mil ogivas nucleares, a maioria absoluta nas mãos das duas potências. Agora são 12,2 mil, segundo a Federação dos Cientistas Americanos, 87% delas com os mesmos donos -mas há novos atores no palco desde então, como Paquistão e Coreia do Norte.

    Putin afirmou ainda que sua proposta era de interesse dos esforços para evitar a proliferação de armas nucleares globalmente e poderia ajudar a estimular o diálogo com Washington. A oferta ocorre no momento em que a Ucrânia tenta persuadir Trump a impor sanções mais duras à Rússia.

    A proposta parece ser uma mudança unilateral de política por parte de Moscou, que até agora insistiu que só se envolveria com os EUA em tais assuntos se a relação geral com o adversário, prejudicada pelas diferenças sobre a guerra na Ucrânia, melhorassem. Até agora, Washington não reagiu.

    Putin fala em estender por um ano acordo que limita armas nucleares se EUA fizerem o mesmo

  • Gestão Trump afeta o financiamento climático

    Gestão Trump afeta o financiamento climático

    Presidente da COP-30 alerta que políticas de Donald Trump podem reduzir o ritmo do financiamento climático, mas destaca relatório em elaboração por Brasil e Azerbaijão com alternativas para ampliar recursos, como taxação de super-ricos e combustíveis fósseis, e alcançar US$ 1,3 trilhão anuais até 2035.

    As políticas do presidente americano, Donald Trump, impactam na busca pelo volume trilionário que o financiamento climático carece anualmente, alertou o presidente da COP-30, André Corrêa do Lago. Brasil e Azerbaijão trabalham em um relatório com sugestões para ampliar essa cifra de US$ 300 bilhões para US$ 1,3 trilhão por ano até 2035. “Impacta, naturalmente. Mas o que nós vamos mostrar, nesse relatório, é quais são os instrumentos que a gente acredita que podem ser usados para eventualmente chegar a US$ 1,3 trilhão em financiamento climático por ano”, disse ele, ontem, em Nova York, a jornalistas.

    Segundo o embaixador, novos elementos de financiamento serão propostos no relatório. Entre eles, estão a taxação dos super-ricos, de petróleo e de passagem aérea. Somente o último poderia angariar US$ 80 bilhões, volume que é o dobro do somado de todos os fundos voltados para o clima, segundo Corrêa do Lago. “Há várias indicações de diminuição de entusiasmo com a agenda do clima. Mas essas dificuldades estão aparecendo porque essa agenda avançou muito”, avaliou Corrêa do Lago.

    A expectativa do presidente da COP-30 é de que todos os países compareçam à conferência. Sobre os americanos, que se retiraram do Acordo de Paris, os EUA poderiam enviar uma delegação técnica. Ele disse, no entanto, que não sabe se já há alguma reserva de hotel em Belém para enviados de Trump.

    Gestão Trump afeta o financiamento climático

  • Portugal, Austrália, Canadá e Reino Unido reconhecem a Palestina

    Portugal, Austrália, Canadá e Reino Unido reconhecem a Palestina

    A decisão conjunta, anunciada neste domingo (21), ocorre às vésperas da Assembleia Geral da ONU e reforça a pressão internacional por uma solução de dois Estados. Os quatro países condenaram ações de Israel em Gaza, mas também responsabilizaram o Hamas pelo ataque de outubro de 2023

    Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido anunciaram neste domingo (21) o reconhecimento oficial do Estado da Palestina, em declarações feitas nas redes sociais e durante entrevistas à imprensa. A decisão marca uma movimentação histórica, às vésperas da Assembleia Geral da ONU em Nova York, e antecipa a Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Questão Palestina, organizada pela França e pela Arábia Saudita.

     
    Os quatro países, que se somam a mais de 140 já favoráveis à causa, justificaram a medida como um passo essencial para viabilizar a solução de dois Estados. Apesar das críticas às ações de Israel em Gaza, que já deixaram dezenas de milhares de mortos, em sua maioria civis, os governos também responsabilizaram o Hamas pelo ataque de 7 de outubro de 2023, quando centenas de israelenses foram mortos ou sequestrados. Todos deixaram claro que o grupo não terá papel em um eventual Estado palestino.

    No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer anunciou o reconhecimento sob forte pressão de sua legenda, o Partido Trabalhista, e defendeu o direito de israelenses e palestinos a viverem em paz. O premiê canadense, Mark Carney, afirmou que o Canadá apoia a criação do Estado desde 1947, mas criticou tanto os ataques do Hamas quanto as medidas do governo Netanyahu, como o bloqueio de ajuda humanitária e a expansão de assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional.

    Da Austrália, Anthony Albanese ressaltou que a decisão busca atender às aspirações legítimas do povo palestino e deve ser acompanhada por cessar-fogo em Gaza e pela libertação imediata dos reféns sequestrados em 2023.

    Mais tarde, em Nova York, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa também confirmou o reconhecimento e defendeu a necessidade de manter viva a possibilidade de dois Estados. Segundo o professor Daniel Pineu, especialista em relações internacionais, a posição de Portugal acompanha a de seus principais parceiros europeus e pode ter reflexos internos, conquistando apoio de setores mais jovens do eleitorado.

    A reação de Israel foi imediata. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou os líderes que reconheceram a Palestina de “recompensar o terrorismo” e reiterou que não permitirá a criação de um Estado palestino a oeste do rio Jordão.

    O anúncio reforça uma tendência entre países ocidentais, depois que Espanha, Noruega e Irlanda já haviam reconhecido a Palestina em 2024. O Brasil fez o mesmo em 2010, adotando como referência as fronteiras de 1967, que incluem a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental como capital.

     
     

    Portugal, Austrália, Canadá e Reino Unido reconhecem a Palestina

  • Trump transforma homenagem a Charlie Kirk em comício religioso e político

    Trump transforma homenagem a Charlie Kirk em comício religioso e político

    Diante de 73 mil pessoas no Arizona, Donald Trump disse que o assassinato de Charlie Kirk foi “um ataque contra toda a nação” e anunciou que o ativista receberá a Medalha Presidencial da Liberdade. O evento teve tom de campanha, exaltando religião e patriotismo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou a homenagem ao ativista conservador Charlie Kirk, assassinado em 10 de setembro, em um grande comício político marcado por apelos à “restauração da religião” e denúncias de um suposto “ataque contra toda a nação”.

    Diante de cerca de 73 mil pessoas reunidas no estádio State Farm, no Arizona, Trump classificou o crime como “um ataque contra as liberdades mais sagradas e os direitos fundamentais concedidos por Deus”. Segundo ele, o disparo que matou Kirk “estava apontado para todos os americanos”. O republicano anunciou ainda que o ativista será condecorado postumamente com a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil dos EUA.

    O evento, que durou quase cinco horas, reuniu nomes de peso da administração Trump, como o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Defesa Pete Hegseth, o secretário da Saúde Robert F. Kennedy Jr. e a diretora de inteligência nacional Tulsi Gabbard. Todos exaltaram a atuação de Kirk como líder do conservadorismo cristão no país. Fundador da Turning Point ainda aos 18 anos, ele organizava debates em universidades e se tornou uma figura influente junto aos jovens da direita cristã, sendo apontado por Trump como peça-chave na eleição presidencial de 2024.

    A viúva do ativista, Erika Kirk, hoje diretora executiva da Turning Point, subiu ao palco vestida de branco e afirmou perdoar o suspeito de 22 anos pelo crime. “Charlie queria salvar jovens como aquele que lhe tirou a vida. Eu o perdoo, porque é isso que Cristo faria”, disse.

    Durante os discursos, vários aliados de Trump compararam Kirk a uma figura messiânica. Marco Rubio afirmou que sua missão “era como a de Jesus Cristo” e Pete Hegseth declarou que todos estavam “na igreja de Charlie”, lembrando que “Kirk” significa “igreja” em alemão. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, amigo pessoal do ativista, fez um dos discursos mais inflamados: “Vocês pensaram que podiam matar Charlie Kirk? Tornaram-no imortal”.

    O tom de campanha eleitoral foi reforçado pelo próprio Trump, que voltou a defender a “restauração das fronteiras, da ordem pública e de Deus nos Estados Unidos”, reafirmando sua promessa de “devolver a grandeza à América”.

    A cerimônia, tratada pelas autoridades como evento de segurança máxima, atraiu dezenas de milhares de pessoas desde as primeiras horas do dia, muitas usando camisetas com frases como “Liberdade” e “Eu sou Charlie Kirk”.

    Trump transforma homenagem a Charlie Kirk em comício religioso e político

  • Reino Unido, Austrália e Canadá reconhecem Estado da Palestina

    Reino Unido, Austrália e Canadá reconhecem Estado da Palestina

    O Reino Unido, Austrália e Canadá juntam-se, assim, a Portugal, que vai também hoje proceder o reconhecimento oficial do Estado da Palestina, durante uma cerimônia que se realizará em Nova York.

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou neste domingo que “o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina”. O anúncio foi feito pouco depois de Canadá e Austrália também declararem o mesmo.

    “Hoje, para reacender a esperança de paz para palestinos e israelenses, e de uma solução de dois Estados, o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina”, afirmou Starmer em um vídeo divulgado nas redes sociais.

    Ele defendeu que o país “está agindo para manter viva a possibilidade de paz e de uma solução de dois Estados”.

    “Isso significa um Israel seguro e protegido, juntamente com um Estado palestino viável — neste momento, não temos nenhum dos dois”, explicou, acrescentando que o momento de reconhecer a Palestina “chegou”. Starmer revelou que se reuniu com famílias britânicas de reféns do grupo Hamas em Gaza e viu “a tortura que sofrem todos os dias”, pedindo a libertação imediata deles.

    E completou: “Nosso apelo por uma solução genuína de dois Estados é exatamente o oposto da visão odiosa do Hamas. Essa solução não é uma recompensa para o Hamas”.

    O primeiro-ministro britânico já havia declarado, em julho, que Londres reconheceria o Estado da Palestina caso Israel não assumisse uma série de compromissos, incluindo a implementação de um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    Canadá e Austrália também anunciam reconhecimento do Estado Palestino
    “O Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece sua parceria na construção da promessa de um futuro pacífico tanto para o Estado da Palestina quanto para o Estado de Israel”, anunciou o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, em comunicado.

    Quase ao mesmo tempo, a Austrália fez o mesmo anúncio, reconhecendo “as aspirações legítimas e de longa data do povo palestino a um Estado próprio”, conforme declaração conjunta do primeiro-ministro Anthony Albanese e da ministra das Relações Exteriores, Penny Wong.

    Esses países se juntam a Portugal, que também fará neste domingo o reconhecimento oficial do Estado da Palestina, durante uma cerimônia em Nova York.

    A declaração será feita pelo ministro das Relações Exteriores, Paulo Rangel, na missão de Portugal junto à ONU, às 15h15 locais (20h15 em Lisboa).

    O anúncio ocorrerá ainda antes da conferência desta segunda-feira, organizada pela França e pela Arábia Saudita na sede das Nações Unidas, sobre a solução de dois Estados.

    Vale destacar que cerca de três quartos dos 193 países-membros da ONU já reconhecem o Estado Palestino, proclamado pela liderança palestina no exílio em 1988.

    Netanyahu alerta que “criação de Estado Palestino colocaria existência de Israel em risco”
    Enquanto diversos países reconhecem a Palestina, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a criação de um Estado Palestino colocaria em risco a existência de Israel e prometeu combater esses apelos na Assembleia Geral da ONU.

    “Teremos de lutar na ONU e em todos os outros fóruns contra a propaganda enganosa contra nós e contra os apelos pela criação de um Estado Palestino, que colocaria em risco nossa existência e constituiria uma recompensa absurda ao terrorismo”, declarou.

    “A comunidade internacional ouvirá nossa posição sobre esse assunto nos próximos dias”, disse Netanyahu antes de uma reunião do Conselho de Ministros, segundo a agência France-Presse (AFP).

    Israel mantém uma ofensiva militar de larga escala na Faixa de Gaza em resposta ao ataque do Hamas em outubro de 2023. O grupo extremista controla o enclave desde 2007.

    O ataque do Hamas deixou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

    Desde então, mais de 65 mil palestinos foram mortos na Faixa de Gaza, onde Israel enfrenta acusações de genocídio e de usar a fome como arma de guerra.

    Israel nega tais acusações, mesmo após a ONU declarar, em agosto, que o norte da Faixa de Gaza enfrenta fome — algo inédito no Oriente Médio.

    Reino Unido, Austrália e Canadá reconhecem Estado da Palestina

  • CEO de empresa de tecnologia morre ao despencar de pico com geleira

    CEO de empresa de tecnologia morre ao despencar de pico com geleira

    O local é conhecido por sua inclinação extrema e demanda técnicas de escalada avançadas. Travizano estava acompanhado de outro alpinista, ainda não identificado, que relatou os momentos que antecederam a tragédia.

    O argentino Matías Augusto Travizano, de 46 anos, CEO da empresa de tecnologia GranData, com sede em São Francisco, morreu após despencar mais de 900 metros no Monte Shasta, na Califórnia (EUA). O acidente ocorreu em 12 de setembro, quando Travizano iniciava a descida do pico de 4.268 metros.

    Segundo informações do San Francisco Chronicle, o empresário teria se desviado acidentalmente da rota principal e acabou preso na Geleira Wintun, a cerca de 4.160 metros de altura. O local é conhecido por sua inclinação extrema e demanda técnicas de escalada avançadas. Travizano estava acompanhado de outro alpinista, ainda não identificado, que relatou os momentos que antecederam a tragédia.

    Os dois tentaram descer pela trilha gelada para alcançar uma área mais segura. Nesse momento, o CEO teria escorregado e caído cerca de 90 metros, aparentemente perdendo a consciência por 10 minutos. O companheiro tentou ajudá-lo, mas, ao recobrar os sentidos, Travizano caiu novamente — desta vez de uma altura muito maior — e desapareceu da vista.

    Equipes da Patrulha Rodoviária da Califórnia localizaram o corpo na base da geleira com apoio de helicópteros. Segundo o gabinete do xerife do condado de Siskiyou, mesmo a rota Clear Creek, considerada uma das mais seguras para alcançar o cume, pode se tornar perigosa em condições de baixa visibilidade. Alpinistas desorientados frequentemente acabam em áreas íngremes, onde há maior risco de acidentes.

    Formado em Física, Travizano fundou a GranData, especializada em análise de dados e tecnologia blockchain. Ele também atuava como conselheiro governamental na Argentina e, em 2024, ajudou a organizar a primeira viagem oficial do presidente Javier Milei ao Vale do Silício.

    Em quatro dias, Milei se reuniu com líderes como Tim Cook (Apple), Sundar Pichai (Google), Sam Altman (OpenAI), Mark Zuckerberg (Meta) e Elon Musk (Tesla e SpaceX).

    Descrito por amigos como afetuoso, bem-humorado e dedicado à família, Travizano deixa um filho, Kai, com menos de um ano de idade.

    CEO de empresa de tecnologia morre ao despencar de pico com geleira

  • Imigrantes: "Queremos que a Venezuela aceite prisioneiros"

    Imigrantes: "Queremos que a Venezuela aceite prisioneiros"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou a Venezuela com consequências “incalculáveis” se o Governo venezuelano não aceitar os “prisioneiros e internos dos hospitais psiquiátricos”, que foram “empurrados” para os EUA.

    “Queremos que a Venezuela aceite imediatamente todos os prisioneiros e pacientes de hospitais psiquiátricos (…) que os líderes venezuelanos forçaram a entrar nos Estados Unidos”, escreveu o presidente norte-americano na Truth Social, rede social que o republicano controla, acrescentando: “Façam-nos sair do nosso país imediatamente, ou o preço que vocês pagarão será incalculável”.

    Donald Trump, que colocou os Estados Unidos em uma luta implacável contra a imigração ilegal ao intensificar as expulsões, aumentou recentemente a pressão diplomática e militar sobre a Venezuela.

    Os EUA destacaram, oficialmente para uma operação antidrogas, vários navios de guerra no Caribe e 10 caças F-35 em Porto Rico, território ligado aos Estados Unidos na região.

    Washington acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e seu governo de liderarem uma ampla organização de tráfico de drogas para os Estados Unidos, e anunciou recentemente a destruição de várias embarcações de “narcoterroristas”.

    Caracas nega veementemente essas acusações e, em resposta ao destacamento norte-americano considerado uma “ameaça militar”, iniciou exercícios militares na ilha caribenha de La Orchila, a cerca de 65 quilômetros do continente venezuelano.

    Nicolás Maduro, cujo governo não é reconhecido pelos Estados Unidos, denunciou “um plano imperial para promover uma mudança de regime” com o objetivo de “roubar o petróleo” do país. Seu ministro da Defesa classificou a ação como uma “guerra não declarada”.

    Imigrantes: "Queremos que a Venezuela aceite prisioneiros"

  • Maduro responde a ameaças de Trump: "Temem-nos porque não temos medo"

    Maduro responde a ameaças de Trump: "Temem-nos porque não temos medo"

    O presidente da Venezuela defendeu a liberdade e a soberania do país, face às ameaças do líder norte-americano, Donald Trump, de quem Nicolás Maduro afirmou não ter medo.

    “O povo venezuelano diz ao império: Chega de ameaças! Viva a liberdade do povo venezuelano, viva a pátria livre e soberana!”, declarou Maduro no sábado.

    Os Estados Unidos “têm medo de nós porque nós não temos medo”, acrescentou o presidente venezuelano, em declaração transmitida pela emissora estatal VTV.

    Maduro afirmou que as ameaças dos EUA, em vez de intimidar, resultaram em uma pátria “mais unida do que nunca”.

    “Estamos mais unidos do que nunca para garantir a soberania, a paz e o direito à vida e ao trabalho do povo da Venezuela”, reforçou.

    O presidente elogiou a natureza “guerreira, rebelde e livre” dos venezuelanos e disse que estão “ansiosos e preparados” para enfrentar qualquer dificuldade.

    “Se nos ameaçarem, ficamos ainda mais fortes”, concluiu Maduro, fazendo também um apelo aos parceiros da América Latina e do Caribe.

    “O povo bolivariano está de pé, independente, livre e soberano, e o império brutal não conseguiu nos colocar de joelhos, nem conseguirá”, disse o chefe de Estado, em referência a Simón Bolívar (1783–1830), considerado o pai da independência da Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Panamá e Bolívia.

    No sábado, o Exército venezuelano foi enviado a várias comunidades para ensinar moradores a manusear armas, como parte de um plano de treinamento diante das tensões com os Estados Unidos.

    Horas antes, o presidente norte-americano havia ameaçado a Venezuela com consequências “incalculáveis” caso o governo de Caracas não aceitasse o retorno de “prisioneiros e internos de hospitais psiquiátricos” que, segundo ele, foram “empurrados” para os EUA.

    “Queremos que a Venezuela aceite imediatamente todos os prisioneiros e internos de hospitais psiquiátricos (…) que os dirigentes venezuelanos forçaram a entrar nos Estados Unidos”, escreveu Donald Trump.

    “Façam-nos sair do nosso país imediatamente, ou o preço que vocês pagarão será incalculável”, completou.

    Trump aumentou recentemente a pressão diplomática e militar sobre a Venezuela, enviando navios de guerra para o Caribe — oficialmente para uma operação antidrogas — e destacando dez caças F-35 para Porto Rico, território associado aos EUA.

    Washington acusa Maduro de chefiar uma ampla rede de narcotráfico voltada aos Estados Unidos e anunciou ter destruído recentemente várias embarcações de supostos “narcoterroristas”.

    O partido de oposição venezuelano Vontade Popular, liderado por Leopoldo López, manifestou apoio ao destacamento militar dos EUA.

    Em comunicado publicado na rede social X, o partido reiterou a necessidade de “aumentar a pressão política, econômica e diplomática para acelerar a transição para um país livre, com instituições legítimas e respeito aos direitos humanos”.

    Maduro responde a ameaças de Trump: "Temem-nos porque não temos medo"

  • Funeral do conservador Charlie Kirk gera tensão e segurança apertada

    Funeral do conservador Charlie Kirk gera tensão e segurança apertada

    A tensão era alta na cidade de Glendale, no sudeste dos Estados Unidos, horas antes do funeral do ativista conservador assassinado Charlie Kirk, com as autoridades intensificando as medidas de segurança.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes políticos vão se reunir no estádio State Farm para homenagear o ativista, neste domingo (21).

    No dia 10 de setembro, Kirk foi mortalmente atingido por um tiro no pescoço durante um evento universitário, diante de centenas de estudantes, na Universidade de Utah Valley, no estado de Utah, no oeste dos EUA.

    O assassinato gerou um intenso debate sobre segurança e liberdade de expressão.

    O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) reforçou a vigilância e as medidas de segurança na cidade de Glendale, no Arizona, mobilizando agentes federais em cooperação com autoridades locais.

    Segundo um relatório policial citado pela emissora ABC, as autoridades estavam “monitorando várias ameaças de credibilidade desconhecida” contra pessoas que planejavam comparecer ao memorial.

    Medidas de segurança adicionais foram implementadas devido aos potenciais riscos da cerimônia, prevista para começar às 11h locais, que deve atrair mais de 100 mil pessoas para Glendale.

    O DHS atribuiu ao evento a classificação de segurança mais alta da agência, nível reservado apenas para acontecimentos de grande porte, como o Super Bowl, a final da liga de futebol americano.

    Na sexta-feira, o Serviço Secreto anunciou a prisão de um homem armado, acusado de se passar por policial, dentro do estádio, que tem capacidade para mais de 60 mil pessoas.

    O homem, de 42 anos, entrou no local “antes de qualquer perímetro de segurança ser estabelecido”, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, à Fox News.

    Kirk, de 31 anos, era fundador da Turning Point USA, uma organização juvenil sem fins lucrativos dedicada à promoção de princípios conservadores e da liberdade de expressão.

    Em Phoenix, capital do Arizona, centenas de pessoas marcharam no sábado para depositar flores, bandeiras dos EUA e balões com as cores do país em frente à sede da organização, em uma faixa de cerca de 100 metros.

    Entre outras ideias, Kirk defendia que valia a pena sacrificar vidas de pessoas assassinadas a tiros nos Estados Unidos para que os cidadãos norte-americanos pudessem manter o direito de portar armas de fogo.

    O ativista, pai de dois filhos, era aliado próximo de Trump, que anunciou a concessão póstuma da Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil dos EUA.

    O acusado do assassinato — um jovem branco de 22 anos — enfrenta sete acusações, incluindo homicídio qualificado, crime passível de pena de morte.

    Funeral do conservador Charlie Kirk gera tensão e segurança apertada