Categoria: MUNDO

  • Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente Kennedy, morre aos 35 anos

    Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente Kennedy, morre aos 35 anos

    Jornalista, que tratava leucemia, escreveu artigo na revista The New Yorker sobre a doença; herdeira recebeu diagnóstico após dar à luz segunda filha, em maio de 2024

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A jornalista Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente John F. Kennedy, morreu nesta terça-feira (30), aos 35 anos. Ela tratava uma leucemia.

    A família publicou uma nota nas redes sociais via fundação JFK. “Nossa linda Tatiana faleceu hoje de manhã. Ela sempre estará em nossos corações”, afirmaram os familiares.

    Há um mês, Tatiana publicou um texto na revista The New Yorker sobre sua condição de saúde. Com o título de “Uma batalha com meu sangue” (em tradução livre), a filha do designer Edwin Schlossberg e da diplomata Caroline Kennedy contou que recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda depois de dar à luz sua segunda filha, em maio de 2024.

    No último ano, a jornalista passou por um transplante de medula óssea e quimioterapia. Seu prognóstico, porém, não era bom. No artigo, ela dizia que os médicos lhe deram um ano de vida.

    A jornalista era filha do designer Edwin Schlossberg e da diplomata Caroline Kennedy. E era neta de John F. Kennedy, o 35° presidente dos Estados Unidos, e da ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy Onassis (1929-1994).

    Jornalista especializada em mudanças climáticas e meio ambiente, ela era oponente declarada das posições do seu primo Robert F. Kennedy Jr., atual secretário da saúde do governo de Donald Trump.

    “Meu primeiro pensamento foi de que meus filhos, cujos rostos vivem permanentemente nos meus olhos, não se lembrarão de mim”, escreveu Tatiana. Ela deixa o marido, George Moran, e os dois filhos.

    Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente Kennedy, morre aos 35 anos

  • Eurostar suspende serviço de trens após problema no fornecimento de energia

    Eurostar suspende serviço de trens após problema no fornecimento de energia

    Viagens entre Londres, Paris, Amsterdã e Bruxelas foram interrompidas por tempo indeterminado nesta terça-feira (30); empresa alerta para atrasos severos no auge da temporada de viagens de inverno

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Eurostar suspendeu nesta terça-feira (30) seus serviços de trens pelo canal da Mancha, de e para Londres, por tempo indeterminado, após um problema no fornecimento de energia no túnel que liga a Reino Unido à França.

    Em um comunicado no site da empresa, a operadora de trens de alta velocidade afirmou que os passageiros devem esperar atrasos severos. O porta-voz disse à Reuters que não sabiam quando os serviços seriam retomados e não informou o número de passageiros afetados pela interrupção.

    “Houve um problema no fornecimento de energia elétrica no túnel sob o Canal da Mancha, seguido da parada de um shuttle [trem de transporte usado para levar veículos e passageiros pelo túnel]”, afirmou uma porta-voz da Eurostar à AFP.

    “Com isso, todas as viagens com origem ou destino em Londres estão suspensas até novo aviso, enquanto aguardamos uma solução.”

    A empresa aconselhou os passageiros a adiar suas viagens marcadas para 30 de dezembro, citando “grande interrupção” do serviço.

    A interrupção afeta um dos corredores ferroviários internacionais mais movimentados da Europa no auge da temporada de viagens de inverno.

    Os trens da Eurostar que partem de Londres atendem Paris, Bruxelas, Amsterdã e a Disneyland Paris.

    A operadora do túnel do Canal da Mancha, Getlink, prevê uma retomada progressiva do tráfego ferroviário a partir das 14h do horário local (11h de Brasília), informou uma porta-voz à agência de notícias AFP nesta terça.

    Segundo o porta-voz, a falha no fornecimento de energia exigiu uma intervenção técnica nos cabos, atualmente em andamento.

    Eurostar suspende serviço de trens após problema no fornecimento de energia

  • Choque de trens rumo a Machu Picchu deixa 1 morto e fere 40, entre eles 3 brasileiros

    Choque de trens rumo a Machu Picchu deixa 1 morto e fere 40, entre eles 3 brasileiros

    Maquinista de 61 anos morreu na colisão frontal entre composições das empresas PeruRail e Inca Rail, segundo a imprensa local; vítimas foram levadas a Cusco; ao menos três brasileiros tiveram ferimentos leves, diz o jornal La República

    SÃO PAUO, SP (CBS NEWS) – Ao menos uma pessoa morreu e outras 40 ficaram feridas após uma colisão frontal, nesta terça-feira (30), entre dois trens de passageiros na rota para Machu Picchu, no sudeste do Peru, informou a mídia local.

    O acidente ocorreu por volta das 13h20 locais (15h20 de Brasília) na rota ferroviária de via única que liga a localidade de Ollantaytambo a Machu Picchu, na região andina de Cusco. Um trem da empresa PeruRail bateu de frente com outro da empresa Inca Rail por razões ainda desconhecidas.

    Segundo o jornal peruano La República, o maquinista de um dos comboios morreu. Ele foi identificado como Roberto Cardenas Loayza, 61, que havia acabado de comemorar seu aniversário em 22 de dezembro.

    O general Julio Becerra, da Polícia Nacional do Peru, afirmou ao veículo local que os feridos foram levados a diferentes hospitais da cidade de Cusco. Equipe especializadas de investigação e perícia foram convocadas ao local para averiguar o incidente.

    Ainda segundo o La República, a lista preliminar de passageiros do trem da PeruRail continha 54 pessoas. Um brasileiro ouvido pelo jornal afirmou que estava em uma das composições e relatou que a colisão afetou parte de um dos seus pés e da perna, mas sem qualquer gravidade. Outro casal de brasileiros também contou ter tido dificuldades para se retirar do veículo destruído após o incidente.

    O governador de Cusco, Werner Salcedo, disse já ter enviado cartas ao Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), responsável pela concessão, e às duas empresas ferroviárias. “É a imagem do Peru para o mundo. Hoje, Machu Picchu está presa em uma comercialização que deixa muito a desejar, situação criada pelo Ministério da Cultura”, declarou.

    Os visitantes de Machu Picchu, a cidade inca pré-hispânica declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 1983, chegam de trem e depois pegam um ônibus até a famosa cidadela de pedras. O sítio arqueológico, principal atração turística do Peru, recebe uma média de 4.500 visitantes por dia.

    Choque de trens rumo a Machu Picchu deixa 1 morto e fere 40, entre eles 3 brasileiros

  • Após atrasos e filas de 7 horas, Portugal muda verificação de passaportes

    Após atrasos e filas de 7 horas, Portugal muda verificação de passaportes

    O Governo ordenou a “suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema informático EES” após grandes atrasos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa; militares da Guarda Nacional Republicana vão reforçar o contingente para atendimento

    O Governo ordenou, esta terça-feira (30), a “suspensão imediata por três meses do uso do sistema informático EES, que atende os regulamentos europeus”. O esquema de verificação de passaportes estava sendo aplicado desde 12 de outubro.

    Em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, o Governo português explicou que a decisão é tomada por conta do “agravamento dos constrangimentos na ‘zona de Chegadas’ do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, de Passageiros não-europeus provenientes de fora do Espaço Schengen, com relação com a evolução do novo sistema Entry Exit System da União Europeia.”

    Vale lembrar que o aeroporto de Lisboa foi reforçado com 80 agentes da Polícia de Segurança Pública durante o período de Natal e Ano Novo, devido aos elevados tempos de espera.

    Que medidas serão impostas agora?

    Na mesma nota, o Governo destaca ainda que no local vai também haver agora um reforço de 30% em termos da capacidade de equipamentos eletrônicos e físicos de controle das fronteiras externas. A medida foi aprovada em Conselho de Ministros na segunda-feira.

    Dentro destas medidas será também aproveitada a “capacidade certificada da Guarda Nacional Republicana no controle de fronteiras para reforçar de imediato os meios humanos ao serviço no aeroporto Humberto Delgado.”

    Sistema informático entrou em funcionamento em outubro

    O novo sistema europeu de controle de fronteiras para cidadãos extracomunitários entrou em funcionamento em 12 de outubro em Portugal e restantes países do espaço Schengen e desde então os tempos de espera têm se agravado, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, algumas vezes várias horas. Alguns passageiros chegaram a ficar mais de 7 horas em filas.

    Esta situação levou o Governo a criar no fim de outubro uma ‘task force’ de emergência para gerir esta situação de crise.

    Desde 10 de dezembro que está decorrendo a segunda fase com a recolha de dados biométricos, que consiste na obtenção de fotografia e impressões digitais do passageiro, o que tem complicado ainda mais a situação.

     

    Após atrasos e filas de 7 horas, Portugal muda verificação de passaportes

  • Alemanha: assaltantes arrombam cofres de banco e levam R$ 170 milhões

    Alemanha: assaltantes arrombam cofres de banco e levam R$ 170 milhões

    Centenas de clientes estão tentando entrar no banco para saber o que aconteceu às suas poupanças; suspeitos, que teriam arrombado mais de 3 mil cofres, estão ainda em fuga

    Um banco alemão, na cidade de Gelsenkirchen, foi alvo de um assalto inusitado, este fim de semana. A informação foi divulgada pelas autoridades apenas agora, dando conta de que foram levados 30 milhões de euros, cerca de R$ 192 milhões.

    Segundo informações iniciais do banco, aproximadamente 90% dos cofres de segurança, que totalizam cerca de 3.000, foram arrombados durante o roubo. Ainda não se sabe o que foi roubado de cada cofre.

    Segundo o WDR, os assaltantes entraram no banco através de uma garagem subterrânea e usaram uma furadeira especial para abrir um enorme buraco na parede que dava acesso ao cofre.

    “Não se encontra esta ferramenta em uma loja de especializada”, disse um porta-voz da polícia.

    Há muitas questões envolvendo o assalto, como o fato de o cofre ser protegido por sistemas de alarme e de haver câmeras de vigilância no local e nenhum destes ter conseguido evitar o assalto.

    Os suspeito teriam fugido em um Audi. Estão ainda em fuga e não foram identificados. O caso só foi descoberto quando o alrme de incêndio foi ativado na madrugada de segunda-feira, não se sabendo inclusive o que o teria accionado.

    Centenas de clientes, ao saberem do sucedido, reuniram-se esta terça-feira à porta da agência bancária para saber o que tinha acontecido. O banco garante que não estão sozinhos e que já está tentando entender como podem resolver a situação. Porém, vai manter as portas fechadas no dia de hoje e a presença da polícia foi reforçada, como fica patente nas imagens acima.

    Alemanha: assaltantes arrombam cofres de banco e levam R$ 170 milhões

  • Rússia revela supermíssil para intimidar Kiev

    Rússia revela supermíssil para intimidar Kiev

    Míssil hipersônico, capaz de ser usado contra qualquer aliado da Ucrânia, foi filmado pela primeira vez na Bielorrússia; veja as imagens!

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um dia após acusar a Ucrânia de atacar uma residência de Vladimir Putin com drones e colocar em dúvida o processo de paz conduzido pelos Estados Unidos, a Rússia deu nesta terça-feira (30) um recado nada sutil ao divulgar as primeiras imagens do primeiro regimento dos supermísseis Orechnik.

    A arma foi testada contra a cidade ucraniana de Dnipro em novembro do ano passado, e Putin sugeriu à época que ela poderia ser “usada contra os centros de decisão em Kiev”.

    Até aqui, na guerra iniciada em 2022, os russos não atacaram diretamente edifícios governamentais centrais do rival, como o Parlamento ou a sede do Executivo.

    Na segunda (29), o governo de Volodimir Zelenski negou ter atacado a residência de verão de Putin no lago Valdai, no norte russo. O presidente ucraniano disse que a acusação visava justificar “ataques a prédios do governo” e minar as negociações ocorridas na véspera entre ele e Donald Trump.

    Na manhã desta terça, o Kremlin reafirmou a autoria presumida da ação, o direito a retaliação e a disposição de “endurecer a posição russa” na discussão sobre a paz, como Putin havia dito ao colega americano por telefone na segunda.

    Nas imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa, há uma cerimônia em uma base em local desconhecido na vizinha Belarus e os lançadores móveis do míssil são mostrados em estradas no meio de uma floresta. Ele são operados por soldados russos.

    O míssil, cujo nome em russo significa a árvore aveleira, em si não é visto. Ele é um modelo balístico de alcance intermediário, de 550 km a 5.000 km, desenhado para guerras nucleares: emprega ao menos seis ogivas independentes, cada uma com seis submunições, como foi possível ver no ataque a Dnipro.

    Naquela ocasião, não houve uso aparente de explosivos, e sim a força cinética do projetil descedo de fora da atmosfera a uma velocidade 11 vezes superior à do som, ou 13,5 mil km/h. É uma arma para a qual a Ucrânia não tem nenhum sistema capaz de interceptar.

    Não fica claro de quando são as imagens divulgadas como sendo desta terça. O ditador de Belarus, Aleksandr Lukachenko, havia dito que o regimento estava ativo no dia 17 passado, sem comentários por parte da Rússia. É um balé destinado a confundir e intimidar os adversários, particularmente na Europa.

    Em relação à Ucrânia, por exemplo, não faria sentido empregar o Orechnik a partir de Belarus, pois a distância entre o país e os alvos é muito curta. No ataque de 2024, ele foi lançado de uma base a mais de 1.200 km da fronteira ucraniana.

    Nem Rússia, nem Belarus dizem se o regimento irá operar o míssil com ogivas nucleares, como já foi testado em exercícios. Em 2023, Putin anunciou o envio de modelos táticos, para uso supostamente limitado a campos de batalha, na ditadura vizinha.

    O processo é opaco: não se sabe se elas equipam mísseis balísticos de curto alcance Iskander-M, cuja versão convencional chove sobre a Ucrânia com regularidade, ou são bombas de gravidade a serem lançadas por aviões de ataque Su-25.

    Desta forma, além de gerar tensão em Kiev, como já era visível em grupos de observadores militares após a divulgação das imagens, a colocação em serviço do Orechnik também se insere na pressão da Rússia para que Trump aceite negociar a extensão por mais um ano do último tratado de controle de armas nucleares vigentes.

    O chamado Novo Start expira em fevereiro, e até agora o americano não respondeu à proposta de Putin, que visa elaborar um novo texto ao longo de 12 meses, talvez incluindo outras potências nucleares.

    É incerto o efeito da imagem dos caminhões com os lançadores do Orechnik em florestas escura. Quando a Rússia passou a desenvolver um míssil que os EUA consideravam violar outro tratado do fim da Guerra Fria, em 2017, Trump simplesmente abandonou o acordo.

    Os dois países são as maiores potências nucleares do planeta, com cerca de 90% do arsenal de mais de 12 mil ogivas. A China vem num distante terceiro lugar, mas acelerando sua produção.

    Rússia revela supermíssil para intimidar Kiev

  • Presidente de Taiwan tenta reduzir tensões após exercício militar da China

    Presidente de Taiwan tenta reduzir tensões após exercício militar da China

    Lai Ching-te condena exercícios militares de Pequim, mas diz que ilha vai agir de forma responsável; China continua manobras com navios, aviões e disparos de projéteis nesta terça (30)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou nesta terça (30) que o país não pretende escalar as tensões com a China, após Pequim realizar extenso exercício militar em torno da ilha, iniciado na segunda (29).

    Em uma publicação nas redes sociais, o líder taiwanês condenou as manobras militares, mas tentou acalmar a situação ao afirmar que o país não vai provocar confrontos e vai agir de forma responsável.

    As declarações vieram após as Forças Armadas chinesas conduzirem 10 horas de manobras com fogo real, lançando projéteis nas águas ao norte e ao sul da ilha, que considera parte inalienável de seu território e cuja reunificação trata como questão doméstica. Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, participam dos exercícios 71 aeronaves e 24 embarcações da marinha e da guarda costeira chinesas.

    Em comunicado, a pasta afirmou que projéteis caíram em áreas mais próximas à ilha principal do que em exercícios anteriores. A resposta taiwanesa, porém, será feita “com calma e determinação, de acordo com a diretriz presidencial de evitar escalar conflitos e provocar disputas”.

    Batizadas de “Missão Justiça 2025”, as manobras da China que simulam um bloqueio a Taiwan foram as mais amplas desde 2022. Segundo Pequim, os exercícios visam dissuadir interferências externas, em recado também aos Estados Unidos e ao Japão.

    A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, já sugeriu que um ataque hipotético à ilha poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio -declaração que, por sua vez, desdobrou-se em crise diplomática com Pequim.

    “Qualquer força externa que tente intervir na questão de Taiwan ou interferir nos assuntos internos da China certamente baterá a cabeça contra as muralhas de ferro do Exército de Libertação do Povo chinês”, afirmou o Escritório de Assuntos de Taiwan, órgão de Pequim que se dedica aos assuntos relativos à ilha, em um comunicado divulgado na segunda-feira.

    Os exercícios militares continuaram nesta terça, com a China disparando mais foguetes em direção às águas próximas de Taiwan e exibindo novos navios de assalto.

    A demonstração militar ocorre dias após o governo dos EUA aprovar a venda de peças para caças e outras aeronaves destinadas a Taiwan no valor total de US$ 330 milhões (R$ 1,74 bilhão), configurando a primeira transação do tipo desde que o presidente Donald Trump voltou à Casa Branca, em janeiro.

    O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse nesta terça-feira que seu país responderá às vendas de armamentos. “Em resposta às contínuas provocações das forças independentistas de Taiwan e à venda em larga escala de armas americanas para Taiwan, devemos, naturalmente, nos opor firmemente e reagir de forma enérgica”, disse o ministro em um discurso.

    Seu porta-voz, Lin Jian, classificou os exercícios como “uma medida necessária para defender a soberania nacional e a integridade territorial”.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou os exercícios, destacando seu bom relacionamento com Xi Jinping, líder do regime chinês, e dizendo que a China realiza manobras navais em torno de Taiwan há 20 anos.

    Já a União Europeia afirmou por meio de um porta-voz nesta terça que o exercício militar chinês aumenta a tensão na região. O bloco afirma que tem interesse na preservação do status quo da ilha.

    “Somos contra quaisquer ações unilaterais que alterem o status quo, especialmente por meio da força ou coerção”, afirmou o porta-voz.

    Presidente de Taiwan tenta reduzir tensões após exercício militar da China

  • Rússia diz que não vai dar provas de suposto ataque da Ucrânia a Putin

    Rússia diz que não vai dar provas de suposto ataque da Ucrânia a Putin

    Depois de a Ucrânia pedir – e insistir – para que a Rússia fornecesse provas de que Kyiv tentou realizar um ataque contra residência de Putin na região russa de Novgorod, o porta-voz do Kremlin disse que não acreditava que houvesse qualquer prova

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, esta terça-feira (30), que a Rússia não vai fornecer provas de que Ucrânia tentou atacar a residência presidencial na região de Novgorod – mesmo estando em causa as negociações do acordo de paz, agora ameaçadas de endurecimento por parte da cúpula governamental russa.

    Peskov disse que todos os drones tinham sido abatidos e que, por norma, são os militares que estão encarregados desta investigação.

    “Não creio que deva haver qualquer prova de que um ataque massivo de drones tenha sido realizado e que, graças ao trabalho bem coordenado do sistema de defesa aérea, tenha sido abatido”, referiu Peskov aos jornalistas, durante uma coletiva citada pela emissora France 24.

    As declarações surgem depois de Kyiv ter hoje voltado a insistir que não havia provas deste suposto ataque.

    Nesta segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha negado que este ataque tinha sido realizado pela Ucrânia. Zelensky classificou o anúncio deste ataque como uma “típica mentira” vinda de Moscou e foram pedidas provas.

    O ataque foi anunciado na tarde de segunda-feira pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, que disse desde logo que as negociações para a paz iriam ser “revistas”.

    Hoje, Kyiv voltou a insistir em que Moscou desse provas deste ataque, que, segundo Lavrov, foi realizado com a ajuda de 91 drones. “Já passou quase um dia e Rússia ainda não apresentou nenhuma prova plausível para suas acusações do suposto ‘ataque da Ucrânia à residência de Putin’. E não apresentará. Porque não há nenhuma. Tal ataque não aconteceu”, escreveu o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

    Na mesma publicação, o responsável pela pasta escreve, entre outras considerações, que a “tática da Rússia” se baseia em acusações falsas e apela a que os países “não respondam a queixas não comprovadas”, dado que a situação “prejudica o processo de paz construtivo que tem avançado ultimamente.”

    O suposto ataque teria acontecido na noite de domingo para segunda-feira, sendo desconhecido se Putin se encontrava no local no momento do ataque (Peskov recusou responder a essa pergunta na segunda-feira). Já quando anunciou este suposto ataque, Lavrov disse que haveria “resposta às ações imprudentes” e que a posição de Moscou as negociações de paz “seriam revistas”. Mais tarde, Putin disse que este ataque iria dificultar as negociações.

    Vale lembrar que Zelensky esteve reunido com Trump no domingo, em uma reunião na Florida. Em cima da mesa esteve a discussão sobre o plano de paz para a Ucrânia. Em coletiva de imprensa Trump acabou dizendo que se estava chegando “muito perto” de um plano a ser aceito por todos os lados envolvidos e Zelensky referiu que “as garantias de segurança são um ponto fundamental para alcançar uma paz duradoura”.

    Rússia diz que não vai dar provas de suposto ataque da Ucrânia a Putin

  • Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

    Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

    Naveed Akram e seu pai, Sajid Akram, mataram 15 pessoas no dia 14 de dezembro em Sydney; autoridades investigam suposto treinamento terrorista em Manila, nas Filipinas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os dois atiradores que mataram 15 pessoas na Austrália e feriram outras 40 agiram sozinhos no ataque, disse a Polícia Federal do país nesta terça (30) em um comunicado.

    Segundo a comissária Krissy Barrett, a investigação inicial indica não haver evidências de que os agressores fizessem parte de uma célula terrorista maior ou tenham sido instruídos por terceiros a realizar o ataque.

    Autoridades australianas analisavam um possível treinamento de Naveed Akram e seu pai, Sajid Akram, que foi morto pela polícia no dia do ataque, com o grupo terrorista Estado Islâmico em Manila, nas Filipinas. Os dois estiveram no país em novembro.

    “Mas não estou sugerindo que eles estavam lá como turistas”, afirmou Barrett.
    Na casa dos dois em Sydney, policiais encontraram bandeiras que remetiam ao grupo islâmico.

    Análise inicial das imagens do circuito interno do hotel da capital filipina mostra que ambos raramente saíram de lá. Mas a Polícia Federal australiana ainda trabalha com autoridades filipinas para avaliar todas as filmagens da visita.

    “Continuo preocupado com adultos e jovens vulneráveis, suscetíveis à manipulação de extremistas religiosos ou de outro tipo que incentivam a violência ou banalizam o uso da força”, disse a comissária. “A radicalização e o extremismo podem servir como uma linha de recrutamento para grupos terroristas dispostos a usar a violência para promover suas causas”.

    O ATAQUE

    No dia 14 de dezembro, Naveed Akram e Sajid Akram abriram fogo na praia de Bondi, em Sydney, durante uma celebração judaica no local. Os dois mataram 15 pessoas e feriram outras 40. Foi o pior ataque terrorista em décadas na Austrália.

    Pelo menos uma criança morreu no atentado. Um cidadão de Israel também foi morto. As vítimas tinham de 10 a 87 anos, e não há informações sobre outros estrangeiros.

    Uma das praias mais famosas do mundo, Bondi costuma ficar lotada de moradores e turistas. Vídeos que circularam na internet registraram centenas de pessoas correndo em pânico durante o tiroteio.

    Polícia diz que atiradores da praia de Bondi na Austrália agiram sozinhos

  • Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

    Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso

    Presidente de Israel nega que tenha falado com líder americano sobre perdão a premiê em suposta corrupção; em reunião na Flórida, republicano recebe primeiro-ministro para discutir próximos passos em Gaza e ataques no Irã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, nesta segunda-feira (29), na Flórida. Após o encontro, o americano afirmou que o indulto pedido pelo israelense ao seu presidente, Isaac Herzog, estaria “a caminho” e, em paralelo, disse que atacaria novamente o Irã caso o país persa retome o programa nuclear bombardeado pelos EUA em junho.

    Netanyahu solicitou um perdão oficial a Herzog, em novembro deste ano, em um processo que investiga suposto esquema de corrupção. Após a fala de Trump sobre a possível concessão do indulto, no entanto, o gabinete do presidente israelense negou que ele tenha tido uma conversa com o americano desde o pedido do premiê.

    Este foi o quinto encontro do ano entre Netanyahu e Trump nos EUA e, desta vez na residência de Trump em Mar-a-Lago, ocorreu a pedido do israelense, segundo o republicano. Depois da reunião, o americano afirmou que os EUA poderiam atacar novamente instalações iranianas caso Teerã retomasse o programa nuclear, que já fora alvo de bombardeios em junho.

    “Ouvi dizer que o Irã está tentando se reconstruir, e se estiver mesmo, temos que acabar com isso”, disse ele. “Vamos acabar com eles de vez.” O republicano reiterou que continua aberto a negociar um acordo, que ele chamou de uma saída “muito mais inteligente”.

    A expectativa para a reunião era de que os líderes anunciassem os próximos passos para a trégua em Gaza. Ao receber o premiê, Trump afirmou que “a reconstrução de Gaza começará em breve” e que espera chegar à segunda fase do plano de cessar-fogo no território palestino “muito rapidamente”.

    Funcionários da Casa Branca temem que tanto Israel como o Hamas estejam protelando a segunda fase do cessar-fogo enquanto o presidente americano está ansioso para anunciar um governo tecnocrático palestino para Gaza e a mobilização de uma força internacional de estabilização.

    Trump disse ter conversado com Netanyahu sobre o Hamas e que o grupo terrorista “terá pouco tempo para se desarmar”. Segundo ele, “haverá consequências” caso a facção não cumpra esse requisito do acordo de trégua.

    A porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian já havia adiantado que Netanyahu pretendia abordar a segunda fase do acordo, que implica garantir que “o Hamas seja desarmado, e Gaza, desmilitarizada”.

    Também afirmou, no entanto, que o premiê tentaria mudar o foco do encontro para o Irã e pressionar por mais ataques americanos contra o programa nuclear de Teerã. Segundo ela, o israelense usaria a reunião para evidenciar “o perigo que o Irã representa não apenas para o Oriente Médio, mas também para os EUA”.

    O cessar-fogo em Gaza anunciado em outubro é uma das principais conquistas do primeiro ano de Trump na Casa Branca desde seu retorno ao poder, em janeiro, e sua gestão e os mediadores regionais pretendem manter este ímpeto.

    O enviado do presidente para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do republicano, Jared Kushner, receberam funcionários de alto escalão dos países mediadores -Qatar, Egito e Turquia- em Miami no início do mês.

    Agora, o momento da reunião com Netanyahu é “muito significativo”, disse Gershon Baskin, copresidente da comissão de construção da paz “Alliance for Two States”, que participou de negociações secretas com o Hamas. “A fase dois precisa começar”, afirmou à agência de notícias AFP. “Os americanos percebem que já é tarde porque o Hamas teve tempo demais para restabelecer sua presença.”

    A primeira fase do acordo de trégua exigia que o Hamas libertasse os reféns que permaneciam em cativeiro, vivos e mortos, desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deu início à guerra. O grupo terrorista devolveu todos, exceto o corpo de um refém -Trump afirmou estar “fazendo todo o possível” para conseguí-lo. As duas partes denunciam frequentes violações do cessar-fogo.

    Na segunda etapa, tratada nesta segunda, Israel deve retirar as tropas de suas posições em Gaza e o Hamas deve entregar as armas, o que é um ponto de divergência importante. Além disso, uma autoridade interina deve governar o território palestino e uma força internacional de estabilização (ISF, na sigla em inglês) será mobilizada.

    O site americano Axios informou na sexta-feira (26) que Trump queria convocar a primeira reunião de um novo “Conselho de Paz” para Gaza, que ele presidiria, no Fórum de Davos, na Suíça, em janeiro. Mas a publicação apontou que funcionários da Casa Branca estavam cada vez mais exasperados por considerarem que Netanyahu se esforça para travar o processo de paz.

    “Há cada vez mais sinais de que o governo americano está se frustrando com Netanyahu”, disse Yossi Mekelberg, analista para o Oriente Médio do centro de estudos Chatham House, com sede em Londres. “A pergunta é o que vai fazer a respeito, porque a fase dois, neste momento, não avança.”

    Mekelberg observou que Netanyahu poderia tentar desviar a atenção do encontro de Gaza para o Irã justamente quando Israel entra em um ano eleitoral. “Tudo está relacionado com permanecer no poder”, afirmou sobre o veterano primeiro-ministro israelense.

    Israel também continua atacando alvos do Hamas em Gaza e do Hezbollah no Líbano, apesar do cessar-fogo no país. A Síria também esteve na pauta das conversas. Netanyahu disse que Israel está empenhado em garantir uma fronteira pacífica com o país, e Trump afirmou que os líderes de ambos se entenderão. “Tenho certeza de que Israel e ele [o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa] se darão bem. Tentarei fazer com que isso aconteça.”

    Trump diz que indulto a Netanyahu está a caminho e que atacaria Irã de novo se preciso