Categoria: MUNDO

  • Milei afirma que pretende montar bloco com países de direita na América do Sul

    Milei afirma que pretende montar bloco com países de direita na América do Sul

    Em entrevista à CNN, presidente argentino diz que região rejeitou o que chama de socialismo do século 21; um dos objetivos do grupo seria enfrentar políticas ‘woke’, termo controverso para ideário progressista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que planeja formar um bloco com países de direita na América do Sul para enfrentar a esquerda na região. Em entrevista à rede de televisão CNN no fim do ano passado, ele disse que o grupo deve ter cerca de dez participantes, sem especificar quais.

    Segundo Milei, a região descobriu que “o socialismo é uma farsa criada por um conjunto de bandidos para tomar o poder e empobrecer a população”.

    A declaração chega em meio a mudanças na política regional, que deu uma guinada à direita nas eleições mais recentes. O Chile elegeu o ultradireitista José Antonio Kast, já a Bolívia escolheu como presidente o direitista Rodrigo Paz. O Paraguai é governado pelo também direitista Santiago Peña, assim como o Equador, com Daniel Noboa. Enquanto isso, países como Brasil, Uruguai e Colômbia mantêm governos progressistas após terem feito o movimento inverso, mas no caso colombiano é grande a chance de a direita voltar ao poder no pleito em maio, principalmente com o atual mandato impopular do esquerdista Gustavo Petro.

    “Parece que a região acordou do pesadelo do socialismo”, afirmou o argentino
    A ideia do bloco, segundo Milei, é enfrentar o que ele chama de socialismo do século 21, classificado por ele como “woke”, termo controverso para ideário progressista de conscientização sobre injustiças a minorias.

    Quando questionado se a relação da Argentina com a China afrontaria a estratégia de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, de quem Milei é próximo, o argentino afirmou que o aspecto geopolítico da política americana é totalmente diferente do aspecto comercial que ele mantém com os chineses.

    Milei afirma que pretende montar bloco com países de direita na América do Sul

  • Sob dúvidas por sua saúde, Trump diz ter acertado todas as questões de avaliação mental

    Sob dúvidas por sua saúde, Trump diz ter acertado todas as questões de avaliação mental

    Donald Trump, que na corrida eleitoral do ano passado questionou a capacidade cognitiva do então presidente Joe Biden, é sensível quanto à sua idade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que está em saúde perfeita em meio a questionamentos sobre a sua capacidade cognitiva e aumento de cansaço. Em um post em sua rede Truth Social, ele disse que acertou todas as perguntas de um teste que avalia aptidão mental, segundo médicos da Casa Branca.

    Esta teria sido a terceira avaliação cognitiva feita pelo republicano. “Algo que nenhum outro presidente ou vice-presidente anterior se dispôs a fazer”, escreveu. “Nosso grande país não pode ser governado por pessoas estúpidas ou incompetentes”.

    A reação de Trump, de 79 anos, ocorre em meio a relatos que colocam em dúvida sua saúde física e mental. Nas últimas semanas, ele apareceu com uma descoloração na mão esquerda, ao que atribuiu ao uso de aspirina. Em uma reunião com os seus secretários há algumas semanas, o presidente aparentou cochilar, o que ele também negou.

    No fim do ano passado, o presidente foi submetido a uma ressonância magnética durante uma avaliação médica recente, mas não divulgou o propósito do procedimento -que não é um exame típico para avaliações de rotina.

    A falta de detalhes levantou dúvidas sobre se informações completas da saúde do presidente estão sendo divulgadas em tempo hábil pela Casa Branca.

    Em julho do ano passado, o republicano recebeu diagnóstico de insuficiência venosa crônica após ser examinado por seu médico devido a um inchaço nas pernas. Trata-se de uma anormalidade do sistema venoso na qual vasos danificados dos membros inferiores não mantêm um fluxo sanguíneo adequado.

    Trump, que na corrida eleitoral do ano passado questionou a capacidade cognitiva do então presidente Joe Biden, é sensível quanto à sua idade. Ele atacou pessoalmente uma repórter do New York Times nas redes sociais em novembro por causa de uma reportagem que ela escreveu examinando as maneiras pelas quais a idade de Trump pode estar afetando seus níveis de energia. O texto mostrava que o presidente tem diminuído o ritmo da sua agenda nos últimos meses.

    Sob dúvidas por sua saúde, Trump diz ter acertado todas as questões de avaliação mental

  • Italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em incêndio na Suíça; mortes vão a 47

    Italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em incêndio na Suíça; mortes vão a 47

    Emanuele Galeppin, um jovem italiano de 16 anos que morreu na tragédia, era um golfista que morava em Dubai

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A primeira vítima do incêndio que matou mais de 40 pessoas em um bar na Suíça foi identificada nesta sexta (2) como Emanuele Galeppin, um italiano de 16 anos. O jovem era um golfista que morava em Dubai.

    Investigadores iniciaram a tarefa de identificar os corpos carbonizados do incidente em uma festa de Ano-Novo na estação de esqui suíça de Crans-Montana. Já são 47 mortes confirmadas.

    Os ferimentos por queimaduras foram tão graves na maioria dos jovens frequentadores do bar Le Constellation que as autoridades do país afirmaram que pode levar dias para nomear todas as vítimas do fogo, que também deixou mais de 100 feridos, muitos em estado grave.

    Pais de jovens desaparecidos fizeram apelos desesperados por notícias de seus filhos, enquanto embaixadas estrangeiras corriam para verificar se seus cidadãos estavam entre as vítimas de uma das piores tragédias da Suíça moderna. Segundo o Itamaraty, não há brasileiros na lista.

    “Estou procurando meu filho há 30 horas. A espera é insuportável”, disse Laetitia, mãe do desaparecido Arthur, 16 , ao canal BFM TV, afirmando estar desesperada para saber se ele está vivo ou morto, e onde. “Se ele está no hospital, não sei qual. Se está no necrotério, não sei qual. Se meu filho está vivo, ele está sozinho no hospital, e eu não posso ficar ao lado dele.”

    As autoridades alertaram que nomear as vítimas ou confirmar o número exato de mortes levará tempo, pois muitos corpos estão gravemente queimados. “Todo esse trabalho é necessário porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser dito às famílias sem 100% de certeza”, afirmou Mathias Reynard, chefe de governo do cantão (equivalente a um estado brasileiro) de Valais. Especialistas usam amostras dentárias e de DNA para as identificações, segundo ele.

    A origem do incêndio ainda é incerta. Autoridades suíças indicam que parece ter sido um acidente, não um ataque. Relatos de sobreviventes e vídeos em redes sociais sugerem que o teto do porão do bar pode ter pegado fogo quando velas de faíscas se aproximaram demais.

    Resort frequentado por celebridades e por profissionais dos esportes de inverno, Crans-Montana é sede habitual da Copa do Mundo de Esqui. O ator britânico Roger Moore, que encarnou James Bond nos filmes da franquia 007, viveu no local, hoje com 10 mil habitantes.

    “Podia ter sido a gente”, disse Emma, 18, de Genebra, do lado de fora do bar isolado. “Havia uma fila enorme, então decidimos não entrar na virada do ano. Tivemos tanta sorte. Mesmo vivos e bem, estamos em choque. É um trauma até para nós. Vejo os desaparecidos e são todos da nossa idade.”

    Atrás do cordão policial, os corpos de algumas vítimas ainda estavam no bar, disseram as autoridades, prometendo trabalhar 24 horas por dia para identificar todos os que sucumbiram ao fogo.

    Elisa Sousa, 17, disse que ia estar no bar no momento do incêndio, mas acabou passando a noite em uma reunião familiar. “E, sinceramente, vou ter que agradecer minha mãe cem vezes por não me deixar ir”, afirmou na vigília pelas vítimas. “Porque só Deus sabe onde eu estaria agora.”

    Itália e França estão entre os países que confirmaram desaparecidos, e o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, visitará Crans-Montana nesta sexta, segundo o embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado. A Austrália informou que um de seus cidadãos ficou ferido.

    Dos 112 feridos, todos menos cinco já foram identificados, disse Cornado. Seis italianos continuam desaparecidos, e 13 estão hospitalizados; três foram repatriados na quinta e mais três na sexta-feira.

    Em um comunicado nesta sexta, o papa Leão 14 disse sentir compaixão e preocupação com os familiares das vítimas.

    “Rezo para que Deus acolha os falecidos em sua morada de paz e luz, e sustente a coragem daqueles que sofrem no coração ou no corpo”, afirmou em mensagem dirigida ao bispo Jean-Marie Lovey, da diocese de Sion, onde ocorreu a tragédia.

    O incêndio foi lembrado no Brasil pela semelhança com a tragédia da boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS), quando 242 pessoas morreram após o uso de artefatos pirotécnicos em show no local incendiar o teto, cujo material contribuiu para alastrar o fogo rapidamente e exalou fumaça tóxica.

    Italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em incêndio na Suíça; mortes vão a 47

  • Mais 124 brasileiros repatriados dos EUA chegam ao Brasil

    Mais 124 brasileiros repatriados dos EUA chegam ao Brasil

    Com chegada de grupo em 31 de dezembro, total de repatriados supera 3 mil; endurecimento de políticas migratórias explica salto

    O governo do Brasil realizou, ontem, 31, mais uma operação de acolhimento humanitário de brasileiros repatriados dos Estados Unidos. O voo, com 124 pessoas a bordo, pousou por volta das 20h no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

    Desde o início do ano, o programa “Aqui é Brasil” já realizou 37 operações, garantindo o retorno de mais de 3 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade. É quase o dobro das 1,6 mil repatriações de 2024

    Os brasileiros recebidos pelo governo brasileiros vêm majoritariamente dos Estados Unidos, segundo o ministério.

    As deportações em massa foram uma das promessas de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com reflexos também para brasileiros, que já vinham assistindo ao crescimento de medidas do tipo ao longo dos últimos anos.

    No caso da última repatriação, após a recepção inicial no aeroporto, parte do grupo foi encaminhada ao hotel que abriga a estrutura especial de atendimento, onde os repatriados receberam alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial, acompanhamento médico e psicológico, além de orientação e auxílio para o deslocamento até suas cidades de origem.

    Segundo o ministério, aqueles que já contavam com familiares no local ou optaram por seguir viagem diretamente também foram acolhidos no próprio aeroporto. Além disso, três pessoas foram detidas pela Polícia Federal (PF) – MDHC não especificou os motivos.

    Ao todo, foram repatriados, na operação mais recente, 108 homens desacompanhados, além de 15 mulheres desacompanhadas. Havia ainda um homem procurado pela Justiça, totalizando 124 pessoas.

    O grupo mais numeroso é o de 40 a 49 anos, com 50 pessoas, seguido pela faixa de 18 a 29 anos, que reúne 35 registros, e pela de 30 a 39 anos, com 24 pessoas. As faixas etárias mais elevadas aparecem de forma menos expressiva. Não houve registro de crianças ou adolescentes.

    O “Aqui é Brasil” é um programa de acolhimento humanitário coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em parceria com outros órgãos federais, como os ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

    Mais 124 brasileiros repatriados dos EUA chegam ao Brasil

  • Vídeo mostra começo de incêndio em Crans-Montana; 40 pessoas morreram

    Vídeo mostra começo de incêndio em Crans-Montana; 40 pessoas morreram

    Vídeo mostrará o momento em que as chamas começaram a tomar o bar Le Constellation, na estância de Crans-Montana, na Suíça; há registro de ao menos 40 vítimas mortais

    Novas imagens de dentro bar onde começou um incêndio que fez pelo menos 40 vítimas mortais em Crans Montana, nos Alpes Suíços, mostram o momento em que as chamas surgem, ainda que as causas do incêndio não tenham sido oficialmente esclarecidas.

    As imagens mostram um grupo de jovens festejando a chegada ao Novo Ano.

    Vale lembrar que apesar da causa do incêndio ainda não ter sido confirmada, acredita-se que na sua origem estariam garrafas de champagne com fogos de artificio no seu interior, que teriam sido erguidas por um grupo de jovens para festejar a chegada do Novo Ano.

    As faíscas destes artefatos, em contato com o telhado, provocaram as primeiras chamas no bar-discoteca La Constellation, na estância de Crans-Montana.

    O incêndio começou pelas 1h30 locais de quinta-feira (1º), seguindo-se uma explosão. Segundo explicou a procuradora de Valais, Beatrice Pilloud, “o fogo alastrou-se e, à medida que se intensificava, causou uma explosão generalizada”.

    As chamas propagaram-se, derrubando o teto de madeira, segundo disseram à estação.

    As pessoas tentaram desesperadamente escapar da discoteca no subsolo subindo uma escada estreita e passando por uma porta estreita, formando uma multidão, disse uma das mulheres.

    Outro jovem que estava no local disse que as pessoas quebraram janelas para escapar ao incêndio e que algumas ficaram gravemente feridas, noticiou a BFMTV

    Vídeo mostra começo de incêndio em Crans-Montana; 40 pessoas morreram

  • Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: "Quando quiserem"

    Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: "Quando quiserem"

    Maduro afirmou que a Venezuela está aberta a um plano para combate ao narcotráfico e que os Estados Unidos podem ajudar na questão, assim como na comercailização de petróleo

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que está pronto para discutir assuntos relacionados com tráfico de droga, petróleo e acordos econômicos com os Estados Unidos, evitando confirmar a realização de um suposto ataque norte-americano em solo venezuelano.

    “O Governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos dos seus porta-vozes: se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos. Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, afirmou em entrevista emitida na estação televisiva pública VTV na quinta-feira à noite.

    O líder venezuelano disse também que manteve “apenas uma conversa” com o norte-americano, Donald Trump, em uma tentativa de esclarecer “especulações”, após um suposto novo telefonema “muito recentemente” referido pelo líder norte-americano.

    “Estava vendo especulações sobre uma segunda conversa. Tivemos (…) apenas uma conversa. Ele me ligou na sexta-feira, 21 de novembro, da Casa Branca. E eu estava no Palácio de Miraflores”, relatou.

    O Presidente venezuelano, que condena reiteradamente ameaças dos Estados Unidos no contexto do destacamento militar de Washington no Caribe para supostamente combater o tráfico de droga, voltou a considerar que a conversa foi “muito respeitosa” e durou dez minutos.

    “A primeira coisa que me disse foi: ‘Sr. Presidente Maduro’. E eu disse: ‘Sr. Presidente Donald Trump’”, contou o líder venezuelano, descrevendo uma conversa agradável, apesar de adicionar que os desenvolvimentos seguintes “não foram agradáveis”.

    Na última segunda-feira, Trump disse ter falado “muito brevemente” com Maduro, mas que a conversa não foi produtiva para aliviar a pressão das autoridades de Washington sobre a Venezuela, no desdobramento de uma campanha de combate ao narcotráfico, ao qual atribuem ligações do regime de Caracas.

    Os Estados Unidos mantêm um destacamento militar no Mar do Caribe, junto às águas venezuelanas, desde agosto passado, presumivelmente para combater o narcotráfico, mas o Governo venezuelano considera que se trata de um pretexto para procurar uma mudança de regime.

    A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois de Trump ter anunciado a proibição da entrada e saída de todos os petroleiros sancionados da Venezuela e a apreensão de dois navios que transportavam crude venezuelano nas últimas semanas.

    Donald Trump também afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela.

    Segundo noticiou o jornal The New York Times, os serviços de informação CIA realizaram um ataque com drones na semana passada contra uma instalação portuária na Venezuela, embora o Governo de Caracas ainda não se tenha pronunciado.

    Na entrevista divulgada na quinta-feira, a VTV questionou Maduro se confirmava este ataque, mas o Presidente venezuelano foi evasivo. “Este pode ser um assunto que discutiremos dentro de alguns dias. Certamente poderemos discuti-lo dentro de alguns dias”, comentou apenas.

    Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: "Quando quiserem"

  • Países com menos risco de desastres naturais

    Países com menos risco de desastres naturais

    Você mora em uma dessas nações menos propensas a desastres naturais?

    De terremotos a erupções vulcânicas, inundações a secas, todos os anos desastres naturais afetam milhões de pessoas no mundo. Embora os países possam reduzir o número de vítimas com boas medidas de segurança e infraestruturas, ninguém pode realmente impedir a força da natureza. Porém, para avaliar melhor quais países correm maior e menor risco, o WorldRiskReport classificou 193 países quanto ao risco de sofrer catástrofes e vulnerabilidade a eventos naturais extremos. De acordo com o ranking, as Filipinas, a Índia e a Indonésia apresentam o maior risco global de desastres. Mas em quais países a mãe natureza tem menos probabilidade de causar estragos?

    Países com menos risco de desastres naturais

  • Incêndio em bar de estação de esqui mata cerca de 40 na Suíça e fere 115

    Incêndio em bar de estação de esqui mata cerca de 40 na Suíça e fere 115

    A polícia cita dezenas de mortos, mas sem especificar a quantidade. Em entrevista coletiva horas após o incidente, autoridades disseram ser prematuro informar um número exato de óbitos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um incêndio, seguido de uma explosão, deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos na sofisticada estação de esqui alpina de Crans-Montana, na Suíça, segundo autoridades de segurança e regionais.

    O incêndio ocorreu por volta da 1h30 no bar Le Constellation, um local popular entre turistas, enquanto os frequentadores comemoravam a passagem de ano. Parte das vítimas é de estrangeiros; procurado, o Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre os feridos até o momento.

    A polícia cita dezenas de mortos, mas sem especificar a quantidade. Em entrevista coletiva horas após o incidente, autoridades disseram ser prematuro informar um número exato de óbitos.

    Ao menos cem pessoas ficaram feridas, a maioria em estado grave, e lotaram o hospital mais próximo. Muitas delas, com fortes queimaduras, foram levadas a vários outros hospitais do país, em Berna, Genebra, Rennaz, Zurique e Lausanne -as duas últimas têm os dois grandes centros hospitalares universitários especializados em tratamentos de queimaduras graves do país.

    Mais cedo, citando autoridades suíças, o Ministério de Relações Exteriores da Itália afirmara que o número de mortos já havia chegado a 40, o que não foi confirmado. A Itália conta 16 nacionais desaparecidos e cerca de uma dezena em tratamento. Pelo menos dois cidadãos franceses estavam entre os feridos, de acordo com relatórios iniciais do ministério das Relações Exteriores da França.

    As autoridades também descartaram que o incêndio fosse criminoso ou que se tratasse de um atentado terrorista. Frédéric Gisler, comandante da polícia do cantão de Valais, no sul do país, afirma que os relatos de testemunhas indicam ter havido um incêndio generalizado que, então, provocou uma explosão, não o contrário. Uma investigação continua em andamento.

    Crans-Montana é um resort frequentado por celebridades e por profissionais dos esportes de inverno, e é sede habitual da Copa do Mundo de Esqui. O ator britânico Roger Moore, que encarnou James Bond nos filmes da franquia 007, viveu no local, hoje com 10 mil habitantes.

    À imprensa europeia, testemunhas relatam cenas de terror e caos generalizado depois que o fogo se alastrou rapidamente pelo teto do Le Constellation.

    O incêndio foi lembrado nas redes sociais brasileiras pela semelhança com a tragédia da boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS), quando 242 pessoas morreram após o uso de artefatos pirotécnicos em show no local incendiar o teto, cujo material contribuiu para alastrar o fogo rapidamente e exalou fumaça tóxica.
    Duas testemunhas ouvidas pela BFMTV afirmaram que a escada de entrada e saída do bar era pequena para a quantidade de pessoas presentes.

    Elas disseram ainda ter visto o fogo se espalhando rapidamente após velas que soltam faíscas serem levantadas por pessoas que estavam no local e tocarem o teto. As testemunhas também contaram que deixaram rapidamente o local assim que notaram o fogo, e muitos presentes quebraram janelas para fugir do bar, que ficava no subsolo.

    Outras testemunhas que estavam fora do bar descreveram o entorno do Le Constellation conforme feridos conseguiam sair do local em chamas. Cerca de 200 pessoas estavam no bar no momento do incêndio -o Le Constellation tem capacidade para 300 pessoas e mais 40 em seu terraço.

    “Dava para ver o laranja, amarelo, vermelho [das chamas]”, afirmou Dominic Dubois à agência Reuters, lembrando que a prioridade das equipes de resgate e voluntários era esquentar as pessoas que deixavam o local em chamas apenas para se ver em meio ao intenso frio do inverno suíço, que marcava temperatura abaixo de zero na madrugada.

    Dubois disse ainda que um escritório do banco UBS abriu as portas para servir de refúgio aos feridos. “Todas as mesas foram encostadas, e as pessoas entraram para ficarem aquecidas. A triagem começou ali”, afirmou à Reuters.

    “Ainda estou em choque”, disse Anaïs, 17, ao site suíço 24 Heures. “Íamos [ao bar] ontem à noite com uns quinze amigos. Milagrosamente, não tínhamos confirmado a mesa e acabamos ficando em outro local”, contou.

    “O que deveria ser um momento de alegria se transformou, no primeiro dia do ano em Crans-Montana, em um luto que toca todo o país e além”, lamentou o presidente suíço, Guy Parmelin.

    Líderes europeus prestaram homenagens às vítimas e ofereceram ajuda ao governo suíço. “Em meu nome e em nome do governo [da Itália], expresso as minhas mais profundas condolências pelo trágico incêndio ocorrido em Crans-Montana, na Suíça”, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

    “Profundamente comovido após o incêndio em Crans-Montana. Meus pensamentos estão com as famílias enlutadas e os feridos. À Suíça, ao seu povo e às suas autoridades, expresso a total solidariedade e o apoio fraterno da França”, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron. O bar, segundo registros da empresa, é de propriedade de um casal francês.

    Imagens publicadas pela imprensa suíça mostram o prédio em chamas, com equipes de emergência no local. Já registros publicados em redes sociais dão a ideia do caos após o incêndio, com pessoas gritando e correndo. Outro vídeo mostrou o início do alastramento do fogo no teto do local.

    A área foi completamente isolada e uma zona de exclusão aérea foi imposta sobre Crans-Montana enquanto o resgate era feito, informou a polícia.

    O governo do cantão de Valais declarou estado de emergência para mobilizar recursos rapidamente. Equipes de bombeiros e a polícia utilizaram dez helicópteros, e 40 ambulâncias foram mobilizadas para o resgate, de acordo com autoridades.

    “Muitos recursos estão sendo alocados em análise forense para identificar as vítimas e nos permitir entregar os corpos às famílias o mais rápido possível”, afirmou a procuradora-geral Beatrice Pilloud.

    Incêndio em bar de estação de esqui mata cerca de 40 na Suíça e fere 115

  • Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

    Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

    Tudo ocorreu quando se celebrava a entrada do ano novo. Mais de 100 pessoas estariam no interior do bar no momento da explosão.

    Um número ainda não determinado de pessoas morreu — e outras ficaram feridas — após uma explosão seguida de incêndio em um bar da estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça.

    As causas do incidente “ainda são desconhecidas”, informou o jornal Blick. A explosão ocorreu por volta da 1h30 da madrugada (horário local), no Le Constellation Bar and Lounge, duas horas à frente do horário de Brasília.

    O mesmo veículo destaca que o incidente aconteceu durante as comemorações da chegada do Ano Novo. Mais de 100 pessoas estariam dentro do bar no momento da explosão.

    A polícia do cantão de Valais já divulgou uma nota em que o porta-voz Gaetan Lathion confirmou um “incidente em Crans-Montana”. “Várias pessoas feridas estão recebendo atendimento médico. Posso confirmar que há várias vítimas fatais”, acrescentou.

    Crans-Montana é uma estação de esportes de inverno que atrai turistas de todo o mundo.

    Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

  • Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

    Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje a retirada da Guarda Nacional, uma unidade de reserva militar dos Estados Unidos, de Chicago, Portland e Los Angeles, destacamentos que tinham sido amplamente contestados na justiça.

    “Estamos retirando a Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland”, anunciou o líder da Casa Branca em sua rede social, a Truth Social. Donald Trump não descartou a possibilidade de voltar a mobilizar essas unidades.

    O presidente dos Estados Unidos justificou a decisão afirmando que “o crime foi significativamente reduzido” nessas cidades do país.

    “Voltaremos, talvez de uma forma muito diferente e mais forte, quando o crime começar a aumentar novamente — é apenas uma questão de tempo!”, advertiu.

    O envio de efetivos da Guarda Nacional havia sido bloqueado pela Suprema Corte em Chicago e por juízes federais em Los Angeles e Portland.

    Os militares já haviam deixado Los Angeles depois de o presidente norte-americano tê-los enviado no início deste ano, como parte de uma repressão mais ampla ao crime e à imigração ilegal.

    As tropas também foram enviadas para Chicago e Portland, mas nunca chegaram às ruas devido aos questionamentos legais à decisão presidencial.

    Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas