Categoria: MUNDO

  • Vídeo mostra Maduro em sede da agência antidrogas

    Vídeo mostra Maduro em sede da agência antidrogas

    O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está passando a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova York, após ter sido capturado há menos de 24 horas pelos Estados Unidos em Caracas.

    Maduro aterrissou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, um aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova York.

    O chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 que o transportou até Nova York em meio a uma ampla operação de segurança.

    Dezenas de agentes de agências como a Polícia Federal de Investigação, o FBI, e a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) aguardavam a chegada de Maduro, sob uma temperatura de 2 graus Celsius negativos.

    O presidente da Venezuela foi então escoltado até uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e posteriormente transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.

    A Presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e da transferência, mostrando Maduro caminhando por um corredor com um tapete azul com a inscrição “DEA NYD” — Administração de Repressão às Drogas do Distrito de Nova York.

    Em um vídeo, Maduro parece desejar a alguém “Boa noite, Feliz Ano Novo”. De acordo com uma fonte do Departamento de Justiça dos EUA citada pela Reuters, Maduro deverá ser apresentado a um tribunal federal em Manhattan na segunda-feira.

    As acusações contra Maduro
    O líder venezuelano já havia sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público do Distrito Sul de Nova York, que no sábado apresentou novas acusações ao mesmo tribunal.

    Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso de armas automáticas.

    O próximo passo no processo judicial deve ocorrer nos próximos dias, diante de um juiz federal em Manhattan.

    No sábado, os Estados Unidos lançaram “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que resultou na captura do presidente venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, e anunciaram que irão governar o país até a conclusão de uma transição de poder.

    O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, horas após o ataque contra Caracas.

    No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina.

    Rodríguez torna-se a primeira mulher na história do país a chefiar o Poder Executivo, “a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”, declarou a presidente do TSJ, Tania D’Amelio.

    O comunicado não especifica quando Rodríguez tomará posse.

    A posse do novo parlamento, com mandato até 2031 e dominado por aliados leais a Maduro, estava marcada para segunda-feira.

    A comunidade internacional tem se dividido entre condenações aos Estados Unidos e manifestações de apoio à queda de Maduro.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA pode ter “implicações preocupantes” para a região.

    Vídeo mostra Maduro em sede da agência antidrogas

  • Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela

    Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela

    Segundo ele, o objetivo é garantir uma transição “adequada, justa e legal” e promover “liberdade e justiça para o povo venezuelano”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA vão “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo ele, o objetivo é garantir uma transição “adequada, justa e legal” e promover “liberdade e justiça para o povo venezuelano”.

    Trump disse que, sob suas ordens, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma operação militar de grande escala em Caracas, com ações aéreas, terrestres e marítimas. O ataque resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, após meses de especulações e operações militares próximas à costa venezuelana.
    “Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Trump.

     

    Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela

  • Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

    Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

    A divulgação ocorreu após uma ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou uma imagem que mostraria o presidente venezuelano Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima. Na foto, Maduro aparece usando moletom, com os olhos cobertos por óculos, aparentemente algemado. A divulgação ocorreu após uma ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).

    A operação incluiu ataques a diferentes regiões do país, com explosões registradas em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo Trump, a ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente norte-americano afirmou que ambos estão sendo levados para Nova York em uma das embarcações da Marinha dos Estados Unidos que estavam posicionadas no mar do Caribe desde o fim de 2025.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução  

    Ainda neste sábado, Trump declarou que segue avaliando quais decisões serão tomadas em relação ao futuro da Venezuela após a captura do chefe de Estado do país. Em entrevista concedida à emissora Fox News, ele afirmou que os Estados Unidos passarão a ter forte envolvimento com a indústria petrolífera venezuelana, embora não tenha detalhado como essa participação ocorrerá. Segundo ele, a China continuará recebendo petróleo da Venezuela.

    Questionado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio norte-americano, Trump respondeu que ainda não tomou uma decisão sobre o futuro político do país. Ele mencionou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, como outro nome no cenário.

    Durante a entrevista, Trump afirmou que acompanhou a captura de Maduro em tempo real por meio de transmissões feitas por agentes envolvidos na missão em Caracas. Ele comparou a experiência a assistir a um programa de televisão. O presidente dos EUA revelou ainda que a ofensiva militar estava inicialmente programada para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiada por causa de condições climáticas desfavoráveis.

    Trump também declarou que conversou com Maduro cerca de uma semana antes da operação. Segundo ele, o governo venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder pouco antes do ataque. No entanto, Trump afirmou que recusou a proposta. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse o presidente norte-americano ao comentar o episódio.

    Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

  • Trump comemora operação contra Venezuela em entrevista ao New York Times

    Trump comemora operação contra Venezuela em entrevista ao New York Times

    Ele comemorou o resultado da missão como um sucesso e elogiou o planejamento, os soldados e as pessoas envolvidas, segundo o jornal.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em entrevista concedida ao jornal The New York Times após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3), o presidente Donald Trump disse que “a operação foi brilhante”.

    Ele comemorou o resultado da missão como um sucesso e elogiou o planejamento, os soldados e as pessoas envolvidas, segundo o jornal.
    Questionado se havia buscado permissão do Congresso antes do ataque, Trump disse que realizaria entrevista coletiva. “Vamos discutir isso”, ele afirmou, segundo a publicação. A coletiva está marcada para as 13h, horário de Brasília.

    Mais cedo, o presidente americano escreveu em sua rede social, a Truth Social, que os EUA realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país de avião com sua esposa.

    De acordo com o New York Times, a conversa de seu repórter com Trump durou 50 segundos e foi concedida por telefone, poucos minutos após Trump anunciar nas redes sociais que o país havia capturado Maduro. Segundo o jornalista, Trump parecia cansado.

    O repórter diz ter tentado perguntar o que ele prevê para a Venezuela a partir de agora e se a missão de alto risco valeria a pena, mas o presidente respondeu apenas que tudo seria revelado na coletiva.

    O regime venezuelano também divulgou comunicado afirmando ter sofrido uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado da Venezuela, os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    Trump comemora operação contra Venezuela em entrevista ao New York Times

  • Quem é Cilia Flores, a poderosa esposa de Maduro que foi capturada após ataque dos EUA

    Quem é Cilia Flores, a poderosa esposa de Maduro que foi capturada após ataque dos EUA

    Nascida em 1956, Cilia é advogada e uma das figuras políticas mais influentes do chavismo. Ela começou a se relacionar com Maduro nos anos 1990, quando integrou equipe jurídica de Hugo Chávez após a tentativa fracassada de golpe contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Casada com Nicolás Maduro desde 2013, a poderosa Cilia Flores é chamada de “primeira combatente” dentro do chavismo. A primeira-dama venezuelana teria sido capturada junto com o marido neste sábado (3) após um ataque dos Estados Unidos no país.

    Nascida em 1956, Cilia é advogada e uma das figuras políticas mais influentes do chavismo. Ela começou a se relacionar com Maduro nos anos 1990, quando integrou equipe jurídica de Hugo Chávez após a tentativa fracassada de golpe contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.
    Ela ocupou diversos cargos importantes na administração pública e foi eleita deputada em 2000. Conseguiu ser reeleita em 2005 e tornou-se a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, entre 2006 e 2011.

    Em 2012, ela foi nomeada procuradora-geral da Venezuela, reforçando sua influência na política local. Um ano depois, oficializou a união com Maduro, pouco depois de ele chegar à liderança do país após a morte de Chávez vítima de um câncer.
    Cilia foi alvo de sanções dos Estados Unidos e do Canadá em 2008, sob a justificativa de que ela fazia parte do círculo íntimo de Maduro que colaborava para a manutenção do regime.

    Em 2015, dois sobrinhos dela foram presos no Haiti pela agência antidrogas americana (DEA, na sigla em inglês) e condenado por tráfico de cocaína. Eles foram liberados anos depois, em 2022, em uma troca de prisioneiros entre os dois países durante o governo do ex-presidente Joe Biden.

    Ainda não há informações sobre o paradeiro de Cilia e Maduro. Donald Trump disse que o ditador venezuelano será levado para os EUA para julgamento por narcoterrorismo e crimes relacionados a tráfico de drogas.

    O presidente americano afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma entrevista marcada para as 13h, horário de Brasília. O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse que Maduro “finalmente enfrentará a justiça por seus crimes”.

    A Venezuela havia afirmado mais cedo que sofrera uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As Forças Armadas do país foram mobilizadas.

    Quem é Cilia Flores, a poderosa esposa de Maduro que foi capturada após ataque dos EUA

  • Maduro será julgado em Nova York por narcoterrorismo e outros crimes

    Maduro será julgado em Nova York por narcoterrorismo e outros crimes

    De acordo com Pam Bondi, a secretária de Justiça do governo Donald Trump, Maduro, Flores e outras quatro pessoas responderão por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína nos EUA, porte de armas de fogo e conspiração para portar armas de fogo. Washington abriu um novo indiciamento contra o ditador, que já tinha uma recompensa por sua captura.

    VICTOR LACOMBE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados na Justiça de Nova York por crimes de narcoterrorismo e tráfico de drogas depois de serem capturados pelos Estados Unidos neste sábado (3) durante ataque americano contra o país caribenho.

    De acordo com Pam Bondi, a secretária de Justiça do governo Donald Trump, Maduro, Flores e outras quatro pessoas responderão por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína nos EUA, porte de armas de fogo e conspiração para portar armas de fogo. Washington abriu um novo indiciamento contra o ditador, que já tinha uma recompensa por sua captura.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, uma das principais vozes na Casa Branca por trás da intervenção na Venezuela, disse neste sábado que Maduro era um “fugitivo da Justiça americana”. Embora Washington acuse o ditador de comandar o chamado cartel dos sóis, especialistas negam a existência do grupo.

    De acordo com a acusação, enquanto esteve no poder, Maduro buscou “enriquecer a si mesmo e aos membros [do cartel], ampliar seu próprio poder e inundar os Estados Unidos com cocaína com o objetivo de aplicar os efeitos danosos e viciantes da droga contra americanos”. A Venezuela não é uma grande produtora de cocaína, e as rotas de tráfico que saem do país costumam ter como destino portos europeus.

    Na acusação, o governo Trump diz ainda que Maduro utilizou a cocaína como “arma contra a América”. O vice-presidente, J. D. Vance, disse que o ditador venezuelano “não pode esperar que iria fugir da Justiça por tráfico de drogas nos EUA só porque vive em um palácio em Caracas”. Vance afirmou ainda que Washington ofereceu “uma série de alternativas” a Maduro, sem entrar em detalhes, e que a Venezuela precisa “devolver o petróleo roubado” dos EUA, afirmação já feita por Trump no passado.

    Não está claro a que roubo o governo Trump se refere.

    Maduro será julgado em Nova York por narcoterrorismo e outros crimes

  • Nicolás Maduro é levado de navio a Nova York, diz Trump

    Nicolás Maduro é levado de navio a Nova York, diz Trump

    Segundo Trump, Maduro está sendo levado para Nova York em um dos navios da Marinha dos EUA posicionados no mar do Caribe, já que até então seu paradeiro era desconhecido.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que ainda avalia quais serão os próximos passos em relação à Venezuela, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas. Segundo Trump, Maduro está sendo levado para Nova York em um dos navios da Marinha dos EUA posicionados no mar do Caribe, já que até então seu paradeiro era desconhecido.

    Em entrevista à Fox News, Trump declarou que os Estados Unidos passarão a ter forte envolvimento com o setor petrolífero venezuelano, embora não tenha especificado de que forma isso ocorrerá. Ele acrescentou que a China continuará recebendo petróleo da Venezuela. Questionado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio americano, Trump respondeu que ainda está decidindo sobre o futuro do país e citou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.

    O presidente norte-americano afirmou ainda que acompanhou ao vivo a captura de Maduro por meio de transmissões feitas por agentes envolvidos na operação em Caracas, comparando a cena a um programa de televisão. Segundo ele, o ataque estava planejado para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiado devido às condições climáticas. Trump revelou também que chegou a conversar com Maduro uma semana antes da ação e que houve uma tentativa de negociação para uma saída pacífica do poder, proposta que ele recusou.

    De acordo com Trump, Maduro e sua esposa foram detidos em Caracas e levados de helicóptero até o navio de guerra Iwo Jima, uma das principais embarcações da Marinha dos EUA, posicionada no Caribe desde o fim do ano passado. O navio é um porta-aviões de assalto anfíbio da classe Wasp, equipado para operações aéreas e terrestres, com helicópteros, aeronaves e fuzileiros a bordo.

    Após meses de especulações e movimentações militares próximas à costa venezuelana, os Estados Unidos realizaram neste sábado ataques a diferentes pontos de Caracas e capturaram o presidente venezuelano e sua esposa. Trump anunciou a operação em suas redes sociais, afirmando que se tratou de uma ação de grande escala conduzida com apoio das forças de segurança americanas. Ele não informou inicialmente o destino do casal.

    A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou não saber onde Maduro se encontra e exigiu que o governo dos EUA apresente uma prova de vida. Durante a madrugada, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas em cerca de 30 minutos, segundo a Associated Press. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves, correria nas ruas e falta de energia em algumas áreas, especialmente próximas à base aérea de La Carlota.

    Vídeos divulgados nas redes sociais mostram fumaça saindo de instalações militares e aeronaves voando em baixa altitude. Em resposta, o governo venezuelano afirmou que o país estava sob ataque, decretou estado de comoção exterior e convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização. O comunicado oficial acusou os Estados Unidos de tentar promover uma mudança de regime e de buscar o controle de recursos estratégicos, como petróleo e minerais.

    A pressão americana sobre Maduro se intensificou a partir de agosto, quando a recompensa por informações que levassem à sua prisão foi elevada para US$ 50 milhões e a presença militar no Caribe foi ampliada. Inicialmente, Washington alegava combate ao narcotráfico, mas autoridades passaram a indicar que o objetivo seria derrubar o governo venezuelano. Em novembro, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram Maduro de liderar o grupo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos, e Trump determinou bloqueios a embarcações sob sanções, acusando Maduro de prejudicar os Estados Unidos.

    Nicolás Maduro é levado de navio a Nova York, diz Trump

  • Nikolas e Eduardo Bolsonaro publicam foto que seria de Maduro preso

    Nikolas e Eduardo Bolsonaro publicam foto que seria de Maduro preso

    As manifestações ocorreram por meio da rede social X, onde ambos compartilharam uma imagem que mostraria Maduro sendo preso. Apesar da divulgação, nenhuma autoridade oficial confirmou ou publicou a foto.

    Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, e Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, comemoraram neste sábado (3/1) a suposta captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma ofensiva do governo dos Estados Unidos contra Caracas e outras regiões do país. As manifestações ocorreram por meio da rede social X, onde ambos compartilharam uma imagem que mostraria Maduro sendo preso. Apesar da divulgação, nenhuma autoridade oficial confirmou ou publicou a foto.

    Na imagem compartilhada, Maduro aparece escoltado por dois militares norte-americanos, que exibem nos coletes a sigla da DEA, a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro afirmou que o governo venezuelano representa o principal sustentáculo financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo, organização política que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe. O grupo foi criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-presidente cubano Fidel Castro.

    O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo.
    Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!
    pic.twitter.com/gNlhp30lsP

    — Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) January 3, 2026 ” target=”_blank” rel=”noopener”>

    Segundo Eduardo, a prisão de Maduro com vida colocaria Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e outros integrantes do Foro de São Paulo diante de um cenário difícil. Em sua publicação, ele concluiu a mensagem celebrando a liberdade, em tom de comemoração ao ocorrido.

    Nikolas Ferreira também se manifestou nas redes sociais, desejando que outros “ditadores ou juízes da América Latina” tivessem o mesmo desfecho atribuído ao presidente venezuelano. Em postagens adicionais, o parlamentar ironizou a situação ao mencionar uma polêmica envolvendo sandálias havaianas e afirmou que “2026 começou com os dois pés na porta da casa” de Maduro. Em tom de provocação, acrescentou ainda que, a partir daquele momento, o presidente venezuelano precisaria “dedurar o Lula”.

    Nikolas e Eduardo Bolsonaro publicam foto que seria de Maduro preso

  • Rússia condena ataque dos EUA à Venezuela

    Rússia condena ataque dos EUA à Venezuela

    “Na manhã de hoje, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia condenou a ação militar dos EUA na Venezuela neste sábado (3), afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.

    “Na manhã de hoje, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados após ataque à Venezuela. O país sul-americano havia afirmado mais cedo que sofrera uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Rússia condena ataque dos EUA à Venezuela

  • Maduro pode estar morto? Vice-presidente exige prova de vida a Trump

    Maduro pode estar morto? Vice-presidente exige prova de vida a Trump

    A incerteza sobre o paradeiro de Nicolás Madutro levou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, a exigir publicamente que o governo norte-americano apresente uma prova de vida do chefe de Estado.

    O governo da Venezuela afirmou neste sábado (3) que ainda não recebeu qualquer informação oficial sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro, após o anúncio de sua captura por forças dos Estados Unidos. A incerteza levou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, a exigir publicamente que o governo norte-americano apresente uma prova de vida do chefe de Estado.

    Em pronunciamento transmitido por uma rádio do país, Rodríguez declarou que, diante do que classificou como um ataque brutal, o governo desconhece a situação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo ela, Washington deve comprovar imediatamente que ambos estão vivos. A vice-presidente não detalhou como ficará a condução do governo a partir deste momento, mas afirmou que já foram ativados todos os planos de defesa nacional previstos em decreto assinado anteriormente por Maduro.

    Rodríguez afirmou que o presidente venezuelano havia alertado a população sobre a possibilidade de uma agressão desse tipo por parte dos Estados Unidos. Segundo ela, diante desse cenário, Maduro determinou a mobilização popular, acionou milícias e deu ordens claras às Forças Armadas, em coordenação com forças policiais e civis, para responder à ofensiva.

    O posicionamento venezuelano ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que forças americanas realizaram uma operação de grande escala contra a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro. A afirmação foi feita em uma rede social. Segundo Trump, o presidente venezuelano e sua esposa foram detidos durante a ação e retirados do país por via aérea. Ele afirmou que a operação envolveu forças de segurança dos EUA, mas não revelou o destino do casal. Trump também anunciou que mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

    A ofensiva mencionada por Trump ocorreu após uma madrugada de tensão em Caracas. Uma série de explosões atingiu a capital venezuelana, com ao menos sete detonações registradas em um intervalo de cerca de 30 minutos, segundo a Associated Press. Moradores relataram tremores, ruídos de aeronaves e correria em diversos bairros. Houve ainda interrupções no fornecimento de energia elétrica em partes da cidade, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

    Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves voando em baixa altitude sobre Caracas. Logo após os primeiros relatos, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Na nota, Caracas não confirmou a captura de Maduro, mas informou que o presidente havia convocado forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização.

    O comunicado oficial também informou que Maduro assinou um decreto declarando estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. Segundo o texto, a medida visa proteger os direitos da população, assegurar o funcionamento das instituições republicanas e iniciar imediatamente a luta armada. O governo convocou a população a se mobilizar contra o que chamou de agressão imperialista.

    Ainda segundo o governo venezuelano, a operação americana teria como objetivo tomar o controle de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas acusa os Estados Unidos de tentar impor uma “guerra colonial” e promover uma mudança de regime. O país declarou que se reserva o direito à legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se manifestarem em solidariedade.

    A atual escalada ocorre após meses de pressão dos EUA sobre a Venezuela. Em agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e reforçou sua presença militar no Mar do Caribe. Embora inicialmente a mobilização fosse apresentada como combate ao narcotráfico, autoridades americanas passaram a indicar, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo venezuelano.

    Maduro pode estar morto? Vice-presidente exige prova de vida a Trump