Categoria: MUNDO

  • Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

    Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

    A jornalista Tatiana Schlossberg, filha de Caroline Kennedy, contou que descobriu uma mutação rara de leucemia logo após o parto e enfrenta um prognóstico severo. No relato emocionante, ela descreve o impacto da doença na família Kennedy e nos filhos pequenos.

    A jornalista Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, revelou que foi diagnosticada com câncer terminal e que tem menos de um ano de vida.

    Em um artigo publicado na revista The New Yorker, a filha de 35 anos de Caroline Kennedy e do artista Edwin Schlossberg contou que recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA) com uma mutação rara chamada Inversão 3, uma anomalia genética presente em menos de 2% dos casos de LMA.

    Tatiana explicou que descobriu a doença após dar à luz sua filha, quando seu médico identificou uma alteração expressiva na contagem de glóbulos brancos.

    “Algumas horas depois, meu médico percebeu que meu hemograma estava estranho. Uma contagem normal de glóbulos brancos é de cerca de quatro a onze mil células por microlitro. A minha estava em cento e trinta e uma mil células por microlitro”, escreveu.

    Naquele momento, o médico alertou que “podia ser algo relacionado à gravidez e ao parto” ou “podia ser leucemia”, mas Tatiana inicialmente rejeitou a ideia. “Eu tinha um filho que amava mais do que tudo e um recém-nascido que precisava de cuidados”, afirmou.

    A neta de John F. Kennedy, assassinado em Dallas, no Texas, há 62 anos, é casada com George Moran desde 2017. Eles têm dois filhos: um menino de três anos e uma menina de um ano.

    Tatiana foi informada de que “não poderia ser curada por um tratamento padrão”.

    “Eu não conseguia acreditar que estavam falando de mim”, disse. “No dia anterior eu tinha nadado uma milha na piscina, grávida de nove meses. Eu não estava doente. Eu não me sentia doente. Na verdade, eu era uma das pessoas mais saudáveis que conhecia.”

    Ela passou cinco semanas internada no Hospital Columbia-Presbyterian, em Nova York, antes de ser transferida para o Memorial Sloan Kettering, onde recebeu um transplante de medula óssea.

    No artigo, relatou que vivia esse período enquanto seu primo, Robert F. Kennedy Jr., era confirmado como secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, depois de “ter concorrido à presidência como independente, mas principalmente como uma vergonha para mim e para o resto da minha família”.

    Tatiana contou ainda que seus pais e irmãos, incluindo Jack Schlossberg que recentemente se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos — têm ajudado a cuidar das crianças e permanecem ao seu lado “quase todos os dias durante o último ano e meio”.

    “Eles seguraram minha mão com firmeza enquanto eu sofria, tentando não mostrar a própria dor e tristeza para me proteger delas. Isso tem sido um grande presente, mesmo que eu sinta a dor deles todos os dias”, escreveu, lamentando por ter acrescentado “uma nova tragédia” à história da família.

    “Durante toda a minha vida tentei ser boa, uma boa aluna, uma boa irmã e uma boa filha, e proteger minha mãe, nunca a deixando preocupada ou irritada. Agora, acrescentei uma nova tragédia à vida dela, à vida da nossa família, e não há nada que eu possa fazer para impedir”, afirmou.

    Ela se referia ao histórico de tragédias dos Kennedy, que inclui, além do assassinato do avô, o assassinato do tio-avô, o ex-procurador-geral Robert F. Kennedy, em 1968.

    Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

  • Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

    Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

    No encontro com Merz neste sábado, Lula falou das belezas de Belém, da comida e das danças típicas da região. Também estavam na pauta do evento outros temas de interesse dos dois países, como o apoio alemão ao TFFF, o fundo para preservação das florestas tropicais lançado pelo Brasil na COP30

    (CBS NEWS) – O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, disse a Lula (PT) neste sábado (22) que não teve a intenção de ofender Belém e os brasileiros ao expressar alívio por retornar ao seu país depois da COP30. Merz, entretanto, não chegou a se desculpar pela declaração.

    O premiê e o presidente brasileiro tiveram um encontro bilateral de pouco mais de meia hora durante a cúpula do G20, que acontece neste fim de semana em Joanesburgo, na África do Sul.

    Respondendo sobre o encontro à TV Globo depois de participar de uma entrevista coletiva com jornalistas alemães, Merz descreveu a reunião com Lula como “ótima”. O premiê ressaltou que o brasileiro irá a Hanover, na Alemanha, em abril de 2026, para visitar uma feira industrial.

    “Somos amigos próximos. Estou realmente ansioso para encontrá-lo várias vezes no futuro”, acrescentou Merz, que foi pressionado pela oposição na Alemanha após a fala sobre Belém. A declaração, na qual o premiê disse que todos ficaram felizes de ir embora “daquele lugar”, causou mal-estar entre políticos brasileiros como o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que se referiu ao alemão como “filhote de Hitler vagabundo” nas redes sociais.

    No encontro com Merz neste sábado, Lula falou das belezas de Belém, da comida e das danças típicas da região. Também estavam na pauta do evento outros temas de interesse dos dois países, como o apoio alemão ao TFFF, o fundo para preservação das florestas tropicais lançado pelo Brasil na COP30.

    Após a reunião, Merz fez uma publicação em uma rede social e disse: “Foi um prazer revê-lo hoje, presidente Lula” -os dois estiveram juntos na capital paraense no último dia 7 para a Cúpula de Líderes, que antecedeu o início oficial da COP30. “Na próxima vez que estiver em Belém, explorarei mais -desde os passos de dança à gastronomia local e à floresta tropical. Espero fortalecer ainda mais nossa relação de parceria e amizade”, concluiu o primeiro-ministro.

    O governo alemão quer incentivar o investimento privado no Fundo de Florestas. Berlim anunciou € 1 bilhão para a iniciativa na última quarta-feira (21) e espera que o valor “seja um catalisador para mais financiamento privado” e “contribuição fundamental para a abordagem inovadora do TFFF”.

    Segundo o Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento do país, “o mecanismo exato de contribuição ainda está sendo avaliado pelo governo”. A explicação dada à Folha contrasta com a assertiva no meio da semana de Carsten Schneider, ministro do Meio Ambiente, que descreveu o aporte como “subvenção, não investimento”.

    Isso significa que a Alemanha está colocando recursos no fundo sem expectativa de retorno, como uma doação, o que progressivamente aumentaria a participação alemã no fundo. “É particularmente importante que 20% dos recursos sejam destinados diretamente às populações indígenas que vivem na floresta e dela dependem”, disse Carsten em Belém.

    A proposta inicial do governo brasileiro era levantar US$ 25 bilhões com países, valor que alavancaria outros US$ 100 bilhões de investidores privados. A aplicação dos recursos em papéis de mercado, notadamente em título de países em desenvolvimento, geraria rendimentos para remunerar os investidores e também os países que preservarem suas florestas.

    Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

  • Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

    Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

    Anna Kepner, de 18 anos, foi encontrada morta em um navio que seguia de Miami ao Caribe. A polícia investiga se houve envolvimento do meio-irmão, enquanto analisa imagens de segurança e registros do cruzeiro. A família descreve a jovem como dedicada e cheia de planos para o futuro.

    Uma jovem de 18 anos foi encontrada morta sob uma cama em um navio de cruzeiro que navegava pela costa dos Estados Unidos em 8 de novembro. As autoridades agora investigam o possível envolvimento do meio-irmão da vítima.

    Anna Kepner viajava no Carnival Horizon, que fazia a rota entre Miami e o Caribe, quando foi localizada sem vida. Segundo a ABC News, que teve acesso a informações preliminares da investigação, o corpo estava enrolado em um cobertor e coberto por coletes salva-vidas.

    A polícia trabalha com diferentes linhas de apuração. Uma delas aponta para uma possível briga entre Anna e o meio-irmão antes da morte. Outras hipóteses, como emergência médica ou overdose, ainda não foram descartadas.

    Imagens das câmeras de segurança, registros de movimentação por cartão e demais dados coletados no navio estão sendo analisados para determinar onde familiares da jovem estavam no momento do ocorrido.

    Um documento judicial relacionado a um processo de custódia, sem ligação direta com a morte, sugere que o adolescente pode vir a ser responsabilizado. No texto, a madrasta de Anna afirma que o FBI conduz uma investigação ligada ao “falecimento repentino de Anna Kepner, 18 anos”, e pede o adiamento da audiência porque um dos filhos menores pode enfrentar acusações criminais.

    Segundo o documento, qualquer depoimento da madrasta poderia prejudicar o adolescente, motivo pelo qual ela não poderia ser obrigada a testemunhar.

    A família de Anna a descreve como uma jovem cheia de vida, comunicativa e excelente aluna. Parentes afirmaram à ABC News que ela sonhava em seguir carreira militar, havia participado de audições e já conversava com recrutadores. “Ela iluminava qualquer ambiente”, disseram. “Era divertida, fazia todos rirem e tinha uma energia que atraía as pessoas.”

    Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

  • Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

    Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

    O advogado de Donald Trump, Martin de Luca, criticou Alexandre de Moraes por decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, afirmando que a decisão prejudica a diplomacia de Lula com os EUA. Ele retuitou mensagens de Tarcisio de Freitas e aliados de Trump, todos contrários à medida.

    Martin de Luca, advogado do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou com a diplomacia de Lula, após decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã deste sábado. Luca representou as empresas Rumble e Trump Media em uma queixa civil na Justiça Federal da Flórida contra o ministro Alexandre de Moraes.

    “Lula e Alckmin correram contra o relógio por meses para estabilizar a relação do Brasil com os EUA. Eles sabem que o Brasil caminha sobre gelo fino com Donald Trump. Finalmente, eles receberam o primeiro sinal de boa vontade ontem\”. Porém, completa ele, numa postagem no X, “na manhã seguinte, Moraes sabota todo o esforço diplomático com uma única decisão, exatamente o tipo de excesso que desencadeou a crise\”.

    “Enquanto a equipe de Lula tenta desesperadamente reconstruir a confiança com os EUA, Moraes faz tudo o que pode para provar por que foi sancionado”, escreveu ele. “Se o Brasil quer credibilidade no exterior, talvez devesse começar por pôr a sua própria casa em ordem, porque, neste momento, um homem está desfazendo o trabalho de todos os outros em tempo real.”

    Luca também retuitou um post do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, também crítico à prisão. “Jair Bolsonaro tem enfrentado todos os ataques e todas as injustiças com a firmeza e a coragem de poucos. Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, todos os laudos médicos e evidências, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”, escreveu Tarcisio. “Bolsonaro é inocente e o tempo mostrará. Seguimos firmes ao seu lado e lutaremos para que essa injustiça seja reparada o quanto antes.”

    Luca também retuitou posts do advogado Jason Miller, conselheiro de Trump que atuou por sanções a Moraes. Além de um post do brasilianista texano Brian Winter, todos contrários à prisão preventiva.

    Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

  • Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

    Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

    Em discurso na cúpula do G20, Lula alertou que o bloco pode perder relevância após o boicote dos EUA e defendeu diálogo entre países ricos e emergentes. O presidente destacou impactos da guerra da Ucrânia, desigualdade global e dívidas públicas como ameaças que exigem soluções conjuntas e urgentes.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o G20 corre risco de perder sua capacidade de atuação após o boicote dos Estados Unidos à cúpula que começou em Joanesburgo, na África do Sul. Segundo ele, o grupo só continuará relevante se mantiver o diálogo amplo entre países desenvolvidos e emergentes.

    Lula declarou que o funcionamento do G20 como espaço de coordenação internacional “está ameaçado”, sem citar diretamente os EUA, que decidiram não participar dos debates. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o boicote após afirmar, no início de novembro, que sul-africanos brancos estariam sendo mortos e tendo terras confiscadas ilegalmente, acusações rejeitadas com veemência pelo governo da África do Sul.

    Com a decisão de Washington, o país será representado apenas pelo encarregado de negócios da embaixada em Pretória, Marc Dillard, na cerimônia de domingo. Nessa data, a África do Sul entrega a presidência rotativa do G20 justamente aos Estados Unidos, que assumem o comando em 1º de dezembro.

    Durante seu discurso, Lula defendeu que o bloco continue sendo um espaço para enfrentar os principais desafios globais. Ele citou o impacto da guerra da Ucrânia nas cadeias de energia e alimentos e mencionou as dificuldades estruturais da América Latina e do Caribe, que, segundo ele, seguem sem perspectiva de solução.

    O presidente brasileiro também alertou que problemas como desigualdade extrema e sobrecarga de dívidas públicas já configuram ameaças sistêmicas. Lula afirmou que quase metade da população mundial vive em países que gastam mais com o serviço da dívida do que com saúde ou educação, e defendeu mecanismos que permitam trocar dívidas por investimentos em desenvolvimento e ações climáticas.

    Lula pediu ainda que a desigualdade seja tratada como uma emergência global e que normas e instituições internacionais sejam reformuladas para reduzir assimetrias entre países ricos e pobres.

    A cúpula do G20, que termina no domingo, discute temas como crescimento econômico sustentável, comércio internacional, financiamento para o desenvolvimento e o endividamento dos países mais pobres.

    Criado em 1999, o G20 reúne 19 nações entre elas Brasil, Estados Unidos, China, Índia e Alemanha além da União Europeia e da União Africana.

    Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

  • Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

    Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

    Organizações denunciam que o Spiridon 2 percorre o oceano há mais de dois meses com animais doentes, mortos e sem condições mínimas de bem-estar. Sem porto para atracar, o caso pressiona autoridades europeias a agir e rever regras do transporte marítimo de animais vivos.

    A situação do navio Spiridon 2, que circula há mais de dois meses com quase três mil vacas a bordo, levou organizações de proteção animal a exigirem que a Europa intervenha para evitar uma tragédia ao longo do transporte marítimo de animais vivos. O caso, considerado um dos piores dos últimos anos, colocou autoridades e entidades sob forte pressão.

    O Spiridon 2 deixou Montevidéu em 20 de setembro com 2.901 bovinos destinados à Turquia. A embarcação chegou ao porto de Bandirma em 22 de outubro, mas foi impedida de atracar por falhas de documentação e divergências na identificação dos animais. Sem autorização, o navio ficou quase um mês parado em alto-mar até ser obrigado a retornar. Agora, segue em direção à Líbia antes de voltar ao Uruguai, com previsão de chegada no meio de dezembro.

    Segundo a AWF e a Oipa, metade das vacas estaria prenhe. As entidades afirmam que mais de 140 bezerros nasceram durante a viagem, sem qualquer informação sobre sua sobrevivência. Há ainda o registro de 58 mortes confirmadas a bordo, com carcaças em decomposição no interior da embarcação. As organizações descrevem o Spiridon 2 como “um navio da morte”, alegando que os animais vivem sobre fezes acumuladas, sem ventilação adequada, sem descanso e possivelmente sem abastecimento recente de ração, água ou cuidados veterinários.

    O governo turco justificou a recusa ao navio citando ausência de brincos e chips eletrônicos e inconsistências entre a carga e a documentação entregue. Autoridades uruguaias, porém, apontam que a disputa seria comercial, não sanitária.

    Diante da situação, grupos de proteção animal pedem que a União Europeia intervenha imediatamente. As entidades querem inspeções obrigatórias em portos, mudanças na legislação e mecanismos que impeçam que navios continuem navegando com animais em condições extremas. Segundo a Oipa, se nenhuma ação for tomada, “parte do rebanho pode não sobreviver até o desembarque”.

    Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

  • Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

    Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

    Autoridades descartam violência e investigam se a mulher sofreu um mal súbito ou ficou impossibilitada de pedir ajuda após a morte da filha, encontrada no mesmo cômodo da casa em Abegondo, na província de La Coruña.

    Uma idosa de 87 anos morreu na quinta-feira após passar vários dias ao lado do corpo da filha, de 50 anos, em Abegondo, na província de La Coruña, na Espanha. A polícia informou que não há sinais de violência nem qualquer indício de participação de terceiros.

    A idosa foi encontrada inconsciente na noite de quarta-feira e levada em estado grave para um hospital, onde acabou não resistindo, segundo a emissora Telecinco. A morte da filha só veio à tona depois que colegas de trabalho estranharam a ausência dela por vários dias e não conseguiram contato. Um familiar foi até a residência e acionou os serviços de emergência ao encontrar as duas no imóvel.

    Mãe e filha estavam na mesma divisão da casa. A mulher de 50 anos já estava morta e a idosa ainda apresentava sinais vitais, mas não resistiu mesmo após receber atendimento.

    Segundo parentes, a idosa era totalmente independente e não necessitava de cuidados especiais. Agora, as autoridades apuram se ela sofreu uma queda ou algum mal súbito que a tenha impedido de pedir ajuda. A Guardia Civil reforça que não há evidências de agressão ou crime.

    Investigadores também consideram a possibilidade de que a idosa tenha sido incapaz de reagir às condições em que ficou após a morte da filha, permanecendo dias ao lado do corpo até entrar em colapso.

    Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

  • Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Durante uma celebração na Venezuela, Nicolás Maduro voltou a provocar os Estados Unidos ao afirmar que nenhuma ameaça vai detê-lo. O presidente usou música e declarações públicas em meio à crescente tensão militar entre Washington e Caracas.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a usar música e dança para enviar recados políticos. Durante um evento pelo Dia do Estudante, na sexta-feira, ele subiu ao palco, dançou ao som de música eletrônica e afirmou que “as ameaças” dos Estados Unidos não vão detê-lo.

    Enquanto dançava, era possível ouvir frases como “No war, no crazy war, peace, peace yes, peace”. Animado, Maduro disse: “É sexta-feira e o que acontece na sexta? A Venezuela em paz. Sexta à noite é festa total. Festa, festa, festa! É sexta e eu vou para a festa. Ninguém me para! Música!”, segundo o g1.

    O vídeo circulou nas redes sociais.

    Desde agosto, os Estados Unidos mantêm navios de guerra, caças e milhares de militares nas águas do Caribe e do Pacífico, em uma operação voltada oficialmente ao combate ao narcotráfico. Caracas, porém, acusa Washington de promover uma “ameaça militar letal” com o objetivo de derrubar Maduro.

    Durante o encontro com estudantes universitários, o presidente venezuelano pediu que os jovens estabeleçam diálogo com movimentos estudantis norte-americanos para defender o fim da guerra.

    Essa não é a primeira vez que Maduro recorre à música para mandar mensagens aos EUA. Na semana anterior, ele cantou “Imagine”, de John Lennon, durante um comício em que pediu paz entre os países.

    A crise entre Venezuela e Estados Unidos

    A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois da chegada do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, ao mar do Caribe. Os EUA afirmam que a operação tem como objetivo combater o tráfico de drogas, enquanto Maduro acusa o governo norte-americano de tentar derrubá-lo e se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas.

    Em outubro, Washington chegou a oferecer uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, após acusá-lo de envolvimento com narcotráfico.

    O presidente Donald Trump, que já autorizou ações clandestinas da CIA em território venezuelano, disse que o governo de Maduro estava com os dias contados, embora não tenha detalhado como esse cenário ocorreria.

    Trump declarou ainda que pretende conversar com Maduro “em um futuro não muito distante”, afirmando ter “algo muito específico” a dizer ao líder venezuelano, em meio ao atual clima de tensão militar no Caribe.

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

  • Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    A deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que deixará o cargo em janeiro de 2026 após romper com Donald Trump por críticas à condução do caso Epstein. A congressista disse ter sido atacada e chamada de traidora pelo presidente ao defender vítimas de tráfico e abuso sexual.

    Marjorie Taylor Greene, antes uma das aliadas mais próximas de Donald Trump e um dos nomes mais influentes da direita radical nos Estados Unidos, anunciou na sexta-feira que deixará seu mandato na Câmara dos Representantes. A decisão ocorre após críticas que fez à forma como o presidente norte-americano tratou o caso Epstein.

    “Vou renunciar ao meu cargo em 5 de janeiro de 2026”, afirmou a deputada da Geórgia em comunicado publicado no X. Ela declarou ainda que defender mulheres norte-americanas que foram abusadas aos 14 anos e vítimas de tráfico sexual “não deveria resultar em ser chamada de traidora e ser ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, por quem lutei”.

    Em um vídeo divulgado online, Greene disse também que sempre foi “desprezada em Washington” e que “nunca se encaixou” no ambiente político da capital.

    A ruptura entre Trump e uma de suas principais apoiadoras tornou-se pública depois que ele passou a chamá-la de “Marjorie, a Traidora Greene” e “Maggie, a Louca”, em resposta às críticas dela sobre a condução do caso envolvendo Jeffrey Epstein, o financista de Nova York que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.

    A postura de Trump sobre o caso, considerando sua antiga proximidade com Epstein, provocou divisões dentro do Partido Republicano, normalmente alinhado ao presidente. Após resistir por muito tempo, Trump acabou sancionando uma lei que obriga seu governo a divulgar documentos relacionados ao caso, ainda que com limitações processuais. Não está claro, porém, até onde essas revelações irão.

    O presidente norte-americano sempre negou ter conhecimento dos crimes cometidos por Epstein. Ele afirma que os dois deixaram de se relacionar anos antes de surgirem as acusações que levaram o financista à prisão.

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

  • EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    Donald Trump pressiona a Ucrânia a assinar acordo de paz com a Rússia até 27 de novembro, sob ameaça de corte no fornecimento de inteligência e armas. Zelenski busca apoio europeu para preservar soberania, enquanto os termos favorecem Moscou e limitam forças ucranianas em meio a avanços russos no front.

    (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump pressiona a Ucrânia a aceitar o acordo de paz desenhado em conjunto com a Rússia para encerrar o conflito disparado pela invasão de Vladimir Putin em 24 de fevereiro de 2022.

    Segundo vazamentos da Casa Branca a meios de comunicação ocidentais, como a agência de notícia Reuters, o republicano quer ver os 28 pontos do acordo assinados por Volodimir Zelenski até a quinta-feira da semana que vem (27).

    Se isso não ocorrer, dizem autoridades americanas, o país pode cortar o fornecimento de informações de inteligência vitais para Kiev lutar sua guerra, como imagens de satélite com movimentos de tropas e monitoramento de lançamento de mísseis e drones.

    O suprimento de armas, que hoje só chegam por meio de reduzidas compras feitas por países europeus de equipamento dos EUA, também será vetado. Na prática, tudo isso pode dificultar muito a defesa da Ucrânia, já sob intensa pressão em três pontos da frente de mil quilômetros de extensão.

    Cercado, Zelenski buscou apoio dos aliados europeus, que foram deixados de lado por Trump na negociação com os russos para pôr fim ao conflito mais sangrento em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

    Ele participou de uma conversa telefônica com o presidente francês, Emmanuel Macron, e os premiês Keir Starmer, do Reino Unido, e Friedrich Merz, da Alemanha. Segundo a chancelaria em Berlim, todos concordaram que a Ucrânia tem de se manter soberana e reter capacidade de defesa.

    Zelenski, por sua vez, afirmou que irá trabalhar para ter os “princípios da Ucrânia” respeitados no acordo, que é amplamente favorável ao Kremlin -a única concessão maior de Putin foi ceder um terço dos US$ 300 bilhões em reservas externas congeladas para a reconstrução do país invadido.

    No mais, pelos termos colocados a Ucrânia perderá cerca pouco mais de um quinto do seu território e terá as Forças Armadas limitadas a 600 mil soldados, 40% a menos do que têm hoje em combate. Ficará proibida de ingressar na Otan e de ter militares da aliança ocidental em seu território, assim como aviões de combate.

    Após a ligação, Macron afirmou que os líderes concordaram que qualquer conversa a partir de agora terá de ter a participação da Ucrânia, da União Europeia e da Otan, já que o futuro do continente depende do arranjo de paz mais amplo proposto no acordo.

    É o que o francês e outros podem fazer, dado que os termos em si já estão na mesa. Como muitos deles são vagos, há espaço contudo para negociações. O site americano Axios, por exemplo, diz que as garantias de segurança que não são detalhadas na proposta podem incluir uma cláusula de defesa da Ucrânia semelhante ao mecanismo da Otan de assistência mútua em caso de ataque.

    A situação do ucraniano, de todo modo, é grave. Ele está sob forte pressão doméstica após a descoberta de um desvio de US$ 100 milhões no setor de energia do país, escândalo que derrubou dois ministros.

    No campo de batalha, os russos tomaram a estratégica Kupiansk, em Kharkiv, e nesta sexta conquistaram cinco vilarejos em Donetsk. Em Zaporíjia, no sul, as forças de Putin fizeram avanços rápidos devido ao enfraquecimento da defesa de Kiev, que foi obrigada a mandar reforços para o leste.

    O Kremlin tem buscado distância do debate público. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou nesta sexta que o país ainda não foi informado oficialmente dos 28 tópicos do acordo, um diversionismo, e que não irá fazer comentários para não atrapalhar as negociações que foram conduzidas de seu lado pelo chefe do fundo soberano do país, Kirill Dmitriev.

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir