Categoria: MUNDO

  • Mortes na Guerra da Ucrânia disparam 135% sob Trump

    Mortes na Guerra da Ucrânia disparam 135% sob Trump

    A violência global caiu em vários conflitos, mas a Guerra da Ucrânia registrou aumento de 135% nas mortes, somando 87.458 vítimas entre 2024 e 2025. No total, 239.787 pessoas morreram em 36 guerras ativas. O Brasil aparece em destaque, com 7.108 mortes ligadas ao crime organizado.

    (CBS NEWS) – O mundo viu um certo arrefecimento na violência de seus principais conflitos armados, com a notável exceção da Guerra da Ucrânia, que registrou um aumento brutal de 135% no número de mortos de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025.

    O período coincide com a volta de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos, eleito em novembro de 2024. De forma paradoxal, ao anunciar e abrir negociações com a Rússia, o republicano estimulou ambos os lados a acirrarem suas ações de olho em posições mais vantajosas no campo em caso de uma trégua, como a Folha de S.Paulo havia mostrado em julho.

    Morreram no conflito 87.458 pessoas, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (25) da Pesquisa de Conflitos Armados do IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, na sigla inglesa), um anuário da entidade londrina que compila dados próprios e de diversas bases. Estima-se que de 1.500 a 2.000 das vítimas eram civis.

    Os eventos violentos quase dobraram, chegando a 80 mil -17 mil deles em solo russo, um reflexo da intensificação dos ataques ucranianos com drones e da malfadada incursão que tomou um pequeno pedaço da região meridional de Kursk, de agosto de 2024 a abril deste ano.

    A guerra decorrente da invasão russa de 2022 é 1 dos 36 conflitos armados ativos no mundo. Eles mataram 239.787 pessoas no período analisado, um aumento de cerca de 23% ante o aferido na edição de 2024 da pesquisa. Cerca de 50 mil desses mortos eram civis, 40% a mais do no levantamento anterior.

    Apesar da carnificina na Ucrânia, que inclui 5.160 mortos na Rússia , o ritmo global diminuiu: de 2023 para 2024, o crescimento geral havia sido de 37% devido à guerra na Faixa de Gaza.

    Apesar de a frágil trégua na região só ter sido costurada em outubro, fora do escopo da análise, houve um cessar-fogo temporário no começo do ano e ações menos intensas de Israel no território.

    O resultado foi uma queda pela metade nas mortes, somando agora 20.990 -incluindo aí vítimas na Cisjordânia, e não os 106 mortos registrados do lado israelense.

    Ainda assim, o mundo segue com o maior índice de violência desde a Segunda Guerra Mundial, com exceção do período da Guerra da Coreia (1950-53) e do genocídio em Ruanda (1994), como nos últimos anos.

    As contas do IISS abarcam mortes de militares, civis e integrantes de grupos armados não nacionais. Nesse quesito surge em destaque o Brasil, que viu sua posição no ranking de mortes subir de décimo para sétimo, totalizando 7.108 vítimas. Em eventos violentos, caiu de quinto para sexto, mas com aumento nominal: 9.015 incidentes reportados.

    Esses dados associam diretamente mortes ao crime organizado, o problema do caso brasileiro. São um recorte entre as 44 mil mortes aferidas em 2024 todo pelo Anuário Brasileiro da Segurança Pública, mas particularmente preocupantes segundo o IISS devido ao crescimento da influência do PCC e do Comando Vermelho na economia formal.

    Evidenciada pela Operação Carbono Oculto, em agosto, tal mudança de perfil lembra um fenômeno mundial: a submissão progressiva da população a Estados paralelos. Segundo o IISS, usando dados a Cruz Vermelha, há 380 grupos armados servindo como governos para 204 milhões de pessoas no mundo -quase um Brasil.

    Oitenta e cinco por cento desses grupos cobram impostos e provêm serviços públicos. Eles são mais ativos na África e Oriente Médio, que concentram respectivamente 158 e 85 desses atores. As Américas vêm a seguir, com 72.

    Em relação a deslocados internos e refugiados, contados pela ONU, a situação é sempre grave em países conflagrados.

    Se o segundo item só teve melhora relativa no Afeganistão, no primeiro o destaque negativo é o Sudão, 11,5 milhões de refugiados ante 9 milhões na pesquisa anterior. Chama a atenção na América Latina a Colômbia, com um salto de 5 milhões para 7,2 milhões no período.

    A pesquisa também faz um perfil socioeconômico de quem é afetado pelos conflitos. Apesar de a Guerra da Ucrânia ser uma exceção dada a renda média maior dos russos, somente 5 dos 36 países têm um Produto Interno Bruto per capita superior a US$ 20 mil -o Brasil fica um pouco abaixo disso, em sexto lugar no ranking.

    A desigualdade também é fator importante, particularmente naqueles conflitos ligados ao crime organizado: Brasil e Colômbia figuram com os piores índices de Gini, que mede o problema, na lista.

    O mesmo pode se dizer acerca do papel da democracia. Cruzando o indicador de boa governança da britânica Economist Intelligence Unit com os países pesquisados, apenas 8 dos 36 tiram acima de 5 numa escala de 0 a 10 -o Brasil está no meio do caminho, ao lado de México e Tailândia, com nota 5.

    Quando o fator apurado é a percepção de corrupção, é utilizado o ranking da Transparência Internacional, no qual 0 é o pior nível e 100, o melhor. Só Israel, entre os países em guerra ou conflito, fica acima de 50, marcando 64 pontos na escala vigente de 2024. O Brasil fica com 34, e o pior nível é o do Sudão, com 8.

    Mortes na Guerra da Ucrânia disparam 135% sob Trump

  • Mulher mostra rosto reconstruído após ter nariz arrancado por cão nos EUA

    Mulher mostra rosto reconstruído após ter nariz arrancado por cão nos EUA

    Três anos depois de ser atacada por um cão da raça Boerboel e perder completamente o nariz, a americana Jordan Wilson revela o resultado das 16 cirurgias de reconstrução facial e descreve o impacto físico e emocional do trauma, além das mudanças em sua relação com animais.

    Jordan Wilson, de 29 anos, voltou a aparecer nas redes sociais mostrando como está seu rosto reconstruído, três anos depois de ter sofrido um ataque brutal de um cão da raça Boerboel que destruiu completamente o seu nariz. Moradora da Pensilvânia e mãe de duas crianças, ela já passou por 16 cirurgias desde então.

    O ataque ocorreu em abril de 2022, durante uma visita ao cunhado, em Tampa, na Flórida. Jordan estava dentro da casa, conversando sentada no chão, quando o animal avançou sem aviso. Ela desmaiou na hora e só soube exatamente o que aconteceu por meio do relato do noivo, que contou que o cão primeiro se aproximou como se fosse cheirá-la e, de forma repentina, arrancou todo o nariz em um único movimento.

    Levada de urgência ao hospital, recebeu os primeiros cuidados para conter o sangramento e preparar o rosto para uma reconstrução extensa. “Disseram que ele arrancou tudo e provavelmente engoliu”, lembrou. Jordan só se viu no espelho dias depois, quando já havia passado pela segunda cirurgia, que incluiu enxerto de pele e o primeiro expansor de tecido.

    A reconstrução exigiu uma série de técnicas complexas. Para criar um novo nariz, os médicos utilizaram pele retirada da testa, que precisou ser esticada com expansores, deixando a região bastante volumosa durante o processo. Ela também passou pelo procedimento de retalho frontal, em que a pele da testa é transferida para a área nasal e separada em etapas posteriores. Ao longo da recuperação, os nervos foram se reorganizando, o que causou sensações peculiares: “No começo, tocar o meu nariz parecia tocar a testa. Hoje já sinto como se fosse realmente meu”.

    Jordan ainda passou por outras cirurgias para ajustar o formato e o tamanho do nariz recém-construído. Apesar dos avanços, ela conta que ainda enfrenta limitações práticas: as vias nasais funcionam, mas as narinas estreitas e a rigidez da cartilagem impedem qualquer manipulação interna.

    Familiares e amigos dizem que ela está cada vez mais parecida com a antiga Jordan, mas a jovem admite que ainda não se reconhece totalmente. “Mais de três anos depois, continuo tentando me adaptar. Ainda é difícil sair de casa sem imaginar que todo mundo está tentando entender o que aconteceu comigo”.

    O episódio também mudou sua relação com animais. “Eu gosto de bichos, mas agora sou muito mais cautelosa. E, quando meus filhos estão perto de cachorros, meu instinto protetor dispara”.

     

    @sincerelyjord Replying to @Sverre Longvastøl Fl DOG ATTACK STORY PART 1 #fyp #trending #replytocomments #storytime #plasticsurgery original sound – Jord.

    Mulher mostra rosto reconstruído após ter nariz arrancado por cão nos EUA

  • Comentarista acusa Macron de planejar sua morte e causa revolta online

    Comentarista acusa Macron de planejar sua morte e causa revolta online

    A comentarista americana afirma que o presidente francês e a primeira-dama teriam contratado um assassino com apoio de Israel para matá-la. A acusação, sem provas, gerou deboche, críticas e reações políticas, reacendendo polêmicas envolvendo Owens.

    Candace Owens está no centro de uma nova polêmica ao afirmar que Emmanuel e Brigitte Macron teriam contratado um “assassino” para matá-la, contando ainda com ajuda de Israel. A comentarista conservadora dos Estados Unidos mantém há anos uma disputa pública com o casal francês, alegando repetidamente e sem qualquer prova que a primeira-dama teria nascido homem.

    Em uma série de postagens publicadas na última sexta-feira, 22 de novembro, na rede X, Owens disse ter sido contatada por alguém que descreveu como um “alto funcionário do governo francês”. Segundo ela, essa pessoa teria relatado que o casal Macron “ordenou e financiou” sua morte.

    “Dois dias atrás, fui procurada por uma autoridade francesa. Pela posição dela e ligação direta com os Macron, considerei a informação séria o suficiente para vir a público caso algo me aconteça”, escreveu.

    Owens afirmou ainda que, de acordo com essa suposta fonte, uma pequena equipe do Groupe d’Intervention de la Gendarmerie Nationale teria recebido autorização para executar o plano. A comentarista disse também que um “cidadão israelense” faria parte desse alegado grupo de ataque e que “os preparativos já estariam concluídos”.

    Ela acrescentou que a pessoa que a alertou teria apresentado “provas concretas” de sua proximidade com o governo francês e alegou que o suposto assassino de Charlie Kirk teria treinado com a 13ª Brigada da Legião Estrangeira francesa. Owens ainda mencionou que o jornalista Xavier Poussard “também estaria em risco”.

    Em tom dramático, escreveu: “Isto é muito sério. O chefe de Estado francês supostamente quer nos ver mortos e autorizou unidades profissionais para isso.”

    Por fim, Owens disse não saber em quem confiar dentro do governo dos Estados Unidos, alegando que sua fonte afirmou que autoridades americanas “estão cientes” do caso.
     
     

    Já no domingo, a comentarista voltou a atualizar os seguidores, dizendo que havia “informado pessoas do governo federal e da Casa Branca” e afirmando que “em breve revelaria os nomes dos assassinos”. Depois disso, escreveu que a recompensa por sua cabeça seria de 1,5 bilhão de dólares.

    Os comentários à publicação apareceram rapidamente. Muitos internautas disseram que Candace estava “louca” e fizeram piada com a situação, enquanto outros demonstraram apoio e pediram “orações”.

    Segundo o New York Post, Candace Owens trava há anos uma disputa pública com o casal Macron, afirmando repetidamente que Brigitte Macron teria nascido homem.

    Em julho deste ano, Emmanuel e Brigitte Macron moveram um processo por difamação contra a comentarista, acusando-a de promover “uma campanha de humilhação que durou um ano”.

    Alvo de críticas

    Candace Owens também tem sido alvo de críticas nos últimos meses por difundir teorias conspiratórias sobre o assassinato de Charlie Kirk, alegando repetidamente que o acusado, Tyler Robinson, não teria agido sozinho.

    Em 2024, foi eleita “Antissemita do Ano” pela organização StopAntisemitism, após declarações em que afirmava que “judeus bebem sangue cristão” e seriam “pedófilos que controlam a mídia”.

    Quem é Candace Owens?

    Candace Owens é comentarista política, ativista e influenciadora conservadora nos Estados Unidos. Entre 2017 e 2019, comandou a área de comunicação da Turning Point USA, organização conservadora fundada por Charlie Kirk, assassinado em setembro deste ano.

    A comentarista é apoiadora de Donald Trump e crítica ferrenha do movimento Black Lives Matter.

    Em 2018, o rapper Kanye West, também aliado político de Trump, publicou na rede social X que admirava “a forma de pensar de Candace Owens”.

    Em 2021, Candace passou a apresentar um talk show no The Daily Wire, chamado “Candace”.

    Comentarista acusa Macron de planejar sua morte e causa revolta online

  • Noivo sem mãe pede sogra para dançar com ele e vídeo emociona a web

    Noivo sem mãe pede sogra para dançar com ele e vídeo emociona a web

    O gesto de um noivo que perdeu a mãe e convidou a futura sogra para a tradicional dança de casamento viralizou nas redes sociais. O pedido, feito diante das cunhadas, simboliza a união entre as famílias e tem emocionado milhões de pessoas.

    Um vídeo que viralizou nas redes sociais está emocionando milhares de pessoas ao mostrar o verdadeiro significado de acolher alguém como parte da família.

    O registro mostra um noivo que perdeu a mãe antes de se casar e que decidiu fazer um convite especial à futura sogra: ele pediu que ela fosse sua parceira na tradicional dança entre mãe e filho durante o casamento.

    A cena foi gravada pela noiva e contou com a presença das irmãs dela, que celebraram a escolha com alegria.

    O vídeo ganhou força não apenas pela reação da mãe da noiva, mas também pela mensagem simbolizando a união de duas famílias e o gesto de abrir espaço para um novo vínculo de amor.

    Segundo o casal contou à revista People, o pedido não foi improvisado. William vinha planejando o momento desde o noivado. Depois de várias tentativas frustradas, achou que, ali, diante das futuras cunhadas, seria a hora certa de fazer a pergunta.

    Ele explicou que pensou nisso porque sua mãe faleceu pouco tempo depois de ele começar a namorar Anna. Convidar a sogra seria, de certa forma, uma forma de honrar a memória da mãe por meio da nova família que encontrou.

    Anna, sabendo que o noivo não costuma demonstrar emoções facilmente, decidiu registrar o momento por acreditar que ele se tornaria uma lembrança inesquecível.

    A mãe da noiva, Kate, contou que se sentiu profundamente honrada. Ela, que criou cinco filhas sozinha, relatou que nunca chegou a conhecer a mãe de William, mas que, durante os preparativos da cerimônia, teve a chance de se aproximar da família dele e ouvir histórias sobre a sogra que não chegou a existir na prática, mas que está presente na memória do noivo.

    Para Kate, o convite representa mais do que um gesto simbólico: é a ampliação do amor entre duas famílias. Ela disse que, como mãe de cinco meninas, essa é a primeira vez que ganha um filho, e também a primeira vez que as filhas ganham um irmão.

    O momento, segundo ela, foi muito especial. Ver a repercussão nas redes sociais, embora impressionante, apenas reforça o que ela acredita: família é construída, e o amor que entregamos ao mundo sempre retorna de alguma forma.

    Assista ao momento do pedido no vídeo acima. 

    Noivo sem mãe pede sogra para dançar com ele e vídeo emociona a web

  • Homem fica com raspadinha descartada por outro cliente e ganha US$ 1 milhão

    Homem fica com raspadinha descartada por outro cliente e ganha US$ 1 milhão

    O bilhete premiado foi comprado em Detroit, cidade do estado de Michigan, nos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um homem de 33 anos ganhou US$ 1 milhão na loteria depois de outro cliente ter ‘descartado’ o bilhete premiado.

    O homem, que preferiu não se identificar, ganhou o prêmio máximo de um jogo de raspadinha chamado “Blazing Suits”. A informação foi divulgada pela Loteria de Michigan, nos Estados Unidos.

    Havia um bilhete de Blazing Suits deixado de lado no balcão que outra pessoa decidiu não comprar, então eu comprei. Quando raspei o bilhete, não conseguia acreditar: era o ganhador de 1 milhão de dólares! Nunca imaginei que ganharia um prêmio tão grande na loteria, então isso é realmente uma bênção

    O bilhete premiado foi comprado em Detroit. O vencedor escolheu receber o valor à vista de aproximadamente US$ 693 mil (após impostos), em vez de receber parcelas anuais.

    Ele pretende guardar e aplicar o dinheiro, segundo a Loteria. “Ganhar é uma sensação incrível, mas também gera muita pressão, porque a mente começa a pensar em todas as coisas diferentes que dá para fazer com essa quantia”, disse o milionário anônimo.

    COMO FUNCIONA O JOGO DO PRÊMIO

    No Blazing Suits, lançado em junho, cada bilhete de US$ 10 dá chance de prêmios de US$ 10 até US$ 1 milhão. Os jogadores já ganharam mais de US$ 14 milhões com esse jogo, segundo informou a Loteria de Michigan. Ainda restam mais de US$ 32 milhões em prêmios, incluindo dois máximos de US$ 1 milhão e 15 de US$ 2.000.

    Homem fica com raspadinha descartada por outro cliente e ganha US$ 1 milhão

  • Confronto acidental entre as Coreias é possível a qualquer momento, diz presidente sul-coreano

    Confronto acidental entre as Coreias é possível a qualquer momento, diz presidente sul-coreano

    Ditadura de Kim Jong-un voltou a instalar arame farpado na fronteira e tem lançado foguetes de advertência; Pyongyang não responde a tentativas de contato de Seul para estabelecimento de diálogo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Coreia do Norte e a Coreia do Sul estão em uma “situação muito perigosa”, em que um confronto acidental é possível a qualquer momento, disse o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, nesta segunda-feira (24), segundo a agência de notícias Yonhap. Lee afirmou ainda que é crucial que Seul estabeleça diálogo com Pyongyang.

    A Coreia do Norte está se recusando a fazer contatos com a vizinha ao sul e vem instalando cercas de arame farpado ao longo da fronteira militar, algo que não ocorria desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953), disse Lee.

    “As relações intercoreanas se tornaram muito hostis e conflituosas. Na ausência até mesmo de um nível básico de confiança, o Norte está demonstrando um comportamento muito extremo”, afirmou Lee, segundo a Yonhap.

    Lee falava aos repórteres em um voo que partiu da África do Sul, onde participou da cúpula do G20, para a Turquia, última etapa de viagem internacional do líder sul-coreano.

    A Coreia do Sul propôs conversas com a Coreia do Norte em 17 de novembro para discutir o estabelecimento de uma fronteira clara ao longo da zona desmilitarizada com o objetivo de evitar confrontos armados que poderiam desencadear um conflito mais amplo.

    A Coreia do Norte não respondeu ou reagiu à proposta de diálogo.

    Houve mais de dez invasões de fronteira por soldados norte-coreanos neste ano, algumas levando tropas sul-coreanas a disparar tiros de advertência, seguindo um protocolo estabelecido para situações do tipo.

    Lee disse que conquistar a paz com a Coreia do Norte será um esforço de longo prazo, mas que, quando um acordo for estabelecido, “será melhor” para a Coreia do Sul e os EUA cessarem os exercícios militares conjuntos.

    Pyongyang condenou tais exercícios dos aliados, chamando-os de ensaios para uma guerra nuclear contra o país. Cerca de 28,5 mil soldados americanos e sistemas de armas estão posicionados na Coreia do Sul.

    A Coreia do Norte lançou vários foguetes uma hora antes da visita do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, à fronteira do país com a Coreia do Sul. Havia oito anos que um secretário de Defesa dos EUA não visitava o local.

    Pyongyang também havia disparado projéteis similares minutos antes de uma reunião do presidente sul-coreano com o líder chinês, Xi Jinping, alguns dias antes da visita de Hegseth.

    Confronto acidental entre as Coreias é possível a qualquer momento, diz presidente sul-coreano

  • EUA passam a considerar como terrorista cartel que seria chefiado por Maduro

    EUA passam a considerar como terrorista cartel que seria chefiado por Maduro

    Mudança de status começa a valer nesta segunda (24) e aumenta temores de ação americana contra Maduro; Trump sinalizou a aliados querer conversar com ditador venezuelano por telefone, de acordo com portal Axios

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O regime de Nicolás Maduro na Venezuela chamou de “mentira ridícula” a decisão dos Estados Unidos de designar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista supostamente chefiada pelo ditador.

    A designação, formalizada mais cedo neste mês, passou a valer nesta segunda-feira (24). Com isso, Washington equipara o grupo, cuja existência é negada por Caracas e contestada por especialistas, a facções criminosas como a venezuelana Tren de Aragua e o mexicano cartel de Sinaloa.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo decidiu pela nova designação do Cartel de los Soles devido ao seu papel na importação de drogas para os EUA. O presidente Donald Trump acusa Maduro de liderar o grupo, o que ele nega.

    A mudança ocorreu enquanto o ditador enfrenta pressão crescente de Washington, que determinou uma mobilização militar massiva no Caribe. Maduro também se mostrou preocupado com a possibilidade de que os EUA tentem usar a designação do grupo para justificar uma ação militar na Venezuela. Especialistas afirmam que a medida por si só não autorizaria tal ação.

    Maduro sempre negou qualquer envolvimento em crimes e acusa os EUA de tentar derrubá-lo para controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela.

    “A Venezuela rejeita categórica, firme e absolutamente a nova e ridícula invenção do secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, que designa o inexistente Cartel de los Soles como uma organização terrorista”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, em sua conta no Telegram.

    A medida revive “uma mentira infame e vil para justificar uma intervenção ilegítima e ilegal” contra a Venezuela, acrescentou Gil. “Esta nova manobra terá o mesmo destino das agressões anteriores e recorrentes contra nosso país: o fracasso.”

    Segundo a agência de notícias Reuters, os EUA estão prestes a lançar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela nos próximos dias, embora não se saiba o momento exato ou o escopo das novas operações, nem se Trump já tomou uma decisão final para agir.

    Até o momento, as ações americanas na região têm se limitado a ataques a barcos supostamente ligados ao narcotráfico e ao posicionamento de tropas, navios de guerras e aeronaves nas águas internacionais caribenhas e territórios americanos ou de aliados próximos à Venezuela.

    O Departamento do Tesouro dos EUA já havia designado em julho o Cartel de los Soles -nome que faz referência à insígnia solar usada pelos generais venezuelanos- como um uma organização terrorista, uma medida que congela quaisquer de seus ativos nos EUA e proíbe, de maneira geral, a existência de negócios com pessoas e empresas americanas.

    O InSight Crime, uma fundação que analisa o crime organizado, disse em agosto que era uma “simplificação excessiva” afirmar que Maduro lidera o cartel, dizendo que o grupo “é mais precisamente descrito como um sistema de corrupção no qual oficiais militares e políticos lucram trabalhando com traficantes de drogas”.

    Em meio ao cenário de tensão, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, deve visitar nesta segunda-feira Porto Rico e um dos navios de guerra da Marinha enviados ao Caribe. Segundo o governo americano, a viagem tem como objetivo agradecer às tropas antes do Dia de Ação de Graças, feriado amplamente celebrado nos EUA, na quinta-feira (27).

    O militar ainda programou uma visita a Trinidad e Tobago nesta terça, segundo a embaixada americana no país. Caine deve ter uma reunião com a primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar com foco em “fortalecer a estabilidade regional e a unidade regional sobre a importância vital do combate ao tráfico ilícito e às organizações criminosas transnacionais”, disse o escritório diplomático.

    EUA passam a considerar como terrorista cartel que seria chefiado por Maduro

  • Por que patrimônio de Trump encolheu mais de US$ 1 bilhão desde setembro

    Por que patrimônio de Trump encolheu mais de US$ 1 bilhão desde setembro

    De acordo com os dados da Forbes, a fortuna de Donald Trump caiu de US$ 7,3 bilhões, em setembro, para US$ 6,2 bilhões; veja o motivo da queda!

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O patrimônio líquido do presidente americano Donald Trump caiu US$ 1,1 bilhão (R$ 5,94 bilhões na cotação atual) desde setembro, segundo anunciou neste domingo (23) a Forbes.

    A queda acontece porque as ações da empresa de mídia social e criptomoedas de sua família, a Trump Media and Technology Group (TMTG), foram negociadas em mínimas históricas na última semana, em meio a uma forte queda na bitcoin e em outras criptomoedas.

    Hoje, o patrimônio líquido de Trump é de US$ 6,2 bilhões (R$ 33,49 bilhões). O valor chegou a US$ 7,3 bilhões (R$ 39,44 bilhões) em setembro.

    Em setembro, o patrimônio líquido de Trump havia crescido US$ 3 bilhões (R$ 16,21 bilhões) em relação ao último ano. A alta o colocou na posição nº 201 na lista Forbes 400 dos mais ricos da América, uma melhoria de 118 posições em relação à lista de 2024. Hoje, ele ocupa o 596º lugar.

    O aumento foi impulsionado pelos investimentos em criptomoedas da família Trump. Isso inclui um empreendimento anunciado no ano anterior, a World Liberty Financial, que garantiu um investimento de US$ 75 milhões (R$ 405,16 milhões) do empresário de criptomoedas Justin Sun.

    Donald Trump disse que se afastou de seus interesses comerciais pessoais desde que venceu a presidência. Ele transferiu sua participação de US$ 4 bilhões (R$ 21,6 bilhões) na Trump Media and Technology Group para um fundo fiduciário revogável controlado pelo filho Donald Trump Jr.

    Por que patrimônio de Trump encolheu mais de US$ 1 bilhão desde setembro

  • Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

    Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

    James Comey, ex-diretor do FBI, e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foram alvos após pedido do republicano; magistrada determinou que procuradora indicada por Trump para assumir os casos foi nomeada de maneira ilegal

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juíza federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (24) as acusações criminais contra o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. A magistrada considerou que a procuradora escolhida pelo presidente Donald Trump para conduzir os casos foi nomeada ilegalmente.

    A decisão representa um revés tanto para o republicano quanto para os esforços do Departamento de Justiça em processar -também a pedido de Trump- aqueles que considera inimigos políticos do presidente.

    Trump havia solicitado publicamente a instauração de ambos os processos, ao fazer pressão a líderes do Departamento de Justiça para agirem contra figuras de destaque que o criticaram e lideraram investigações sobre sua conduta. Com a decisão desta segunda, os dois casos serão arquivados.

    O presidente havia nomeado Lindsey Halligan, sua ex-advogada pessoal, como procuradora interina do Distrito Leste da Virgínia em setembro para assumir ambas as investigações. Halligan, no entanto, não tinha experiência prévia como promotora.

    As conclusões da juíza Cameron McGown Currie vêm após Comey e James acusarem o Departamento de Justiça de violar a cláusula de nomeação da Constituição dos EUA e a lei federal ao nomear Halligan.

    Currie concluiu que Halligan “não tinha autoridade legal” para apresentar acusações contra Comey ou James. No entanto, Currie arquivou os casos “sem prejuízo”, dando ao departamento a oportunidade de reapresentá-los com um procurador diferente no comando.

    Trump ordenou à secretária de Justiça Pam Bondi que nomeasse Halligan para o cargo depois que seu antecessor, Erik Siebert, se recusou a apresentar acusações contra Comey ou James, alegando falta de provas credíveis em ambos os casos.

    Pouco depois de sua nomeação, Halligan, sozinha, conseguiu indiciar Comey e James, após outros procuradores de carreira do escritório se recusarem a participar.

    James Comey foi indiciado em setembro por acusações criminais de falso testemunho e obstrução de investigação no Congresso. Ele chefiou o FBI de 2013 a 2017 e foi demitido por Trump ainda no início do primeiro mandato. À época, ele chefiava investigações sobre integrantes da campanha do republicano e a suposta interferência da Rússia na campanha presidencial de 2016, em que Trump venceu Hillary Clinton.

    Desde então, ele se tornou crítico do atual presidente, a quem já chamou de “moralmente inapto” para o cargo. Após a formalização do indiciamento, Comey publicou um vídeo nas redes sociais em que se dizia inocente. “Meu coração está partido pelo Departamento de Justiça, mas tenho grande confiança no sistema judicial federal e sou inocente. Então, vamos a julgamento e manter a fé”, afirmou naquele momento.

    O caso atual teve origem em seu depoimento de 2020 ao Comitê Judiciário do Senado, no qual ele respondeu a críticas republicanas sobre a investigação da suposta interferência russa e negou ter autorizado vazamentos de informações à imprensa. A Promotoria afirmou que ele enganou o Congresso.

    A acusação, contudo, foi considerada mais um exemplo de uso do aparato judicial do governo para atingir um crítico de Trump, que prometeu vingança contra desafetos ainda durante a campanha de 2024.

    Já a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, foi acusada no início de outubro por fraude bancária e por supostamente fazer uma declaração falsa a uma instituição de crédito. James, democrata, afirmou à época que continuaria atuando como a principal autoridade policial do estado e chamou as acusações de “uma continuação da desesperada instrumentalização do sistema de justiça” por parte do presidente. “Combateremos agressivamente essas acusações infundadas”, disse.

    Autoridades do governo negam repetidamente que Trump esteja usando o Departamento de Justiça para fins políticos e argumentam que os democratas instrumentalizaram o órgão contra um adversário quando promotores federais apresentaram acusações contra Trump em 2023. O republicano se declarou inocente, e os casos foram arquivados.

    James é uma das várias procuradoras-gerais estaduais democratas que entraram com ações judiciais para bloquear ações do governo Trump. Ela é mais conhecida por abrir um processo civil por fraude contra Trump e sua empresa imobiliária em 2022. O caso resultou em uma multa de US$ 454,2 milhões (R$ 2,4 bilhões) contra Trump depois que um juiz concluiu que ele exagerou de maneira fraudulenta seu patrimônio líquido para enganar credores.

    Justiça rejeita processos contra desafetos de Trump solicitados pelo presidente

  • Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial

    Líder chinês telefonou para presidente americano nesta segunda-feira em meio a tensões com o Japão sobre Taipé; Xi e Trump se reuniram no último dia 30 na Coreia do Sul, período no qual republicano também visitou Tóquio

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O líder da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o “retorno de Taiwan à China” é uma parte fundamental da ordem internacional do pós-guerra, durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira (24), informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

    “China e Estados Unidos lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo, e agora deveriam trabalhar juntos para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi, segundo a Xinhua.

    Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump e Xi conversaram por telefone, mas não forneceu detalhes sobre o teor da ligação.

    Pequim considera Taiwan e a China continental como partes de uma única China e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha. O governo em Taipé rejeita a reivindicação e afirma que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro.

    Atualmente, a China está envolvida em sua maior crise diplomática em anos com o Japão, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou neste mês que um hipotético ataque chinês a Taiwan poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio -o Japão é um dos aliados mais importantes dos EUA na Ásia, e Trump visitou Takaichi no fim de outubro.

    A missão chinesa na ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do embaixador e chefe da delegação, Fu Cong, enviou ao secretário-geral da organização uma carta em que afirma que Takaichi expressa ambições de intervir militarmente na questão de Taiwan, emitindo uma ameaça de uso de força contra a China.

    O documento, segundo declaração da missão chinesa na ONU, tem como objetivo detalhar a posição do regime em relação às declarações de Takaichi ao Parlamento japonês.

    “Se o Japão ousar tentar uma intervenção armada na situação do Estreito, estará cometendo um ato de agressão. A China exercerá resolutamente seu direito de autodefesa, conforme previsto na Carta da ONU e no direito internacional, e defenderá firmemente sua soberania e integridade territorial”, escreveu Fu, segundo a publicação.

    Xi e Trump se encontraram na Coreia do Sul no último dia 30 após meses de tensões comerciais desencadeadas pelas políticas tarifárias de Trump.

    Desde então, a China retomou as compras de soja dos EUA e suspendeu suas restrições ampliadas às exportações de terras raras, enquanto Washington reduziu as tarifas sobre a China em 10%.

    Xi disse que as relações China-EUA se estabilizaram e melhoraram desde o encontro.

    “Os fatos novamente mostram que a cooperação beneficia ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos”, disse ele a Trump, instando os dois países a manterem um impulso positivo e expandirem a cooperação.

    Os dois líderes também discutiram a Guerra na Ucrânia, segundo a agência. Xi reiterou que a China apoia todos os esforços conducentes à paz, ao mesmo tempo que pede a todas as partes que reduzam suas diferenças para se chegar a um acordo.

    Xi diz a Trump que controle da China sobre Taiwan é fundamental para ordem mundial