Categoria: MUNDO

  • Nova polêmica no Miss Universo: vitória da mexicana foi comprada?

    Nova polêmica no Miss Universo: vitória da mexicana foi comprada?

    Fátima Bosh está novamente no centro das atenções das polêmicas envolvendo o concurso Miss Universo; candidata, que foi chamada de “burra” nos bastidores e que acabou levando o título, está sendo alvo de denúncias que dizem que a vitória foi comprada

    Há mais uma polêmica envolvendo a realização da Miss Universo. Desta vez, Fátima Bosch, a candidata do México e vencedora do concurso, volta a estar no centro de uma controvérsia.

    Depois de um jurado do programa ter desistido dias antes da realização da final do concurso, alegando que a vencedora já estaria escolhida, as redes sociais decidiram fazer a sua parte e surgiram com novas alegações, que apontam possíveis relações entre o responsável da Miss Universo Raúl Rocha Cantú e o pai da candidata mexicana,  Bernardo Bosch Hermández.

    Segundo o jornal La Reforma, Bernardo Bosch Hernández é, desde 2017, consultor do diretor-geral da Pemex Exploração e Produção (PEP) na Petróleos Mexicanos. A partir do cargo que ocupa atualmente “participa na definição de políticas e no acompanhamento de projetos estratégicos”.

    Esta empresa, por coincidência, faz negócios com a Soluciones Gasíferas del Sur, dirigida por Raúl Rocha Cantú.

    Assim, começam a  surgir alegações de que a vitória de Fátima poderia ter sido comprada e que estaria relacionada com estes negócios.

    Raúl Rocha já veio se defender dizendo que não tem “nada a ver” com a empresa do pai de Fátima, mas as informações não estão a seu favor. O homem, vale destacar, foi também acusado de fraude no concurso e indiciado por tráfico de drogas e armas, bem como contrabando de combustível, nos últimos dias.

    Polêmica… atrás de polêmica

    Fatima Bosch venceu  o concurso que elege a mulher mais bonita do universo na última sexta-feira. A sua vitória virou notícia pelo fato de que dias antes a candidata tinha se envolvido em um confronto com o organizador do evento na Tailândia.

    O homem mandou a concorrente se calar em uma reunião, momento em que ela tentou se defender e com o apoio das outras candidatas acabou abandonando uma das atividades do evento. A mulher estava sendo criticada por não participar nas atividades promocionais do país anfitrião.

    Todas as concorrentes, incluindo a vencedora do concurso do ano passado, levantaram-se e começaram a sair da sala. Já no exterior, a Miss Universo 2024, Victoria Theilvig, considerou que “isto é sobre os direitos das mulheres”, e que “criticar uma garota” desta forma “vai para lá do “desrespeitoso”.

    Após a polêmica, Nawat Itsaragrisil veio apresentar a sua versão dos fatos. Ele lembrou o seu trabalho intenso para garantir que todo o concurso decorresse com normalidade, o que inclui muito trabalho, e lamentou que às vezes as coisas não corram tão bem como o planeado.

    Apesar do pedido de desculpas, o mal já estava feito e o diretor geral do Miss Universo, Raul Rocha Cantú, acabou afastando o diretor da organização.

    As vencedoras

    A candidata do México acabou no entanto por arrecadar o ouro na final do Miss Universo, depois de ter sido chamada de “burra” pelo diretor do concurso. 

    Atrás de Fátima Bosch Fernández, de 25 anos, ficou a tailandesa Praveenar Singh, de 29 anos. Já a venezuelana Stephany Adriana Abasali Nasser, de 25 anos, ficou em terceiro lugar, enquanto a filipina Ahtisa Manalo, de 28 anos, alcançou a quarta posição. Fechando o top 5 ficou a representante da Costa do Marfim, Olivia Yacé, de 27 anos.

    Nova polêmica no Miss Universo: vitória da mexicana foi comprada?

  • Rússia vai parar ataques se Ucrânia sair de terras reivindicadas, diz Putin

    Rússia vai parar ataques se Ucrânia sair de terras reivindicadas, diz Putin

    Vladimir Putin afirmou que só cessará os bombardeios se a Ucrânia entregar territórios reivindicados pela Rússia. A proposta de paz foi rejeitada por Kiev e União Europeia, que consideram inaceitável ceder Donetsk e Luhansk. Trump pressiona Zelensky a aceitar, enquanto negociações seguem em clima de impasse.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Vladimir Putin, presidente da Rússia, afirmou nesta quinta-feira (27) que vai parar de bombardear a Ucrânia se o país deixar os territórios reivindicados pelo país.

    Putin disse que o esboço do plano de paz pode se tornar a base de futuros acordos para acabar com o conflito. Na última semana, autoridades dos Estados Unidos, Ucrânia e países da Europa vem se reunindo para discutir uma nova proposta para o fim da guerra.

    Enviado especial de Trump vai se encontrar com Putin em Moscou na próxima semana. A proposta elaborada no último fim de semana foi rejeitada por Putin, que insiste em querer anexar partes da Ucrânia ao território russo.

    Kiev e Europa são contra cessão de territórios. Trump pressiona Zelensy a aceitar o acordo e havia dado prazo até esta quinta-feira para o líder ucraniano responder sobre a proposta. Já a União Europeia, principal apoiadora da Ucrânia, afirma que se manterá ao lado do país até o fim do conflito. Zelensky e o bloco consideram “inaceitáveis” que ele cedesse os territórios de Donetsk e Luhansk.

    Rússia vai parar ataques se Ucrânia sair de terras reivindicadas, diz Putin

  • Ataque de tubarão mata jovem e fere outro em estado crítico na Austrália

    Ataque de tubarão mata jovem e fere outro em estado crítico na Austrália

    Uma mulher morreu e um homem ficou gravemente ferido após um ataque de tubarão em Nova Gales do Sul. As autoridades fecharam praias da região, instalaram monitoramento especial e alertaram para a raridade de ataques envolvendo mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

    Uma mulher morreu e um homem ficou gravemente ferido após serem atacados por um tubarão em uma praia do estado de Nova Gales do Sul, na Austrália.

    De acordo com a BBC, o ataque aconteceu enquanto os dois nadavam na praia isolada de Kylies, dentro do Parque Nacional de Crowdy Bay, na manhã desta quinta-feira.

    A mulher, que tinha cerca de 20 anos, morreu ainda no local. O homem, também na casa dos 20 anos, foi levado de helicóptero em estado crítico para um hospital em Newcastle.

    Um banhista conseguiu improvisar um torniquete na perna do homem, ação que “provavelmente salvou sua vida” antes da chegada dos paramédicos.

    “A coragem de algumas pessoas na praia foi extraordinária”, afirmou o superintendente do Serviço de Ambulâncias de Nova Gales do Sul, Josh Smyth, citado pela BBC. “Colocar-se em risco dessa forma é um ato heroico e nos deu tempo para socorrer o paciente.”

    Ainda não há detalhes sobre como o ataque ocorreu. As autoridades confirmaram apenas que as vítimas “se conheciam e estavam nadando quando o tubarão atacou”.

    A praia foi fechada e linhas de pesca inteligentes foram instaladas para atrair tubarões com iscas, registrá-los e soltá-los novamente. As praias próximas também foram interditadas por 24 horas, enquanto drones monitoram toda a área, segundo o Surf Life Saving NSW.

    “É uma tragédia terrível e enviamos nossas condolências às famílias da mulher e do homem envolvidos”, declarou Steve Pearce, diretor-executivo do Surf Life Saving NSW. “Por enquanto, pedimos que todos evitem entrar na água nas praias próximas e sigam as orientações dos salva-vidas.”

    Ataques a mais de uma pessoa são considerados “muito raros”

    Gavin Naylor, diretor do programa de pesquisa de tubarões da Universidade da Flórida, disse à Sky News que ataques envolvendo mais de uma pessoa são pouco comuns.

    “É muito incomum. Ataques individuais já são raros. Casos em que um mesmo tubarão ataca duas pessoas não são inéditos, mas acontecem muito raramente”, explicou.

    Segundo ele, os poucos episódios registrados envolvem, na maioria das vezes, tubarões-tigre. “Nunca vimos tubarões-brancos fazendo isso, a menos que alguém se coloque na frente de forma heroica.”

    Cinco mortes por ataques de tubarão em 2025 na Austrália

    Dados do Australian Shark Incident Database (ASID), atualizados até novembro, indicam que houve 18 ataques de tubarão na costa australiana em 2025, com cinco mortes.

    O caso fatal mais recente, lembra a BBC, aconteceu há menos de três meses, quando um homem morreu em um ataque raro nas praias do norte de Sydney.

    Dos cinco ataques mortais registrados no ano, dois ocorreram em Nova Gales do Sul, um em Queensland, um na Austrália Ocidental e outro na Austrália Meridional.

    Ataque de tubarão mata jovem e fere outro em estado crítico na Austrália

  • Lutadora de MMA agride agentes da polícial dentro de avião; assista

    Lutadora de MMA agride agentes da polícial dentro de avião; assista

    Sinead Kavanagh, atleta irlandesa de MMA e parceira de treinos de Conor McGregor, foi detida após um surto agressivo dentro de um voo da Ryanair em Gran Canaria. Segundo o jornal El País, ela resistiu à prisão, feriu dois policiais e acabou liberada sob fiança.

    A lutadora irlandesa de MMA Sinead Kavanagh foi detida no aeroporto de Gran Canaria, na Espanha, depois de apresentar comportamento agressivo dentro de um voo da companhia aérea Ryanair. O caso ocorreu na segunda-feira, 24 de novembro, e foi divulgado pelo jornal espanhol El País.

    Segundo a publicação, a tripulação pediu ajuda à Guardia Civil depois que Kavanagh começou a agir de forma violenta dentro da aeronave. O piloto decidiu suspender a decolagem por causa da confusão. Ao receber voz de prisão, a atleta resistiu e acabou ferindo dois agentes.

    A lutadora, que também pratica boxe, jiu-jitsu, luta livre e muay thai, teve de ser contida à força. Nas redes sociais, a Associação de Oficiais da Guardia Civil (AUGC) classificou o episódio como vergonhoso e criticou o fato de os policiais que atuam no aeroporto não terem acesso a tasers, equipamento de eletrochoque usado para imobilizar suspeitos.

    A AUGC afirmou que os agentes “são a única defesa dos cidadãos” e pediu que a profissão passe a ser reconhecida oficialmente como atividade de alto risco. Os dois policiais envolvidos estão afastados por causa dos ferimentos.

    Veja o vídeo acima.

    De acordo com o El País, o uso de tasers é motivo de debate na Espanha há anos, principalmente por estar associado a mortes em outros países, conforme denúncias da Anistia Internacional. Mesmo assim, parte das forças de segurança defende o equipamento. Dados do Ministério do Interior espanhol mostram que, nos dois primeiros meses do ano, tasers foram utilizados 22 vezes, metade delas em situações de desordem pública.

    Após ser presa, Sinead Kavanagh passou a noite na cela do aeroporto e foi libertada sob fiança. A atleta, de 39 anos, ocupa atualmente a oitava posição do ranking mundial de MMA e treina na equipe irlandesa SBG, onde também está o ex-campeão Conor McGregor.

    Lutadora de MMA agride agentes da polícial dentro de avião; assista

  • Serviço de imigração dos EUA detém brasileira mãe de sobrinho da porta-voz da Casa Branca

    Serviço de imigração dos EUA detém brasileira mãe de sobrinho da porta-voz da Casa Branca

    Bruna Caroline Ferreira, que é mãe do sobrinho de Karoline Leavitt, foi detida pelo ICE; irmão da porta-voz da Casa Branca, Michael Leavitt, declarou que se preocupa com a segurança e privacidade do filho

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A brasileira Bruna Caroline Ferreira, que é mãe do sobrinho da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi detida pelo ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos, segundo afirma o advogado dela, Todd Pomerleau, à rede CNN.

    De acordo com a emissora americana, citando uma pessoa com conhecimento do assunto sob anonimato, o sobrinho de Leavitt vive desde que nasceu com o pai, que é irmão da porta-voz, em New Hampshire. Leavitt e Ferreira não se falariam há anos, ainda de acordo com essa pessoa, citada pela CNN.

    Procurado pela Folha, o Departamento de Segurança Interna americano afirmou em nota que a brasileira estava de forma ilegal no país desde junho de 1999, quando seu visto de turista B2 venceu e ela não deixou os EUA. Segundo o órgão, Ferreira é “uma estrangeira criminosa ilegal do Brasil” que já foi detida por agressão.

    “Atualmente, encontra-se no Centro de Processamento do ICE no sul da Louisiana, aguardando o processo de deportação”, afirma o texto do departamento. “Sob a administração do presidente Trump e da secretária [Kristi] Noem, todos os indivíduos em situação irregular nos Estados Unidos estão sujeitos à deportação.”

    A reportagem não conseguiu contato com Ferreira ou seu advogado. À CNN, Pomerleau afirma que o comunicado do departamento sobre a brasileira é incorreto. “Nós contestamos a afirmação de que ela tem ficha policial. Ela não é uma ‘estrangeira criminosa ilegal’”, afirmou ele.

    O irmão da porta-voz da Casa Branca, Michael Leavitt, declarou a emissoras locais de rádio e televisão que se preocupa com a segurança e privacidade do filho. Ele diz que sempre tentou manter uma relação com a brasileira, e que o filho não fala com a mãe desde sua detenção.

    Uma vaquinha online foi criada há seis dias pela irmã de Bruna, Graziela, e arrecadou até o começo da tarde desta quarta-feira quase US$ 20 mil. “Minha irmã foi recentemente detida pela imigração e agora está lutando para continuar no país que ela chama de casa por quase toda sua vida”, diz o texto da vaquinha online.

    “Bruna foi trazida aos Estados Unidos por nossos pais em dezembro de 1998, quando ela era apenas uma criança, com visto. Desde então, ela fez de tudo para construir uma vida honesta e estável aqui. Ela manteve seu status legal pelo DACA, seguiu todos os requisitos, e sempre se esforçou para fazer o que é certo”, afirma o texto, citando o programa do governo americano que dá proteção temporária a pessoas que entraram no país quando eram crianças.

    O texto diz ainda que o filho de Bruna com o irmão da porta-voz da Casa Branca tem 11 anos. “Estamos pedindo ajuda financeira para cobrir taxas e custos legais necessárias para dar a Bruna a melhor chance possível de voltar para sua família”, diz o texto.

    Serviço de imigração dos EUA detém brasileira mãe de sobrinho da porta-voz da Casa Branca

  • Dois militares são baleados próximos à Casa Branca

    Dois militares são baleados próximos à Casa Branca

    A polícia de Washington D.C. está investigando o caso, que ocorreu enquanto Trump está na Florida; agentes de segurança informaram que um suspeito foi preso

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Dois membros da Guarda Nacional foram baleados nesta quarta-feira (26) próximos à Casa Branca, sede do governo dos EUA.

    Informação foi confirmada pela secretária do Departamento de Segurança Interna. “Por favor, juntem-se a mim em oração pelos dois membros da Guarda Nacional que foram baleados há instantes em Washington, D.C”, escreveu no X.

    Departamento está trabalhando com a polícia local para obter mais informações, informou Noem. O presidente Donald Trump está na Flórida.

    Dois militares são baleados próximos à Casa Branca

  • Incêndio em conjunto residencial de Hong Kong mata ao menos 36

    Incêndio em conjunto residencial de Hong Kong mata ao menos 36

    Fogo atinge várias torres de complexo em Tai Po, no norte do território autônomo, que tinha andaimes de bambu; Chefe do Executivo afirma que 279 pessoas continuavam incomunicáveis dentro dos prédios; causa ainda é desconhecida

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ao menos 36 pessoas morreram após um incêndio atingir várias torres de um complexo residencial no distrito norte de Tai Po, em Hong Kong, nesta quarta-feira (26). Colunas de fumaça cinza espessa saíam dos prédios enquanto os serviços de emergência tentam conter as chamas.

    Segundo o chefe do Executivo de Hong Honk, John Lee, havia ainda 279 pessoas incomunicáveis dentro do bloco de edifícios, e pelo menos 29 pessoas haviam sido hospitalizadas. Ainda não havia informações sobre as causas do incêndio, e uma força-tarefa foi designada para investigar a ocorrência. Lee afirmou, no início da madrugada de quinta-feira local (tarde desta quarta em Brasília), que o fogo começava a ser controlado.

    O Corpo de Bombeiros disse que recebeu relatos de que um incêndio havia começado em Wang Fuk Court, o complexo habitacional composto por oito blocos, com quase 2.000 unidades residenciais, próximo à divisa do território autônomo chinês com o restante da China.

    De acordo com a agência Reuters, mencionando sites de propriedade imobiliária, o complexo residencial é parte de um programa de subsídios para casa própria do governo local e está habitado desde 1983.

    Várias torres no local têm andaimes de bambu em seu exterior, o que pode ter contribuído para espalhar as chamas. Hong Kong é um dos últimos lugares do mundo a usar a planta para esse tipo de estrutura de construção civil. Citando questões de segurança, o governo anunciou em março deste ano o início de uma eliminação gradual do uso de bambu em andaimes.

    O Departamento de Transportes de Hong Kong informou que, devido ao incêndio, uma seção inteira da rodovia de Tai Po foi fechada, e os ônibus estão sendo desviados.

    Incêndio em conjunto residencial de Hong Kong mata ao menos 36

  • Trump abandona novo ultimato sobre acordo de paz na Ucrânia

    Trump abandona novo ultimato sobre acordo de paz na Ucrânia

    Os russos descartaram as mudanças propostas no plano dos Estados Unidos; proposta de Trump para o fim do conflito destacava perdas territoriais para Ucrânia, neutralidade e limitações militares a Kiev

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ímpeto do presidente Donald Trump, que queria ver um acordo final para um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia fechado até esta quinta-feira (27), perdeu força. O americano diz agora que o “prazo final é quando acabar”.

    Se nas duas últimas vezes em que isso ocorreu o alvo do ultimato era Vladimir Putin, desta vez foi Volodimir Zelenski, a quem foi apresentado um plano russo-americano favorável à visão do Kremlin sobre o fim do conflito: perdas territoriais, neutralidade e limitações militares a Kiev.

    Como reagiu com apoio de aliados europeus e modificou o rascunho para algo mais próximo das suas demandas, retirando termos draconianos e deixando discussões de mérito sobre reconhecimento de fronteiras para o futuro, Zelenski disse na terça (25) que estava pronto para finalizar o acordo no prazo.

    Os russos descartaram as mudanças, o que foi reafirmado nesta quarta (26) pelo vice-chanceler Serguei Riabkov. “Não há possibilidade de qualquer concessão ou abandono de nossas abordagens aos pontos principais”, afirmou em Moscou.

    Voando para passar o feriado do Dia de Ação de Graças na Flórida, Trump disse a repórteres que não tinha um prazo final e que espera resultado das negociações de seu enviado para o conflito, Steve Witkoff. O Kremlin anunciou nesta quarta que ele deverá ser recebido por Putin só na semana que vem.

    Witkoff entrou no centro das intrigas em torno do vaivém sobre o plano de paz, que foi elaborado em junho pelos russos e discutido com os americanos, que adotaram a maior parte de seus pontos, em outubro.

    A agência Bloomberg divulgou na noite de quarta a transcrição de uma conversa de 14 de outubro entre Witkoff e o assessor presidencial russo Iuri Uchakov, um dos homens de Putin na negociação.

    Nela, o americano sugere que a paz pode ser alcançada se Kiev entregassem a região de Donetsk e os russos topassem deixar algumas áreas já conquistadas. Além disso, ele aconselha o Kremlin a adular Trump, elogiando sua iniciativa pelo cessar-fogo na guerra em Gaza como modelos para um acordo.

    O presidente americano deu de ombros ao vazamento, cujo conteúdo não foi negado por nenhum dos lados. “Ele tem de vende isso para a Ucrânia, ele tem de vende Ucrânia para a Rússia. Isso é o que um negociador faz”, afirmou no Air Force One.

    Uchakov demonstrou irritação, falando à TV estatal russa, com o vazamento, dizendo que ele visou atrapalhar as negociações. Uma segunda conversa, entre ele e o negociador russo Kirill Dmitriev, foi negada pelo último.

    Nela, ambos discutem a conveniência acerca da paternidade do acordo de paz ser assumida pelos EUA, que poderiam mudar a proposta russa. Ao fim, foi o que ocorreu, com o secretário de Estado, Marco Rubio dizendo que o texto era americano apesar de sua origem em Moscou.

    A fumaça, usada em Moscou para criticar o Ocidente, tende a se dispersar, mas ajuda a elevar a desconfiança de lado a lado. Uchakov disse que ligaria para Witkoff para cobrar o que vê como um vazamento americano devido a divergências internas.

    Mas há resistência internas na linha-dura do Kremlin, liderada pelas Forças Armadas e serviços de segurança, contra um acordo -o que torna a hipótese de um grampo russo também factível.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, essa ala convenceu Putin de que a Rússia pode ganhar a guerra no campo de batalha, e a protelação de quaisquer acordos apenas favorece o Kremlin.

    A versão revisada após um encontro entre americanos e ucranianos em Genebra, no domingo (23), já está segundo Uchakov em Moscou. “Há aspectos que podem ser positivos”, disse.

    Mas ela não foi analisada a fundo, afirmou o assessor, que também negou que isso tenha ocorrido nos nebulosos encontros de segunda (24) e terça em Abu Dhabi. Segundo sua versão, russos e ucranianos se reuniram, e só depois houve encontros separados com Dan Driscoll, o secretário do Exército que é o nome do vice J. D. Vance na negociação.

    Na véspera, havia relatos desencontrados sobre o que ocorreu, mas o substrato parece ser apenas a extensão do prazo para a negociação e a continuidade dos combates.

    Uchakov também criticou os líderes europeus “por se meterem” na negociação. Nesta quarta, a União Europeia promoveu uma reunião em que reafirmou o apoio a Kiev e à soberania do país invadido em 2022.

    A chefe do braço executivo do bloco, Ursula von der Leyen, disse que Moscou ainda pensa como “em Ialta”, em referência à cidade da Crimeia em que as potências que venceriam a Segunda Guerra Mundial dividiam suas esferas de influência em 1945.

    Trump abandona novo ultimato sobre acordo de paz na Ucrânia

  • Depois de 'porquinha', Trump ataca outra jornalista a chamando de 'feia'

    Depois de 'porquinha', Trump ataca outra jornalista a chamando de 'feia'

    Trump não gostou de um artigo da jornalista Katie Rogers e usou as redes sociais para dizer que o jornal para o qual ela escreve só diz mentiras a seu respeito e, por fim, chama a profissional de “feia por fora e por dentro”

    Depois de chamar de “porquinha” uma repórter, Donald Trump voltou a insultar uma jornalista, desta vez através de uma publicação nas redes sociais.

    O presidente dos Estados Unidos da América (EUA) recorreu esta quarta-feira à sua página na rede social Truth Social para criticar um artigo feito por Katie Rogers, do The New York Times.

    Começando por considerar que o meio de comunicação social tenta recorrentemente criticá-lo ou pôr em causa o seu trabalho, Trump mostra-se indignado por uma matéria recente da jornalista em que se supõe que o presidente dos EUA está perdendo “energia”.

    “Eles sabem que isto está errado, como aliás quase tudo o que escrevem sobre mim”, respondeu o governante.

    “A jornalista que escreve estas coisas sobre mim é uma repórter de terceira categoria, que é feia, por dentro e por fora”, disparou Trump, defendo ainda que nunca trabalhou “tanto na vida”.

    O presidente dos EUA concluiu a sua publicação reconhecendo que “haverá um dia em que ficarei sem energia, isso acontece com todos”, mas citou que teve “exame físico e um teste cognitivo recentes perfeitos”.

    “Cala a boca, porquinha”

    Vale lembrar que, recentemente, Donald Trump insultou uma outra jornalista, chamando-a “porquinha”.

    O episódio aconteceu a abordo do Air Force One. “Se cale. Cala a boca, porquinha”, disse Trump, apontando o dedo a Catherine Lucey, correspondente da Bloomberg na Casa Branca. 

    As imagens do incidente, que correram as redes sociais, provocaram uma onda de indignação entre jornalistas, entre eles Jake Tapper, um dos principais âncoras da CNN, que classificou o comportamento do chefe de Estado como “repugnante e completamente inaceitável”.

    Em sua defesa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, considerou que a honestidade é uma das maiores características de Trump e que fizeram dele presidente do país.  
     
    “Acho que todos nesta sala devem apreciar a honestidade e a abertura que o presidente Trump demonstra quase diariamente”, começou dizendo Karoline Leavitt, em coletiva de imprensa para justificar ataques às mulheres.

    Questionada sobre declarações do presidente norte-americano, que apelidou de “porquinha” uma jornalista que o indagou sobre o caso Epstein, a porta-voz da Casa Branca defendeu que Trump é “muito mais respeitoso” do que Biden.

    Outros casos contra a imprensa

    Vale destacar ainda que Trump ameaçou revogar a licença da ABC News, após a jornalista Mary Bruce ter feito perguntas sobre os negócios da sua família na Arábia Saudita e sobre o homicídio do jornalista Jamal Khashoggi, que foi morto por agentes sauditas, em 2018.

    Desde o início do seu segundo mandato, em janeiro, Trump já processou judicialmente vários veículos de comunicação norte-americanos – incluindo o Wall Street Journal, o New York Times e a CBS – e, mais recentemente, anunciou que fará o mesmo com a britânica BBC.

    Depois de 'porquinha', Trump ataca outra jornalista a chamando de 'feia'

  • Jornalista turco é condenado a 4 anos de prisão por ameaçar Erdogan

    Jornalista turco é condenado a 4 anos de prisão por ameaçar Erdogan

    Um tribunal condenou Fatih Altayli, de 63 anos, a quatro anos e dois meses de prisão. Ele já estava detido desde junho, quando foi acusado de fazer e divulgar publicamente uma ameaça contra o líder do paí

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um jornalista turco foi condenado nesta quarta-feira (26) por supostamente ameaçar o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

    Um tribunal condenou Fatih Altayli, de 63 anos, a quatro anos e dois meses de prisão. Ele já estava detido desde junho, quando foi acusado de fazer e divulgar publicamente uma ameaça contra o líder do país.

    Altayli vai recorrer da condenação. A Justiça turca determinou que o jornalista deve permanecer preso enquanto aguarda o julgamento do recurso apresentado pela defesa dele, segundo a imprensa local.

    O caso começou após uma declaração feita no programa “Comentários de Fatih Altayli”, em seu canal do YouTube. Na ocasião, uma pesquisa havia mostrado que mais de 70% da população se opunha à presidência de Erdogan, que está no poder há mais de duas décadas.

    O jornalista disse, à época, que não se surpreendia com o resultado da insatisfação popular. “Vejam a história desta nação”, disse ele. “Esta é uma nação que estrangulou seu chefe de Estado quando não gostavam dele ou não o queriam. Há vários sultões otomanos que foram assassinados, estrangulados ou cujas mortes foram forjadas para parecer suicídio”, acrescentou.

    Altayli argumentou que as acusações contra ele pareciam “absurdas e desnecessárias”. “Por que o presidente deveria ter medo de mim? Não sou membro de nenhuma organização, não sou nada disso. Nunca recorri à violência”, disse ele, segundo o jornal Cumhuriyet.

    O programa do jornalista no YouTube ficou fora do ar, mas foi retomado, com outros profissionais à frente. Como a maioria dos meios de comunicação na Turquia pertencem a empresas pró-governo ou são controlados diretamente pelo Estado, vários jornalistas independentes recorreram à plataforma de vídeos para fazer reportagens “sem censura”.

    Sindicato dos Jornalistas Turcos diz que 11 profissionais de mídia estão presos no país. A Turquia, por sua vez, alega que eles foram processados por atos criminosos, e não por seus trabalhos jornalísticos.

    Jornalista turco é condenado a 4 anos de prisão por ameaçar Erdogan