Categoria: MUNDO

  • Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

    Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

    Donald Trump anunciou que Israel e Hamas aprovaram a primeira fase do plano de paz proposto pelos EUA, que prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza. O acordo deve ser assinado nesta quinta-feira (9) no Egito, com mediação de Catar, Turquia e Egito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (8) que Israel e o grupo terrorista Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto pelos Estados Unidos para a guerra na Faixa de Gaza, que completou dois anos na véspera. Segundo o americano, o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pela facção e a retirada das tropas de Tel Aviv para um limite previamente acordado. O documento deve ser assinado no Egito, nesta quinta (9), segundo uma pessoa próxima à negociação ouvida pela agência de notícias AFP.

    “Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social. “Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente”. Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu “aos mediadores de Qatar, Egito e Turquia”, que trabalharam “para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse”.

    Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que reunirá o governo israelense para aprovar o acordo. “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”, disse. O premiê agradeceu a Trump por “sua liderança, parceria e compromisso inabalável” com o Estado judeu e afirmou que este acordo somente foi possível por seu esforço. “Este é um sucesso diplomático e uma vitória nacional e moral para o Estado de Israel”, declarou.

    O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros países para que garantam que Tel Aviv cumprirá os termos negociados. O grupo deve libertar 20 reféns vivos nesta primeira fase do plano, em troca da libertação de cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, segundo uma pessoa próxima das negociações ouvida pela AFP. O Exército de Israel afirma haver ao menos outros 28 reféns no território palestino, dos quais 26 têm morte confirmada.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se pronunciou após o comunicado de Trump e pediu a todas as partes para que respeitem “plenamente” o plano negociado.

    Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados e disse estar otimista quanto às negociações em Sharm el-Sheikh, no Egito.

    Além de mencionar a troca, o grupo terrorista afirmou que as negociações focam os mecanismos para interromper o conflito e a retirada das forças israelenses de Gaza. Havia sido a primeira avaliação positiva das conversas sobre o plano de 20 pontos apresentado por Trump.

    O porta-voz do Exército israelense Rafael Rozenszajn afirmou que a chegada a este acordo foi possível devido a uma “mudança de postura da comunidade internacional” perante a guerra. “Esta foi a primeira ocasião em que o Hamas foi submetido a uma pressão mais intensa para libertar os reféns do que Israel para suspender as operações militares”, disse.

    Mesmo com o acordo alcançado, porém, ainda não há uma indicação clara de quem governará Gaza. Países árabes que apoiam o plano dizem que ele deve levar à eventual independência de um Estado palestino, o que Netanyahu afirmou anteriormente que nunca acontecerá. Sabe-se, porém, que o premiê, assim como Trump e Estados ocidentais e árabes, descarta qualquer papel para o Hamas, que tomou o território em 2007 após uma breve guerra civil com seus rivais palestinos.

    No lugar da facção, o plano do republicano prevê que um organismo internacional liderado por ele mesmo e com a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair desempenhe um papel na administração de Gaza após a guerra.

    Uma pista do anúncio que viria horas mais tarde tinha se tornado pública em uma reunião de Trump com influenciadores conservadores. No encontro, o secretário de Estado, Marco Rubio, entregou ao presidente um bilhete que, segundo a AFP, continha uma frase afirmando que um acordo para Gaza estava “muito próximo”.

    “Precisamos que você aprove uma publicação no Truth Social em breve para que possa anunciar o acordo primeiro”, dizia o texto. Após mais algumas perguntas, ambos saíram apressadamente da reunião. Ainda antes disso, Trump havia dito que poderia viajar ao Oriente Médio no próximo fim de semana para acelerar as tratativas entre as partes.

    A expectativa nesta quarta, antes do anúncio do presidente americano, girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exigia que o Hamas entregasse as armas para encerrar a guerra, uma questão que, segundo um palestino próximo às negociações, a facção não se mostrava disposta a discutir.
    Tanto o desarmamento do Hamas quanto os detalhes operacionais desta primeira fase aprovada ainda não foram divulgados.

    Nos próximos dias, outras autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia. Nesta quarta, o genro de Trump, Jared Kushner, que serviu como enviado para o Oriente Médio durante o primeiro mandato do republicano, e Steve Witkoff, seu enviado especial, chegaram ao local, assim como o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer.

    Estavam previstas ainda a chegada de representantes do Jihad Islâmico de Gaza (menor do que o Hamas, mas que também mantém reféns israelenses) e do xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, primeiro-ministro do Qatar e mediador de longa data.

    Outro participante será o chefe de espionagem da Turquia, Ibrahim Kalin, o que aponta para o aumento da relevância de Ancara nas negociações. Apesar da influência do país na Otan, a aliança militar ocidental, e de seus contatos próximos com o Hamas, Israel não o considerava anteriormente um mediador.
    Nesta quarta, aliás, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, havia dito que

    Trump pediu ajuda para persuadir o grupo terrorista a aceitar o acordo. Para ele, porém, o principal obstáculo para a paz era Tel Aviv. “A paz não é um pássaro com uma única asa. Colocar todo o fardo da paz sobre o Hamas e os palestinos não é uma abordagem justa, correta ou realista”, afirmou.

    Também nesta quarta, o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que, embora genérico, o plano de Trump era a melhor proposta em discussão. “É a melhor opção em termos de aceitabilidade árabe e ‘não rejeição’ por parte de Israel”, disse ele ao canal de televisão Russia Today. Em guerra contra a Ucrânia, Moscou tem feito afagos à gestão do republicano -Washington financia armamentos a Kiev.

    Durante o dia de negociações, Israel continuou com os bombardeios, embora tenha reduzido os ataques à Cidade de Gaza nos últimos dias, a pedido de Trump. Mesmo assim, de acordo com autoridades locais, Israel matou pelo menos oito pessoas em todo o território palestino em um período de 24 horas -o menor número de mortes relatado na última semana.

    A indignação global aumentou contra a ofensiva de Israel, que deslocou internamente quase toda a população de Gaza e desencadeou uma crise de fome devido ao seu bloqueio à ajuda humanitária. Vários especialistas em direito internacional, além de uma investigação da ONU, dizem que isso equivale a genocídio, o que Tel Aviv nega.

    De acordo com autoridades de saúde do território, controlado pelo Hamas, ataques israelenses mataram mais de 67 mil palestinos nesse período -número considerado confiável pela ONU. A ofensiva foi uma resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas, quando 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas para Gaza como reféns, segundo números de Israel.

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  • Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    O presidente Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, no dia 13 de outubro, do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, Itália, evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o Itamaraty, Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    O convite para a participação de Lula no Fórum partiu do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em julho, quando o presidente brasileiro foi informado, por ligação telefônica, de que o Brasil saiu do Mapa da Fome.

    Segundo o diretor de Projetos de Segurança Alimentar Saulo Arantes Ceolin, já está acertado um encontro bilateral de Lula e Dongyu em Roma. 

    “Foram também cogitados outros e encontros bilaterais [durante o Fórum], mas tudo ainda está sendo avaliado pela equipe do presidente”, acrescentou Ceolin nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa do Itamaraty para detalhar a participação de Lula no evento da FAO.

    Aliança

    Lula participará, também em Roma, da inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, antes de retornar ao Brasil, ainda no dia 13.

    Segundo Ceolin, os resultados da Aliança devem ser apresentados em novembro, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social da ONU, quando a Aliança fará sua primeira reunião de alto nível.

    De acordo com o Itamaraty, a Aliança está prestes a contabilizar 200 membros, entre países e organismos como agências, programas, instituições universitárias e bancos de desenvolvimento – as principais fontes de financiamento de seus projetos e planos.

    Há, atualmente, 13 pedidos de novos integrantes no grupo. “Sete deles, do continente africano; dois da América Latina e Caribe; três do sudeste asiático; e um do Oriente Médio”, informou Ceolin.

    “Desses 13, pelo menos seis estão com seus planos [de ações] sendo finalizados por seus governos, já tendo, inclusive, recebido apoio de parceiros para a implementação de seus planos”, acrescentou referindo-se a Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina, Ruanda e Zâmbia.

    Entre os planos desenvolvidos nesses países estão alguns voltados à alimentação escolar; transferência de renda; nutrição materna e infantil; e apoio à agricultura familiar. “Temos a expectativa de que três ou quatro países tenham seus planos aprovados”, disse Ceolin.

    COP30

    Ainda de acordo com Ceolin, o governo brasileiro tem a expectativa de aprovar, durante a COP30, em Belém, uma declaração sobre o combate à fome, combate à pobreza e sobre ações climáticas.

    O documento, uma iniciativa lançada pelo Brasil enquanto ocupa a presidência do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta), está sendo preparado sob a coordenação da missão brasileira que fica em Nova York .

    “O texto está praticamente finalizado. Ele será submetido a todos países”, antecipou Ceolin.

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  • Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação de um adolescente dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O adolescente que matou a tiros o senador da Colômbia Miguel Uribe foi condenado nesta quarta-feira (8) a sete anos de reclusão em um centro especializado para menores de 18 anos. O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

    O adolescente atirou contra Uribe durante um ato de campanha no mês de junho, em Bogotá. O pré-candidato à Presidência foi levado ao hospital e morreu cerca de dois meses depois, em 11 de agosto.

    As investigações mostraram que o atirador foi contratado para executar o crime. Além do adolescente, outras cinco pessoas foram presas, incluindo José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como suposto mentor logístico do ataque.
    Após atingir Uribe com dois tiros na cabeça e outro na perna, o adolescente fugiu, mas foi detido pelos seguranças do político e pela polícia. Já preso, colaborou com as autoridades para que a polícia conseguisse identificar outras pessoas envolvidas no crime.
    No fim de agosto, o adolescente foi condenado por um tribunal penal especial para menores, e a defesa recorreu. O caso foi revisado por uma câmara de três magistrados do Tribunal de Bogotá, que confirmou a sentença.
    O adolescente já havia admitido sua culpa pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas durante a acusação do Ministério Público.
    Como o processo judicial avançou até a fase de acusação por esses crimes, ele foi julgado por tentativa de homicídio, e não por homicídio, já que a lei colombiana não permite alterar as acusações uma vez aceitas por um menor.
    Trata-se de um princípio conhecido como “congruência estrita”.
    A legislação colombiana estabelece penas mais brandas para infratores adolescentes. A pena máxima que ele poderia receber era de oito anos em um centro de atendimento especializado, independentemente da gravidade do crime cometido.
    O assassinato de Urbine trouxe à tona o fantasma dos violentos assassinatos de políticos e presidenciáveis que levaram pânico à população nas décadas de 1980 e 1990.
    Em agosto, Miguel Uribe Londoño, pai do senador morto, anunciou que assumirá o lugar do filho como pré-candidato do Centro Democrático às eleições presidenciais de 2026.
    O partido, que é a principal legenda de direita do país, fará um processo de seleção interna para definir o candidato final, que deverá ocorrer entre dezembro e março do próximo ano.
    Uribe Londoño é viúvo da jornalista Diana Turbay, mãe de Miguel, que foi mantida refém por um grupo ligado ao cartel de Medellín e morta na tentativa de resgate, em 1991 -a história é relatada no livro “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez (1927-2014).
    Na época, Miguel tinha cinco anos, e Uribe Londoño era um empresário do setor cafeeiro.

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

  • Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    O brasileiro Fernando Sabag Montiel foi condenado a dez anos de prisão; o ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando em 1º de setembro de 2022

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A Justiça da Argentina condenou nesta quarta-feira (8) o brasileiro Fernando Sabag Montiel, a dez anos de prisão, e Brenda Uliarte, a oito anos, pela tentativa de assassinato da ex-presidente Cristina Kirchner, na noite de 1º de setembro de 2022.

    Em suas últimas palavras perante os juízes antes da leitura da sentença, ele disse que o caso estava repleto de irregularidades. “Este caso foi armado e isso é conhecido. Eles plantaram uma arma”, disse.

    Os fundamentos da sentença serão conhecidos em 9 de dezembro, de acordo com o Tribunal.

    Na noite do atentado, Fernando Sabag Montiel, 38, se misturou a apoiadores da então vice-presidente Cristina Kirchner que a esperavam na porta de sua casa, em Buenos Aires. Quando Cristina tirava fotos e autografava livros, ele atirou duas vezes mirando a arma a 15 centímetros do rosto dela, mas as balas não saíram. Ele nasceu no Brasil e tem nacionalidade argentina, carregava uma pistola com cinco balas.

    Junto com sua namorada, Brenda Uliarte, ele enfrentava as acusações de tentativa de homicídio qualificado. A promotoria acusou Sabag Montiel e Uliarte do crime triplamente agravado por dolo, por violência de gênero em forma de violência política e pelo uso de arma de fogo.

    O pedido da promotoria era para que ele fosse condenado a 15 anos de prisão e ela fosse condenada a 14 anos. Ao longo do processo, Sabag Montiel afirmou que tentou matar a peronista como um “ato de justiça”.

    Imagens de câmaras de segurança divulgadas ao longo das investigações mostram o casal circulando por eventos de apoiadores de Cristina, vendendo algodão-doce.

    A tentativa de homicídio reavivou memórias da violência política na Argentina, algo que se pensava ter sido erradicado desde a ditadura civil-militar. O ataque gerou uma grande onda de apoio a Cristina.

    Javier Milei, que ainda não era presidente da Argentina, e a atual ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich, estão entre os poucos políticos de peso nacional que não condenaram publicamente a tentativa de magnicídio.

    Sabag Montiel nasceu em 1987, no Brasil e, segundo a imprensa argentina, vive no país desde 1993. Sua mãe é argentina e seu pai, o chileno Fernando Ernesto Montiel Araya, já foi alvo de um inquérito da Polícia Federal brasileira em 2020.

    O ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando, ela foi condenada em 2022 e em 2025 a Suprema Corte confirmou a condenação da ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires em um imóvel diferente daquele em que ocorreu a tentativa de assassinato.

    A promotoria não apresentou acusações contra um terceiro suspeito, Nicolás Carrizo, após constatar que ele não tinha conhecimento do plano.

    Durante o julgamento, os advogados de Kirchner solicitaram uma investigação sobre os possíveis mentores do ataque, mas o pedido foi rejeitado. Kirchner denunciou a perseguição política, afirmando: “Querem que eu seja presa ou morta.”

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

  • Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

    Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

    Sébastien Lecornu, que renunciou na segunda-feira (6), disse que cenário atual permite a Macron fazer anúncio até sexta (10); o demissionário disse que há maioria parlamentar para evitar a dissolução da Assembleia Nacional

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O primeiro-ministro demissionário da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta quarta-feira (8) que seu sucessor pode ser indicado “nas próximas 48 horas”, evitando a dissolução da Assembleia Nacional, o equivalente à Câmara dos Deputados francesa.

    Em entrevista à principal rede pública de TV, Lecornu afirmou que “um caminho ainda é possível” para encontrar uma maioria capaz de governar o país em meio a uma profunda crise política. Ele se encontrou à tarde com o presidente Emmanuel Macron, mas se recusou a revelar detalhes da conversa.

    O Palácio do Eliseu anunciou que Macron não se pronunciaria na noite desta quarta.

    Nomeado há um mês por Macron -o terceiro premiê desde a última eleição legislativa, em julho do ano passado-, Lecornu renunciou na segunda (6), diante do impasse provocado pela falta de maioria parlamentar. A pedido do presidente, porém, passou as últimas 48 horas negociando com os líderes de diversos partidos políticos uma saída para a crise.

    Dessas discussões surgiu o rumor de que poderia ser nomeado um primeiro-ministro da esquerda moderada -os três anteriores foram de centro ou direita- e que a reforma das aposentadorias promulgada em 2023 seria suspensa.

    “Macron abandonado pelos seus”. A manchete do jornal conservador Le Figaro desta quarta (8) resume bem o sentimento de que o presidente está isolado, a tal ponto que três ex-primeiros-ministros nomeados por ele, outrora aliados fiéis, passaram a dar declarações discordantes.

    Gabriel Attal (premiê de janeiro a setembro de 2024) disse “não entender mais as decisões” do presidente. Édouard Philippe (2017-2020) defendeu a antecipação da eleição presidencial prevista para maio de 2027 -ou seja, a renúncia de Macron. E Élisabeth Borne (2022-2024) admitiu o que antes era impensável, a suspensão da reforma das aposentadorias, que ela mesma impôs ao Parlamento quando foi primeira-ministra.

    Altamente impopular, a reforma elevou a idade mínima de 62 para 64 anos. A reversão dessa medida é uma das principais bandeiras da esquerda. Uma suspensão da regra, pelo menos temporária, é uma das condições impostas pelo Partido Socialista para participar de um novo gabinete.

    Lecornu foi evasivo em relação à possibilidade de suspensão. “É preciso ser surdo para não ouvir que há francesas e franceses que dizem: há uma ferida democrática”, declarou, reconhecendo que a opinião pública considera a reforma imposta sem o devido debate público. Ressalvou, porém, que o problema deve ser resolvido por seu sucessor.

    Os dois extremos do espectro político -A França Insubmissa (LFI) de Jean-Luc Mélenchon, de ultraesquerda, e a Reunião Nacional (RN) de Marine Le Pen, de ultradireita- se recusaram a participar da rodada de 48 horas de negociações de Lecornu. Ambos pedem a dissolução da Assembleia Nacional ou a renúncia de Macron.

    Tanto Mélenchon quanto Le Pen aspiram a suceder Macron, impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato. Le Pen, porém, apesar de líder nas pesquisas, está inelegível devido a uma condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu. Seu recurso será julgado em janeiro.

    Ela deu uma longa entrevista coletiva na tarde desta quarta. Procurando demonstrar serenidade, disse que seu partido apresentará uma moção de censura contra “todos os governos” que Macron nomear.

    “Eles morrem de medo de voltar às urnas”, disse Le Pen sobre o esforço de Macron para encontrar uma saída negociada que evite a necessidade de uma dissolução da Assembleia Nacional, em tese a solução mais natural para as crises políticas do regime parlamentar francês.

    Pesquisas indicam que a ultradireita seria favorita em uma nova eleição legislativa, cenário desastroso para um macronismo em clima de fim de reinado.

    O passar dos dias sem governo aumenta ainda o risco de que a França não consiga aprovar até 31 de dezembro o orçamento de 2026. Nesta semana Lecornu deveria ter apresentado sua proposta. Ele defende profundos cortes de gastos para reduzir o déficit público, de mais de 5% do Produto Interno Bruto. A instabilidade vem piorando a nota da dívida francesa nas agências de notação.

    Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

  • Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

    Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

    Trump tem feito experimentos com tecnologia e repercutido mais em jornais do que nas redes; conteúdo tem origem em podcasts; especialista fala em tática diversionista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A paralisação do governo americano causada pela falta de consenso no Congresso sobre o orçamento federal já afeta os serviços do governo dos EUA, mas foi por outro ângulo que Trump ganhou espaço na mídia na última sexta (3): um vídeo feito com inteligência artificial no qual exalta a atuação de um de seus mais altos funcionários.

    O material foi publicado na Truth Social, rede social do mandatário americano, na qual não há regras sobre a divulgação de materiais produzidos com IA.

    O deepfake -um vídeo gerado com IA copiando a aparência de alguém (o próprio Trump no caso)- mostra o presidente americano tocando percussão para Russ Vought, o diretor do escritório de gestão e orçamento dos EU, que, vestido como a Morte, corta gastos com uma foice.

    O post de Trump é um corte de vídeo feito, pelo influenciador Brenden Dilley, o líder do Dilley Meme Team, uma autodeclarada milícia online de Trump formada por 21 contas espalhadas entre X, Rumble e Truth Social. Subiu primeiro na rede social Rumble, que não impõe moderação.

    O discurso oficial da Casa Branca, assinado por Vought, é que o fechamento da máquina pública é uma oportunidade para demitir servidores públicos culpando os democratas por não aceitarem o orçamento. Ao mesmo tempo, um levantamento da YouGov encomendado pela Economist mostra que a maioria da população americana liga a piora dos serviços à atuação do Partido Republicano, de Trump.

    Em vez de tratar do assunto, o presidente americano publicou uma sequência de vídeos de IA, da qual o vídeo de Vought foi o primeiro. Depois, apareceu com as vestes jedi de Star Wars em frente a um precipício e, na sequência, arremessando bonés na cabeça de apoiadores no salão oval da Casa Branca -tudo era artificial.

    O episódio não é inédito, uma vez que Trump divulgou montagens de democratas vestindo sombreiros mexicanos depois de ter sua proposta de orçamento recusada e publicou um vídeo de IA de uma suposta “riviera Palestina” com homens árabes vestidos de dançarinas do ventre.

    Para a fundadora da agência de checagem Lupa, Cristina Tardáguila, Trump usa esse material que beira o ofensivo como uma tática diversionista para ditar a pauta dos veículos de comunicação.

    Segundo a plataforma de monitoramento Palver, os vídeos repercutem mais na imprensa do que nas redes sociais. Uma busca que relacionava Vought ao meme “Reaper” (o “Ceifador”, personagem que representa a morte) na plataforma Palver retornou 406 artigos noticiosos e zero menções em grupos de WhatsApp e Telegram brasileiros monitorados -o número também é zero entre contas brasileiras relevantes no X (ex-Twitter) e no Instagram.

    Uma busca do vídeo no X mostra que a maior repercussão do vídeo, além da republicação por Trump, foi em uma parcela da bolha trumpista. No TikTok, tampouco houve grande repercussão. Ao mesmo tempo, o assunto foi tema de episódio do podcast diário do New York Times, o Daily.

    Tardáguila compara essa operação aos factoides criados pelo ex-prefeito carioca Cesar Maia, que proibiu videogames violentos e criticou o horário de verão durante momentos de crise. Procurado, Maia disse que não usaria essa estratégia nos dias de hoje. “Vivemos outro momento com outras implicações.”

    Na era das redes sociais, essa tática recebe o nome de “trolling”, em referência a “troll”, monstro nórdico conhecido por ser traiçoeiro. O troll é o usuário de internet que publica material ofensivo para chamar atenção.

    Dilley, o autor original do vídeo, se identifica como um “mestre troll”.

    Na imprensa, sobretudo americana, o vídeo de Vought chocou por usar uma paródia feita com IA de uma famosa música americana protegida por direitos autorais -“(Don’t Fear) the Reaper” da banda Blue Öyster Cult.

    Em sua página oficial no Facebook, a banda disse que não foi notificada do uso da própria música, que foi base da paródia feita com IA divulgada por Trump.

    “Os direitos autorais da música pertencem 100% à Sony Music, e a banda Blue Oyster Cult não tem direito algum sobre o uso da faixa.”

    Procurada, a Sony não quis comentar o caso.

    No YouTube, por exemplo, onde há regras rígidas contra reprodução de imagens e sons protegidos por direitos autorais, o vídeo seria derrubado pela moderação.

    O videocast de Dilley também está online no Spotify desde o dia 3 de outubro. A plataforma de streaming de música, que implementou regras para impedir que artistas tenham a voz copiada em músicas geradas com IA, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    Os 21 membros da autodeclarada milícia digital Dilley Meme Team produzem memes, divulgam-nos de forma organizada na rede e, de acordo com a descrição de sua página, levam com frequência suas criações às contas do presidente Trump e até a comícios presidenciais.

    Ainda segundo Dilley, o grupo consegue dinheiro nas redes com publicidade programática e venda direta de anúncios e direciona parte das receitas ao diretório do presidente americano. Na corrida presidencial de 2024, uma empresa em nome do influenciador doou US$ 7.000 à campanha de Trump.

    Dilley disse em podcast que já recebeu intimações por usar músicas sem autorização, mas nunca teve de retirar nada do ar. “Vou limpar o traseiro com as intimações”, afirmou. Procurado pela reportagem nas redes sociais e via email, ele não respondeu.

    Segundo o ativista, as músicas são feitas com trilha sonora de karaokê e a letra e a canção são feitas com ferramentas de IA -ele não mencionou quais. O uso de trilhas sonoras de karaokê para fazer paródias é permitido na jurisprudência dos Estados Unidos.

    Porém, segundo Dilley, a maior proteção desse conteúdo é o próprio Trump: “Depois que o presidente posta, quero ver pedirem que remova o vídeo”, disse.

    Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

  • Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

    Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

    Presidente dos Estados Unidos ordenou o envio da Guarda Nacional para o estado em meio a protestos contra agenda de imigração

    Nesta quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que o governador do Illinois, J.B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, “deveriam estar presos”, acusando os dois políticos democratas de não protegerem os agentes federais de imigração.

    A declaração de Trump foi feita em uma mensagem publicada na rede Truth Social, quando se verifica um impasse entre as autoridades estaduais do Illinois e a Casa Branca sobre a ordem presidencial de enviar forças federais para as ruas de Chicago.

    A medida, que já foi contestada judicialmente, insere-se em uma estratégia que Trump tem aplicado em várias cidades governadas por democratas, alegando razões de segurança pública.

    As autoridades locais consideram, porém, que a intervenção federal constitui um abuso de poder e uma violação da autonomia municipal.

    A administração republicana de Trump intensificou também as rusgas contra imigrantes em situação irregular, o que levou o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, a declarar “zonas livres de ICE [sigla em inglês dos Serviços de Imigração]” para impedir o uso de propriedades municipais em operações desta agência federal.

    Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

  • Show de rock de Milei em meio a crise é criticado até por aliados

    Show de rock de Milei em meio a crise é criticado até por aliados

    Em meio à crise política provocada pela renúncia de José Luis Espert, aliado acusado de receber recursos de um suspeito de tráfico, Javier Milei realizou um show em Buenos Aires que gerou forte repercussão negativa. Críticos chamaram o evento de “surrealista” e “fora da realidade do país”

    (CBS NEWS) – Javier Milei conseguiu uma quase unanimidade com o show dado por ele no Movistar Arena, casa portenha de espetáculos para 15 mil pessoas, na noite de segunda-feira (6). Infelizmente para o presidente, as coincidências eram de críticas negativas.

    O espetáculo não poderia ter ocorrido em um momento mais sensível: menos de 24 horas após José Luis Espert, principal candidato de Milei a deputado nacional pela província de Buenos Aires no próximo dia 26, se ver forçado a renunciar.

    O governo sofreu dias de desgaste após documentos serem revelados pela Justiça do Texas apontando que Espert recebeu recursos de Fred Machado, suspeito de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

    Os organizadores do show esperavam que Espert estivesse no palco com Milei, para a apresentação de seu novo livro, “La Construcción del Milagro” (A Construção do Milagre), como ele fez em um evento parecido no ano passado. Mas a crise política riscou o nome de Espert também dessa lista.

    Dois jornais argentinos que dificilmente coincidem em suas capas, desta vez concordaram.

    “Um show surrealista no meio da crise”, definiu o La Nacion. O jornal conservador lembrou que o grupo político do presidente aguarda novidades do possível auxílio financeiro dos Estados Unidos, com uma visita da equipe econômica em Washington desde sexta-feira (3).

    Já o diário de esquerda Página/12 comparou Milei aos músicos que seguiram tocando enquanto o Titanic afundava. “Milei tentou reavivar sua campanha com músicas de artistas que não gostam dele”, escreveu a publicação.

    Como na campanha de 2023, o presidente abriu o evento cantando “Panic Show”, do La Renga, que fala de um leão -apelido de Milei, pelo corte de cabelo que lembra uma juba- que devora seus adversários.

    Pulou, dançou e cantou para uma plateia de apoiadores, que puderam retirar ingressos gratuitos para vê-lo tocar com uma banda formada por deputados e outros aliados. O partido de Milei não divulgou os custos do evento e nem se ele foi patrocinado.

    “Tem fogo?”, perguntou o presidente horas antes da apresentação, durante o ensaio da banda, ao testar os efeitos especiais, de chamas e fumaça. No evento, Milei também entoou versos do Hino Nacional da Argentina, enrolado em uma bandeira do país.

    “Eu que vivi entre fascistas/ Eu que morri no altar/ Eu que nasci com os que estavam bem/ Mas à noite tudo dava errado”, cantou em seguida o presidente, os versos no original, em espanhol, de “Demoliendo Hoteles”, de Charly García, um dos artistas mais queridos do rock argentino.

    A canção, entre as principais de García, é uma crítica à última ditadura (1976-1983), mas o presidente adaptou alguns versos para criticar a oposição kirchnerista.

    Já em “Rock del Gato”, dos Ratones Paranoicos, o presidente cantou que “se tudo sair bem, ele fará de novo”.

    No meio do espetáculo, Milei reforçou seu apoio a Israel e fez uma homenagem aos ataques de 7 de Outubro e à comunidade judaica na Argentina. Para isso, escolheu a canção popular “Hava Naguila” (“vamos nos alegrar”, em hebraico), geralmente reservada para momentos festivos.

    “Acredito que nunca vimos algo assim”, disse o apresentador do LN+ Esteban Trebucq, um dos primeiros a entrevistar Milei antes que ele se tornasse presidente e que olhava incrédulo as imagens da apresentação.

    A candidata a deputada nacional María Eugenia Talerico, crítica ao kirchnerismo e que estava no programa, começou a chorar quando questionada sobre o que achava do espetáculo. “Isso me causa muita consternação”, disse Talerico. “Ele deveria estar pedindo perdão à sociedade argentina, que não está passando por um bom momento.”

    Luis Majul, outro jornalista alinhado a Milei, também criticou o evento. “Tudo isso, se a economia estivesse indo bem, e o governo não tivesse os problemas que teve com os casos $Libra [criptoativo promovido por Milei], Spagnuolo [de suposta corrupção na compra de medicamentos] e Espert, poderia ser decodificado de outra forma”, disse Majul, também no canal LN+. “Obviamente, eles querem recriar uma mística, que está em outro contexto.”

    O presidente seguiu sua agenda de campanha nesta terça-feira (7) em um evento em Mar del Plata. Também deve visitar nos próximos dias Mendoza, Santa Cruz, Chaco e Corrientes.

    Show de rock de Milei em meio a crise é criticado até por aliados

  • Prefeita alemã esfaqueada continua em estado grave; filha é suspeita

    Prefeita alemã esfaqueada continua em estado grave; filha é suspeita

    Iris Stalzer, recém-eleita prefeita de Herdecke, permanece em estado crítico após ser esfaqueada em casa. A polícia investiga a filha adotiva, de 17 anos, como principal suspeita e trata o caso como uma tragédia familiar, sem motivação política

    A prefeita recém-eleita da cidade de Herdecke, na Alemanha, Iris Stalzer, de 57 anos, permanece em estado crítico após ter sido esfaqueada em sua casa na noite de terça-feira (7). Segundo a imprensa alemã, a principal suspeita do ataque é sua filha adotiva, de 17 anos.

    Stalzer foi encontrada gravemente ferida pelos dois filhos adotivos no apartamento onde morava, com múltiplos ferimentos no abdômen e nas costas. De acordo com o jornal Bild, a prefeita conseguiu se refugiar dentro do imóvel após o ataque. Inicialmente, os filhos relataram à polícia que ela havia sido agredida por vários homens, mas as investigações indicam agora que o crime teria ocorrido dentro do próprio círculo familiar.

    A jovem suspeita, que teria histórico de desentendimentos com a mãe, chegou a ameaçá-la com uma faca durante as férias da família no último verão, segundo a revista Der Spiegel. A polícia confirmou que tanto a filha quanto o filho de Stalzer estão sob custódia, enquanto os fatos são apurados.

    Fontes próximas à investigação afirmam que a prefeita recuperou a consciência e disse conhecer a pessoa que a atacou, mas se recusou a revelar o nome. A polícia de Hagen e o Ministério Público informaram que não há indícios de motivação política, classificando o caso como uma “tragédia familiar”.

    Iris Stalzer havia sido eleita recentemente para comandar a prefeitura de Herdecke, no distrito de Ennepe-Ruhr, na região de Renânia do Norte-Vestfália.

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou nas redes sociais que a prefeita foi vítima de um “ato hediondo” e disse “temer por sua vida”. Já o secretário-geral do Partido Social-Democrata (SPD), Matthias Miersch, expressou consternação e desejou a pronta recuperação da colega de partido.
     

     

    Prefeita alemã esfaqueada continua em estado grave; filha é suspeita

  • Estudo indica Trump como principal disseminador de desinformação nos EUA

    Estudo indica Trump como principal disseminador de desinformação nos EUA

    Relatório do International Center for Journalists aponta Donald Trump como principal fonte de desinformação nos Estados Unidos em 2024. O estudo indica que o ex-presidente usou estratégias políticas internas para difundir narrativas falsas e alimentar ataques à imprensa e à democracia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi apontado como o principal disseminador de desinformação no país em 2024, segundo um estudo do International Center for Journalists (ICFJ).

    De acordo com o relatório “Desarmando a Desinformação: Estados Unidos”, Trump foi “a fonte dominante e distribuidora de desinformação” no país durante o último ano. O estudo aponta que o ex-presidente recorreu a estratégias políticas internas — e não a interferências estrangeiras — para impulsionar narrativas falsas no debate público americano.

    Os pesquisadores destacam que grupos no WhatsApp e outras plataformas digitais fechadas funcionam como “bolhas de informação” que alimentam rumores e distorções, amplificando a desinformação.

    “O espalhamento viral de notícias falsas e o ataque estratégico a jornalistas se tornaram ameaças interligadas à democracia”, diz o relatório. “Em uma era de autoritarismo crescente e retrocessos democráticos, falsidades são usadas como armas por figuras públicas para manipular a opinião pública, enfraquecer o jornalismo e intimidar profissionais da imprensa.”

    O estudo afirma que essa dinâmica se consolidou nos Estados Unidos, com Trump promovendo “narrativas manifestamente falsas” ao longo dos últimos anos. A confiança na mídia tradicional segue em queda, enquanto crescem os ataques à imprensa por parte do governo americano.

    Cerca de 86% dos entrevistados relataram ter visto ou ouvido jornalistas sendo assediados ou abusados online, o que indica a normalização da hostilidade contra a imprensa.

    “O momento exige não apenas integridade jornalística e respostas inovadoras a essas ameaças, mas também uma compreensão clara de como a desinformação se espalha no ecossistema midiático”, conclui o estudo, que analisou 10 mil publicações e notícias veiculadas em 2024, além de entrevistas com 1.020 americanos.

    Estudo indica Trump como principal disseminador de desinformação nos EUA