Categoria: MUNDO

  • Ataque de drone russo em Kiev deixa um morto e sete feridos

    Ataque de drone russo em Kiev deixa um morto e sete feridos

    Pelo menos dois prédios residenciais, uma casa e vários veículos foram danificados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um ataque de drone russo na capital ucraniana na madrugada de sábado deixou pelo menos uma pessoa morta e sete feridas, além de causar danos materiais significativos, informaram as autoridades.

    Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões por volta da meia-noite no centro de Kiev, que o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, atribuiu a Moscou.

    “A morte de uma pessoa foi confirmada, provavelmente um homem”, afirmou o chefe da administração militar da cidade, Timur Tkachenko, na plataforma de mensagens Telegram. Ele também relatou “sete feridos, incluindo um adolescente”.

    Sua administração lamentou posteriormente que o “ataque terrorista cínico da Federação Russa” tenha atingido nove locais em cinco distritos da capital. Esta é “uma tentativa dos russos de simplesmente aterrorizar a população civil”, declarou Tkachenko.

    O prefeito de Kiev havia indicado anteriormente que um jovem de 13 anos estava entre os feridos e pediu aos moradores que permanecessem em abrigos.

    Pelo menos dois prédios residenciais, um deles com 25 andares, uma casa e vários carros foram danificados, disseram as autoridades.

    No início desta semana, fortes explosões abalaram Kiev durante a noite, quando drones e mísseis russos atingiram a capital, provocando incêndios em prédios residenciais. As autoridades da cidade indicaram que sete pessoas morreram.

    A Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    Ataque de drone russo em Kiev deixa um morto e sete feridos

  • Papa rompe tradição e não reza na Mesquita Azul, em Istambul

    Papa rompe tradição e não reza na Mesquita Azul, em Istambul

    Pontífice busca fortalecer diálogo com igrejas cristãs orientais; Leão 14 é o quinto papa a visitar a Turquia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O papa Leão 14 visitou neste sábado (29) a Mesquita Azul de Istambul, na Turquia, em sua primeira ida a um local de culto muçulmano desde que foi escolhido. Porém, diferente de Francisco e Bento 16, não rezou durante a visita, segundo a AFP e a Reuters.

    Papa Leão 14 visitou a Mesquita Azul, mas não parou para rezar. Segundo a AFP, o pontífice retirou os sapatos, caminhou com meias brancas pelo templo otomano e permaneceu em silêncio, em um gesto simbólico de respeito. Diferentemente de seus antecessores, como Francisco (2014) e Bento 16 (2006), ele não realizou oração no local.

    Visita gerou surpresa no Vaticano, segundo a Reuters. De acordo com a Reuters, o Vaticano havia divulgado um comunicado afirmando que Leão tinha rezado e sido recebido pelo chefe da autoridade religiosa turca, Diyanet (Presidência de Assuntos Religiosos da Turquia), mas o texto foi enviado por engano. O próprio muezim da mesquita, que é responsável por chamar os fiéis para a oração, afirmou que o papa recusou o convite para um momento de oração.

    Pontífice ouviu explicações sobre a história do templo. O papa percorreu o complexo acompanhado pelo imã (líder de oração) e pelo mufti (especialista em jurisprudência islâmica) de Istambul, que apresentaram detalhes arquitetônicos e históricos da mesquita de Sultanahmet, uma das principais atrações de Istambul.

    A presença atraiu turistas e moradores, sob rígida segurança. A AFP relata que dezenas de pessoas acompanharam o comboio papal, enquanto comerciantes e visitantes reagiram positivamente — embora alguns criticassem as fortes barreiras de segurança que impediram o público de vê-lo de perto.

    AGENDA DO PAPA LEÃO 14

    Visita integra agenda oficial de quatro dias na Turquia. O papa Leão 14 está no país desde quinta-feira, em uma viagem que inclui encontros com líderes muçulmanos e cristãos, celebrações ecumênicas e agendas públicas em Istambul.

    Pontífice busca fortalecer diálogo com igrejas cristãs orientais. Segundo a AFP, ele se encontrou com representantes de várias comunidades cristãs e participará de orações na Igreja de São Jorge. Ele também assinará uma declaração conjunta com o patriarca ecumênico Bartolomeu 1º.

    Agenda aborda relação entre católicos e ortodoxos. A viagem ocorre no contexto dos 1.700 anos do Concílio de Niceia, celebrado ontem, quando o papa fez apelo pela unidade entre cristãos de diferentes tradições.

    Leão 14 é o quinto papa a visitar a Turquia. Antes dele, fizeram a mesma viagem Paulo 6º (1967), João Paulo 2º (1979), Bento 16 (2006) e Francisco (2014). Depois da passagem por Istambul, Leão 14 seguirá para o Líbano entre domingo (30) e terça-feira (2).

    Papa rompe tradição e não reza na Mesquita Azul, em Istambul

  • Homem ficou 2h preso em incêndio em Hong Kong: "Pensei que ia morrer"

    Homem ficou 2h preso em incêndio em Hong Kong: "Pensei que ia morrer"

    William Li esteve duas horas dentro de um dos edifícios que pegou fogo em Hong Kong, na China. O homem de 40 anos contou que pensou que ia morrer, chegando a se despedir da família e amigos

    William Li estava de folga e, por isso, em casa quando recebeu uma chamada da sua esposa: “Há um incêndio. Precisas de sair daí”, disse a mulher. Ela não parecia nervosa nem preocupada e não havia nada a indicar que a situação fosse séria: Li não sentia o cheiro de fumaça e os alarmes não tinham disparado.

    O homem estava em um dos edifícios do bairro de Hong Kong que pegaram fogo durante dois dias, em um incêndio que se tornou o mais mortífero na história da região nos últimos 100 anos. Até ao momento, há 128 mortos confirmados.

    “Eu ainda demorei alguns minutos a me vestir e a me preparar para sair do apartamento”, contou Li ao New York Times. “Quando abri a porta, a fumaça entrou de repente. A minha primeira reação foi fechar logo a porta.”

    Foi aí que retribuiu a chamada à mulher, dizendo-lhe que não conseguia sair da casa que ambos moravam. “Ela começou a chorar convulsivamente. Estava pensando no pior cenário possível: eu ia morrer.”

    Li não entrou em desespero – em vez disso, pôs mãos à obra. Agarrou nas toalhas que tinha no apartamento e usou-as para tapar as brechas por baixo das portas para tentar impedir a fumaça de entrar. Pouco depois, começou a ouvir vozes no corredor.

    O homem de 40 anos colocou um pedaço de tecido molhado tapando a boca e saiu do apartamento. O corredor estava escuro como o breu. Li ainda tentou ligar a lanterna do seu celular, mas nem isso ajudou. Nem um minuto depois de ter saído do apartamento, a sua garganta começou a arder e os olhos a lacrimejar – a fumaça não perdoava.

    Li continuou em frente, mesmo assim, seguindo o som das vozes até encontrar um casal na casa dos 60.

    “Eu os conduzi através do fumaça de volta ao meu apartamento, usando a parede para me guiar até lá”, recordou. “Porque é que estavam fora? Tinha mais alguém?”, perguntou Li ao casal.

    A janela do apartamento dos seus vizinhos tinha se incendiado e o casal, com receio, fugiu para o corredor, pensando que essa era a sua melhor opção. Lá, ouviram uma cuidadora profissional chamando pela idosa de quem tomava conta e tentaram seguir a voz, mas, de repente, o som cessou e o casal viu-se perdido sem saber o que fazer.

    “Após viver aqui durante 40 anos, eu conheço o edifício muito bem”, continuou Li, detalhando todas as saídas do prédio. “Há dois lances de escadas em todos os pisos. Um vai dar à entrada e outro às traseiras. Os meus vizinhos disseram-me que a porta de trás costuma estar trancada, e a minha mulher, que agora estava à frente do prédio, disse-me que a entrada já estava em chamas”, recordou.

    Na prática, não havia forma de saírem do edifício – não sem ajuda.

    Li ligou então para as autoridades, informando-os de onde estava e o que acontecia. “Nós vamos enviar alguém para ir resgatar vocês”, teriam dito do outro lado da linha. Enquanto isso, os três deveriam ficar perto do chão e preservar a sua energia.

    “Da nossa janela conseguíamos ver as mangueiras de incêndio apontadas para os pisos acima de nós. Nós fizemos sinal aos bombeiros, mas eles não nos conseguiam ver”, contou Li. 

    “Pensei que ia morrer”

    Em uma fase inicial, o grupo ficou calmo. Mas, pouco a pouco, o incêndio começou a alastrar e o apartamento, até então, o local mais seguro, começou a apresentar sinais de desgaste.

    O cheiro de fumaça e a queimado começou a impregnar-se na casa. Pouco depois, o casal, que estava descansando no quarto, saiu alertando que a espuma à volta da janela tinha se incendiado – o mesmo que lhes tinha acontecido no seu próprio apartamento.

    “Naquele momento, eu pensei que ia morrer. Eu divido o quarto com a minha mulher e com os meus dois filhos. Há três colchões lá e montes de cobertores. Eu sabia que se a janela explodisse, o fogo ia se alastrar rapidamente.”

    Li começou a se preparar para o pior. No WhatsApp, família e amigos do homem iam recebendo mensagens de adeus, onde lhes pedia para ajudar a sua mulher e filhos depois de ele partir.

    Terminadas as despedidas, os três decidiram tentar, uma última vez, chamar a atenção dos bombeiros usando as lanternas dos telemóveis para sinalizar onde estavam. Desta vez, o esforço não foi em vão.

    Os agentes viram o grupo e Li apressou-se a apontar para a janela em chamas. Os bombeiros apontaram, de imediato, as mangueiras ao foco de incêndio, apagando o fogo e dando tempo ao grupo.

    “No início, eles tiveram dificuldade para colocar a escada de incêndio na nossa unidade – o andaime estava no caminho e havia detritos caindo dos andares superiores. Pouco depois das 17h, eles finalmente chegaram à nossa janela”, recordou Li.

    A mulher do casal insistiu para que ele fosse primeiro, mas Li respondeu: “Não, vá você primeiro. Eu sou mais jovem”.

    Primeiro foi ela, depois o marido e Li ficou para último.

    “Tudo o que eu tinha estava virando pó”

    “Durante uns minutos, Li ficou sozinho no apartamento. O ambiente era muito sombrio”, recordou. “Olhei à minha volta para ver o que podia levar comigo. Queria levar tudo, mas não podia levar nada: a janela era muito estreita, com espaço suficiente apenas para uma pessoa sair na diagonal”.

    Li conseguiu sair do edifício em chamas com o relógio da mulher e algum dinheiro que tinha em casa.

    “Quando subi a escada, senti como se o tempo tivesse desacelerado. Fiquei triste por deixar a minha casa para trás. Estava encharcado pelas mangueiras dos bombeiros e sentia muito frio”, contou Li. “Parecia que o céu estava caindo. Tudo o que eu tinha estava virando pó.”

    No chão, e de volta à segurança, os bombeiros levaram-nos para um local mais calmo e deram-lhes uma bebida para se hidratarem e recuperarem as forças. As ruas estavam bloqueadas devido ao incêndio e as ambulâncias não conseguiam chegar ao local.

    “Os bombeiros disseram que podíamos sair por conta própria. O casal e eu trocamos números [de celular e seguimos caminhos diferentes.” Li foi ao encontro de sua família. Os filhos choravam muito.

    Ao todo, William Li esteve duas horas no prédio em chamas.

    Homem ficou 2h preso em incêndio em Hong Kong: "Pensei que ia morrer"

  • Após demissão, ex-chefe de gabinete de Zelensky vai para a guerra

    Após demissão, ex-chefe de gabinete de Zelensky vai para a guerra

    Andriy Yermak, o chefe de gabinete do presidente ucraniano, que se demitiu na sexta-feira (28), revelou que vai para a frente da guerra com a Rússia; “Não quero criar problemas para Zelensky”, justificou

    Após apresentar a sua demissão nesta sexta-feira (28), Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, revelou que vai para a frente da guerra com a Rússia.

    A informação foi revelada pelo próprio ao New York Post em uma série de mensagens de texto. 

    “Eu vou para a frente [de guerra] e estou pronto para enfrentar qualquer represália”, escreveu Andriy Yermak ao jornal norte-americano. “Eu servi a Ucrânia e estava em Kyiv em 24 de fevereiro de 2022”, acrescentou, referindo-se ao dia em que a Rússia iniciou a ofensiva. 

    Ao longo a troca de mensagens, Yermak não especificou se iria alistar-se nas Forças Armadas da Ucrânia, como iria até à frente de combate ou sequer quando é que estava planejando ir para lá. “Talvez nos vejamos outra vez. Glória à Ucrânia”, respondeu apenas.

    Em certo momento, simplesmente pediu desculpa caso deixasse de conseguir falar por celular.

    Yermak está “revoltado” com ofensas e falta de apoio

    Yermak demitiu-se após ter sido alvo de buscas em um caso de corrupção. Esta será a maior investigação neste âmbito durante a presidência de Volodymyr Zelensky.

    A notícia foi divulgada por Zelensky ai revelar um esquema de corrupção envolvendo a empresa estatal Energoatom, responsável pela energia nuclear na Ucrânia.

    “Eu fui profanado e a minha dignidade não foi protegida, apesar de estar em Kyiv desde 24 de fevereiro de 2022”, acusou o ex-chefe de gabinete. “Estou revoltado com as ofensas contra mim e ainda mais revoltado com a falta de apoio daqueles que conhecem a verdade”, confessou Yermak. 

    E frisou: “Sou uma pessoa honesta e decente. Portanto, não quero criar problemas para Zelensky; vou para a frente de batalha”.

    Zelensky elogiou e agradeceu a Yermak

    A demissão de Yermak foi foi comentada no discurso diário à nação di presidente ucraniano: “Haverá uma reformulação do Gabinete da Presidência da Ucrânia. O chefe de gabinete, Andriy Yermak, apresentou a sua carta de demissão”.

    Zelensky fez questão de agradecer a Yermak por ter “apresentado sempre a posição ucraniana de forma precisa e correta nas negociações”. 

    “Sempre foi uma posição patriótica. Mas quero evitar rumores e especulações”, afirmou, acrescentando que irá reunir-se com “candidatos aptos” para o cargo já neste sábado.

    Andriy Yermak, ex-produtor de cinema e advogado, é considerado como uma figura muito influente na Ucrânia. A suposta influência de Yermak sobre o chefe de Estado tem levantado questões e dúvidas junto da equipe presidencial ucraniana.

    Após demissão, ex-chefe de gabinete de Zelensky vai para a guerra

  • Trump diz que documentos assinados por Biden com caneta automática são nulos

    Trump diz que documentos assinados por Biden com caneta automática são nulos

    Republicano sustenta que democrata não estava apto a governar o país e foi enganado por assessores; aparelho que reproduz assinaturas é frequentemente usado por presidentes dos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que todos os documentos assinados por seu antecessor, Joe Biden, por meio de caneta automática são nulos. Embora possa anular quaisquer decretos emitidos por governos anteriores, Trump não tem poder para suspender o efeito de leis ou perdões presidenciais.

    “Todo documento assinado pelo sonolento Joe Biden com a caneta automática, ou seja, aproximadamente 92% deles, está doravante suspenso e não possui mais força ou efeito”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social -não está claro de onde vem o dado citado pelo republicano. “A caneta automática não pode ser usada sem a permissão explícita do presidente dos Estados Unidos.”

    A polêmica a respeito do uso da caneta automática por Biden se arrasta há meses. O dispositivo imita a assinatura de uma pessoa e é frequentemente utilizado por presidentes americanos, que precisam afixar sua firma a centenas de documentos.

    Trump e membros do Partido Republicano afirmam que Biden, cuja capacidade mental foi questionada até mesmo por correligionários, teria sido enganado por assessores. Na versão propagada pelos republicanos, esses funcionários da Casa Branca governaram o país no lugar de Biden, usando a caneta automática sem seu consentimento no apagar das luzes de seu mandato para aprovar medidas como perdões presidenciais.

    Pouco antes de deixar o poder, Biden emitiu milhares de perdões ou indultos. As ações se dividiram em três categorias amplas: o então presidente diminuiu as penas de pessoas condenadas por crimes não-violentos relacionados a drogas, perdoou pessoas que estavam em prisão domiciliar por causa da pandemia e que teriam que voltar ao regime fechado, e transformou a pena de morte de 37 das 40 pessoas que aguardavam execução em prisões federais em pena de prisão perpétua.

    Além disso, Biden perdoou de maneira preventiva pessoas que poderiam sofrer perseguição judicial do governo Trump, como o general aposentado Mark Milley e o médico que liderou os esforços do governo contra a pandemia, Anthony Fauci. O democrata emitiu também perdões para membros da sua família, incluindo seu filho, Hunter Biden, condenado por fraude fiscal e posse ilegal de arma.

    Embora tenha falado em anular “todos os documentos” assinados por Biden com a caneta automática, Trump não pode suspender perdões ou indultos. Se tentar abrir investigações contra pessoas protegidas por Biden, certamente haverá questionamentos na Justiça.

    “Os malucos da esquerda radical que rodeavam Biden ao redor da linda Mesa do Resolute no Salão Oval roubaram a Presidência dele. Assim, cancelo todos os decretos e tudo mais que não foi assinado diretamente pelo picareta Joe Biden, porque as pessoas que operaram a caneta automática o fizeram ilegalmente”, prosseguiu Trump nesta sexta. “Biden não estava envolvido no processo, e se diz que estava, ele será processado por falso testemunho.”

    Em junho, Trump ordenou a abertura de um inquérito contra Biden com base nas acusações, citando o “declínio cognitivo” do democrata, mas a investigação ainda não andou. O ex-presidente se defendeu em entrevista ao New York Times em julho, quando disse que autorizou o uso da caneta automática “para cada uma” das decisões que tomou no fim do mandato.

    Em maio, um livro lançado pelos jornalistas americanos Jake Tapper e Alex Thompson mostrou que aliados de Biden e doadores importantes do Partido Democrata, como o ator Geroge Clooney, ficaram cada vez mais preocupados nos bastidores da campanha presidencial ao perceber o estado mental do então presidente.

    Trump diz que documentos assinados por Biden com caneta automática são nulos

  • Secretário dos EUA anuncia corte de benefícios fiscais de indocumentados

    Secretário dos EUA anuncia corte de benefícios fiscais de indocumentados

    Decisão surge após Trump ordenar bloqueio à imigração aos Estados Unidos de países “do Terceiro Mundo”

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou que o governo vai cortar os benefícios fiscais para as pessoas indocumentadas, depois da ordem de Donald Trump de travar a imigração de “todos os países do Terceiro Mundo”.

    “Sob a ordem de Donald Trump (Presidente norte-americano), estamos trabalhando para cortar os benefícios federais dos estrangeiros ilegais e preservá-los para os cidadãos dos EUA”, escreveu Bessent ao divulgar o anúncio de Trump nas redes sociais.

    A medida vai excluir os imigrantes sem documentos e “outros estrangeiros que não qualifiquem” das partes reembolsáveis de créditos fiscais como o do crédito adicional por filhos, o crédito de “oportunidade americana” e o crédito por contribuições para a conta de poupança.

    Na publicação de Trump que replicou Bessent, ele sustentou que um migrante que ganhe 30 mil dólares por ano com o seu cartão de residente, recebe “cerca de” 50 mil dólares anuais em benefícios para a sua família.

    O mandatário avisou que interromperá de forma permanente a imigração “de todos os países do Terceiro Mundo”, depois do tiroteio de quarta-feira em que um cidadão afegão disparou contra a Guarda Nacional em Washington D.C., que deixou uma agente morta e outro em estado crítico.

    “O Presidente tem razão. Quem está aqui ilegalmente, não tem lugar no nosso sistema financeiro. É uma exploração que os estrangeiros ilegais usem as nossas instituições financeiras para movimentar os seus fundos obtidos ilicitamente, e isso vai acabar”, concluiu Bessent.

    Secretário dos EUA anuncia corte de benefícios fiscais de indocumentados

  • 11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

    11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

    Um jovem bombeiro de 19 anos acusou os colegas de abusos sexuais na sede dos Bombeiros Voluntários do Fundão, em Portugal

    Nesta sexta-feira (28), o comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, se demitiu após uma denúncia sobre supostos abusos sexuais dentro do quartel. O caso envolve 11 agentes que teriam participado do estupro coletivo de um jovem de 19 anos.

    De acordo com informações da ‘SIC Notícias’, o líder da corporação considera que, após os fatos denunciados, não está em condições de continuar assumindo funções no quartel. Deixou uma mensagem à corporação e se disse com “o coração pesado, mas com a dignidade que a casa merece”.

    Oito dos 11 bombeiros do Fundão foram presos pela Polícia Judiciária por suspeita dos crimes de estupro e coação sexual. A corporação informou que os oficiais foram suspensos, na sequência de uma investigação interna.

    José Sousa dirigiu-se ao quadro ativo dos bombeiros do Fundão e explicou a decisão tomada de se afastar. “Depois de tudo o que aconteceu (…) apresentei a minha demissão do cargo de comandante. Esta decisão foi tomada com sentido de responsabilidade e, acima de tudo, com respeito pelos superiores interesses da instituição e por todos vocês, que nada fizeram para merecer carregar este peso nos ombros”, disse.

    Na mensagem, o comandante pediu ainda à corporação para que “permaneça unida e que apoie o comando que continuará”. “Acompanhem a direção [da Associação Humanitária] neste período difícil. E, sobretudo, mantenham viva a essência do que somos: bombeiros, irmãos e mulheres e homens de palavra, honra e missão”, lê-se no comunicado.

    José Sousa destacou ainda que nunca abandonou os colegas, nem “jamais lhes virará as costas”.

    “Sei que este momento causa inquietação, tristeza e revolta a vocês, a mim também. Mas sei, ainda melhor, que o quadro ativo saberá estar à altura, como sempre esteve”.

    “Deixo o cargo. Mas, nunca deixarei esta família”, frisou.

    O caso

    Onze elementos da corporação de bombeiros do Fundão foram presos na terça-feira, dia 25 de novembro, por serem suspeitos da prática de um crime de estupro contra um jovem.

    A “vítima é um jovem bombeiro de 19 anos, que foi “sujeito a atos sexuais violentos, em um ‘trote’ duvidoso”.

    Os fatos, que teriam acontecido dentro do quartel, no âmbito de um trote ao novo membro da corporação, ocorreram no mês de setembro, tendo sido denunciado às autoridades pela própria vítima, com o apoio do Comando da corporação que, segundo a PJ, “em todo o momento colaborou com a Polícia”.

    Os 11 bombeiros ficaram proibidos de contatos com a vítima, também bombeiro, sendo que oito ficaram impedidos de entrarem e frequentarem o quartel.

    Segundo o tribunal, os 11 bombeiros estão ainda proibidos de frequentar e permanecer na residência e trabalho da vítima e de se aproximarem a menos de 500 metros e proibidos de contactar com os demais réus e testemunhas dos autos.

    A decisão do tribunal considerou os “elementos de prova recolhidos até ao momento” e verificou haver “perigos de continuação da atividade criminosa, perturbação do curso do inquérito e perturbação da ordem e tranquilidade públicas”.

    O Tribunal indicou ainda que nenhum dos 11 bombeiros prestou declarações durante o interrogatório.

    O agora ex-comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, disse que os bombeiros iriam ser alvo de um processo de inquérito interno e adiantou que o resultado da investigação policial iria cruzar-se com o processo de diligências internas instaurado aos elementos da corporação.

    O comandante, que se demitiu, disse ainda que, assim que teve conhecimento do “comportamento absolutamente inqualificável que alguns bombeiros tiveram” contra o colega, a sua prioridade “foi, e continuará sempre sendo, a defesa, o apoio e a proteção da vítima e da sua família. Nada está acima da dignidade humana. Nada está acima da justiça”.

    “É igualmente fundamental afirmar, de forma clara e inequívoca, que nunca tive conhecimento prévio de quaisquer atos semelhantes por parte dos suspeitos, dentro ou fora da instituição”.

    Disse ainda que determinou de imediato “o apoio integral à vítima, recolhendo informação rigorosa sobre o sucedido; a abertura de um processo disciplinar, com o objetivo de apurar sem hesitações todos os factos e responsabilidades”.

    “Quero deixar uma mensagem absolutamente clara: como comandante, estive sempre próximo, vigilante e empenhado na proteção da vítima. Não hesitei, não hesitarei. Não posso aceitar, nem aceitarei, qualquer conduta que desrespeite os valores, princípios e a dignidade humana que devem reger um Corpo de Bombeiros. Quem pratica atos desta natureza não tem lugar nesta, nem em qualquer outra instituição que viva da confiança do povo”.

    11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

  • Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

    Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

    Ao menos 128 morreram em fogo em oito torres residenciais; incidente foi o mais mortal do tipo na cidade desde 1948; feridos vão a 79, e situação de 200 pessoas ainda é incerta, o que inclui os 80 corpos não identificados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os alarmes de incêndio nas oito torres do conjunto residencial de Wang Fuk Court, em Hong Kong, não funcionaram após testes, afirmou o Corpo de Bombeiros após a conclusão dos trabalhos para apagar o fogo que deixou ao menos 128 mortos.

    Os testes dos bombeiros confirmam relatos de residentes que conseguiram escapar das chamas e disseram não ter escutado alarmes. O diretor do Corpo de Bombeiros, Andy Yeung Yan-kin, afirmou que a corporação vai processar a empreiteira responsável pela reforma por causa do mal funcionamento dos equipamentos.

    Desses 128 mortos, 108 foram encontrados já sem vida nos prédios, segundo autoridades. Entre as pessoas mortas, 80 não puderam ser identificadas, segundo o secretário de Segurança de Hong Kong, Chris Tang Ping-keung. Ele não especificou o motivo. Tang afirma ainda que 200 pessoas estão desaparecidas, o que inclui as 80 cujos corpos não puderam ser identificados.

    “Não descartamos a possibilidade de que mais corpos podem ser descobertas quando a polícia entrar nos prédios para investigações detalhadas”, afirmou Tang. Segundo ele, os esforços de resgate já foram concluídos, e o número de feridos foi a 79, incluindo 12 bombeiros.

    “Nossa meta agora é garantir que a temperatura do prédio abaixe e, assim que tudo seja considerado seguro, a polícia vai coletar evidência”, disse ele.

    Os moradores do complexo habitacional foram informados pelas autoridades no ano passado que enfrentavam “riscos de incêndio relativamente baixos” após reclamarem repetidamente sobre os perigos de incêndio representados pelas obras de renovação nos prédios, disse à agência Reuters o Departamento do Trabalho da cidade.

    Os residentes haviam manifestado preocupações sobre as reformas em setembro de 2024, incluindo sobre o potencial inflamável da malha protetora verde que os empreiteiros usavam para cobrir os andaimes de bambu erguidos ao redor dos edifícios, disse um porta-voz do departamento em um email à agência de notícias.

    Enquanto os bombeiros terminavam de conter o incêndio, as famílias de vítimas tiveram de lidar com a tarefa de olhar fotografias dos mortos tiradas pelos socorristas para identificar corpos.

    Mirra Wong, cujos pais moravam em Wang Fuk Court, estava procurando notícias do pai. “Apenas olhei alguma foto que talvez seja do corpo do meu pai. O corpo do meu pai ainda está desaparecido aqui”, disse Wong, 48.

    Outra moradora, que não quis ser identificada, disse que a esposa de um amigo estava entre os desaparecidos. “Racionalmente falando, não há esperança”, disse ela. “Mas os corpos ainda precisam ser encontrados, certo? É simplesmente muito doloroso. Quando envolve pessoas que você conhece, é ainda mais doloroso.” As doações para o fundo de auxílio às vítimas já ultrapassaram US$ 100 milhões.

    Na quinta, o Corpo de Bombeiros disse ter recebido relatos de que um incêndio havia começado em Wang Fuk Court, complexo habitacional composto por oito blocos e quase 2.000 unidades residenciais próximo à divisa do território autônomo chinês com o restante da China. O complexo faz parte de um programa de subsídios para casa própria do governo local e foi inaugurado em 1983.

    A polícia informou que, além de os prédios estarem cobertos com telas de proteção e plástico que não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio, as janelas de uma construção não afetada estavam seladas com um material de espuma instalado por uma construtora que fazia trabalhos de manutenção.

    “Temos motivos para acreditar que os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o fogo se alastrasse de forma descontrolada, resultando em um grande número de vítimas”, disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.

    A Comissão Independente contra a Corrupção de Hong Kong afirmou nesta sexta que prendeu mais 6 pessoas suspeitas relacionadas à reforma dos prédios, além de dois diretores da empresa responsável que também já haviam sido detidos.

    O incêndio é o mais mortal de Hong Kong desde 1948, quando 176 pessoas morreram em fogo em um armazém.

    Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

  • Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

    Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

    Um homem britânico de 76 anos desapareceu após cair de um cruzeiro em Tenerife, na manhã de quinta-feira (27); navio partiu da Madeira e tinha como destino San Sebastián de La Gomera, nas Canárias, Espanha

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades espanholas fazem buscas nesta sexta-feira (28) por um turista britânico que caiu de um navio de cruzeiro na Ilha das Canárias, em Tenerife.

    Desde ontem, estão em curso as buscas pelo homem de 76 anos. Ele teria caído no mar por volta das 9h40 do horário local, momento em que a guarda costeira da Espanha foi acionada, informou o órgão pelas redes sociais.

    O incidente ocorreu no navio Marella Explorer 2, operado pela TUI. A embarcação ia em direção a outra ilha, a de La Gomera, quando o idoso foi visto entrando na água.

    No mesmo momento, um alarme tocou em todo navio com anúncio de “homem ao mar”. À BBC, uma passageira da viagem, Lesney-Anne Kelly, contou que tomava café da manhã com a mãe quando o capitão informou que o veículo teria que permanecer no local até que a guarda o autorizasse a partir.

    Buscas foram temporariamente suspensas na noite de ontem devido à escuridão. “O clima estava bastante sombrio ontem à noite, especialmente depois do anúncio de que estavam encerrando as buscas”, disse a passageira à publicação britânica.

    Navio participou da operação inicial de resgate, mas atracou em Santa Cruz durante a madrugada. Os guardas informaram que a procura pela vítima, que foi retomada no dia de nesta sexta-feira, acontece pelo mar e pelo ar -com embarcações, helicópteros e aeronave especializada.

    Cruzeiro teria sido iniciado no dia 21 de novembro. Ele havia partido de Tenerife e estava retornando ao mesmo local quando o acidente ocorreu.

    Empresa responsável pela viagem ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. Segundo seu site, o navio Marella Explores 2 é exclusivo para adultos e tem 907 cabines, enquanto o valor médio de um passeio como o que fez o britânico é de 1.100 euros (cerca de R$ 6 mil na cotação atual).

    Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

  • Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

    Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

    Líderes se falaram apesar da crise diplomática e pressão para que ditador deixe o poder, afirma The New York Times; um possível encontro entre o americano e o venezuelano nos EUA teria sido discutido, segundo reportagem

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, conversaram por telefone na semana passada, de acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (28) pelo jornal americano The New York Times.

    A ligação ocorre em meio à maior mobilização militar dos EUA na América Latina em décadas -um acúmulo de tropas, aviões e navios de guerra com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas e implícito de pressionar Maduro a deixar o poder.

    A reportagem do New York Times diz que o telefonema ocorreu em algum momento no final da semana passada, de acordo com autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato. Os dois líderes conversaram sobre uma possível visita de Maduro aos EUA e um encontro com Trump —o ditador é oficialmente procurado pelas agências antidrogas americanas como suposto líder de uma facção de narcotraficantes, o que o venezuelano nega.

    Pessoas próximas ao regime disseram ao jornal que não há nenhuma visita programada. Desde que assumiu o poder na Venezuela, Maduro só esteve nos Estados Unidos em três ocasiões: 2014, 2015 e 2018, sempre para discursar à Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. A última vez em que um líder venezuelano visitou os EUA para uma reunião bilateral com um presidente americano foi em 1999, quando o recém-eleito Hugo Chávez encontrou Bill Clinton.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, também teria participado da ligação entre Trump e Maduro. Rubio lidera a linha dura da Casa Branca que apoia uma intervenção militar dos EUA na Venezuela a fim de derrubar o regime —filho de cubanos exilados, o chefe da diplomacia americana defende há anos que Washington trabalhe ativamente para remover do poder os regimes de esquerda na América Latina.

    Também nesta sexta, o jornal Washington Post disse em reportagem que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, deu uma ordem verbal para “matar todos” os homens suspeitos de traficar drogas no primeiro ataque americano contra uma embarcação no Caribe este ano.

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