Categoria: MUNDO

  • Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

    Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

    Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra; polícia disse que ele alegou ligação com o Estado Islâmico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mulher de Jihad al-Shamie, o homem que atacou pessoas em uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra, disse que ele era “manipulador”, mas não mostrava sinais de extremismo.

    “Ele não parecia radicalizado”, disse a mulher de Shamie. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a mulher, que não se identificou, disse que ele era violento e manipulador.

    Vivia colado em seu celular. Segundo a mulher, Jihad al-Shamie passava muito tempo no celular vendo canais de notícias árabes.

    Eles eram casados desde 2021. Ela disse que o relacionamento foi conturbado e ela pediu divórcio, mas ele recusou. Ele tinha ao menos mais uma esposa, que o definiu como “intimidador, controlador e agressivo”.

    Jihad al-Shamie era investigado por estupro. Segundo informações obtidas pelo Guardian, ele estava em liberdade condicional enquanto era investigado por este crime.

    “Ele era terrorista o tempo todo ou estava gritando por socorro?”, questiona a primeira esposa. Ela levantou a hipótese de que o ataque tenha sido motivado pela suspeita de estupro. “Talvez [ele tenha feito isso por causa] da sua vida problemática, porque ele está enganando muita gente. Aparentemente, ele estava sendo acusado de estupro pela polícia. Há tantas perguntas.”

    Polícia disse que ele alegou ligação com o Estado Islâmico. nesta quarta-feira (8), a polícia afirmou que Shamie ligou para os serviços de emergência logo antes do ataque à sinagoga e afirmou ter relação com o grupo terrorista. Ele, porém, não estava no radar por envolvimento com terrorismo.

    Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente a uma sinagoga. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas em estado grave. Um dos mortos e um dos feridos foram atingidos por tiros da polícia. Shamie também foi morto pela polícia.

    Ataque a sinagoga: 'Manipulador, não extremista', diz mulher de suspeito

  • Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

    Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

    Khalil Al-Hayya (foto) é o porta-voz do Hamas e confirmou o acordo; expectativa é que todos os reféns vivos sejam libertados até a segunda-feira (13)

    Na tarde desta quinta-feira (9), Khalil Al-Hayya, membro da alta cúpula do grupo terrorista Hamas, declarou o fim da guerra com Israel. O chefe do grupo disse ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente.

    O acordo de paz tinha sido anunciado por Donald Trump na Casa Branca, em Washington. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Israel e Hamas concordaram com a implementação de uma primeira fase para o fim da guerra.

    Em declarações na Casa Branca, Trump falou sobre o acordo de paz: “Eu acho que será uma paz duradoura, e espero que seja uma paz eterna no Oriente Médio. Os reféns devem ser libertados na segunda ou terça-feira. Pegá-los é um processo complicado. Esse será um dia de alegria, vou tentar visitar [Israel]. Estamos olhando as datas e iremos ao Egito, onde teremos uma assinatura oficial [do acordo]”, afirmou, elogiando também países árabes da região que participaram das negociações.

    Al-Hayya foi um porta-voz do grupo terrorista nas conversas sobre o plano de paz proposto pelos Estados Unidos na Faixa de Gaza.

    Por outro lado, Israel, fez uma reunião com o grupo de ministros do governo de Benjamin Netanyahu, mas ainda não confirmou se aceita o acordo oficialmente.

     

    Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel

  • Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

    Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

    O gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, vai se reunir para discutir o acordo concluído para encerrar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante reunião nesta quinta-feira (9) que a guerra na Faixa de Gaza está encerrada, ainda que encontro do gabinete do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, ainda esteja debatendo o aval final para o plano.

    “Eu acho que será uma paz duradoura, e espero que seja uma paz eterna no Oriente Médio. Os reféns devem ser libertados na segunda ou terça-feira. Pegá-los é um processo complicado. Esse será um dia de alegria, vou tentar visitar [Israel]. Estamos olhando as datas e iremos ao Egito, onde teremos uma assinatura oficial [do acordo]”, afirmou Trump, que também elogiou países árabes da região que participaram das negociações.

    O gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reúne-se nesta quinta-feira (9) para discutir o acordo concluído para encerrar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza, poucos dias após o conflito completar dois anos. Em seguida, outra reunião do gabinete completo de Netanyahu se reúne para deliberar sobre o tema.

    O premiê defendeu, pouco antes da reunião, que Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito, indicando o desfecho esperado positivo. O perfil do gabinete de Netanyahu publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.

    De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano, nesta quinta-feira (8), de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo (12), e seus negociadores principais, Jared Kushner e Steve Witkoff, chegam em Israel nesta quinta.

    Encerramos a guerra em Gaza, diz Trump, enquanto Netanyahu se reúne com gabinete

  • Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

    Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

    O incidente aconteceu quando um avião da Ryanair, que tinha a Escócia como destino, teve de se dirigir para Manchester e declarou ‘mayday fuel’, uma vez que a aeronave estava ficando sem combustível

    Um avião da companhia aérea Ryanair foi forçado a fazer um pouso de emergência depois de ter ficado sem combustível durante o voo. O incidente aconteceu no último dia 3 de outubro, quando a aeronave viajava de Pisa, na Itália, para Glasgow, na Escócia.

    No dia em questão, algumas regiões da Escócia estavam em alerta devido à tempestade Amy, com rajadas de vento de quase 160 km/h e que causou vários problemas na rede de transportes do país, assim como o cancelamento de vários voos. 

    “Depois de sair tarde de Pisa por causa de uma greve geral e de manifestantes invadindo a pista do aeroporto, estávamos preocupados de que não chegaríamos a Prestwick antes da tempestade”, começou explicando um passageiro ao Ayr Advertiser. E continuou: “Tudo estava bem até começarmos a descer. O avião circulou algumas vezes antes de tentar pousar, mas acabou subindo quase imediatamente”. 

    O passageiro revelou que foi dito que tentariam pousar “mais uma vez”, mas, se não fosse possível, teriam de “ir para Manchester”.

    “Na segunda vez, quase chegamos à pista, mas, no último minuto, paramos bruscamente”, explicou, acrescentado que os passageiros estavam “calmos até à descida” e que “havia algumas pessoas preocupadas” porque sentiam “que o avião estava com dificuldades”. 

    O passageiro disse que o avião andou às voltas, tendo ainda tentado pousar em Edimburgo: “Foi tão mau como a segunda vez que tentamos pousar em Prestwick. Havia muita turbulência”.

    “As pessoas começaram a ficar preocupadas porque o som do avião ‘puxando’ era dramática”, disse, notando que os passageiros ficaram mais tranquilos quando finalmente terem pousado no aeroporto de Manchester.

    “Percebemos o quanto as coisas estavam ruins depois de vermos imagens do pouso em Manchester quase sem combustível”, explicou.

    O passageiro disse ainda que as pessoas ficaram “aliviadas” depois do pouso e sem vontade de “voar tão cedo”. Ainda assim, salientou que ninguém entrou em pânico.

    A tripulação emitiu um “mayday fuel” – declaração de emergência em que o piloto informa que o combustível disponível é inferior ao necessário para chegar ao destino e cumprir a reserva obrigatória de 30 minutos de voo – e quando pousou em Manchester teria apenas combustível para cerca de 5 ou 6 minutos de voo.

    Ao The Harold, um porta-voz da companhia aérea sublinhou que o incidente já foi reportados “às autoridades relevantes” e que agora está em curso uma investigação.

    Em uma publicação do Flightradar24 é possível ver as voltas que a aeronave fez até que conseguisse pousar em segurança em Manchester.

    Avião faz pouso de emergência após ficar sem combustível no Reino Unido

  • Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

    Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

    Vladimir Putin admitiu que a defesa aérea russa foi responsável pelos danos que causaram a queda do avião da Azerbaijan Airlines, que matou 38 pessoas no Natal de 2024. O presidente prometeu indenizações às famílias e ao Azerbaijão, mas afirmou que os destroços vieram de mísseis que interceptavam drones ucranianos

    (CBS NEWS) – O presidente Vladimir Putin admitiu pela primeira vez que a defesa aérea da Rússia foi responsável pelos danos que levaram à queda de um avião Embraer E-190 da Azerbaijan Airlines, que matou 38 pessoas no Natal do ano passado. Ele prometeu indenizar os parentes das vítimas e o Estado azeri.

    Em encontro com o colega Ilham Aliyev nesta quinta-feira (9), o russo contudo negou que a aeronave tenha sido atingida por munição russa ao se aproximar do pouso em Grozni, na Tchetchênia, vindo de Baku.

    Segundo o russo, dois mísseis interceptaram drones ucranianos que atacavam a área, cujos destroços por sua vez danificaram o E-190.

    “Claro, tudo o que for necessário em termos de compensações nesses casos trágicos será feito pelo lado russo. Uma avaliação legal de todas as coisas será dada”, afirmou Putin a Aliyev em Duchambe, no Tadjiquistão, onde ambos participam de encontro de líderes de ex-repúblicas soviéticas.

    A hipótese de que os danos à aeronave fossem decorrentes de ação de baterias antiaéreas, a partir de fotos e vídeos feitos por sobreviventes dentro do aparelho e do alerta de ataque ucraniano vigente na região na hora do voo, havia sido levantada pela Folha no mesmo dia do acidente.

    Depois, peritos azeris e cazaques estabeleceram isso como o motivo, mas só agora Putin faz admissão formal -dividindo a responsabilidade, na prática, com a Ucrânia.

    Antes, o presidente russo havia feito um pedido de desculpas pelo que chamou de “trágico incidente”, sem detalhar o que tinha acontecido. Putin também afirmou agora que o avião avariado foi orientado a pousar no vizinho Daguestão, mas preferiu cruzar o mar Cáspio e tentar aterrissar no Cazaquistão, onde acabou caindo -29 pessoas sobreviveram.

    Com isso, Putin busca remendar relações que vinham se esgarçando com o Azerbaijão, importante produtor de gás e petróleo. O país é um forte aliado da Turquia, que vem ocupando o espaço tradicional de Moscou na região do Cáucaso.

    Em 2020 e 2023, Ancara apoiou Baku nas guerras que levaram à conquista do encrave armênio de Nagorno-Karabakh, que se mantinha autônomo com ajuda dos russos, principais fiadores do governo em Ierevan desde o fim da Guerra Fria.

    A relação com a Armênia também se estremeceu, dada a prioridade do Kremlin com a Guerra da Ucrânia e desavenças com o atual governo do país, que sedia a maior base estrangeira da Rússia.

    Com efeito, armênios e azeris selaram a paz de forma definitiva não em Moscou, mas em Washington, sob a supervisão de Donald Trump, em um dos dois acordos do gênero que o presidente americano de fato costurou -em sua busca obsessiva pelo Nobel da Paz, ele diz ter acabado com sete guerras.

    Putin corre atrás do prejuízo, e a linguagem corporal no encontro com Aliyev foi calorosa de ambos os lados, aparentemente afastando as duras críticas do azeri à Rússia nos últimos meses.

    Seu encontro com outros líderes no Tadjiquistão também visa azeitar relações, dada a crescente influência econômica da China naquele que é um quintal geopolítico histórico dos russos desde os tempos imperiais.

    Putin admite que defesa aérea russa derrubou avião da Embraer

  • Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

    Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

    Lula revelou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ligou para o chanceler Mauro Vieira para dar continuidade às negociações após sua conversa com Donald Trump. O presidente afirmou estar confiante em um novo momento nas relações bilaterais, apesar das preocupações com o perfil ideológico de Rubio

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (9) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ligou para o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) nesta quarta-feira (8) para dar continuidade às tratativas entre os dois governos.

    O presidente também comentou o telefonema que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que também ficou surpreso com a conversa que “parecia impossível”. “Ele me ligou da forma mais gentil que um ser humano pode lidar com outro.”

    “Eu disse que precisava retirar a taxação dos produtos brasileiros, que ele tinha sido mal informado. Agora começa outro momento. Ainda ontem, a pessoa que ele indicou, que é o secretário de Estado Marco Rubio, ligou para o meu ministro Mauro Vieira. Talvez a conversa comece a partir de agora”, disse em entrevista para a rádio Piatã da Bahia.

    O secretário de Estado foi designado por Trump para dar sequência às tratativas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, uma ala do governo Lula e lideranças do setor privado receberam com preocupação a indicação do secretário de Estado, Marco Rubio, como o responsável por negociar o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos contra o Brasil.

    O chefe da diplomacia americana é considerado alguém com forte viés ideológico e que faz oposição ferrenha à esquerda latino-americana, principalmente aos regimes da Venezuela e de Cuba.

    Sua escalação também pode indicar, segundo interlocutores, que os americanos tentarão colocar na mesa de negociação temas de alta sensibilidade política, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ações de regulação de redes sociais que os EUA veem como censura.

    Apesar dessa avaliação, auxiliares de Lula diretamente envolvidos nas conversas em curso com Washington apostam que prevalecerá o pragmatismo de Donald Trump e que Rubio cumprirá a orientação que receber da Casa Branca.

    Uma pessoa com conhecimento das tratativas destaca que Rubio é um profissional da política e que ele já teve relação com diferentes interlocutores brasileiros, inclusive com o ministro Mauro Vieira -o atual chanceler era embaixador em Washington quando o americano exercia mandato no Senado.

    Neste ano, com a crise bilateral já instalada, Rubio e Vieira tiveram uma reunião no fim de julho, em um escritório de advocacia em Washington. Depois, se falaram ao menos em duas ocasiões por mensagem.

    Marco Rubio ligou para ministro das Relações Exteriores nesta quarta (8), diz Lula

  • Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

    Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

    Mesmo após o acordo de paz anunciado por Donald Trump, novos ataques aéreos atingiram Gaza nesta quinta-feira (9). Palestinos e israelenses saíram às ruas para celebrar o cessar-fogo, enquanto Israel alertou moradores a não retornarem ao norte do território

    Apesar do anúncio do cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Faixa de Gaza continua sendo alvo de intensos bombardeios aéreos. Mesmo assim, palestinos e israelenses foram às ruas nesta quinta-feira (9) para celebrar o acordo de paz.

    “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo, morador de Khan Younis, no sul de Gaza, à agência Reuters. “Não sou o único feliz. Toda Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o fim das mortes.”

    Outro morador, Khaled Shaat, destacou que os palestinos aguardavam esse momento “há muito tempo”. “Depois de dois anos de mortes e destruição, este é um dia histórico para nós”, afirmou.

    Em Tel Aviv, na chamada Praça dos Reféns, familiares de israelenses sequestrados pelo Hamas também se emocionaram com o anúncio. “Não consigo respirar, é uma loucura”, disse, chorando, Einav Zaugauker, mãe de Matan Zangauker, capturado em 7 de outubro de 2023. “Quando ele voltar, só quero abraçá-lo e dizer que o amo.”

    O israelense Omer Shem Tov também comemorou: “Não há palavras para descrever o que estou sentindo.”

    Mesmo com as celebrações, a Defesa Civil de Gaza relatou novas explosões e ataques israelenses no norte do território após o anúncio do acordo. “Há bombardeios intensos sobre a cidade de Gaza”, afirmou o porta-voz Mohammed Al-Mughayyir.

    O Exército de Israel, por sua vez, alertou a população para não retornar ao norte da Faixa, classificando a área como “zona de combate perigosa”. “Para a própria segurança, evitem aproximar-se das forças israelenses até novas instruções”, disse o porta-voz militar Avichay Adraee, em publicação na rede X (antigo Twitter).

    De acordo com a Reuters, o acordo mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia deve ser assinado oficialmente ao meio-dia (8h no horário de Brasília), e o cessar-fogo entrará em vigor logo em seguida. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o governo se reunirá às 13h (horário de Brasília) para ratificar o plano e prometeu trazer “todos os reféns de volta para casa”.

    O cessar-fogo foi firmado exatamente um dia após o segundo aniversário do ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra. O plano de paz de 20 pontos proposto por Trump prevê a libertação de reféns, a retirada parcial das tropas israelenses e o início das negociações para uma solução duradoura.

    Israelenses e palestinos celebram acordo, mas ataques em Gaza continuam

  • Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

    Fernando Sabag Montiel, nascido em Itanhaém (SP), foi sentenciado na Argentina por tentar atirar contra a ex-presidente Cristina Kirchner em 2022. O disparo falhou a poucos centímetros do rosto dela. Sua ex-namorada, Brenda Uliarte, também foi condenada a oito anos de prisão

    Os responsáveis pela tentativa de assassinato da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em 2022, foram condenados nesta quarta-feira (8) a 10 e 8 anos de prisão, respectivamente.

    Fernando Sabag Montiel, de 38 anos, brasileiro nascido em Itanhaém (SP) e radicado na Argentina desde a infância, foi apontado como o autor do disparo que falhou a poucos centímetros do rosto de Kirchner. Ele recebeu 10 anos de prisão, somados a outros quatro que já cumpria por uma condenação anterior. Sua então namorada, Brenda Uliarte, de 26, foi sentenciada a 8 anos de prisão por envolvimento no atentado.

    O ataque, ocorrido quando Kirchner era vice-presidente, provocou uma onda de manifestações em todo o país, reunindo dezenas de milhares de pessoas em Buenos Aires em defesa da líder peronista.

    Cristina Kirchner é uma das figuras mais influentes da política argentina nas últimas duas décadas. Ela presidiu o país entre 2007 e 2015 e foi vice-presidente no governo de Alberto Fernández, de 2019 a 2023.

    Atualmente, a ex-presidente enfrenta outro processo judicial. Em junho, a Suprema Corte da Argentina confirmou sua condenação a seis anos de prisão e inelegibilidade perpétua por corrupção em contratos públicos durante seus mandatos.

    O caso envolve a licitação de obras viárias na província de Santa Cruz, base política da família Kirchner. O atual presidente, Javier Milei, celebrou a decisão nas redes sociais com uma mensagem curta: “Justiça. Fim.”

    Kirchner nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política e judicial para impedir seu retorno à vida pública. Seus advogados informaram que ela pediu para cumprir a pena em prisão domiciliar enquanto recorre ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
     
     
     

    Brasileiro é condenado a 10 anos por tentativa de matar Cristina Kirchner

  • Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

    Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

    Anunciado por Donald Trump, o pacto prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses da Faixa de Gaza após dois anos de guerra. Líderes de vários países elogiaram o plano e destacaram o avanço histórico rumo a uma paz duradoura no Oriente Médio

    Diversos líderes mundiais comemoraram o acordo de paz entre Israel e o Hamas, anunciado nesta quarta-feira (8) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano, que encerra dois anos de conflito na Faixa de Gaza, prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses.

    Trump confirmou que as partes aceitaram a primeira fase de seu plano de paz, que inclui a libertação de 20 reféns ainda vivos em troca de prisioneiros palestinos e a retirada das forças de Israel para uma área previamente acordada.

    “Todos os reféns serão libertados muito em breve e Israel recuará suas tropas como primeiro passo rumo a uma paz duradoura e permanente”, declarou Trump em sua rede social, a Truth Social.

    O anúncio foi recebido com entusiasmo em diversas capitais. O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o acordo de “histórico” e afirmou que pretende indicar Trump ao Prêmio Nobel da Paz, dizendo que “qualquer outro líder com conquistas semelhantes já teria recebido esse reconhecimento há muito tempo”.

    O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, elogiou a “liderança essencial” de Trump e expressou alívio pela libertação dos reféns: “A paz finalmente parece possível. Instamos todas as partes a implementarem o acordo com rapidez”.

    O governo do Japão também celebrou o entendimento. O porta-voz Yoshimasa Hayashi chamou o plano de “um passo importante para acalmar a situação” e agradeceu aos Estados Unidos, Egito e Catar pelos esforços de mediação.

    Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese e a ministra das Relações Exteriores Penny Wong classificaram o anúncio como “um passo necessário para a paz” e defenderam a criação de dois Estados, destacando que o plano exclui o Hamas da futura administração de Gaza.

    O ex-presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou que o acordo “abre caminho para a estabilidade em uma região marcada pela guerra e pelo terrorismo”. Já a Confederação de Comunidades Judaicas da Colômbia e a B’nai B’rith do Uruguai disseram que o pacto é “essencial para a convivência e para uma paz justa e duradoura”.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o entendimento como “um avanço desesperadamente necessário” e pediu sua implementação integral. Segundo ele, o acordo representa “uma oportunidade de reconhecer o direito à autodeterminação do povo palestino e avançar rumo à solução de dois Estados”.

    Em comunicado, o Hamas confirmou a aceitação do acordo, dizendo que ele garante “o fim da guerra, a retirada das forças israelenses e a entrada de ajuda humanitária”, e exigiu que Israel cumpra os termos “sem atrasos”.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o pacto como “uma conquista histórica” e agradeceu a Trump pela “liderança firme e esforços diplomáticos globais”. “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”, disse.

    Segundo fontes oficiais, a libertação dos reféns deve começar na segunda-feira (13), após a aprovação do acordo pelo governo israelense. A retirada militar cobrirá cerca de 70% da Faixa de Gaza.

    “Isso é mais do que Gaza — é o início da paz no Oriente Médio”, declarou Trump à Fox News, acrescentando que os Estados Unidos e países vizinhos ajudarão na reconstrução do território. “As nações da região participarão, pois têm grande riqueza. Nós garantiremos que Gaza seja estável e pacífica”, afirmou.

    Em Tel Aviv, familiares dos reféns celebraram o anúncio na chamada Praça dos Reféns, com lágrimas, abraços e cartazes pedindo um “Nobel para Trump”. “Quero sentir o cheiro do meu filho novamente”, disse emocionada Einav Zangauker, mãe de um dos reféns.

    Em Gaza, o cessar-fogo foi recebido com alívio e esperança. “Queremos voltar, mesmo que não haja mais casas”, afirmou Alaa Abd Rabbo, deslocado do norte do território.

    O acordo mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia é considerado o passo mais significativo rumo ao fim da guerra desde o início do conflito, em outubro de 2023.

    Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

  • Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

    Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

    A polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, é acusada de assediar e perseguir Kate e Gerry McCann durante três anos, após alegar falsamente ser a filha desaparecida do casal em 2007, na Praia da Luz, em Portugal

    A jovem polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, que ganhou notoriedade ao afirmar ser Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida em 2007 na Praia da Luz, Algarve, começou a ser julgada nesta semana em Leicester, no Reino Unido. Ela é acusada de perseguição e assédio contra os pais da criança, Kate e Gerry McCann.

    Durante as audiências, realizadas na segunda (6) e na quarta-feira (8), o casal prestou depoimento protegido por uma tela azul, em respeito à sua privacidade. Segundo a BBC, o relato dos dois emocionou o tribunal.

    Kate McCann afirmou que o assédio se prolongou por anos e provocou graves crises de ansiedade. “O nível de estresse e de angústia aumentou com o tempo. Só me senti realmente mais tranquila depois que ela foi presa”, disse, referindo-se à detenção de Julia em fevereiro deste ano.

    De acordo com o depoimento, a jovem começou a entrar em contato com a família há cerca de três anos, enviando mensagens, e-mails e fazendo ligações anônimas. A insistência foi tamanha que, em dezembro de 2024, Julia chegou a ir até a casa dos McCann, acompanhada de Karen Spragg, também acusada de perseguição.

    Gerry McCann contou que, naquela noite, as duas mulheres bateram repetidamente à porta da residência e gritaram por mais de dez minutos, mesmo depois de terem sido confrontadas. “Foi um momento de muito medo para Kate, ela ficou abalada e assustada”, relatou o pai de Madeleine.

    A situação chegou ao limite quando Julia tentou fazer contato com Amelie McCann, irmã gêmea de Madeleine, o que levou o casal a acionar a polícia.

    Durante a sessão de quarta-feira, Julia chorou e gritou no tribunal: “Por que vocês estão fazendo isso comigo?”, antes de ser retirada da sala pelos policiais.

    Na audiência anterior, o promotor Michael Duck KC já havia deixado claro que a jovem não é Madeleine McCann, descrevendo-a como “emocionalmente manipuladora” e responsável por uma “campanha obsessiva e perturbadora” contra a família.

    O julgamento será retomado nesta quinta-feira (9), com o depoimento dos irmãos de Madeleine, Sean e Amelie McCann.

    Madeleine desapareceu em maio de 2007, aos três anos, enquanto dormia em um apartamento de um resort na Praia da Luz, em Portugal, enquanto os pais jantavam nas proximidades. O caso, que se tornou um dos mais famosos do mundo, continua sem solução.

    Em 2023, o alemão Christian Brückner foi apontado pelo Ministério Público português como principal suspeito do desaparecimento, mas nunca foi formalmente acusado por falta de provas.
     
     

    Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"