Categoria: MUNDO

  • Fábrica explode nos EUA, e autoridades falam em mortos e ao menos 19 desaparecidos

    Fábrica explode nos EUA, e autoridades falam em mortos e ao menos 19 desaparecidos

    Autoridades investigam incidente no estado de Tennessee e não confirmaram número de vítimas; equipes de resgate trabalham para conter possíveis riscos de novos incidentes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma explosão destruiu uma fábrica no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, e pelo menos 19 pessoas são consideradas desaparecidas, informaram autoridades locais nesta sexta-feira (10). O xerife do condado de Humphreys, Chris Davis, disse em entrevista coletiva que o incidente também deixou mortos, embora o número de vítimas ainda não tenha sido confirmado.

    “Posso dizer que há fatalidades, mas não quero divulgar um número neste momento. O que posso dizer é que estamos buscando 19 indivíduos”, afirmou Davis. Ele também disse que a área foi isolada pelas autoridades e alertou para o risco de explosões menores nos arredores do local.

    Equipes de resgate continuam trabalhando na área para localizar desaparecidos e conter possíveis riscos de novos incidentes. As causas da explosão ainda estão sendo investigadas.

    Localizada em uma região perto da cidade de Bucksnort, a fábrica em questão produzia explosivos e pertencia à empresa Accurate Energetic Systems. Procurada pela agência de notícias AFP, a companhia não havia se manifestado até a tarde desta sexta.

    A página da empresa no Facebook informa que ela fabrica “várias composições de alto poder explosivo e produtos especializados” para o Departamento de Defesa, além de atender a mercados industriais do país.

    Fábrica explode nos EUA, e autoridades falam em mortos e ao menos 19 desaparecidos

  • Em conversa com Trump, Lula defendeu saída diplomática para Venezuela

    Em conversa com Trump, Lula defendeu saída diplomática para Venezuela

    Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos conversaram por cerca de 30 minutos e falaram sobre a retirada do tarifaço imposto pelo republicano ao Brasil; os conflitos entre os EUA e Venezuelam também foram discutidos entre os presidentes

    WASHINGTON, EUA, BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu brevemente a situação da Venezuela com Donald Trump, durante a ligação que mantiveram na segunda-feira (6), e afirmou que qualquer solução para a crise no país vizinho deve ser pacífica e diplomática.

    De acordo com pessoas com conhecimento da conversa, Lula disse que ele e Trump deveriam tratar da situação venezuelana oportunamente.

    O presidente brasileiro também reforçou alguns argumentos já apresentados por auxiliares em discussões com autoridades americanas: o de que o governo do Brasil cobrou reiteradamente a apresentação das atas eleitorais do pleito de 2024 -nunca fornecidas pelo chavismo. Nesse momento, o petista afirmou a Trump que não conversa com Nicolás Maduro desde a votação que deu ao ditador mais um mandato, sob amplas evidências de fraudes.

    O assunto ganhou mais projeção internacional nesta sexta-feira (10), com a decisão do comitê do Nobel da Paz de premiar María Corina Machado, líder opositora venezuelana e que foi impedida pelo regime de concorrer com Maduro em julho passado. A láurea, aliás, era uma obsessão para Trump, que ainda não havia se manifestado sobre o anúncio da vencedora.

    Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos conversaram por cerca de 30 minutos na manhã de segunda-feira.

    Na ocasião, Lula pediu a Trump a retirada do tarifaço imposto pelo republicano ao Brasil. Solicitou ainda que fossem suspensas outras punições aplicadas a autoridades brasileiras, como a imposição da Lei Magnitsky -mas sem citar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    A Venezuela foi um dos temas da conversa que o ministro Mauro Vieira (Relaçoõs Exteriores) teve com o enviado especial de Trump Richard Grenell, em setembro, no Rio de Janeiro.

    Na ocasião, Grenell relatou informações sobre a situação em Caracas.

    A crise na Venezuela é um dos temas que mais preocupam o governo Lula. A situação, já delicada pelas eleições contestadas pela oposição e não reconhecidas por diversos países, agravou-se desde que os EUA declararam cartéis venezuelanos organizações terroristas e deslocaram forças navais para a costa venezuelana.

    Maduro classifica essa mobilização como um cerco e uma ameaça.

    Quatro lanchas de supostos narcotraficantes já foram destruídas por ataques americanos nas últimas semanas, em áreas próximas às águas venezuelanas. Washington não apresentou evidências de que as embarcações transportavam de fato narcotraficantes ou drogas nem explicou por que as atacou sem antes abordá-las.

    Caracas acusa Trump de utilizar o narcotráfico como pretexto para tentar derrubar Maduro e se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas -as maiores do mundo.

    Além disso, em outro episódio recente, a Venezuela afirmou, no início do mês, que cinco caças americanos se aproximaram da costa do país.

    O governo Lula tem sido crítico das ações militares americanas na região. Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, o presidente afirmou que a via do diálogo não deve ser fechada na Venezuela. Ele também se opôs à equiparação entre criminalidade e terrorismo, em mais um recado à política de Trump para a região.

    “Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento. Outras partes do planeta já testemunharam intervenções que causaram danos maiores do que se pretendia evitar, com graves consequências humanitárias”, declarou Lula na ocasião.

    O governo Trump, por sua vez, indicou que pretende incluir a crise venezuelana nas conversas bilaterais com o Brasil que devem ocorrer a partir da ligação entre Lula e Trump.

    Na manhã de quinta-feira (9), o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. Após a ligação, o escritório de Rubio publicou uma mensagem em que informou que ambos concordaram em estabelecer em breve um “mecanismo bilateral para impulsionar interesses econômicos mútuos e outras prioridades-chave da região” -o que diplomatas brasileiros consideram uma menção à Venezuela.

    De acordo com integrantes do governo Lula, não há objeções à inclusão do tema venezuelano nas conversas entre as equipes negociadoras de Brasil e EUA. Eles ressaltam, no entanto, que Brasília deve defender sempre uma abordagem dentro dos limites do direito internacional, sem apoiar ações unilaterais ou que contribuam para uma maior desestabilização da América do Sul.

    Em conversa com Trump, Lula defendeu saída diplomática para Venezuela

  • Moradores de Gaza voltam para casas destruídas

    Moradores de Gaza voltam para casas destruídas

    Quase meio milhão de palestinos que viviam no norte foram deslocados para o sul do enclave pela operação israelense e agora estão voltando para casa

    Milhares de palestinos desalojados voltavam para suas casas abandonadas nesta sexta-feira (10), depois que um cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor e as tropas israelenses começaram a se retirar de partes de Gaza.

    Uma enorme coluna de moradores seguia para o norte, em meio à poeira, em direção à Cidade de Gaza, a maior área urbana do enclave, que havia sido atacada há poucos dias em uma das maiores ofensivas de Israel na guerra.

    “Graças a Deus, minha casa ainda está de pé”, disse Ismail Zayda, de 40 anos, na área de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza. 

    “Mas o lugar está destruído, as casas dos meus vizinhos estão destruídas, bairros inteiros foram destruídos.”Os militares israelenses disseram que o acordo de cessar-fogo foi ativado ao meio-dia (6h de Brasília). O governo de Israel ratificou o cessar-fogo com o Hamas nas primeiras horas de sexta-feira, abrindo caminho para a retirada parcial das tropas e a suspensão total das hostilidades em Gaza em 24 horas.

    Espera-se que o Hamas liberte os 20 reféns israelenses vivos dentro de 72 horas, e depois disso Israel libertará 250 palestinos que cumprem longas penas em prisões israelenses, bem como 1,7 mil outros detidos em Gaza durante a guerra.

    Enquanto o acordo estiver em vigor, caminhões com alimentos e ajuda médica entrarão em Gaza para ajudar os civis, centenas de milhares dos quais estão abrigados em barracas depois que as forças israelenses destruíram suas casas e arrasaram cidades inteiras.

    A primeira fase da iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra de dois anos em Gaza exige que as forças israelenses se retirem de algumas das principais áreas urbanas de Gaza, embora ainda controlem cerca de metade do território do enclave.

    Em um discurso televisionado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que as forças israelenses permaneceriam em Gaza para garantir que o território seja desmilitarizado e o Hamas desarmado em estágios futuros do plano de Trump. 

    “Se isso for alcançado da maneira mais fácil, então será bom, e se não for, então será alcançado da maneira mais difícil.”

    Forças israelenses Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, alguns soldados israelenses recuaram da região leste perto da fronteira, mas foram ouvidos bombardeios de tanques, de acordo com moradores em contato com a Reuters.

    No campo de Nusseirat, no centro do enclave, alguns soldados israelenses desmontaram sua posição e seguiram para o leste, em direção à fronteira israelense, mas outras tropas permaneceram na área depois que tiros foram ouvidos na madrugada de sexta-feira.

    As forças israelenses se retiraram da estrada ao longo da costa do Mediterrâneo em direção à Cidade de Gaza.

    “Assim que ouvimos a notícia da trégua e do cessar-fogo, ficamos muito felizes e nos preparamos para voltar à Cidade de Gaza, para nossas casas. É claro que não há casas – elas foram destruídas”, disse Mahdi Saqla, de 40 anos.

    “Mas estamos felizes só de voltar para onde nossas casas estavam, mesmo em escombros. Isso também é uma grande alegria. Há dois anos estamos sofrendo, deslocados de um lugar para outro.”

    Garantias 

    A guerra aprofundou o isolamento internacional de Israel e abalou o Oriente Médio, transformando-se em um conflito regional que atraiu o Irã, o Iêmen e o Líbano. 

    Ela também testou o relacionamento entre os EUA e Israel, com Trump parecendo perder a paciência com Netanyahu e pressionando-o a chegar a um acordo.

    Tanto israelenses quanto palestinos se alegraram com o anúncio do acordo, o maior passo até agora para pôr fim a dois anos de guerra, na qual mais de 67 mil palestinos foram mortos, e devolver os últimos reféns apreendidos pelo Hamas nos ataques mortais que a provocaram.

    O chefe do Hamas exilado em Gaza, Khalil Al-Hayya, disse que havia recebido garantias dos EUA e de outros mediadores de que a guerra terminou.

    Acredita-se que 20 reféns israelenses ainda estejam vivos em Gaza, enquanto 26 estão supostamente mortos e o destino de dois é desconhecido.

    O Hamas indicou que a recuperação dos corpos pode levar mais tempo do que a libertação dos que estão vivos.

     

    Moradores de Gaza voltam para casas destruídas

  • Novo sistema europeu de controle de fronteiras entra em vigor

    Novo sistema europeu de controle de fronteiras entra em vigor

    No próximo dia 12 de outubro, entra em vigor, em todos os países do espaço Schengen, o novo sistema europeu de controle automatizado de fronteiras externas, designado como Entry/Exit System (EES)

    O novo sistema europeu de controle de fronteiras externas, designado como Entry/Exit System (EES), entra em vigor no próximo dia 12 de outubro, para todos os países do espaço Schengen.

    O comunicado do Sistema de Segurança Interna (SSI) destaca que o EES não se aplica a cidadãos da União Europeia, mas sim a todos os viajantes de países terceiros que entram no espaço Schengen – zona europeia de livre circulação, formada por 29 países que aboliram fronteiras internas – para estadias de curta duração.

    A nota oficial estabelece ainda um limite de 90 dias, num período de 180 dias consecutivos, independentemente das pessoas necessitarem ou não de visto.

    “Este sistema vai permitir detectar de forma mais rápida documentos falsos, entradas irregulares e outras ameaças à segurança”, lê-se no comunicado.

    As autoridades relatam ainda que o ESS “coloca o sistema na linha da frente da gestão inteligente das fronteiras, reforçando a proteção das fronteiras externas bem como a cooperação e partilha automática de dados entre os Estados-Membros.”

    Veja o que vai alterar no controle de fronteiras:

    • As entradas e saídas de viajantes de países terceiros passam a ser registadas eletronicamente (data, hora e posto de fronteira);
    • O EES substitui o carimbo manual nos passaportes, modernizando e tornando mais seguro todo o processo de controlo.
    • Na primeira entrada, são recolhidas quatro impressões digitais e uma fotografia, aplicável a partir de dezembro;
    • O sistema identifica automaticamente quem excede o período legal de permanência no espaço Schengen;
    • A informação é partilhada em tempo real com as autoridades dos países Schengen, através de um sistema centralizado e interoperável com outras bases de dados europeias de segurança

    O SSI reforça ainda que o sistema Entry/Exit cumpre rigorosamente as normas europeias e nacionais de proteção de dados pessoais, garantindo a confidencialidade e a segurança da informação.

    Novo sistema europeu de controle de fronteiras entra em vigor

  • Líder opositora de Maduro vence o Prêmio Nobel da Paz de 2025

    Líder opositora de Maduro vence o Prêmio Nobel da Paz de 2025

    Líder opositora venezuelana foi reconhecida por sua luta em defesa da democracia e por promover uma transição pacífica no país, mesmo sob ameaças e perseguição do regime de Nicolás Maduro.

    A venezuelana María Corina Machado foi a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Comitê Norueguês justificou a escolha destacando o trabalho incansável da líder opositora na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e na luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia.

    Em comunicado, o comitê afirmou que, no último ano, María Corina Machado foi forçada a viver escondida. Apesar das ameaças contra sua vida, ela escolheu permanecer em seu país, inspirando milhões de pessoas. O texto também destacou que, quando o autoritarismo assume o poder, é fundamental reconhecer a coragem daqueles que defendem a liberdade e resistem.

    O comitê ressaltou ainda que vivemos em um mundo onde a democracia está em declínio e regimes autoritários desafiam normas e recorrem à violência. A democracia, segundo o comunicado, é uma condição essencial para uma paz duradoura. A entidade afirmou que María Corina Machado representa um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nas últimas décadas.

    Líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, María Corina Machado foi deputada da Assembleia Nacional da Venezuela entre 2011 e 2014 e tornou-se símbolo da resistência democrática no país. Impedida de disputar as últimas eleições presidenciais, ela tem sido uma das vozes mais ativas contra a repressão política e a crise humanitária vivida pela Venezuela.

    O Prêmio Nobel da Paz é o único entregue em Oslo, na Noruega, enquanto as demais categorias são concedidas em Estocolmo, na Suécia. Em 2024, o prêmio foi concedido à organização japonesa Nihon Hidankyo, formada por sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, em reconhecimento à sua luta pela abolição das armas nucleares.

    Neste ano, 338 pessoas e organizações foram indicadas ao Nobel da Paz, mas a lista permanecerá em sigilo por 50 anos, conforme as regras do comitê. Entre os favoritos estavam a ativista russa Yulia Navalnaya, viúva do opositor Alexei Navalny, morto em uma prisão no Ártico em 2024, e a rede sudanesa Salas de Resposta de Emergência, que presta ajuda às vítimas da guerra civil no Sudão.

    O Prêmio Nobel foi criado por Alfred Nobel, inventor da dinamite, que destinou sua fortuna para reconhecer personalidades que contribuíssem para o progresso da humanidade. Desde 1901, o Nobel da Paz foi entregue 105 vezes, premiando 142 laureados, entre indivíduos e organizações. A cerimônia de entrega ocorre todos os anos em 10 de dezembro, data que marca a morte de Alfred Nobel.
     
     

     

    Líder opositora de Maduro vence o Prêmio Nobel da Paz de 2025

  • Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

    Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

    Bombardeios russos atingiram instalações energéticas em Kiev, Zaporíjia e Dnipropetrovsk, provocando cortes de luz e gás. Mais de dez pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. Zelensky prometeu retaliar e reforçar os ataques de longo alcance contra alvos russos

    A Rússia lançou na madrugada desta quinta-feira (10) um ataque em larga escala contra a Ucrânia, mirando instalações de energia e provocando cortes de eletricidade e gás nas regiões de Kiev (norte), Zaporíjia (sudeste) e Dnipropetrovsk (centro), segundo autoridades locais.

    A empresa pública de gás de Zaporíjia informou nas redes sociais que as infraestruturas da capital regional foram danificadas, o que a obrigou a suspender temporariamente o fornecimento de gás natural.

    Em Kiev, o metrô opera com restrições, devido às interrupções no abastecimento de energia causadas pelos bombardeios russos. Já a companhia privada DTEK relatou que parte da capital permanece sem luz após os ataques à rede elétrica.

    O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que mais de dez pessoas ficaram feridas, mas não há registro de mortes até o momento.

    Em Dnipropetrovsk, o governador regional confirmou ataques russos ao sistema energético de Dnipro, Kamiansk e Krivi Rig, realizados com drones e mísseis.

    Nos últimos dias, a Rússia tem intensificado os bombardeios contra infraestruturas ucranianas de gás e eletricidade, estratégia que visa enfraquecer a capacidade energética do país antes do inverno.

    O presidente Volodimir Zelensky prometeu responder aos ataques e ordenou o reforço das capacidades de defesa e ataque de longo alcance da Ucrânia.

    Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

  • Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

    Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

    Com 122 votos a favor, o Parlamento peruano aprovou a saída da presidente Dina Boluarte. A líder, que não recorreu da decisão, será substituída interinamente pelo chefe do Congresso até as eleições gerais de 2026. Manifestantes celebraram o afastamento nas ruas de Lima

    O Congresso do Peru aprovou na noite desta quinta (9) a destituição da presidente Dina Boluarte, de 63 anos, em meio à crescente onda de criminalidade e instabilidade política no país. A medida foi aprovada por 122 votos a favor, e a governante não apresentou recurso contra a decisão.

    O presidente do Congresso, José Jerí, anunciou oficialmente a saída da líder peruana após a votação. Boluarte, que havia sido convocada para comparecer à sessão, não esteve presente. Com a destituição, o presidente do Parlamento assumirá interinamente o poder até as eleições gerais previstas para abril de 2026.

    A decisão foi recebida com comemorações nas ruas de Lima, onde manifestantes exibiam bandeiras do Peru e cartazes com frases como “Somos governados pela vergonha”, celebrando o afastamento da presidenta.

    Dina Boluarte chegou ao poder em dezembro de 2022, após a tentativa frustrada de golpe do então presidente Pedro Castillo, e tornou-se a primeira mulher a governar o país. Desde então, enfrentou forte impopularidade e diversas acusações de má gestão, frivolidade e incapacidade moral permanente, além de protestos que marcaram seu mandato.

    Desde 2016, o Peru vive uma profunda crise política, com seis presidentes em menos de uma década: dois foram destituídos pelo Congresso, dois renunciaram antes de enfrentar o mesmo destino, um completou um mandato interino e agora Boluarte se junta à lista de governantes afastados.

    Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

  • Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

    Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

    Os ministros de Israel estiveram reunido várias horas antes da votação final do documento que será assinado na sexta-feira no Egito; Ben-Gvir, da Segurança Nacional, votou contra o acordo de cessar-fogo mas a aprovação foi assegurada pelos restantes ministros

    BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel aprovou nesta quinta-feira (9) o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerrar, após dois anos e dois dias, a guerra na Faixa de Gaza. Mais cedo, a facção palestina havia dito ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.

    Falando na reunião de gabinete que ratificou o acordo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. “Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra”, afirmou o premiê, em inglês, ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. “Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo.”

    A reunião, que contou com a presença de todos os ministros do governo Netanyahu, durou horas e se estendeu até a madrugada no horário local. A aprovação do gabinete era a última etapa necessária para que o acordo entrasse em vigor -com isso, o cessar-fogo tem início imediato e as tropas israelenses devem começar seu primeiro recuo, movimentação que tem prazo de 24 horas para acontecer.

    Em seguida, assim que os soldados se retirarem, o Hamas tem 72 horas para entregar todos os reféns israelenses que estão no território. A expectativa levantada por Trump é de que os primeiros cheguem em Israel no sábado.

    Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados no mesmo período, e Trump disse na quinta que pode haver dificuldade de devolver alguns dos cadáveres. Durante esses três dias, o Hamas e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel -a facção diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.

    O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou “preparações operacionais” para a primeira fase do acordo, quando os soldados recuarão a uma linha intermediária, mas não deixarão Gaza por completo. Hoje, as Forças Armadas de Israel controlam mais de 70% do território -ao final da retirada, devem ter domínio de somente 53%, tendo deixado também os principais centros urbanos.

    Um recuo mais amplo deve acontecer apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino. Na quinta, autoridades americanas disseram à agência de notícias Reuters que o governo Trump vai enviar 200 soldados a Israel para auxiliar na estabilização de Gaza, mas que os americanos não vão entrar no território palestino.

    Com todas as fases do acordo concluídas, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza, inclusive no chamado corredor Filadélfia, área no sul do território palestino que vai da costa até o território israelense.

    Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências -cerca de 150 caminhões de suprimentos já estão a caminho da fronteira sul do território, e a expectativa é que eles possam entrar assim que os soldados israelenses se retirem.

    Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas, enquanto o governo israelense definiu como objetivo de guerra a desmilitarização do território e o presidente americano promete que isso vai acontecer nas próximas etapas de negociações.

    Especialistas israelenses ouvidos pela Folha de S.Paulo apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza. Também pode ser necessário flexibilizar a exigência de que o grupo terrorista não tenha qualquer papel no governo do território quando a guerra terminar.

    Ainda assim, Netanyahu sofre pressão externa e interna para concordar com os termos negociados, a começar pelo próprio presidente americano.

    Trump faz campanha para receber o Prêmio Nobel da Paz, agora endossado por Netanyahu, tem proximidade com países árabes mediadores do conflito e críticos de Israel, e incluiu em seu plano para Gaza menções a um “caminho crível” para o estabelecimento de um Estado palestino. Ainda que nebulosa, a ideia é rejeitada pelo premiê israelense.

    Internamente, Netanyahu tenta colher créditos pelo fim de uma guerra que ele próprio estendeu além do que a sociedade israelense parece suportar: poucos meses após o mega-ataque terrorista do Hamas, que deixou 1.200 mortos e deu início ao conflito, Netanyahu passou a ser duramente cobrado por críticos e familiares de reféns pela demora no retorno dos sequestrados -dos 251 levados pela facção palestina, 50 ainda estão em Gaza, e apenas 20 deles supostamente vivos. Em Gaza, mais de 67 mil morreram nos dois anos de guerra, segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas.

    Nesta quinta, Bredrosian, a porta-voz do premiê, afirmou que “todos os objetivos do primeiro-ministro foram atingidos”, referindo-se ao returno dos reféns, à derrota e ao desmantelamento do Hamas e à garantia de que Gaza não será mais uma ameaça para Israel.

    Também nesta quinta-feira, a Praça dos Reféns, local em Tel Aviv que se tornou o centro das manifestações pelo fim da guerra, familiares celebraram o anúncio de Trump de que o acordo foi concluído, com faixas de agradecimento ao presidente americano. Opositores de Netanyahu, como Yair Lapid e Benny Gantz, visitaram a praça e tiraram fotos com manifestantes.

    A percepção generalizada entre críticos do prolongamento do conflito é que o premiê o fez colocando interesses políticos pessoais acima da população. Antes do ataque do Hamas, Netanyahu era alvo de protestos massivos contra uma reforma judicial controversa que retirava poderes do Judiciário em meio a investigações criminais contra ele por corrupção.

    Seu gabinete, o mais à direita desde a criação do Estado judeu, tem integrantes da extrema direita nacionalista que sustentam a coalizão governista e são contrários a um acordo que termine a guerra sem a destruição completa do Hamas -Bezalel Smotrich (Finanças) e Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) falam ainda abertamente na anexação dos territórios e expulsão dos palestinos de lá.

    Por isso, o fim do conflito em termos que não agradam a ala mais extremista do governo pode se transformar em um novo desafio para que Netanyahu, que perde com o fim da guerra o principal elemento para desviar o holofote das críticas, mantenha-se no poder. Antes da reunião, Smotrich, por exemplo, adiantou que não votaria a favor do acordo de paz, e Ben-Gvir disse que derrubaria o governo se o Hamas não for desmantelado.

    Na quinta, Netanyahu voltou a defender que o presidente americano Donald Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito. O perfil do gabinete do premiê publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.

    De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo.

    Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

  • Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

    Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

    O Hamas confirmou o fim da guerra, marcando o início de um cessar-fogo permanente; governo reconhece o importante papel dos Estados Unidos para o tratado

    O governo brasileiro comemorou nesta quinta-feira (9) o anúncio do acordo entre Israel e o Hamas para novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro também ressalta a dimensão humanitária do acordo e incentiva as partes a cumprirem todos os termos do tratado. 

    Mais cedo, o Hamas confirmou o fim da guerra, marcando o início de um cessar-fogo permanente. O governo brasileiro reconheceu o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos e valoriza a atuação dos demais países mediadores: Catar, Egito e Turquia. 

    “O Brasil exorta as partes a cumprirem todos os termos do acordo e a engajarem-se de boa-fé em negociações para assegurar a efetivação da retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início do urgente processo de reconstrução da Faixa, sob coordenação e supervisão palestina, e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo, em consonância com o direito inalienável de autodeterminação do povo palestino”, diz o comunicado do MRE.  

    Segundo o Itamaraty, o acordo, se for efetivamente implementado, deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, que provocaram mais de 67 mil mortes, além do deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e devastação sem precedentes. 

    “Deverá, ademais, garantir a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca de prisioneiros palestinos, a entrada desimpedida de ajuda humanitária, e a retirada das tropas israelenses até linha acordada entre as partes, além de criar as condições para a imediata reconstrução de Gaza, com apoio da comunidade internacional”, diz o Itamaraty.

    O Itamaraty disse que o cessar-fogo deverá resultar em alívio efetivo para a população civil e  reiterou a necessidade de “assegurar acesso pleno, imediato, seguro e desimpedido da assistência humanitária e das equipes das Nações Unidas que atuam no terreno”.

    Segundo o MRE, uma paz justa, estável e duradoura no Oriente Médio passa pela implementação da solução de dois Estados. “Com um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, diz a nota do governo.

    Brasil comemora acordo para fim do conflito na Faixa de Gaza

  • Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

    Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega

    O Hamas anunciou que aceita um acordo de paz; o grupo terrorista quer incluir nomes de seis palestinos conhecidos na lista de prisioneiros a serem libertos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O plano de cessar-fogo em Gaza envolve a libertação de 250 palestinos que estão presos em Israel. Hamas insiste que lista de libertos deve incluir figuras proeminentes, mas Israel nega, reporta a rede Al Arabiya.

    Hamas quer incluir nomes de seis palestinos conhecidos na lista de prisioneiros a serem libertos. São eles: Marwan Barghouti, antigo líder do Fatah, Abdullah Barghouti, conhecido como engenheiro do Hamas, Ibrahim Hamed, considerado por Israel como seu prisioneiro mais perigoso, Ahmad Sa’adat, secretário-geral da Frente Popular pela Liberação da Palestina, Abbas al-Sayyid e Hassan Salameh, membros do Hamas.

    Libertação seria vitória simbólica para o Hamas. Os seis nomes aparecem de forma recorrente sempre que se fala em negociação de troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas, aponta a Al Arabiya.

    Para Israel, porém, os nomes estão fora de cogitação. Eles são considerados centrais demais nas preocupações de segurança para serem soltos algum dia.
    Porta-voz de Israel afastou libertação de Marwan Barghouti. “Posso te dizer que neste momento ele não será parte desta liberação”, disse um porta-voz israelense quando questionado por um jornalista sobre a possibilidade de liberdade a Barghouti, reporta a rede pan-árabe.

    Marwan Barghouti é um líder político. Ele é visto como um potencial nome para futuramente se tornar presidente da Palestina. Barghouti foi um congressista palestino, mas está preso desde 2002, quando foi condenado à prisão perpétua cinco vezes.

    Nesta quinta-feira (9), o Hamas anunciou o fim da guerra em Gaza. Grupo disse ter recebido garantias dos mediadores do acordo de paz e do governo dos EUA.

    Em troca de reféns, Hamas quer receber prisioneiros conhecidos; Israel nega