Categoria: MUNDO

  • Hamas divulga nomes de 20 reféns israelenses que serão libertados

    Hamas divulga nomes de 20 reféns israelenses que serão libertados

    O braço armado do Hamas anunciou nesta segunda-feira a libertação de 20 reféns israelenses vivos em Gaza, como parte do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros firmado com Israel. O pacto, mediado pelos Estados Unidos e negociado no Egito, prevê também a soltura de cerca de 2.000 presos palestinos

    O braço armado do Hamas anunciou nesta segunda-feira a libertação de 20 reféns israelenses vivos em Gaza, dentro do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros com Israel, mediado pelos Estados Unidos e negociado no Egito na semana passada.

    O braço armado do grupo palestino Hamas divulgou nesta segunda-feira (13) os nomes de 20 reféns israelenses ainda vivos que deverão ser libertados em Gaza como parte do acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros firmado com Israel.

    Em comunicado, as Brigadas Al-Qassam informaram que a libertação ocorrerá “de acordo com o pacto de troca de prisioneiros” e publicaram uma lista com os nomes dos reféns que serão soltos.

    Segundo a imprensa israelense, a libertação deve acontecer em duas etapas: a primeira às 8h (2h em Brasília) na região do corredor de Netzarim, que corta a Faixa de Gaza de leste a oeste; e a segunda por volta das 10h (4h em Brasília), na área de Khan Yunis, no sul do enclave

    O Hamas havia se comprometido a iniciar nesta segunda a libertação de 48 reféns, a maioria israelenses, ainda detidos em Gaza, conforme o acordo de paz mediado pelos Estados Unidos e negociado no Egito na semana passada.

    “De acordo com o que foi assinado, a troca de prisioneiros deve começar nesta segunda-feira de manhã, como combinado, e não há mudanças nesse cronograma”, afirmou o porta-voz do grupo, Oussama Hamdane, à agência France-Presse.

    O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) deve acompanhar o processo de entrega dos reféns, que, uma vez concluído, será seguido pela libertação de cerca de 2.000 presos palestinos por parte de Israel, conforme os termos da primeira fase do cessar-fogo.

    Nesta manhã, o Hamas também publicou uma lista com mais de 1.900 prisioneiros palestinos que, segundo o movimento, serão libertados em troca dos reféns israelenses.

    O Exército de Israel, no entanto, afirmou no domingo (12) que não espera receber todos os corpos dos reféns mortos durante a operação. Segundo o governo israelense, dos 48 reféns, 47 foram sequestrados nos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e um soldado morto em 2014 cujos restos mortais seguem em poder do grupo. Desse total, 20 estão vivos e 28 mortos.

    Os reféns vivos, de acordo com Tel Aviv, são todos homens entre 20 e 48 anos.

    Pouco antes da declaração do Exército, uma porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que “um organismo internacional, previsto no acordo de cessar-fogo, ajudará a localizar os corpos dos reféns caso não sejam encontrados e libertados” nesta segunda-feira.
     
     

    Hamas divulga nomes de 20 reféns israelenses que serão libertados

  • 'Ficamos chocados com decisão sem terras raras', diz JD Vance sobre negociações com a China

    'Ficamos chocados com decisão sem terras raras', diz JD Vance sobre negociações com a China

    “Podemos ter uma relação melhor, mas não se eles cortarem o acesso do mundo aos bens que produzem”, afirmou.

    O vice-presidente dos Estados Unidos, James David Vance, disse à Fox News que apesar do presidente Donald Trump valorizar a relação com a China, o governo está \”chocado\” com a decisão do governo chinês sobre terras raras.

    \”Podemos ter uma relação melhor, mas não se eles cortarem o acesso do mundo aos bens que produzem\”, afirmou.

    Em sua visão, a China ter tanto controle sobre minerais críticos é a definição do que chamou de \”emergência nacional\”.

    Vance afirmou que Trump está aberto a tudo em relação à China e que o presidente vai perseguir interesses nacionais. \”Será uma dança delicada entre China e EUA; tudo depende de resposta da China\”, disse.

    Segundo o vice-presidente, se a China der uma resposta razoável, Trump também será razoável.

    'Ficamos chocados com decisão sem terras raras', diz JD Vance sobre negociações com a China

  • Helicóptero cai na Califórnia; há uma criança entre os 5 feridos

    Helicóptero cai na Califórnia; há uma criança entre os 5 feridos

    Duas pessoas seguiam num helicóptero que despencou, na tarde de sábado, numa praia no estado norte-americano da Califórnia. Outras três pessoas que estavam na via pública ficaram também feridas. Entre os feridos há uma criança, de idade desconhecida.

    Cinco pessoas, incluindo uma criança, foram hospitalizadas na tarde de sábado, depois que um helicóptero perdeu o controle próximo à Huntington Beach, uma praia bastante popular no condado de Orange, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

    A queda da aeronave foi registrada de vários ângulos e compartilhada nas redes sociais. Nos vídeos, que têm conteúdo sensível, é possível ver o momento em que o helicóptero perde o controle e atinge palmeiras próximas à praia, começando a soltar partes durante o impacto.

    Duas pessoas foram resgatadas dos destroços da aeronave, enquanto as outras três feridas estavam na rua no momento do acidente.

    Até o momento, não foram divulgados mais detalhes, como a idade das vítimas ou o estado de saúde delas.

    Helicóptero cai na Califórnia; há uma criança entre os 5 feridos

  • Fonte do Hamas afirma que  movimento não governará Gaza no pós-guerra

    Fonte do Hamas afirma que movimento não governará Gaza no pós-guerra

    O Hamas não participará na governação de Gaza no pós-guerra, afirmou hoje uma fonte do movimento, na véspera da cimeira dedicada ao território palestino, que reunirá no Egito cerca de duas dezenas de dirigentes em torno de Donald Trump.

    Após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, entrou em vigor na última sexta-feira um cessar-fogo baseado em um plano de 20 pontos apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, que prevê o desarmamento do Hamas e exclui qualquer participação do movimento na futura administração do território palestino.

    “Para o Hamas, o governo da Faixa de Gaza é uma questão resolvida. O grupo não participará de nenhuma forma na fase de transição, o que significa que renunciou ao controle da região, mas **continua sendo um elemento importante da sociedade palestina”, afirmou à AFP, sob anonimato, uma fonte próxima da equipe de negociadores do movimento.

    Embora a liderança do Hamas tenha se mostrado dividida no passado em relação a temas-chave — especialmente sobre a administração futura de Gaza —, há consenso quanto à recusa em entregar as armas.

    “O Hamas aceita uma trégua de longa duração e garante que suas armas não serão utilizadas durante esse período, exceto em caso de ataque israelense contra Gaza”, disse a mesma fonte. “A entrega das armas está completamente fora de questão e não é negociável”, reforçou outro dirigente do Hamas no sábado.

    A primeira cláusula do plano apresentado pelos Estados Unidos determina que a Faixa de Gaza, sob domínio do Hamas desde 2007, se torne uma “zona desradicalizada e livre do terrorismo”, que não represente ameaça para os países vizinhos.

    O plano também prevê que o Hamas não tenha qualquer papel político na futura governança de Gaza e que toda sua infraestrutura militar e arsenal sejam destruídos.

    Durante uma fase de transição, a administração local ficará sob responsabilidade de um comitê palestino “tecnocrático e apolítico”, encarregado de gerir os serviços públicos.

    A fonte ligada aos negociadores afirmou que a equipe pediu ao Egito, um dos principais mediadores, que convoque uma reunião até o fim da próxima semana para definir a composição desse comitê, acrescentando que a lista de nomes está quase finalizada.

    “O Hamas, junto com outras facções, apresentou 40 nomes. Nenhum deles pertence ao Hamas, e não há vetos sobre os indicados”, disse a fonte.

    Apesar disso, o papel do Hamas no pós-guerra ainda é incerto, já que o movimento anunciou, no sábado, que não participará da assinatura oficial do acordo de paz com Israel.

    O cessar-fogo foi acertado na quinta-feira, no Egito, e entrou em vigor na sexta-feira, prevendo a libertação dos reféns mantidos em Gaza em até 72 horas em troca de prisioneiros palestinos detidos por Israel — 48 reféns, dos quais apenas 20 estariam vivos, seriam trocados por 1.950 prisioneiros palestinos.

    O acordo segue o plano anunciado no fim de setembro pelo presidente Donald Trump, com o objetivo de encerrar dois anos de conflito na região.

    O Hamas reconheceu, contudo, que um acordo de paz global e definitivo exigirá negociações muito mais complexas, previstas para a segunda fase do plano proposto pelos Estados Unidos.

    Fonte do Hamas afirma que movimento não governará Gaza no pós-guerra

  • Hamas confirma que libertação de reféns "começa segunda-feira de manhã"

    Hamas confirma que libertação de reféns "começa segunda-feira de manhã"

    Informação de que a troca de reféns prevista no acordo entre o Hamas e Israel iria começar na manhã de segunda-feira foi divulgada à Agência France-Presse por um dos responsáveis do grupo islâmico.

    Osama Hamdan, dirigente do grupo islâmico Hamas, confirmou, este sábado (12), que a libertação de reféns “começa na segunda-feira de manhã”.

    “Em conformidade com o acordo assinado, a troca de prisioneiros está marcada para começar na manhã de segunda-feira”, disse o responsável islamita à Agência France-Presse (AFP).

    O mesmo responsável afirmou que a troca de reféns inicia-se durante a manhã, “conforme combinado, não havendo novos desenvolvimentos sobre o assunto.”

    Há 48 reféns que estão sob controle do Hamas. Após o regresso destas dezenas de reféns, Telaviv vai libertar cerca de dois mil palestinos, no âmbito do acordo fechado esta semana.

    Acredita-se que 20 destes 48 reféns estejam vivos. Segundo a publicação The Times of Israel, o Hamas avisou Telaviv de que poderia ter algumas dificuldades em encontrar os restos mortais de alguns dos reféns no prazo de 72h (que foi o período acertado).

    Além da libertação de quase dois mil prisioneiros palestinos, a primeira fase do acordo prevê o recuo do exército israelense para a linha de demarcação estipulada pelos Estados Unidos, marcando a primeira fase da retirada de Israel.

    Já esta semana o mesmo responsável que falou com a AFP tinha-se oposto ao comitê de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Questionado, na quinta-feira, pela cadeia televisiva do Qatar Al-Araby se o Hamas aceitaria esta autoridade de transição, Osama Hamdan respondeu: “Nenhum palestino poderia aceitá-la. Todas as fações, incluindo a Autoridade Palestina, rejeitam isso”.

    Esta primeira fase não aborda, no entanto, a delicada questão da autoridade responsável pela administração da Faixa de Gaza, ou mesmo pela supervisão da reconstrução deste território devastado por dois anos de bombardeamentos.

    “Ninguém quer regressar à era dos mandatos e do colonialismo”, comentou Hamdan, referindo-se em particular ao período do Mandato Britânico da Palestina, dado que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair estava previsto fazer parte deste comitê.

    Espera-se que este comitê de paz de tecnocratas, incluindo locais, proposto por Trump, administre a Faixa de Gaza antes de entregar o território a uma Autoridade Palestina reformada.

    O vice-presidente da Autoridade Palestina, movimento rival do Hamas, Hussein al-Sheikh, declarou que a entidade já tinha concluído todos os preparativos necessários para gerir a Faixa de Gaza após o conflito e supervisionar a reconstrução.

    A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

    Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 67 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

    Hamas confirma que libertação de reféns "começa segunda-feira de manhã"

  • Adeus carimbo! Europa implementa hoje sistema digital para passaportes

    Adeus carimbo! Europa implementa hoje sistema digital para passaportes

    O novo sistema será implantado em 29 países da Europa, entre eles Portugal, França e Espanha, mas o Reino Unido ficará de fora. O EES foi criado para modernizar o controle de entradas e saídas e reforçar a segurança nas fronteiras externas do bloco.

    A partir deste domingo (12), parte dos países europeus começa a substituir o tradicional carimbo no passaporte por um sistema eletrônico de controle de fronteiras. A medida faz parte da implementação do Sistema de Entrada/Saída (EES), que será adotado de forma gradual até 9 de abril de 2026. Durante o período de transição, ainda será possível receber o selo manual nos documentos.

    O novo sistema será implantado em 29 países da Europa, entre eles Portugal, França e Espanha, mas o Reino Unido ficará de fora. O EES foi criado para modernizar o controle de entradas e saídas e reforçar a segurança nas fronteiras externas do bloco.

    O Sistema de Entrada/Saída (EES) registrará automaticamente a entrada e a saída de cidadãos de países que não pertencem à União Europeia e que não tenham nacionalidade de Islândia, Liechtenstein, Noruega ou Suíça. O sistema valerá, portanto, para brasileiros e outros viajantes de nações que não integram o espaço Schengen e visitam a Europa por até 90 dias a cada 180 dias.

    O controle será feito por meio de dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial. A tecnologia não terá custo adicional para os viajantes. Na chegada, os agentes de fronteira farão a coleta das digitais ou uma foto do rosto.

    Os dados também poderão ser cadastrados em totens automáticos nos pontos de entrada ou em aplicativos oficiais de cada país, quando disponíveis. Ainda assim, mesmo com o pré-cadastro, será obrigatório o atendimento presencial com um agente de imigração para validação das informações. Caso necessário, a coleta dos dados poderá ser repetida durante o processo.

    De acordo com autoridades europeias, o EES é parte de um pacote de modernização do sistema de fronteiras e deve substituir o controle manual de passaportes em todas as entradas do espaço Schengen. O objetivo é reduzir filas, facilitar o registro de viajantes frequentes e aumentar a segurança contra fraudes e imigração irregular.

    Além do EES, a União Europeia prepara outra mudança significativa no processo de entrada de turistas: o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagens (Etias). Previsto para começar a funcionar no último trimestre de 2026, o Etias será uma autorização eletrônica obrigatória para cidadãos de países que não precisam de visto para estadias curtas, como o Brasil.

    A autorização deverá ser solicitada online e terá validade por vários anos, permitindo múltiplas entradas. O custo do registro será de 20 euros. Com o Etias, os viajantes terão de obter a autorização antes de embarcar, de forma semelhante ao modelo usado pelos Estados Unidos (ESTA) e pelo Canadá (eTA).

    Com as novas medidas, a União Europeia busca modernizar e unificar os sistemas de controle migratório, garantindo maior eficiência na gestão das fronteiras e maior segurança para cidadãos e visitantes.

     
    Países europeus que vão implementar a EES:
    Áustria
    Bélgica
    Bulgária
    Croácia
    República Tcheca
    Dinamarca
    Estônia
    Finlândia
    França
    Alemanha
    Grécia
    Hungria
    Islândia
    Itália
    Letônia
    Liechtenstein
    Lituânia
    Luxemburgo
    Malta
    Holanda
    Noruega
    Polônia
    Portugal
    Romênia
    Eslováquia
    Eslovênia
    Espanha
    Suécia
    Suíça

    Adeus carimbo! Europa implementa hoje sistema digital para passaportes

  • Talibãs afegãos reivindicam morte de 58 soldados paquistaneses na fronteira

    Talibãs afegãos reivindicam morte de 58 soldados paquistaneses na fronteira

    O porta-voz do governo talibã afirmou hoje que tropas afegãs abateram 58 soldados paquistaneses durante uma operação de retaliação realizada durante a noite contra o Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, em que morreram também nove militares afegãos.

    Durante os confrontos, “58 soldados paquistaneses foram mortos e cerca de 30 ficaram feridos”, disse Zabihullah Mujahid em uma coletiva de imprensa realizada em Cabul, acrescentando também que “nove soldados talibãs morreram”.

    A operação de retaliação aconteceu um dia depois de, em Peshawar, na província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, os talibãs paquistaneses terem assumido a responsabilidade pelos ataques mortais registrados na sexta-feira e no sábado, no noroeste do Paquistão, que mataram 23 pessoas.

    Entre as ações realizadas na sexta-feira está um ataque suicida contra um centro de treinamento da polícia, que matou sete agentes. Outros ataques provocaram a morte de 11 paramilitares no distrito fronteiriço de Khyber e de cinco pessoas, incluindo três civis, no distrito de Bajaur.

    Nos últimos meses, os militantes talibãs paquistaneses (TTP – Tehreek-e-Taliban Pakistan) intensificaram sua campanha de violência contra as forças de segurança do Paquistão nas áreas montanhosas da fronteira com o Afeganistão, governado pelos talibãs desde o verão de 2021.

    Os incidentes aconteceram poucas horas depois de o governo talibã do Afeganistão acusar o Paquistão de “violar a soberania” do território afegão, inclusive em Cabul, onde foram ouvidas explosões. Islamabad, por sua vez, defendeu o direito de se proteger de ataques nas áreas fronteiriças.

    As autoridades paquistanesas culpam os talibãs afegãos por facilitarem a retomada das atividades do TTP.

    O grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan, que é proibido no país, inicialmente reivindicou a responsabilidade pelo ataque, mas depois emitiu um segundo comunicado negando qualquer envolvimento. O grupo é aliado, mas distinto dos talibãs afegãos, que assumiram o poder em Cabul em 2021.

    Na sexta-feira, o principal porta-voz do exército paquistanês, Ahmad Sharif Chaudhry, declarou que “o terrorismo aumentou desde 2021”, sobretudo na província de Khyber Pakhtunkhwa, próxima à fronteira com o Afeganistão.

    Em uma coletiva de imprensa, Chaudhry disse a jornalistas que o Paquistão realizou milhares de operações antiterroristas nos últimos anos para conter a crescente ameaça militante.

    Um relatório do Conselho de Segurança da ONU, publicado no início deste ano, concluiu que o TTP “foi provavelmente o grupo extremista estrangeiro no Afeganistão que mais se beneficiou” com a volta dos talibãs ao poder, que “acolheram e apoiaram ativamente” o movimento.

    Cabul nega categoricamente essas acusações e devolve a crítica a Islamabad, acusando o Paquistão de apoiar grupos “terroristas”, em especial a filial regional do grupo Estado Islâmico (EI).

    Em 2024, até 15 de setembro, as forças de segurança já haviam realizado mais de 10 mil operações, nas quais 970 militantes foram mortos. No mesmo período, 311 soldados e 73 policiais morreram, acrescentou.

    O ano de 2024 foi o mais mortal para o Paquistão em quase uma década, com mais de 1.600 mortos nesses episódios de violência.

    Talibãs afegãos reivindicam morte de 58 soldados paquistaneses na fronteira

  • Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza

    Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ordenou hoje ao Exército “destruir todos os túneis terroristas do Hamas em Gaza” após a libertação dos reféns.

    Em uma mensagem publicada em sua conta pessoal na rede social X, o ministro afirmou que “o grande desafio” de Israel, após a libertação dos reféns, é a destruição dos túneis do Hamas na Faixa de Gaza, acrescentando que já deu instruções às forças armadas “para que se preparassem para cumprir a missão”.

    “Esse é o principal significado da implementação do princípio acordado de desmilitarizar Gaza e desarmar o Hamas”, declarou.

    Segundo Katz, a operação será realizada “por meio do mecanismo internacional que será criado sob a liderança e supervisão dos Estados Unidos”.

    Estima-se que o processo de libertação dos 48 reféns que ainda permanecem em Gaza — dos quais acredita-se que apenas 20 estejam vivos — comece na manhã de segunda-feira, informou o coordenador israelense para assuntos dos reféns, Gal Hirsch, às famílias dos cativos.

    O desmantelamento da infraestrutura militar do Hamas na Faixa de Gaza também está previsto no acordo firmado com Israel, que determina que, uma vez iniciado o cessar-fogo — o que ocorreu neste sábado ao meio-dia —, haverá um prazo de 72 horas para que o Hamas e outras milícias palestinas libertem os reféns detidos em Gaza.

    No entanto, no sábado, o Hamas adiantou que não participará da assinatura oficial do acordo de paz com Israel, alegando que, apesar de concordar com o cessar-fogo e com a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, não aceita ser desmilitarizado.

    Israel ordena a destruição dos túneis do Hamas em Gaza

  • Irã anuncia suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU

    Irã anuncia suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU

    O Irã anunciou a suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU, assinado no início de agosto no Cairo, em resposta ao restabelecimento das sanções internacionais contra Teerã há duas semanas.

    “Nas condições atuais, e considerando os acontecimentos recentes, o ‘acordo do Cairo’ está suspenso”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Araqchí, em entrevista à televisão estatal neste sábado.

    Araqchí afirmou que o pacto assinado em 9 de agosto com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) “perdeu a validade prática” após a restauração, em 28 de setembro, das sanções da ONU contra Teerã, impulsionada pela França, Alemanha e Reino Unido (E3).

    Segundo o chanceler iraniano, a partir de agora qualquer pedido da agência nuclear da ONU para inspecionar as instalações nucleares do Irã ficará restrito ao marco legal definido pelo Parlamento iraniano e pelas decisões do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país.

    No entanto, Araqchí ressaltou que as relações com a AIEA não estão totalmente interrompidas, já que algumas formas de cooperação beneficiam o Irã, especialmente em áreas técnicas, como a operação da usina nuclear de Bushehr e do reator de pesquisas de Teerã.

    Ele também afirmou que Teerã mantém aberta a possibilidade de reativar o acordo “caso sejam apresentadas propostas justas que garantam os direitos da nação iraniana” ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos — algo que classificou como uma “linha vermelha”.

    O Irã assinou o acordo do Cairo com a agência internacional para retomar a cooperação, suspensa em junho após a guerra de 12 dias com Israel e os ataques israelo-americanos contra instalações nucleares iranianas durante o conflito.

    Araqchí explicou que o objetivo do acordo era estabelecer um marco regulatório para a inspeção de infraestruturas bombardeadas e destacou que sua aplicação estava condicionada à não reativação das antigas resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, anteriores ao acordo nuclear de 2015.

    As seis resoluções aprovadas entre 2006 e 2010 contra o Irã — restabelecidas em 28 de setembro — proíbem o país de enriquecer urânio e de realizar atividades balísticas, além de estabelecer um embargo de armas, congelamento de ativos, autorizar inspeções de aviões e navios iranianos em águas internacionais, e impor restrições bancárias e financeiras.

    Após a restauração dessas medidas, o ministro das Relações Exteriores iraniano já havia declarado, na semana passada, que o acordo com a AIEA “não tem mais eficácia nem validade” e que “não pode servir como base para a cooperação”, garantindo que Teerã tomará novas decisões.

    Irã anuncia suspensão do acordo de cooperação com a agência nuclear da ONU

  • Carta anônima alerta para ataque em Notre-Dame: "Vão causar um massacre"

    Carta anônima alerta para ataque em Notre-Dame: "Vão causar um massacre"

    A carta foi descoberta pelo sacristão do edifício, perto da área das velas, que rapidamente alertou a segurança. As autoridades inspecionaram a catedral, não encontrando qualquer arma no interior.

    Uma carta anônima foi encontrada na Catedral de Notre-Dame, em Paris, França, na sexta-feira, alertando para um possível ataque a faca nos dias 11 ou 12 de outubro.

    “Não abram a catedral nos dias 11 e 12 de outubro”, dizia o autor da carta, em uma mensagem datilografada citada pelo Le Parisien. “Haverá visitantes estrangeiros que, com a ajuda de outros visitantes, já esconderam facas na catedral nos últimos dias. Eles vão causar um massacre. Por favor, não abram a catedral.”

    A carta foi encontrada pelo sacristão do edifício, próximo à área das velas, que imediatamente alertou a equipe de segurança. Após a inspeção do local para garantir que não havia armas escondidas, decidiu-se não evacuar a catedral, que continuava recebendo turistas em um dos pontos mais icônicos da França.

    Na manhã deste sábado, a catedral reabriu normalmente. Antes da abertura ao público, porém, segundo informou o governo local, foi realizada uma “inspeção conjunta pela equipe de segurança da catedral e pela Diretoria de Ordem Pública e Trânsito da polícia local”. As autoridades concluíram que não havia qualquer risco de segurança para os visitantes, e nenhuma arma foi encontrada no interior.

    Outro alerta em abril, durante a Páscoa
    Em abril deste ano, uma situação semelhante já havia ocorrido, com uma carta alertando para um possível ataque terrorista durante o fim de semana de Páscoa.

    Deixada em um banco da catedral, a mensagem dizia: “No domingo de Páscoa, haverá um ataque”. As autoridades registraram a ocorrência e abriram uma investigação por “ameaça material de crime contra pessoas, cometida com base em raça, etnia, nação ou religião” e também por “divulgação de informações falsas com o objetivo de criar uma crença em destruição perigosa”.

    Por enquanto, nenhuma investigação foi aberta em relação ao incidente mais recente. A polícia francesa afirmou, no entanto, que “os funcionários da catedral têm o direito de registrar uma queixa”. Não há informações que indiquem se o autor das duas cartas é a mesma pessoa, nem qual seria o motivo por trás dos alertas, que, até agora, não se concretizaram.

    Carta anônima alerta para ataque em Notre-Dame: "Vão causar um massacre"