Categoria: MUNDO

  • Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

    Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

    De acordo com comunicado do Serviço Prisional de Israel, milhares de agentes de segurança se envolveram na transferência durante a noite dos detidos para as prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser libertados.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Israel começou a transferir os presos palestinos que devem ser trocados por reféns, afirmou Tel Aviv neste sábado (11), horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que os sequestrados também estavam sendo recuperados.

    De acordo com comunicado do Serviço Prisional de Israel, milhares de agentes de segurança se envolveram na transferência durante a noite dos detidos para as prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser libertados.

    O anúncio ocorreu após o presidente americano afirmar, na noite de sexta-feira (10), que os reféns “estavam sendo recuperados” naquele momento e que alguns estavam em “lugares subterrâneos bastante difíceis”. A expectativa, segundo ele, é que os sequestrados sejam devolvidos a Israel na segunda (13).

    O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo republicano, prevê a libertação dos 47 reféns restantes, vivos e mortos, dos 251 sequestrados durante o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. Em troca, Tel Aviv libertará 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra -a lista não inclui nenhuma figura emblemática da luta armada palestina.

    “Acho que há consenso sobre a maior parte [do acordo], e alguns detalhes, como qualquer outra coisa, serão resolvidos. Você vai descobrir que, quando estava sentado em uma bela sala no Egito era mais fácil resolver alguma coisa”, afirmou Trump sobre o local em que as negociações foram realizadas.

    Um dos principais impasses ao longo dos dois anos de guerra na Faixa de Gaza era em relação ao desarmamento do Hamas. O primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, sempre afirmou que o objetivo do conflito era aniquilar a facção, que por sua vez nega entregar as armas sem a criação de um Estado palestino.

    Ao que tudo indica, a questão deve continuar sendo um problema -um membro do grupo terrorista afirmou à agência de notícias AFP nesta terça que o desarmamento está fora de discussão, embora Trump tenha afirmado que o tópico seria abordado na segunda fase do plano de paz.

    Outra questão ainda em aberto é em relação à reconstrução do território, devastado por bombardeios israelenses praticamente diários. Segundo o Acled (Banco de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados), o Exército israelense atacou Gaza ao menos 20 mil vezes durante o conflito, e as cerca de 50 milhões de toneladas de escombros podem demorar até 21 anos para serem retiradas, de acordo com uma avaliação de janeiro da ONU.

    Israel transfere prisioneiros palestinos enquanto Hamas reúne reféns em Gaza

  • "Feito incrível" de Trump: Zelensky diz que guerra na Ucrânia pode acabar

    "Feito incrível" de Trump: Zelensky diz que guerra na Ucrânia pode acabar

    O chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acredita que após o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, também o conflito entre a Ucrânia a Rússia pode terminar.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demonstrou confiança de que a guerra com a Rússia pode chegar ao fim, especialmente após o acordo firmado entre Israel e o Hamas.

    “Conversei com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – e foi positivo e produtivo. Parabenizei-o pelo sucesso no acordo no Oriente Médio que ele conseguiu garantir, o que é um feito incrível”, escreveu em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

    “Se uma guerra pode ser interrompida em uma região, então com certeza outras guerras também podem ser interrompidas – incluindo a guerra russa”, afirmou.

    Em seguida, Zelensky falou sobre a conversa com Trump, na qual apresentou informações sobre os ataques contra os sistemas de energia ucranianos. Segundo ele, o líder norte-americano “demonstrou vontade” de apoiar Kyiv. “Discutimos oportunidades para reforçar nossa defesa aérea, bem como acordos concretos em que estamos trabalhando para garantir isso. Há boas opções e ideias sólidas sobre como realmente podemos nos fortalecer”, acrescentou.

    No fim da publicação, o chefe de Estado da Ucrânia destacou que é necessário, no entanto, que “o lado russo esteja pronto para a verdadeira diplomacia”, algo que, segundo ele, pode ser “alcançado pela força”. “Obrigado, presidente [Trump]”, concluiu.

    Na próxima semana, uma delegação ucraniana, que contará com a primeira-ministra, Ioulia Svyrydenko, deve viajar aos Estados Unidos para discutir possíveis sanções e também outras questões ligadas à defesa da Ucrânia.

    A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, sob o argumento de proteger minorias separatistas pró-russas no leste e de “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 — após o colapso da antiga União Soviética —, que tem se afastado da esfera de influência de Moscou e se aproximado cada vez mais da Europa e do Ocidente.

    No plano diplomático, a Rússia até agora rejeitou qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para encerrar o conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões — Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia — além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie de forma definitiva à adesão à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, bloco de defesa ocidental).

    Essas condições são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, junto com seus aliados europeus, exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de iniciar negociações de paz com Moscou.

    Já a Rússia considera que aceitar tal proposta permitiria às forças ucranianas, em dificuldades na linha de frente, se rearmar com ajuda dos suprimentos militares ocidentais.

    Neste sábado, a ABC News informou que as tropas norte-americanas que vão supervisionar o acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo islamita Hamas já chegaram à região. Isso acontece um dia após a porta-voz da Casa Branca confirmar que os EUA enviariam uma equipe de 200 militares do Comando Central do Exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de paz”.

    O veículo acrescenta que os soldados enviados a Israel são especializados em transporte, planejamento, logística, segurança e engenharia, e deverão trabalhar em conjunto com representantes de outras nações parceiras, do setor privado e de organizações não governamentais.

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  • Kim Jong-un faz desfile militar na Coreia do Norte e apresenta novo míssil intercontinental

    Kim Jong-un faz desfile militar na Coreia do Norte e apresenta novo míssil intercontinental

    Entre os armamentos apresentados está a coluna de mísseis intercontinentais Hwasongpho-20, descrita pela KCNA como “o sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso” do país.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – A Coreia do Norte realizou nesta sexta-feira (10) em Pyongyang um desfile para ostentar seu novo aparato militar, como mísseis intercontinentais de última geração, durante a comemoração de 80 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores da Coreia, segundo a mídia estatal KCNA.

    Entre os armamentos apresentados está a coluna de mísseis intercontinentais Hwasongpho-20, descrita pela KCNA como “o sistema de armas nucleares estratégicas mais poderoso” do país.

    Versões anteriores, como o Hwasongpho-18 e o Hwasongpho-19, já tinham o potencial de atingir qualquer ponto dos Estados Unidos, segundo o projeto 38North, do Stimson Center, que realiza análises sobre o país asiático.

    A diferença entre eles é que a versão mais recente, Hwasongpho-19, tem capacidade de carga ampliada, ou seja, pode acomodar múltiplas ogivas. O regime não deu detalhes sobre as atualizações do novo armamento.

    Também foram apresentados tanques de guerra, “armas ofensivas de última geração”, mísseis hipersônicos de médio alcance e veículos planadores hipersônicos, entre outros.

    O evento ocorre em um momento em que o país tenta se posicionar como uma potência na área da defesa, provando ao mundo que não depende apenas de armas nucleares como no passado e, hoje, dispõe de equipamentos tradicionais avançados.

    A Coreia do Norte tem sido constantemente pressionada por sua desnuclearização, em especial pelos Estados Unidos. A demanda do presidente Donald Trump é para que o país deixe de lado a posse e a fabricação de armas nucleares.

    O líder da ditadura norte-coreana, Kim Jong-un, já respondeu, porém, que esse debate está fora de cogitação.

    As informações sobre o desfile foram publicadas na mídia estatal norte-coreana KCNA, que vem, nos últimos dias, noticiando os eventos que compõem a comemoração, anunciada como um momento de glória e prestígio do país.

    Segundo a mídia, a celebração contou com uma salva de tiros e desfile de trop as do Exército Popular Coreano, como da força aérea e da marinha, por exemplo.

    Na ocasião, Kim fez a revisão das tropas e subiu à tribuna ao lado de representantes de outros países. A mídia estatal havia afirmado que estavam presentes no país para a celebração o premiê da China, Li Qiang; To Lam, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã; e Thongloun Sisoulith, presidente do Laos. Também compareceu o ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev.

    Em sua fala, o ditador exaltou o papel das forças de segurança do país, o socialismo e o partido. “Nosso exército deve continuar a crescer até se tornar uma entidade invencível que destrua todas as ameaças que se aproximem do nosso alcance de autodefesa, à força de sua superioridade política, ideológica, militar e técnica”, disse, de acordo com a KCNA.

    Ao contrário do pronunciamento realizado na semana passada, em que citou nominalmente os EUA e a Coreia do Sul como uma ameaça ao país, desta vez Kim apenas afirmou que o regime irá lutar contra a “hegemonia”.

    No último sábado (4), em evento em Pyongyang em que foram apresentados armamentos, Kim afirmou, segundo a mídia estatal, que a aliança nuclear entre os EUA e a Coreia do Sul progride rapidamente.

    “Em proporção direta ao reforço do arsenal militar dos EUA na região da Coreia do Sul, nossa preocupação estratégica com essa região também aumentou e, consequentemente, atribuímos nossos ativos especiais aos principais alvos de nossa preocupação”, disse.
    “O inimigo, creio eu, terá de se preocupar com a direção que o seu ambiente de segurança está tomando.”

    Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o objetivo do regime norte-coreano com o desfile é mostrar para a comunidade internacional, em especial os EUA, seu poder bélico, além de atrair possíveis compradores de armas. Outra meta seria despertar orgulho na população local após um período de dificuldades econômicas.

    Kim Jong-un faz desfile militar na Coreia do Norte e apresenta novo míssil intercontinental

  • Venezuela pede à ONU ações concretas para evitar catástrofe na região

    Venezuela pede à ONU ações concretas para evitar catástrofe na região

    A Venezuela denunciou, perante o Conselho de Segurança da ONU, que o envio de barcos de guerra e militares norte-americanos para o Caribe é “uma ameaça à paz” e pediu ações concretas para evitar uma “catástrofe” regional.

    A Venezuela não cede a chantagens. Nossa disposição para o diálogo não deve ser confundida com subordinação. Já fomos o túmulo de um império e, se formos atacados, nos defenderemos com todas as ferramentas que temos. A Venezuela é nossa, não é dos EUA”, declarou na sexta-feira o embaixador permanente da Venezuela na ONU.

    Samuel Moncada falou durante uma reunião de urgência solicitada por Caracas ao Conselho de Segurança da ONU, para debater o que chamou de grave escalada de agressões e um destacamento militar sem precedentes dos Estados Unidos no Caribe.

    Em um discurso carregado de denúncias, o embaixador afirmou que está em andamento “uma campanha de desinformação e agressão sistemática” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela e instou a comunidade internacional a agir com urgência para evitar uma nova catástrofe na América Latina.

    “O conflito não existe, é fabricado pelos Estados Unidos. Eles promovem uma guerra sem fim, alimentada por sua dependência do petróleo — a mesma que os levou a invadir o Iraque e o Afeganistão. É hora de evitar que essa história se repita na Venezuela”, disse.

    Por outro lado, destacou o compromisso da Venezuela com a paz, lembrando que o país “nunca participou de guerras internacionais”.

    “Mas se formos atacados, exerceremos nosso direito de defesa, como estabelece a Carta das Nações Unidas”, ressaltou.

    Segundo o diplomata, as “ações e a retórica belicista” dos EUA indicam que “é racional pensar que, em um prazo muito curto, poderá ser executado um ataque armado contra a Venezuela”.

    “É por isso que estamos aqui, porque este Conselho de Segurança dispõe dos meios necessários para evitar que a situação se agrave ainda mais”, acrescentou.

    Durante a reunião, Samuel Moncada propôs três ações concretas para conter a ameaça. A primeira seria “o reconhecimento formal da ameaça à paz e à segurança internacionais”.

    “Que se determine oficialmente que a escalada militar dos EUA no Caribe representa um perigo para a estabilidade regional”, disse.

    A segunda proposta seriam “medidas preventivas imediatas (…) para evitar que a situação se agrave no terreno, incluindo a suspensão de manobras militares e atos hostis”.

    Por fim, sugeriu uma “resolução vinculante para proteger a soberania venezuelana”. “Que o Conselho de Segurança aprove uma resolução na qual todos os seus membros, incluindo os Estados Unidos, se comprometam a respeitar a soberania, a independência e a integridade territorial da Venezuela”, explicou.

    As tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos aumentaram em agosto, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou o envio de navios de guerra para o Caribe, em águas internacionais próximas ao país sul-americano, alegando combate aos cartéis de drogas da América Latina.

    Os EUA acusam o presidente venezuelano de liderar o chamado Cartel dos Sóis e recentemente aumentaram a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro para 50 milhões de dólares (cerca de 43 milhões de euros).

    Maduro denunciou a presença militar norte-americana próxima à costa venezuelana e negou qualquer ligação com o tráfico de drogas.

    Venezuela pede à ONU ações concretas para evitar catástrofe na região

  • Queda de avião na Austrália faz 3 vítimas; duas eram um casal com filhos

    Queda de avião na Austrália faz 3 vítimas; duas eram um casal com filhos

    Andrew e Julianne Connors, marido e mulher, de 55 e 54 anos, respectivamente, deixam para trás dois filhos na casa dos vinte anos. A terceira vítima era um amigo próximo do casal.

    Três pessoas morreram na manhã deste sábado após a queda de um avião de pequeno porte no Aeroporto de Shellharbour, na Austrália.

    A aeronave decolou por volta das 10h (horário local) e, pouco depois, caiu e pegou fogo.

    O inspetor-chefe responsável pela investigação, Aaron Wunderlich, explicou em coletiva de imprensa que se tratava de um avião privado com destino à cidade de Bathurst, a cerca de 200 quilômetros de Sydney. A bordo estavam três adultos, todos de idades próximas — as três vítimas fatais.

    Na conferência, Wunderlich afirmou que a polícia ainda trabalhava para identificar os passageiros e não forneceu detalhes. Mais tarde, porém, duas das vítimas foram identificadas.

    Tratava-se de Andrew e Julianne Connors, marido e mulher, de 55 e 54 anos, respectivamente. 

    Notícias ao Minuto Andrew e Julianne Connors© X  

    “Ele era uma daquelas pessoas que fazia tudo o possível para ajudar os outros”, disse um amigo de Andrew, citado pelo News.com.au.

    Sabe-se também que o casal deixa dois filhos, ambos na faixa dos 20 anos, e que a terceira vítima era um amigo próximo da família.

    O filho de Andrew e Julianne chegou ao local pouco depois do acidente, preocupado por não ter notícias dos pais há algum tempo — ele ainda não sabia da queda do avião.

    Notícias ao Minuto Andrew Connors© Facebook  

    Notícias ao Minuto Julianne Connors© Facebook  

    altitude rapidamente e atingido a pista de frente, incendiando-se em seguida.

    “O avião saiu da pista e subiu a cerca de 30 metros de altitude. Ao chegar a esse ponto, testemunhas relataram que a aeronave mergulhou com a asa esquerda para baixo e atingiu a pista”, relatou Wunderlich.

    Imagens do acidente, descrito como “terrível” e “assustador”, mostram o avião praticamente destruído pelas chamas, restando apenas a cauda branca com uma faixa azul.

    Notícias ao Minuto
    © X  

    Devido à gravidade do ocorrido, Wunderlich recomendou que todos os profissionais que atuaram no local recebessem apoio psicológico para lidar com a situação.

    Queda de avião na Austrália faz 3 vítimas; duas eram um casal com filhos

  • Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

    Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

    A porta-voz da Casa Branca tinha confirmado na sexta-feira que os Estados Unidos iam enviar uma equipe de 200 militares do comando central do exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de Paz”.

    As tropas norte-americanas começaram a chegar a Israel na noite passada para monitorar o acordo de cessar-fogo entre Tel Aviv e o Hamas.

    A informação foi divulgada pela ABC News, que cita uma fonte próxima da situação.

    Segundo a emissora, os soldados enviados a Israel são especializados em transporte, planejamento, logística, segurança e engenharia, e deverão trabalhar em conjunto com representantes de outras nações parceiras, do setor privado e de organizações não governamentais.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia confirmado na sexta-feira, em uma publicação no X, que os Estados Unidos enviariam uma equipe de 200 militares do Comando Central do Exército (CENTCOM) para “supervisionar o acordo de paz” e “trabalhar em conjunto com outras forças internacionais no local”.

    Leavitt também esclareceu que esses militares permanecerão destacados em Israel e em países vizinhos da região, com a missão de ajudar a integrar outras forças de segurança que atuarão em Gaza e auxiliar na coordenação com as Forças de Defesa de Israel.

    Oficiais militares do Egito, Catar, Turquia e, possivelmente, dos Emirados Árabes Unidos deverão se juntar à equipe, que provavelmente terá base no Egito. Autoridades afirmaram ainda que não há intenção de enviar tropas norte-americanas para dentro de Gaza.

    O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, chegou a Israel na sexta-feira, um dia antes das tropas, com a missão de “monitorar, observar e garantir que não haja violações ou incursões, porque o mundo inteiro está preocupado”, disse uma fonte da administração Trump.

    Esse centro de coordenação é visto como um primeiro passo para implementar o processo de paz, que exigirá ampla articulação em termos de assistência humanitária, logística e segurança.

    O próprio presidente dos Estados Unidos também deverá estar no Oriente Médio, em Israel, com partida para a região prevista no domingo, já que os reféns do Hamas devem ser libertados na segunda-feira.

    “Provavelmente estarei lá. Espero estar lá. Estamos planejando partir no domingo, e estou ansioso por isso”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, durante encontro com o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

    O presidente norte-americano também garantiu que “ninguém será forçado a sair [de Gaza], muito pelo contrário”, dentro do seu plano de paz, cuja primeira fase foi aceita por Hamas e Israel na última quarta-feira.

    Trump impulsionou o atual plano de paz e anunciou o acordo no mesmo dia, após vários contatos indiretos entre as partes no Egito — e dois anos de conflito.

    O chefe de Estado americano disse estar confiante de que o cessar-fogo, em vigor desde sexta-feira, “vai se manter”.

    “Acho que sim. Todos estão cansados de lutar”, afirmou a jornalistas no Salão Oval, reiterando sua intenção de viajar a Israel neste fim de semana, onde deve discursar no Knesset (Parlamento) e no Egito.

    O presidente dos EUA também voltou a se mostrar otimista de que o cessar-fogo em Gaza abrirá caminho para uma paz mais ampla no Oriente Médio.

    “Temos alguns pequenos focos de tensão agora, mas são muito pequenos (…) Serão fáceis de conter. Esses incêndios serão controlados muito rapidamente”, acrescentou.

    No dia 7 de outubro de 2023, um ataque do Hamas fez mais de 200 reféns e deixou 1.200 mortos.

    O grupo palestino governa a Faixa de Gaza de forma autoritária desde 2006, quando venceu as eleições em meio a um conflito de décadas com Israel. Desde a criação do Estado israelense, em 1948 — após a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus —, ocorreram diversos confrontos armados, que já resultaram na morte de milhares de pessoas.

    A guerra declarada por Israel em 7 de outubro de 2023, como retaliação para “erradicar” o Hamas, já provocou mais de 67 mil mortes (incluindo mais de 20 mil crianças) e deixou quase 170 mil feridos, em sua maioria civis, segundo números atualizados das autoridades locais, considerados confiáveis pela ONU.

    Tropas norte-americanas chegaram a Israel para vigiar o cessar-fogo

  • Homem de 70 anos é decapitado após ataque de urso no Japão

    Homem de 70 anos é decapitado após ataque de urso no Japão

    Entre abril e setembro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente japonês registou que 103 pessoas ficaram feridas, a nível nacional, em ataques de ursos. A tendência é recente. Durante muitos anos, os animais viveram em harmonia com os seres humanos nas mesmas regiões, mantendo-se ao longe.

    Um homem de cerca de 70 anos foi encontrado decapitado em Iwate, no Japão, supostamente após ser atacado por um urso.

    O idoso havia sido dado como desaparecido depois de entrar em uma floresta para colher cogumelos. A polícia iniciou uma operação de busca e o encontrou pouco depois, já sem vida.

    “Um homem na faixa dos 70 anos, que desapareceu enquanto colhia cogumelos em uma floresta, foi encontrado morto. Suspeitamos que tenha sido atacado por um urso, considerando as marcas de garras”, informou a polícia local, citada pelo The Sun.

    Os ataques de ursos têm aumentado e se tornado mais frequentes no Japão.

    Somente na última semana, duas pessoas morreram em ataques que se suspeita terem sido provocados por ursos: um homem idoso encontrado morto em outra área de Iwate, na quarta-feira; e no sábado, em Nagano, outro homem de 78 anos.

    Já no domingo, um turista espanhol foi atacado — e sobreviveu — na vila de Shirakawa-go, no centro do Japão, em um ponto de ônibus.

    Em Gunma, ao norte de Tóquio, um urso invadiu um supermercado e feriu dois homens. A loja fica perto de uma região montanhosa, onde se sabe que esses animais vivem. No entanto, até então, nunca havia sido registrado um ataque em áreas urbanizadas.

    Entre abril e setembro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente do Japão registrou que 103 pessoas ficaram feridas, em nível nacional, em ataques de ursos.

    Durante muitos anos, esses animais viveram em relativa harmonia com os seres humanos nas mesmas regiões, mantendo distância e sem interferir no cotidiano das pessoas. De vez em quando eram avistados, mas sempre a uma distância segura e sem incidentes.

    Nos últimos anos, essa tendência tem se invertido, com cada vez mais ataques de ursos que não apenas matam gado, como também seres humanos.

    “A montanha está se tornando um restaurante para os ursos”, disse Yasushi Fujimoto, coordenador de uma associação de caça japonesa. “A falta de caçadores profissionais, como guardas florestais financiados pelo governo no Alasca, é um problema quando se trata de controlar a população de ursos.”

    Embora os ursos vivam principalmente de uma dieta vegetariana, alguns especialistas começaram a considerar a hipótese de que esses animais tenham adquirido gosto pela carne, após começarem a caçar a população de cervos selvagens, que vem crescendo devido à ausência de práticas de caça no Japão.

    Homem de 70 anos é decapitado após ataque de urso no Japão

  • Após cessar-fogo em Gaza, Israel bombardeia o sul do Líbano

    Após cessar-fogo em Gaza, Israel bombardeia o sul do Líbano

    Pelo menos uma pessoa morreu na madrugada desta sexta para sábado, e sete ficaram feridas no sul do Líbano devido a ataques aéreos de Israel, anunciou o Ministério da Saúde libanês.

    Mais uma vez, o sul do Líbano é alvo de uma odiosa agressão israelense contra instalações civis. Sem justificativa nem pretexto. Mas o mais grave deste ataque é o fato de acontecer após o acordo de cessar-fogo em Gaza”, declarou o presidente libanês, Joseph Aoun.

    Os ataques aéreos na vila de Msayleh atingiram um local que vendia máquinas pesadas, destruindo um grande número de veículos.

    Um veículo carregado de vegetais, que passava pelo local no momento dos bombardeios, foi atingido, matando uma pessoa e ferindo outra, de acordo com a TV Al-Manar, do Hezbollah.

    O Ministério da Saúde informou mais tarde que a vítima fatal era um cidadão sírio, enquanto os feridos eram um sírio e seis libaneses, incluindo duas mulheres.

    O exército israelense afirmou que o alvo foi um local onde havia maquinário armazenado para ser usado na reconstrução da infraestrutura do Hezbollah.

    “A presença desses veículos e as atividades do Hezbollah naquela área constituem uma violação dos acordos firmados entre Israel e o Líbano”, acrescentou o exército.

    Apesar do cessar-fogo de 27 de novembro de 2024, que pôs fim a mais de um ano de conflito entre Israel e o Hezbollah, o exército israelense continua realizando ataques quase diários no Líbano, alegando ter como alvo membros do movimento apoiado pelo Irã e acusando-o de tentar reconstituir suas forças.

    A ONU informou, no início de outubro, que 103 civis foram mortos no Líbano desde a entrada em vigor da trégua.

    Após cessar-fogo em Gaza, Israel bombardeia o sul do Líbano

  • Mundo já vive corrida armamentista nuclear, diz Putin

    Mundo já vive corrida armamentista nuclear, diz Putin

    Presidente afirma que Rússia está mais bem colocada na disputa do que EUA e rivais, e promete novas armas; líder também afaga Donald Trump, a quem elogiou pelos esforços para terminar com a guerra na Faixa de Gaza

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O mundo já vive uma corrida armamentista nuclear, e a Rússia está mais bem posicionada do que os Estados Unidos e outros rivais na disputa, estando pronta para apresentar novos sistemas de armas em breve.

    A afirmação foi feita nesta sexta-feira (10), dia da entrega do Prêmio Nobel da Paz, pelo presidente russo, Vladimir Putin. Ele encerrava sua participação numa cúpula de líderes de ex-repúblicas soviéticas em Duchambe, no Tadjiquistão.

    “A corrida já está aí”, disse ele a jornalistas, em uma fala calculada para reafirmar sua tradicional carta nuclear em momento de incerteza na relação com os Estados Unidos de Donald Trump. Além disso, na segunda (13), a aliança militar ocidental Otan inicia seu exercício anual de ataque nuclear, o Steadfast Noon.

    Após um movimento intenso de aproximação visando chegar a uma trégua na Guerra da Ucrânia, o republicano está numa fase de criticar Putin, com quem se diz decepcionado, e a Rússia, chamada por ele de tigre de papel por não ter tomado Kiev rapidamente após a invasão de 2022.

    No campo das ameaças, o operador do maior arsenal nuclear do mundo disse está desenvolvendo novidades bélicas. “Acredito que teremos a oportunidade de anunciar em breve as novas armas. Elas estão sendo desenvolvidas e testadas. Estão indo bem”, disse.

    Ele voltou a dizer que a Rússia leva vantagem na corrida atômica devido à introdução de mísseis hipersônicos, novos modelos intercontinentais e a temida arma balística de médio alcance Orechnik, testada sem carga explosiva contra a Ucrânia.

    “Nossas capacidades de dissuasão nuclear são mais inovadoras do que as de qualquer outro Estado nuclear”, afirmou. Com capacidades semelhantes à Rússia há os EUA, com a China em terceiro lugar em arsenal e meios de ataque. Depois vêm França e Reino Unido, com Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte completando o clube.

    O presidente voltou a oferecer aos EUA a extensão por um ano do Novo Start, o último acordo de controle de armas nucleares, algo que Trump havia dito “parecer uma boa ideia”. Mas começou a adaptar o discurso, caso fracasse.

    Segundo ele, as novas armas que tem e que terá são suficientes para garantir a defesa da Rússia se os tratados não funcionarem. Voltou a dizer que, se os EUA ou outras potências fizerem um teste nuclear, ele ordenará o mesmo.

    Na linha apaziguadora, o líder também fez novos elogios a Trump. Comentando a trégua costurada pelo americano na guerra em Gaza, ele disse que o republicano “faz muito pela paz” e que se o plano do Oriente Médio der certo, “não será nada menos que um evento histórico”.

    Ele não comentou o fato de o americano não ter ganho o Nobel da Paz que tanto desejava.

    Tal mesura condiz com a correção de rumo feita na véspera pelo Kremlin. Na quarta (8), o vice-chanceler Serguei Riabkov havia dito que os esforços de Trump na Ucrânia tinham se exaurido.

    No dia seguinte, o assessor do presidente para temas internacionais, Iuri Uchakov, disse que tal avaliação era incorreta, uma reprimenda pública raríssima no controlado meio político russo. Agora, Putin seguiu na linha de elogio pessoal a Trump, após os recados atômicos.

    Há também a questão do fornecimento, que Washington ainda está para anunciar ou não, dos mísseis de cruzeiro Tomahawk para Volodimir Zelenski. Putin voltou a criticar a ideia, mas parece tê-la normalizado após ter dito, na semana passada, que isso significaria o fim da reaproximação com os EUA.

    Nesta sexta, afirmou apenas que, se as armas forem entregues, a Rússia irá reforçar suas defesas.

    No campo de batalha ucraniano, a violência segue. Ao menos 1 pessoa morreu e 20 ficaram feridas numa barragem de drones russos, que em Kiev também provocou um apagão de grandes proporções, reforçando os temores do sucesso da campanha de Moscou contra o sistema energético local enquanto o inverno do Hemisfério Norte se aproxima.

    Foram lançados 465 drones em todo o país, 405 dos quais a Ucrânia disse ter interceptado. Outros 32 mísseis também foram lançados, com menos da metade, 15, sendo derrubados.

    Mundo já vive corrida armamentista nuclear, diz Putin

  • Lula prevê reunião com Leão 14 durante viagem a Roma

    Lula prevê reunião com Leão 14 durante viagem a Roma

    Lula fará uma rápida viagem à capital italiana para eventos da FAO e da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza; o presidente deverá participar da inauguração da sede do secretariado da Aliança Global, em Roma

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê encontrar o papa Leão 14 na manhã de segunda-feira (13), durante visita a Roma para participar do principal fórum da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

    Lula fará uma rápida viagem à capital italiana para eventos da FAO e da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza -iniciativa lançada pelo governo no ano passado, durante o G20, que visa ser um centro de articulação de programas sociais que podem ser replicados em diferentes países do globo.

    Entre outras atividades, Lula deverá participar da inauguração da sede do secretariado da Aliança Global, em Roma.

    Auxiliares do petista queriam aproveitar a passagem de Lula por Roma para realizar a reunião do presidente com Leão 14, que se tornou o primeiro pontífice americano em maio, após a morte de Francisco.

    A agenda do papa, no entanto, indicava dificuldades para a confirmação da reunião. Nos últimos dias, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, telefonou duas vezes para o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, para assegurar a audiência.

    Auxiliares de Lula dizem que a audiência está na agenda prévia da viagem, mas ainda não foi anunciada publicamente.

    Outra possível agenda de Lula na Itália é uma reunião com a primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, mas ela ainda não foi confirmada.

    Leão 14, ex-cardeal Robert Prevost, substituiu o carismático papa Francisco, de quem Lula era próximo.

    O papa Leão 14 é um crítico das políticas migratórias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Na quarta (8), ele disse a bispos dos EUA que eles deveriam se posicionar de modo firme sobre como os imigrantes estão sendo tratados pelas políticas rígidas de Trump, afirmaram à agência de notícias Reuters participantes do encontro com o pontífice no Vaticano.

    Lula prevê reunião com Leão 14 durante viagem a Roma