Categoria: MUNDO

  • Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

    Americano diz que ‘uma civilização inteira morrerá’ nesta terça, fim de ultimato dado à República Islâmica; representante de Teerã na ONU critica Washington em reunião que barrou ação para liberar estreito de Hormuz

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá” caso Washington não chegue a um acordo com o Irã até a noite desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”, afirmou o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani.

    O diplomata participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta terça que votou uma proposta do Bahrein, presidente rotativo do colegiado, para desobstrução do estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irã desde o início do conflito. A proposta foi derrubada por posição contrária de China e Rússia, membros permanentes que têm poder de veto no órgão e são aliadas de Teerã.

    Iravani pediu à comunidade internacional que denuncie a retórica de Trump. “O Irã não ficará parado diante de crimes de guerra tão flagrantes. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de legítima defesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, afirmou o representante.

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou mais tarde nesta terça que Trump “está ciente” de proposta feita pelo Paquistão para estender o prazo do ultimato por mais duas semanas e que “uma resposta virá”.

    Entre ameaças e recuos, Trump já afirmou também que mandará o Irã “de volta à Idade da Pedra”, indicando que atingiria a produção de petróleo do país persa, pontes e usinas elétricas.

    Ofensivas à infraestrutura de uso civil são amplamente vistas como crimes de guerra, embora agressores, em geral, tentem defender que são usadas por forças militares e, portanto, alvos legítimos. Argumentos do tipo são usados pela Rússia na guerra da Ucrânia e por Israel em ataques ao sul do Líbano contra o Hezbollah.

    Trump fez um ultimato a Teerã para a reabertura do estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Nos últimos dias, o republicano vem reforçando o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, pelo horário de Brasília.

    O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas até 1h de quarta (8). “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.

    Na reunião do Conselho de Segurança, China e Rússia disseram que a resolução para liberar Hormuz era tendenciosa contra o Irã.

    O embaixador chinês na ONU afirmou que aprovar o texto em um momento em que os EUA fazem ameaças graves ao país persa enviaria “a mensagem errada”. Já o representante russo afirmou que os dois países trabalham em uma proposta alternativa sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a segurança marítima.

    Sem surpresas, os EUA criticaram o posicionamento de Moscou e de Pequim. O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, disse que os vetos representam “um novo nível de baixeza” e acusou os dois países de se alinharem a Teerã. Segundo ele, o bloqueio do estreito tem impedido a chegada de ajuda humanitária a regiões como Congo, Sudão e Faixa de Gaza.

    Irã reage a ameaça de Trump e fala em 'incitação ao genocídio'

  • Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

    Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

    A descoberta ocorreu no DeForest Park, na cidade de Long Beach, quando uma família participava de uma caça aos ovos de Páscoa e se deparou com os restos no local

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma tradicional atividade de Páscoa terminou de forma inesperada e perturbadora na Califórnia, nos Estados Unidos. Uma família encontrou o que mais tarde foi confirmado pelas autoridades como restos humanos parcialmente enterrados no solo. O caso aconteceu durante uma caça a ovos de Páscoa em um parque de Long Beach. Policiais e especialistas forenses foram mobilizados e uma investigação foi aberta.

    A descoberta ocorreu na tarde de domingo (5), no DeForest Park, na cidade de Long Beach. Segundo as autoridades, uma família participava de uma caça aos ovos de Páscoa quando encontrou os restos no local, que fica próximo a uma trilha usada por moradores para caminhadas e exercícios.

    Relatos indicam que crianças procuravam ovos coloridos espalhados pelo parque quando se depararam com o que parecia ser um crânio parcialmente enterrado. A polícia foi acionada imediatamente após a descoberta.

    Crânio e mandíbula foram recolhidos para análise. De acordo com o Los Angeles County Department of Medical Examiner, equipes especializadas foram acionadas para recuperar o material. Em nota oficial, o órgão informou que sua equipe de resposta especial “recuperou um crânio humano e uma mandíbula e levou os restos ao Centro de Ciências Forenses para exames adicionais”.

    Até o momento, as autoridades não conseguiram determinar sexo, idade ou causa da morte, e a investigação segue em andamento. Imagens aéreas feitas por equipes de televisão mostraram uma tenda branca de investigação montada no parque, com ovos de Páscoa coloridos espalhados pelo caminho onde ocorria a atividade infantil.

    Moradores da região disseram ter ficado chocados com a descoberta em um local considerado tranquilo e frequentado por famílias. “Sinto muito por quaisquer crianças que tenham visto isso. Parece algo muito ruim”, afirmou Fernando Guzman à ABC7 Los Angeles.

    Outro morador, Gabriel Rivas, relatou surpresa com o ocorrido em uma área que costuma ser considerada segura para caminhadas. “Minha namorada e eu passamos por aqui o tempo todo para caminhar e correr. Sempre sentimos que é uma trilha segura, então, foi surpreendente”, disse ao mesmo veículo.

    A descoberta ocorreu a poucos metros da entrada da trilha do parque, reforçando o impacto causado entre moradores que utilizam o espaço diariamente. As autoridades seguem trabalhando para identificar a origem dos restos mortais e esclarecer as circunstâncias da morte. Até agora, não há confirmação de quanto tempo o crânio estava no local.

    Caça a ovos de Páscoa vira caso de polícia com descoberta de crânio nos EUA

  • EUA emitem alerta após hackers pró-Irã atacarem sistemas de água e energia

    EUA emitem alerta após hackers pró-Irã atacarem sistemas de água e energia

    Alerta foi emitido pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa, em inglês); relatório divulgado diz que grupo visava equipamentos industriais de empresa americana

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os Estados Unidos informaram hoje que hackers ligados ao regime do Irã iniciaram uma série de ataques contra sistemas de água e energia americanos.

    Aviso foi emitido pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa, em inglês). O alerta, no entanto, não especifica quais instalações foram atingidas nem informou se houve danos, segundo publicou o jornal The New York Times.

    Relatório diz que grupo visava equipamentos industriais de empresa americana. Os ataques, segundo a publicação, tinham como objetivo atingir “controladores lógicos programáveis” da Rockwell Automation, empresa que ajuda indústrias a automatizar e modernizar seus processos usando tecnologia.

    Autoridades recomendaram desconectar sistemas da internet. A ação seria tomada como medida de prevenção a ataques de grupos hackers supostamente ligados ao Irã. Americanos e israelenses iniciaram o conflito militar contra iranianos no dia 28 de fevereiro.

    Grupo de hackers pró-Irã reivindicou autoria de ataque no mês passado. O ataque em larga escala ocorreu contra a empresa de tecnologia médica Stryker. Segundo a reportagem da rede de TV NBC News, hackers invadiram o sistema e provocaram interrupções na rede global da companhia, afetando sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

    Motivo da ofensiva foi em retaliação a ataque a escola que deixou mais de 150 estudantes mortos em Minab. Os norte-americanos foram apontados como responsáveis por um ataque com mísseis Tomahawk contra uma escola de ensino fundamental iraniana devido a um erro de escolha de alvos, reportou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (11).

    Os criminosos disseram ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa no ataque, além de ter atingido escritórios da Stryker em 79 países. Na ocasião, funcionários não identificados relataram problemas. Eles disseram que computadores e celulares corporativos pararam de funcionar, parte dos sistemas e dados foi apagada e a operação da empresa ficou comprometida temporariamente.

    “Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente esteja contido. Nossas equipes estão trabalhando rapidamente para entender o impacto do ataque em nossos sistemas”, disse a Stryker, em comunicado enviado à imprensa.

    Grupo chamado Handala assumiu a autoria do ataque. Eles estão associados a interesses iranianos e começaram o grupo em 2022. “Todos os dados estão nas mãos do povo livre”, informou nas redes.

    Ataque cibernético foi o primeiro do tipo desde o início da guerra entre EUA e Irã. Segundo o jornal Wall Street Journal, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de empresas durante a invasão.

    EUA emitem alerta após hackers pró-Irã atacarem sistemas de água e energia

  • China e Rússia vetam na ONU intervenção militar no estreito de Hormuz

    China e Rússia vetam na ONU intervenção militar no estreito de Hormuz

    Resolução apresentada por Bahrein buscava reforçar segurança em rota por onde passam 20% do petróleo mundial; decisão da China e Rússia evidencia divisões entre potências globais

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A China e a Rússia vetaram nesta terça-feira (7), no Conselho de Segurança da ONU, uma resolução apresentada pelo Bahrein que previa o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito de Hormuz. A via marítima está bloqueada pelo Irã desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel.

    A proposta tinha como objetivo reforçar a segurança da navegação em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passam 20% do gás liquefeito e do petróleo do mundo.

    Bahrein, com apoio de outras nações do Golfo e de Washington, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da resolução, em uma tentativa de contornar objeções. O esforço, porém, não foi suficiente para impedir o veto.

    Uma resolução do Conselho de Segurança exige pelo menos nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e EUA. Com os vetos de Pequim e de Moscou, a proposta não pôde avançar. O texto recebeu o apoio de 11 países, e outros 2 se abstiveram.

    Após a votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse que os países do Golfo lamentam a rejeição da medida.
    Com o conflito no Oriente Médio em sua sexta semana, países enfrentam custos crescentes de energia. A menos que o estreito de Hormuz seja reaberto, pode ocorrer escassez de derivados de petróleo.

    Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem reiterando as ameaças contra o regime iraniano devido ao fechamento de Hormuz. Na manhã desta terça, ele escreveu na plataforma Truth Social que uma “civilização inteira” vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo. Antes, estabeleceu como prazo às 21h (de Brasília) desta terça para a reabertura do estreito.

    O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8). “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu o americano na Truth Social.

    China e Rússia vetam na ONU intervenção militar no estreito de Hormuz

  • Maquinista de trem morre em colisão com caminhão na França; há 27 feridos

    Maquinista de trem morre em colisão com caminhão na França; há 27 feridos

    Um maquinista de trem morreu na manhã desta terça-feira (7), na colisão da composição com um caminhão em uma passagem de nível entre Béthune e Lens, no norte da França

    Um maquinista de trem morreu na manhã desta terça-feira (7), na colisão da composição com um caminhão em uma passagem de nível entre Béthune e Lens, no norte da França. Segundo o Le Figaro, outras 27 pessoas ficaram feridas – duas em estado grave.

    O acidente foi confirmado à Agência France Presse (AFP) pela Câmara Municipal de Lens e pela companhia ferroviária nacional francesa SNCF.

    Segundo um porta-voz da autarquia, 27 pessoas também ficaram feridas no acidente, que ocorreu por volta das 07h00 (06h00 em Lisboa).

    O motorista do camnhião – que transportava equipamento militar – foi detido, revela a AFP. Já o Ministério Público de Béthune destacou ter sido aberta uma investigação por acusações de “homicídio culposo”.

    As causas ou circunstâncias do acidente ainda não são conhecidas.

    Já Fabien Villedieu, secretário-federal da SUD Rail, compartilhou as primeiras imagens do acidente na rede social X. Nestas, é possível ver os danos na composição provocadas pelo colisão.

    O Ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, anunciou na televisão que se deslocou ao local, com o presidente e CEO da SNCF, Jean Castex. Este último disse, já junto ao acidente, que “o maquinista que  morreu era um profissional altamente experiente, de 56 anos, que trabalhava na SNCF há muito tempo”, cita o Le Figaro.

    A passagem de nível “não apresentava sinais de mau funcionamento”.

    A linha deverá ficar fechada, em princípio, “pelo menos uma semana”.

    Maquinista de trem morre em colisão com caminhão na França; há 27 feridos

  • Trump afirma que uma 'civilização inteira morrerá esta noite'

    Trump afirma que uma 'civilização inteira morrerá esta noite'

    Presidente dos EUA faz nova ameaça em meio a ultimato sobre o Estreito de Ormuz. Negociações são suspensas, ataques se intensificam e risco de escalada no conflito preocupa a comunidade internacional.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar as ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7) e afirmou que o país pode enfrentar consequências devastadoras nas próximas horas. Em publicação na rede Truth Social, ele declarou que “provavelmente” uma “civilização inteira morrerá esta noite”.

    No texto, Trump sugeriu que uma eventual mudança no regime iraniano poderia abrir caminho para um novo cenário político. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”, escreveu.

    As declarações provocaram reação imediata em Teerã. Segundo a televisão estatal iraniana, o governo decidiu suspender as negociações indiretas que vinham sendo conduzidas com os Estados Unidos, mesmo com avanços recentes.

    O impasse ocorre em meio ao ultimato imposto por Washington para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz até as 21h desta terça-feira, no horário de Brasília. A região é estratégica para o comércio global, já que concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

    Na véspera, Estados Unidos e Irã já haviam rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Trump chegou a afirmar que, sem um acordo imediato, “todas as pontes e usinas de energia do Irã serão destruídas em poucas horas”.

    O presidente americano também minimizou possíveis acusações de crime de guerra por ataques a estruturas civis. Segundo ele, “o verdadeiro crime de guerra é permitir que um país com líderes que considera ‘dementes’ tenha acesso a armas nucleares”.

    Em outra declaração, feita na Casa Branca, Trump afirmou que, se pudesse, assumiria o controle do petróleo iraniano, embora tenha reconhecido que a população americana deseja o fim do conflito.

    Do lado iraniano, a resposta foi dura. O Exército classificou as falas como “delirantes” e afirmou que elas não apagam “a vergonha e a humilhação” dos Estados Unidos na região.

    Mesmo com o prazo se aproximando, os confrontos seguem intensos. Um ataque recente na província de Alborz, nas proximidades de Teerã, deixou ao menos 18 mortos e 24 feridos. A capital também voltou a ser alvo de bombardeios, inclusive em áreas residenciais e em um aeroporto.

    O governo iraniano também acionou a UNESCO após ameaças de ataques ao sistema ferroviário do país, considerado patrimônio mundial.

    Internamente, o presidente Masoud Pezeshkian adotou um discurso de mobilização total e afirmou que milhões de pessoas estariam dispostas a morrer na guerra. Ele declarou ainda estar pronto para sacrificar a própria vida.

    A tensão também se concentra na ilha de Kharg, considerada vital para as exportações de petróleo do Irã. Relatos de explosões foram divulgados pela imprensa local, enquanto veículos americanos apontam que os Estados Unidos atingiram alvos militares na região.

    Segundo autoridades americanas, os ataques foram realizados por via aérea, sem envio de tropas terrestres, e não atingiram diretamente instalações petrolíferas.

    A ilha, responsável por cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo, é vista como peça-chave no controle do Estreito de Ormuz. Por isso, qualquer ação militar no local pode ampliar ainda mais o conflito.

    Relatórios de inteligência citados pela imprensa indicam que o Irã reforçou sua presença militar na região, ampliou defesas e preparou o território para uma possível ofensiva.

    Trump afirma que uma 'civilização inteira morrerá esta noite'

  • Pelo menos 18 mortos em ataque aéreo perto de Teerã

    Pelo menos 18 mortos em ataque aéreo perto de Teerã

    Bombardeio atinge área residencial na província de Alborz e deixa 18 mortos e 24 feridos. Conflito no Golfo Pérsico já soma milhares de vítimas e agrava crise global após bloqueio do Estreito de Ormuz.

    Pelo menos 18 pessoas morreram nesta segunda-feira, incluindo duas crianças, após um ataque aéreo atingir a província de Alborz, próxima à capital do Irã, Teerã. A informação foi divulgada por veículos da imprensa iraniana.

    Os bombardeios atingiram áreas residenciais, segundo a agência de notícias Fars e o portal Mizan, ligado ao poder judiciário, que citou um vice-governador da região.

    “Até o momento, foram confirmadas as mortes de 18 de nossos compatriotas, incluindo duas crianças”, informou a autoridade. Outras 24 pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais.

    O episódio ocorre no 39º dia do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após uma ofensiva militar conjunta de Israel e Estados Unidos. Desde então, a guerra já deixou mais de três mil mortos na região do Golfo Pérsico.

    Em resposta, o governo iraniano intensificou ataques contra interesses americanos e israelenses em países vizinhos, além de bloquear o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

    A região é responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados globalmente. O bloqueio provocou alta nos preços dos combustíveis e deve impactar a inflação de diversos produtos em escala internacional.

    Pelo menos 18 mortos em ataque aéreo perto de Teerã

  • Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar, dizem especialistas

    Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar, dizem especialistas

    A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – De acordo com as evidências conhecidas até o momento, a sublinhagem BA.3.2 da variante Ômicron da Covid-19 representa um baixo risco à saúde pública se comparada a outras descendentes da mesma cepa.

    A afirmação partiu da Rede Global de Vírus (Global Virus Network, em inglês), que reúne virologistas de mais de 90 centros de excelência em virologia presentes em mais de 40 países. Não foi observado um aumento de casos graves, hospitalizações ou mortes relacionadas à variante.

    A BA.3.2 está presente em ao menos 23 países, entre eles os Estados Unidos. A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março.

    Apesar do aumento da probabilidade de infecção ou reinfecção, o contato com a variante não implica redução da proteção contra formas graves da doença. Tais mudanças são consistentes com a evolução esperada do SARS-CoV-2 e de outros vírus respiratórios.

    Fernando Spilki, virologista da Universidade Fevalle e coordenador do Comitê Gestor da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explica que a maioria das pessoas está vacinada e teve contato com o vírus selvagem na comunidade, com diferentes cepas que circularam ao longo do tempo.

    “A população imunizada de acordo com a constância determinada pelas autoridades sanitárias tem uma imunidade robusta o suficiente para não evoluir para as formas mais graves caso se infecte”, diz o pesquisador.

    Especialistas dizem não ver motivos para alarme, mas afirmam que a vigilância precisa ser constante. A população deve se informar a respeito das vacinas recomendadas contra a Covid, adotar boas práticas de higiene e precaução respiratória quando necessário e procurar exames e orientação médica caso apresente sintomas da doença.

    No Brasil, as vacinas ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são atualizadas conforme as cepas em circulação. Os imunizantes protegem contra casos graves e óbitos por Covid.

    Além disso, segundo Fernando Spilki, há evidências de que a última versão da vacina contra a Covid confira algum grau de proteção contra a BA.3.2.

    “O que se imagina é que ela [a vacina] vá continuar baixando a transmissão da doença. Mas é preciso mensurar para a próxima temporada se haverá necessidade de um update vacinal com a BA.3.2”, afirma.

    “Quando olhamos para alguns locais que ainda tem mantido a vigilância relativamente alta, o que é difícil atualmente, notamos que ela [BA.3.2] continua disputando espaço com outras variantes e que a vacina está defendendo, sim. Do ponto de vista da população, ela continua fazendo o seu serviço”, finaliza Spilki.

    A campanha de vacinação contra a gripe no SUS representa uma oportunidade para também iniciar ou completar o esquema contra a Covid.

    Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, reforça a recomendação para idosos, crianças, imunossuprimidos e doentes crônicos não vacinados ou com o calendário incompleto. “De forma geral, havendo queda da imunidade, o que pode ocorrer é um aumento de casos, com potencial de gravidade”, diz Araújo.

    Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar, dizem especialistas

  • Zelenski propõe à Rússia moratória de ataques ao setor energético

    Zelenski propõe à Rússia moratória de ataques ao setor energético

    Com as atenções globais voltadas para o Oriente Médio, presidente ucraniano tenta retomar debate por trégua; ataque de Moscou mata ao menos 3 em Odessa, no sul do país invadido, e deixa 16 mil sem energia elétrica

    BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, propôs à Rússia nesta segunda-feira (6) uma trégua de ataques mútuos à infraestrutura de energia dos dois países. Moscou e Kiev têm aumentado esse tipo de ofensiva ao menos desde o fim do ano passado.

    “Se a Rússia estiver disposta a deixar de atacar nosso setor energético, nós estaremos dispostos a responder da mesma maneira”, afirmou Zelenski em discurso no qual também disse que a proposta foi transmitida ao Kremlin através dos Estados Unidos, que atua como mediador.

    Moscou ainda não comentou a fala do presidente ucraniano. Na semana passada, Zelenski já havia falado sobre proposta similar de cessar-fogo para a Páscoa (no calendário da Igreja Ortodoxa, majoritária nos dois países, a Páscoa cai no próximo domingo, dia 12).

    Na ocasião, o Kremlin fez comentários em que apenas mencionou a busca por um acordo de paz mais geral. Os dois lados divergem quanto ao formato e os termos de eventual pausa nos conflitos, e Zelenski tenta retomar os debates sobre a guerra no Leste Europeu, que se estende enquanto o mundo se volta ao cada vez mais complexo conflito no Irã.

    Nesta mesma segunda-feira, a Rússia bombardeou a cidade portuária de Odessa, no sul ucraniano, e matou ao menos três pessoas, incluindo uma criança de dois anos. Segundo Zelenski, 16 pessoas ficaram feridas. O ataque abriu uma cratera em um prédio residencial, que foi incendiado, e também deixou milhares de residências sem energia elétrica, segundo informações da AFP.

    A DTEK, maior empresa privada de energia do país invadido, confirmou que mais de 16 mil pessoas ficaram sem energia elétrica após o ataque.

    Segundo Zelenski, a Rússia lançou mais de 140 drones durante a noite, atingindo instalações energéticas nas regiões de Tchernihiv, Sumi, Kharkiv e Dnipro.

    Na Rússia, um ataque ucraniano com drones em Novorossiisk feriu oito pessoas, incluindo duas crianças, segundo o governador regional, Veniamin Kondratiev. As autoridades divulgaram um vídeo de um edifício residencial atingido, com as janelas e varandas dos andares superiores destruídas.

    Desde que iniciou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, desencadeando o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, Moscou tem lançado drones e mísseis contra o território vizinho quase diariamente, respondidos com menos frequência, mas periodicamente, por Kiev.

    Os mais de quatro anos de conflito transformaram as tecnologias militares, em particular o desenvolvimento em larga escala de drones de combate.

    Essses armamentos, manejados à distância, baratos em comparação com mísseis e ainda assim com alta capacidade para provocar danos, têm mudado a forma de se fazer a guerra tanto na frente de batalha como nos territórios dos envolvidos no conflito –inclusive adicionando um elemento de assimetria que permite a atores menores atingirem alvos sensíveis de grandes potências.

    É o caso da estratégia atual da Ucrânia, que mira cidades importantes e infraestrutura energética, particularmente envolvida na produção de petróleo russo, produto fundamental para a economia do país invasor.

    Zelenski propõe à Rússia moratória de ataques ao setor energético

  • Homem é atropelado enquanto pedia namorada em casamento na Espanha

    Homem é atropelado enquanto pedia namorada em casamento na Espanha

    Um homem de 36 anos ficou gravemente ferido depois de ter sido atropelado durante um encontro ilegal de carros modificados em Madrid, Espanha; vítima estava pedindo a namorada em casamento quando o incidente aconteceu

    Um homem de 36 anos ficou gravemente ferido depois de ter sido atropelado por um carro enquanto pedia a namorada em casamento. Tudo aconteceu durante um encontro ilegal de carros modificados no parque industrial de Los Olivos, na cidade de Getafe, em Madrid, Espanha.

    O incidente teria acontecido entre as 01h00 e as 03h00 da madrugada de sábado, dia 4 de abril, durante um encontro para modificação de carros, vulgarmente conhecidos como “tunning”.

    Os detalhes exatos do acidente ainda não são conhecidos. No entanto, de acordo com a agência de notícias EFE, momentos antes, o casal estava no meio da rua cercado por veículos derrapando à sua volta. 

    O homem, que acabou sendo atropelado, sofreu um traumatismo craniano, tendo sido transportado para o Hospital 12 de Octubre em estado grave. Ainda assim, não corre perigo de vida. 

    Quanto ao alegado autor do atropelamento, fugiu após o incidente. No entanto, foi preso pouco depois pelas autoridades na cidade vizinha de Fuenlabrada, sendo agora investigado por crime de ofensa à integridade física por negligência e um outro crime relacionado com a segurança rodoviária.

    Segundo as autoridades, grande parte dos indivíduos que estavam na concentração ilegal fugiram do local após o atropelamento. 

    Homem é atropelado enquanto pedia namorada em casamento na Espanha