Categoria: MUNDO

  • Noivo e 3 sobrinhas morrem em acidente de helicóptero antes de casamento

    Noivo e 3 sobrinhas morrem em acidente de helicóptero antes de casamento

    David McCarty, de 59 anos, pilotava a aeronave no Arizona quando ocorreu o acidente que também matou três sobrinhas. O voo tinha caráter familiar, e a tragédia aconteceu no mesmo dia em que ele se casaria com a noiva.

    Um homem do estado do Oregon, nos Estados Unidos, e três sobrinhas morreram em um acidente de helicóptero poucas horas antes do casamento dele.

    David McCarty, de 59 anos, pilotava seu helicóptero particular na manhã de sexta-feira quando a aeronave colidiu com um cabo esticado sobre uma área montanhosa próxima a Phoenix, no Arizona. Segundo testemunhas, o voo tinha como objetivo apenas mostrar a paisagem da região para a família.

    Após a colisão, o helicóptero perdeu o controle e caiu de forma violenta. Nenhum dos ocupantes sobreviveu ao acidente.

    Além de David, estavam a bordo as sobrinhas Rachel McCarty, de 23 anos, Faith McCarty, de 21, e Katelyn Heideman, de 22. Todos eram naturais do Oregon e estavam no Arizona para participar de uma celebração familiar, de acordo com o jornal New York Post.

    Horas depois do acidente, veio a confirmação de que David McCarty se casaria naquele mesmo dia com a noiva, Joelleen Linstrom.

    Ainda segundo a publicação, David era um piloto experiente e já havia feito aquele trajeto diversas vezes sem registro de incidentes. Ele era fundador da empresa Columbia Basin Helicopters, criada na década de 1990.

    Nas redes sociais, familiares confirmaram a tragédia e agradeceram as mensagens de apoio. Em uma publicação no Facebook, uma sobrinha de David escreveu: “Por favor, continuem orando por cada membro da nossa família enquanto enfrentamos essa dor. Todo o amor e apoio são bem-vindos. Neste momento, não temos palavras. Eles estão todos juntos no céu”.
     
     

     

    Noivo e 3 sobrinhas morrem em acidente de helicóptero antes de casamento

  • Maduro chega ao tribunal para a primeira audiência; veja as imagens

    Maduro chega ao tribunal para a primeira audiência; veja as imagens

    Ex-presidente da Venezuela comparece à Justiça em Manhattan para responder a acusações de narcoterrorismo, após ter sido capturado por forças norte-americanas e levado para Nova York junto com a esposa, Cilia Flores.

    Nicolás Maduro deixou o centro de detenção na manhã desta segunda-feira para ser levado ao tribunal de Nova York, onde está marcada uma audiência às 14h, no horário de Brasília.

    O ex-presidente da Venezuela vai responder às acusações de narcoterrorismo apresentadas pelo governo de Donald Trump, usadas como base para justificar sua captura e extradição aos Estados Unidos.

    Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram transportados de helicóptero até o tribunal. Imagens registradas pela agência Reuters mostram o momento em que ele chega a um heliporto em Nova York e, em seguida, é escoltado até uma van. De acordo com a CNN Internacional, a chegada ao tribunal federal de Manhattan ocorreu em um veículo blindado, filmado entrando de marcha à ré em um prédio cercado por agentes da DEA.

    O casal será ouvido pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos. Maduro passou a noite em um centro de detenção em Nova York depois de ter sido capturado por militares norte-americanos em Caracas, segundo relataram autoridades dos Estados Unidos.

    A prisão de Brooklyn onde o ex-presidente está detido é frequentemente descrita por ex-detentos como um local de condições extremamente precárias. O Centro de Detenção Metropolitano, conhecido como MDC, enfrenta críticas recorrentes relacionadas à segurança e à saúde dos presos, a ponto de alguns juízes evitarem enviar réus para a unidade.

    Inaugurado no início dos anos 1990, o MDC abriga atualmente cerca de 1.300 presos, número inferior aos 1.580 registrados em janeiro de 2024. Localizada em uma área industrial próxima à costa e a um centro comercial, a prisão já foi classificada por diferentes relatos como um “inferno na terra” e uma “tragédia em andamento”.

    A captura de Nicolás Maduro ocorreu no sábado, quando os Estados Unidos anunciaram uma operação de grande escala na Venezuela para prender o então líder do país e sua esposa. Washington afirmou que pretende administrar a Venezuela até a conclusão de um processo de transição de poder.

    Horas após a operação, sem que estivesse claro quem assumiria o comando do país, Donald Trump declarou que uma nova ofensiva militar poderia ser realizada, caso fosse considerada necessária. Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde ele comparece hoje à Justiça em Manhattan.

    Com a queda de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina da Venezuela. A reação internacional foi dividida, com parte dos países condenando a ação dos Estados Unidos e outros saudando a saída do ex-presidente do poder. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a operação militar pode trazer implicações preocupantes para a região.

    Maduro chega ao tribunal para a primeira audiência; veja as imagens

  • Maduro vai ao tribunal nesta segunda; entenda o que está em jogo e próximos passos do julgamento

    Maduro vai ao tribunal nesta segunda; entenda o que está em jogo e próximos passos do julgamento

    Os dois devem comparecer à audiência marcada para as 12h perante o juiz Alvin K. Hellerstein. Nem Washington nem Caracas detalhou se algum deles contratou advogados ou se irão apresentar defesas formais neste primeiro momento.

    (CBS NEWS) – O ditador venezuelano deposto, Nicolás Maduro, deve comparecer a um tribunal federal em Manhattan nesta segunda (5) para responder a acusações de narcoterrorismo, dias depois que sua captura pelo Exército americano gerou incerteza sobre o futuro da nação latina rica em petróleo.

    Maduro, 63, e sua esposa, Cilia Flores, foram presos no Brooklyn depois que as forças americanas os capturaram em Caracas em uma operação no sábado (3).

    JULGAMENTO DE MADURO

    Os dois devem comparecer à audiência marcada para as 12h perante o juiz Alvin K. Hellerstein. Nem Washington nem Caracas detalhou se algum deles contratou advogados ou se irão apresentar defesas formais neste primeiro momento.

    Segundo a imprensa americana, tanto Maduro quanto sua esposa devem se declarar inocentes perante o magistrado, que, por isso, deve ordenar que sigam presos até o julgamento. Não há previsão de quando esse deve acontecer, mas veículos como o jornal The New York Times apontam poder demorar mais de um ano.

    Os EUA consideram Maduro um ditador ilegítimo desde que ele declarou vitória nas eleições de 2018, marcadas por alegações de irregularidades. Sua captura marca a intervenção mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá, há 37 anos.

    O juiz Alvin Hellerstein, 92, foi o designado para o caso de 2020 movido contra o ditador. Ele se mostrou cético em relação aos argumentos de Trump em outros casos de grande repercussão e rejeitou, no início deste ano, os esforços para deportar supostos membros de gangues venezuelanas com base na Lei de Inimigos Estrangeiros, defendendo que a lei, aplicada em tempos de guerra, havia sido indevidamente invocada pelo governo.

    ACUSAÇÕES DE MADURO E SUA ESPOSA

    Os promotores afirmam que Maduro é o chefe de um cartel de autoridades políticas e militares venezuelanas que conspiraram durante décadas com grupos de tráfico de drogas e organizações designadas pelos EUA como terroristas para traficar milhares de toneladas de cocaína.

    Maduro foi indiciado pela primeira vez em 2020 como parte de um longo processo de tráfico de drogas contra autoridades venezuelanas atuais e antigas e guerrilheiros colombianos.

    Na nova acusação, revelada no sábado, os promotores afirmam que Maduro supervisionou pessoalmente uma rede de tráfico de cocaína patrocinada pelo Estado que fez parceria com alguns dos grupos de tráfico de drogas mais violentos do mundo, incluindo os cartéis mexicanos Sinaloa e Zetas, o grupo paramilitar colombiano Farc e a gangue venezuelana Tren de Aragua.

    O texto afirma que Maduro e outros líderes venezuelanos, por mais de 25 anos, “abusaram de seus cargos de confiança pública e corromperam instituições antes legítimas para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.

    “Como presidente da Venezuela e agora governante de fato, Maduro permite que a corrupção alimentada pela cocaína floresça para seu próprio benefício, para o benefício dos membros de seu regime governante e para o benefício de seus familiares”, diz a acusação apresentada pelo Ministério Público Federal do Distrito Sul de Nova York.

    Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. Ele pode pegar de décadas a prisão perpétua por cada acusação, se for condenado.

    QUANDO TERIAM OCORRIDO OS CRIMES?

    Os promotores afirmam que Maduro esteve envolvido no tráfico de drogas desde sua eleição para a Assembleia Nacional da Venezuela em 2000, passando por seu mandato como ministro das Relações Exteriores de 2006 a 2013 e pela sua escolha como sucessor do falecido Hugo Chávez, em 2013.

    A acusação afirma que, enquanto ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, Maduro vendeu passaportes diplomáticos a conhecidos traficantes de drogas e pessoalmente providenciou cobertura diplomática para voos que transportavam dinheiro proveniente do tráfico de drogas do México para a Venezuela.

    De 2004 a 2015, os promotores afirmam que Maduro e sua esposa usaram gangues criminosas patrocinadas pelo Estado para traficar cocaína que havia sido apreendida pelas autoridades venezuelanas e ordenaram sequestros, espancamentos e assassinatos para proteger suas operações e cobrar dívidas.

    Os promotores afirmam que, como líder, Maduro dirigiu rotas de tráfico de cocaína, usou as Forças Armadas para proteger carregamentos, abrigou grupos violentos de traficantes e usou instalações do regime para transportar drogas.

    A acusação cita um exemplo de meses após a posse de Maduro em abril de 2013, quando ele teria instruído os principais conspiradores a encontrar uma nova rota de contrabando para substituir uma descoberta pelas autoridades francesas. Maduro também autorizou a prisão de oficiais militares de baixo escalão para desviar a culpa, segundo a acusação.

    Especialistas jurídicos afirmam que os promotores precisarão apresentar provas do envolvimento direto de Maduro no tráfico de drogas para garantir uma condenação, o que pode ser difícil se ele se isolar da tomada de decisões.

    Maduro liderou a Venezuela com mão de ferro por mais de 12 anos, estando à frente de profundas crises econômicas e sociais e resistindo à pressão de oponentes domésticos e governos estrangeiros por mudanças políticas.

    A captura de Maduro ocorreu após uma campanha de pressão de meses por parte de Trump, que autorizou as forças americanas a apreender navios suspeitos de transportar petróleo venezuelano sancionado e a realizar ataques com mísseis contra pequenas embarcações que supostamente transportavam drogas.

    Especialistas em direito internacional questionam a legalidade da operação, com alguns condenando as ações de Trump como uma repudiação da ordem internacional baseada em regras.

    O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nesta segunda para discutir o ataque dos EUA, que o secretário-geral António Guterres descreveu como um precedente perigoso. A Rússia e a China, ambos apoiadores da Venezuela, criticaram os EUA.

    Maduro vai ao tribunal nesta segunda; entenda o que está em jogo e próximos passos do julgamento

  • Mãe e filha morrem após refeição contaminada; médicos são investigados

    Mãe e filha morrem após refeição contaminada; médicos são investigados

    Mãe e filha morreram após uma refeição com cogumelos no Natal, em Itália. Autoridades estão a investigar e cinco médicos estão sob investigação, depois de terem enviado a jovem para casa duas vezes antes desta morrer.

    Uma mulher e a filha adolescente morreram após consumirem uma refeição de Natal supostamente contaminada, na Itália. As vítimas são Antonella Di Ielsi, de 50 anos, e Sara Di Vita, de 15, que morreram com poucas horas de diferença depois de ingerirem um prato com peixe, cogumelos e mexilhões durante o período festivo.

    Segundo as autoridades, mãe e filha, ambas italianas, teriam desenvolvido um quadro de hepatite fulminante, caracterizado por insuficiência hepática aguda, possivelmente causado por envenenamento alimentar.

    Sara chegou a procurar atendimento médico duas vezes e foi liberada após as avaliações iniciais. O quadro, no entanto, se agravou de forma repentina, e a adolescente morreu por volta das 23h de sábado, no Hospital Cardarelli. Pouco depois, Antonella foi internada ao apresentar os mesmos sintomas da filha.

    De acordo com o médico Vincenzo Cuzzone, o estado clínico da jovem sofreu uma evolução extremamente rara e rápida, que levou à morte, apesar das tentativas de tratamento. Um boletim médico informou que houve falência hepática seguida por uma sucessão acelerada de complicações, culminando em falência múltipla de órgãos.

    Após o ocorrido, investigadores foram até a residência da família, em Pietracatella, para recolher alimentos e restos da refeição consumida. Exames descartaram botulismo e contaminação por veneno para ratos. A principal suspeita é a presença do cogumelo Amanita phalloides, conhecido popularmente como “chapéu-da-morte”, altamente tóxico.

    Segundo o jornal britânico The Mirror, o marido de Antonella e pai das meninas também apresentou sintomas semelhantes e permanece internado. Já a filha mais velha, de 18 anos, não foi afetada, pois não participou da mesma refeição.

    O jornal italiano Il Messaggero informou que cinco médicos do Hospital Cardarelli estão sendo investigados por possível negligência no atendimento. O prefeito da cidade afirmou que a comunidade está profundamente abalada e que as autoridades trabalham para identificar a origem dos cogumelos, apurar responsabilidades e evitar que outras famílias sejam atingidas pela tragédia.
     

     

    Mãe e filha morrem após refeição contaminada; médicos são investigados

  • Equipe de segurança de Maduro foi morta a sangue frio, diz ministro

    Equipe de segurança de Maduro foi morta a sangue frio, diz ministro

    “Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse Padrino, sem citar nomes ou números específicos. A declaração foi feita em vídeo, em que o ministro aparece acompanhado de membros das Forças Armadas do país

    O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse neste domingo (4) que boa parte da equipe de segurança de Nicolas Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque perpetrado pelos Estados Unidos, no sábado (3), que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. 

    “Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse Padrino, sem citar nomes ou números específicos. A declaração foi feita em vídeo, em que o ministro aparece acompanhado de membros das Forças Armadas do país. 

    Ao ler um comunicado oficial, Padrino rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a liberação de Maduro, que está detido em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo. 

    Entenda

    No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

    O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

    O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

     

    Equipe de segurança de Maduro foi morta a sangue frio, diz ministro

  • China diz que “não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo

    China diz que “não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo

    Declaração do chanceler Wang Yi ocorre após a detenção de Nicolás Maduro em operação dos Estados Unidos e reforça a posição de Pequim contra ações unilaterais, uso da força e o que classifica como abuso hegemônico nas relações internacionais.

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta segunda-feira que o país “não aceitará que nenhuma nação se coloque como juíza do mundo”, em reação à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.

    Segundo Wang Yi, o cenário internacional está “cada vez mais turbulento e complexo”, marcado pelo que classificou como práticas de unilateralismo e abuso hegemônico nas relações entre os países.

    Pequim reiterou que se opõe de forma consistente ao uso ou à ameaça do uso da força, bem como à imposição da vontade de um Estado sobre outros.

    O chanceler chinês acrescentou que a China está disposta a atuar junto à comunidade internacional, “incluindo o Paquistão”, para defender a Carta das Nações Unidas, preservar o que chamou de “linha mínima da moral internacional” e promover a construção de uma “comunidade de destino comum da humanidade”.

    Taiwan também informou que acompanha “com muita atenção” a situação política, econômica e social da Venezuela. Em comunicado citado pela agência EFE, o governo taiwanês afirmou monitorar os desdobramentos internos e internacionais do caso, incluindo o envolvimento do que chamou de “regime ditatorial venezuelano” com o narcotráfico e a crise humanitária atribuída ao governo de Caracas.

    O Executivo liderado pelo Partido Democrático Progressista declarou ainda desejar que a Venezuela “transite pacificamente para um sistema democrático” e manifestou interesse no desenvolvimento das relações bilaterais com o país.

    No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde aguardam julgamento por diversos crimes, entre eles narcoterrorismo.

    China diz que “não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo

  • Maduro está em prisão que já abrigou Epstein e Sean Diddy em Nova York

    Maduro está em prisão que já abrigou Epstein e Sean Diddy em Nova York

    Nicolás Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, sigla em inglês), uma prisão que já teve como reclusos alguns dos criminosos mais notórios dos Estados Unidos, tais como Jeffrey Epstein ou Sean “Diddy” Combs. Atualmente, é neste local que se encontra detido Luigi Mangione.

    Nicolás Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), em Nova Iorque, uma prisão federal que já abrigou alguns dos criminosos mais notórios dos Estados Unidos, como Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, Sean “Diddy” Combs e o cantor R. Kelly. Atualmente, o local também mantém sob custódia Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthCare.

    Após ser capturado pelos Estados Unidos, Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram levados para Nova Iorque e encaminhados ao MDC, uma das maiores prisões federais do país, com capacidade para cerca de 1.600 detentos. Segundo o jornal The New York Times, embora haja presos acusados de crimes graves, como narcotráfico e terrorismo, a maioria responde por delitos de menor gravidade.

    É no Centro de Detenção Metropolitano que grande parte dos detentos aguarda julgamento nos tribunais federais de Manhattan ou do Brooklyn. Nos últimos anos, porém, a unidade tem sido alvo de críticas recorrentes por causa das más condições estruturais e de segurança, além de registros de esfaqueamentos e homicídios.

    Em 2019, durante o inverno, a prisão ficou mais de uma semana sem eletricidade. Já em 2024, dois presos foram mortos por outros detentos, e funcionários passaram a responder a acusações de agressão sexual, contrabando e recebimento de propina.

    Além de figuras conhecidas do passado, como Epstein e R. Kelly, o MDC abriga atualmente Ismael “El Mayo” Zambada García, traficante mexicano e líder do cartel de Sinaloa. Nicolás Maduro deverá ser ouvido nesta segunda-feira em um tribunal federal de Manhattan.

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou a acusação formal contra Maduro, apontando que ele teria “participado, perpetuado e protegido uma cultura de corrupção na qual elites venezuelanas se enriquecem por meio do narcotráfico e da proteção a parceiros traficantes”. A denúncia também envolve Cilia Flores, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e o filho do presidente, Nicolás Maduro Guerra.

    De acordo com a acusação, o chefe de Estado venezuelano estaria ligado a cartéis de drogas e a “grupos narcoterroristas violentos” que se beneficiariam dos lucros do comércio de cocaína. O documento afirma ainda que essas organizações atuavam com apoio logístico e cobertura policial dentro da Venezuela, cientes de que a droga acabaria sendo enviada aos Estados Unidos.

    Após a captura, Maduro e a esposa foram retirados da residência oficial e levados inicialmente para Guantánamo a bordo do navio de guerra norte-americano USS Iwo Jima. O casal chegou a Nova Iorque no fim da tarde de sábado, em um avião militar Boeing 757, que pousou no aeroporto internacional Stewart. No desembarque, agentes de diversas agências federais, como o FBI e a DEA, entraram na aeronave para conduzir a operação.

    Maduro está em prisão que já abrigou Epstein e Sean Diddy em Nova York

  • ONU convoca reunião de emergência após ação dos EUA na Venezuela

    ONU convoca reunião de emergência após ação dos EUA na Venezuela

    Conselho de Segurança discute operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro em Nova Iorque, enquanto o ex-presidente comparece à Justiça dos EUA, protestos ocorrem em cidades europeias e a comunidade internacional se divide sobre a ofensiva.

    O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira em caráter emergencial para discutir a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura e deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, atualmente detido em Nova Iorque. O governo venezuelano solicitou formalmente a convocação da reunião para tratar do que classificou como uma “agressão criminosa” dos Estados Unidos, ocorrida na madrugada de sábado. Países como Irã e Colômbia também apoiaram o pedido feito por Caracas.

    A reunião acontece no mesmo dia em que Maduro e a esposa, Cilia Flores, detidos em um centro de detenção em Nova Iorque, comparecem a um tribunal em Manhattan. O ex-presidente é acusado de crimes de narcoterrorismo e posse de armas.

    O Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan confirmou no domingo que a audiência está marcada para as 12h no horário local, o que corresponde às 17h em Lisboa.

    Também nesta segunda-feira, estão previstas manifestações em Lisboa e no Porto contra a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.

    A comunidade internacional se dividiu entre críticas à ação militar norte-americana e manifestações de apoio à queda de Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ofensiva de Washington pode ter “implicações preocupantes” para a região.

    Horas após o ataque, ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país passará a ser governado provisoriamente pelos norte-americanos até a conclusão de uma transição de poder. Ele também admitiu a possibilidade de uma segunda ofensiva, caso considere necessário.

    No domingo, Delcy Rodríguez, então vice de Nicolás Maduro, foi confirmada como presidente interina. Em seguida, Trump fez novas ameaças e afirmou que ela “pagará mais caro do que Maduro” se “não fizer o que deve”.

    ONU convoca reunião de emergência após ação dos EUA na Venezuela

  • Estamos no comando, e a Venezuela é um país morto, diz Trump

    Estamos no comando, e a Venezuela é um país morto, diz Trump

    Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro, que teria sido tirada após a prisão. Nela, o venezuelano aparece de óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite deste domingo (04) que o governo dele está no comando da Venezuela e que o país sul-americano está morto.

    Inicialmente, Trump disse a jornalistas que daria uma resposta “muito controversa” se perguntassem a ele quem estava no comando. “Significa que nós estamos no comando. Nós estamos no comando”, respondeu, ao ser questionado por um repórter.

    Presidente não descartou a possibilidade de invadir a Colômbia. “Parece bom para mim”, respondeu Trump a uma pergunta sobre operações militares no país governado por Gustavo Petro.

    Republicano afirmou que precisará de investimento de companhias petrolíferas para reerguer o país sul-americano. “A Venezuela é um país morto neste momento. Precisamos reerguê-la, e isso exigirá grandes investimentos das companhias petrolíferas para que a infraestrutura esteja pronta para funcionar”, disse Trump.

    Trump também foi questionado sobre as falas da vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que criticou a ação dos EUA. “Vocês ouvem uma pessoa diferente da que eu ouço”, respondeu.

    VICE RECONHECIDA COMO PRESIDENTE

    Neste sábado (03), a Suprema Corte da Venezuela determinou que a vice-presidente assuma como presidente interina. Tribunal ainda irá decidir a estrutura legal de poder no país.

    Depois da determinação, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy como presidente. Anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.

    Governo brasileiro reconheceu a vice-presidente no comando do país. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice. Ela está como presidente interina”, disse Maria Laura da Rocha, que neste sábado estava interinamente à frente do Ministério das Relações Exteriores.

    ATAQUES E PRISÃO DE MADURO

    Explosões e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital venezuelana e outros três estados nas primeiras horas de sábado. Fortes bombardeios foram ouvidos, de acordo com relatos de jornalistas na capital venezuelana.

    Maduro e a esposa foram detidos em “questão de segundos” e não tiveram tempo de reagir. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que “foi como assistir a um programa de TV”.

    O venezuelano tentou “chegar a um lugar seguro”, mas não conseguiu, de acordo com o norte-americano. O presidente declarou que Maduro “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”.

    Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro, que teria sido tirada após a prisão. Nela, o venezuelano aparece de óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima. Antes, a vice-presidente do país latino, Delcy Rodriguez, havia pedido uma prova de vida do casal venezuelano após denunciar o ataque.

    Ataque deixou ao menos 80 mortos, diz The New York Times. A informação atualizada sobre o número de vítimas foi repassada neste domingo ao jornal por um alto funcionário venezuelano, que falou em condição de anonimato. Ele acrescentou que a quantidade de mortes ainda pode aumentar.

    Estamos no comando, e a Venezuela é um país morto, diz Trump

  • Como seria uma guerra nuclear hoje — e como sobreviver a uma tragédia dessas?

    Como seria uma guerra nuclear hoje — e como sobreviver a uma tragédia dessas?

    Nações com poderosas capacidades nucleares e prontas para usá-las

    Em um mundo marcado por tensões políticas e diplomáticas, o espectro de um conflito nuclear está mais presente do que nunca. Com aproximadamente 12.100 ogivas nucleares implantadas em diversos países, a ameaça de uma guerra nuclear devastadora torna-se cada vez mais real. Exercícios nucleares recentes conduzidos pelo presidente russo Vladimir Putin, simulando ataques retaliatórios, ressaltaram a crescente instabilidade entre as potências globais. À medida que as tensões geopolíticas aumentam, particularmente em questões como a Ucrânia, países com capacidades nucleares avançadas, como a Rússia e a Coreia do Norte, estão soando o alarme.

    Em seu livro ‘Guerra Nuclear: Um Cenário’, publicado em 2024, Annie Jacobsen explora a possibilidade aterradora de uma aniquilação nuclear total, expondo as consequências catastróficas de um conflito global. Sua análise critica as estratégias de dissuasão nuclear e destaca a perigosa imprevisibilidade dos líderes mundiais, de Putin a Kim Jong-un. Apesar do medo, Jacobsen também revisita momentos históricos cruciais, como a campanha de desarmamento de Ronald Reagan, oferecendo um vislumbre de esperança na busca pela paz.

    Como seria uma guerra nuclear hoje — e como sobreviver a uma tragédia dessas?