Categoria: MUNDO

  • 'Não há agente externo governando a Venezuela', diz líder interina Delcy Rodríguez

    'Não há agente externo governando a Venezuela', diz líder interina Delcy Rodríguez

    Declaração da presidente interina ocorre dois dias após Trump afirmar que está ‘no comando’ da Venezuela

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta terça-feira (6) que nenhum “agente externo” governa o país após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos EUA.

    “O governo venezuelano governa o nosso país, ninguém mais. Não há nenhum agente externo governando a Venezuela”, declarou, em um pronunciamento televisionado. Sua liderança começou sob pressão de Donald Trump, que afirmou controlar o país.

    Delcy enfrenta agora a dura tarefa de atender às demandas dos Estados Unidos e reorganizar o chavismo sem Nicolás Maduro.

    O ditador deposto no sábado (3) foi preso junto com a primeira-dama, Cilia Flores, sob acusações de narcotráfico, e enviado a uma prisão em Nova York. Rodríguez, que era vice de Maduro, tomou posse no Parlamento na tarde de segunda-feira (5) e se disse leal a Maduro.

    Delcy fez seu juramento a seu irmão e presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e acompanhada pelo filho do ditador, o deputado Nicolás Maduro Guerra -em uma demonstração de apoio da família do ditador ao governo interino e também em uma tentativa do chavismo de demonstrar coesão.

    Em busca desse simbolismo, Delcy encerrou sua agenda oficial com uma visita ao túmulo de Hugo Chávez logo após assumir o cargo. A chavista caminhou até ao monumento “A Flor dos Quatro Elementos”, onde estão os restos mortais de Chávez, e depositou flores, afirmando estar comprometida com a livre determinação da Venezuela.

    Quase ao mesmo tempo em que ela era empossada líder interina, durante uma audiência em Nova York, o homem que conduziu a Venezuela se declarou inocente das acusações, disse se considerar um prisioneiro de guerra e afirmou que é o presidente da Venezuela.

    Mas cabe a Delcy agora enfrentar desafios internos no chavismo e as pressões de Donald Trump. O presidente dos EUA já alertou que Rodríguez pode sofrer consequências graves, caso não tome decisões alinhadas às expectativas dos Estados Unidos.

    Figuras-chave do regime, como Diosdado Cabello (ministro do Interior) e Vladimir Padrino (Defesa), continuam em seus postos, ainda que não esteja claro como ficará a correlação de forças dentro do chavismo.

    Na mesma semana em que Rodríguez assumiu, ocorreram relatos de tiros perto do palácio presidencial, embora a situação tenha sido explicada como um incidente com um drone sem autorização.

    Antes da posse, Rodríguez se dirigiu a Trump pedindo uma relação equilibrada entre Estados Unidos e Venezuela. Do ponto de vista econômico, os setores petroleiro e de mineração contam com uma facilitação da entrada de empresas norte-americanas.

    Também cresce a expectativa de liberações de políticos presos para facilitar negociações. Durante a posse do Parlamento, no entanto, cerca de 16 jornalistas foram detidos, segundo noticiou a AFP, com base em informações do sindicato dos jornalistas do país. A maioria deles teria sido liberada, segundo a agência.

    Um dia depois da cerimônia de posse dos novos deputados e da abertura da legislatura 2026-2031, nesta terça-feira, a Assembleia Nacional, dominada pelo PSUV (Partido Socialista Unido de Venezuela), deu início aos trabalhos legislativos com mais homenagens a Maduro e Cilia Flores.

    Ao notificar a Suprema Corte de Justiça do início do período legislativo, o deputado Pedro Carreño disse que o ato do dia seguinte foi carregado de “fervor patriótico”. “Mas havia uma cadeira vazia, a de Cilia Flores, que não compareceu por ter sido sequestrada”, afirmou o parlamentar.

    'Não há agente externo governando a Venezuela', diz líder interina Delcy Rodríguez

  • EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

    EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

    Governo Trump, no entanto, mantém acusação de narcotraficante

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.

    Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparece 33 vezes e Maduro é apontado como líder dessa suposta organização.

    “Nicolas Maduro Moros, o réu, ajudou a administrar e, por fim, a liderar o Cartel de Los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela”, dizia a denúncia, apresentada ainda no primeiro mandato de Trump. 

    Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.

    “Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o tráfico de drogas e a proteção de seus parceiros traficantes”, diz o texto.

    A peça do Departamento de Justiça dos EUA afirma, em seguida, que os lucros dessa atividade foram para funcionários corruptos.

    “[Esses funcionários] operam em um sistema de clientelismo administrado por aqueles no topo – referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, diz o documento oficial de Washington.

    A mudança na linguagem e no teor da acusação do Departamento de Justiça chamou a atenção, uma vez que o suposto cartel foi designado como grupo terrorista pelo governo Trump. A acusação de que Maduro lideraria a organização justificou, no plano discursivo, a invasão da Venezuela.

    Especialistas no mercado mundial de drogas vêm rejeitando chamar a Venezuela de narcoestado ou mesmo reconhecer a existência do Cartel de Los Soles.

    Não há qualquer menção a esse grupo nas publicações do Escritório para Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU). O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.

    Dificuldade em provar existência do cartel

    A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, avalia que, ao evitar tratar o cartel como uma organização “real”, o Departamento de Justiça reconhece os limites para provar essa tese.

    “Até agora, não emergiram evidências suficientes para caracterizar uma organização criminosa – lacuna apontada por especialistas e, inclusive, por parceiros de inteligência dos próprios EUA”, explicou.

    Gabriela destacou que a mudança na denúncia passa a enquadrar Maduro como posicionado no “topo” de um sistema criminoso, tratado como uma aliança de corrupção e tráfico, e não como uma entidade formal com personalidade jurídica, como um cartel.

    “Essa escolha fortalece a acusação, uma vez que desloca o foco para condutas individualizadas e comprováveis [narcotráfico, corrupção e associação criminosa] em vez de sustentar um rótulo amplo e conceitualmente frágil de ‘cartel’”, ponderou a consultora.

    A advogada disse ainda que a mudança dialoga ainda com as preocupações de especialistas da ONU com o uso indiscriminado do termo cartel, “advertindo que isso poderia justificar medidas amplas de criminalização generalizada do Estado venezuelano, com efeitos colaterais severos sobre uma população já profundamente vulnerabilizada”.

    Apesar da mudança, os EUA seguem acusando Maduro de uma série de crimes ligados ao narcotráfico, incluindo relação com narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), e cartéis mexicanos, como Sinaloa e Zetas.

    “Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parceria com alguns dos traficantes de drogas e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo, e contaram com a corrupção de funcionários em toda a região, para distribuir toneladas de cocaína para os EUA”, diz a acusação.

    Maduro diz que é inocente

    Em depoimento à Justiça dos EUA, Maduro disse que é inocente e se classificou como um prisioneiro de guerra após ser sequestrado por militares estadunidenses no último sábado (3).

    O governo de Caracas acusa Washington de criar a acusação de narcotraficante contra lideranças do país para justificar a intervenção na Venezuela com objetivo de controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

    Trump tem exigido ao novo governo de Delcy Rodríguez, que tomou posse na terça-feira (6) como presidente interina, acesso aos campos de óleo do país.

    Em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, admitiu que o petróleo do país sul-americano não pode ficar nas mãos de “adversários” do Hemisfério Ocidental.

    “Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata na terça.

    EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

  • Frio de -30°C na Europa causa mortes e prejudica voos, linhas de trem e estradas

    Frio de -30°C na Europa causa mortes e prejudica voos, linhas de trem e estradas

    Neve bloqueia regiões na Romênia, Croácia e República Tcheca; Suécia, Alemanha e Áustria estão em estado de atenção

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Com termômetros indicando 24°C negativos em partes da Alemanha e outras regiões, a Europa vive um dia de mortes e caos nos transportes nesta terça-feira (6). A Holanda enfrenta a situação mais crítica, com centenas de voos cancelados e todo o sistema ferroviário do país paralisado nas primeiras horas da manhã por uma pane de TI.

    O aeroporto de Schipol, em Amsterdã, contabilizava 400 voos cancelados em um dia já prejudicado pelos cancelamentos da véspera (700 entre cerca de 1.200 programados). A companhia mais afetada é a KLM-Air France, pois um dos principais hubs do grupo é justamente o aeroporto da capital holandesa.

    “Há anos que não enfrentávamos condições meteorológicas tão extremas”, afirmou a porta-voz da empresa, Anoesjka Aspeslagh, à agência Reuters.

    Já é o quinto dia de frio intenso no continente, com nevascas e a formação do chamado gelo negro, uma camada fina e escorregadia que torna todo tipo de pavimento propenso a acidentes -o gelo na verdade é transparente, mas ganhou o nome por quase sempre estar associado a asfalto.

    Em Berlim, na semana passada, as emergências de diversos hospitais ficaram lotadas, com elevado registro de fraturas. Quedas de pedestres e ciclistas eram imagens frequentes nas ruas. O volume de acidentes foi tão alto que as autoridades tiveram que vir a público afirmar que foram surpreendidas pela formação do gelo, que pode ser prevenido com lançamento de sal, areia e outros produtos em calçadas, ruas e estradas.

    Na França, cinco mortes foram registradas em rodovias; na segunda (5), Paris experimentou um congestionamento de 1.000 quilômetros nos arredores da capital, quatro vezes maior do que o volume regular. O TGV está rodando com velocidade reduzida, e há interrupções pontuais no transporte público.

    Há diversão também. Imagens em redes sociais mostram esquiadores brincando nos gramados de Montmartre, conhecido ponto turístico da capital francesa.

    O frio deve se intensificar durante a semana. Dos 96 departamentos da França continental, 38 estão sob alerta de frio intenso nesta quarta-feira (7). Eram 26 nesta terça.

    No Reino Unido, as aulas foram canceladas em centenas de escolas. O norte da ilha foi atingido por fortes nevascas, cancelando voos em aeroportos na Escócia e na Irlanda do Norte. Manchester e Liverpool também registraram cancelamentos. Em Inverness, nas Highlands escocesas, a neve acumulada já chega a 52 cm.

    Nevou também na ilha de Maiorca, um dos símbolos do verão europeu. O fato é incomum, mas já ocorreu em 2005 e 2023.

    A neve bloqueia regiões na Romênia, Croácia e República Tcheca. Em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, uma mulher morreu devido à queda de uma árvore, carregada de gelo. Na cidade tcheca de Kvila, perto da fronteira com a Alemanha, o serviço meteorológico registrou 30,6°C negativos, um recorde para a região.

    Suécia, Alemanha e Áustria estão em estado de atenção. Em Berlim, a máxima do dia nesta terça-feira foi de -2°C e a mínima da semana deve alcançar -10°C na cidade e -20°C na região de Brandemburgo, estado que circunda a capital. A prefeitura, que já lida com milhares de residências sem energia após incêndio criminoso reivindicado por um grupo de extrema esquerda, elabora um plano especial para abrigar a população vulnerável.

    Há previsão de interrupções em serviços coletivos e de transporte.

    Segundo os meteorologistas, a tempestade de neve que afetou Reino Unido e o norte da França nos últimos dias pode se instalar com ventos de até 120 km/h em algumas regiões alemãs.

    No fim de semana, em Haidmühle, na Baviera, o primeiro recorde negativo do ano foi estabelecido, -24,3°C. A expectativa é que a marca não dure muito.

    Frio de -30°C na Europa causa mortes e prejudica voos, linhas de trem e estradas

  • França e Reino Unido aprovam força de paz para Ucrânia

    França e Reino Unido aprovam força de paz para Ucrânia

    Acordo em negociação caso haja cessar-fogo prevê que EUA serão fiadores militares, mas ainda falta a resposta americana; Rússia já disse ser contra presença de tropas estrangeiras no vizinho, que considera uma ameaça à sua soberania

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em uma vitória para Volodimir Zelenski, os governos da França e do Reino Unido assinaram um acordo com a Ucrânia para enviar uma força de paz ao país conflagrado caso haja um cessar-fogo com a Rússia.

    A proposta, contudo, será letra morta sem o apoio dos Estados Unidos, que segundo o plano serão os fiadores militares do arranjo e os monitores dos termos de uma trégua entre russos e ucranianos.

    Além disso, ela terá de ser engolida pelo governo de Vladimir Putin, que rechaça liminarmente a possibilidade de ver soldados da Otan no vizinho. A invasão de quase quatro anos atrás foi disparada, entre outros motivos, pelo risco percebido em Moscou de que Kiev ia ingressar na aliança militar ocidental.

    O anúncio foi feito em Paris, onde ocorreu nesta terça-feira (6) uma reunião da chamada Coalizão dos Dispostos, o grupo de países que apoia o esforço de guerra de Kiev. Os EUA estavam presentes, e as discussões seguirão nesta quarta (7).

    Segundo o negociador-chefe americano, Steve Witkoff, presente ao lado do genro e “faz-tudo” do presidente Donald Trump Jared Kushner, “os protocolos de segurança” para o pós-guerra estão “quase todos finalizados”. Ele não confirmou, mas também não negou, os termos propagandeados pelos europeus.

    Witkoff preferiu falar que “estamos dispostos a fazer tudo pela paz” e enfatizar o aspecto do “acordo de prosperidade” após o conflito, uma referência a negócios potenciais para os EUA. Kushner, que opera interesses do tipo para Trump, contudo disse que a reunião havia sido “um marco” na questão das garantias de segurança.

    Segundo disseram líderes como o francês Emmanuel Macron e a italiana Giorgia Meloni, a Ucrânia também receberá um seguro contra novas invasões russas baseado no artigo 5 do estatuto de Otan, que prevê a defesa mútua em caso de agressão.

    Até aqui, os EUA vinham se recusando a participar diretamente de qualquer esquema em solo ucraniano, deixando o trabalho para os europeus, mas ainda assim Macron e Zelenski, que também estava em Paris, disseram que haveria monitoramento americano do processo.

    Em 2024, quando sugeriram pela primeira vez a ideia de uma força de paz, Macron e o premiê britânico, Keir Starmer, receberam ameaças de guerra nuclear por parte de Putin. A carta atômica é sacada periodicamente pelo Kremlin para lembrar os rivais acerca do risco de escalada.

    “Esta é uma declaração da intenção de enviar forças para a Ucrânia no caso de um acordo de paz. A assinatura pavimenta o caminho para que forças francesas e do Reino Unido operem em solo ucraniano, protejam o céus e mares”, disse Starmer.

    Meloni, por sua vez e de forma mais realista, preferiu destacar a questão do comprometimento de defesa em caso de ataque, dizendo que seu país não participará de nenhuma força em solo.

    O avanço da discussão, ainda a depender do real papel americano na proposta, de todo modo aumenta a pressão sobre Putin. Tendo colhido diversos avanços em campo no fim do ano, o russo parece pouco ou nada disposto a aceitar a ideia.

    Se os EUA a encamparem com vigor, contudo, isso sinaliza que era correta a percepção do Kremlin de que Trump iria endurecer sua posição no debate ucraniano após a rápida captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, um aliado de Putin, no sábado (3).

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, os russos temiam que Trump iria usar sua posição momentânea de força para fazer passar itens que desagradam ao chefe do Kremlin na negociação.

    Até aqui, o americano havia sido francamente favorável aos termos do russo, inclusive no debate sobre a mutilação da Ucrânia, país que tem 20% de seu território ocupado por Moscou.

    França e Reino Unido aprovam força de paz para Ucrânia

  • Homem é encontrado morto em estacionamento do Walt Disney World

    Homem é encontrado morto em estacionamento do Walt Disney World

    Este é o sexto registro de morte em áreas da Disney nos últimos seis meses; a Disney afirmou que coopera com as investigações e mantém protocolos rigorosos de segurança em todas as suas áreas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um homem foi encontrado morto em um estacionamento do complexo Walt Disney World, na Flórida, na noite da última sexta-feira (2).

    O caso mobilizou equipes de segurança e autoridades locais e voltou a chamar atenção para a sequência recente de ocorrências fatais em propriedades ligadas à gigante do entretenimento. As informações são do jornal The Independent.

    Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, o chamado foi recebido pouco antes das 21h. Ao chegarem ao local, os agentes confirmaram a presença do corpo. As circunstâncias da morte ainda estão sob investigação. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a identidade da vítima.

    Este é o sexto registro de morte em áreas da Disney nos últimos seis meses. A série de episódios começou a ganhar repercussão em outubro do ano passado, quando uma mulher idosa foi encontrada morta em uma atração do Disneyland Park, em Anaheim, na Califórnia.

    Ainda no mesmo mês, outros dois casos chamaram atenção das autoridades. No dia 14 de outubro, um homem de 31 anos, descrito como superfã da Disney, foi encontrado morto no hotel Contemporary Resort. Pouco mais de uma semana depois, em 22 de outubro, um segundo corpo foi localizado no mesmo resort, levantando alertas internos sobre segurança e monitoramento.

    Além das mortes, um incidente grave envolvendo um funcionário também ocorreu recentemente. No último dia 30, durante uma apresentação do espetáculo Indiana Jones Epic Stunt Spectacular, uma pedra cenográfica de cerca de 180 quilos atingiu um integrante da equipe. O funcionário tentou impedir que o objeto alcançasse o público e acabou sendo derrubado, sofrendo um ferimento na cabeça. Ele foi socorrido por colegas ainda no palco.

    Procurada, a Disney não comentou os casos individualmente, mas afirmou, em comunicações anteriores ao jornal The Independent, que coopera com as investigações e mantém protocolos rigorosos de segurança em todas as suas áreas.

    Homem é encontrado morto em estacionamento do Walt Disney World

  • Trump diz a republicanos que sofrerá impeachment se eles perderem eleições de meio de mandato

    Trump diz a republicanos que sofrerá impeachment se eles perderem eleições de meio de mandato

    Os americanos vão às urnas em novembro para renovar toda a Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que os republicanos precisam vencer as eleições de meio de mandato deste ano, as chamadas midterms, pois caso contrário ele será alvo de um processo de impeachment pelos democratas.

    “Vocês têm que vencer as eleições de meio de mandato porque, se não vencermos, vai ser assim -quero dizer, eles vão encontrar um motivo para abrir um processo um impeachment”, disse Trump durante um encontro com parlamentares republicanos em Washington. “Eu vou sofrer impeachment.”

    Os americanos vão às urnas em novembro para renovar toda a Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de governadores e outros cargos estaduais e locais. A disputa é especialmente relevante porque os republicanos têm atualmente uma maioria estreita, de apenas três assentos, na Câmara

    Historicamente, as midterms costumam favorecer o partido fora do poder na Casa Branca.

    Sem maioria, Trump pode ter dificuldades para governar, sustentar sua política externa ou barrar qualquer investida da oposição. Inclusive, a própria captura do ditador Nicolás Maduro deverá ser questionada no Congresso.

    A Casa Branca tem defendido a narrativa de que a operação não foi um ato de guerra, dispensando, assim, a necessidade de que os parlamentares fossem consultados. A Lei de Poderes de Guerra, de 1973, aprovada após a Guerra do Vietnã, limita ações militares unilaterais do Executivo.

    Embora o presidente seja o comandante em chefe das Forças Armadas, a Constituição atribui ao Congresso a autoridade para declarar guerra.

    Na prática, porém, há décadas os presidentes americanos evitam declarações formais de guerra e têm recorrido a resoluções do Congresso ou a interpretações amplas de seus poderes constitucionais para autorizar operações militares limitadas no exterior.

    Segundo o site do Senado dos Estados Unidos, a última declaração formal de guerra aprovada pelo Congresso ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, o Legislativo tem autorizado o uso da força por meio de resoluções específicas e exerce influência sobre a política militar principalmente por meio do controle orçamentário e da supervisão das operações.

    No domingo (4), manifestantes ocuparam ruas de várias cidades dos Estados Unidos em protesto contra a intervenção militar na Venezuela.

    Trump diz a republicanos que sofrerá impeachment se eles perderem eleições de meio de mandato

  • Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "acelerou sozinho"

    Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "acelerou sozinho"

    Motorista diz que carro acelerou sozinho, mas acusação destaca que veículo não mostrou sinais de ter qualquer problema e que só a ação humana o podia ter feito andar

    Uma criança de cinco anos morreu e outra ficou ferida depois de um carro elétrico ao qual estavm perto, e que pertencia ao pai de uma delas, ter começado “a acelerar por sua vontade própria”.

    Ashenafei Demisse, de 52 anos, revelou, em tribunal, que estava sentado no seu carro, um Volkswagen ID.4, quando a tragédia aconteceu, em novembro de 2022.

    O homem contou que estava estacionado junto ao seu prédio em Londres, quando Maryam Lemulu e o filho Fareed, de cinco anos, se aproximaram. 

    Mãe e filho faziam o percurso de regresso a casa da escola, quando decidiram parar junto ao carro para falar com a mulher e o filho, de 12 anos, do homem, dado que eram amigos próximos.

    Foi nesse momento que o condutor ofereceu comida ao pequeno Fareed, momento em que diz que o carro acelerou subitamente sozinho.

    O carro atingiu o menino de cinco anos bem como seu próprio filho, tendo ainda batido em cinco outros carros, antes de parar. 

    A mãe de Fareed levou a criança com seu próprio carro a um hospital nas redondezas, onde acabou por ser declarado o seu óbito. O menino foi vítima de múltiplas lesões traumáticas, incluindo uma fratura no crânio.

    Já Rafael, o filho do motorista, passou um mês internado no hospital com duas pernas quebradas, revelou o The Sun.

    Demisse está sendo julgado agora por condução imprudente ou negligente, embora o homem garanta que não foi responsável pela morte de Farreed.

    Em tribunal, o procurador Michael Williams disse não haver provas de falha no Volkswagen. Uma investigação policial destaca mesmo que o carro só conseguiu acelerar com o input do condutor, ou seja, através da ação humana, tendo o advogado afirmado que o réu teria “de forma inadvertida, carregado no acelerador, causando a colisão”. Acrescentou ainda que o carro estava “quase na velocidade máxima” e que o motorista teria acreditado “de forma errônea”  que estava pressionando o pedal do freio.

    A defesa do homem alega de forma vigorosa que ele não pressionou o acelerador. “O veículo elétrico se moveu por conta própria”, alega.

    Em tribunal a mulher do réu lembrou que ele trabalhava como taxista há vários anos e que nunca teve registos de incidentes na profissão, embora naquela ocasião  estivesse trabalhando há vários dias seguidos.

    Ambos mostraram as suas condolências à mãe de Fareed, a quem se referiram como sendo parte da sua família.

    O julgamento prossegue sem que tenha sido ainda tomada uma decisão final sobre a responsabilidade do homem.

    Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "acelerou sozinho"

  • Neve cobre a Europa e transforma cidades em cenários de cartão-postal

    Neve cobre a Europa e transforma cidades em cenários de cartão-postal

    Uma massa de ar polar derrubou as temperaturas em vários países europeus, cobriu grandes cidades de neve e afetou transportes, especialmente na França e na Espanha. O fenômeno provocou acidentes, cancelamentos de voos e deixou ao menos cinco mortos.

    Uma forte onda de frio atinge a Europa neste início de ano e provoca queda de neve em diversos países, afetando grandes cidades, serviços de transporte e a rotina da população. As temperaturas despencaram e transformaram paisagens urbanas em cenários típicos de inverno rigoroso.

    Na Espanha, a neve caiu em várias localidades. Madri voltou a registrar o fenômeno após cinco anos sem precipitação desse tipo, cobrindo ruas e praças da capital espanhola de branco e causando transtornos no trânsito.

    Na França, o impacto foi ainda maior. Paris e outras regiões do norte do país amanheceram cobertas de neve, em imagens que lembram cartões-postais, mas que também trouxeram problemas práticos. A Direção-Geral da Aviação Civil francesa solicitou que as companhias aéreas reduzissem em 15% os voos programados nos aeroportos da capital, devido às condições climáticas adversas que atingem o noroeste do país.

    Uma tempestade avançou pelo território francês desde a madrugada de segunda-feira, provocando nevascas intensas inicialmente na Bretanha e na Normandia e, ao longo do dia, na região de Île-de-France, onde fica Paris. Em algumas áreas, a neve acumulou vários centímetros.

    Apesar do cenário visualmente bonito, os efeitos são graves. Pelo menos 26 regiões francesas estão sob alerta laranja por causa do frio extremo. Até o momento, há registro de cinco mortes, todas causadas por acidentes de trânsito relacionados às estradas cobertas de neve e gelo, segundo informações da emissora BFM TV.

    Neve cobre a Europa e transforma cidades em cenários de cartão-postal

  • Trump descarta eleições na Venezuela em 30 dias e diz que precisa 'consertar o país primeiro'

    Trump descarta eleições na Venezuela em 30 dias e diz que precisa 'consertar o país primeiro'

    O prazo foi mencionado pelo presidente americano porque a Constituição venezuelana estipula que, em casos de “ausência absoluta” de um presidente, como impeachment ou morte, um novo pleito precisa acontecer no espaço de um mês

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista nesta segunda-feira (5) que a Venezuela, país que o republicano diz querer governar, não terá eleições nos próximos 30 dias.

    “Precisamos consertar o país primeiro, não dá pra ter uma eleição. As pessoas nem conseguiriam votar. Precisamos revitalizar o país”, disse Trump à emissora NBC News.

    O prazo foi mencionado pelo presidente americano porque a Constituição venezuelana estipula que, em casos de “ausência absoluta” de um presidente, como impeachment ou morte, um novo pleito precisa acontecer no espaço de um mês.

    Entretanto, em caso de “ausência temporária”, cenário sem exemplos explícitos no texto constitucional, o vice pode assumir o comando do país por noventa dias, prorrogáveis por mais noventa, quando, então, devem ser realizadas novas eleições.

    O americano disse ainda que os EUA não estão em guerra com a Venezuela, e sim com traficantes de drogas. “Estamos numa guerra contra as pessoas que vendem drogas, que esvaziam suas prisões e hospitais de saúde mental e mandam criminosos, viciados e doentes mentais para os EUA”, afirmou, repetindo a retórica que usa desde as campanhas eleitorais com a bandeira anti-imigração.

    Na entrevista, Trump repetiu que estará “no controle” da Venezuela no futuro, auxiliado por integrantes do primeiro escalão de seu governo, como o secretário de Estado, Marco Rubio, o de Defesa, Pete Hegseth, e o vice-presidente, J. D. Vance.

    Nesta segunda, a chavista Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, foi empossada como líder interina da Venezuela em cerimônia na Assembleia Nacional pelo prazo inicial de 90 dias, indicando que o regime enxergou, ao menos constitucionalmente, a captura do ditador como “ausência temporária”.

    Em discurso, Delcy declarou lealdade ao ditador, disse que assumia “com pesar” após uma “agressão militar ilegítima” e não deu sinais de que estará mais disposta a ceder às exigências de Washington do que Maduro.

    Trump, entretanto, disse na entrevista à NBC que Delcy vem cooperando com os EUA, sugerindo que sanções americanas contra a líder interina podem ser suspensas em breve. Questionado se houve anuência de Delcy ou de militares venezuelanos para a captura de Maduro no sábado (3), Trump negou: “Muitas pessoas queriam fazer esse acordo, mas decidimos fazer do jeito que foi”.

    O presidente disse que Rubio, chefe da diplomacia americana, está em contato direto com a líder interina. “O relacionamento tem sido muito forte. Ele fala com ela em espanhol fluente”, disse Trump -Rubio é filho de cubanos exilados.

    O ataque contra a Venezuela envolveu cerca de 200 soldados americanos, que invadiram Caracas e enfrentaram resistência mínima enquanto capturavam o ditador. Nenhum militar dos EUA foi morto, enquanto pelo menos 40 pessoas, entre guarda-costas cubanos de Maduro e militares e civis venezuelanos, foram mortos pelos americanos.

    A facilidade com a qual a operação transcorreu levantou suspeitas de que houvesse um acordo secreto entre setores do regime e os EUA para que Maduro fosse removido -Trump negou a sugestão nesta segunda.

    O presidente também desmentiu uma reportagem do The Washington Post segundo a qual ele teria decidido escantear María Corina Machado, principal líder da oposição venezuelana, porque ela ganhou o prêmio Nobel da Paz, cobiçado por Trump. “Ela não deveria ter vencido, mas isso não teve nada a ver com a minha decisão” de não colocá-la no comando do país, afirmou.

    No domingo (4), o ex-diplomata Edmundo González, que afirma ter sido o vencedor das eleições presidenciais de 2024, disse ser o novo presidente da Venezuela. Em vídeo, González instou as Forças Armadas a reconhecer sua autoridade.

    Trump voltou a dizer na entrevista que pretende abrir a indústria petrolífera da Venezuela, nacionalizada desde os anos 1970, a empresas americanas, afirmando que seu governo pode subsidiar o retorno das petroleiras dos EUA ao país, dono das maiores reservas do mundo.

    Segundo o republicano, o projeto de modernizar a extração de petróleo venezuelano pode ser concluído em 18 meses -especialistas acreditam que qualquer esforço do tipo seria uma empreitada de décadas. “Acho que podemos fazer em até menos tempo [do que um ano e meio], mas vai custar caro”, disse Trump.

    “Uma quantidade gigantesca de dinheiro terá que ser gasta, e as petroleiras vão gastar, mas podem ser reembolsadas por nós”, disse. Analistas que acompanham o setor energético expressam dúvidas sobre o desejo das grande petroleiras de fazer as vontade de Trump, dado o histórico venezuelano de nacionalizações e o nível de investimentos necessário para lucrar em um momento de baixa no preço da commodity.

    Líderes das três maiores empresas de petróleo dos EUA -a Exxon, a ConocoPhilips e a Chevron- se reunirão na próxima quinta-feira (8) com o secretário de Energia do governo Trump, Chris Wright, segundo a imprensa americana.

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  • Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

    Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

    Disparos foram feitos para impedir a aproximação de aeronaves não autorizadas na área do Palácio de Miraflores, dois dias após a captura de Nicolás Maduro. Autoridades afirmam que não houve confronto e dizem que a situação está sob controle.

    A polícia da Venezuela efetuou disparos para afastar drones que sobrevoavam a área ao redor do Palácio de Miraflores, sede da Presidência, em Caracas, na noite de segunda-feira. A informação foi confirmada por uma fonte oficial à imprensa. O episódio ocorreu por volta das 20h no horário local, 21h em Brasília, pouco mais de dois dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, ao fim de um ataque à capital.

    “O que aconteceu no centro de Caracas foi a presença de drones que sobrevoaram a região sem autorização. A polícia efetuou disparos para impedir a aproximação. Não houve qualquer confronto”, afirmou a fonte oficial, citada pela agência France-Presse (AFP). Segundo ela, o país permanece em “perfeita tranquilidade”.

    Um morador que vive a cerca de cinco quarteirões do palácio contou à AFP que ouviu sons semelhantes a detonações. “Pareciam explosões, bem próximas. Não eram tão altas quanto as do ataque de sábado”, relatou, sob condição de anonimato. “A primeira coisa que pensei foi verificar se havia aviões sobrevoando o bairro, mas não havia. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto. As pessoas ficaram olhando pelas janelas para tentar entender o que estava acontecendo.”

    Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o que aparentam ser balas traçantes, munições com carga pirotécnica cuja trajetória fica visível no ar, disparadas em direção ao céu contra um alvo que não aparece nas imagens. As gravações também indicam a mobilização de várias forças de segurança no entorno do palácio presidencial.

    No sábado, os Estados Unidos lançaram o que classificaram como um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar e julgar o presidente deposto e sua esposa, anunciando que vão administrar o país até a conclusão de uma transição de poder.

    Na segunda-feira, Nicolás Maduro e a mulher prestaram breves depoimentos em um tribunal de Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos se declararam inocentes. A próxima audiência foi marcada para 17 de março.

    A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência interina da Venezuela com o apoio das Forças Armadas. No cenário internacional, a reação à ofensiva norte-americana dividiu governos entre críticas ao ataque a Caracas e manifestações favoráveis à queda de Maduro.

    A União Europeia defendeu que qualquer transição política no país inclua líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos Estados Unidos pode ter implicações preocupantes para a região, especialmente pelo risco de intensificação da instabilidade interna na Venezuela.

    Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas