Categoria: MUNDO

  • Menino é resgatado nu e desnutrido após quase dois anos  preso em van

    Menino é resgatado nu e desnutrido após quase dois anos preso em van

    A criança foi encontrada nua, desnutrida e incapaz de andar após mais de um ano mantida pelo pai dentro de uma van usada no trabalho. O caso levou à prisão do homem, à acusação de omissão contra a madrasta e à proteção estatal dos três irmãos

    Um menino de 9 anos foi resgatado em condições extremas após passar cerca de 17 meses vivendo dentro de uma van estacionada no pátio de um conjunto residencial em Hagenbach, no leste da França. O caso veio à tona na segunda‑feira (6/4), quando um vizinho ouviu choros vindos do veículo e acionou a polícia.

    Ao abrir a van, os agentes encontraram a criança nua, desnutrida, em posição fetal e coberta apenas por um cobertor. O menino estava deitado sobre lixo e próximo a fezes, pálido e debilitado. Segundo as autoridades, após quase dois anos praticamente imóvel, ele já não conseguia mais andar.

    A promotoria informou que o pai, de 43 anos, admitiu ter mantido o filho no veículo desde novembro de 2024. Ele afirmou que temia que a companheira internasse o menino em um hospital psiquiátrico. A própria criança relatou aos investigadores que tinha conflitos com a madrasta, que “não o queria mais em casa”.

    A mulher negou saber que o menino vivia em cativeiro. Em depoimento, disse ter ouvido barulhos vindos da van e questionado se havia alguém ali, mas afirmou não ter recebido resposta. A meia‑irmã da vítima, porém, contou à polícia que a mãe também ouviu os sons e perguntou sobre a origem, recebendo como explicação que se tratava do miado de um gato.

    O pai foi indiciado por sequestro e privação de cuidados e permanece preso. A madrasta foi acusada por omissão de socorro e está sob supervisão judicial. O menino de 9 anos, a irmã de 12 e a meia‑irmã de 10 foram colocados sob proteção do Estado.

    Último banho em 2024
    Durante o período em que manteve o filho na van, o pai afirmou que levava comida duas vezes ao dia, fornecia água e permitia contato por celular. A criança usava garrafas e sacos de lixo para necessidades básicas e, segundo depoimento, tomou seu último banho no fim de 2024, quando ainda tinha 7 anos.

    A investigação aponta que o menino permanecia dentro do veículo inclusive durante os deslocamentos diários do pai, que utilizava a van para trabalhar. No último verão europeu, ele foi autorizado a entrar no apartamento apenas quando a família estava viajando de férias.

    Menino é resgatado nu e desnutrido após quase dois anos preso em van

  • Xi Jinping se reúne com líder da oposição de Taiwan e diz que rejeita independência

    Xi Jinping se reúne com líder da oposição de Taiwan e diz que rejeita independência

    Encontro ocorre em momento de pressão militar de Pequim; Cheng Li-wun é a primeira líder do partido Kuomintang (KMT) a visitar a China em uma década

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O dirigente da China, Xi Jinping, afirmou que o país “absolutamente não tolerará” a independência de Taiwan. A frase foi dita durante um encontro com a líder da oposição da ilha, Cheng Li-wun, nesta sexta-feira (10) em Pequim.

    Presidente do Kuomintang (KMT), Cheng é a primeira líder do partido a visitar a China em uma década. Ela chamou a viagem de missão de paz para reduzir as tensões em um momento em que o regime comunista intensificou a pressão militar contra Taiwan.

    De todo modo, sua ida gerou debate, com críticos acusando-a de ser pró-Pequim. A China se recusa a dialogar com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, a quem chama de separatista.

    No encontro desta sexta, realizado no Grande Salão do Povo, Xi reforçou o princípio de “uma só China” e disse que a independência taiwanesa é a principal ameaça à estabilidade. Também pediu que o KMT e o Partido Comunista Chinês atuem juntos pela reunificação.

    O dirigente disse que “a tendência geral de compatriotas dos dois lados do estreito se aproximarem, ficarem mais próximos e se unirem não mudará”.

    “Isso é uma parte inevitável da história. Temos plena confiança nisso.”

    Xi também disse que a China está disposta a fortalecer o diálogo com grupos em Taiwan, incluindo o KMT. O partido defende relações mais próximas com a China.

    Em uma conversa com jornalistas após o encontro, Cheng ecoou a posição de Xi. Ela falou sobre necessidade de as gerações mais jovens entenderem “quais desafios enfrentamos neste momento” e “como, ao se opor à independência de Taiwan, podemos evitar a guerra”.

    Um porta-voz do DPP, partido governista de Taiwan, disse que a China deveria respeitar o “compromisso de Taiwan com a liberdade e a democracia, em vez de interferir nas escolhas do povo taiwanês”.

    “As diferenças entre os dois lados devem ser tratadas por meios pacíficos e iguais, e não por meio de supressão e intimidação”, disse o porta-voz Lee Kuen-cheng.

    Pequim tem aumentado a pressão militar sobre Taiwan nos últimos anos, realizando quase diariamente exercícios militares e enviando caças e navios de guerra próximos à ilha.

    Parlamentares taiwaneses têm entrado em conflito sobre o plano do governo de gastar US$ 39 bilhões (cerca de R$ 197 bilhões) em defesa. O projeto está parado há meses no Parlamento, controlado por partidos de oposição, incluindo o KMT.

    O principal formulador de políticas para a China de Taiwan, Chiu Chui-cheng, disse a jornalistas nesta sexta que apenas o povo da ilha poderia decidir seu futuro.

    A viagem de Cheng ocorre um mês antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitar Pequim para uma cúpula com Xi. Os EUA têm pressionado parlamentares da oposição em Taiwan a apoiarem uma proposta de compras de defesa, incluindo armas americanas, para dissuadir um possível ataque chinês.

    Cheng criticou a proposta do governo, insistindo que “Taiwan não é um caixa eletrônico”, e apoiou, em vez disso, um plano do KMT de destinar US$ 12 bilhões para armas dos EUA, com opção de novas aquisições.

    Embora membros do KMT viajem regularmente à China para intercâmbios com autoridades, o último líder do partido a visitar o país foi Hung Hsiu-chu, em 2016.

    As relações entre os dois lados do estreito pioraram especialmente desde a eleição do sucessor de Tsai, Lai Ching-te. Em um post nas redes sociais nesta sexta, ele disse que “as ameaças militares da China dentro e ao redor do Estreito de Taiwan e da cadeia de ilhas prejudicaram gravemente a paz e a estabilidade regionais”.

    Xi Jinping se reúne com líder da oposição de Taiwan e diz que rejeita independência

  • Khamenei reforça que Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem

    Khamenei reforça que Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem

    Líder Supremo do Irã aconselhou vizinhos a se afastem de Israel e EUA: “Certamente levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a um novo patamar. Não fomos e não somos belicistas, mas não renunciaremos a nenhum dos nossos direitos legítimos”, disse

    Em pronunciamento à nação, o novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, reafirmou que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras daqui para frente.

    Ele ainda aconselhou os países do Golfo Pérsico a se afastarem de Israel e dos Estados Unidos (EUA), além de confirmar que o Irã levará “em consideração” todas as frentes de batalha no Oriente Médio, o que inclui Líbano e Faixa de Gaza.  

    “Certamente levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a um novo patamar. Não fomos e não somos belicistas, mas não renunciaremos a nenhum dos nossos direitos legítimos. E, nesse sentido, consideramos a união de toda a frente de Resistência”, disse Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, que foi assassinado no primeiro dia da guerra.

    A “frente da Resistência”, ou Eixo da Resistência, é todo grupo ou partido que se opõem à política de Israel e EUA no Oriente Médio, como Hezbollah, no Líbano, Hamas, em Gaza, e os Huthis, no Iêmen.

    Já o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% de todo petróleo e gás do planeta, causou elevação dos preços da energia em todo o mundo. A ação foi uma retaliação do Irã contra agressão sofrida dos EUA e Israel, que passaram a bombardear o país persa no dia 28 de fevereiro.

    O pronunciamento do novo líder do Irã foi lido nas emissoras do Irã na noite dessa quinta-feira (9), em meio aos atos de homenagem ao 40º dia da morte do pai do novo líder, Ali Khamenei. Os atos levaram multidões às ruas de diferentes cidades do país.

    Mensagem 

    Mojtaba Khamenei enviou ainda mensagem aos “vizinhos do Sul” do Irã, entendidos como os países do Golfo Pérsico que foram alvos de mísseis iranianos e acusados por Teerã de colaborarem com EUA e Israel na agressão contra o país persa, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.

    “Aos nossos vizinhos do Sul, eu digo: Vocês estão testemunhando um milagre. Portanto, observem com atenção e compreendam-no bem, permaneçam no lugar certo e cuidado com as falsas promessas dos malignos”, disse.

    O líder Supremo do Irã acrescentou que ainda aguarda “uma resposta adequada” por parte desses países, “para que possamos demonstrar nossa fraternidade e boa vontade para com vocês”.

    Para Mojtaba Khamenei, essa boa vontade não poderia ser alcançada, sem o distanciamento “dos poderes arrogantes que nunca perdem a oportunidade de humilhá-los e explorá-los”.

    O líder Supremo reafirmou também que o país vai exigir uma indenização “por todos os danos causados, o pagamento do sangue dos mártires e o pagamento do sangue dos feridos nesta guerra”.

    Mensagem ao povo iraniano

    O aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei também se dirigiu diretamente ao povo iraniano para enfatizar a importância de as pessoas permanecerem nas ruas protestando.

    “Assim como fizeram nos últimos 40 dias, essa presença [nas ruas] é um pilar crucial da dignidade sobre a qual o poderoso Irã se estabeleceu”, ressaltou, ao acrescentar que “não se deve pensar que, com o anúncio de negociações com o inimigo, a presença nas ruas seja desnecessária”.

    O líder Supremo ainda afirmou que as diferenças entre os setores da sociedade foram reduzidas nos 40 dias de guerra.

    “Uma parte significativa dessa união foi conquistada nestes 40 dias. Os corações do povo se aproximaram. O gelo entre os diferentes segmentos com diversas inclinações começou a derreter. Todos se reuniram sob a bandeira da pátria.”

    Khamenei pediu ainda que as pessoas se apoiem mutuamente para mitigar a pressão da escassez de recursos causada pela guerra e alertou para a influência da propaganda do inimigo divulgada pelos meios de comunicação.

    “Esses meios de comunicação não desejam o bem do nosso país, e isso já foi comprovado inúmeras vezes. Portanto, devemos evitá-los completamente ou abordar suas publicações com extremo ceticismo”, completou.

    Entenda

    Após 40 dias de guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irã, os países anunciaram um cessar-fogo de duas semanas para negociações.  Ao mesmo tempo, os ataques massivos de Israel contra o Líbano levaram as autoridades iranianas a ameaçarem romperem o acordo.

    Khamenei reforça que Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem

  • Brasil e EUA lançam programa de compartilhamento de informação contra tráfico de armas e drogas

    Brasil e EUA lançam programa de compartilhamento de informação contra tráfico de armas e drogas

    Com o acordo, também foi lançado o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis

    A Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) lançaram nesta sexta-feira, 10, um programa de cooperação para combate ao crime organizado transnacional, por meio do compartilhamento de informações em tempo real entre os órgãos.

    “A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional”, disse o Ministério da Fazenda, por meio de nota.

    A iniciativa, chamada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), tem o objetivo de integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armas e drogas entre os países.

    Com o acordo, também foi lançado o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.

    Essa iniciativa permite o compartilhamento, em tempo real, de informações entre os países, sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis e vice-versa. Com isso, a ideia é permitir que as autoridades de cada país atuem quando for identificada a remessa de um produto ilegal.

    “As informações compartilhadas podem incluir dados sobre exportadores, remetentes e outros operadores envolvidos nas operações, sempre nos limites dos acordos internacionais firmados pelo Brasil e com garantia de tratamento sigiloso, seguro e rastreável das informações”, informou o Ministério da Fazenda.

    O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.

    Os registros da Receita apontam que o sistema pode identificar, conectar e rastrear fluxos internacionais de armamentos ilícitos. Nos últimos 12 meses, foram identificadas 35 ocorrências, com apreensão de 1.168 partes e peças (cerca de 550 kg), enviadas principalmente da Flórida (EUA) com uso de declarações fraudulentas e métodos de ocultação.

    A consolidação dessas informações em uma base estruturada permite identificar padrões, vínculos entre remetentes e destinatários e rotas recorrentes, segundo o órgão.

    O modelo do Desarma também pode atuar no enfrentamento a outros crimes, como o tráfico de drogas. Dados do Aeroporto de Guarulhos indicam alta nas apreensões, de 89 kg em 2024 para 1.562 kg nos três primeiros meses de 2026.

    Encontro de Durigan nos EUA

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse, nesta sexta-feira, que pode se reunir com autoridades norte-americanas na semana que vem, quando estará em Washington para as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI). Até agora, não está confirmado um encontro com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ele acrescentou.

    “A gente não tem agenda, mas há interesse de fazer conversas sobre aumento de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos na minha viagem na próxima semana”, disse Durigan, na entrevista coletiva sobre uma parceria entre os dois países para rastreamento de armas e drogas.

    Conversa entre Lula e Trump ajudou na parceria

    Segundo o ministro, a parceria anunciada nesta sexta-feira só foi possível por causa de uma conversa entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e sua contraparte nos Estados Unidos, Donald Trump.

    Durigan disse esperar que a cooperação entre os países avance, com novas ações voltadas à rastreabilidade de armas e munições, por exemplo, já em discussão.

    Ele afirmou, ainda, que não tratou com as autoridades norte-americanas sobre a possibilidade de classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos.

    Brasil e EUA lançam programa de compartilhamento de informação contra tráfico de armas e drogas

  • Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute; OMS condena ação

    Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute; OMS condena ação

    A OMS alerta que os hospitais do Líbano estão sobrecarregados após Israel lançar bombardeios massivos em diversas partes do país, matando 303 pessoas e ferindo 1,1 mil

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram alerta para evacuação de toda a área densamente povoada de Al-Janah (ou Jnah), em Beirute, capital do Líbano, onde estão dois dos maiores hospitais do país, o Hospital Universitário Rafik Hariri e o Hospital Al Zahraa. A ação foi condenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    “Neste momento, não há instalações médicas alternativas disponíveis para receber aproximadamente 450 pacientes dos dois hospitais (incluindo 40 pacientes na UTI), tornando a evacuação operacionalmente inviável”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

    O chefe da organização acrescentou que as instalações estão operando em capacidade máxima e que a zona que Israel mandou evacuar também abrange o complexo do Ministério da Saúde do Líbano, que abriga mais de 5 mil pessoas refugiadas da guerra. 

    “Exorto Israel a reverter essa ordem e garantir a proteção de todas as instalações de saúde, trabalhadores de saúde, pacientes e civis”, completou Tedros.

    A OMS alerta que os hospitais do Líbano estão sobrecarregados após um dos dias mais mortais na recente escalada, quando Israel lançou bombardeios massivos em diversas partes do país, matando 303 pessoas e ferindo 1,1 mil. Ao todo, a guerra no Líbano já matou mais de 1,8 mil pessoas, ferindo outras 6 mil desde o dia 2 de março.

    “Os hospitais continuam a receber relatos de corpos não identificados e partes de corpos que foram recuperadas”, disse Abdinasir Abubakar, representante da OMS no Líbano.  

    A organização ressalta que o pessoal médico, as instalações e o transporte são protegidos pelo direito internacional humanitário, alertando que, sem eles, o atendimento vital não pode ser prestado a tempo.

    O Ministério da Saúde do Líbano registrou que até antes da última escalada, iniciada no dia 8 de abril, foram realizados por Israel 93 ataques contra unidades de saúde, matando 57 profissionais e ferindo 158.  

    Israel

    Por sua vez, Israel não se manifestou sobre as ordens de evacuação dos dois hospitais em Beirute, mas o porta-voz do Exército vem acusando o Hezbollah de usar infraestrutura civil, incluindo ambulâncias e hospitais, para atividades militares.  

    “Caso não se pare com essa conduta, Israel agirá, de acordo com o direito internacional, contra qualquer atividade militar realizada pelo Hezbollah terrorista utilizando essas instalações e ambulâncias”, disse Avichay Adraee, porta-voz das FDI para mídia árabe.A justificativa de Israel é rejeitada pela Anistia Internacional, que afirma que Tev Aviv não apresenta provas das acusações que faz, e que repete uma estratégia usada em Gaza, e no Líbano em 2024, de bombardear instalações médicas. 

    “Lançar acusações alegando que instalações de saúde e ambulâncias estão sendo usadas para fins militares sem apresentar qualquer prova não justifica tratar hospitais, instalações médicas ou transporte médico como campos de batalha, nem tratar médicos e paramédicos como alvos”, diz Kristine Beckerle, diretora regional adjunta para o Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional.

     

    Israel manda evacuar dois hospitais em Beirute; OMS condena ação

  • Conheça o astronauta da Artemis II que cria as filhas sozinho: 'elas são tudo para mim'

    Conheça o astronauta da Artemis II que cria as filhas sozinho: 'elas são tudo para mim'

    Uma cratera da Lua foi batizada com o nome de Carroll, esposa de Reid Wiseman que morreu de câncer em 2020, em um dos momentos mais emocionantes da missão

    Um dos momentos mais emocionantes da jornada dos quatro astronautas da Artemis II à Lua não foi científico, mas extremamente humano: uma homenagem, feita no espaço, à mulher do comandante da missão, Reid Wiseman. Carroll Wiseman morreu de câncer em 2020, aos 46 anos, depois de cinco anos de luta contra a doença. Os astronautas batizaram uma cratera na Lua com o nome dela, o que levou alguns dos astronautas às lágrimas.

    Carroll Wiseman era enfermeira pediátrica que trabalhava em uma UTI neonatal e teve duas filhas com Wiseman, com quem era casada havia 17 anos: Ellie, que atualmente tem 20 anos, e Katherine, de 17. Quando Carroll recebeu o diagnóstico de câncer, Wiseman quis abrir mão do sonho de se tornar astronauta para se dedicar à mulher. Mas foi Carroll quem o convenceu a continuar o seu treinamento na Agência Espacial Americana (Nasa).

    ‘Elas são a minha vida’

    “Quando ela começou a ficar muito doente, eu queria largar o treinamento e me mudar para ficarmos perto da família dela”, contou Wiseman em entrevista à emissora de TV CBS News. “E ela falou: ‘não, aqui é o seu trabalho; esse trabalho que você ama tanto. E é aqui que nossas filhas estão crescendo. Vamos ficar aqui’.”

    Desde a morte da mulher, Wiseman vem criando as filhas sozinho. Segundo ele, foi o período mais desafiador e também o mais gratificante de sua vida. “Elas são a minha vida”, escreveu ele em sua biografia para o site da Nasa.

    Wiseman acabou sendo designado comandante da missão Artemis II em 2023. Mas sua reação imediata não foi de alegria. Ele ficou preocupado com a reação das filhas. Mas logo ficou claro que não havia motivo de preocupação. Ellie, a filha mais velha, respondeu ao anúncio do pai, fazendo cupcakes em formato de lua para toda a família.

    “Essas duas meninas, eu achei que elas iam me segurar, mas elas me empurraram”, contou Wiseman em entrevista ao podcast da Nasa Universo Curioso. “Como pai, é exatamente assim que você quer se sentir.”

    Ele fez questão de ser muito honesto com as meninas sobre os riscos da missão. “Fui dar um passeio com elas e falei: aqui está o meu testamento, aqui estão os documentos do seguro; se alguma coisa acontecer, é parte da vida”, ele contou em uma entrevista coletiva na Nasa, em janeiro.

    Homenagem e minuto de silêncio

    Quando candidatos a astronauta estão em treinamento na Nasa, suas famílias integram uma rede de apoio que reúne parentes dos astronautas. Isso acontece muitos anos antes de os astronautas serem indicados para suas primeiras missões. Por isso, fortes laços de amizade acabam se formando entre as famílias.

    Na última segunda-feira, 6, quando a Órion se aproximava da Lua, o especialista Jeremy Hansen chamou o controle da missão, em Houston, pedindo autorização para nomear uma cratera lunar com o nome de Carroll. A cratera fica na fronteira entre a face visível e a face oculta da Lua.

    “É um ponto brilhante na superfície da Lua”, afirmou Hansen, com a voz embargada. “E nós gostaríamos de nomeá-la Carroll.”

    “Alguns anos atrás, nós começamos essa jornada junto com a nossa família estendida de astronautas”, continuou Hansen. “E nós perdemos um membro querido dessa família.”

    Hansen e Wisemann, que também já estava chorando, se abraçaram, emocionados. Na Terra, os controladores de voo observaram um minuto de silêncio.

    ‘Um pai orgulhoso’

    Poucos dias antes do lançamento da missão Artemis II, Wiseman postou uma selfie na rede social X com as duas filhas em frente ao foguete da Nasa, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

    “Eu amo essas duas senhoritas”, escreveu na legenda. “E quem embarca nesse foguete é um pai muito orgulhoso.”

    Retorno à Terra

    A primeira missão tripulada à Lua depois de 50 anos retorna à Terra nesta sexta-feira, 10. A cápsula da Órion vai cair no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, na Califórnia (EUA), por volta das 21h (horário de Brasília). Os astronautas serão resgatados por uma equipe da Marinha americana.

    Conheça o astronauta da Artemis II que cria as filhas sozinho: 'elas são tudo para mim'

  • Hezbollah volta a lançar foguetes contra cidades no norte de Israel

    Hezbollah volta a lançar foguetes contra cidades no norte de Israel

    O Hezbollah afirmou que os foguetes foram disparados contra Kiryat Shmona, às 10h no horário local, e também contra Misgav Am, na região da Alta Galileia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Hezbollah voltou a lançar foguetes contra cidades no norte de Israel na madrugada desta sexta-feira (10) (horário de Brasília), em meio a divergências sobre o alcance do cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã.

    Grupo político e militar xiita baseado no Líbano afirmou que os ataques atingiram duas localidades perto da fronteira. Segundo o Hezbollah, os foguetes foram disparados contra Kiryat Shmona, às 10h no horário local, e também contra Misgav Am, na região da Alta Galileia.

    Sirenes de alerta aéreo soaram em Israel, inclusive em Tel Aviv, informou o exército israelense, após o lançamento de foguetes do Líbano. Na madrugada desta sexta, o Hezbollah reivindicou a autoria de diversos ataques com foguetes e drones, incluindo disparos contra “grupos de soldados” em ambos os lados da fronteira entre o Líbano e Israel, e outro contra uma cidade fronteiriça israelense.

    Hezbollah classificou os disparos como resposta ao que chamou de “violação” do acordo de trégua. Em comunicado, o grupo afirmou: “Essa resposta continuará até que a agressão israelense-americana contra nosso país e nosso povo cesse”.

    ATAQUES OCORREM EM MEIO A NEGOCIAÇÕES DE PAZ

    Islamabade, a capital do Paquistão, está em lockdown para receber as reuniões de paz entre Irã e Estados Unidos. O país decretou um feriado de dois dias, que começou nesta quinta-feira (09). Na manhã desta sexta, segundo a agência de notícias Associated Press, as estradas estavam praticamente desertas.

    Algumas das suas principais vias foram fechadas como medida de segurança. Pontos de controle foram montados em estradas e a segurança foi intensificada na cidade de 1.900.000 habitantes.

    O horário da reunião não foi divulgado pelos países envolvidos nas negociações até o momento. Segundo a AP, a expectativa é de que as negociações comecem amanhã

    Steve Witkoff e Jared Kushner, que representarão os Estados Unidos, embarcarão hoje para o país. Teerã não detalhou oficialmente será enviado para as conversas, mas, segundo a imprensa estatal, o presidente do parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, participará da comitiva.

    Reunião foi anunciada na quarta-feira pelo Paquistão e confirmada pelos Estados Unidos. O Paquistão tem atuado como a principal intermediadora da situação desde o início do conflito.

    CESSAR-FOGO FRÁGIL

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social

    A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas. O primeiro-ministro solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.

    O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com 10 pontos do país persa “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país aceita a trégua, mas impôs condições. Ele pediu que os ataques contra o território iraniano fossem interrompidos. O país ordenou, ainda, a cobrança de taxas de embarcações que transitarem pelo Estreito de Hormuz por parte de Irã e de Omã. Se confirmada, a cobrança seria inédita, já que a região sempre foi tratada como uma via internacional livre.

    No dia seguinte ao anúncio, porém, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo por seguir bombardeando o Líbano. Tanto Benjamin Netanyahu, quanto Donald Trump informaram que o país não estava incluso na trégua por causa do Hezbollah.

    Nesta quinta, porém, Israel sinalizou que negociaria separadamente a paz com o Líbano. Em comunicado, o gabinete de Benjamin Netanyahu informou que as negociações diretas devem acontecer “o mais rápido possível”. Poucas horas depois, porém, o premiê afirmou que “não há um cessar-fogo” em curso.

    Hezbollah volta a lançar foguetes contra cidades no norte de Israel

  • Premiê do Reino Unido diz que está farto de Trump e Putin

    Premiê do Reino Unido diz que está farto de Trump e Putin

    Keir Starmer diz que ações dos líderes têm aumentado o preço de energia para consumidores britânicos; político tenta consertar estrago revelando que discutiu ação em Hormuz, mas fala acentua crise com EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A divisão entre os aliados ocidentais no contexto da guerra provocada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (10), com o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, fazendo uma rara crítica direta a Donald Trump, de que ele se disse “farto” pelo aumento no custo da energia.

    Starmer colocou no mesmo balaio o presidente americano e seu colega russo, Vladimir Putin, que também impactou o setor invadindo a Ucrânia e levando a sanções ocidentais que tiraram os acessíveis petróleo e gás de Moscou do mercado europeu.

    “Eu estou farto com o fato de que as famílias e os negócios em todo o país verem suas contas subirem e descerem com energia devido às ações de Putin e Trump pelo mundo”, afirmou à rede de TV ITN em entrevista na noite de quinta (9).

    O trabalhista está em apuros. O gasto médio do britânico já subiu 10% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, e projeções sugerem que o crescimento pode chegar a 40%, em especial pela escassez de gás. Enquanto isso, pesquisa publicada na quinta pelo jornal Telegraph mostra que 65% dos eleitores querem a renúncia de Starmer.

    Na manhã desta sexta, provavelmente ciente do estrago potencial da fala, Starmer revelou que teve uma conversa na véspera com Trump acerca da questão do fechamento do estreito de Hormuz pelo Irã, e que no cardápio estavam “opções militares”. Ele estava no Qatar, onde discutiu a crise.

    Foi vago, mas soa como música para o americano, que não consultou seus aliados na Europa sobre o ataque à teocracia de Teerã e depois passou a atacá-los sistematicamente pelo que chamou de falta de apoio.

    Classificou a Otan, aliança liderada pelos EUA que tem 30 membros na Europa, de covarde por não enviar navios de guerra a Hormuz –de resto, pelo risco representado pelas defesas iranianas lá, nem os americanos circulam na região.

    Com Starmer, houve um agravante. O britânico não permitiu o uso de suas bases no início do conflito, e elas sempre estiveram disponíveis para bombardeiros estratégicos dos EUA em campanhas militares anteriores.

    Pressionado publicamente, o premiê aquiesceu e liberou o emprego de unidades como Fairford (Reino Unido) para ataques no Irã, desde que fossem de natureza defensiva -uma contradição em termos evidente.

    Outros países foram mais radicais. A Espanha não permitiu o uso nem de suas bases, nem do seu espaço aéreo para voos militares americanos. A França vetou alguns voos também, segundo relatos, e tanto Paris como Berlim criticaram abertamente a guerra, que Starmer havia dito que “não era nossa”.

    Isolado ao lado de Binyamin Netanyahu, Trump permaneceu na ofensiva e sugeriu, na semana passada, deixar a Otan. Isso levou o operoso secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, a voar para Washington na quarta (8) para tentar acalmar o presidente.

    Nada de concreto além das usuais palavras elogiosas a Trump saiu por ora da reunião. Na quinta (9), Rutte disse que a Otan estaria pronta para ajudar, mesmo militarmente, caso fosse necessário. Mesmo com o tom vago, ele foi criticado pelo chanceler espanhol.

    “A Otan não tem envolvimento nesta guerra, o Oriente Médio não está dentro de sua área de atuação”, afirmou o ministro José Manuel Albares. Qualquer decisão de emprego de força do grupo precisa de aprovação unânime.

    Essa cisão é um dos efeitos do conflito, que mantém os preços do petróleo e do gás em alta desde seu começo.

    O cessar-fogo anunciado por Trump na terça (7) fez o preço do barril Brent cair de US$ 110 para o patamar de US$ 100 nos contratos futuros, mas a natureza frágil do arranjo mantém os preços para compra imediata em estratosféricos US$ 145.

    Um dos nós é a insistência do Irã em controlar Hormuz, que virtualmente fechou desde o começo do conflito. A decisão de abrir uma rota própria com pagamento de pedágio para cargas, um dos pontos que será discutido nas negociações marcadas para amanhã com os EUA no Paquistão, irritou Trump.

    Na quinta, o americano disse que “isso não foi o combinado”. De seu lado, Teerã ameaça não aparecer para conversar devido à continuidade dos ataques de Israel ao seu aliado Hezbollah no Líbano. Netanyahu, pressionado por Trump, anunciou negociações com Beirute, mas não com o grupo xiita, e manteve os combates.

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  • Israel condena ministro do Paquistão que chamou país de 'maldição'

    Israel condena ministro do Paquistão que chamou país de 'maldição'

    “Israel é um mau e uma maldição para a humanidade”, teria dito o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif. O Paquistão tem atuado como a principal intermediadora de paz desde o início do conflito

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Israel condenou na manhã desta sexta-feira (10) o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, por ter chamado o país de “maldição” e “câncer”.

    “Israel é um mau e uma maldição para a humanidade”, teria dito Asif. As declarações ocorreram em uma publicação no X ontem a noite, mas não está mais disponível no perfil do homem na manhã desta sexta.

    Paquistanês disse que enquanto negociações de paz ocorrem, um “genocídio está sendo cometido no Líbano”. “Cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel, primeiro Gaza, depois Irã e agora Líbano, o derramamento de sangue continua inabalável”, continuou.

    “Eu espero e rezo para que as pessoas que criaram este estado cancerígeno em terra palestina para se livrar dos judeus europeus queimem no inferno”, disse Asif.

    Um porta-voz do governo de Israel publicou uma imagem da postagem supostamente apagada e criticou o homem. “Esse é o ministro da Defesa do Paquistão, soando desequilibrado e genocida”, escreveu Eylon Levy na legenda.

    O Paquistão tem atuado como a principal intermediadora de paz desde o início do conflito. Neste sábado (11), Islamabad sediará conversas entre americanos e iranianos. Steve Witkoff e Jared Kushner representarão os EUA, enquanto Teerã, segundo a imprensa estatal, enviará o presidente do parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas. O primeiro-ministro solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.

    CESSAR-FOGO FRÁGIL E LÍBANO EXCLUÍDO

    O presidente americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social.

    O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com 10 pontos do país persa “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país aceita a trégua, mas impôs condições. Ele pediu que os ataques contra o território iraniano fossem interrompidos. O país ordenou, ainda, a cobrança de taxas de embarcações que transitarem pelo Estreito de Hormuz por parte de Irã e de Omã. Se confirmada, a cobrança seria inédita, já que a região sempre foi tratada como uma via internacional livre.

    No dia seguinte ao anúncio, porém, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo por seguir bombardeando o Líbano. Tanto Benjamin Netanyahu, quanto Donald Trump informaram que o país não estava incluso na trégua por causa do Hezbollah.

    Nesta quinta-feira (09), Israel sinalizou que negociaria separadamente a paz com o Líbano. Em comunicado, o gabinete de Benjamin Netanyahu informou que as negociações diretas devem acontecer “o mais rápido possível”. Poucas horas depois, porém, o premiê afirmou que “não há um cessar-fogo” em curso.

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  • Meio século depois, DNA confirma que Ted Bundy matou jovem de 17 anos

    Meio século depois, DNA confirma que Ted Bundy matou jovem de 17 anos

    Laura Ann Aime foi assassinada em 1974, na região do Utah, nos Estados Unidos. Agora, mais de 50 anos depois, um novo teste de DNA confirmou que o responsável pelo homicídio foi o serial killer Ted Bundy

    Laura Ann Aime, de 17 anos, foi assassinada em 1974, no estado de Utah, nos Estados Unidos. Passados mais de 50 anos, um teste de DNA confirmou que o responsável pelo homicídio foi o serial killer [assassino em série] Ted Bundy.

    Apesar de Bundy ter confessado que tinha matado Laura Ann Aime, uma estudante de Direito, antes de ser executado na prisão, em 1989, o caso só agora foi oficialmente resolvido e encerrado. 

    Foi através de uma nova tecnologia que os investigadores conseguiram confirmar a presença do DNA do serial killer no material extraído da jovem.

    Vale destacar que as provas do caso de Aime foram preservadas, com as autoridades forenses conseguindo identificar as partes que pareciam ter maior probabilidade de conter amostras de DNA utilizáveis, explicou o comissário do Departamento de Segurança Pública do Utah, Beau Manson.

    Segundo a Associated Press, em 2023, o laboratório recebeu uma nova tecnologia que permitiu extrair esse DNA das amostras, mesmo podendo estar degradas. A análise permitiu identificar um único perfil de DNA masculino, que foi enviado para uma base de dados nacional.

    Depois da análise, foi então possível confirmar que realmente se tratava do DNA do serial killer norte-americano.

    Este perfil poderá ainda ser usado por outras agências policias que suspeitam há vários anos que Ted Bundy possa estar ligado a outros assassinatos. 

    Laura, vale lembrar, foi encontrada morta à beira de uma estrada no American Fork Canyon em novembro de 1974. A jovem de 17 anos estava amarrada, sem roupa e com marcas de espancamento.

    Os investigadores já suspeitavam há vários anos que Bundy era o autor do assassinato, mas o caso permaneceu em aberto por falta de provas concisas. 

    “É incrível saber que as pessoas ainda estão interessadas no caso da Laura. Falo em meu nome e no da minha família”, afirmou a irmã da jovem assassinada, Michelle Impala, numa coletiva de imprensa. 

    Ted Bundy assassinou, pelo menos, 30 mulheres em vários estados norte-americanos durante os anos 70. Os assassinatos ocorreram em repúblicas universitárias femininas, parques, entre outros locais. 

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