Categoria: MUNDO

  • Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

    Trump criticou duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questionando sua atuação política; presidente afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais

    Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

    Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

    “Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.”

    Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato. Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra” 

    Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. 

    Falar com força contra a guerra

    Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”. 

    Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”. 

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

  • Israel critica Espanha após explosão de boneco de Netanyahu

    Israel critica Espanha após explosão de boneco de Netanyahu

    Uma imagem do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi destruída em um festival religioso espanhol

    Um festival espanhol decidiu fazer explodir a imagem do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante um evento religioso em Málaga, no último dia 5 de abril. Agora, Israel acusa o país europeu de ódio antissemita. 

    Segundo o Daily Mail, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelense chamou a atenção do embaixador de Espanha em Israel sobre o acontecimento.

    Um boneco gigante de Netanyahu foi colocado no centro de uma cerimônia na localidade de El Burgo. A imagem foi erguida e depois uma série de explosivos a fizeram desaparecer, perante os fortes aplausos de quem estava presente.

    Esta não é a primeira vez que o evento usa imagens de líderes mundiais, tendo já feito explodir igualmente figuras representando o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ou do presidente russo Vladimir Putin, explicou entretanto a autarca local María Dolores Narváez.

    Após o evento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel recorreu à rede social X para afirmar que este “repugnante ódio antissemita demonstrado” é “resultado direto” do “incitamento sistêmico” por parte do governo de Pedro Sánchez, o primeiro-ministro espanhol.

    Já uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol garante que está “empenhado em combater o antissemitismo e qualquer forma de ódio ou discriminação. Como tal, rejeitamos totalmente qualquer alegação insidiosa que sugira o contrário”. 

    Recorde-se que Espanha tem criticado de forma veemente as campanhas militares dos EUA e de Israel contra o Irão, apesar das advertências dos Estados Unidos sobre os aliados da OTAN que não cooperam. Donald Trump chegou mesmo a ser muito crítico em relação à posição de Pedro Sánchez, afirmando que os EUA não se esquecerão dos países que não o apoiaram neste conflito.

    Assista ao momento alto do festival de Burgos no vídeo acima.

    Israel critica Espanha após explosão de boneco de Netanyahu

  • Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças de Trump

    Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças de Trump

    Embaixador José Cabañas destaca que risco de invasão é permanente

    Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos Estados Unidos (EUA) na região. O embaixador cubano José R. Cabañas Rodríguez destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.   

    “Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.

    Cabañas destacou à Agência Brasil que o risco de uma ação militar dos EUA está presente em Cuba desde o triunfo da Revolução, em 1959, e que sempre ressurge quando os EUA percebem um momento de fragilidade econômica que possa oferecer uma chance de sucesso.

    “É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”, completou, lembrando da invasão da Praia Girón, em 1961, apoiada pelos EUA e vencida pelas forças leais a Fidel Castro.   

    O diplomata Cabañas atuou como representante de Havana em Washington a partir de 2012, tendo sido o primeiro embaixador de Cuba nos EUA durante governo de Barack Obama.

    Invasão iminente?

    O também professor de relações internacionais José Cabañas lembrou que, em muitos momentos, a invasão de Cuba parecia iminente, como quando os EUA invadiram a ilha de Granada, em 1983, ou durante a invasão dos EUA no Panamá, em 1989.

    “No ano de 1989, houve uma grande mobilização de forças militares nas proximidades de Cuba. Algumas pessoas pensavam que a invasão contra Cuba era iminente”, comentou.

    Cabañas destacou o agravante que, no caso de Cuba, os estadunidenses não precisariam se deslocar até a ilha. “Porque a base naval ilegal em Guantánamo permanece ocupada, onde eles mantêm forças e recursos. Assim, várias gerações de cubanos cresceram e viveram suas vidas sob essa ameaça”, disse. Os EUA têm uma base em Guantánamo, em Cuba, desde 1903. 

    Diferentemente de outras épocas, agora existe um excesso de informação sobre possível invasão a Cuba que o diplomata avalia como tentativa de amedrontar a população.

    “Sabemos que as guerras atuais se lutam, de alguma maneira, usando a informação. Se trata de contaminar o país e a população que vão ser agredidos, para que as pessoas tenham medo, se desanimem. Lemos o que publica a imprensa corporativa estadunidense indicando nessa direção [da invasão]. Entendemos que se quer intoxicar a nossa população”, comentou.

    Negociação com EUA

    A Casa Branca tem renovado constantemente as ameaças de ação militar contra Cuba após o recrudescimento do bloqueio econômico imposto à ilha, com ameaças de sanção aos países que vendam petróleo para Havana.

    A medida fez Cuba ficar mais de três meses sem receber uma gota de petróleo, levando a apagões diários de mais de 12 horas na capital e de até o dia inteiro em municípios do interior do país de 11 milhões de habitantes. 

    No final de março, um petroleiro russo furou o bloqueio dos EUA com 100 mil toneladas métricas de petróleo bruto, dando um pequeno alívio ao país. Porém, a carga daria para suprir a demanda de um terço do consumo de um mês, segundo o governo local. 

    Nesse contexto, foram iniciadas negociações entre Havana e Washington em busca de acordo que permita a Cuba importar petróleo.

    O diplomata e acadêmico José Cabañas destacou que não é a primeira vez que Cuba faz negociação com a Casa Branca, mas que não deve admitir concessões que violem a soberania frente aos EUA.

    “Sempre negociamos com os EUA e com qualquer outro país a partir de uma posição de igualdade, respeito e reciprocidade. E Cuba nunca, nem mesmo nas piores circunstâncias, considerou que precisasse fazer concessões para alcançar uma relação respeitosa com os EUA”, destacou.

    Cuba denuncia bloqueio na ONU

    Na semana passada, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou às Nações Unidas (ONU) o bloqueio energético dos EUA contra o país como punição coletiva, com objetivo de subjugar o povo cubano pela fome, doenças e escassez de bens de primeira necessidade.

    “Mais de 96 mil cubanos, incluindo 11 mil crianças, aguardam cirurgias devido aos cortes de energia, apesar dos esforços das instituições de saúde para encontrar soluções. Mais de 16 mil pacientes que necessitam de radioterapia e 2.888 que dependem de hemodiálise são afetados pela interrupção de serviços que exigem fornecimento estável de energia”, disse.

    Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento”, com as dificuldades enfrentadas pela população, após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano. 

    A luta pela opinião pública dos EUA

    Na semana passada, Díaz-Canel recebeu parlamentares do Partido Democrata dos EUA, que são críticos ao bloqueio energético imposto por Trump. A deputada Pramila Jayapal defendeu que os EUA e Cuba deveriam normalizar as relações. 

    “O embargo dos EUA contra Cuba é o mais longo da história mundial — e o bloqueio de combustível está causando uma crise humanitária ainda maior para o povo cubano”, comentou em uma rede social.

    O embaixador José Cabañas Rodríguez disse que, dentro dos EUA, existe um movimento de solidariedade a Cuba que pode pressionar contra uma invasão.

    “É talvez uma grande contradição que, no país com uma política oficial agressiva contra Cuba, existe possivelmente um dos maiores movimentos de solidariedade que temos no exterior, e que está ativo”, ressaltou.

    Para falar diretamente com a opinião pública norte-americana, o presidente cubano concedeu entrevista exclusiva à emissora NBC News, publicada nesse domingo (12), destacando a determinação do governo de resistir a qualquer ação militar contra o país. 

    “Se isso acontecer [uma invasão], haverá combate, haverá luta. Nós nos defenderemos, e se tivermos que morrer, morreremos, porque como diz nosso hino nacional: ‘morrer pela pátria é viver’”, afirmou.

    O aperto do cerco econômico ao país caribenho neste ano reforça a tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.

    Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças de Trump

  • Trump ameaça tarifa de 50% contra China se país ajudar o Irã

    Trump ameaça tarifa de 50% contra China se país ajudar o Irã

    Presidente dos EUA endurece discurso contra possível apoio militar chinês ao Irã, ameaça tarifas pesadas e anuncia bloqueio no Estreito de Ormuz após fracasso das negociações, aumentando tensão no Oriente Médio e risco de escalada no conflito

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 50% sobre produtos da China caso o país forneça apoio militar ao Irã no contexto da guerra no Oriente Médio.

    “Se forem apanhados a fazer isso, serão alvo de direitos aduaneiros de 50%, o que é exorbitante”, afirmou Trump em entrevista à emissora Fox News, após a CNN divulgar a possibilidade de Pequim enviar sistemas de defesa antiaérea a Teerã.

    De acordo com a CNN, a China estaria se preparando para enviar esse tipo de armamento nas próximas semanas, com base em informações de três fontes ligadas a áreas de inteligência e defesa dos Estados Unidos, que falaram sob condição de anonimato.

    Duas dessas fontes indicaram ainda que há indícios de que a China estaria tentando enviar os equipamentos por meio de países terceiros, como forma de ocultar a origem do material, segundo a emissora.

    Apesar de minimizar a probabilidade de envio de armas, Trump reforçou o tom de ameaça econômica. “Duvido que o fizessem, porque tenho uma relação com eles e acho que não o fariam, mas talvez o tenham feito um pouco no início”, disse. “Mas se os apanharmos a fazer isso, vão ter de pagar tarifas de 50%”, acrescentou.

    No sábado, ao falar com jornalistas na Casa Branca, o presidente já havia feito um alerta semelhante, afirmando que a China poderia “ter grandes problemas” caso enviasse armamento ao Irã.

    Trump tem viagem prevista a Pequim entre os dias 14 e 15 de maio, quando deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping. O encontro ocorre após o adiamento de uma cúpula anterior em razão da escalada do conflito com o Irã.

    A nova ameaça surge depois de Trump anunciar que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio no Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações com Teerã.

    “Instruí a nossa marinha para procurar intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagens ao Irão. Ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar”, declarou.

    As negociações presenciais foram encerradas durante a madrugada, após cerca de 21 horas de conversas, deixando em aberto a continuidade de um cessar-fogo considerado frágil, com duração de duas semanas.

    Segundo a delegação norte-americana, o impasse ocorreu porque o Irã se recusou a assumir o compromisso de abandonar o desenvolvimento de uma arma nuclear.
     
     

     

    Trump ameaça tarifa de 50% contra China se país ajudar o Irã

  • Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

    Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

    Presidente dos Estados Unidos critica duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questiona sua atuação política e afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Papa Leão XIV e afirmou que o pontífice é “terrível em política externa”, em referência às posições do Vaticano sobre o Irã e a Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ele também pediu que o papa “deixe de agradar à esquerda radical”.

    “O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, em uma longa mensagem na qual afirmou que o líder religioso deveria “concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, pois, segundo ele, “está a prejudicar a Igreja Católica”.

    “Não quero um Papa que ache que está bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (…). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.

    Trump também sugeriu que Leão XIV foi escolhido para o cargo por ser norte-americano, dizendo que isso teria sido visto como uma forma de facilitar a relação com ele, e afirmou que o pontífice deveria “estar grato”.

    “Leão devia se dar ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, acrescentou.

    O presidente ainda fez uma comparação pessoal e afirmou: “Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA (‘Make America Great Again’). Ele compreende isso, e o Leão não”.

    As declarações ocorrem em meio a divergências públicas entre o Vaticano e a Casa Branca. Desde o início de seu pontificado, Leão XIV tem adotado um tom cauteloso, mas crítico, em relação a conflitos internacionais, condenando a guerra no Irã e defendendo soluções diplomáticas.

    No sábado, durante um pronunciamento no Vaticano, o papa fez um apelo direto aos líderes mundiais para que evitem a escalada de tensões e priorizem o diálogo. Sem citar países, ele pediu o fim de qualquer “demonstração de força” e defendeu que os governos “se sentem à mesa do diálogo e da mediação”, em um contexto que coincide com as negociações recentes entre Estados Unidos e Irã.
     
     
     

    Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

  • Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

    Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

    Demolição do antigo Mandarin Oriental, em Brickell Key, foi a maior da cidade em uma década e abre espaço para novo complexo de alto padrão, que combinará hotel e residências com entrega prevista para 2030

    Um hotel localizado em uma das áreas mais exclusivas de Miami, na Flórida, foi demolido neste domingo em uma operação que durou menos de 20 segundos. A implosão do prédio de 23 andares foi registrada em vídeo e rapidamente compartilhada nas redes sociais.

    O edifício era o antigo hotel Mandarin Oriental, situado em Brickell Key, uma ilha artificial. De acordo com a agência Associated Press, essa foi a maior implosão realizada em Miami na última década, após dois anos de planejamento.

    Inaugurado há cerca de 25 anos, o hotel foi derrubado para dar lugar ao complexo Residências Mandarin Oriental, que reunirá hotel e unidades residenciais. A previsão é que o novo empreendimento seja concluído até 2030.

    Durante a operação, moradores que vivem a até 244 metros do local foram orientados a permanecer dentro de casa, com portas e janelas fechadas. Já outras pessoas acompanharam a demolição a partir de pontos considerados seguros.

    Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

  • Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

    Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

    Autoridades apontam milhares de vítimas, incluindo centenas de crianças, após ataques de Israel e EUA; Teerã reagiu com ofensivas e fechamento do Estreito de Ormuz, enquanto Trump ameaça bloqueio naval e amplia risco de escalada no conflito

    As autoridades do Irã informaram neste domingo que 3.375 pessoas morreram, entre elas 383 crianças, em decorrência dos bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos no país desde o dia 28 de fevereiro.

    Os dados foram divulgados pelo diretor do Instituto de Medicina Legal iraniano, Abbas Masjedi, em declaração à agência estatal IRNA, reproduzida pela EFE. Segundo ele, das vítimas fatais, 2.875 eram homens e 496 mulheres ao longo de 39 dias de conflito.

    De acordo com Masjedi, a maior parte das crianças mortas tinha entre 1 e 12 anos. Ele também destacou que há vítimas estrangeiras entre os mortos, incluindo cidadãos de países como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.

    Em resposta aos ataques, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e realizou ofensivas contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

    Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana pode iniciar “imediatamente” um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, após o encerramento das negociações com o Irã sem um acordo.

    Trump também declarou que os Estados Unidos estão prontos para agir no “momento apropriado” contra o Irã, ressaltando que as ambições nucleares de Teerã foram determinantes para o fracasso nas tentativas de encerrar o conflito.

    Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

  • Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

    Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

    Após derrotar Viktor Orbán, novo líder promete reaproximação com União Europeia e Otan, sinaliza apoio à Ucrânia e fala em restaurar instituições democráticas, além de responsabilizar aliados do governo anterior por corrupção

    (CBS NEWS) – O futuro primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, deixou claro ao mundo que pretende alterar radicalmente a política externa de seu país, que há anos adota uma postura crítica à União Europeia e favorável à Rússia. Em seu primeiro discurso após derrotar Viktor Orbán nas urnas, Magyar prometeu que Budapeste será, a partir de agora, um parceiro próximo das instituições ocidentais.

    “Os húngaros disseram sim à Europa”, disse o político de direita a apoiadores depois que Orbán, no poder há 16 anos, reconheceu o resultado da eleição.

    “A Hungria será uma forte aliada da UE e da Otan [aliança militar liderada pelos EUA], e minha primeira viagem ao exterior será à Varsóvia”, afirmou. A visita à capital da Polônia, país que vive rápida militarização após a invasão da Ucrânia, é uma sinalização clara de apoio a Kiev contra Moscou.

    “Depois, irei a Viena e a Bruxelas para recuperar o financiamento da UE”, prosseguiu Magyar -graças à autocratização crescente da Hungria e a casos de corrupção do governo Orbán, o bloco europeu deixou de repassar € 19 bilhões (R$ 110 bilhões) ao país nos últimos anos.

    “Peço que o primeiro-ministro não tome medidas que limitem nossas ações no futuro”, afirmou, em aparente referência ao temor de que o controle de Orbán do país possa se perpetuar mesmo com o autocrata fora do poder -ele passou anos aparelhando o Judiciário e colocando a mídia sob controle de aliados.

    “Nossas instituições foram capturadas ao longo de 16 anos”, disse Magyar, que pediu as renúncias do presidente do país, um aliado de Orbán que foi eleito indiretamente pelo Parlamento, e dos chefes do Tribunal Constitucional, da Procuradoria da República e do órgão regulador de mídia. “Vamos restaurar o sistema de freios e contrapesos”, afirmou.

    Ao fim do discurso, sem citar diretamente Orbán, Magyar disse que vai responsabilizar aqueles que “saquearam” a Hungria, e concluiu: “Representarei todos os húngaros, incluindo aqueles fora do país”.

    Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

  • Tumulto em ponto turístico no Haiti deixa pelo menos 30 mortos pisoteados

    Tumulto em ponto turístico no Haiti deixa pelo menos 30 mortos pisoteados

    Tragédia ocorreu na Citadelle Laferrière, Patrimônio Mundial da Unesco, e envolveu turistas e estudantes; autoridades ainda investigam as causas do pisoteamento, enquanto equipes de resgate alertam que número de vítimas pode aumentar

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pelo menos 30 pessoas morreram pisoteadas no sábado (11) durante um tumulto na Citadelle Laferrière, um ponto turístico no norte do Haiti.

    Estudantes e turistas estavam no local participando de um evento. O ponto turístico é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco. Ainda não há informações sobre a causa do tumulto.

    O número de vítimas ainda pode aumentar. A informação é de Jean Henri Petit, chefe da Defesa Civil da região, que confirmou o local exato do incidente e coordena os alertas de resgate.

    A Citadelle Laferrière atrai milhares de visitantes por sua importância histórica. A fortaleza foi erguida no início do século 19, logo após a independência do Haiti em relação à França, sendo um dos locais mais populares do país.

    Tumulto em ponto turístico no Haiti deixa pelo menos 30 mortos pisoteados

  • Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'

    Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'

    Trump acusou o Irã de promover “extorsão global” ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Segundo ele, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação

    SÃO PAULO, SP (FOLHARPESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (12) que ordenou o início de um bloqueio naval ao estreito de Hormuz, após o fracasso de negociações com o Irã no Paquistão.
    Em publicação na rede Truth Social, ele disse que a Marinha americana passará a interceptar qualquer embarcação que tente entrar ou sair da rota marítima e também aquelas que tenham pago pedágios a Teerã, classificando a prática de ilegal.

    Trump acusou o Irã de promover “extorsão global” ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Segundo ele, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação.

    “Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do estreito de Hormuz”, disse Trump, que se opõe à ideia de o Irã cobrar pedágio dos navios para atravessarem a via marítima.

    “Instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, afirmou.

    O presidente também afirmou que forças americanas começarão a destruir eventuais minas na região e ameaçou responder militarmente a qualquer ataque contra navios dos EUA ou embarcações civis.

    O republicano disse ainda que as negociações recentes duraram cerca de 20 horas, mas fracassaram no ponto central: o programa nuclear iraniano. Segundo Trump, Teerã se recusou a abandonar suas ambições atômicas, o que, em sua avaliação, inviabiliza qualquer acordo mais amplo.

    Ele voltou a afirmar que o Irã “nunca terá uma arma nuclear” e responsabilizou o regime por provocar “ansiedade, deslocamento e sofrimento” em escala global.

    As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã na capital do Paquistão, Islamabad, terminaram sem que os países em guerra chegassem a um acordo, jogando na incerteza o futuro do frágil cessar-fogo entre os dois países adversários na guerra no Oriente Médio.

    O vice-presidente americano J. D. Vance, que liderou a delegação dos EUA, afirmou que o Irã optou por não aceitar os termos americanos, incluindo a proibição de construir armas nucleares. “Precisamos de um compromisso firme de que eles não buscarão armas nucleares e que não buscarão os meios que lhes permitiriam obtê-las rapidamente”. Vance afirmou que esse era o objetivo central do presidente dos Estados Unidos.

    Por sua vez, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou neste domingo que Washington foi incapaz de conquistar a confiança de Teerã

    No que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas -a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Paquistão.

    O vice-presidente americano, J. D. Vance, disse em entrevista coletiva neste sábado (11), já manhã de domingo (12) no Paquistão, ter feito uma oferta final ao Irã nas conversas -e afirmou que voltará ao seu país.

    “Conversamos por 21 horas”, disse o vice de Donald Trump em breve declaração à imprensa em um hotel de Islamabad, capital paquistanesa, país que serve de mediador no conflito. “Voltaremos aos EUA sem um acordo. Deixamos muito claro quais são nossos limites, no que poderíamos ceder e no que não poderíamos, e eles escolheram não aceitar nossos termos.”

    A fala contradiz declarações anteriores da delegação iraniana, que dizia esperar mais discussões no domingo. Após a entrevista de Vance, entretanto, a TV estatal do país persa confirmou o fim das negociações, colocando a culpa do fracasso em “exigências excessivas” dos EUA.

    “A boa notícia é que tivemos discussões significativas com os iranianos. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que é uma notícia muito pior para o Irã do que para os EUA”, disse o vice-presidente americano. Não está claro se haverá nova rodada de discussões em outro momento ou se os países retomarão os bombardeios na guerra, que já matou milhares de pessoas em toda a região.

    “Precisamos ver um compromisso [do Irã] de que não buscarão uma arma nuclear e de que não buscarão ferramentas que tornem possível o desenvolvimento de uma arma nuclear”, afirmou Vance -o Irã sempre negou desejar a bomba, embora tenha enriquecido urânio a níveis muito superiores do necessário para usos civis.

    “Fomos muito flexíveis, mas, infelizmente, não tivemos progresso”, disse o vice de Trump. “Vamos embora daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento que é a nossa melhor e última oferta. Veremos se os iranianos aceitam”, concluiu Vance, que falou à imprensa ao lado do enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do genro do presidente, Jared Kushner.

    No sábado, naquele que foi o encontro de mais alto nível entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, as delegações realizaram três rodadas de conversas -a terceira só terminou na madrugada de domingo (12), noite de sábado no Brasil.

    A delegação iraniana era composta por mais de 70 membros e encabeçada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os iranianos chegaram no Paquistão ainda na sexta-feira (10) com vestes pretas em sinal de luto pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Eles levaram sapatos e bolsas de estudantes mortas durante o bombardeio dos EUA a uma escola para meninas próxima a um complexo militar.

    As conversas aconteceram no hotel cinco estrelas Serena, com jardins e arquitetura mourisca, que é um dos edifícios mais fortificados de Islamabad e tem o próprio esquema de segurança. O endereço fica nas proximidades do hotel Marriott, palco de um dos piores ataques terrorista do Paquistão, em 2008, quando um caminhão que carregava 600 kg de explosivos abriu um buraco de sete metros de profundidade e deixou, entre os mortos, o embaixador da República Tcheca.

    Islamabad reforçou o esquema de segurança com milhares de agentes na cidade, incluindo tropas paramilitares e do Exército, que montaram postos de controle e bloqueios por toda a capital. Lojas e escritórios foram fechados.

    Também no sábado, a emissora estatal iraniana afirmou que a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região.

    A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

    Trump cancelou o acordo nuclear em 2018, durante seu primeiro mandato. Naquele ano, Khamenei proibiu novas conversas diretas entre autoridades dos EUA e do Irã.

    Na sexta, o americano publicou nas redes sociais que a única razão pela qual os iranianos ainda estavam vivos era para negociar um acordo. “Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser a extorquir o mundo por meio de vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!”

    Trump diz que vai bloquear estreito de Hormuz e acusa Irã de 'extorsão global'