Categoria: MUNDO

  • Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

    Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

    O Irã decretou hoje um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, após a morte, aos 86 anos, do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, no poder desde 1989.

    Com o martírio do líder supremo, seu caminho e sua missão não serão perdidos nem esquecidos; pelo contrário, serão continuados com mais vigor e dedicação”, declarou um apresentador da televisão estatal.

    Os Guardas da Revolução iranianos, tropa de elite do aiatolá, prometeram uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo, cuja morte havia sido confirmada anteriormente pela televisão estatal.

    Em um comunicado, os Guardas condenaram “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista”, acrescentando: “a mão vingadora da nação iraniana não os deixará em paz até impor aos assassinos do imã da Ummah um castigo severo e decisivo, do qual se arrependerão”.

    Enquanto isso, uma nova série de fortes explosões foi ouvida hoje em Teerã, por volta das 5h30 no horário local (2h00 GMT), depois que explosões anteriores atingiram bairros no leste da capital iraniana.

    Um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, às 5h00 no horário local (1h30 GMT), em lágrimas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder havia 36 anos.

    A televisão iraniana não especificou em que circunstâncias Ali Khamenei morreu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelenses e americanos de sábado contra sua residência em Teerã. Fotos e imagens de arquivo estão sendo exibidas com uma faixa preta na tela em sinal de luto.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia anunciado a morte do líder supremo iraniano, dizendo que oferece à população iraniana a chance de recuperar o país. “Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar seu país”, afirmou.

    Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

  • Ataque deixa um morto e sete feridos no aeroporto de Abu Dhabi

    Ataque deixa um morto e sete feridos no aeroporto de Abu Dhabi

    Pelo menos uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas num ataque de retaliação iraniano ao aeroporto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, este sábado. A vítima mortal era asiática.

    Um ataque ao Aeroporto Internacional de Zayed, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, deixou pelo menos um morto e outras sete pessoas feridas.

    A informação foi divulgada na página oficial do Abu Dhabi Airports na rede social X, na noite deste sábado.

    “Os Aeroportos de Abu Dhabi confirmam que ocorreu um incidente no Aeroporto Internacional de Zayed que resultou na morte de um cidadão asiático e em sete feridos. Pedimos ao público que evite rumores e se baseie apenas em fontes oficiais”, diz a publicação.

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram as instalações do aeroporto destruídas, cobertas por uma nuvem de poeira provocada, provavelmente, pelos ataques e pelos destroços.

    Em outros vídeos, é possível ver pessoas correndo dentro do aeroporto, presumivelmente em direção a áreas seguras. Em outra gravação, observa-se claramente a trajetória de dezenas de drones no céu, que atingem o aeroporto. Os ataques do Irã ocorreram depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o país, alegando que Teerã estava reconstruindo seu programa nuclear e que em breve representaria uma nova ameaça.

    Trump afirmou que a operação teve como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto Netanyahu confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

    Washington exige que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio e limite o alcance de seus mísseis, o que Teerã se recusa a fazer, aceitando apenas reduzir seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

    Segundo a Cruz Vermelha iraniana, os bombardeios já deixaram pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos no Irã.

    Além desse número, existe ainda a possibilidade de que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, também tenha morrido durante a ofensiva, assim como o ministro da Defesa e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica. Essa informação, no entanto, não foi confirmada pelo Irã. Ainda assim, tanto Israel quanto os Estados Unidos afirmam que Khamenei “já não está entre nós”.


    Ataque deixa um morto e sete feridos no aeroporto de Abu Dhabi

  • Televisão estatal iraniana confirma a morte de Ali Khamenei

    Televisão estatal iraniana confirma a morte de Ali Khamenei

    Um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, às 05h00 locais, em lágrimas, a morte do aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder há 36 anos.

    A televisão iraniana não especificou em que circunstâncias Ali Khamenei faleceu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelenses e americanos de sábado contra sua residência em Teerã. Fotos e imagens de arquivo estão sendo exibidas com uma faixa preta na tela em sinal de luto.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia anunciado a morte do líder supremo iraniano, dizendo que oferece à população iraniana a “maior chance” de “recuperar” o país.

    A televisão estatal iraniana e a agência de notícias estatal IRNA não informaram a causa da morte do líder de 86 anos. A morte coloca em dúvida o futuro da República Islâmica e aumenta o risco de instabilidade regional.

    “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais, alertando para a continuidade de “bombardeios pesados e precisos” ao longo da semana e até mesmo além, no contexto de um ataque que os EUA justificam como necessário para incapacitar as capacidades nucleares do país.

    O ataque deste sábado abriu um novo capítulo na intervenção dos Estados Unidos no Irã e traz consigo o potencial para violência retaliatória e uma guerra mais ampla, representando uma demonstração surpreendente de um presidente norte-americano que assumiu o cargo com uma plataforma que chamou de “America First” e prometeu se manter fora de “guerras eternas”.

    Se confirmada, a morte de Khamenei no segundo ataque da Administração Trump ao Irã em oito meses cria um vácuo de liderança, dada a ausência de um sucessor conhecido do aiatolá e porque o líder supremo de 86 anos teve a palavra final em todas as principais políticas durante décadas no poder.

    Khamenei liderava o establishment clerical do Irã e sua Guarda Revolucionária paramilitar, os dois principais centros de poder na teocracia governante.

    À medida que surgiram notícias sobre a morte do líder religioso, testemunhas oculares em Teerã disseram à Associated Press que alguns moradores estavam comemorando, buzinando e gritando.

    O Irã, que respondeu aos ataques com seu próprio contra-ataque, advertiu sobre retaliação.

    Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, disse no sábado que Israel e os Estados Unidos “se arrependerão de suas ações”.

    “Os bravos soldados e a grande nação do Irã darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais infernais”, publicou Larijani na rede social X.

    A operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel, que segundo autoridades foi planejada durante meses, ocorreu neste sábado, durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã e no início da semana de trabalho iraniana, e seguiu negociações e advertências de Trump, que no ano passado destacou o sucesso de seu governo em incapacitar o programa nuclear do país.

    Cerca de 12 horas após o início dos ataques, as forças armadas dos EUA informaram que não houve vítimas norte-americanas e que os danos nas bases dos EUA foram mínimos, apesar das “centenas de ataques com mísseis e drones iranianos”.

    Segundo as forças norte-americanas, os alvos no Irã incluíram instalações de comando da Guarda Revolucionária, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e aeródromos militares.

    Por sua vez, Israel afirmou ter matado o comandante da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa do país, bem como o secretário do Conselho de Segurança iraniano, um conselheiro próximo de Khamenei.

    Khamenei “não conseguiu escapar dos nossos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos com ele, pudessem fazer”, afirmou Trump. “Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar seu país”, disse.

    Um diplomata iraniano disse no Conselho de Segurança das Nações Unidas que centenas de civis foram mortos e feridos nos ataques. O Irã retaliou disparando mísseis e drones contra Israel e bases militares dos EUA na região, e os combates continuaram durante a noite.

    Alguns dos primeiros ataques ao Irã parecem ter atingido as proximidades dos escritórios de Khamenei, o segundo líder da República Islâmica que sucedeu ao aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.

    As autoridades israelenses confirmaram a morte de Khamenei, após o anúncio de Trump.

    Os democratas norte-americanos criticaram o fato de Trump ter tomado medidas sem autorização do Congresso, mas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a Administração informou previamente vários líderes republicanos e democratas no Congresso.

    Televisão estatal iraniana confirma a morte de Ali Khamenei

  • 'Até onde eu sei' líder supremo está vivo, diz chanceler do Irã

    'Até onde eu sei' líder supremo está vivo, diz chanceler do Irã

    “Até onde sei”, disse o chanceler à emissora americana, Khamenei ainda está vivo. Segundo ele, funcionários de alto escalão também estão em segurança. “Todos estão agora em seus postos, estamos lidando com a situação e tudo está bem”, continuou. “Podemos ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema.”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à NBC News que, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, está vivo, segundo as últimas informações que recebeu após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país persa neste sábado (28).

    “Até onde sei”, disse o chanceler à emissora americana, Khamenei ainda está vivo. Segundo ele, funcionários de alto escalão também estão em segurança. “Todos estão agora em seus postos, estamos lidando com a situação e tudo está bem”, continuou. “Podemos ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema.”

    O líder supremo fará um pronunciamento em poucos minutos, segundo a emissora iraniana Al-Alam.

    Araghchi afirmou ainda que o Irã está retaliando com ataques a bases americanas no Oriente Médio, não em “americanos em seu próprio território”.

    “As forças americanas estavam atacando nosso povo em nossas cidades, mas não é isso que faremos. Estamos atacando as bases americanas, as bases militares na região, e as instalações e infraestruturas militares, e isso é apenas um ato de autodefesa”, disse. “Foram os EUA e Israel que começaram essa agressão. Portanto, não há limites para a nossa autodefesa, mas assim que a agressão cessar, também cessaremos a nossa autodefesa.”

    O chanceler também deixou a porta aberta para negociações. “Se os americanos quiserem falar conosco, sabem como entrar em contato comigo. Certamente estamos interessados em uma desescalada”, disse ele à NBC News. “Esta é uma guerra de escolha dos EUA, e eles terão que pagar por isso.”

    Em uma conversa telefônica com seu homólogo russo, Araghchi “expressou a importância de a comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança da ONU, tomar medidas decisivas para interromper as ações agressivas e responsabilizar os criminosos”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã.

    'Até onde eu sei' líder supremo está vivo, diz chanceler do Irã

  • Ataque de EUA-Israel mata mais de 50 crianças em escola no Irã

    Ataque de EUA-Israel mata mais de 50 crianças em escola no Irã

    De acordo com Mohammad Radmehr, governador do condado, outras 60 alunas ficaram feridas. Desse total, 53 ainda permanecem sob os escombros. Ele afirmou à IRNA que as equipes seguem mobilizadas nos trabalhos de resgate.

    Um bombardeio atribuído a Israel provocou a morte de 57 estudantes nesta segunda-feira (28) em uma escola localizada em Minab, na província de Hormozgan, no Irã, região próxima ao estreito de Ormuz. As informações foram divulgadas pela agência estatal IRNA.

    De acordo com Mohammad Radmehr, governador do condado, outras 60 alunas ficaram feridas. Desse total, 53 ainda permanecem sob os escombros. Ele afirmou à IRNA que as equipes seguem mobilizadas nos trabalhos de resgate.

    O episódio ocorre após uma ofensiva coordenada realizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, na madrugada de sábado. Explosões foram registradas na capital, Teerã, além de pelo menos outras quatro cidades. Em reação, o governo iraniano lançou mísseis em direção a Israel e também atingiu bases norte-americanas instaladas no Oriente Médio.

    Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, Israel declarou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos da ação militar. No entanto, ainda não há confirmação sobre os resultados da operação.

    Mais cedo, fontes ouvidas pela Reuters indicaram que Ali Khamenei não estaria em Teerã, embora não existam detalhes sobre seu paradeiro. Já a IRNA informou que o presidente Masoud Pezeshkian encontra-se em segurança.

    Ataque de EUA-Israel mata mais de 50 crianças em escola no Irã

  • Ataque é a maior ação militar no Oriente Médio desde 2003; veja mapas e gráficos

    Ataque é a maior ação militar no Oriente Médio desde 2003; veja mapas e gráficos

    Aquela guerra, contudo, foi bem maior em escopo, envolvendo uma invasão terrestre que não está nos planos agora, até porque não há concentração de tropas. Há 23 anos, havia ao menos 130 mil soldados americanos empegados na ação inicial, número que chegou a mais de 250 mil.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado na manhã deste sábado (28), é a maior operação militar no Oriente Médio desde que Washington derrubou o regime de Saddam Hussein no Iraque em 2003.

    Aquela guerra, contudo, foi bem maior em escopo, envolvendo uma invasão terrestre que não está nos planos agora, até porque não há concentração de tropas. Há 23 anos, havia ao menos 130 mil soldados americanos empegados na ação inicial, número que chegou a mais de 250 mil.

    O poderio agora é basicamente aeronaval, com um importantíssimo reforço de Israel. Os EUA mobilizaram ao menos 18 embarcações para a guerra, incluindo dois grupos de porta-aviões: o USS Abraham Lincoln no mar da Arábia, ao sul do Irã, e o USS Gerald Ford no Mediterrâneo, cobrindo o flanco oeste da ação.

    Em 2003, eram cinco grupos de porta-aviões e 55 navios ao todo, segundo um levantamento do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (EUA), incluindo embarcações coalhadas de fuzileiros navais, algo inexistente agora.

    Com os reforços enviados desde janeiro para a região, há entre 300 e 500 aviões americanos, talvez metade deles para combate. Não se sabe ainda se houve ataques com bombardeiros furtivos B-2, que neste como na ação de junho de 2025 teriam de ter voado dos EUA para atingir o Irã.

    Israel tem cerca de 300 aviões de ataque e uma Aeronáutica com enorme experiência operacional. Segundo as forças do país, um grande contingente penetrou o espaço aéreo iraniano, atingindo alvos militares em diversas cidades.

    Não há detalhes das forças que foram usadas nesta amanhã, que presumivelmente incluíam ataques com mísseis de cruzeiro Tomahawk numa primeira leva. Os EUA tinham cerca de 600 deles nos navios mobilizados na região.

    Do lado do Irã, a rápida retaliação contra ao menos quatro bases americanas na região e Israel seguiu o manual previsto: ondas sucessivas de drones e mísseis balísticos, restando saber sua eficácia.

    Na guerra de 12 dias travada com o Estado judeu em junho passado, a teocracia viu 86% dos 600 mísseis que lançou derrubados, mas os que passaram fizeram bastante estrago. Há dúvidas acerca da capacidade de manutenção da poderosa defesa aérea israelense, a melhor do mundo com três camadas distintas, no caso de um conflito prolongado.

    A estimativa das Forças de Defesa de Israel era de que os iranianos saíram daquele conflito com ao menos 1.500 mísseis, e podem ter construído ao menos 50 por mês desde então, dependendo do modelo.

    Aquele conflito mirou a destruição de lançadores de armas de longa distância, mas deixou intacto o arsenal de curta distância, que cobre facilmente os aliados de Trump e suas forças no golfo Pérsico.

    Em caso de risco existencial para o regime, Teerã também pode apelar para o caos no estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás liquefeito do mundo.

    Os iranianos militarizaram metade do local com minas e bases de mísseis, mas interditar a via significa matar sua saída de óleo para a aliada China, base de sua renda externa.

    Entre analistas, no caso extremo, há a especulação acerca do risco de os iranianos empregarem uma chamada bomba suja, ou seja, um artefato nuclear de baixa potência e rendimento. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, o país tem ao menos 440,9 kg de urânio enriquecido a 60%, suficiente para de 10 a 15 dessas armas.

    Só que usar algo assim abriria a porta para uma escalada nuclear, e aqui nem se fala dos EUA e seu arsenal gigante: Israel não declara, mas tem estimadas 90 ogivas atômicas. Mas é um cenário improvável, ainda que impensável não seja a melhor palavra para usar neste momento.

    Ataque é a maior ação militar no Oriente Médio desde 2003; veja mapas e gráficos

  • Irã revida e lança mísseis contra Israel após ataque dos Estados Unidos

    Irã revida e lança mísseis contra Israel após ataque dos Estados Unidos

    Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana, em uma operação conjunta dos EUA e Israel. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido. O espaço aéreo do país, de acordo com a Tasnim, também foi fechado.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Após ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, Teerã revidou e lançou mísseis em direção ao território israelense. A informação foi confirmada pela Forças de Defesa de Israel e pelo Irã, via a agência de notícias estatal Tasnim.

    “Sirenes foram acionadas em diversas áreas do país após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Israel. Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar e atacar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las”, informaram as Forças Armadas pelas redes sociais.
    De acordo com a Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a primeira onda de ataques com mísseis e drones foi lançada como resposta aos ataques.

    Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana, em uma operação conjunta dos EUA e Israel. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido. O espaço aéreo do país, de acordo com a Tasnim, também foi fechado.

    A ação ocorreu mesmo depois de ter sido marcada uma quarta rodada de negociações entre americanos e iranianos acerca do programa nuclear de Teerã, que o presidente Donald Trump disse querer ver desmantelado completamente. Ainda não se sabe se o Irã revidou o ataque.

    Pela rede social Truth Social, Trump confirmou a operação em um vídeo de oito minutos. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iranianos. Um grupo vicioso de pessoas terríveis”, disse o republicano.

    O ministro de Defesa de Israel também comentou sobre o ataque. “O Estado de Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar ameaças”, disse Israel Katz.

    Irã revida e lança mísseis contra Israel após ataque dos Estados Unidos

  • Irã lança ataque resposta contra bases militares dos EUA no Golfo

    Irã lança ataque resposta contra bases militares dos EUA no Golfo

    A ofensiva ocorre como retaliação à ação conduzida por EUA e Israel contra o Irã, segundo informações divulgadas pela agência Fars.

    Bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio — localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait — passaram a ser alvo de ataques atribuídos à Guarda Revolucionária Iraniana. A ofensiva ocorre como retaliação à ação conduzida por EUA e Israel contra o Irã, segundo informações divulgadas pela agência Fars.

    Na madrugada de sábado (28), no horário local, Teerã foi atingida por bombardeios em uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv. O episódio se deu após semanas de negociações tensas e pressão americana para que o governo iraniano encerrasse seu programa nuclear. Os Estados Unidos mantêm 19 bases militares no Oriente Médio, além de outras instalações utilizadas com base em alianças regionais, formando a maior rede de presença militar estrangeira do mundo.

    De acordo com levantamento de 2024 do Congresso dos EUA, oito dessas bases são controladas diretamente pelos americanos e outras 11 contam com tropas e equipamentos. O Kuwait abriga cinco bases; Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Síria possuem duas cada; Egito, Jordânia, Omã e Catar contam com uma.

    A maior instalação é a base de Al Udeid, no Catar, que concentra cerca de 10 mil militares e capacidade para até 100 aeronaves. O local sedia o quartel-general do Centcom, responsável por operações no Oriente Médio, Egito, Ásia Central e partes do sul da Ásia. Em 2025, Al Udeid foi atacada pelo Irã em resposta a bombardeios contra instalações nucleares iranianas. Em janeiro, entrou em alerta máximo e recebeu baterias móveis Patriot.

    No Kuwait, Camp Arifjan funciona como centro logístico e abriga cerca de nove mil soldados. Já a base naval no Bahrein, com sete a nove mil militares, é estratégica por comportar porta-aviões, navios de combate e submarinos nucleares. A base de Muwaffaq Salti, na Jordânia, reúne cerca de dois mil soldados e aeronaves da 332ª divisão da Força Aérea dos EUA. A Prince Sultan, com 2,3 mil tropas, protege rotas de petróleo e possui sistemas Patriot e THAAD.

    Globalmente, os EUA mantêm cerca de 170 mil tropas em aproximadamente 800 instalações militares espalhadas por dezenas de países, sendo 128 bases distribuídas em 51 nações. O investimento anual supera US$ 70 bilhões. Segundo Vitelio Brustolin, professor da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, essa estrutura é essencial para conter adversários e projetar poder. “Os novos documentos estratégicos dos EUA deixam claro que a segurança das Américas como parte central da segurança nacional direta e prioritária para os EUA, diferentemente de Ásia e Europa, onde o foco é secundário. Mas isso não significa necessariamente os EUA busquem novas bases militares na América Latina”, afirmou Brustolin.

    Irã lança ataque resposta contra bases militares dos EUA no Golfo

  • Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

    Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

    Donald Trump confirmou os ataques realizados contra o Irã, este sábado. Disse ainda que eliminou “ameaças iminentes” à segurança dos Estados Unidos e que a “hora de liberdade” do povo iraniano está chegando.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado os ataques ao Irã, afirmando que eliminou “ameaças iminentes” à segurança do país.

    “As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram uma grande operação de combate no Irã. Nosso objetivo é defender os americanos por meio da eliminação das ameaças iminentes do governo iraniano”, disse em um vídeo compartilhado na rede Truth Social.

    O presidente americano afirmou que as “atividades do Irã” afetam diretamente os Estados Unidos, assim como outros aliados.

    “Durante 47 anos, o regime iraniano gritou: ‘Morte à América’ e conduziu uma campanha interminável de derramamento de sangue”, continuou, mencionando também a crise na Embaixada dos EUA entre 1979 e 1981, quando 66 pessoas foram feitas reféns por 444 dias.

    “Tem sido terrorismo, e não vamos mais tolerar isso”, ressaltou, acrescentando que o Irã estava reconstruindo seu programa nuclear e desenvolvendo mísseis de longo alcance.

    Dirigindo-se diretamente ao povo iraniano, Trump afirmou: “A hora da liberdade está próxima”, mas deixou um alerta: “Bombas cairão por todos os lados”.

    “Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês”, disse, acrescentando que esta será “a única chance em várias gerações”, já que “nunca receberam” ajuda de um presidente dos Estados Unidos.

    “Nenhum presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite”, concluiu.


    Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje pelo menos três explosões no centro e norte de Teerã, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.

    O ministério da Defesa israelense informou que Israel lançou um “ataque preventivo contra o Irã” para “eliminar as ameaças” ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelense.

    O ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar no país persa.

     

    Donald Trump confirma ataques ao Irã: "Ameaças iminentes"

  • Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

    Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia

    O Banco Central da Bolívia (BCB) queimou as cédulas que estavam sendo transportadas no avião militar que sofreu o acidente na sexta-feira perto do aeroporto internacional de El Alto, deixando pelo menos 20 mortos e 28 feridos.

    Pelo menos 20 pessoas morreram na sexta-feira após um acidente com um avião militar boliviano, que transportava dinheiro em cédulas, no aeroporto de El Alto, perto de La Paz, informaram os bombeiros. “20 pessoas foram contabilizadas”, informou o coronel Pavel Tovar à imprensa, no local do acidente. 

    O avião saiu da pista durante o pouso, atingindo vários veículos em uma estrada próxima.

    A autoridade de navegação aérea e aeroportos bolivianos (NAABOL) informou em comunicado que uma “aeronave da Força Aérea Boliviana C-130”, proveniente da cidade de Santa Cruz (leste), se envolveu em um acidente no “aeroporto internacional de El Alto”, o que levou à suspensão temporária das operações.

    O avião transportava cédulas emitidas pelo Banco Central, que ficaram espalhadas pelo chão, obrigando a polícia a intervir com gás lacrimogêneo para afastar uma multidão que tentava recolhê-las, segundo imagens de televisão.

    Banco da Bolívia queima dinheiro transportado por avião que caiu

    O Banco Central da Bolívia (BCB) queimou as cédulas que estavam sendo transportadas no avião militar que sofreu o acidente na sexta-feira perto do aeroporto internacional de El Alto, deixando pelo menos 20 mortos e 28 feridos.

    “Essas cédulas não são válidas, são ilegais, não estão em circulação e, portanto, estamos procedendo à queima, e qualquer pessoa que possua essas cédulas está cometendo um ato ilegal”, disse à imprensa, em El Alto — segunda cidade mais populosa da Bolívia — o presidente interino do BCB, David Espinoza.

    Militares e policiais realizaram então a queima do dinheiro que ficou espalhado após o acidente do avião militar Hércules C-130, pertencente à Transportes Aéreos Bolivianos (TAB), uma divisão de carga da Força Aérea Boliviana (FAB). 

    O avião pousou à tarde no aeroporto de El Alto, mas ao tocar o solo saiu da pista e percorreu cerca de um quilômetro, até parar fora do perímetro do terminal aéreo, colidindo com cerca de 15 veículos que circulavam pelo local, por causas que ainda estão sendo investigadas.

    O acidente deixou um saldo de pelo menos 15 mortos e 28 feridos, que recebem atendimento médico em diferentes hospitais de La Paz e El Alto, segundo informou a ministra da Saúde, Marcela Flores.

    O Ministério da Defesa informou em comunicado que a aeronave, proveniente da cidade oriental de Santa Cruz, transportava “valores destinados ao Banco Central da Bolívia”.

    De acordo com imagens divulgadas pela imprensa local e vídeos publicados nas redes sociais, muitas pessoas tentaram se aproximar do local para recolher as cédulas espalhadas após o acidente, o que levou os bombeiros a utilizar jatos de água para dispersá-las e, posteriormente, com a chegada da polícia, foi usado gás lacrimogêneo para afastar a multidão das proximidades da aeronave.

    Os distúrbios continuaram à medida que mais pessoas chegavam ao local, e algumas chegaram a atacar policiais e bombeiros, dificultando o resgate e a busca por vítimas e feridos. O incidente levou ao envio de 600 militares e 160 policiais.

    O procurador de La Paz, Luis Carlos Torres, confirmou à imprensa que 12 pessoas foram detidas por causa dos distúrbios.

    Marcela Flores lamentou que a multidão tenha apedrejado ambulâncias que foram ao local prestar atendimento médico às vítimas. 

    As agressões de “pessoas que tentavam se apropriar do dinheiro transportado” também atingiram jornalistas e profissionais da imprensa que cobriam o evento, denunciou a Associação Nacional de Jornalistas da Bolívia (ANPB) em comunicado, lamentando que uma equipe do canal estatal Bolivia TV “tenha sido alvo de agressões diretas”, colocando “em risco a integridade física de sua equipe técnica e jornalística”.

    Jornalistas de outros veículos também “foram atacados com pedras, sofrendo ferimentos graves no exercício de sua função”, acrescentou o comunicado.

    O BCB explicou em comunicado que o dinheiro transportado no avião era proveniente de Santa Cruz e composto por cédulas de 10, 20 e 50 bolivianos, como parte da décima entrega programada em um contrato assinado em 2025 com o banco central para substituir papel-moeda desgastado.

    As autoridades econômicas explicaram que o processo de monetização — ou seja, a autorização para que as cédulas circulem legalmente — só é realizado após o material ser recebido e armazenado nos cofres do BCB, o que não ocorreu com essas cédulas. Por isso, elas não têm valor legal, e sua posse e utilização constituem crime.

    O ministro da Defesa da Bolívia, Marcelo Salinas, também afirmou em coletiva de imprensa que o dinheiro transportado pelo avião “não tem valor legal”, pois não foi oficialmente emitido pelo BCB e não possui número de série, e que “tentar utilizá-lo é um crime”.

    Avião com carga de dinheiro cai e deixa 20 mortos na Bolívia