Categoria: MUNDO

  • Trump diz estar 'chocado' com Meloni e critica Itália por não apoiar guerra

    Trump diz estar 'chocado' com Meloni e critica Itália por não apoiar guerra

    Trump afirmou que Meloni se recusa a apoiar os EUA no conflito e na estratégia contra o programa nuclear iraniano e que a primeira-ministra tenta manter a Itália fora do envolvimento direto

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e disse estar “chocado” com a postura do governo italiano em relação à guerra e ao que ele chama de ameaça nuclear do Irã. Declaração foi feita por Trump em entrevista ao jornal italiano “Corriere dela Sera”.

    Em entrevista, Trump afirmou que Meloni se recusa a apoiar os EUA no conflito e na estratégia contra o programa nuclear iraniano. “Ela não quer nos ajudar a nos livrar da arma nuclear”, disse o presidente dos EUA.

    Trump declarou que não conversou com Meloni sobre o tema e afirmou que a primeira-ministra tenta manter a Itália fora do envolvimento direto. “Não. Ela simplesmente diz que a Itália não quer se envolver. Mesmo que a Itália obtenha seu petróleo de lá, mesmo que a América seja muito importante para a Itália. Ela não acha que a Itália deveria se envolver. Ela acha que a América deveria fazer o trabalho por ela”, afirmou.

    O presidente americano também questionou, na entrevista, se os italianos aprovam a posição do governo e atacou a líder de direita. “Vocês gostam do fato de que a sua presidente do Conselho não está nos dando nenhuma ajuda para obter o petróleo? As pessoas gostam disso? Eu não consigo imaginar. Estou chocado com ela. Eu pensei que ela tivesse coragem, eu estava errado”, disse.

    Trump disse que não fala com Meloni “há muito tempo” e atribuiu o distanciamento à falta de apoio da Itália na Otan. “Porque ela não quer nos ajudar com a Otan, não quer nos ajudar a nos livrar da arma nuclear. Ela é muito diferente do que eu pensava”, declarou.

    Ao ampliar as críticas, Trump afirmou que a Itália e a Europa estariam mudando por causa da imigração. “Ela não é mais a mesma pessoa, e a Itália não será o mesmo país; a imigração está matando a Itália e toda a Europa”, disse ao Corriere della Sera.

    Trump também atacou a postura europeia em temas de energia e segurança, citando o Estreito de Hormuz como ponto central para o abastecimento. “Eles pagam os custos de energia mais altos do mundo e nem estão prontos para lutar pelo Estreito de Hormuz, de onde recebem energia. Eles dependem de Donald Trump para mantê-lo aberto”, afirmou.

    Questionado sobre pedidos a aliados por equipamentos militares, Trump disse que a aliança não estaria disposta a enviar o que os EUA pedem. “Eu pedi que enviassem tudo o que quisessem, mas eles não querem porque a Otan é um tigre de papel”, declarou.

    Na mesma entrevista, Trump elogiou Viktor Orbán por sua política migratória e comparou a Hungria à Itália. “Ele não deixou que as pessoas viessem arruinar o país dele como a Itália fez”, disse.

    Trump diz estar 'chocado' com Meloni e critica Itália por não apoiar guerra

  • Xi Jinping apresenta plano de quatro pontos para paz no Oriente Médio

    Xi Jinping apresenta plano de quatro pontos para paz no Oriente Médio

    O presidente chinês criticou o uso do direito internacional apenas por conveniência, tema do terceiro ponto. “Não podemos permitir que o mundo volte à lei da selva”, declarou Xi Jinping

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da China, Xi Jinping, apresentou uma proposta de quatro pontos para buscar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

    O líder chinês debateu a situação do Golfo com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed. O encontro ocorreu em Pequim, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

    Xi Jinping afirmou que a China vai assumir um papel construtivo nas negociações de paz. O plano defende a construção de uma estrutura de segurança comum e cooperativa para a região.

    As declarações representam o posicionamento mais significativo do país asiático sobre a crise até o momento. A entrada da China busca criar um ambiente favorável ao crescimento dos países do Golfo.

    O primeiro ponto do projeto defende a coexistência pacífica e uma nova arquitetura de segurança. A ideia é criar um modelo comum, cooperativo e sustentável para o Oriente Médio.

    A segunda diretriz da proposta exige a proteção rigorosa da soberania dos Estados. Isso inclui a defesa incondicional de pessoas, instalações e instituições governamentais.

    O presidente chinês criticou o uso do direito internacional apenas por conveniência, tema do terceiro ponto. “Não podemos permitir que o mundo volte à lei da selva”, declarou Xi Jinping.

    A última regra pede a união estratégica entre segurança e desenvolvimento econômico. O líder chinês destacou que os países precisam injetar energia positiva para o crescimento da região.

    Xi Jinping apresenta plano de quatro pontos para paz no Oriente Médio

  • Epstein? Brasileira ameaça expor Melania e 'marido pedófilo': "Cuidado"

    Epstein? Brasileira ameaça expor Melania e 'marido pedófilo': "Cuidado"

    A modelo Amanda Ungaro, amiga do casal Trump, ameaçou expor o “sistema corrupto” de Melania e chamou o presidente norte-americano de “pedófilo”; brasileira comentou coletiva de imprensa da primeira-dama devido às supostas ligações com Jeffrey Epstein

    Uma ex-amiga do casal Trump ameaçou expor o “sistema corrupto” de Melania e chamou o presidente norte-americano de “pedófilo”. As declarações surgiram como resposta à coletiva de imprensa da primeira-dama devido às supostas ligações com Jeffrey Epstein.

    “Vou destruir o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que faço na vida. Vou até ao fim – não tenho medo. Talvez devesse ter medo do que eu sei sobre quem você é e quem é o teu marido. Não tenho mais nada a perder. Vou derrubar o sistema todo. Tenha cuidado comigo, idiota”, escreveu a ex-modelo brasileira, Amanda Ungaro, citada pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’.

    A mensagem foi publicada após declarações de Melania Trump negando ter qualquer tipo de relação com Jeffrey Epstein.

    A ex-modelo brasileira, de 41 anos, destacou ainda que foi amiga do casal Trump durante cerca de 20 anos e que irá tomar medidas legais contra Melania e contra o “seu marido pedófilo”. Disse ainda que a primeira-dama sabia que Ungaro esteve presa em um centro do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). Esta detenção aconteceu no ano de 2025.

    Segundo o New York Times (NYT), o ex-marido de Ungaro, Paolo Zampolli, que é um ex-agente de modelos e aliado de Trump, a teria perseguido quando ela morava em Miami. Supostamente, o Zampolli, que hoje é enviado especial de Trump para as parcerias globais, teria contactado um alto funcionário do ICE para denunciar que Amanda estava ilegal nos Estados Unidos. 

    Amanda Ungaro acabaria sendo deportada em outubro de 2025. No entanto, o ex-marido negou ter feito qualquer pedido ao ICE relativo à ex-mulher.

    Já o Departamento de Segurança Interna emitiu um comunicado onde explicou que Amanda Ungaro foi deportada por estar com o visto caducado há muito tempo. “Qualquer sugestão de que foi presa e removida por razões políticas ou favoritismo é falsa”, refere a nota. 

    Vale salientar que, naquela época, a ex-modelo brasileira e o ex-agente de modelos disputavam a guarda do filho Giovanni, de 15 anos, na justiça norte-americana.

    De acordo com um porta-voz de Melania, a primeira-dama afirmou que “não tem conhecimento nem envolvimento nos assuntos pessoais de Zampolli e Ungaro” e que “não teve nenhum contato” com o ICE.

    O que sabe Amanda sobre Epstein?

    Em uma entrevista dada ao jornal O Globo, Amanda Ungaro contou que, em 2002, fez uma viagem no avião privado de Jeffrey Epstein, o Lolita Express. A brasileira afirmou ter visto cerca de 30 garotas com o predador sexual e a sua cúmplice, Ghislaine Maxwell. 

    “Tinha mais ou menos uma 30 garotas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelos”, relatou. 

    Nessa viagem, Ungaro foi de Paris para Nova York, tendo viajado com o seu então agente Jean-Luc Brunel – conhecido como o ‘olheiro’ de Jeffrey Epstein no Brasil. 

    Ainda em 2002, a ex-modelo conheceu o italiano Paolo Zampolli. Meses depois, os dois iniciaram uma relação que durou 19 anos. Hoje, Ungaro acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica. 

    Amanda explicou que o abuso aconteceu na mansão que o casal dividia em Gramercy, Nova York. No dia seguinte, Zampolli comentou que teve relações com a então modelo, mas Amanda não se lembrava de nada.

    “Eu disse: ‘Isso chama-se estupro. Eu fui abusada’. Ele reagiu com um sorriso”, contou, acrescentando que também foi agredida depois de se ter recusado a ter relações sexuais com Zampolli.

    Amanda Ungaro revelou ainda que, durante os 19 anos de casamento, o ex-marido a levou para diversas festas organizadas pelo rapper e produtor Sean “Diddy” Combs – que, atualmente, se encontra cumprindo pena de prisão. 

    Nessas festas, Ungaro disse que levava o seu próprio empregado para ter a certeza de que nada lhe era colocado nas bebidas. 

    E a amizade de Zampolli e Trump?

    Paolo Zampolli e Donald Trump são amigos há vários anos, sendo que, hoje em dia, o ex-agente de modelos ocupa um cargo na administração do presidente norte-americano como enviado especial para as parcerias globais.

    Zampolli nasceu em Milão, tendo-se mudado para Nova York nos anos 90. Época em que teria conhecido Donald Trump e, oficialmente, começaram a trabalhar juntos em 2004. 

    No entanto, foi nas eleições presidenciais de 2016 que a amizade se transformou em lealdade. Por exemplo, Trump foi questionado, na ocasião, acerca das políticas migratórias e a imprensa deu até como exemplo a sua mulher, Melania, que foi para os Estados Unidos trabalhar como modelo com um visto inadequado.

    E é aqui que entra Zampolli, dizendo que tratou de tudo e que usou a sua posição de agente de modelos para conseguir um visto de trabalho para Melania.

    Mas, o círculo social de Zampolli e Trump envolvia ainda um terceiro elemento… Jeffrey Epstein. Em 2004, o italiano e Epstein tentaram comprar a Elite Models, uma das maiores agências de modelo do mundo. 

    O nome de Paolo Zampolli, note-se, aparece várias vezes nos documentos de Epstein, que têm vindo a ser divulgados pelo Departamento de Justiça desde o final do ano passado. 

    Epstein? Brasileira ameaça expor Melania e 'marido pedófilo': "Cuidado"

  • Hezbollah rejeita negociação do governo do Líbano com Israel

    Hezbollah rejeita negociação do governo do Líbano com Israel

    Naim Qassem, atual líder da facção xiita libanesa, um dos principais aliados regionais do Irã, descreveu as negociações como inúteis em discurso televisionado, e afirmou que vai continuar a confrontar ataques israelenses no Líbano

    (CBS NEWS) – O Hezbollah instou o governo do Líbano nesta segunda-feira (13) a cancelar as negociações para o fim do conflito com Israel, previstas para ocorrer nesta terça (14), em Washington, com mediação dos Estados Unidos.

    Naim Qassem, atual líder da facção xiita libanesa, um dos principais aliados regionais do Irã, descreveu as negociações como inúteis em discurso televisionado, e afirmou que vai continuar a confrontar ataques israelenses no Líbano.

    Wafiq Safa, autoridade do conselho político do grupo, afirmou ainda em entrevista coletiva à imprensa internacional que a facção “não está vinculada ao que for concordado [entre Líbano e Israel]”. “Não estamos interessados ou preocupados com os resultados das negociações”, afirmou Safa.

    Muita incerteza envolve a rara conversa entre as duas partes -formalmente em guerra desde a criação do Estado de Israel. Além da agora pública oposição do Hezbollah ao diálogo com o adversário, Tel Aviv também afirmou que não vai discutir em Washington uma trégua com a facção; Beirute diz que pretende pressionar por um cessar-fogo durante a conversa.

    O governo libanês é a parte com menor margem de manobra. Enquanto vê bombas caírem na capital e seu território ao sul voltar a ser ocupado por Israel, precisa balancear as negociações para que o Hezbollah não se sinta fundamentalmente ameaçado como organização.

    Isso porque o grupo extremista é também um partido político com ampla relevância social e capilaridade no país, em particular em áreas de maioria muçulmana xiita.

    Além disso, como a política libanesa funciona sobre uma base sectária, ou seja, dividida de modo que o governo reflita ao menos em parte sua diversidade religiosa, aliados do Hezbollah detêm posições até mesmo no gabinete nacional.

    Militarmente a situação também não favorece posições mais duras do governo libanês contra a facção, que possui poder bélico maior do que o próprio Exército do país.

    Na frente de combate, as Forças Armadas de Israel completaram o cerco à cidade de Bint Jbeil, logo após a fronteira, no sul do Líbano, e iniciou um ataque terrestre no local, segundo um porta-voz militar israelense e funcionários de segurança libaneses afirmaram à agência Reuters.

    Os funcionários libaneses dizem que combatentes do Hezbollah entrincheirados na cidade estavam prontos para lutar até a morte, citando a importância estratégica e simbólica de Bint Jbeil, um reduto da facção, capital provincial e porta de entrada para as aldeias vizinhas. Oficiais israelenses esperam controle operacional total da cidade em poucos dias.

    O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, cruzou a fronteira neste domingo (12) e visitou tropas israelenses que ocupam o vizinho.

    “Nós evitamos uma invasão vinda do Líbano graças a essa zona de segurança”, disse Netanyahu aos soldados. “Ainda há mais a ser feito, e estamos fazendo. Estamos repelindo o perigo das munições antitanque e estamos lidando com foguetes”, afirmou o primeiro-ministro, que esteve no território libanês acompanhado do ministro da Defesa, Israel Katz, e de altos comandantes militares.

    Ainda nesta segunda-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que houve um ataque a um centro da organização em Tiro, no sul do Líbano. A agência de notícias estatal do Líbano relatou a morte de uma pessoa no ataque, mas não revelou a identidade da vítima.

    O Exército de Israel afirmou ter realizado um ataque contra um “terrorista do Hezbollah” em Tiro e estava investigando relatos de que o ataque havia causado danos a um centro da Cruz Vermelha. Os militares não identificaram o indivíduo que disseram ter matado.

    As forças de Tel Aviv afirmaram ainda que um foguete do Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, no norte de Israel. O projétil atingiu um prédio residencial de três andares, segundo o corpo de bombeiros, e uma mulher ficou ferida por estilhaços, de acordo com socorristas.

    O Exército israelense também disse que interceptou mais de 10 drones e foguetes lançados contra Israel a partir do Líbano entre a manhã e o fim da tarde.

    Uma autoridade de segurança estrangeira baseada no Líbano disse que a tomada de Bint Jbeil daria a Israel melhor controle sobre toda a faixa da fronteira sudeste do Líbano, restando apenas a área oeste da zona fronteiriça, que é em grande parte floresta e de mais difícil acesso.

    Hezbollah rejeita negociação do governo do Líbano com Israel

  • Espanha inicia processo para regularizar meio milhão de imigrantes

    Espanha inicia processo para regularizar meio milhão de imigrantes

    Medida permitirá que imigrantes solicitem regularização até 30 de junho, garantindo acesso a direitos e integração formal ao mercado de trabalho; governo defende impacto positivo na economia e no envelhecimento da população, enquanto oposição criticava proposta semelhante no Parlamento

    O governo da Espanha aprovou nesta terça-feira (14) um decreto que permite iniciar imediatamente um processo extraordinário de regularização de imigrantes, que pode beneficiar cerca de meio milhão de pessoas. A medida já havia sido anunciada no fim de janeiro.

    “Um ato de normalização, de reconhecer a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte da nossa vida quotidiana. E também um ato de justiça e uma necessidade” de um país “que envelhece” e que “sem novas pessoas a trabalhar e a descontar para a segurança social” verá a “prosperidade travada”, afirmou o primeiro-ministro Pedro Sánchez em publicação nas redes sociais.

    O decreto será publicado na quarta-feira e entra em vigor imediatamente. A partir de quinta-feira, os imigrantes poderão solicitar a regularização até o dia 30 de junho, segundo informou a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz, em coletiva de imprensa em Madri.

    Para dar conta da demanda, o governo reforçou em 550 pessoas as equipes responsáveis pelo processo, acrescentou a ministra.

    A iniciativa será implementada por meio de um decreto do Executivo, sem necessidade de aprovação do Parlamento. Uma proposta semelhante, baseada em uma petição popular com 700 mil assinaturas e o apoio de cerca de 900 instituições, incluindo a Igreja Católica, chegou a ser aceita para debate, mas está travada desde abril de 2024 por partidos de direita e extrema direita.

    Elma Saiz afirmou que a medida tem “tripla legitimidade, social, política e económica”, destacando que, apesar do impasse no Parlamento, a proposta conta com amplo apoio de sindicatos, entidades empresariais e organizações sociais. Segundo ela, essas instituições vêm defendendo a regularização “há meses ou até anos”.

    A ministra ressaltou que a iniciativa vai beneficiar pessoas que já vivem no país, garantindo a elas “plenos direitos” e a possibilidade de também “cumprir as suas obrigações”. Ela citou ainda estudos que apontam a imigração como um fator importante para o crescimento econômico da Espanha e para o rejuvenescimento da população.

    O processo é voltado a estrangeiros que estavam vivendo no país há pelo menos cinco meses até 31 de dezembro de 2025 ou que tenham solicitado proteção internacional até essa mesma data, desde que não possuam antecedentes criminais.

    A estimativa do governo é que cerca de 500 mil pessoas sejam regularizadas com essa medida.

    Segundo dados do think tank Funcas, aproximadamente 840 mil pessoas viviam em situação irregular na Espanha em 2025. O mesmo estudo aponta que o número de estrangeiros de fora da União Europeia nessa condição cresceu significativamente, passando de 107 mil em 2017 para 840 mil em 2025.

    Desde 1986, a Espanha já realizou nove processos extraordinários de regularização migratória, promovidos por governos de diferentes orientações políticas. O mais recente ocorreu em 2005, quando mais de 575 mil pessoas tiveram a situação regularizada.
     

     
     

    Espanha inicia processo para regularizar meio milhão de imigrantes

  • Ex-aluno invade escola, atira e deixa 18 feridos na Turquia

    Ex-aluno invade escola, atira e deixa 18 feridos na Turquia

    Ataque ocorreu em Siverek, quando jovem de 19 anos abriu fogo com espingarda, fez reféns e depois tirou a própria vida; vítimas foram levadas ao hospital e motivação ainda é desconhecida

    Um ex-aluno abriu fogo em uma escola na cidade de Siverek, na Turquia, deixando ao menos 18 pessoas feridas. O ataque ocorreu na Escola Secundária Ahmet Koyuncu Vocational and Technical Anatolian, localizada na província de Şanlıurfa.

    Após os disparos, as forças de segurança evacuaram rapidamente o prédio escolar. A polícia foi acionada e cercou a área, tentando negociar a rendição do suspeito. No entanto, segundo informações da emissora NTV, citadas pelo Daily Mail, o jovem, de 19 anos, acabou tirando a própria vida.

    De acordo com as autoridades, o atirador era ex-aluno da instituição e utilizou uma espingarda de caça para cometer o ataque. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram estudantes deixando o local às pressas, em meio ao pânico.

    Segundo o governador da província, Hasan Şıldak, o suspeito conseguiu entrar no campus antes de iniciar os disparos. Os primeiros tiros teriam sido feitos do lado de fora do prédio, e, em seguida, ele invadiu a escola. Há relatos de que alguns alunos chegaram a ser feitos reféns durante a ação.

    As vítimas foram socorridas e levadas a um hospital em Siverek. Pelo menos 12 pessoas permanecem internadas.

    As motivações do ataque ainda não foram esclarecidas. Episódios desse tipo, especialmente em escolas, são considerados raros na Turquia.

    Ex-aluno invade escola, atira e deixa 18 feridos na Turquia

  • EUA propõem pausa de 20 anos em programa nuclear do Irã

    EUA propõem pausa de 20 anos em programa nuclear do Irã

    Proposta inclui suspensão do enriquecimento de urânio em troca de alívio de sanções, mas negociações fracassam após impasse com Teerã; divergências sobre Ormuz e exigências nucleares seguem como principais obstáculos ao acordo

    Os Estados Unidos apresentaram uma proposta para suspender por 20 anos o programa de enriquecimento de urânio do Irã, como parte de uma tentativa de acordo para encerrar o conflito em curso. A informação foi divulgada pela imprensa norte-americana nesta segunda-feira.

    Segundo jornais dos EUA, que citam fontes próximas às negociações realizadas no sábado em Islamabad, Washington pediu a Teerã que se comprometa a interromper o enriquecimento de urânio por duas décadas.

    De acordo com o The Wall Street Journal, a proposta incluiria um alívio das sanções econômicas como contrapartida. Já o The New York Times informou que o Irã teria sugerido uma suspensão menor, de cinco anos, para suas atividades nucleares.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou a ofensiva em 28 de fevereiro, alegando que o Irã estaria desenvolvendo uma arma nuclear, o que é negado por Teerã. O republicano afirmou que não permitirá que o país tenha esse tipo de armamento.

    As negociações, no entanto, terminaram sem acordo. O vice-presidente JD Vance deixou as conversas no domingo sem avanços, com divergências centrais relacionadas ao programa nuclear iraniano e à reabertura do Estreito de Ormuz.

    As propostas divulgadas pela imprensa são vistas como uma versão mais moderada das exigências feitas publicamente por Trump, que já defendeu que o Irã abandone de forma definitiva qualquer ambição nuclear.

    Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e potências internacionais. O tratado previa a redução das sanções em troca de limites rigorosos ao enriquecimento de urânio e maior fiscalização das instalações nucleares iranianas.

    “Uma coisa é os iranianos afirmarem que não irão dotar-se de armas nucleares, mas outra coisa é nós implementarmos os mecanismos necessários para garantir que isso não aconteça”, afirmou JD Vance na segunda-feira, após o fracasso das negociações no Paquistão. Segundo ele, os Estados Unidos apresentaram “linhas vermelhas claras”.

    O Irã, por sua vez, mantém a posição de que não aceitará restrições ao direito de enriquecer urânio, alegando que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis.

    Para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a “questão central” é a retirada de todo o urânio já enriquecido em níveis elevados pelo Irã, além de garantias de que não haverá novos avanços no programa nuclear “nos próximos anos, ou mesmo nas próximas décadas”.

    Enquanto isso, a Rússia indicou nesta segunda-feira que está disposta a receber em seu território o urânio enriquecido iraniano, como parte de um eventual acordo entre Washington e Teerã.
     
     

     

    EUA propõem pausa de 20 anos em programa nuclear do Irã

  • Trump se nega a pedir desculpas ao papa Leão 14 e apaga imagem em que parece Jesus

    Trump se nega a pedir desculpas ao papa Leão 14 e apaga imagem em que parece Jesus

    Trump afirmou nesta segunda-feira (13) que não vai pedir desculpas. “O papa disse coisas que estão erradas e ele é contra o que estou fazendo no Irã, e não podemos ter um Irã nuclear”, afirmou o presidente em entrevista a jornalistas na Casa Branca

    (CBS NEWS) – As tensões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o papa Leão 14, cresceram após o americano criticar o pontifice e chamá-lo de “terrível” e “fraco” pelas redes sociais. Além das ofensas, Trump postou uma imagem produzida por inteligência artificial em que aparece vestido como se fosse Jesus com a mão apoiada sobre a testa de um homem aparentemente doente.

    Trump afirmou nesta segunda-feira (13) que não vai pedir desculpas. “O papa disse coisas que estão erradas e ele é contra o que estou fazendo no Irã, e não podemos ter um Irã nuclear”, afirmou o presidente em entrevista a jornalistas na Casa Branca.

    Nas últimas semanas, o papa se colocou contra a guerra, disse que “Deus não abençoa nenhum conflito” e que quem segue Cristo não apoia o lançamento de bombas. Após a reação negativa de Trump, o pontifice disse não temer o governo do republicano e prometeu continuar falando sobre a guerra.

    Horas depois, a imagem de Trump semelhante a Jesus foi tirada do ar. Em entrevista a jornalistas, o presidente disse que ele mesmo publicou a imagem. “Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha lá, que nós apoiamos”, disse, atribuindo à imprensa a comparação com Jesus.

    “Só a imprensa falsa poderia inventar essa. Acabei de ouvir sobre isso e disse: como eles chegaram a essa conclusão? A ideia é que eu fosse um médico, fazendo as pessoas se sentirem melhor -e eu faço as pessoas se sentirem melhores.”

    A publicação da imagem foi criticada por conservadores nos EUA, que pediram que o presidente tirasse a montagem do ar e o acusaram de blasfêmia. Megan Basham, escritora e comentarista cristã protestante conservadora, classificou a postagem de “blasfêmia revoltante” e exigiu que o presidente pedisse perdão a Deus e ao povo americano.

    Já Isabel Brown, influenciadora conservadora e podcaster do Daily Wire, descreveu o post como “nojento e inaceitável”, afirmando que era uma leitura errada do sentimento religioso atual do país. Michael Knowles, podcaster católico conservador, que também trabalha no Daily Wire, sugeriu que, independentemente da intenção, seria melhor para o presidente deletar a imagem tanto por razões espirituais quanto políticas.

    Riley Gaines, ex-nadadora universitária e ativista conservadora que costuma participar de comícios de Trump, criticou a falta de humildade na postagem. “Ele realmente pensa isso?”, escreveu ela. “De qualquer forma, duas coisas são verdadeiras: 1) um pouco de humildade lhe faria bem; 2) Deus não deve ser zombado.”

    Eleitores cristãos, incluindo católicos, formam uma parte crucial da base política de Trump. O republicano, que não frequenta a igreja regularmente, conquistou maiorias entre eleitores cristãos na eleição de 2024 que antes estavam mais divididos.

    David Gibson, diretor do Centro de Religião e Cultura da Universidade Fordham, uma instituição católica de Nova York, disse ser difícil entender a motivação de Trump ao atacar o papa e publicar a imagem, mas também ser difícil prever se os católicos americanos se voltariam contra ele.

    “Será que essa atitude ultrapassará um limite para eles? Será que finalmente punirão Trump e o Partido Republicano nas urnas?”, questionou. “Este é um momento decisivo: os católicos americanos escolherão o papa ou o presidente?”

    Trump se nega a pedir desculpas ao papa Leão 14 e apaga imagem em que parece Jesus

  • Haiti decreta três dias de luto após morte de 25 pessoas em ponto turístico

    Haiti decreta três dias de luto após morte de 25 pessoas em ponto turístico

    Tragédia ocorreu durante tumulto em celebração anual na Citadelle Laferrière, patrimônio reconhecido pela Unesco; Brasil manifesta solidariedade ao povo haitiano e condolências às famílias das vítimas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo do Haiti decretou três dias de luto nacional após a morte de 25 pessoas durante um tumulto em uma fortaleza histórica na Citadelle Laferrière, uma das principais atrações turísticas do país, no sábado (11).

    O primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé anunciou que o luto começará nesta terça-feira (14) e afirmou que o governo vai custear as despesas funerárias dos mortos. Ele também manifestou “as mais sinceras condolências às famílias enlutadas” e disse que muitos dos atingidos são jovens. Dezenas de pessoas ficaram feridas, e as autoridades ainda não divulgaram a identidade das vítimas.

    Inicialmente, o número de mortos havia sido estimado em 30, mas foi revisado para 25, segundo Emmanuel Pierre, chefe nacional da proteção civil.

    Jean Henri Petit, responsável pela Defesa Civil no Departamento Norte, disse que o tumulto ocorreu durante uma concentração de estudantes e visitantes que participavam de uma celebração anual ligada à Citadelle Laferrière, uma fortaleza histórica e patrimônio reconhecido pela Unesco.

    Os relatos iniciais indicam que os visitantes se aglomeraram em torno de uma única entrada e que ocorreu um confronto entre aqueles que tentavam entrar e sair do local.

    Construída no início do século 19, logo após a independência do Haiti da França, a cidadela é considerada Patrimônio Mundial e costuma atrair grande público. No dia do incidente, a presença de centenas de visitantes e a chuva teriam agravado a situação, contribuindo para que houvesse uma debandada.

    A tragédia ocorreu em um momento de crise no país, marcado pela violência de gangues e por uma escalada de confrontos com forças de segurança. Nos últimos anos, o Haiti também enfrentou uma série de desastres, incluindo explosões de tanques de combustível (em 2021, com cerca de 90 mortos; e em 2024, com mais de 20 vítimas), além de um terremoto que deixou cerca de 2.000 mortos em 2021.

    Vários países se manifestaram sobre a tragédia. Em nota, o governo brasileiro afirmou ter recebido “com profundo pesar” a notícia do acidente e manifestou solidariedade ao povo haitiano, além de condolências às famílias das vítimas e votos de pronta recuperação aos feridos.

    Haiti decreta três dias de luto após morte de 25 pessoas em ponto turístico

  • Reino Unido rejeita bloqueio proposto por Trump no Estreito de Ormuz

    Reino Unido rejeita bloqueio proposto por Trump no Estreito de Ormuz

    Trump cobra aliados para auxiliarem EUA a controlar passagem; Keir Starmer rejeitou participar do bloqueio naval anunciado pelo presidente norte-americano

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou participar do bloqueio naval anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Estreito de Ormuz, após a Casa Branca dizer que “outros países” participariam da missão.

    “Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou Starmer à BBC, nesta segunda-feira (13).

    A mídia britânica informou que os navios caça-minas e a capacidade antidrone do Reino Unido continuariam operando no Oriente Médio, mas que navios e soldados da Marinha britânica não seriam usados para bloquear portos iranianos.

    O Reino Unido e a França planejam realizar “nos próximos dias” uma conferência para discutir a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “assim que as circunstâncias permitirem”, segundo o presidente francês Emmanuel Macron.  

    “Organizaremos uma conferência com aqueles países dispostos a contribuir ao nosso lado para uma missão multinacional pacífica destinada a restaurar a liberdade de navegação no estreito. Essa missão estritamente defensiva, separada das partes beligerantes do conflito”, disse Macron em uma rede social.

    Outro país que vem sendo pressionado por Donald Trump para contribuir com o esforço para reabrir o estreito é o Japão, grande importador de petróleo dos países do Golfo Pérsico.

    Em coletiva de imprensa realizada hoje, o chefe de gabinete do governo japonês Minoru Kihara disse que o Japão acompanha “de perto” a situação e defendeu um acordo por meio da diplomacia.

    “O mais importante é conseguir uma desescalada da situação, incluindo garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, e chegar a um acordo final por meio da diplomacia o mais rápido possível”, afirmou, segundo o jornal Japan Times.

    A negativa de aliados de participarem dos esforços dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz tem gerado a reação do presidente Trump, que chegou a chamar os países de “covardes” e ameaçar abandonar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

    China

    Por sua vez, a China afirmou que, para resolver a questão da navegação no Estreito de Ormuz, é necessário, em primeiro lugar, resolver o conflito bélico no Oriente Médio.  

    “A causa principal da perturbação no Estreito de Ormuz é o conflito militar. Para resolver a questão, o conflito deve cessar o mais rápido possível. Todas as partes precisam manter a calma e exercer contenção. A China continuará a desempenhar um papel construtivo”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do ministério das relações exteriores na China, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira. 

    Irã ameaça retaliar

    As Forças Armadas da República Islâmica do Irã ameaçaram realizar retaliações contra portos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança dos portos iranianos seja colocada em risco. Teerã informou ainda que os inimigos do país persa não poderão passar por Ormuz. 

    Após o fracassado das negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, nesse final de semana, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou que bloquearia a passagem de navios na saída do Estreito de Ormuz. 

    “O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, informou, em comunicado, o Comando Central dos EUA.

    Conselho de Segurança da ON

    Na semana passada, a Rússia e a China vetaram a resolução apresentado pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo Pérsico, que pretendia autorizar os países a usarem a força para reabrir o Estreito de Ormuz. 

    O preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a subir nesta segunda-feira com o anúncio de bloqueio naval dos EUA, chegando ao nível dos US$ 100 novamente, alta de cerca de 5,5%.

    Antes da guerra, passavam pelo Estreito cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e gás do planeta passe por Ormuz.

    Reino Unido rejeita bloqueio proposto por Trump no Estreito de Ormuz