Categoria: MUNDO

  • Israel fala em 'ataques mais dolorosos' se Irã negar proposta dos EUA

    Israel fala em 'ataques mais dolorosos' se Irã negar proposta dos EUA

    O ministro Israel Katz advertiu a República Islâmica para que aceite os termos propostos pelos Estados Unidos e afirmou que “o Irã está em uma encruzilhada histórica” e deverá se decidir

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou na manhã de hoje que, se o Irã rejeitar uma proposta dos Estados Unidos para o fim da guerra, haverá ataques “ainda mais dolorosos” contra Teerã e seus aliados.

    Katz advertiu a República Islâmica para que aceite os termos propostos pelos EUA. Entre outros, o acordo, se assinado, prevê que o Irã abra mão de seu armamento nuclear.

    Ministro afirmou que “o Irã está em uma encruzilhada histórica” e deverá se decidir. “Um caminho consiste em renunciar ao terrorismo e ao armamento nuclear, em conformidade com a proposta americana; o outro conduz a um abismo”, completou.

    O Irã resiste e afirma ter o direito de enriquecer urânio, material essencial para a produção de armas nucleares. Nesta quarta-feira (15), o porta-voz Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, ponderou que o direito de Teerã de enriquecer urânio é “indiscutível”, mas que o nível deste enriquecimento é “negociável”.

    Fim das atividades nucleares do Irã é uma das exigências feita pelos EUA e por Israel para encerrar a guerra contra Teerã. Ambos os países afirmam que a República Islâmica não pode produzir arma nuclear por representar um perigo aos seus territórios.

    Em junho do ano passado, EUA e Israel já tinham realizado ataques contra instalações nucleares iranianas. Em fevereiro deste ano, os ânimos se acirraram e ambos os países deram início a atual guerra no Oriente Médio, com a justificativa de impedir Teerã de desenvolver arma nuclear.

    Guerra se estendeu para o Líbano, atingiu países do Golfo Pérsico e afetou a economia global. Em meio às incertezas, o Paquistão tenta mediar um acordo definitivo de cessar-fogo que beneficie ambos os lados da guerra. Até o momento, porém, as negociações não surtiram o efeito esperado.

    Trump anunciou na terça passada um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social. O acordo é frágil e os EUA não devem prorrogar.

    A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, que intermediava as conversas. Ele solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.

    O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com dez pontos do país persa “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.

    No dia seguinte ao anúncio, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo por seguir bombardeando o Líbano. Tanto Benjamin Netanyahu quanto Donald Trump informaram que o país não estava incluso na trégua por causa do Hezbollah. O Líbano é alvo de ataques desde 2 de março.

    No meio da semana, porém, Israel sinalizou que negociaria separadamente a paz com o Líbano. Em comunicado, o gabinete de Benjamin Netanyahu informou que as negociações diretas devem acontecer “o mais rápido possível”.

    Primeiro-ministro de Israel e presidente do Líbano devem conversar hoje por telefone. Um encontro entre as duas lideranças é articulado e deve acontecer em Washington D.C.

    Israel fala em 'ataques mais dolorosos' se Irã negar proposta dos EUA

  • "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", diz pesquisadores

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", diz pesquisadores

    O quarto relatório da Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido conclui que a implementação da vacinação no país foi uma “conquista extraordinária”, mas a falta de estrutura para lidar com a pandemia foi catastrófico

    A Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido descreveu a implementação da vacinação no país como uma “conquista extraordinária”, mas salienta que é preciso fazer mais para reconstruir a confiança do público nas vacinas.

    Este é o quarto relatório da investigação que analisa como é que o Reino Unido lidou com a pandemia de coronavírus, com foco na distribuição da vacina. De acordo com o documento, as vacinas “foram implementadas, produzidas e distribuídas para a maioria da população em tempo recorde”. 

    No entanto, segundo este novo estudo, “embora a maioria das pessoas tenha aceitado a oferta de vacinação, houve menor adesão em comunidades localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e em algumas comunidades de minorias étnicas”.

    Nesse sentido, “governos e serviços de saúde devem trabalhar com as comunidades para reconstruir a confiança e promover uma melhor compreensão e confiança nas vacinas”.

    Por isso, o relatório aponta ser “imperativo” que exista um programa governamental de apoio suficiente para ajudar essa minoria de pessoas e os seus familiares que sofreram lesões graves após a vacinação.

    A presidente da investigação, Heather Hallett, destacou que, assim como qualquer outra vacina, as para Covid não foram 100% eficazes. “Não conseguimos saber quando, mas haverá outra pandemia”, assegura. “As minhas recomendações, consideradas no seu conjunto, deverão significar que o Reino Unido estará mais bem preparado para essa pandemia”, enfatiza.

    O relatório aponta que décadas de pesquisa e preparação globais foram fundamentais para a resposta do Reino Unido à vacinação contra a Covid-19.

    A presidente da Comissão de Inquérito apresentou ainda algumas recomendações, como quanto à necessidade de estratégias de vacinação direcionadas e a melhoria da avaliação da adesão e da distribuição das vacinas.

    Em 2021, foram administradas aproximadamente 132 milhões de vacinas em Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Este tornou-se o maior programa de vacinação da história do Reino Unido.

    Em junho de 2022, 87% da população britânica com mais de 12 anos já tinha sido vacinada com duas doses.

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", diz pesquisadores

  • "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", dizem cientistas

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", dizem cientistas

    O quarto relatório da Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido conclui que a implementação da vacinação no país foi uma “conquista extraordinária”, mas a falta de estrutura para lidar com a pandemia foi catastrófico

    A Comissão de Inquérito sobre a Covid-19 no Reino Unido descreveu a implementação da vacinação no país como uma “conquista extraordinária”, mas salienta que é preciso fazer mais para reconstruir a confiança do público nas vacinas.

    Este é o quarto relatório da investigação que analisa como é que o Reino Unido lidou com a pandemia de coronavírus, com foco na distribuição da vacina. De acordo com o documento, as vacinas “foram implementadas, produzidas e distribuídas para a maioria da população em tempo recorde”. 

    No entanto, segundo este novo estudo, “embora a maioria das pessoas tenha aceitado a oferta de vacinação, houve menor adesão em comunidades localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e em algumas comunidades de minorias étnicas”.

    Nesse sentido, “governos e serviços de saúde devem trabalhar com as comunidades para reconstruir a confiança e promover uma melhor compreensão e confiança nas vacinas”.

    Por isso, o relatório aponta ser “imperativo” que exista um programa governamental de apoio suficiente para ajudar essa minoria de pessoas e os seus familiares que sofreram lesões graves após a vacinação.

    A presidente da investigação, Heather Hallett, destacou que, assim como qualquer outra vacina, as para Covid não foram 100% eficazes. “Não conseguimos saber quando, mas haverá outra pandemia”, assegura. “As minhas recomendações, consideradas no seu conjunto, deverão significar que o Reino Unido estará mais bem preparado para essa pandemia”, enfatiza.

    O relatório aponta que décadas de pesquisa e preparação globais foram fundamentais para a resposta do Reino Unido à vacinação contra a Covid-19.

    A presidente da Comissão de Inquérito apresentou ainda algumas recomendações, como quanto à necessidade de estratégias de vacinação direcionadas e a melhoria da avaliação da adesão e da distribuição das vacinas.

    Em 2021, foram administradas aproximadamente 132 milhões de vacinas em Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales. Este tornou-se o maior programa de vacinação da história do Reino Unido.

    Em junho de 2022, 87% da população britânica com mais de 12 anos já tinha sido vacinada com duas doses.

    "Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia", dizem cientistas

  • Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos

    Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos

    Bita Hemmati foi sentenciada junto com o marido após atos contra o regime. País já executou diversos envolvidos nas manifestações, enquanto entidades denunciam uso da pena de morte como forma de repressão e intimidação.

    Uma mulher foi condenada à morte no Irã por envolvimento nos protestos contra o regime que começaram no fim do ano passado. Trata-se de Bita Hemmati, que recebeu a sentença junto com o marido, Mohammadreza Majidi-Asl, e outros dois homens. O julgamento ocorreu em um Tribunal Revolucionário de Teerã, sob responsabilidade do juiz Imam Afshari.

    De acordo com o jornal britânico The Sun, os quatro foram acusados de atirar blocos de concreto de um prédio contra forças de segurança durante as manifestações. Além disso, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, o grupo também foi condenado sob a acusação de agir em nome dos Estados Unidos.

    Até o momento, não há confirmação sobre quando as execuções devem acontecer.

    Desde o início dos protestos, pelo menos sete pessoas já foram executadas no país por crimes ligados às manifestações. Entre elas estão o lutador Saleh Mohammadi, de 19 anos, além de Mehdi Ghasemi e Saeed Davvodi, ambos de 21. No início deste mês, o músico Amirhossein Hatami, de 18 anos, também foi executado na prisão de Ghezel Hesar, mesmo após pedidos internacionais por clemência.

    Um relatório conjunto das organizações Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, e Together Against the Death Penalty (ECPM), baseada em Paris, aponta que ao menos 1.630 pessoas foram executadas no Irã nos últimos 12 meses.

    O levantamento também indica que 48 mulheres estão entre os executados, sendo 21 condenadas por assassinarem seus parceiros.

    Entidades internacionais de direitos humanos acusam o regime iraniano de usar a pena de morte como ferramenta de repressão e de forçar confissões por meio de coação. Segundo essas organizações, presos enfrentam pressão psicológica intensa e condições severas de detenção.

    Há ainda relatos de que o número de mortos durante os protestos pode ultrapassar 33 mil, além de milhares de pessoas que foram presas ao longo das manifestações.
     
     
     

     
     
     
     
     

     

    Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos

  • Invasor exige "Onde está a sua filha?" antes de atacar dono de casa; veja

    Invasor exige "Onde está a sua filha?" antes de atacar dono de casa; veja

    Suspeito arrombou uma casa na Califórnia, procurava a filha do morador e entrou em confronto físico com a vítima. Ele dizia ser um personagem fictício e acabou preso pela polícia. A fiança foi fixada em cerca de R$ 1,25 milhão

    Um homem de 30 anos foi preso no dia 7 de abril após ser visto gritando na porta de uma casa em Fairfield, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, ele invadiu a residência e atacou o proprietário enquanto procurava a filha menor da vítima.

    Imagens registradas por uma câmera de segurança mostram Jason Nichols batendo de forma agressiva na porta, quebrando a campainha e gritando.

    “Onde está a sua filha?”, pergunta repetidamente.

    O dono da casa, que não estava no local no momento do “incidente assustador”, falou com o suspeito por meio do interfone e pediu que ele fosse embora. No entanto, o homem, que se identificou como Harry Dresden, um feiticeiro da saga “The Dresden Files”, de Jim Butcher, ficou cada vez mais agressivo.

    A polícia de Fairfield foi acionada “após denúncia de um homem desconhecido que tentava forçar a entrada em uma casa ocupada por uma mulher e uma criança”, segundo comunicado oficial.

    As autoridades informaram ainda que, antes da chegada do proprietário, o suspeito “conseguiu entrar [na casa] através de uma porta de correr de vidro”.

    Um vídeo gravado dentro da residência mostra Nichols visivelmente alterado, abrindo portas e gritando pela filha do morador, que chegou pouco depois ao local armado com uma pá.

    “Seguiu-se uma altercação física, durante a qual tanto o proprietário como Nichols sofreram ferimentos na cabeça. Os agentes chegaram em poucos minutos e localizaram Nichols no exterior da residência, onde foi detido em segurança”, informou a polícia.

    O suspeito foi levado para o hospital NorthBay Medical Center e, em seguida, encaminhado para a cadeia do condado de Solano.

    Em atualização do caso, a polícia informou que foi procurada por uma testemunha no dia 12 de abril, que disse ter “informações sobre um incidente ocorrido a 5 de abril, envolvendo Jason Nichols e o seu filho”. Com isso, o homem também passou a responder por “importunar ou molestar uma criança menor de 18 anos”.

    A próxima audiência está marcada para o dia 23 de abril. A fiança foi fixada em 250 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 1,25 milhão.

    Invasor exige "Onde está a sua filha?" antes de atacar dono de casa; veja

  • EUA e Irã sinalizam diálogo, mas ameaças elevam risco no conflito

    EUA e Irã sinalizam diálogo, mas ameaças elevam risco no conflito

    Washington tenta retomar negociações após impasse, enquanto Teerã mantém bloqueio estratégico e faz novas ameaças a rotas marítimas. Tensão cresce com risco ao comércio global e possível ruptura do cessar-fogo.

    Washington discute a possibilidade de retomar negociações com Teerã e demonstra otimismo em relação a um acordo, após a ameaça iraniana de bloquear a circulação no Mar Vermelho em resposta ao bloqueio dos portos do país.

    O Irã reafirmou que pretende continuar negociando, enquanto o mundo aguarda a possível prorrogação do cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril, e o fim de um conflito que já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, além de impactar a economia global.

    Há conversas em andamento para retomar as negociações em Islamabad, capital do Paquistão, mas “nada é oficial” até o momento, afirmou na quarta-feira a porta-voz da Casa Branca.

    “Mas estamos otimistas quanto à perspectiva de um acordo”, acrescentou Karoline Leavitt, após o fracasso da primeira rodada de negociações, também realizada em Islamabad, no último domingo.

    O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, se reuniu nesta quarta-feira com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

    O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghai, afirmou que “várias mensagens tinham sido trocadas através do Paquistão” nos últimos três dias.

    Mesmo assim, o Irã mantém uma exigência central: o direito ao uso de energia nuclear para fins civis não pode ser “retirado sob pressão ou através da guerra”. Segundo Baghai, o país aceita discutir apenas “o nível e o tipo de enriquecimento” de urânio.

    Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os objetivos de Israel e dos Estados Unidos em relação ao Irã “são idênticos”, citando, entre eles, o “abandono da capacidade de enriquecimento no interior do Irão”.

    No campo prático, Teerã continua bloqueando o Estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém, desde segunda-feira, restrições a navios que saem ou chegam a portos iranianos.

    O Exército dos Estados Unidos informou ter impedido dez embarcações de deixar portos do Irã.

    “As forças norte-americanas paralisaram completamente o comércio marítimo” iraniano, afirmou o chefe das forças dos EUA na região, Brad Cooper, destacando que cerca de 90% da economia do país depende desse tipo de comércio.

    Em resposta, o chefe do comando das forças armadas iranianas, general Ali Abdollahi, afirmou que, se os Estados Unidos “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e os petroleiros”, isso poderá ser “o prelúdio” de uma violação do cessar-fogo.

    Segundo ele, o Irã não permitirá “nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no Mar de Omã ou no Mar Vermelho”, embora não tenha detalhado como esse bloqueio seria realizado nessa última região.

    Por sua vez, o conselheiro do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, fez novas ameaças. Ele afirmou que, caso os Estados Unidos tentem agir como “polícia” no estreito, embarcações americanas poderão ser atacadas.

    “Os vossos navios serão afundados pelos nossos primeiros mísseis e isso representa um perigo para os militares americanos”, disse Rezaei em entrevista à televisão iraniana.

    Diante da escalada de tensão, ministros das Finanças de 11 países, incluindo Reino Unido, Japão e Austrália, defenderam uma “resolução negociada” para o conflito, alertando para os riscos à segurança energética global, às cadeias de suprimentos e à estabilidade econômica e financeira.

    Apesar do cenário, a bolsa de Nova York fechou em alta nesta quarta-feira, com os índices S&P 500 e Nasdaq Composite atingindo novos recordes, impulsionados pela expectativa de continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã.
     

     
     

    EUA e Irã sinalizam diálogo, mas ameaças elevam risco no conflito

  • Nobel da Paz está em estado grave após infarto em prisão no Irã

    Nobel da Paz está em estado grave após infarto em prisão no Irã

    Narges Mohammadi apresenta quadro crítico, com perda de peso e sinais de deterioração. Entidades pedem libertação imediata para tratamento médico e alertam para risco iminente de morte após falta de atendimento adequado.

    Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2023, está em “estado grave” após sofrer um infarto na prisão onde está detida desde dezembro, no Irã. Segundo sua fundação, a ativista iraniana está “extremamente debilitada e registrou uma perda de peso significativa”.

    De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), Mohammadi recebeu a visita da família e de sua equipe jurídica pela segunda vez no último sábado, após um primeiro encontro realizado em 20 de março.

    Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a fundação da ativista, sediada em Paris, informou que durante a visita “foram observados sinais evidentes de deterioração do seu estado geral e o seu estado físico foi considerado grave”.

    “A persistência desta situação coloca a vida de Narges Mohammadi em risco imediato e irreparável”, alertou a fundação, ressaltando que, na visita de março, “ficou claro” que a ativista havia sofrido um infarto no início daquele mês.

    Desde então, Narges Mohammadi “ficou extremamente debilitada e registrou uma perda de peso significativa”, afirmou seu irmão, Hamidreza Mohammadi, que vive na Noruega, segundo o comunicado. “Está detida numa cela com prisioneiras acusadas de homicídio e foi ameaçada de morte em várias ocasiões por algumas dessas detidas”

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    No fim de março, a chamada aliança pela liberdade da ativista, Free Narges Coalition, solicitou às autoridades iranianas uma “licença médica imediata” para retirá-la da prisão, devido ao estado de saúde considerado “extremamente delicado”.

    “A vida de Narges Mohammadi está em perigo iminente e apelamos às autoridades iranianas para que atendam o nosso pedido e lhe prestem os cuidados médicos de que necessita urgentemente, concedendo-lhe licença médica imediata”, afirmou a entidade em comunicado publicado no site da fundação, acrescentando que a ativista teria sofrido um infarto do miocárdio.

    “O seu estado geral era extremamente precário, estava pálida e fraca, com uma perda de peso significativa”, relatou a equipe, indicando que outras detentas disseram que a ativista de direitos humanos foi encontrada inconsciente em sua cela no dia 24 de março, mas recebeu atendimento apenas na enfermaria da prisão, apesar de apresentar “sintomas compatíveis com um enfarte”.

    Segundo apoiadores, Mohammadi tem problemas cardíacos e já sofreu diversos ataques cardíacos durante períodos de detenção, antes de passar por uma cirurgia de emergência em 2022.

    Há mais de 25 anos, Narges Mohammadi é presa e julgada repetidamente por seu ativismo contra a pena de morte e contra a obrigatoriedade do uso do véu por mulheres no Irã.

    Em dezembro de 2025, ela foi novamente detida e, em fevereiro, voltou a ser condenada, desta vez a seis anos de prisão por atentar contra a segurança nacional, além de mais um ano e meio por propaganda contra o sistema islâmico. A ativista também já realizou greve de fome em protesto contra as condições de encarceramento.

    Atualmente, Mohammadi cumpre várias penas que, somadas, podem chegar a até 18 anos de prisão, decorrentes de acusações como “reunião e conspiração contra a segurança nacional” e “propaganda contra o Estado”, além de punições adicionais como exílio interno e proibição de viajar.
     

     
     

    Nobel da Paz está em estado grave após infarto em prisão no Irã

  • Cientista brasileira entra na lista dos 100 mais influentes do mundo da revista Time

    Cientista brasileira entra na lista dos 100 mais influentes do mundo da revista Time

    Estudo de Mariangela Hungria com microrganismos fez agricultores economizarem US$ 25 bilhões por ano, diz publicação; em 2025, pesquisadora já havia conquistado o Prêmio Mundial de Alimentação

    RIBEIRÃO PRETO, SP (CBS NEWS) – A cientista brasileira Mariangela Hungria, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), foi incluída na lista das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, publicada nesta quarta-feira (15).

    Vencedora do Prêmio Mundial de Alimentação, o “Nobel da Agricultura” no ano passado, a pesquisadora aparece na lista ao lado de nomes como os do papa Leão 14, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do líder chinês, Xi Jinping. O ator Wagner Moura e o pesquisador Luciano Moreira também estão na lista.

    Moreira lidera a maior biofábrica de Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, mecanismo que tem sido usado com sucesso no combate à dengue.

    Na Embrapa há 43 anos, Mariangela tem sido reconhecida por suas premiações recentes por sua trajetória dedicada ao desenvolvimento de tecnologia em microbiologia do solo. Isso permite aos produtores rurais a obtenção de altos rendimentos com custos menores e mitigação de impactos ambientais.

    “Hoje, graças ao seu trabalho, 85% da soja brasileira é cultivada com esses microrganismos em vez de fertilizantes sintéticos. Suas inovações científicas, utilizadas em todo o mundo, ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano [R$ 124,75 bilhões] e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente”, escreveu na Time Kyla Mandel, editora sênior da revista.

    Quando a World Food Prize colocou Mariangela na mira do prêmio, levou em consideração o trabalho de uma microbiologista e cientista que desenvolveu dezenas de tratamentos biológicos de sementes e de solos que ajudam a planta a obter nutrientes por meio de bactérias do solo. Essa ação aumenta a produtividade de importantes culturas agrícolas e reduz a necessidade de fertilizantes sintéticos.

    Seu trabalho visa ao aumento da produção e da qualidade dos alimentos, por meio da substituição dos fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica e solubilização de fosfatos e rochas potássicas.

    Da ExpoLondrina, feira agrícola em Londrina (PR), onde proferiu palestra na manhã desta quarta -e onde dará outra, no fim do dia-, a pesquisadora disse à reportagem que seus planos para o dia incluíam trabalhar em seu notebook durante o intervalo, o que não foi possível após surgir a publicação da Time.

    Conforme a cientista, a repercussão ao conquistar o World Food Prize, em 2025, já tinha sido “fora de série”, pelo fato de o Brasil ser um país em que a agricultura é muito importante.

    “Estou impressionada com a repercussão, a positividade, o pessoal falando ‘olha os biológicos’, ‘olha as mulheres’”, disse ela.

    A cientista afirmou que soube com antecedência que seria incluída na lista, mas não quis acreditar, para não criar expectativa. Pensou tratar-se de uma pré-lista que, no final, não teria seu nome.

    “Eu sabia, eu fui comunicada que eu estava [na lista], mas sabe aquele negócio que tu está numa correria tão grande, você fala ‘ai, nossa, que legal’. Daí, hoje, na hora que eu recebi, eu não tinha noção, mas daí eu falei ‘nossa, realmente’. Estar lá, sabe, com o Luciano Moreira, com o Wagner Moura, que eu sou super fã. Realmente, é uma oportunidade, outra grande oportunidade de divulgação dos biológicos.”

    De acordo com ela, o apoio recebido da Embrapa nas últimas décadas é essencial para o desenvolvimento dos estudos.

    “Sempre falo que devo tudo à Embrapa, uma instituição pública, que jamais um privado investiria como a Embrapa investiu em mim em quatro décadas, estudando biológicos desde uma época que ninguém acreditava. Quando eu comecei era só químico, químico, químico. A Embrapa acreditou, sempre financiou. Pesquisa não se dá retorno em dois, três anos, são dez, quinze anos. No meu caso, 40 anos para ter esse retorno.”

    Formada em engenharia agronômica pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), com doutorado em agronomia pela UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), Mariangela atuou na Embrapa Agrobiologia entre 1982 e 1991 e, desde então, está na Embrapa Soja.

    Além da soja, o trabalho de Mariangela contribui para a produtividade de trigo, milho, arroz, feijão e melhorias nas pastagens.

    Cientista brasileira entra na lista dos 100 mais influentes do mundo da revista Time

  • EUA dizem que negociações com Irã estão ativas e que têm perspectiva de acordo

    EUA dizem que negociações com Irã estão ativas e que têm perspectiva de acordo

    Governo Trump confirma que discute com Teerã nova rodada de conversa presencial, provavelmente no Paquistão; Washington nega que pediu extensão de cessar-fogo e afirma que vai aplicar sanções a quem continuar comprando do Irã

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (15) que as conversas entre Estados Unidos e Irã estão em andamento e que o governo de Donald Trump está otimista com a possibilidade de um acordo para o fim do conflito.

    “Continuamos muito engajados nessas conversas, vocês ouviram do vice-presidente [J. D. Vance] e do presidente [Trump] nesta semana que essas conversas estão sendo produtivas e estão em andamento”, afirmou Leavitt durante entrevista coletiva na Casa Branca, negando relatos na imprensa americana de que Washington pediu uma extensão do cessar-fogo.

    A porta-voz confirmou que as duas partes discutem uma nova rodada presencial de negociações, e indicou que provavelmente isso ocorreria novamente em Islamabad, capital do Paquistão. Leavitt reforçou que o país é o único mediador.

    A primeira rodada de conversas presenciais, liderada por J. D. Vance, terminou em fracasso no sábado (11), em Islamabad, e com indícios de que nenhuma das partes fez concessões substanciais em suas demandas.

    Enquanto isso, Washington e Teerã seguem com seus bloqueios no estreito de Hormuz. Relatos conflitantes das duas partes dificultam a compreensão de como de fato as forças têm operado na região.

    Leavitt afirmou ainda que as forças dos EUA na região estão “apoiando a liberdade de navegação de embarcações transitando no estreito com origem e destino em portos não iranianos”, sem contudo explicar se isso significa que os militares americanos estão dispostos a enfrentar o bloqueio imposto pelo Irã.

    A agência de notícias iraniana Fars afirmou que um petroleiro conseguiu furar o obstáculo americano e chegou ao país para ser carregado. Não há confirmação disso em sites de monitoramento de navios, que podem ser driblados se o sistema de identificação da embarcação for desligado.

    Já um navio chinês, por outro lado, que havia transitado por Hormuz no dia de início do bloqueio americano, voltou pelo estreito e está agora ancorado perto do Irã. A embarcação Rich Starry, sob sanções americanos por já ter transportado derivados de petróleo do Irã, transporta, no entanto, carga de metanol dos Emirados Árabes Unidos -em tese, portanto, fora do escopo do bloqueio dos EUA.

    Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que também participou da entrevista coletiva, os EUA pretendem aplicar sanções a países que continuam comprando petróleo iraniano. Ele disse ainda que Washington não vai renovar as licenças dadas a petróleo russo e iraniano. “Isso era petróleo que estava já na água [sendo transportado] antes de 11 de março. Já foi todo usado”, afirmou.

    A China é um dos principais compradores de Teerã. O líder chinês, Xi Jinping, usou termos duros nesta semana contra o conflito, e a chancelaria chinesa chamou as restrições no Golfo de irresponsáveis e perigosas. Em 2025, o Irã foi o terceiro maior fornecedor de petróleo de Pequim.

    EUA dizem que negociações com Irã estão ativas e que têm perspectiva de acordo

  • Hezbollah propõe cessar-fogo de uma semana a Israel, diz TV

    Hezbollah propõe cessar-fogo de uma semana a Israel, diz TV

    Gabinete de Netanyahu irá discutir a medida após pressão do Irã sobre o aliado no Líbano; trégua significaria vitória para Tel Aviv, que negocia paz com Beirute sem o grupo radical

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Hezbollah propôs uma trégua de uma semana a Israel a partir das 0h desta quinta-feira (16, 18h em Brasília). A medida, anunciada pela TV ligada ao grupo fundamentalista xiita libanês Al-Mayadeen, será analisada pelo gabinete de Binyamin Netanyahu, segundo a mídia israelense.

    Mantendo a tradição de negociar com pressão, o governo israelense disse que irá manter suas posições no sul do Líbano, o qual vem desocupando para criar uma zona tampão de sua fronteira até o rio Litani, que fica a uma distância máxima de 30 km do território israelense.

    A região, disse o ministro Israel Katz (Defesa), é uma “zona da morte” para o Hezbollah, que historicamente ataca o norte israelense a partir de cidades e posições montanhosas por lá. O grupo já foi o mais poderoso preposto do Irã no Oriente Médio, mas está enfraquecido.

    Segundo a Al-Mayadeen, a trégua foi informada por Teerã, que busca esticar o prazo de seu próprio cessar-fogo com os Estados Unidos -que lançaram uma guerra ao lado de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. O Hezbollah não chegou a divulgar comunicado.

    Os combates cessaram na semana passada, mas o prazo dado por Donald Trump para um acordo acaba na próxima terça (21). O Irã recebeu uma delegação liderada por Asim Munir, chefe militar do Paquistão, país que sediou a primeira e inconclusa rodada de negociações com os EUA, para enviar nova proposta de conversa com os americanos.

    Segundo a agência Bloomberg, Teerã quer adiar em pelo menos duas semanas o fim da trégua. Na mesa estão itens espinhosos, como a manutenção de sua capacidade de produzir urânio enriquecido, que os EUA querem ver suspensa para evitar o risco de uma bomba atômica, e a livre navegação no estreito de Hormuz, ora obstruída por um duplo bloqueio iraniano-americano.

    Já Netanyahu não incluiu o Hezbollah, grupo fundado em 1982 na esteira da ocupação do Líbano por Israel que durou até 2000, no cessar-fogo. Os fundamentalistas atacaram o Estado judeu logo depois do início da guerra atual.

    Tel Aviv promoveu uma ação dupla. Primeiro, lançou os mais duros ataques contra o vizinho logo depois da trégua com o Irã, matando mais de 300 das cerca de 2.000 pessoas morta no conflito até aqui em um só dia.

    Segundo, abriu negociações diretas com o Líbano pela primeira vez desde 1993, mas excluindo o Hezbollah. Na quarta (14) houve a primeira rodada de conversas, com mediação dos EUA, em Washington.

    É um caminho acidentado. Os fundamentalistas se opuseram às conversas entre os governos, cientes de que elas miram seu desarmamento. Só que o Hezbollah é ainda a força militar mais eficaz do Líbano, além de participar da política institucional como um partido no Parlamento.

    Mais cedo, nesta quarta, o deputado do Hezbollah Hassan Fadlallah afirmou que as negociações sem o grupo seriam destinadas ao fracasso e o Líbano, a mais uma guerra civil como a que destroçou o país de 1975 a 1990. A proposta de trégua anunciada à tarde mostra que talvez ele só estivesse falando grosso.
    Por outro lado, nada indica disposição dos militantes em depor armas. Eles já vinham enfraquecidos de sua guerra em 2024 com Israel, resultado do apoio que deram aos terroristas palestinos do Hamas após o ataque ao Estado judeu de 7 de outubro do ano anterior.

    Nesta quarta, os combates continuaram, com ao menos nove mortos no Líbano e ao menos 30 foguetes e drones lançados contra Israel.

    Uma leitura possível de uma eventual trégua é que, além da pressão iraniana, o Hezbollah está tentando salvar suas capacidades militares. Isso não parece estar no rol de termos aceitáveis para Netanyahu, que vê a oportunidade de acabar com a ameaça na sua fronteira norte um prêmio de guerra ainda maior do que o conflito com o Irã.

    Com isso, o contestado premiê poderia ter um trunfo para as eleições parlamentares de outubro. Se as perder, Netanyahu corre o risco de ir para a cadeia devido ao processo em que é investigado sob suspeita de corrupção. Trump, seu aliado, até agora falhou em obter um perdão presidencial em Israel para o político.

    Para o Líbano, é uma oportunidade única, ainda que em meio à tragédia de ter visto a maior perda de moradores em proporção populacional neste conflito -foram 3.500 ataques ao Hezbollah por Israel até aqui, enquanto o grupo se manteve como a principal força retaliatória contra o rival.

    Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro do país querem ver o Hezbollah submetido, mas não têm musculatura militar para tal.

    A ocupação já anunciada do sul libanês por Israel, nesse cenário, seria uma moeda de troca simbólica para Netanyahu: ele deixaria a região quando houvesse alguma certeza de que o Hezbollah não irá mais a usar para atacar o Estado judeu.

    O problema é evidente: os fundamentalistas podem resistir ao processo e o país cair num conflito doméstico, ou ainda aceitar formalmente o desarmamento, mas buscar uma forma de se reequipar para o futuro.

    Hezbollah propõe cessar-fogo de uma semana a Israel, diz TV