Categoria: MUNDO

  • Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

    Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

    Presidente americano se engaja em sequência inusual de entrevistas após ataque de EUA e Israel ao regime em Teerã; republicano não descarta envio de mais militares ao Oriente Médio

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está dando “uma surra” no Irã, em entrevista por telefone a CNN, nesta segunda-feira (3). Mas, diz que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir.

    De acordo com a emissora, a entrevista durou nove minutos. Trump tem adotado uma postura diferente de quando atacou a Venezuela e capturou o ditador Nicolás Maduro.

    Na ocasião, convocou uma entrevista a jornalistas em poucas horas. Agora, ainda não fez nenhuma aparição pública, mas tem conversado com diversos jornais e TVs sobre as ações no Oriente Médio. “Eu acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso e nós temos os melhores militares do mundo e estamos usando eles”, definiu ele.

    Assim como em entrevistas prévias, ele voltou a falar que não pretende que os ataques durem por muito tempo. “Não quero ver isso durando muito tempo. Sempre achei que duraria quatro semanas e estamos à frente do planejado.”

    A base de aliados de Trump tem se demonstrado favorável aos ataques, mas ele já recebeu criticas de republicanos que temem que esta seja mais uma “guerra sem fim” promovida pelos EUA, o que poderia ter um custo elevado para os cofres do governo e levar a morte de militares. Até agora, quatro americanos morreram.

    O presidente foi questionado se os EUA estão fazendo algo, além do ataque militar, para ajudar o povo iraniano a retomar o país do regime e ele disse que “sim” -o governo do republicano tem dito que eles prometeram ajuda ao Irã e cumpriram e, agora, seria responsabilidade dos próprios iranianos assumir controle do país.

    “Por enquanto, queremos que todos fiquem dentro de casa. Não está seguro lá fora.” Para o presidente, a retaliação do Irã no Oriente Médio, que atingiu bases americanas e outros países, como Bahrein, Jordania, Kuwait, Qatar e Emirados Arábes Unidos foi a maior surpresa até agora para Trump. “Eles atiraram em um hotel, em um edifício residencial. Isso fez com que eles ficassem com raiva.”

    “Agora eles querem lutar e estão lutando de forma bastante agressiva. Eles iam ter um envolvimento baixo e agora insistem em se envolver”, disse Trump, que classificou os líderes arábes como “espertos e fortes”.

    Já ao NY Post, o presidente disse que não descarta envio de mais militares ao Oriente Médio. “Eu não fico com medo de enviar tropas terrestres – tipo, como todo presidente diz, ‘Não haverá tropas no solo.’ Eu não digo isso,” afrmou o presidente. “Eu digo ‘provavelmente não precisamos delas’, ou ‘se elas fossem necessárias.’”

    Na manhã desta segunda, o secretário de Defesa Pete Hegseth falou com a imprensa e reafirmou que os EUA vão continuar com os ataques. Hegseth usou slogan America First (América em Primeiro Lugar, em inglês) para justificar que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. “Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los”, disse Hegseth.

    Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

  • Irã promete que inimigos não estarão a salvo "nem dentro de casa"

    Irã promete que inimigos não estarão a salvo "nem dentro de casa"

    O Irã avisou, esta segunda-feira, que os seus inimigos não estarão a salvo nem sequer dentro das suas casas e a Guarda Revolucionária garantiu também que o país vai continuar lutando “até que o inimigo seja derrotado”.

    O Irã avisou, nesta segunda-feira, que seus inimigos não estarão seguros nem mesmo dentro de suas próprias casas. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que as recentes perdas — do líder supremo e de outros altos funcionários — “não abalaram o Irã; pelo contrário, o fortaleceram”, informou a emissora estatal da República Islâmica do Irã (IRIB), citada pela CNN Internacional.

    A Guarda Revolucionária também garantiu que o Irã continuará a lutar “até que o inimigo seja derrotado”.

    “O inimigo deve saber que seus dias de glória acabaram e que não estará seguro em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em suas próprias casas”, prometeram.

    Também nesta tarde, o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que Teerã “não ficará em silêncio” após o que descreveu como ataques premeditados contra uma escola e um hospital, atribuídos a Israel e aos Estados Unidos.

    “Ataques contra hospitais são ataques à própria vida. Ataques contra escolas miram o futuro de uma nação (…) O mundo deve condenar esses atos”, escreveu Pezeshkian na rede X, acrescentando que “o Irã não ficará em silêncio e não cederá diante desses crimes”.

    Vale lembrar que este é o terceiro dia de ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os dois países lançaram, no sábado, uma ofensiva militar contra o Irã para “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Golfo e alvos israelenses.

    O Irã já confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias. Até o momento, pelo menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano, e o Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

    Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos contra países vizinhos.

    Irã promete que inimigos não estarão a salvo "nem dentro de casa"

  • Putin discute receio de conflito em grande escala com líderes do Golfo Pérsico

    Putin discute receio de conflito em grande escala com líderes do Golfo Pérsico

    O Presidente russo, Vladimir Putin, falou hoje em separado com vários líderes do Golfo Pérsico, em plena guerra no Irã e receios de um conflito em grande escala que ameace a segurança de toda a região.

    “Foi manifestada preocupação mútua em relação aos riscos de escalada do conflito e ao perigo de envolvimento de países terceiros”, informou o Kremlin em comunicado, após uma conversa telefônica de Vladimir Putin com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani.

    O presidente russo também falou por telefone com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman al-Saud; com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa; e com o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed.

    Bin Salman considerou que a Rússia “pode desempenhar um papel positivo e estabilizador nestes dias”, devido às suas relações amistosas tanto com o Irã quanto com os países do Golfo Pérsico, segundo o Kremlin.

    Em relação à conversa com o líder do Bahrein, Moscou destacou a preocupação com uma possível guerra em grande escala na região.

    “Houve uma troca de opiniões sobre a escalada sem precedentes em torno do Irã, como resultado da agressão dos Estados Unidos e de Israel, que está levando toda a região à beira de uma guerra em grande escala com consequências imprevisíveis”, alertou.

    Os líderes árabes estão preocupados com o risco de uma guerra de grandes proporções na região após os bombardeios iniciados no sábado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, bem como com a resposta da República Islâmica, que incluiu ataques a alvos em Tel Aviv, Dubai e Abu Dhabi, entre outros locais da região.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que a operação militar contra o Irã vai durar o tempo necessário e levantou a possibilidade de que possa se estender por várias semanas.

    A presidência russa manifestou hoje sua decepção com o fim das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas por Omã, o que resultou em uma “agressão direta” contra a República Islâmica.

    A Rússia não prestou auxílio ao Irã quando o país foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel em meados de 2025, embora Teerã tenha fornecido drones e outros equipamentos militares a Moscou para sua campanha militar na Ucrânia.

    No fim do ano anterior, Moscou perdeu outro de seus aliados na região, após a deposição do ex-presidente sírio Bashar al-Assad por uma coalizão rebelde de inspiração jihadista.

    O presidente norte-americano afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irã, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.

    O atual conflito também agravou as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerã, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.

    Putin discute receio de conflito em grande escala com líderes do Golfo Pérsico

  • Três caças norte-americanos são abatidos "por engano pelo Kuwait"

    Três caças norte-americanos são abatidos "por engano pelo Kuwait"

    Três aviões de combate norte-americanos foram abatidos pelo exército kuwaitiano, quando o Irã atacava a região, afirmou hoje o comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).

    “No decorrer de um confronto intenso, que incluiu ataques de aviões iranianos, mísseis balísticos e drones”, os caças “foram abatidos por engano pela defesa aérea do Kuwait”, declarou o Centcom em um comunicado, esclarecendo que os seis membros da tripulação se ejetaram e estão sãos e salvos.

    “O Kuwait reconheceu esse incidente e estamos gratos pelos esforços de suas forças de defesa e pelo apoio no âmbito da operação em andamento” contra o Irã, acrescentou.

    O Centcom informou que os três F-15E caíram no fim da noite de segunda-feira, quando participavam de voos de apoio à operação “Fúria Épica”, atribuindo o ocorrido a “um aparente incidente de fogo amigo”.

    Poucas horas antes, as autoridades do Kuwait haviam confirmado que vários aviões militares norte-americanos haviam caído em seu território, sem divulgar informações sobre as causas, segundo comunicado publicado nas redes sociais.

    O porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, Saud al-Atuan, afirmou que “vários aviões militares norte-americanos caíram hoje pela manhã”, acrescentando que “todos os tripulantes estão em segurança”.

    Al-Atuan acrescentou que as autoridades iniciaram operações de busca e salvamento para localizar os militares, que foram “transportados para um hospital”, onde permanecem estáveis.

    “Houve coordenação direta com as forças norte-americanas sobre as circunstâncias do incidente e foram adotadas medidas técnicas conjuntas”, ressaltou.

    Por sua vez, a Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait alertou, na internet, para “a ameaça contínua de ataques com mísseis e drones” no país e pediu à população que não se dirija ao prédio, em meio a informações divulgadas nas redes sociais de que as instalações teriam sido atingidas, embora não haja, até o momento, confirmação oficial.

    “A Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait insta os cidadãos a permanecerem em suas residências, revisarem seus planos de segurança em caso de ataque e manterem-se vigilantes diante de possíveis novos ataques. O pessoal da Embaixada dos Estados Unidos encontra-se abrigado”, destacou, orientando que essas pessoas “se dirijam ao andar mais baixo possível e não se aproximem das janelas” nem “saiam para a rua”.

    O Exército do Irã confirmou, nas primeiras horas do dia, uma nova onda de ataques com mísseis contra a base aérea norte-americana de Ali al-Salem, no Kuwait, e contra vários navios na região norte do oceano Índico, informou a televisão estatal iraniana IRIB, sem que haja, por enquanto, mais detalhes sobre esses acontecimentos, acompanhados por novas ondas de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    Três caças norte-americanos são abatidos "por engano pelo Kuwait"

  • Não começamos esta guerra, mas sob Trump vamos encerrá-la, diz Hegseth

    Não começamos esta guerra, mas sob Trump vamos encerrá-la, diz Hegseth

    Pete Hegseth falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em primeira entrevista a jornalistas desde o início do bombardeio no Irã, que não foram os americanos que deram início à guerra, mas que eles vão encerrá-la. Ele estava acompanhado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine.

    O secretário falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação. “Nós não começamos esta guerra, mas sob o presidente Trump, nós vamos terminá-la.”

    A entrevista de Hegseth acontece após o primeiro fim de semana dos ataques, em que o presidente Donald Trump não fez, até a manhã desta segunda-feira, nenhuma aparição ao vivo e concentrou as informações sobre a guerra em postagens no Truth Social e breve entrevistas a diferentes jornais e TVs.

    Agora, em um discurso em que usou o slogan America First (América em Primeiro Lugar, em inglês), o secretário afirmou que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. “Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los”, disse Hegseth.

    O secretário ainda respondeu às críticas sobre a guerra. “Para a imprensa ao redor do mundo: Parem. Isso não é o Iraque. Não é interminável. Eu estive lá. Nossa geração sabe mais e este presidente também.”

    Desde o início dos ataques, a gestão Trump tem sido criticada por dar início a mais um conflito no Oriente Médio. Até apoiadores temem que esta seja mais uma guerra sem fim, em que há um alto custo e causa a morte de militares americanos.

    Segundo Hegseth, não há soldados americanos atualmente em território iraniano, mas “iremos tão longe quanto for necessário” e também complementou que não detalharia o que os EUA podem fazer enquanto a operação continua.

    Ele criticou a postura do Irã em meio às negociações das últimas semanas, voltou a alegar que o país persa estava construindo armas nucleares e disse que ao invés de optar pela negociação, eles preferiram enrolar.

    O secretário falou ainda que o país está em luto pelos quatro militares americanos que morreram durante a operação. “Que possamos conduzir o restante desta operação de uma maneira que os honre, sem desculpas, sem hesitação, com fúria épica”, afirmou.

    Caine também expressou condolências às famílias dos militares mortos e feridos na operação. Porém, afirmou que mais mortes são esperadas. “Como sempre, trabalharemos para minimizar as perdas americanas”, disse.

    Ele também disse que a operação envolve a Marinha, o Corpo de Fuzileiros Navais, a Força Aérea, a Força Espacial e a Guarda Costeira, em cooperação com o exército israelense. “E o fluxo de forças continua hoje”, afirmou ele, que relatou que forças adicionais estão a caminho.

    Um repórter iraniano, que relatou ter deixado o Irã nos anos 1990, questionou o secretário se poderia retornar em segurança ao país ainda este ano.

    Nisso, Hegseth repetiu as falas de Trump. “Eu não estou aqui para dar garantias sobre isso”, disse ele, que repetiu a fala de Trump dos últimos dias: “Povo do Irã, este é o momento de vocês. Nós vimos a natureza do regime exposta, vimos pessoas do Irã querendo mudança, este é o momento deles tirarem vantagem, com certeza.”

    Não começamos esta guerra, mas sob Trump vamos encerrá-la, diz Hegseth

  • Guerras fazem França anunciar escudo nuclear para Europa

    Guerras fazem França anunciar escudo nuclear para Europa

    Macron diz que instabilidades obriga aumento do arsenal atômico, que pode ser posicionado nos vizinhos; medida era estudada devido ao conflito na Ucrânia, mas ataque ao Irã escancara divergência com os EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (2) uma mudança na política de armas nucleares do país, que aumentará seu arsenal de ogivas atômicas e o colocará à disposição dos vizinhos em caso de necessidade.

    A medida é uma reação direta ao ataque dos Estados Unidos e Israel, ambas potências nucleares, ao Irã no sábado (28). Ela já vinha sendo estudada pela percepção do fim do apoio militar americano aos parceiros europeus da Otan no contexto da Guerra da Ucrânia, mas foi acelerada pela decisão de Donald Trump.

    “Nós estamos experimentando um período de agitação geopolítica cheio de riscos”, afirmou, citando o perigo de conflitos globais “ultrapassarem os limites nucleares”. O francês falava da base de submarinos estratégicos, na Bretanha (noroeste do país).

    Mais cedo, o chanceler da França, Jean-Noël Barrot, havia criticado duramente os EUA por não terem consultado seus parceiros europeus antes do ataque que decapitou o regime de Teerã e disparou um conflito generalizado no Oriente Médio.

    Diferentemente de conflitos como a invasão do Afeganistão (2001) e da Guerra do Iraque (2003), no ataque atual os EUA só têm o Estado judeu a seu lado. Até o domingo (1º), o Reino Unido até vetava o uso de suas bases para a ação.

    Mas a nova guerra bate às portas da Europa, com a Grécia mobilizando forças para defender a ilha de Chipre, onde drones alvejaram uma base britânica, e com países do golfo Pérsico pedindo ajuda à Itália para obter defesas antiaéreas de pronta entrega.

    A ideia de um guarda-chuva nuclear europeu já havia sido ventilada por Macron no ano passado. Um primeiro passo foi o anúncio da unificação operacional do arsenal francês com o britânico, cada um retendo seu poder decisório independente.

    Apenas Paris e Londres têm armas nucleares na Otan. O estoque francês é o quarto maior do mundo, com 290 ogivas, enquanto os britânicos têm 225, segundo a Federação dos Cientistas Americanos.

    Na Europa, os americanos têm cerca de 100 bombas táticas, para uso limitado a campo de batalha, em seis bases de cinco parceiros da aliança.

    Macron afirmou que, “sob certas circunstâncias”, poderia posicionar ativos estratégicos nos vizinhos. Citou nominalmente Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica e Polônia como parceiros que estão a par dos planos, que ele disse não violar princípios da Otan e que foram comunicados a Londres e Washington.

    A ideia de que a Europa tem de se defender sozinha ganhou corpo com a volta de Trump ao poder, no ano passado, dado desengajamento do presidente de assuntos militares no continente. Ele passou a conta da ajuda à Ucrânia aos aliados e os forçou a aprovar aumento de gastos.

    Isso dito, como em outras ocasiões em que Macron falou grosso, a retórica do enfraquecido presidente francês enfrenta diversos óbices práticos.

    A maioria das ogivas francesas está em mísseis que equipam seus quatro submarinos de propulsão nuclear. Cerca de 50 delas estão em modelos de cruzeiro lançados por caças Rafale, que são o único ativo facilmente compartilhável com os vizinhos.

    Se é fato que numa guerra com a Rússia o arsenal francês poderia fazer um grande estrago, é ainda mais certo que a vantagem enorme de Moscou no campo garantiria a obliteração continental. Vladimir Putin tem a seu dispor 5.459 ogivas, 1.718 delas prontas para disparo. Trump, por sua vez, tem 5.177, 1.680 à mão.

    O anúncio francês também reflete a nova e perigosa situação nuclear do mundo. Em fevereiro, Trump deixou caducar o último acordo que tinha com a Rússia para o controle das ogivas estratégicas, aquela destinadas a tentar ganhar guerras.

    O americano quer que a China, dona do terceiro arsenal (600 bombas) global, integre um novo acordo, o que fez os russos exigirem a presença francesa e britânica. Especialistas alertam que, ao fim, a falta de regras só fará acelerar uma corrida armamentista.

    O tema permeia o ataque ao Irã, justificado pela falta de acordo acerca do programa nuclear da teocracia.

    Guerras fazem França anunciar escudo nuclear para Europa

  • Homem desaparecido durante 10 dias é encontrado com lama até aos ombros

    Homem desaparecido durante 10 dias é encontrado com lama até aos ombros

    Autoridades precisaram de quase três horas para conseguir tirar o homem da lama. Não se sabe o motivo de seu desaparecimento, mas amigos compartilham que passava uma fase amorosa delicada

    Um homem da Florida, nos EUA, que estava desaparecido desde o Dia do Namorados, no dia 14 de fevereiro, foi encontrado submerso em lama, noticia o The Guardian.

    Andrew Giddens, de 36 anos, esteve vários dias sem comer ou beber nada, anunciaram as autoridades depois de o encontrarem. “Ele ficou preso na lama durante vários dias, sem comida nem água, enquanto a região enfrentava temperaturas muito frias”, informou a corporação de  bombeiros de Palatka.

    O último sinal de vida de Andrew seria uma chamada telefônica que fez ao seu pai no dia do desaparecimento. Depois disso não voltou a dar notícias e a família e amigos abriram um processo para uma pessoa desaparecida.

    As autoridades viriam a  encontrar o carro do homem abandonado junto a um terreno perto de uma companhia de materiais vulcânicos. Os documentos encontrados dentro do veículo confirmavam que se tratava do seu carro e começaram então as investigações pelo seu paradeiro junto ao local.

    Andrew acabou sendo encontrado no dia 23 de fevereiro, junto ao Vulcan Materials Company. Estava submerso, com lama até aos ombros.

    Não se sabe o que esteve na origem do seu desaparecimento, mas amigos revelaram que ele estava passando por uma fase mais depressiva devido ao fim recente de um relacionamento. Por esse motivo, o homem foi transportado para o hospital para que fosse examinado por médicos e feita uma avaliação psicológica, indica o The Sun.

    Andrew teria, apesar da situação em que se encontrava, conseguindo gritar para chamar a atenção das autoridades quando eles se aproximaram. O seu resgate demorou cerca de 3 horas.

    “Graças ao esforço e trabalho de equipe dos paramédicos, esperamos que Andrew se recupere”, informaram os bombeiros.

    “Este resgate demonstra o poder da ajuda mútua, do treino e da dedicação. Estamos gratos pela coragem e profissionalismo de todos os envolvidos”,

    A família do homem emitiu também um comunicado nas redes sociais, agradecendo os agentes de resgate, mas ciente de “que mais um dia ali e ele podia não ter tanta sorte”.

    Homem desaparecido durante 10 dias é encontrado com lama até aos ombros

  • Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

    Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

    Ataque dos EUA e Israel deve continuar pelas próximas semanas; Trump também pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue as armas sob o risco de “encarar a morte”

    Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, afirmou nesta segunda-feira (2), na Rede Social X, que o país não fará acordo com o presidente Donald Trump. “Não haverá negociação com os Estados Unidos”, escreveu ele.

     
    A mensagem de Larijani vai na contramão do que disse Trump neste domingo (1), quando afirmou que o novo líder do país estaria interessado em negociar.

    Larijani publicou outras mensagens na rede social e escreveu que “Trump traiu o ‘América Primeiro’ e adotou o ‘Israel Primeiro”.  Em outra postagem, o chefe de Segurança iraniano escreveu que o presidente norte-americano “puxou toda a região para uma guerra desnecessária e agora está devidamente preocupado com as mortes de norte-americanos. É muito triste ele sacrificar o tesouro e o sangue americano para avançar nas ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu”.O ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, que teve início no sábado (28), não deve parar tão cedo. Segundo o próprio Trump, as agressões continuarão até que os objetivos militares dos EUA sejam atingidos.

    Trump também pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue as armas sob o risco de “encarar a morte.”

    Os bombardeios ao Irã causaram a morte do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Hamenei. O ex-presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, também morreu.

    Chefe de Segurança do Irã diz que não haverá negociação com Trump

  • Refinaria na Arábia Saudita é atingida por drones iranianos

    Refinaria na Arábia Saudita é atingida por drones iranianos

    A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam

    A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irã desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

    Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.

    A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou após o forte ataque.

    Vídeos compartilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumaça subindo após o ataque, destacou a AP.

    Mesmo os drones interceptados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

    A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.

    Refinaria na Arábia Saudita é atingida por drones iranianos

  • "Trump está arrastando EUA para guerra que o povo não quer", diz Kamala

    "Trump está arrastando EUA para guerra que o povo não quer", diz Kamala

    Kamala Harris considerou que Donald Trump está arrastando os EUA “para uma guerra que o povo não quer” e descreveu o ataque ao Irã como uma ação de “imprudência disfarçada de determinação”

    A ex-vice-presidente dos Estados Unidos e candidata nas últimas eleições presidenciais norte-americanas, Kamala Harris, considerou que “Donald Trump está forçando o país entrar em uma guerra sem necessidade, após os ataques contra o Irã.

    “Donald Trump está arrastando os Estados Unidos para uma guerra que o povo norte-americano não quer. Me deixem ser clara: sou contra uma guerra de mudança de regime no Irã, e as nossas tropas estão sendo postas em perigo em nome da guerra escolhida por Trump”, começou considerando em um comunicado emitido na noite de sábado.

    Para a ex-vice-presidente, “esta é uma aposta perigosa e desnecessária com vidas americanas que põe também em risco a estabilidade na região” e a “posição” dos Estados Unidos no mundo. 

    “O que estamos testemunhando não é força. É imprudência disfarçada de determinação. Sei da ameaça que o Irã representa, e nunca devem ter permissão para possuir uma arma nuclear, mas esta não é a forma de desmantelar essa ameaça”, disparou.

    Kamala Harris recordou que, durante a campanha para as eleições presidenciais de 2024, Donald Trump “prometeu acabar com as guerras em vez de as iniciar”, acusando-o de mentir. 

    Lembrou, ainda, que Trump afirmou, no ano passado, que “aniquilou” o programa nuclear do Irã, sendo essas declarações também “uma mentira”. 

    Destacando que é necessário ter “uma visão realista do que aí vem” e que Trump “já disse que este conflito pode provocar baixas norte-americanas”, Kamala Harris disse estar “rezando por todos” os “militares, homens e mulhers”, que “estão realizando missões periogsas com uma habilidade, disciplina e precisão excecionais”. 

    “As nossas tropas merecem um comandante-chefe que aborde as decisões sobre assuntos de guerra e paz com a mesma firmeza e disciplina que as nossas tropas demonstram todos os dias”, disse.

    “De acordo com a Constituição dos Estados Unidos, o presidente deve receber autorização do Congresso para entrar em guerra. Mas mesmo que a tivesse, isso não altera o fato de que esta ação é imprudente, injustificada e não apoiada pelo povo americano. Não pode haver ambiguidade na nossa oposição à guerra escolhida por Donald Trump, e o Congresso deve usar todo o poder disponível para o impedir de nos comprometer ainda mais com este conflito. As nossas tropas, os nossos aliados e o povo americano não merecem menos”, rematou.

    Vale destacar que Israel e os Estados Unidos iniciaram há 24 horas uma vasta operação militar contra o Irã de que resultou já a morte de vários dirigentes políticos e militares da República Islâmica, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.

    O presidente norte-americano deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel. Em pronunciamento, Trump informou que militares dos Estados Unidos morreram nas ações do país norte-americano, mas não citou o número de mortos.

    "Trump está arrastando EUA para guerra que o povo não quer", diz Kamala