Categoria: MUNDO

  • Apresentador de TV chora ao anunciar morte de Ali Khamenei no Irã; vídeo

    Apresentador de TV chora ao anunciar morte de Ali Khamenei no Irã; vídeo

    O anúncio oficial da morte do aiatola Ali Khamenei foi feito por um apresentador da televisão estatal iraniana, que não conseguiu conter as lágrimas, enquanto outro apresentador fez uma declaração mais séria.

    O anúncio oficial da morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, foi feito por um apresentador da televisão estatal iraniana, que não conseguiu conter as lágrimas.

    “Deus é grande. Deus é grande. Com profunda tristeza, anunciamos à nação iraniana que o grande aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo da Revolução Islâmica, foi hoje martirizado em um ataque criminoso conjunto dos Estados Unidos e do regime sionista”, afirmou o apresentador, antes de se emocionar.

    Ao fundo, é possível ouvir outras pessoas chorando enquanto o apresentador anuncia a morte de Khamenei, que estava no poder há 36 anos.

    Em outra emissora estatal, a IRINN, um apresentador leu uma declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional, enquanto versículos do Alcorão eram reproduzidos ao fundo — como também pode ser visto no vídeo acima.

    O comunicado do Conselho de Segurança, segundo a BBC, afirmava que a morte de Khamenei desencadearia “uma revolta na luta contra os opressores”.

    “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”

    Antes do anúncio oficial do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado, na rede social Truth, que “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”.

    Já na manhã deste domingo, o exército de Israel reivindicou a morte de Ali Khamenei, anunciando que o líder supremo “foi alvo de uma operação precisa e de grande escala realizada pela Força Aérea Israelense”.

    A força aérea foi “guiada por informações detalhadas de inteligência”, e Ali Khamenei foi atingido quando “estava em seu complexo de comando central, no coração de Teerã, junto com outros altos oficiais”.

    Após a morte do líder supremo, o Irã decretou um período de luto de 40 dias, além de sete dias de feriado.

    Além do líder supremo, Teerã confirmou que, nos ataques, morreram o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, brigadeiro-general Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

    O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também foi morto nos ataques de sábado, e Teerã anunciou hoje sua substituição pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi, segundo a agência iraniana Mehr.

    Em resposta aos ataques, que continuaram hoje, o Irã lançou uma série de ofensivas contra interesses norte-americanos na região, mas também contra outros países da área.

    Apresentador de TV chora ao anunciar morte de Ali Khamenei no Irã; vídeo

  • Irã diz ter atingido porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos EUA

    Irã diz ter atingido porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos EUA

    A ação mais dramática, mas que ainda carece de detalhamento e confirmação pelo lado dos EUA, foi a ação anunciada contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que participa da guerra operando no mar Arábico, perto de Omã.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelos mares do Oriente Médio. A teocracia diz ter atacado um porta-aviões americano e atingiu ao menos dois petroleiros no estratégico estreito de Hormuz. Já os americanos anunciaram ter afundado um navio rival.

    A ação mais dramática, mas que ainda carece de detalhamento e confirmação pelo lado dos EUA, foi a ação anunciada contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que participa da guerra operando no mar Arábico, perto de Omã.

    Segundo a unidade militar, quatro mísseis foram lançados contra o navio de propulsão nuclear, 1 dos 11 da frota americana, mas não há relatos sobre o resultado do ataque. As forças dos EUA ainda não comentaram a afirmação.

    Durante os combates com os rebeldes pró-Irã do Iêmen, porta-aviões americanos tiveram de ser defendidos por suas escoltas e caças diversas vezes contra drones e mísseis, mas nunca houve um impacto.

    Além do Lincoln, 1 dos 18 navios mobilizados por Donald Trump para a ação, a guerra é apoiada pelo grupo de porta-aviões do USS Gerald R. Ford, que está na costa mediterrânea de Israel.

    Pouco antes, dois incidentes mostraram que a guerra está ativa no estreito de Hormuz. Primeiro, um petroleiro de bandeira de Palau foi atingido por um projetil perto da costa de Omã, deixando quatro feridos e forçando a evacuação da embarcação.

    Depois, o site de rastreamento marítimo Marine Traffic anunciou que outro petroleiro, o MKD Vyon, também foi atingido na região. O navio tem bandeira das ilhas Marshall, país que tem uma associação especial com os EUA.

    Não longe dali, no golfo de Omã, o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA, no acrônimo em inglês) anunciou que havia afundado um navio de guerra iraniano, a corveta Jamaran. Teerã também não comentou o incidente, que se for confirmado será o primeiro afundamento de uma belonave na guerra.

    Comprovando o ambiente de risco elevado, o Marine Traffic apontou que cerca de 150 petroleiros e navios de transporte de gás natural liquefeito baixaram suas âncoras em águas territoriais de países do golfo Pérsico antes de seguir viagem pelo estreito, que tem apenas 40 km de largura no seu ponto mais apertado.

    Outras 100 embarcações estão na costa de Omã, do lado da saída do estreito para o oceano Índico. No sábado, a missão marítima da União Europeia na região alertou que navios estavam sendo ameaçados por rádio pela Guarda Revolucionária do Irã, país com 16 instalações militares na região.

    Ainda não houve uma ordem formal de fechamento do estreito, mas tudo indica que as empresas transportadoras não estão querendo pagar para ver. O impacto da situação depende de sua extensão e duração, mas é inevitável uma alta dos preços futuros do petróleo, com efeitos inflacionários potenciais no mundo todo.

    Irã diz ter atingido porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos EUA

  • Putin lamenta morte de Ali Khamenei: "Violação cínica de todas as normas"

    Putin lamenta morte de Ali Khamenei: "Violação cínica de todas as normas"

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou as suas “sinceras condolências” pela morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, descrevendo o assassinato como uma “violação cínica” das normas internacionais.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descreveu a morte do líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei, como uma “violação cínica de todas as normas da moral e do direito internacional”.

    Em uma carta enviada ao seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, Putin apresentou suas “sinceras condolências pelo assassinato” do líder supremo e de membros de sua família, “cometido com uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”.

    “No nosso país, o aiatolá Khamenei será lembrado como um estadista notável, que deu uma enorme contribuição pessoal para o desenvolvimento das relações amistosas entre a Rússia e o Irã, elevando-as ao nível de uma parceria estratégica abrangente”, afirmou Putin, na nota divulgada pelo Kremlin.

    O presidente russo também pediu que fossem transmitidas suas “mais sinceras condolências e apoio aos familiares e amigos do líder supremo, ao governo e a todo o povo do Irã”.

    Razões de Trump para ataque “são infundadas”, considerou a Rússia

    Já no sábado, a Rússia considerou como infundada a justificativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atacar o Irã em conjunto com Israel.

    “As declarações feitas hoje pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sentido de que esta operação tinha como objetivo impedir que o Irã adquirisse uma arma nuclear, não são justificadas. São infundadas”, declarou o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia.

    O embaixador russo rejeitou as declarações de Trump sobre o programa nuclear iraniano — que Washington estava negociando com Teerã — e afirmou que o Irã tem declarado “sistematicamente” que não tem planos desse tipo e está “cumprindo suas obrigações” nos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

    Já o ex-presidente do país e atual secretário-adjunto do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, afirmou que os Estados Unidos mostraram sua “verdadeira face” e confirmaram que “as negociações com o Irã foram apenas uma farsa”, segundo uma mensagem publicada na plataforma Telegram.

    Israel e Estados Unidos, vale lembrar, lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    O presidente norte-americano afirmou que a operação teve como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

    Na madrugada de hoje, um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou, em lágrimas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder há 36 anos.

    O Irã, por sua vez, decretou um período de luto de 40 dias, bem como sete dias de feriado, pela morte de Khamenei.

    Putin lamenta morte de Ali Khamenei: "Violação cínica de todas as normas"

  • Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

    Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

    Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável” e que “tais atos violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – O chanceler da China, Wang Yi, afirmou que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei na operação conjunta entre Estados Unidos e Israel é “inaceitável”.

    Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável” e que “tais atos violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”.

    O ministro disse ainda que a China está altamente preocupada com a situação e que se opõe ao uso da força nas relações internacionais.

    A declaração ocorreu durante telefonema com o chanceler russo, Sergei Lavrov, neste domingo (1º). Lavrov, segundo a chancelaria chinesa, afirmou que os ataques militares contra o Irã prejudicam gravemente a estabilidade no Oriente Médio.

    O posicionamento de Pequim em relação ao ataque, iniciado no sábado por meio de uma ofensiva americana e israelense contra o Irã, segue a linha adotada pelo país em outros conflitos. A China pede que as ações militares cessem imediatamente e que sejam retomados o diálogo e as negociações.

    O ataque ocorreu em meio a tratativas dos EUA com o Irã sobre o programa nuclear de Teerã, que o presidente americano, Donald Trump, quer ver completamente desmantelado.

    Ainda neste domingo, a chancelaria orientou que cidadãos chineses deixem o país persa e indicou rotas de saída pelo Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.

    A embaixada da China em Israel também aconselhou seus cidadãos no país a se deslocarem o mais rápido possível para áreas seguras ou a deixarem o território em direção ao Egito.

    A China já havia se pronunciado por meio de seu embaixador na ONU, Fu Cong, que condenou os ataques contra o Irã e o uso da força para resolver disputas em discurso no Conselho de Segurança no sábado (28).

    “A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã e de outros países da região devem ser respeitadas”, disse.

    Fu também afirmou considerar “chocante” que a ofensiva tenha ocorrido em meio a negociações diplomáticas entre Washington e Teerã e alertou para o risco de escalada das tensões na região. O embaixador declarou ainda que a China está “profundamente preocupada” com a situação.

    O perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores da China no Instagram fez uma publicação afirmando que o assassinato viola “seriamente” a segurança e soberania do Irã, além dos princípios da ONU e as “regras básicas das relações internacionais”.

    Chanceler da China afirma que matar o líder de um Estado soberano é inaceitável

  • Irã anuncia novo aiatolá como líder supremo interino do Irã

    Irã anuncia novo aiatolá como líder supremo interino do Irã

    Além de assumir temporariamente a posição mais alta da hierarquia política e religiosa do país, Arafi também foi escolhido para chefiar o Conselho interino de liderança, órgão responsável por conduzir o processo que definirá o próximo líder supremo.

    O aiatolá Alireza Arafi foi designado neste domingo (1º) como líder supremo interino do Irã, um dia depois da morte do aiatolá Ali Khamenei. A informação foi divulgada por agências estatais iranianas. Além de assumir temporariamente a posição mais alta da hierarquia política e religiosa do país, Arafi também foi escolhido para chefiar o Conselho interino de liderança, órgão responsável por conduzir o processo que definirá o próximo líder supremo.

    A confirmação oficial veio por meio de Mohsen Dehnavi, porta-voz do Conselho de Discernimento do Interesse do Estado. “O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, declarou ele em publicação na rede X. Segundo Dehnavi, o conselho interino — que também será composto pelo presidente da República e pelo chefe do Judiciário — ficará encarregado de administrar o país até que a Assembleia dos Peritos “eleja um líder permanente o mais rápido possível”.

    A escolha de Arafi ocorreu poucas horas depois da formação de um grupo provisório com três altas autoridades, inicialmente nomeadas para conduzir interinamente os assuntos do Estado. Integravam esse grupo o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um dos juristas do Conselho dos Guardiões. Posteriormente, Arafi foi indicado como a principal figura desse arranjo temporário, assumindo a liderança do conselho responsável pela transição.

    A mudança no comando do país ocorre após a morte de Ali Khamenei. Ele foi atingido em um bombardeio coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o complexo presidencial onde se encontrava, na madrugada de sábado (28), no horário de Brasília. Embora o ataque tenha ocorrido nas primeiras horas do dia, a confirmação oficial da morte só foi divulgada pelo governo iraniano horas depois, já no final da noite.

    Desde a Revolução Islâmica de 1979, quando os aiatolás derrubaram a monarquia do Xá Reza Palévi, o Irã passou a adotar um regime teocrático. Nesse modelo de governo, a autoridade política está diretamente ligada à liderança religiosa ou fundamentada em preceitos religiosos. Com a nova estrutura estabelecida após a revolução, o cargo mais elevado do país tornou-se o de Líder Supremo, concentrando amplos poderes tanto no campo político quanto no religioso.

    Até hoje, apenas duas pessoas ocuparam essa função. O aiatolá Khomeíni exerceu o posto desde a criação da República Islâmica até sua morte, em 1989. Na sequência, Ali Khamenei assumiu o cargo, permanecendo nele até sua morte recente.

    Embora o Irã também tenha um presidente eleito, é o Líder Supremo quem detém a autoridade máxima. A escolha desse dirigente cabe a um colegiado de clérigos islâmicos, responsáveis por selecionar, supervisionar e, se necessário, destituir o ocupante do cargo. Entre as atribuições do Líder Supremo estão a definição da política externa, a supervisão do Parlamento, a nomeação do comandante da Guarda Revolucionária e a indicação dos principais representantes do Judiciário.

    Já o presidente concentra sua atuação sobretudo na condução das políticas econômicas e na gestão de assuntos internos. Ele é eleito por voto direto, mas todos os candidatos precisam passar pela aprovação prévia do Líder Supremo antes de disputar o pleito.

    Irã anuncia novo aiatolá como líder supremo interino do Irã

  • Trump ameaça o Irã com força "nunca vista antes"

    Trump ameaça o Irã com força "nunca vista antes"

    A fala vem após o Irã prometer “a maior ação ofensiva da história da República Islâmica”, diante da morte do seu líder supremo, Ali Khamenei.

    VITÓRIA DE GÓES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em publicação na rede social Truth, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos atacarão o Irã com “uma força nunca antes vista” caso haja retaliação aos ataques americanos e israelenses.

    A fala vem após o Irã prometer “a maior ação ofensiva da história da República Islâmica”, diante da morte do seu líder supremo, Ali Khamenei.

    Como resposta, neste domingo, Trump publicou que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

    Trump ameaça o Irã com força "nunca vista antes"

  • Presidente do Irã diz que vingança é "dever e direito legítimo" do país

    Presidente do Irã diz que vingança é "dever e direito legítimo" do país

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que a vingança pela morte de Ali Khamenei é um “dever e direito legítimo” do país, após ataques levados a cabo pelos Estados Unidos e Israel.

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que a vingança pela morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de vários líderes políticos e militares da República Islâmica é um “dever e um direito legítimo” do país.

    “A República Islâmica do Irã considera que buscar justiça e punir os responsáveis e aqueles que ordenaram este crime histórico é seu dever e um direito legítimo, e dedicará todas as suas forças para cumprir essa grande responsabilidade e obrigação”, declarou Pezeshkian, em um comunicado citado pela Al Jazeera.

    Pezeshkian também afirmou que a morte de Ali Khamenei constitui uma “declaração de guerra contra os muçulmanos e, em particular, contra os xiitas em todo o mundo”, por envolver a “mais alta autoridade política da República Islâmica do Irã e um importante líder do xiismo no mundo”.

    Vale destacar que um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, por volta das 5h00 no horário local (1h30 em Lisboa), em lágrimas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder havia 36 anos.

    Antes disso, Donald Trump havia informado, na rede social Truth, que “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto”. A morte ocorreu após o ataque ao Irã lançado na manhã de sábado pelos Estados Unidos e Israel.

    Já na manhã deste domingo, o exército de Israel confirmou a morte de Ali Khamenei, anunciando que o líder supremo “foi alvo de uma operação precisa e em larga escala realizada pela Força Aérea Israelense”.

    A força aérea foi “guiada por informações detalhadas de inteligência”, e Ali Khamenei foi atingido quando “estava em seu complexo de comando central, no coração de Teerã, juntamente com outros altos oficiais”.

    Após a morte do líder supremo, o Irã decretou um período de luto de 40 dias, além de sete dias de feriado.

    Além do líder supremo, Teerã confirmou que também morreram nos ataques o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, brigadeiro-general Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

    O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também morreu nos ataques de sábado, e Teerã anunciou hoje sua substituição pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi, segundo a agência iraniana Mehr.

    Em resposta aos ataques, que continuaram neste domingo, o Irã lançou uma série de ofensivas contra interesses norte-americanos na região, além de atingir outros países da área.

    Presidente do Irã diz que vingança é "dever e direito legítimo" do país

  • EUA divulgam vídeo dos ataques ao Irã; veja as imagens

    EUA divulgam vídeo dos ataques ao Irã; veja as imagens

    Os EUA divulgaram um vídeo no qual mostram os ataques militares realizados contra o Irã, a bordo de uma embarcação militar, onde se podem ver mísseis sendo lançados. Veja as imagens abaixo.

    O comando norte-americano no Oriente Médio (CENTCOM) divulgou, neste sábado, um vídeo das operações militares que os Estados Unidos estão realizando no Irã.

    O vídeo é acompanhado por uma breve descrição em que o CENTCOM afirma: “Como o presidente [Donald Trump] disse, nosso objetivo é defender o povo americano ao eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”.

    “O presidente ordenou uma ação ousada. As forças do CENTCOM estão desferindo um golpe avassalador e implacável”, acrescentou o comando norte-americano.

    Israel e os Estados Unidos lançaram neste sábado um ataque contra o Irã para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Catar, entre outros.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação teve como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

    O balanço mais recente indica mais de 200 mortos somente no Irã e quase 800 feridos. Entre os ataques, destaca-se um bombardeio israelense contra uma escola primária para meninas no sul do país. Só nesse local, foram registradas 85 vítimas.

    Até o momento, não há relatos de mortes do lado de Israel nem dos Estados Unidos.

    EUA divulgam vídeo dos ataques ao Irã; veja as imagens

  • Incêndio deflagra em hotel de luxo em Dubai durante ataque de mísseis

    Incêndio deflagra em hotel de luxo em Dubai durante ataque de mísseis

    Incêndio deflagrou no hotel de luxo Fairmont The Palm, em Dubai, depois de terem caído destroços durante um ataque de mísseis iranianos. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques ao Irã na manhã deste sábado e Teerã tem vindo a responder.

    Um incêndio começou neste sábado no hotel de luxo Fairmont The Palm, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, depois que, supostamente, destroços caíram durante um ataque com mísseis iranianos.

    Nas redes sociais, circulam várias imagens e vídeos que mostram a dimensão do incêndio, assim como nuvens de fumaça na parte externa do edifício.

    De acordo com publicações internacionais, há pelo menos quatro feridos.

    Vale lembrar que os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado um “ataque preventivo” contra o Irã para “eliminar ameaças”. Teerã respondeu com contra-ataques a bases militares norte-americanas localizadas no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.

    O discurso de Donald Trump

    O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos lançaram grandes operações militares contra o Irã e pediu ao povo iraniano que tomasse o poder, em uma mensagem em vídeo publicada na plataforma social de sua propriedade.

    Trump declarou aos iranianos que a hora da liberdade estava próxima e pediu que assumissem o controle do país assim que a operação terminasse.

    Aos cidadãos norte-americanos, admitiu que heróis poderiam perder a vida e que poderiam ocorrer baixas.

    O Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, batizou a operação de “Fúria Épica”.

    Ataque de Israel e EUA é operação contra “ameaça existencial”

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou hoje o ataque ao Irã como uma operação contra a “ameaça existencial” iraniana.

    O “regime assassino” da República Islâmica do Irã não deve, em nenhuma circunstância, ser autorizado a ter armas nucleares, declarou Netanyahu, após anunciar o ataque conjunto entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. Mais tarde, já no fim da noite, Netanyahu voltou a falar, dizendo que havia “sinais” de que o líder supremo do Irã estava morto. Uma fonte israelense próxima às operações afirmou o mesmo à agência de notícias Reuters, indicando que o corpo já teria sido encontrado.

    Posteriormente, agências de notícias iranianas ligadas ao governo desmentiram a informação, afirmando que o líder supremo do Irã estava vivo, “inabalável” e “comandando” as operações diretamente do local.

    Incêndio deflagra em hotel de luxo em Dubai durante ataque de mísseis

  • Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

    Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

    O Irã decretou hoje um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, após a morte, aos 86 anos, do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, no poder desde 1989.

    Com o martírio do líder supremo, seu caminho e sua missão não serão perdidos nem esquecidos; pelo contrário, serão continuados com mais vigor e dedicação”, declarou um apresentador da televisão estatal.

    Os Guardas da Revolução iranianos, tropa de elite do aiatolá, prometeram uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo, cuja morte havia sido confirmada anteriormente pela televisão estatal.

    Em um comunicado, os Guardas condenaram “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista”, acrescentando: “a mão vingadora da nação iraniana não os deixará em paz até impor aos assassinos do imã da Ummah um castigo severo e decisivo, do qual se arrependerão”.

    Enquanto isso, uma nova série de fortes explosões foi ouvida hoje em Teerã, por volta das 5h30 no horário local (2h00 GMT), depois que explosões anteriores atingiram bairros no leste da capital iraniana.

    Um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, às 5h00 no horário local (1h30 GMT), em lágrimas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder havia 36 anos.

    A televisão iraniana não especificou em que circunstâncias Ali Khamenei morreu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelenses e americanos de sábado contra sua residência em Teerã. Fotos e imagens de arquivo estão sendo exibidas com uma faixa preta na tela em sinal de luto.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia anunciado a morte do líder supremo iraniano, dizendo que oferece à população iraniana a chance de recuperar o país. “Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar seu país”, afirmou.

    Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei