Categoria: MUNDO

  • Avião passa 2 horas voando em círculos antes de cair na Bolívia

    Avião passa 2 horas voando em círculos antes de cair na Bolívia

    Uma aeronave voou duas horas em círculos antes de cair, na Bolívia, na segunda-feira (13). O piloto e o copiloto, que eram os únicos ocupantes a bordo, foram encontrados sem vida

    Uma aeronave de pequeno porte voou duas horas em círculos antes de cair, na Bolívia, na segunda-feira (13). O piloto e o copiloto, que eram os únicos ocupantes a bordo, foram encontrados sem vida.

    A Direção-Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) detalhou que, pelas 9h00 (hora local)  daquele dia, a aeronave privada Cessna Citation CP-3243 registrou um padrão de voo invulgar, sendo que, “30 minutos após ter decolado do Aeroporto Internacional de El Alto, com destino à cidade de Santa Cruz, perdeu a comunicação com a torre de controle”.

    O avião apresentou um “padrão de espera em círculos durante quase duas horas, antes de perder altitude de forma abrupta”. “O último sinal foi registado às 14h57 [hora local]”, relatou a Agência Boliviana de Informação (ABI).

    “A hipótese é que, devido aos movimentos que a aeronave efetuou e à perda de comunicação, […] tenha ocorrido uma despressurização da cabine. Não havia oxigênio e os pilotos perderam a consciência”, apontou o ministro das Obras Públicas, Mauricio Zamora, em coletiva de imprensa.

    Ainda assim, o governante ressalvou que o relatório definitivo dependerá da investigação técnica realizada pela DGAC, entidade encarregada de esclarecer as causas do acidente.

    “Lamentamos o acidente de uma aeronave particular, um avião novo e moderno, que há quase duas horas tentava esgotar o combustível para efetuar um pouso forçado em Cochabamba, mas que, infelizmente, acabou caindo”, disse o ministro da Defesa, Marcelo Salinas, à estação de rádio Panamericana.

    O responsável complementou que o incidente ocorreu quando a aeronave estava prestes a pousar, sendo que, “aparentemente, teve algum percalço e estava a dar várias voltas para pousar sem combustível, como é o procedimento normal”.

     
     
     

     
     
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    Zamora confirmou ao El Deber que o piloto e o copiloto, identificados como Carlos Moyano e Julio Sardán, foram encontrados sem vida pelas equipes de resgate, após o avião ter sido localizado numa zona a norte de Cochabamba.

    Entretanto, na terça-feira (14), a Unidade de Investigação de Acidentes e Incidentes (AIG) da DGAC conseguiu recuperar a caixa preta da aeronave, que era propriedade de Oscar Mario Justiniano, empresário de Santa Cruz e atual ministro do Desenvolvimento Produtivo, conforme disseram várias fontes ao jornal digital ‘Urgente.bo’. O dispositivo será, agora, enviado para o estrangeiro, para ser analisado.

    A operação terá sido possível graças ao apoio logístico e operacional de um helicóptero da Força Aérea Boliviana (FAB), que permitiu o acesso ao local do acidente e a recuperação do equipamento, noticiou a ABI.

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  • Irã ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

    Irã ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

    Teerã reage ao bloqueio imposto por Washington e diz que pode interromper rotas no Golfo Pérsico e até no Mar Vermelho. Tensão cresce após fracasso em negociações e risco de ruptura do cessar-fogo.

    O Irã ameaçou nesta quarta-feira bloquear o tráfego no Mar Vermelho, apesar de não ter fronteira com a região, além de interromper todo o comércio no Golfo Pérsico caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio aos portos iranianos.

    “As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho”, afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, em comunicado divulgado pela televisão estatal.

    Segundo Abdollahi, se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros”, isso poderá representar o início de uma violação do cessar-fogo, conforme declaração reproduzida pela agência France-Presse (AFP).

    Embora não tenha acesso direto ao Mar Vermelho, o Irã pode contar com aliados no Iêmen, como os rebeldes houthis, que já ameaçaram atacar embarcações na região a partir de áreas montanhosas no país.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o bloqueio a “navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos”, medida que entrou em vigor na última segunda-feira.

    Desde o início do conflito, desencadeado em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos, o Irã passou a bloquear o Estreito de Ormuz. Em resposta, Teerã realizou ataques contra Israel e países da região.

    Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 8 de abril para permitir negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão.

    As conversas realizadas no fim de semana em Islamabad terminaram sem acordo, mas autoridades paquistanesas informaram que seguem tentando viabilizar uma nova rodada de negociações.

    O bloqueio aos portos iranianos foi adotado após o fracasso dessas negociações, que duraram cerca de 21 horas e envolveram delegações lideradas pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    Apesar das restrições, dados de monitoramento marítimo indicam que alguns navios vindos de portos iranianos atravessaram o Estreito de Ormuz na terça-feira.

    De acordo com a agência iraniana Tasnim, que citou fontes não identificadas, a navegação a partir dos portos do país continuou normalmente mesmo com o bloqueio em vigor.

    “Navios comerciais rumaram a vários locais do mundo” nas últimas 24 horas, informou a mesma fonte, segundo a AFP.
     
     
     

    Irã ameaça bloquear mar Vermelho se prosseguir bloqueio norte-americano

  • Irã recruta crianças e amplia frente de violações na guerra

    Irã recruta crianças e amplia frente de violações na guerra

    Nos anúncios que recrutam crianças, há chamados não apenas para servir em postos militares, mas também para funções que podem parecer menos perigosas, diz Van Esveld. Entre elas, participar de patrulhas e até preparar comida

    (CBS NEWS) – Sob a ameaça dos Estados Unidos e de Israel, o Irã recorre a crianças para se defender. Segundo relatos preliminares de organizações humanitárias, menores de idade participam, por exemplo, de patrulhas e postos de controle.

    O recrutamento de crianças constitui crime de guerra. Uma das razões é que as expõe à violência. Foi o caso de Alireza Jafari, 11. De acordo com a Anistia Internacional, ele morreu em março enquanto atuava em um posto de controle. Seu pai o havia levado até o local, argumentando que não havia soldados suficientes.

    A dimensão desse fenômeno ainda é incerta. Blecautes e censura dificultam o trabalho de investigação, afirma Bill Van Esveld, diretor da área de direitos da criança na ONG Human Rights Watch (HRW). Muitos temem falar sobre esse tema, receando sofrer represálias.

    Há hoje, no entanto, uma série de evidências desse recrutamento. Uma das mais importantes é um anúncio veiculado pela imprensa estatal, que reduz a idade mínima para o alistamento na organização Basij. Passou de 15 para 12 anos.

    O anúncio foi feito por Rahim Nadali, líder de uma das brigadas da região de Teerã. Disse que muitos jovens estavam interessados em se alistar. Acompanhando o anúncio, há um pôster de recrutamento que mostra o que parece ser um menor de idade ao lado de um homem adulto vestindo trajes militares.

    A Basij, oficialmente chamada de “organização para a mobilização dos oprimidos”, é um braço da Guarda Revolucionária. Atua como uma força paramilitar de voluntários, frequentemente mobilizada para reprimir protestos populares. Entre suas funções também está a de polícia moral.

    Organizações internacionais verificaram relatos e fotografias de crianças manejando armas pesadas em postos de controle. Um desses relatos, citado no relatório da Anistia Internacional, diz que o menor estava sem ar, pois mal conseguia segurar a arma.

    Esse não é um fenômeno novo no Irã. Nos anos 1980, o país enviou dezenas de milhares de crianças à guerra contra o Iraque. É conhecido o caso de Mohammad Hossein Fahmideh, morto aos 13 anos ao se jogar debaixo de um tanque, detonando uma granada. Mais recentemente, segundo relatos, Teerã enviou jovens afegãos para defender o regime sírio de Bashar al-Assad.

    Esse fenômeno, ademais, não é exclusivo do Irã. Organizações internacionais documentam casos semelhantes em países como Mianmar, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.

    Para Van Esveld, da HRW, não há fator que atenue o recrutamento de menores de idade. “A lei internacional é clara. Crianças não podem dar seu consentimento”, afirma. “Aos 12 anos, entendem o risco de morrer ou de perder um membro? É claro que não.”

    Segundo o Human Rights Watch, o Irã está sujeito a uma série de convenções e protocolos internacionais que proíbem o recrutamento e o uso direto de menores em conflitos armados.

    Nos anúncios que recrutam crianças, há chamados não apenas para servir em postos militares, mas também para funções que podem parecer menos perigosas, diz Van Esveld. Entre elas, participar de patrulhas e até preparar comida. Ainda assim, afirma que elas estariam expostas aos frequentes ataques dos Estados Unidos e de Israel. “Deveriam estar na escola, não ali.”

    Ir à escola, no entanto, não protege crianças no Irã. Já no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, um bombardeio matou ao menos 175 pessoas em uma escola para garotas no Irã. As investigações apontam para a autoria dos EUA.

    A escola estava próxima a uma base da Guarda Revolucionária. Mas, diz Van Esveld, as imagens de satélite mostravam com clareza que não se tratava de um alvo militar. Tinha até um campinho de futebol. “Não basta dizerem agora que foi um erro. Deveriam ter feito tudo o que estava ao seu alcance para evitar.”

    A disputa com o Irã e seus aliados também tem ameaçado crianças em outros países. Ataques israelenses mataram mais de 20 mil crianças e destruíram 92% das escolas de Gaza. Já no Líbano, os ataques de Tel Aviv forçaram mais de 1 milhão de pessoas a deixar suas casas – entre elas, 400 mil menores. A situação das crianças na região, afirma Van Esveld, é “sombria”.

    Irã recruta crianças e amplia frente de violações na guerra

  • Navio chinês dá meia-volta após sair de Hormuz; Irã diz ter furado bloqueio

    Navio chinês dá meia-volta após sair de Hormuz; Irã diz ter furado bloqueio

    Segundo as consultorias marítimas Kpler e LSEG, não há registro de que quaisquer petroleiros iranianos tenham deixado Hormuz desde o início do embargo. Apesar disso, o país diz que não há prejuízo porque os próprios EUA autorizaram o comércio de seu petróleo embarcado fora da região, como forma de aliviar a pressão sobre os preços da commodity

    (CBS NEWS) – O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irã entrou seu terceiro dia nesta quarta-feira (15) com relatos conflitantes acerca da efetividade da medida. Ela foi determinada por Donald Trump para pressionar Teerã enquanto uma paz entre os rivais é negociada.

    O caso mais chamativo é o do navio chinês Rich Starry, que está sob sanções americanas por já ter transportado petróleo e derivados iranianos. Ele havia deixado o golfo Pérsico e transitado por Hormuz da segunda (13), dia do início do bloqueio, para a terça (14).

    Nesta quarta, o navio voltou por Hormuz e está ancorado perto do Irã. Só que ele transporta 250 mil barris de metanol carregados nos Emirados Árabes Unidos, teoricamente ficando fora do escopo do bloqueio. É incerto se a embarcação pagou o pedágio que Teerã buscou instituir com uma nova rota passando por suas águas em Hormuz, após ter dito que minou o caminho usual pelo centro do corredor.

    Na véspera, o líder chinês Xi Jinping usou termos duros contra o conflito, e sua chancelaria chamou as restrições de irresponsáveis e perigosas. Em 2025, o Irã foi o terceiro maior fornecedor de petróleo de Pequim.

    Na mão contrária, a agência de notícias iraniana Fars disse que um superpetroleiro conseguiu furar o bloqueio americano e chegou a um porto do país para ser carregado. Não há confirmação desse trânsito por monitores de tráfego marítimo, mas basta desligar o sistema de identificação da embarcação para não ser visto.

    Segundo as consultorias marítimas Kpler e LSEG, não há registro de que quaisquer petroleiros iranianos tenham deixado Hormuz desde o início do embargo. Apesar disso, o país diz que não há prejuízo porque os próprios EUA autorizaram o comércio de seu petróleo embarcado fora da região, como forma de aliviar a pressão sobre os preços da commodity.

    Além disso, segundo a Fars, Teerã estuda usar portos pouco operados na costa sul do país, fora da área de embargo, embora pareça difícil a viabilização: cerca de 90% do produto exportado pelo Irã saí do terminal na ilha de Kharg, no golfo Pérsico.

    Os americanos dizem ter envolvido 10 mil soldados na operação para rastrear esses navios em modo fantasma, com o chamado transponder desligado. Segundo militares dos EUA, ao menos dois petroleiros foram parados após deixar o porto iraniano de Chabahar, mas deram meia-volta.

    As circunstâncias dessas abordagens permanecem obscuras. Pelas regras de engajamento de bloqueios navais, a Marinha que o impõe alerta primeiro o navio e, sem sucesso, pode abordá-lo com lanchas ou helicópteros. A situação pode então escalar para apreensão ou, em caso de resistência, afundamento do navio.

    Segundo serviços de monitoramento do tráfego na região, Na terça, ao menos oito navios passaram por Hormuz. Eles estavam indo ou deixando portos de outros países, não cobertos pelo embargo. Os EUA falaram à mídia americana em até 20 embarcações.

    Entre os navios que passaram está outro sob sanção americana, o superpetroleiro Alicia, que vinha transportando petróleo iraniano desde 2023. A embarcação se dirigiu vazia para embarcar óleo no Iraque, assim como outro navio, o Agios Fanourios 1.

    O vaivém de versões ocorre enquanto os EUA, que iniciaram a guerra contra o Irã ao lado de Israel em 28 de fevereiro e a congelaram na semana passada, buscam uma saída para o conflito antes da expiração da trégua, na próxima terça (21).

    Trump concedeu diversas entrevistas na noite de terça e, ao falar à rede britânica Sky News, afirmou novamente que espera um fim breve para o conflito. À americana ABC, afirmou esperar novidades em talvez dois dias.

    As negociações diretas com o Irã, no fim de semana no Paquistão, deverão ser retomadas. Elas fracassaram em resultar numa solução imediata, mas o cessar-fogo foi mantido, o que sugere disposição para continuar.

    Nesta quarta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que seu país prefere a paz à guerra. Trump, que jogou na confusão desde o começo do conflito, apresentando diversos “casus belli” e sem se fixar em nenhum, agora parece se satisfazer com uma solução para a crise em Hormuz e com algum acordo em torno do programa nuclear iraniano.

    Críticos notam que isso poderia ter sido alcançado sem a guerra. Na prática, pode haver um acordo semelhante ao de 2015, descartado pelo próprio Trump três anos depois, buscando congelar por um período as atividades atômicas de Teerã.

    Navio chinês dá meia-volta após sair de Hormuz; Irã diz ter furado bloqueio

  • Trump ataca Papa, chama OTAN de “tigre de papel” e mira Meloni

    Trump ataca Papa, chama OTAN de “tigre de papel” e mira Meloni

    Presidente dos EUA critica Papa Leão XIV, acusa OTAN de não apoiar o país e dispara contra premiê italiana por posição sobre o Irã. Declarações provocam reações e ampliam desgaste diplomático

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o Papa Leão XIV nesta quarta-feira, mesmo após críticas da comunidade internacional. Desta vez, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) também entrou na mira do republicano.

    “Alguém pode, por favor, dizer ao Papa Leão que o Irã matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses, e que é absolutamente inaceitável que o Irã possua uma bomba nuclear? Agradeço a vossa atenção a este assunto. A AMÉRICA ESTÁ DE VOLTA!!!”, escreveu Trump na rede Truth Social.

    Poucos minutos depois, o magnata voltou a publicar, desta vez com críticas à OTAN. “A OTAN não nos apoiou, e não nos apoiará no futuro!”, afirmou.

    Na terça-feira, Trump já havia declarado que o pontífice “não faz ideia do que está acontecendo no Irã”, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.

    “Não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado”, disse.

    Antes disso, o republicano fez críticas diretas ao Papa Leão XIV, afirmando que, “se não estivesse na Casa Branca, [o Sumo Pontífice] não estaria no Vaticano”.

    “O Papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Fala do ‘medo’ da Administração Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica, e todas as outras organizações cristãs, sentiram durante a Covid-19, quando estavam a deter padres, pastores e toda a gente por celebrarem missas, mesmo quando saíam ao ar livre e mantinham uma distância de três ou até seis metros”, escreveu em uma longa publicação na segunda-feira.

    Trump também afirmou que prefere o irmão do pontífice. “Gosto muito mais do seu irmão Louis do que dele, porque Louis é totalmente MAGA”, disse.

    “Ele percebe e Leão não! Não quero um Papa que ache que não há problema em o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que ache terrível que a América tenha atacado a Venezuela, um país que estava a enviar quantidades massivas de droga para os Estados Unidos e, pior ainda, a esvaziar as suas prisões, incluindo assassinos, traficantes de droga e homicidas, para o nosso país. E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito, POR MAIORIA ESMAGADORA, estabelecendo níveis de criminalidade historicamente baixos e criando o melhor mercado bolsista da história”, continuou.

    O presidente ainda afirmou que o Papa deveria ser grato por sua eleição. “Leão devia estar grato porque, como todos sabem, foi uma surpresa chocante”, disse, acrescentando que ele “não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era norte-americano”.

    “Acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, declarou.

    Trump também criticou o comportamento do pontífice e suas relações. “Não me agrada o facto de Leão ser brando com o crime e com as armas nucleares”, afirmou, acrescentando que desaprova reuniões com figuras ligadas ao ex-presidente Barack Obama.

    “Leão devia recompor-se como Papa, usar o bom senso, deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político. Isto está a prejudicá-lo gravemente e, mais importante ainda, está a prejudicar a Igreja Católica!”, concluiu.

    Em resposta, o Papa Leão XIV afirmou que continuará defendendo a paz. Ele disse que não pretende recuar em sua missão de “anunciar a mensagem do Evangelho e convidar todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e reconciliação”.

    “Não vou entrar em debate. O que digo não pretende, de forma alguma, ser um ataque. A mensagem do Evangelho é muito clara: ‘Bem-aventurados os pacificadores’”, afirmou. “Não tenho medo da Administração Trump.”

    As críticas de Trump também se estenderam à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Em entrevista ao Corriere della Sera, ele demonstrou frustração com a postura da líder italiana no conflito com o Irã.

    “Estou chocado. Pensava que tinha coragem, mas estava enganado”, disse.

    Segundo Trump, Meloni afirmou que a Itália não quer se envolver diretamente. “Mesmo que Itália obtenha o seu petróleo de lá [do Irão], mesmo que os Estados Unidos sejam muito importantes para Itália. Ela não acha que Itália deva envolver-se. Acha que os Estados Unidos devem fazer o trabalho por ela”, criticou.

    O presidente também voltou a atacar a OTAN ao comentar a possibilidade de apoio militar europeu. “Pedi que enviassem tudo o que quisessem, mas não querem porque a OTAN é um tigre de papel”, afirmou.

    Por fim, Trump voltou a criticar a Europa, dizendo que o continente está “a destruir-se a si próprio por dentro” com suas políticas de imigração e energia, e afirmou que depende dos Estados Unidos para manter rotas estratégicas abertas.
     

     

    Trump ataca Papa, chama OTAN de “tigre de papel” e mira Meloni

  • Trump diz que Coca-Cola Light “mata câncer” e surpreende médicos

    Trump diz que Coca-Cola Light “mata câncer” e surpreende médicos

    Declaração atribuída ao presidente foi revelada por Mehmet Oz e envolve teoria de que refrigerante faria bem à saúde. Hábitos alimentares de Trump voltam ao centro do debate, incluindo consumo frequente de fast food e bebidas diet.

    É amplamente conhecido que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um fã declarado de Coca-Cola Light. Além de consumir várias latas por dia, o magnata chegou a instalar um botão vermelho na mesa do Salão Oval para que funcionários da Casa Branca levem o refrigerante até ele em poucos minutos. Agora, o Dr. Mehmet Oz, diretor dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid e conhecido por apresentar o programa “The Dr. Oz Show”, revelou que o presidente acredita que a bebida “mata células cancerígenas”, já que também “mata a grama”.

    “O Bobby [Robert F. Kennedy Jr.] e eu costumamos ir juntos às reuniões. […] Depois vêm os refrigerantes diet, e o seu pai argumenta que são bons para ele porque matam a grama [se] forem derramados sobre ela; portanto, devem matar as células cancerígenas dentro do corpo”, afirmou Oz em um episódio do podcast “Triggered with Don Jr.”, apresentado pelo filho mais velho do presidente, na segunda-feira.

    O ex-cirurgião cardiovascular também contou que, na visão de Trump, a Fanta faz bem à saúde, por ser feita com suco de laranja concentrado “espremido na hora”.

    “Estávamos no Air Force One outro dia e, quando entrei, ele tinha uma Fanta na mesa. Eu disse: ‘Está brincando comigo?’ Ele deu um sorriso meio sem graça e respondeu: ‘Sabe que isso me faz bem, mata as células cancerígenas’”, relembrou.

    Já Donald Trump Jr. afirmou que a teoria do pai pode ter algum sentido, destacando que conhece “muitos homens perto dos 80 anos” e que poucos apresentam o mesmo nível de energia, memória e resistência.

    Oz concordou e disse que Trump possui um histórico de saúde que parece “ter sido definido por ele mesmo”, acrescentando que seus níveis de testosterona estão “altíssimos”.

    “Ele não quer ficar doente, então come fast food. Mas é comida preparada em redes conhecidas, que têm controle de qualidade”, completou.

    Vale lembrar que, no início do ano, o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., classificou os hábitos alimentares do republicano como “estranhos”, afirmando que ele “se alimenta muito mal”.

    “McDonald’s, doces e Coca-Cola Light. Ele está sempre bebendo Coca-Cola Light”, disse no podcast “Katie Miller Pod”, apresentado pela esposa do chefe de gabinete da Casa Branca.

    Ainda assim, o secretário afirmou que Trump tem uma “constituição divina”.

    “Não sei como ele ainda está vivo, mas está”, declarou.

    No mesmo mês, o presidente anunciou ter concluído com sucesso o terceiro exame médico desde que voltou à Casa Branca, afirmando estar “em perfeita saúde”.

    “Pela terceira vez consecutiva, passei no meu exame cognitivo (ou seja, respondi corretamente a 100% das perguntas), algo que nenhum presidente ou vice-presidente anterior se dispôs a fazer”, escreveu na rede Truth Social.

    O republicano também afirmou que mantém uma “saúde excelente” graças à genética e disse que pratica apenas golfe como atividade física, por considerar outros esportes entediantes.
     

     
     

    Trump diz que Coca-Cola Light “mata câncer” e surpreende médicos

  • Família descobre horror: pai de seis filhos mantinha idosos em cativeiro

    Família descobre horror: pai de seis filhos mantinha idosos em cativeiro

    Empresário e pai de seis filhos raptou casal de idosos para extorquir dinheiro, foi preso e condenado a 60 anos; esposa diz que vivia uma vida “boa demais para ser verdade” e decidiu se divorciar após descoberta do crime

    Após 17 anos de casamento, Donielle Showway descobriu que o marido, Chad Schipper, estava envolvido em um crime chocante. O norte-americano sequestrou um casal de idosos e os manteve presos em um porão, em uma tentativa de extorquir dinheiro.

    Schipper era visto por conhecidos como um homem “muito inteligente” e “muito simpático”. Casado há quase duas décadas, pai de seis filhos e dono de um negócio aparentemente bem-sucedido, nada indicava que ele seria capaz de cometer um crime dessa gravidade.

    Ele conheceu Donielle nos anos 1990, durante um estudo bíblico na universidade. O relacionamento evoluiu rapidamente para namoro e casamento, e, segundo ela, parecia ser uma vida “demasiado boa para ser verdade”.

    No entanto, logo após o casamento, Schipper revelou à esposa que havia tido “um encontro sexual numa casa de banho pública com um homem”. A confissão abalou profundamente a relação, mas Donielle decidiu continuar com o casamento, mesmo após um conselheiro sugerir o divórcio. Pouco tempo depois, ela engravidou da primeira filha do casal, Grace.

    Ao longo dos anos, tiveram seis filhos e construíram uma rotina familiar em uma grande casa na cidade de Erie, em Illinois. Paralelamente, o negócio de consultoria financeira de Schipper crescia e conquistava clientes, inclusive dentro da igreja frequentada pela família.

    Foi nesse ambiente que ele conheceu Larry e Connie Van Oosten, um casal de idosos que havia recebido uma herança significativa. Schipper ofereceu seus serviços, mas, após algumas reuniões, eles decidiram não seguir com o consultor por acreditarem que ele ainda não tinha experiência suficiente.

    Com o tempo, Schipper passou a investir também na compra e reforma de imóveis para aluguel, o que o fazia ficar cada vez mais tempo fora de casa. A relação com Donielle se tornou tensa, embora, na aparência, tudo seguisse normal.

    Até que, em uma noite de 2017, um dos filhos do casal percebeu a aproximação de um carro estranho na residência. Pouco antes disso, Schipper havia enviado uma mensagem para a filha Grace pedindo que ela envolvesse o cabo de uma marreta com fita isolante preta. A jovem estranhou, mas obedeceu. Segundo ela, o pai disse que receberia uma “recompensa especial pelo trabalho bem feito”.

    Dias depois, Donielle foi acordada de madrugada por um barulho intenso. A casa estava sendo invadida por policiais que procuravam Schipper.

    Naquela mesma noite em que o carro suspeito foi visto, ele havia cometido o crime. Usando a marreta preparada pela filha, invadiu a casa dos Van Oosten, raptou o casal e os levou para outro local. Ele também utilizou um taser, fita adesiva para cobrir a boca e os olhos das vítimas e algemas.

    Para se comunicar, utilizou um distorcedor de voz. “Onde está o vosso Deus agora?”, chegou a dizer em determinado momento.

    Schipper obrigou Connie a ir até um banco para sacar um cheque de 350 mil dólares. Caso ela se recusasse, ele ameaçava matar o marido. A idosa seguiu as instruções, mas conseguiu alertar discretamente um funcionário ao entregar um folheto da igreja com um pedido de ajuda escrito no verso.

    A ação levou à mobilização da polícia, que rapidamente identificou Schipper como principal suspeito, já que o cheque estava vinculado a uma empresa ligada a ele.

    Durante buscas em uma propriedade do suspeito, os agentes encontraram um cômodo com uma televisão exibindo imagens de câmeras de vigilância. Nelas, era possível ver os dois idosos acorrentados e vendados. No mesmo imóvel, havia uma porta de aço escondida dentro de um armário, que levava a um porão com isolamento acústico.

    Ao ser interrogado, Schipper confessou o crime. Disse que se “sentiu desesperado” e que estava “a tentar ganhar tempo”, já que seus negócios estavam em colapso.

    As investigações revelaram que ele vinha desviando dinheiro de clientes, havia roubado familiares e falsificado documentos para conseguir empréstimos, chegando a usar a casa dos próprios pais como garantia. O valor que pretendia obter com o sequestro serviria para quitar dívidas acumuladas.

    Schipper foi condenado a 60 anos de prisão. Já Donielle decidiu pedir o divórcio, afirmando que era “a única opção segura para os seus filhos”.

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  • EUA declaram ter "paralisado por completo" comércio marítimo do Irã

    EUA declaram ter "paralisado por completo" comércio marítimo do Irã

    CENTCOM afirma que ação interrompeu portos iranianos e atingiu economia do país; medida aumenta pressão após fracasso em negociações, enquanto Trump diz que guerra “está prestes a terminar”

    O CENTCOM, órgão militar responsável pelas operações dos EUA no Oriente Médio e em partes da Ásia Central, anunciou nesta terça-feira a implementação de um bloqueio total aos portos do Irã, afirmando ter “paralisado por completo” o comércio marítimo da República Islâmica.

    Em comunicado divulgado na rede social X, o almirante Brad Cooper, que lidera o comando, afirmou que as forças norte-americanas conseguiram impedir totalmente o funcionamento dos portos iranianos.

    Segundo Cooper, cerca de 90% do comércio do Irã depende de rotas marítimas, o que torna a medida especialmente impactante. Para ele, a ação conseguiu “paralisar por completo” a atividade econômica do país, reforçando a pressão já anunciada pelo governo de Donald Trump.

    O bloqueio ocorreu dois dias após negociações realizadas em Islamabad, no Paquistão, onde representantes dos dois países não chegaram a um acordo para encerrar o conflito que já dura sete semanas no Oriente Médio.

    A decisão havia sido antecipada por Trump, que criticou Teerã por não ter reaberto o estreito de Ormuz conforme previsto durante o cessar-fogo de duas semanas iniciado há oito dias.

    Apesar da escalada de tensão, o presidente norte-americano afirmou, em entrevista à Fox News, que “a guerra está prestes a terminar” e que o Irã estaria “desesperadamente à procura de um acordo”.

    Trump também indicou que novas negociações presenciais podem ser retomadas dentro de dois dias.
     
     

     

    EUA declaram ter "paralisado por completo" comércio marítimo do Irã

  • Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

    Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

    Pequim eleva tom sobre o conflito após bloqueio que ameaça seus interesses e apresenta plano de paz. Navio chinês com metanol, sob sanções dos EUA, passa por Hormuz pois não vinha de porto iraniano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um dos comentários mais duros acerca da crise no Oriente Médio, o líder chinês, Xi Jinping, disse nesta terça-feira (14) que não se pode “permitir que o mundo volte à lei da selva” ao comentar as ações do presidente Donald Trump contra o Irã.

    Ele recebia em Pequim o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos foram o país mais bombardeado pelo Irã na retaliação durante as cinco semanas de conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o a teocracia.

    Xi, que comanda a principal rival estratégica dos EUA, divulgou um plano genérico defendendo a paz na região, que vive um cessar-fogo frágil, estabelecido há uma semana.

    Segundo os princípios apresentados, a paz precisa de quatro pontos: coexistência pacífica, soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto. Nada prático em relação aos pontos nevrálgicos da disputa atual, como se vê, como o destino do programa nuclear de Teerã.

    Ainda assim, a citação à lei da selva foi direcionada a Trump. “O Estado de Direito não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é”, disse o líder chinês, que antes da guerra tinha no Irã o terceiro maior fornecedor de seu petróleo, atrás de Rússia e Arábia Saudita.

    Embora tenha confortáveis reservas de óleo e gás para passar pela instabilidade, Xi vê com preocupação o bloqueio imposto por Trump ao trânsito de navios indo e vindo de portos iranianos, que passou a valer na segunda (13).

    A chancelaria em Pequim afirmou que a restrição é “irresponsável e perigosa”, e pediu a reabertura da vias normais de navegação na região. A negociação direta entre EUA e Irã no Paquistão não avançou, mas há a possibilidade de ser retomada ainda nesta semana ou na próxima, quando expira o cessar-fogo.

    A medida surtiu efeito de limitar ainda mais o tráfego pela região, que antes da guerra via diariamente cerca de 140 embarcações passando pelo estreito de Hormuz, número que caiu a 10% após o conflito.

    Segundo o serviço MarineTraffic, da consultoria britânica Kpler, ao menos seis navios transitaram pelo estreito de Hormuz, o gargalo que o Irã controla e sobre o qual instalou uma rota de pagamento de pedágio ilegal, na segunda depois do bloqueio.

    Elas não estavam sob as restrições do embargo, que é policiado por destróieres americanos na saída de Hormuz, que liga o golfo Pérsico ao de Omã e, dali, os oceanos. Duas aparentemente haviam descarregado produtos em portos iranianos, então ficaram sob a janela dada pela Marinha dos EUA para sair da área.

    Mas outros dois navios estavam sob sanções ocidentais devido a negócios passados com petróleo iraniano, e um deles era chinês -justamente o único que rumou no sentido do oceano Índico. O Rich Star levava 250 mil barris de metanol, segundo a consultoria Kpler, embarcados nos Emirados.

    O Comando Central das Forças Armadas dos EUA, que cobre o Oriente Médio, disse que nenhum navio furou o bloqueio. Mas não está certo a que os militares se referiam. Ao Wall Street Journal, autoridades disseram que talvez 20 embarcações tenham transitado por Hormuz, mas sem violar a medida.

    Aqui a guerra de narrativas de lado a lado é colocada à prova. Trump chegou a dizer que iria abordar quaisquer navios que tivessem aceitado pagar o pedágio iraniano na rota que passa pelas águas territoriais de Teerã -o caminho usual está obstruído por minas.

    O Irã, por sua vez, já disse que não cobraria o pedágio de países aliados. Assim, fica incerta a situação do Rich Star, mas tudo indica que ele passará incólume em seu caminho para a China.

    Em outro ponto de conflito potencial, os EUA estão deslocando ao menos dois navios caça-minas do Pacífico para o Oriente Médio, supostamente para trabalhar na área que o Irã disse ter colocado os explosivos.

    Teerã já disse que qualquer belonave na sua vizinhança será vista como hostil e como uma violação da trégua, ameaçando fazer uso de seu arsenal de mísseis de cruzeiro antinavio e drones. Já Trump falou que ameaças navais à sua Marinha serão “eliminadas”.

    Nesse jogo de quem pisca primeiro, os EUA anunciaram um mal explicado trânsito de dois destróieres por Hormuz no fim de semana, supostamente para trabalhar contra as minas. Ainda que tenham sensores eficazes, esses navios não são desenhados para desabilitar esse tipo de armamento, e não há como saber por onde de fato passaram.

    Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

  • 70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    Levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9); apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A maioria dos brasileiros é contrária à guerra que Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã. Segundo o Datafolha, 70% dos ouvidos se dizem contra o conflito, ante 20% que o aprovam. Outros 7% dizem não saber, e 3% são indiferentes ao tema.

    O levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O grau de conhecimento sobre o conflito é alto: 94% disseram ter ouvido falar sobre a crise no Oriente Médio.

    De forma geral, a opinião dos entrevistados pelo instituto é homogênea a respeito da guerra e de seus impactos. Chama a atenção uma disparidade: os homens são mais favoráveis ao conflito do que as mulheres.

    Segundo o Datafolha, o apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito. Já a rejeição à guerra vai a 78% entre as mulheres, com apenas 12% de menções favoráveis. Ambos os grupos têm uma margem de erro de 3 pontos.

    Além das mulheres, os grupos com menor apoio registrado à guerra são os menos instruídos (13%) e o mais pobres (16%). Já aprovam mais o conflito os que têm curso superior (26%), evangélicos (29%) e entre mais ricos (30% entre quem ganha de 5 a 10 mínimos, 34% acima disso).

    É grande a percepção do impacto do embate no cotidiano; 92% dizem que a crise influencia os preços dos alimentos. Já 6% descartam este impacto. Para 87%, a economia como um todo é afetada, e 9% não veem efeito.

    Segundo 84% dos entrevistados, o Brasil sofrerá os efeitos da crise, enquanto 12% dizem não acreditar que haverá problemas. O principal evento político do ano no país, a eleição geral de outubro, também será impactada na opinião de 75% dos ouvidos. Já 20% não creem nisso.

    Um dos principais impactos da guerra ocorre sobre o mercado de energia, que viu preços de petróleo e gás dispararem devido ao virtual fechamento da via de 20% dessas commodities no mundo, o estreito de Hormuz, controlado pelo Irã e objeto de disputa direta com Trump -que declarou um bloqueio aos portos de Teerã na segunda (13).

    Preocupado com repercussões inflacionárias, algo de resto fatal em ano eleitoral, o governo Lula anunciou medidas para tentar conter o aumento nos combustíveis, como o corte de taxas e aumento de subvenções.

    No Brasil da polarização, a crise não poderia de deixar de integrar o rol de contenciosos. O apoio à guerra de Donald Trump e de Binyamin Netanyahu entre os bolsonaristas é o dobro do registrado na média geral, segundo o Datafolha.

    O instituto aferiu que 40% dos eleitores declarados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende disputar a Presidência em outubro, são a favor do conflito. Outros 51% são contrários. Entre quem votou no seu pai, Jair Bolsonaro, no segundo turno de 2022 contra Lula (PT), o apoio é similar: 37% favoráveis, 54% contra.

    Trump é o ídolo declarado do ex-presidente, que está preso por tentativa de golpe após perder a eleição. Já Netanyahu era um dos líderes mais próximos do brasileiro, dada a conexão da base evangélica bolsonarista com a defesa de Israel. Com efeito, é maior nesse segmento o apoio à guerra.

    Outro filho do clã, o deputado Eduardo (PL-SP), está nos Estados Unidos desde 2025, onde liderou uma campanha fracassada para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

    Inicialmente, Trump aplicou sobretaxas às importações brasileiras e puniu magistrados da corte, mas depois relaxou as medidas e aproximou-se de Lula. É uma novela inconclusa, até pelas críticas do presidente brasileiro ao americano pela guerra. Com efeito, elas encontram eco em seu eleitorado.

    Entre aqueles que votaram em Lula em 2022 e que pretendem fazer o mesmo neste ano, a proporção de rejeição ao conflito é a mesma: 85% são contra e 7% a favor. O presidente e o senador são os líderes neste momento da corrida eleitoral.

    A percepção do conflito também muda entre seus eleitores declarados. Enquanto 59% dos que dizem votar no senador acreditam que a guerra tem muita influência sobre o Brasil, 46% dizem o mesmo entre os que apoiam a reeleição do presidente.

    Foram entrevistadas 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, e o trabalho está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026.

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha