Categoria: MUNDO

  • Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

    Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou na terça-feira ter matado o comandante da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã, no Líbano. Daoud Ali Zadeh foi atingido em um ataque a Teerã, segundo as forças israelenses.

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas.

    Essa aliança informal liderada pelo Irã é conhecida como “Eixo da Resistência” e inclui ainda grupos no Afeganistão e Paquistão. O que os une é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a “resistência” à influência dos EUA e de seu aliado Israel na região.

    Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

  • Trump afirma que 'tudo foi destruído' no Irã e promete 3ª onda de ataques

    Trump afirma que 'tudo foi destruído' no Irã e promete 3ª onda de ataques

    Durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump declarou que uma nova onda de ataques deverá ocorrer em breve.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a ofensiva conduzida por seu país em parceria com Israel contra o Irã destruiu “praticamente tudo” no território iraniano. Durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump declarou que uma nova onda de ataques deverá ocorrer em breve.

    Segundo o presidente norte-americano, o Irã teria ficado sem defesas aéreas e também sem liderança. Ele afirmou, sem dar detalhes, que “hoje houve um ataque na nova liderança”. Mais cedo, a imprensa israelense informou que Israel teria bombardeado o prédio do conselho de aiatolás responsável por escolher o próximo líder supremo iraniano. O governo do Irã, por sua vez, nega ter perdido sua capacidade de defesa.

    Trump reforçou que a ofensiva conjunta com Israel continuará nas próximas semanas, com uso de mísseis e drones. Ao justificar a decisão de atacar, declarou que agiu porque acreditava que o Irã lançaria um ataque antes. “Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes”, afirmou. Ele também reconheceu ter pressionado Israel a participar da ação militar.

    Ainda segundo Trump, o país do Oriente Médio estaria sem liderança definida, e ele manifestou o desejo de que “alguém de dentro” do regime iraniano assuma o comando. O presidente reiterou que novas incursões militares estão previstas.

    A reunião com Merz foi a primeira de Trump com um líder europeu desde o início da ofensiva, que intensificou a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e elevou os preços do petróleo ao maior nível desde 2024. Ao lado do chanceler alemão, Trump disse que discutiriam o conflito e também acordos comerciais. Ele afirmou que Merz “tem ajudado” no contexto da crise.

    O presidente norte-americano declarou ainda que a Alemanha tem permitido o desembarque de forças dos EUA em “certas áreas”, mas ressaltou que Washington não solicitou o envio de tropas terrestres alemãs. “Eles estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos”, disse.

    Merz viajou de Berlim a Washington no mesmo dia em que Alemanha e França anunciaram planos para aprofundar a cooperação em dissuasão nuclear, em meio às mudanças na relação transatlântica, às ameaças da Rússia e à instabilidade associada ao conflito com o Irã.

    O chanceler foi o primeiro líder europeu a visitar a capital norte-americana após os ataques ao Irã, que bloquearam uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e provocaram impactos significativos no tráfego aéreo internacional. Inicialmente centrada em comércio, a reunião acabou marcada pelo ataque conjunto de EUA e Israel que matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros dirigentes do país.

    No domingo anterior, Merz não condenou os bombardeios norte-americanos, mas também não declarou apoio explícito à operação, alvo de críticas por supostamente carecer de justificativas suficientes e respaldo jurídico no direito internacional.

    Trump afirma que 'tudo foi destruído' no Irã e promete 3ª onda de ataques

  • Rússia alerta: Central nuclear iraniana que opera no sul está em perigo

    Rússia alerta: Central nuclear iraniana que opera no sul está em perigo

    A empresa estatal russa de energia nuclear Rosatom alertou hoje que a central nuclear iraniana de Bushehr, operada pela Rússia, corre mais perigo à medida que a guerra continua.

    Bushehr “está em perigo, pois explosões são ouvidas a quilômetros da linha de defesa da usina. [Os ataques] não são direcionados à usina, mas às instalações militares localizadas ali; no entanto, a ameaça aumenta claramente à medida que o conflito se intensifica”, afirmou o diretor da Rosatom.

    Alexey Likhachev ressaltou que “qualquer violação da integridade do reator ou das instalações de armazenamento de combustível” significará a “contaminação de grandes territórios e movimentos completamente imprevisíveis da substância contaminante, dependentes de fenômenos atmosféricos”.

    Por isso, o diretor da Rosatom pediu que a segurança da instalação nuclear seja prioridade, lembrando que as obras de construção foram suspensas pela parte russa.

    Ao mesmo tempo, anunciou que a segunda fase da evacuação da usina será realizada “assim que a situação de guerra permitir”.

    “No momento, há 639 pessoas lá”, embora já não haja mais crianças nem mulheres, afirmou.

    No sábado, Likhachev informou que todos os filhos dos funcionários da Rosatom, além de membros da equipe da usina e pessoas que desejavam deixar o país — um total de 94 pessoas — já foram retirados do Irã.

    Likhachev já havia alertado meses atrás que um ataque à usina, especialmente ao primeiro bloco gerador, provocaria uma “catástrofe comparável à de Chernobyl”, a usina ucraniana que foi palco, em 1986, de um dos maiores acidentes nucleares civis do mundo.

    Após os ataques israelenses contra o Irã em junho de 2025, o Kremlin descartou retirar o pessoal que operava na usina de Bushehr, próxima ao Golfo Pérsico.

    Naquele momento, cerca de 600 trabalhadores estavam destacados nas instalações da usina.

    Esses ataques israelenses ocorreram durante a guerra de 12 dias entre Teerã e Tel Aviv, período em que os Estados Unidos também bombardearam instalações nucleares iranianas, incluindo a de Natanz, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

    A AIEA afirmou que a instalação de enriquecimento nuclear, localizada no centro do Irã, sofreu “alguns danos recentemente”, embora “não sejam esperadas consequências radioativas”.

    A agência da ONU informou que os danos se concentraram nos “edifícios de entrada” da parte subterrânea da instalação nuclear iraniana.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    Rússia alerta: Central nuclear iraniana que opera no sul está em perigo

  • Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã

    Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã

    O presidente norte-americano Donald Trump alegou, na rede social Truth, que o Irã quis conversar com os Estados Unidos. No entanto, a reposta americana foi: “Demasiado tarde”.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irã tentou conversar com os Estados Unidos após o desaparecimento da liderança do país, mas que o pedido foi recusado. Ele também declarou que o Irã está sem capacidade de resposta diante dos ataques dos EUA e de Israel.

    “A defesa aérea deles, a Força Aérea, a Marinha e a liderança foram eliminadas. Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais’”, escreveu na rede Truth Social.

    O comentário foi feito após a publicação de um artigo de opinião que menciona “o nascimento da doutrina Trump”, no qual se afirma que o presidente norte-americano estaria colocando fim a uma guerra iniciada há 47 anos, com a tomada da Embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1979.

    O texto também relembra outros episódios de tensão ao longo das últimas décadas, incluindo ataques na região contra cidadãos e instalações norte-americanas, e sustenta que Trump estaria agindo para encerrar o que classificou como um “regime de terror”.

    Segundo a mesma publicação, a estratégia adotada pode abrir caminho para “uma paz duradoura no Oriente Médio”, destacando que ela está sendo conduzida sem o envio de tropas norte-americanas para o terreno.

    Vale lembrar que Trump já afirmou que os ataques contra o Irã podem durar entre quatro e cinco semanas.

    Irã? “Grande onda” ainda está por vir

    Na segunda-feira, Donald Trump declarou que as forças armadas dos Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã, mas que a “grande onda” de ataques ainda está por vir.

    “Estamos dando uma surra neles”, disse Trump à CNN Internacional, acrescentando: “Acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso. Temos o melhor Exército do mundo e estamos usando isso”.

    “Não haverá uma guerra sem fim”, diz Netanyahu

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã não se transformará em uma “guerra sem fim”, em entrevista à emissora norte-americana Fox News.

    “Não haverá uma guerra sem fim”, declarou, acrescentando que, ao contrário, será uma “ação rápida e decisiva”.

    Vídeo da Operação Fúria Épica é divulgado com trilha sonora inesperada

    A Casa Branca divulgou um vídeo da “Operação Fúria Épica”, nome dado à ofensiva militar conjunta com Israel contra o Irã. As imagens foram publicadas com a música “Macarena” ao fundo.

    No vídeo, é possível ver alguns dos momentos que marcaram os ataques, além dos armamentos utilizados pelos Estados Unidos. Aparecem caças decolando, lançamentos de mísseis e imagens dos bombardeios no Irã.

    Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã

  • Ataques de Israel e EUA atingem órgão que escolhe novo líder iraniano

    Ataques de Israel e EUA atingem órgão que escolhe novo líder iraniano

    Os novos ataques israelenses e norte-americanos a Teerã atingiram hoje edifício da instituição responsável pela escolha do novo líder supremo da República Islâmica e sucessor de Ali Khamenei, noticiou a imprensa local.

    “Os criminosos americano-sionistas atacaram em Qom [ao sul de Teerã] o edifício da Assembleia dos Peritos”, órgão responsável por nomear, supervisionar e destituir o líder supremo, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

    A imprensa local divulgou imagens de um prédio danificado.

    A Tasnim acrescentou que “caças americanos e israelenses” atacaram o centro de Teerã, no quarto dia da guerra entre o Irã, os Estados Unidos e Israel.

    O Exército israelense havia anunciado pouco antes ter lançado uma série de ataques contra infraestruturas em Teerã.

    “A força aérea lançou uma série de ataques de grande escala contra infraestruturas pertencentes ao regime terrorista iraniano em Teerã”, informou o Exército israelense em comunicado.

    A agência iraniana divulgou um vídeo supostamente gravado no centro de Teerã, onde se concentram muitos prédios governamentais, mostrando uma coluna de fumaça.

    “Foram constatados danos significativos em residências do bairro” próximo à emblemática praça Enghelab, escreveu a Tasnim.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    O Irã decretou um período de luto de 40 dias pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

    Ataques de Israel e EUA atingem órgão que escolhe novo líder iraniano

  • Brasileira em navio de cruzeiro relata tensão em Dubai

    Brasileira em navio de cruzeiro relata tensão em Dubai

    Empresa afirmou que navio seguirá no porto por orientação militar. Em comunicado entregue aos passageiros, a MSC explicou que o cruzeiro permanecerá atracado em Dubai “em conformidade com as orientações das autoridades militares americanas da região”.

    MATEUS ARAÚJO E MANUELA RACHED PEREIRA
    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma empresária brasileira que acompanha um grupo de turistas em um cruzeiro relatou momentos de tensão em Dubai após ataques no Oriente Médio. Segundo ela, passageiros ouviram explosões e viram fumaça na cidade enquanto aguardam a liberação de voos para retornar.

    Empresária acompanha grupo de turistas em cruzeiro nos Emirados. Cristina Strik, sócia da agência Strik Turismo, de Londrina (PR), está nos Emirados Árabes Unidos com um grupo de 24 brasileiros, entre eles duas crianças e 18 pessoas com mais de 60 anos. A viagem começou em Doha, onde chegaram em 20 de fevereiro, antes de embarcarem no navio MSC Euribia no dia 22.

    Grupo retornou às pressas ao navio durante passeio em Dubai. Na sexta-feira, o navio chegou a Dubai. No sábado, enquanto faziam o último passeio em terra, os passageiros foram orientados a voltar com urgência para a embarcação, que partiria no dia seguinte. “Ficamos assustados, voltamos para o navio”, disse Cristina.

    Passageiros ouviram explosões e viram fumaça na cidade. Segundo a empresária, quem estava a bordo escutou barulhos de aviões e de explosões. “Ouvimos os barulhos de aviões e de explosão, e conseguimos ver fumaça nos prédios”, relatou.

    Navio segue atracado em Dubai desde então. A embarcação permanece no porto desde o retorno do grupo ao navio. Cristina afirma que há cerca de 60 brasileiros a bordo. Segundo Cristina, outros dois navios também estão parados no porto.

    Empresa liberou internet e apoio médico aos passageiros. Segundo Cristina, a companhia tem prestado assistência durante a espera. “Estamos seguros, estamos tendo todo apoio da empresa, tivemos internet liberada e recebemos atendimento médico e medicação para quem estava com medicação contada.”

    Passageiros aguardam reabertura total dos aeroportos. A empresária conta que a situação aparenta estar mais tranquila nesta segunda-feira. “Hoje deu uma acalmada. Estamos esperando liberarem os aeroportos para voltarmos”, afirmou.

    Empresa afirmou que navio seguirá no porto por orientação militar. Em comunicado entregue aos passageiros, a MSC explicou que o cruzeiro permanecerá atracado em Dubai “em conformidade com as orientações das autoridades militares americanas da região”. A empresa também informou que mantém contato com embaixadas e ministérios das relações exteriores para verificar possíveis planos de repatriação de passageiros.

    Conflito no Oriente Médio provocou fechamento do espaço aéreo. A tensão nos Emirados Árabes Unidos aumentou após ataques dos Estados Unidos ao Irã e a resposta do país contra bases militares americanas na região. Em Abu Dhabi, um drone que tinha como alvo o aeroporto foi interceptado, deixando uma pessoa morta e sete feridas.

    Destroços de drone causaram danos em hotel de Dubai. No sábado, partes de um drone interceptado atingiram a fachada do hotel Burj Al Arab, provocando um princípio de incêndio que foi controlado. Não houve feridos.

    Voos começam a ser retomados parcialmente em Dubai. Após o fechamento do espaço aéreo, autoridades orientaram passageiros a não irem aos aeroportos e a contatarem companhias aéreas. A Dubai Airports anunciou nesta segunda-feira a retomada limitada de voos a partir do Aeroporto Internacional de Dubai e do Aeroporto Internacional Al Maktoum.

    Itamaraty diz acompanhar situação e orienta brasileiros. Procurado pelo UOL, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que tomou ciência do caso e que a embaixada do Brasil em Abu Dhabi permanece à disposição para prestar assistência consular. Mais cedo, a pasta divulgou alerta recomendando que brasileiros não viajem a países da região, incluindo Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita.

    Governo divulgou orientações de segurança para quem está na região. Entre as recomendações estão procurar imediatamente o abrigo mais próximo, como estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos, e evitar permanecer em áreas expostas. O Itamaraty também orienta que, dentro de casa, pessoas busquem cômodos internos sem janelas e mantenham portas e janelas fechadas.

    Autoridades recomendam preparar reservas básicas. O alerta consular ainda sugere evitar permanecer em locais com visão direta do céu e buscar abrigo antes de usar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas. Outra orientação é encher banheiras ou recipientes grandes com água fria para garantir reserva em caso de eventual escassez.

    Brasileira em navio de cruzeiro relata tensão em Dubai

  • Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

    Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

    Em alguns casos, como Iraque e Somália, o republicano apenas ampliou operações de gestões passadas. Em outros, como Venezuela, lançou os EUA em intervenções novas cujos resultados são imprevisíveis.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no último fim de semana, foi a sétima intervenção estrangeira que o governo de Donald Trump lançou ou expandiu desde que retornou à Casa Branca, em janeiro do ano passado.

    Em alguns casos, como Iraque e Somália, o republicano apenas ampliou operações de gestões passadas. Em outros, como Venezuela, lançou os EUA em intervenções novas cujos resultados são imprevisíveis.
    Fato é que a política externa do segundo mandato de Trump contradiz o que ele defendeu publicamente por anos: o fim do engajamento dos EUA no que chamava de “guerras inúteis”. Veja abaixo quais foram essas intervenções.
    *
    IRÃ
    Após meses de ameaças, Trump realizou um ataque conjunto com Israel que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no último sábado (28). Grande parte da cúpula do regime, incluindo o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, o chefe das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, também foram mortos.
    No dia do ataque, Trump afirmou que a ofensiva foi necessária para “defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”. “Eles jamais poderão ter uma arma nuclear”, continuou, em referência ao programa atômico de Teerã. A teocracia diz que o projeto tem fins pacíficos, embora enriqueça urânio em um patamar próximo ao exigido para uma arma nuclear.

    VENEZUELA
    No dia 3 de janeiro, Trump atacou a Venezuela e capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para serem julgados por crimes relacionados a tráfico de drogas nos EUA. A intervenção, que matou cerca de 80 pessoas, ocorreu após meses de bombardeios a embarcações que supostamente carregavam drogas no Caribe e no Pacífico.
    A substituta do ditador, a líder interina Delcy Rodríguez, vem colaborando com Washington. Desde então, a Venezuela reduziu o poder do Estado sobre a indústria petrolífera do país, que tem as maiores reservas da commodity do mundo, e abriu as portas ao investimento privado, especialmente estrangeiro. Além disso, dezenas de presos políticos foram libertados desde então. A cúpula do regime, no entanto, permanece intacta.

    SÍRIA
    Ao longo do segundo semestre do ano passado, Washington realizou cerca de 80 operações no país, que enfrenta instabilidade desde a queda do ditador Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. De acordo com o Comando Central americano, as ações foram uma resposta a pelo menos 11 planos ou ataques contra alvos nos EUA.
    A intervenção ganhou novos contornos em dezembro de 2025, após um ataque na cidade de Palmira matar dois soldados e um intérprete civil, todos americanos. O governo sírio, que tem se aproximado dos EUA, culpou um agente que seria demitido devido a suas visões extremistas, mas Trump responsabilizou o Estado Islâmico pelo incidente.
    Em conjunto com a Jordânia e contando com a cooperação da Síria, Washington então atacou mais de setenta alvos em dezembro e expandiu a ação em janeiro, mirando o que seriam 35 locais do Estado Islâmico.

    NIGÉRIA
    O bombardeio dos EUA ao país africano em dezembro de 2025 foi resultado de uma tensão crescente entre as duas nações ao longo do ano passado. Crítico do que chama de um “massacre de cristãos” no país, Trump incluiu a Nigéria em uma lista de preocupação especial em relação à liberdade religiosa em outubro.
    Especialistas afirmam que violência no país é indiscriminada, e o governo nigeriano diz se esforçar para preservar a liberdade religiosa. Apesar das discordâncias, ambos coordenaram o ataque com mísseis contra o que seriam 16 alvos terroristas no noroeste da Nigéria no final do ano passado.

    IRAQUE
    Antes mesmo do segundo mandato de Trump, os EUA já vinham desmobilizando suas tropas no país -um dos alvos da operação Resolução Inerente, lançada pelo democrata Barack Obama em 2014. Embora tenha dado continuidade à retirada gradual, o republicano conduziu várias operações antiterroristas no Iraque.
    Uma delas, em coordenação com as autoridades locais, ocorreu em março do ano passado, quando um ataque aéreo no oeste do país matou Abdallah Makki Muslih al-Rifai, conhecido como Abu Khadijah, um dos mais importantes líderes do Estado Islâmico.

    SOMÁLIA
    As operações na Somália também são uma extensão da guerra ao terror iniciada pelo então presidente George W. Bush. Trump, no entanto, expandiu os esforços no país, de acordo com o centro de pesquisas de política externa americano Council on Foreign Relations.
    De acordo com a think tank New America, os EUA conduziram 126 operações na Somália em 2025, o que teria resultado na morte de quase 200 membros de grupos armados. As operações, que continuam em 2026, visam principalmente o al-Shabaab, um grupo afiliado à al-Qaeda, e o EI-Somália.
    Segundo o Council on Foreign Relations, no entanto, ambos os grupos permanecem ativos, e o primeiro tem acumulado vitórias sobre as forças de segurança da Somália enquanto se aproxima da capital, Mogadíscio.

    IÊMEN
    A ofensiva no Iêmen visou principalmente os rebeldes houthis, que atacaram por mais de dois anos cidades israelenses e navios no mar Vermelho em solidariedade aos palestinos em guerra contra Tel Aviv na Faixa de Gaza. Em conjunto com o Reino Unido, Washington vinha tentando restabelecer o livre fluxo na região e preservar instalações militares, o que se expandiu com Trump.
    De acordo com o Exército dos EUA, as forças americanas atingiram mais de 800 alvos no Iêmen durante a operação, encerrada abruptamente em maio do ano passado. De acordo com autoridades do Congresso, a campanha custou mais de US$ 1 bilhão.

    Crítico de 'guerras inúteis', Trump interveio em ao menos 7 países desde que voltou à Presidência

  • Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

    Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

    No sábado, 28 de fevereiro, o balão ficou entalado na estrutura de uma torre em Longview, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu por volta das 9h da manhã. A cesta onde estavam os dois passageiros permaneceu balançando no alto da estrutura, a centenas de metros do solo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Duas pessoas passaram por momentos de terror após o balão de ar quente em que estavam colidir com uma torre de telecomunicações. Elas ficaram presas a cerca de 300 metros de altura, sob forte ventania.

    No sábado, 28 de fevereiro, o balão ficou entalado na estrutura de uma torre em Longview, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu por volta das 9h da manhã. A cesta onde estavam os dois passageiros permaneceu balançando no alto da estrutura, a centenas de metros do solo.

    O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. Cerca de 14 socorristas participaram da operação e precisaram escalar a torre utilizando sistemas de cordas, devido à dificuldade de acesso.

    Para se ter ideia da complexidade da ação, os bombeiros conseguiram alcançar o casal cerca de uma hora após o início dos trabalhos. A equipe agiu com cautela para trazê-los ao chão em segurança. Ambos estavam conscientes e não estavam feridos durante o acidente.

    O casal foi resgatado sem ferimentos graves, mas em estado de choque. Segundo o tenente Stephen Winchell, as vítimas foram orientadas a “fazer o que fosse necessário para manter a calma e cooperar”, já que a operação era considerada arriscada.

    Enquanto diversas pessoas acompanhavam o resgate do solo, os socorristas enfrentaram a subida de aproximadamente 300 metros carregando equipamentos pesados e cordas especiais. “No geral, foi uma operação bastante tranquila, dentro do possível, considerando todos os desafios envolvidos”, afirmou Winchell ao New York Post.

    A empresa local Tower King II ficará responsável por desmontar os destroços do balão, removendo a estrutura pedaço por pedaço. A prioridade inicial é baixar a cesta e o tanque de propano remanescente ao solo. As vítimas seguem recebendo apoio e, por enquanto, preferem não comentar o ocorrido.

    Balão atinge torre e deixa casal preso a 300 metros de altura nos EUA

  • Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

    Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

    Eles representam dois polos opostos da sociedade do país persa, cujo futuro encontra-se em suspenso desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel neste sábado (28).

    ANGELA BOLDRINI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Enquanto o analista de mídias Sayed Hamed Nematollahi, 47, caminhava pelas ruas de Teerã ao lado de milhares de apoiadores da teocracia islâmica neste domingo (1º), a arquiteta Tannaz, 28, compartilhava mensagens de comemoração nas redes sociais. Os dois iranianos conversaram com a Folha de S.Paulo neste final de semana, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

    Eles representam dois polos opostos da sociedade do país persa, cujo futuro encontra-se em suspenso desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel neste sábado (28).

    Nematollahi mora na capital e é um apoiador da teocracia islâmica que, até ontem, era comandada pelo aiatolá Ali Khamenei. Já Tannaz, que pediu para não ter o sobrenome divulgado por medo de retaliações a sua família, faz parte da diáspora iraniana e vem acompanhando ansiosa notícias sobre uma possível queda do regime. Ela deixou o país em 2022, logo após os protestos contra a morte da jovem Mahsa Amini por forças de segurança, e hoje vive em Dubai.

    “Os sentimentos são mistos; não somos mais as mesmas pessoas depois de todas essas experiências de revoltas a cada dois anos e do número de pessoas mortas pelo regime cruel do Irã”, afirmou ela à Folha neste sábado (28). “Hoje [sinto] empolgação, felicidade, vingança, enquanto me preocupo com meu povo.”

    Nas redes sociais, Tannaz compartilhou publicações comemorando a morte de Khamenei, o líder supremo da teocracia alvejado no sábado pelo bombardeio das forças americanas e israelenses. Em muitas outras fotos de seu perfil, aparece sem o uso do véu islâmico -mesmo quando estava no Irã, em um gesto de protesto contra a obrigatoriedade imposta às mulheres.

    Perguntada sobre seus parentes e amigos, ela afirmou que não conseguiu falar com eles por causa da queda de internet dentro do país. Afirmou, porém, que se enxerga com “90 milhões de irmãs e irmãos em casa”.

    Se a arquiteta viu motivos para celebrar, o analista de mídia Nematollahi se juntou àqueles que entraram em luto pela morte do líder supremo. “Ele representa uma crença de que devemos resistir ao imperialismo”, afirmou.

    Das ruas de Teerã, enviou um vídeo à Folha de S.Paulo que mostra uma multidão caminhando com bandeiras do país -incluindo crianças de colo- cantando em homenagem ao aiatolá. “Ó líder da liberdade, nós seguimos seu caminho”, traduziu ele.

    “Para muitas pessoas comuns, é um momento profundamente chocante. Khamenei esteve no centro do sistema político do Irã por mais de três décadas, e sua morte repentina no contexto de ataques estrangeiros abalou tanto apoiadores quanto críticos”, afirma Nematollahi.

    O líder supremo foi, como o nome indica, a autoridade máxima nos últimos 37 anos -o que significa que uma parte considerável da população iraniana, incluindo Tannaz, não sabe o que é o país sob outro comando.

    Com a morte de Khamenei, os membros remanescentes do regime montaram uma junta para governar provisoriamente e manter a República Islâmica de pé. Enquanto isso, os EUA e Israel mantêm ataques ao Irã, e o presidente americano, Donald Trump, diz que a campanha militar durará quatro semanas.
    Com o desfecho em suspenso no momento, os dois lados se agarram às suas esperanças de vitória. “Nós somos moralmente fortes, estamos continuando a atacar fortemente”, diz Nematollahi. “Nós acreditamos que, como nós estamos em uma guerra aberta, não temos tempo para o luto; temos que transformar o pesar em energia para seguir lutando.”

    Do outro lado, Tannaz deseja ver uma mudança radical na forma como o país é governado. “Eu nunca me senti tão próxima do meu povo”, afirma, mesmo a milhares de quilômetros de distância de casa.

    Iranianos se dividem entre luto por Khamenei e esperança de troca de regime

  • Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

    Trump diz que está 'dando surra' no Irã e que 'grande onda' ainda está por vir

    Presidente americano se engaja em sequência inusual de entrevistas após ataque de EUA e Israel ao regime em Teerã; republicano não descarta envio de mais militares ao Oriente Médio

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está dando “uma surra” no Irã, em entrevista por telefone a CNN, nesta segunda-feira (3). Mas, diz que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir.

    De acordo com a emissora, a entrevista durou nove minutos. Trump tem adotado uma postura diferente de quando atacou a Venezuela e capturou o ditador Nicolás Maduro.

    Na ocasião, convocou uma entrevista a jornalistas em poucas horas. Agora, ainda não fez nenhuma aparição pública, mas tem conversado com diversos jornais e TVs sobre as ações no Oriente Médio. “Eu acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso e nós temos os melhores militares do mundo e estamos usando eles”, definiu ele.

    Assim como em entrevistas prévias, ele voltou a falar que não pretende que os ataques durem por muito tempo. “Não quero ver isso durando muito tempo. Sempre achei que duraria quatro semanas e estamos à frente do planejado.”

    A base de aliados de Trump tem se demonstrado favorável aos ataques, mas ele já recebeu criticas de republicanos que temem que esta seja mais uma “guerra sem fim” promovida pelos EUA, o que poderia ter um custo elevado para os cofres do governo e levar a morte de militares. Até agora, quatro americanos morreram.

    O presidente foi questionado se os EUA estão fazendo algo, além do ataque militar, para ajudar o povo iraniano a retomar o país do regime e ele disse que “sim” -o governo do republicano tem dito que eles prometeram ajuda ao Irã e cumpriram e, agora, seria responsabilidade dos próprios iranianos assumir controle do país.

    “Por enquanto, queremos que todos fiquem dentro de casa. Não está seguro lá fora.” Para o presidente, a retaliação do Irã no Oriente Médio, que atingiu bases americanas e outros países, como Bahrein, Jordania, Kuwait, Qatar e Emirados Arábes Unidos foi a maior surpresa até agora para Trump. “Eles atiraram em um hotel, em um edifício residencial. Isso fez com que eles ficassem com raiva.”

    “Agora eles querem lutar e estão lutando de forma bastante agressiva. Eles iam ter um envolvimento baixo e agora insistem em se envolver”, disse Trump, que classificou os líderes arábes como “espertos e fortes”.

    Já ao NY Post, o presidente disse que não descarta envio de mais militares ao Oriente Médio. “Eu não fico com medo de enviar tropas terrestres – tipo, como todo presidente diz, ‘Não haverá tropas no solo.’ Eu não digo isso,” afrmou o presidente. “Eu digo ‘provavelmente não precisamos delas’, ou ‘se elas fossem necessárias.’”

    Na manhã desta segunda, o secretário de Defesa Pete Hegseth falou com a imprensa e reafirmou que os EUA vão continuar com os ataques. Hegseth usou slogan America First (América em Primeiro Lugar, em inglês) para justificar que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. “Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los”, disse Hegseth.

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