Categoria: MUNDO

  • Orbán diz que está sentindo 'fadiga, dor e um vazio' após derrota na Hungria

    Orbán diz que está sentindo 'fadiga, dor e um vazio' após derrota na Hungria

    Primeiro-ministro afirma em entrevista que não sabe ‘se pode voltar a ter felicidade’ na vida além da família; Orbán foi derrotado por ex-aliado Péter Magyar no último domingo depois de 16 anos no poder

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, afirmou em entrevista nesta quinta-feira (16) que está sentindo “fadiga, dor e um vazio” após a eleição de domingo (12), cujos resultados deram vitória ao ex-aliado e agora opositor Péter Magyar e vão encerrar 16 anos de Orbán no poder.

    “Essa dor [da derrota] liberou muita energia em mim, e não cabe a mim decidir o que fazer. Não sei se consigo encontrar felicidade na vida -além da minha família- ou ímpeto, ambição, inspiração. Não sei ainda, porque agora estou lutando contra a fadiga, ou a dor, e o vazio, assim como você”, afirmou ele em entrevista a um canal de YouTube que o apoia.

    Orbán reconheceu ainda no domingo sua derrota. O partido de Magyar, o Tisza, alcançava já 138 das 199 cadeiras do Parlamento quando as urnas estavam em 98% de apuração, ultrapassando a maioria com a qual vai poder fazer reformas constitucionais e reverter medidas tomadas durante os quatro mandatos de atual premiê. Magyar deve formar o novo governo até o dia 12 de maio.

    Magyar, que fora do Fidezs, o partido de Orbán, até 2024, tem aproveitado a primeira semana após o pleito para anunciar medidas impactantes nesse sentido, como a suspensão das emissoras estatais até uma reforma da lei de mídia no país.

    O aparelhamento do setor público e privado de comunicações foi fundamental para que Orbán corroesse o processo democrático do país, tornando o campo de disputa política muito mais favorável ao seu partido.

    Magyar se comunicou com eleitores durante a campanha pelas redes sociais e ignorou a imprensa pró-Orbán, pública ou privada. Agora eleito, ele continua usando as plataformas para fortalecer a imagem de que seu governo vai desmontar o legado do premiê cessante.

    Dois exemplos desde esta quarta-feira (15) mostram essa intenção. Ao visitar o palácio de governo e o presidente do país, Tamás Sulyok, Magyar publicou em seus perfis no X e no Facebook uma foto com o presidente acompanhado de dura mensagem.

    “Tamás Sulyok é indigno de representar a unida da nação húngara. Ele é inadequado para servir como o guardião da legalidade. Ele é impróprio para servier como uma autoridade moral ou um exemplo. Após a formação do novo governo, Tamás Sulyok deve deixar o cargo imediatamente”, escreveu o vencedor da eleição.

    Poucas horas depois, Magyar publicou ainda um vídeo debochando de Orbán durante a visita ao palácio. Ao lado de Sulyok, o premiê eleito aparece em uma espécie de terraço e avista Orbán em uma sacada próxima, aparentemente lendo um discurso. Magyar abre as mãos e diz “absolute cinema”, um meme tornado famoso por uma imagem do diretor Martin Scorsese fazendo o mesmo gesto.

    Orbán diz que está sentindo 'fadiga, dor e um vazio' após derrota na Hungria

  • Lula inicia viagem pela Europa e é recebido por Sánchez na Espanha

    Lula inicia viagem pela Europa e é recebido por Sánchez na Espanha

    Presidente se reunirá com líderes progressistas em fórum sobre democracia, acompanhado por ao menos 11 ministros; Lula também deve ir a Alemanha, para feira em Hannover, e Portugal, para encontro com presidente e primeiro-ministro

    BARCELONA, ESPANHA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início a uma viagem de cinco dias pela Europa. Ele foi recebido nesta sexta-feira (17) pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Barcelona, acompanhado de uma comitiva de ao menos 11 ministros.

    A previsão é que os dois conversem a portas fechadas por uma hora e depois participem de uma reunião plenária com seus respectivos ministros. Em seguida, devem assinar acordos em áreas como igualdade de gênero, tecnologia e empreendedorismo.

    Já no sábado (17), Lula se reunirá com uma dúzia de chefes de Estado progressistas que pretendem fazer frente à onda mundial de direita. Será o quarto encontro do chamado Fórum Democracia para Sempre, criado por Lula e Sánchez em 2024.

    A lista de confirmados inclui os presidentes Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai) e Cyril Ramaphosa (África do Sul). Entre os europeus, também estão os vice-premiês da Alemanha (Lars Klingbeil) e do Reino Unido (David Lammy).

    O evento terá três eixos de debates: multilateralismo, desigualdades e combate à desinformação. Ainda não foi divulgado se Lula terá reuniões bilaterais com outros líderes.

    Segundo o governo brasileiro, o objetivo da viagem a Barcelona é selar a reaproximação entre Brasil e Espanha, que voltou a ganhar força no terceiro mandato de Lula, e realçar convergências entre os dois países, principalmente na defesa da solução pacífica de conflitos.

    Sánchez tem se colocado como um dos principais críticos europeus do presidente dos EUA, Donald Trump, na guerra contra o Irã. Nesta quinta (16), Lula deu uma entrevista ao jornal espanhol El País dizendo que “Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país”.

    Na viagem, a diplomacia brasileira também tentará conseguir mais apoios ao nome de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para a Secretaria-Geral da ONU em 2027, mas já espera falta de consenso. Outro foco será uma declaração conjunta contra a violência política e digital de gênero.

    Depois da Espanha, Lula seguirá para a Alemanha, onde participará da Feira Industrial de Hannover, e Portugal, onde se encontrará com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o novo presidente António José Seguro em Lisboa. Ele volta ao Brasil na próxima terça (21).

    Os três países escolhidos pela visita impulsionaram o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio, depois de 26 anos de negociação.

    Entre os ministros que integram a comitiva de Lula estão Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) e Margareth Menezes (Cultura).

    Estarão presentes ainda o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o diretor-geral da Polícia Federal, ⁠Andrei Rodrigues, e o presidente da Fiocruz, ⁠Mario Moreira.

    Além dos eventos com chefes de Estado em Barcelona, Lula se reunirá ainda com empresários brasileiros e espanhóis, de setores como agronegócio, energia e infraestrutura. Também discursará no evento Mobilização Progressista Global, organizado pela sociedade civil e sindicatos.

    Segundo o governo, a Espanha é a oitava maior parceira comercial do Brasil e o quinto maior destino das exportações brasileiras. Em 2025, o comércio bilateral foi de US$ 12,6 bilhões, impulsionado principalmente pela exportação de petróleo, soja e minerais. Mais de mil empresas espanholas atuam em setores como finanças, energia e telecomunicações.

    Lula e Sánchez já haviam se encontrado outras duas visitas recentes: o brasileiro foi a Madri em abril de 2023, e o espanhol foi a Brasília em março de 2024. No ano passado, foi definido que os dois países se reuniriam a cada dois anos, o que está sendo concretizado agora.

    Lula inicia viagem pela Europa e é recebido por Sánchez na Espanha

  • Após 37 anos, condenado por crime brutal no Brasil é preso no Paraguai

    Após 37 anos, condenado por crime brutal no Brasil é preso no Paraguai

    Um homem suspeito de ter matado a mulher foi detido pelas autoridades paraguaias. O crime, que aconteceu em 1989 no Brasil, prescrevia em 2028 e, desde os anos 90, o homem estava foragido

    Quase 40 anos depois, um homem, suspeito de ter matado a mulher de forma brutal, foi preso, na quarta-feira, pelas autoridades paraguaias. No entanto, o crime, que remonta ao ano de 1989 e que prescrevia em 2028, aconteceu no Brasil.

    O homicídio de Fernanda Estruziani, de 21 anos, chocou o Brasil no final dos anos 1980. Inicialmente, a imprensa brasileira noticiou que a jovem tinha sido morta com 55 facadas. No entanto, mais tarde, descobriu-se que foram muitas mais, tendo sido contabilizadas 72.

    À época do crime, Fernanda Estruziani e Marcos Panissa, de 23 anos e autor do crime, moravam juntos em um apartamento no centro de Londrina, no norte do Paraná. O homem seria muito ciumento, motivo pelo qual teria cometido o crime. 

    Após vários julgamentos, Marcos Panissa foi condenado a 20 anos de prisão, pena que acabou sendo reduzida depois de diversos recursos. Posto isto, acabou respondendo às investigações em liberdade e, segundo as autoridades, mudou-se para o Paraguai.

    Durante vários anos, utilizou documentos e um nome falso. Era conhecido pelo nome de Carlos Viana e tinha um pequeno comércio. No Paraguai, onde estava desde 1995, casou-se e teve filhos, tendo uma rotina comum, que não despertava a atenção da polícia. 

    Tendo em conta que fugiu do Brasil depois de uma condenação criminal, o nome de Marcos Panissa foi enviado para a Interpol, sendo um dos brasileiros mais procurados do mundo. 

    A polícia do Paraguai revelou, segundo a ‘Veja’, que quando Panissa foi abordado não escondeu a sua verdadeira identidade. Ainda assim, a sua família desconhecia por completo. 

    A imprensa do Paraguai divulgou fotografias e vídeos de Marcos Panissa detido e sendo levado pelas autoridades, dando conta que foi encontrado na cidade de San Lonrenzo, perto da fronteira com a Argentina.

    O suspeito já foi entregue às autoridades brasileiras, onde cumprirá pena pela morte de Fernanda Estruziani.

    Após 37 anos, condenado por crime brutal no Brasil é preso no Paraguai

  • 'Influencer parental' atropela acidentalmente filho ao sair de garagem

    'Influencer parental' atropela acidentalmente filho ao sair de garagem

    Kelly Jones compartilhou com os seus seguidores aquilo que diz ter sido o “pior pesadelo” de ssua vida. No meio da tragédia, considera que há lições a aprender

    Uma influencer, que se dedica a dar conselhos parentais, confessou através das suas redes sociais, ter recentemente atropelado o próprio filho, de 23 meses. “Foi um verdadeiro pesadelo”, afirmou.

    Kelly Hopton-Jones, de 36 anos, é proprietária de uma conta com mais de 63 mil seguidores, em que relata a sua vida como mãe de duas crianças e dá conselhos parentais.

    Recentemente, em uma publicação, fez um relato pessoal inesperado. Kelly contou que na quarta-feira, quando se preparava para sair de casa para ir deixar a filha mais velha na ginástica, atropelou o filho mais novo.

    Segundo o seu relato, tudo começou como se tratasse de “um dia como outro qualquer”. Kelly ia deixar a filha mais velha na aula enquanto, naquele dia, o marido ficaria em casa com o filho mais novo.

    O homem ajudou Kelly a pôr a filha Lilly no carro, enquanto o pequeno Henry estava dentro da garagem. O inesperado aconteceu “num piscar de olhos”, quando Kelly começou a sair com o carro e sem perceber atropelou o filho, que entretanto tinha saído da garagem correndo.

    Kelly relata que os seus vizinhos foram quem rapidamente agiram para que a criança fosse transportada de urgência para o hospital, onde, apesar de ter sofrido ferimentos graves, se espera que recupere na totalidade.

    “Porque é que não o estávamos segurando? Porque é que não verifiquei duas vezes antes de sair? Podemos enlouquecer com os ‘e se’, e, sinceramente, já estamos um pouco assim. Mas os acidentes acontecem”, escreveu a influencer que compartilha esta situação no sentido de  alertar outros pais para situações como esta.

     
     
     

     
     
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    As radiografias do pequeno Henry ao tórax, pernas e pescoço não mostraram nada de anormal e um exame neurológico não revelou sinais de traumatismo craniano. Henry sofreu, contudo, fraturas na pélvis que “levarão tempo a sarar” e algumas escoriações.

    “Os acidentes acontecem, e os únicos erros são aqueles com os quais não aprendemos. Estamos do lado bom de um acidente que podia ter sido muito trágico”, conclui.

    'Influencer parental' atropela acidentalmente filho ao sair de garagem

  • ICE: diretor responsável por plano de deportação de Trump pede demissão

    ICE: diretor responsável por plano de deportação de Trump pede demissão

    Todd Lyons pediu demissão do cargo e deixará oficialmente o cargo em 31 de maio; gestão foi marcada por denúncias de múltiplas violações dos direitos humanos

    O diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, responsável pela supervisão do plano de deportação em massa do Presidente norte-americano, apresentou a demissão.

    A decisão de Todd Lyons, transmitida na quinta-feira (16), foi antecipada pelo titular da pasta da Segurança Interna, Markwayne Mullin, em um comunicado em que se referiu ao chefe do ICE como “um grande líder”. Mullin acrescentou que Lyons deixa oficialmente o cargo em 31 de maio.

    Horas antes de ser informada a demissão, Lyons testemunhou perante uma subcomissão de atribuições da Câmara dos Representantes (câmara baixa do parlamento) e respondeu a perguntas dos deputados sobre o número sem precedentes de mortes sob custódia do ICE e os planos futuros da agência para os centros de detenção.

    Meia centena de detidos pelo ICE morreram nos centros de detenção desde o início do ano, de acordo com dados oficiais.

    Lyons esteve à frente do ICE durante rusgas em massa onde ocorreram múltiplas violações dos direitos humanos, de acordo com várias organizações não governamentais.

    Em janeiro, dois cidadãos norte-americanos morreram devido a disparos de agentes de imigração em Minneapolis.

    As rusgas foram ordenadas pela então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que foi demitida em 05 de março.

    Desde a administração de Barack Obama (2009-2017) que não se nomeia um diretor do ICE aprovado pelo Senado, a câmara alta do parlamento.

    ICE: diretor responsável por plano de deportação de Trump pede demissão

  • Pilotos são repreendidos após miados durante conversa com torre de controle

    Pilotos são repreendidos após miados durante conversa com torre de controle

    Dois pilotos que se comunicaram com miados e latidos em uma frequência de controle de tráfego aéreo usada em emergências foram repreendidos, no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, nos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pilotos de avião foram ouvidos, nos Estados Unidos, fazendo barulhos de gato e cachorro na frequência de controle de tráfego aéreo.

    Miado ocorreu no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, em 12 de abril. Na gravação, um dos pilotos -que não teve o nome divulgado- aparece imitando o som de um gato durante diálogo com a torre de controle. O áudio foi obtido inicialmente pelo site de notícias ATC.com.

    Pilotos foram rapidamente repreendidos, com alguém dizendo: “Vocês precisam ser pilotos profissionais”. A repreensão, no entanto, foi recebida com mais miados e latidos.

    Uma pessoa respondeu aos pilotos em tom de deboche. “É por isso que vocês ainda voam em um RJ”, disse ela. “RJ” significa jato regional. O termo se refere a aeronaves usadas por companhias regionais, comuns no início da carreira de pilotos nos Estados Unidos.

    Agência do governo americano não gostou da brincadeira. Em nota, a FAA (Federal Aviation Administration, em inglês), órgão responsável por regular, supervisionar e garantir a segurança de todos os aspectos da aviação civil, afirmou que os regulamentos proíbem os pilotos de “manter conversas não essenciais quando estiverem abaixo de 10.000 pés de altitude”. A agência disse ainda que o caso será investigado.

    Pilotos são repreendidos após miados durante conversa com torre de controle

  • EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

    EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

    A perda do drone foi registrada oficialmente pela própria Marinha americana, que destacou que o MQ-4C Triton foi uma baixa avaliada em cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Marinha dos Estados Unidos confirmou a perda total de um drone MQ-4C Triton durante operação no Oriente Médio, em uma baixa avaliada em cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão), em meio à escalada militar na região.

    A perda do drone foi registrada oficialmente pela própria Marinha americana. Em relatório do Naval Safety Command, o caso aparece como um acidente de “Classe A”, categoria usada para ocorrências com dano de ao menos US$ 2,5 milhões (R$ 13,1 milhões) ou destruição total da aeronave. O documento informa que, em 9 de abril de 2026, um MQ-4C “caiu” em local não revelado por razões de segurança operacional e que não houve feridos.

    O episódio ocorreu durante a Operação Epic Fury, conduzida pelo Comando Central dos EUA no Oriente Médio. O órgão mantém uma página oficial da operação e divulgou atualização sobre as ações militares em 9 de abril, mesma data em que o acidente foi registrado pela Marinha. Embora o comando não detalhe nessa página a queda do drone, o relatório naval vincula o incidente ao período da ofensiva.

    A queda do equipamento representa uma das perdas materiais mais significativas do Pentágono neste ano, dada a magnitude do seu custo. Segundo a Business Insider, com base em documentos orçamentários da Marinha, cada MQ-4C Triton custa cerca de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão). O veículo também informou que a Marinha opera uma frota reduzida do modelo, o que aumenta o peso estratégico da baixa.

    Antes da confirmação oficial, sites especializados já haviam rastreado o desaparecimento da aeronave sobre a região. O The War Zone informou que o drone emitiu o código 7700, usado para emergência em voo, quando estava em operação sobre o Golfo Pérsico. Segundo o site, a aeronave perdeu altitude rapidamente e desapareceu do rastreamento, mas os EUA não divulgaram, até agora, a causa da queda.

    O Triton é um drone de vigilância marítima de alta altitude e longa duração. Fabricado pela Northrop Grumman, o modelo foi projetado para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento sobre grandes áreas oceânicas, com capacidade de voar por mais de 24 horas e operar acima de 50 mil pés de altitude. Isso faz dele uma plataforma muito mais cara e mais rara do que drones táticos mais comuns.

    A perda tem peso estratégico porque o modelo existe em número limitado. A Business Insider informou que a Marinha americana tinha 20 unidades do Triton em operação. Com isso, a baixa reduz a disponibilidade de uma plataforma usada em missões de vigilância marítima de longa duração.

    EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

  • Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel a partir desta quinta

    Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel a partir desta quinta

    Trégua foi divulgada por Trump, que convidou os líderes dos dois países para um encontro na Casa Branca; Tel Aviv e Beirute abriram negociações pela primeira vez desde 1993, com mediação americana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (16) um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, após ter conversado por telefone com seu homólogo libanês, Joseph Aoun, que o agradeceu por seus “esforços” em busca da trégua e para “garantir paz e estabilidade duradouras” na região.

    O americano afirmou que teve conversas também com o premiê Binyamin Netanyahu e que “esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de dez dias às 17h [18h em Brasília]”.

    “Eu instruí o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan ‘Razin’ Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma paz duradoura”, disse Trump.

    Ele ainda voltou a se referir ao número de guerras que teria resolvido pelo mundo. “Foi uma honra para mim resolver 9 guerras ao redor do mundo, e esta será a décima, então vamos conseguir!”, afirmou na rede social Truth Social.

    A conversa entre Trump e Aoun ocorre depois de o libanês ter rejeitado um pedido dos EUA para uma “ligação direta” com Netanyahu, segundo um funcionário libanês próximo às negociações. Na quarta (15), Trump havia anunciado para esta quinta uma ligação entre os líderes dos dois países.

    Após falar sobre a trégua, o americano ainda acrescentou ter convidado Aoun e Netanyahu para um encontro na Casa Branca. “Ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá rapidamente!”, disse. Segundo ele, a reunião pode acontecer nos próximos dias.

    Netanyahu confirmou seu aval à trégua e afirmou que tem “a oportunidade de fazer um acordo histórico com o Líbano”. Ele repetiu que a demanda principal “é que o Hezbollah seja desmantelado”.

    Trump garantiu que o acordo inclui o grupo extremista, mas o israelense declarou que seu país “não concordou com a exigência do Hezbollah de se retirar do sul do Líbano e retornar à fronteira internacional”.

    Autoridades de segurança israelenses ouvidas pela Reuters também afirmaram que o Exército de Israel não tem planos de retirar suas tropas do sul libanês. “Permaneceremos no Líbano com uma extensa zona de segurança até a fronteira com a Síria”, afirmou Netanyahu.

    Abrahim al-Moussawi, deputado do Hezbollah, disse à AFP que o grupo respeitará um cessar-fogo caso os ataques israelenses contra os militantes parem. “Nós, no Hezbollah, aderiremos com cautela ao cessar-fogo sob a condição de que haja uma interrupção completa das hostilidades contra nós”, afirmou.

    O presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, declarou em comunicado que a presença de tropas israelenses no Líbano concede ao povo “o direito de resistir” e que a trégua não deve permitir a Tel Aviv liberdade de movimento no território do país. Ele ainda instou a população a “adiar seu retorno às suas cidades e vilarejos até que a situação se torne mais clara”.

    O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que “recebe com satisfação” o anúncio de trégua. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também celebrou o acordo. “Saúdo o cessar fogo […]. Isso traz alívio, já que este conflito já tirou vidas demais”, escreveu ela em um post no X.

    O Hezbollah, em guerra com Israel, propôs na quarta uma trégua de uma semana a Tel Aviv. A proposta, anunciada pela TV Al-Mayadeen, ligada ao grupo, foi analisada pelo gabinete de Netanyahu, segundo integrantes do governo israelense. Até esta manhã, não havia definição, no entanto: a ideia do Hezbollah era parar os combates no primeiro minuto desta quinta.

    Israel abriu negociações diretas com o Líbano pela primeira vez desde 1993, mas excluiu o Hezbollah. Na terça (14) houve a primeira rodada de conversas, com mediação dos EUA, em Washington.

    Netanyahu já havia afirmado que o principal objetivo da conversa era garantir “o desmantelamento do Hezbollah” e, “em segundo lugar, uma paz sustentável alcançada por meio da força”. O grupo extremista, por outro lado, se opõe repetidamente às conversas entre os governos.

    Segundo a Al-Mayadeen, a trégua proposta pelo grupo foi informada por Teerã, que busca esticar o prazo de seu próprio cessar-fogo com os Estados Unidos -que lançaram uma guerra ao lado de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

    Os combates cessaram na semana passada, mas o prazo dado por Donald Trump para um acordo acaba na próxima terça (21). O Irã recebeu uma delegação liderada por Asim Munir, chefe militar do Paquistão -país que sediou a primeira e inconclusa rodada de negociações com os EUA- para enviar nova proposta de conversa com os americanos.

    Ainda nesta quinta, o Exército libanês afirmou que ataques israelenses destruíram a ponte Qasmiyeh, que passa sobre o rio Litani, no sul do país, e isolaram a área do resto do Líbano. Segundo o comunicado, as ações mataram uma pessoa e feriram outras três, incluindo “um soldado da unidade estacionada na ponte”.

    A agência de notícias libanesa NNA já havia relatado a destruição dessa infraestrutura, “a última ponte entre as regiões de Tiro e Sidon”. O Exército de Israel afirmou ter ordenado nesta quarta que uma área de cerca de 30 quilômetros da fronteira sul do Líbano até o rio Litani fosse designada como “zona de extermínio” para o grupo Hezbollah.

    Israel ocupa partes do sul do Líbano e resiste a qualquer tipo de trégua nos combates com o movimento libanês, argumentando que este continua sendo o principal obstáculo à paz na região.

    Um outro ataque aéreo israelense na cidade de Ghazieh, no sul do país, matou pelo menos sete pessoas e feriu 33, segundo o Ministério da Saúde local. A mídia estatal libanesa noticiou um “massacre de civis” na cidade e afirmou que as operações de remoção dos escombros estavam em andamento.

    Dentro dos EUA, a Câmara dos Representantes, de maioria republicana, barrou uma resolução apresentada por democratas que buscava interromper a guerra no Oriente Médio até que as ofensivas militares fossem autorizadas pelo Congresso.

    A medida foi derrotada por 214 votos a 213, um dia após uma proposta semelhante ter sido bloqueada no Senado.

    Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel a partir desta quinta

  • Polícia investiga ameaça de bomba contra irmão do papa Leão 14 nos EUA

    Polícia investiga ameaça de bomba contra irmão do papa Leão 14 nos EUA

    Moradores foram retirados, e agentes fizeram varredura na residência de John Prevost; policiais não encontraram explosivos nem materiais perigosos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia investiga uma ameaça de bomba na casa de um dos irmãos do papa Leão 14 localizada na região de Chicago, nos Estados Unidos. O alerta foi registrado na noite de quarta-feira (15), na residência de John Prevost, na cidade de New Lenox, mas buscas no local não encontraram explosivos nem materiais perigosos.

    Segundo a polícia, moradores da região chegaram a ser retirados enquanto agentes faziam uma varredura na área. Em comunicado, as autoridades afirmaram que, após a inspeção, a ameaça foi considerada infundada. As investigações continuam para identificar a origem do falso alerta.

    O episódio ocorre poucos dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, criticar o pontífice por suas declarações contra a guerra envolvendo o Irã. Leão 14, o primeiro papa americano, tem adotado uma postura firme contra o conflito.

    Nesta quinta-feira (16), durante discurso em Camarões, o papa condenou líderes que destinam bilhões a guerras e afirmou que o mundo está sendo “devastado por um punhado de tiranos”.

    Trump, que descreveu o pontífice como “liberal demais” e “fraco no combate ao crime”, elogiou outro irmão do papa, Louis Prevost, residente na Flórida e apoiador do movimento político do presidente.

    Polícia investiga ameaça de bomba contra irmão do papa Leão 14 nos EUA

  • Trump diz que Irã aceitou entregar urânio enriquecido e fala em acordo para fim da guerra

    Trump diz que Irã aceitou entregar urânio enriquecido e fala em acordo para fim da guerra

    Segundo presidente americano, negociações podem avançar já neste fim de semana no Paquistão; Trump não descarta viajar a Islamabad para assinar eventual acordo; regime iraniano não comenta declarações

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Irã concordou em entregar seu estoque de urânio enriquecido e que os dois países estão perto de um acordo para encerrar o conflito. O regime iraniano não confirmou as informações.

    Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que há “uma chance muito boa” de um entendimento ser alcançado. Segundo ele, Teerã aceitou devolver o material nuclear -que o presidente chamou de “pó nuclear”-, em referência ao estoque de urânio enriquecido que Washington afirma poder ser utilizado na produção de armas atômicas.

    As falas indicam um possível avanço nas negociações entre os dois países após semanas de tensão, embora detalhes do eventual acordo ainda não tenham sido divulgados.

    Ainda segundo Trump, uma eventual assinatura do acordo pode ocorrer em novas rodadas de negociação em Islamabad, no Paquistão. O americano não descartou viajar ao local caso o entendimento seja formalizado. Ele também afirmou que os diálogos entre os países podem ocorrer já neste fim de semana e disse não ter certeza se será necessário estender o atual cessar-fogo.

    Como tem feito com países aliados dos EUA, Trump ainda criticou a Austrália ao dizer que Canberra “não esteve presente quando foi necessário” em referência às tensões no estreito de Hormuz, bloqueado durante a guerra entre Washington e Teerã.

    Trump diz que Irã aceitou entregar urânio enriquecido e fala em acordo para fim da guerra