Categoria: MUNDO

  • Vídeo: homem escapa de ser esmagado ao sair de elevador na Índia

    Vídeo: homem escapa de ser esmagado ao sair de elevador na Índia

    Um homem quase doi esmagado em um elevador em Valsad, na Índia, e o momento ficou registrado pela camêra de segurança do prédio; residente sofreu ferimentos leves na cabeça

    O momento em que um homem escapa, por pouco, a um acidente com um elevador, em Valsad, na Índia, foi gravado e compartilhado nas redes sociais. Tudo aconteceu na terça-feira e, apesar de quase ter sido esmagado, o homem sobreviveu.

    As imagens, que pode ver acima, mostram o momento em que o homem está saindo da estrutura, com a mesma se movendo.

    O homem, que vive no 9.º andar do prédio onde tudo aconteceu, conseguiu escapar por uma pequena brecha.

    De acordo com as publicações indianas, apesar de ter sobrevivido, o homem bateu com a cabeça no chão, tendo sofrido ferimentos leves.

    Vídeo: homem escapa de ser esmagado ao sair de elevador na Índia

  • Despedida de Solteiro imita detenção de Maduro e viraliza: "Gênios"

    Despedida de Solteiro imita detenção de Maduro e viraliza: "Gênios"

    Preparar uma despedida de solteiro é uma atividade divertida mas que também pode dar muitas dores de cabeça.

     

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    Despedida de Solteiro imita detenção de Maduro e viraliza: "Gênios"

  • Irã lança nova onda de ataques contra Israel e países do Golfo

    Irã lança nova onda de ataques contra Israel e países do Golfo

    O Irã lançou durante a madrugada de hoje uma nova onda de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos

    No sexto dia da guerra no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária iraniana revelou uma décima nona onda de bombardeamentos, em uma “operação combinada de mísseis e drones contra as posições” de Israel e das bases norte-americanas na região.

    Jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram explosões em Jerusalém esta madrugada, após mais uma série de lançamentos de mísseis iranianos. Os serviços de emergência israelenses não reportaram vítimas imediatas.

    Duas horas antes, o exército israelense acionou três alertas para mísseis iranianos.

    As Forças de Defesa de Israel alertaram várias vezes para o lançamento de mísseis a partir do Irã e garantiram estar trabalhando para “interceptar a ameaça”.

    Até ao momento, não há registo de vítimas.

    Entretanto, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter interceptado três drones.

    Um petroleiro também sofreu uma explosão na região do Kuwait, provocando derrame de petróleo mas sem vítimas nem a ocorrência de incêndios. O incidente ocorreu fora das águas territoriais kuwaitianas, perto do estreito de Ormuz — rota vital para o comércio energético mundial.

    O episódio segue-se ao ataque de um porta-container por mísseis na mesma zona, com o Irã afirmando controlar totalmente esta passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito global.

    Este é o sexto dia de ataques iranianos contra estes alvos, em retaliação pela operação conjunta dos Estados Unidos e Israel contra Teerã, que provocou a morte de centenas de pessoas e do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei.

    Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irã, segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA e composta por defensores dos direitos humanos.

    Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está analisando quase 900 mortes adicionais relatadas.

    Por outro lado, os ataques do Irã causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas e outra vítima mortal no Bahrein.

    Irã lança nova onda de ataques contra Israel e países do Golfo

  • Charlie Hebdo dedica capa à morte de Khamenei com privada e turbante

    Charlie Hebdo dedica capa à morte de Khamenei com privada e turbante

    A capa do Charlie Hebdo desta quarta-feira faz referência à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, após um ataque dos Estados Unidos e Israel; imagem gerou reações diversas entre os leitores

    O jornal satírico Charlie Hebdo dedica, esta quarta-feira (4), a sua primeira página à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

    A publicação francesa, que foi alvo de um ataque terrorista em 2015, escolheu uma privada com um turbante para recordar a vida do  líder iraniano, morto no sábado.

    Na imagem, o turbante, símbolo do clérigo iraniano, repousa sobre o reservatório de água, enquanto os olhos e os óculos de Khamenei saem do interior da privada.

    A caricatura foi desenhada pelo editor-chefe da revista Charlie Hebdo, Laurent Sourisseau, conhecido como “Riss”. Este foi um dos sobreviventes do ataque mortal de 7 de janeiro de 2015 à redação da revista em Paris. 

    A capa, como seria de esperar, foi alvo de aplausos por alguns e críticas por outros. Nesta segunda perspectiva, há quem lembre que  “Ali Khamenei é para centenas de milhões de muçulmanos xiitas o que o Papa é para milhões de católicos. Um pouco de respeito”, pede-se.

    A morte de Khamenei

    A confirmação da morte do líder do supremo iraniano, Ali Khamenei, chegou na madruga de domingo, dia 1 de março, através de uma televisão estatal.

    Ali Khamenei, de 86 anos, vale lembrar, estava no poder há 36 anos.

    Em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, Khamenei, e apesar de não ser o favorito, foi escolhido para ser o líder supremo do Irã. Note-se que, 36 anos depois, a história repete-se, uma vez que também não há um favorito para ocupar o cargo de líder supremo, que é a mais alta autoridade política do Irã. 

    Ataque ao Charlie Hebdo

    Assinalou-se em janeiro do ano passado, o 10.º aniversário do ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. Foi em 7 de janeiro que dois terroristas, os irmãos Chérif e Said Kouachi, entraram a disparar na redação da publicação, no centro de Paris, e mataram 12 pessoas.

    A publicação já estava sob proteção e tinha sido alvo de constantes ameaças por ter publicado algumas caricaturas controversas do profeta Maomé, desde 2006.

    Charlie Hebdo dedica capa à morte de Khamenei com privada e turbante

  • Infância roubada: Casamento infantil é uma realidade dura e cruel

    Infância roubada: Casamento infantil é uma realidade dura e cruel

    Uma menina casa a cada 30 segundos

    O casamento infantil continua a ser uma crise global, privando milhões de meninas de educação, saúde e oportunidades futuras. Em 2024, a Colômbia alcançou um marco significativo ao proibir o casamento infantil após uma campanha de 17 anos, encerrando uma lacuna legal de 137 anos. O país é hoje um dos 12 na América Latina e no Caribe a proibir completamente a prática para menores. Entretanto, o ‘Relatório Global sobre a Infância das Crianças 2024: Futuros Frágeis’ da Save the Children destaca uma ligação devastadora entre o casamento infantil e os Estados frágeis, onde 32 milhões de meninas vivem em “pontos críticos de casamento infantil fragilizado”. Apesar do progresso em algumas áreas, as taxas permanecem alarmantemente elevadas, perpetuando a pobreza, a desigualdade e os danos que duram a vida toda.

    Clique para saber mais sobre a triste realidade do casamento infantil em todo o mundo.

    Infância roubada: Casamento infantil é uma realidade dura e cruel

  • Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

    “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4), segundo a agência Fars, Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda. Horas depois, dois mísseis atingiram um cargueiro com bandeira de Malta próximo ao Omã, que resgatou a tripulação.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas depois de o presidente Donald Trump dizer que poderia enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, a Guarda Revolucionária do Irã dobrou a aposta com o americano e disse que o país controla o ponto de passagem de 20% do petróleo e gás do mundo.

    “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4), segundo a agência Fars, Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda. Horas depois, dois mísseis atingiram um cargueiro com bandeira de Malta próximo ao Omã, que resgatou a tripulação.

    Após a fala de Trump, durante entrevista, o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper, questionou o Irã. “Hoje, não há um único navio iraniano navegando no golfo Pérsico, no estreito de Hormuz ou no golfo de Omã”, afirmou em vídeo publicado no X.

    Dando mais materialidade à fala, o secretário Pete Hegseth (Defesa) anunciou que um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano a mais de 3.500 km do estreito de Hormuz, na costa de Sri Lanka.

    Segundo o governo local, ao menos 87 pessoas morreram e outras 60 estão desaparecidas, enquanto 32 foram resgatadas do naufrágio da fragata Dena. Este é o incidente relacionado à guerra mais distante geograficamente do teatro de operações do conflito iniciado no sábado (28) por EUA e Israel contra a teocracia.

    Com a provocação desta manhã, o Irã parece confiante em testar a disposição americana de se expor no estreito, que tem meros 33 km de largura no ponto em que a teocracia fica mais próxima de Omã. Nos últimos anos, os iranianos militarizaram fortemente a região, com 16 bases navais e aéreas, navios, minas e drones.

    Ocorre que pode ser só um blefe. Imagens mostram que vários navios iranianos foram atingidos na campanha iniciada pelos EUA e por Israel no sábado (28), inclusive a nau capitânia do país, o Shahid Bagheri -um navio de transporte adaptado para lançar drones e carregar helicópteros que entrou em operação no ano passado.

    É bastante provável que os EUA tenham de fato afundado mais de 20 navios, mas isso não esgota a capacidade de interdição iraniana na região: há bases fixas de lançamento de mísseis antinavio com alcance de 300 km na região que podem ter sido destruídas, mas o país se mostrou eficaz em esconder lançadores móveis. E há o risco de minas e drones.

    Os países da região e as empresas de transporte não querem pagar para ver por enquanto. Maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, o Qatar paralisou sua indústria, o mesmo que o Iraque deve fazer com a de petróleo.

    No site de monitoramento marítimo Marine Traffic, não há trânsito comercial na faixa de transporte do estreito, que fica no seu centro e tem 3 km de largura na ida e na volta. Segundo a consultoria especializada Kpler, o tráfego de petroleiros caiu 90%.

    Centenas de navios lançaram âncora nos golfos Pérsico e de Omã, que são ligados pelo canal. Já belonaves só aparecem se ligarem seus rastreadores, o que não acontece na guerra.

    A estratégia iraniana de apostar na dúvida é fazer os americanos exporem seus navios de guerra na região. Nos quase dois anos de campanha no mar Vermelho contra os rebeldes houthis pró-Irã no Iêmen, que buscava justamente garantir escolta a navios mercantes, os EUA e aliados não conseguiram suprimir todas as capacidades rivais.

    Isso foi a alto custo, com cerca de US$ 1 bilhão em munição contra drones e mísseis gastos no primeiro ano do conflito, segundo o único balanço disponível. Nenhum navio de guerra foi afundado, mas foram perdidos petroleiros e até um caça F/A-18 acabou abatido por fogo amigo.

    Teerã também sabe que cada dia de impasse em Hormuz joga a seu favor, empurrando os preços do barril de petróleo para cima e ameaçando uma repercussão inflacionária pelo mundo que pressionará Trump politicamente.

    Na terça (3), ele deu de ombros e afirmou que a agitação no mercado é temporária e natural. Em seu favor, há a abundância do petróleo no mundo. Nesta manhã de quarta, o preço referencial do barril chegou a US$ 84, o maior desde julho de 2024, mas longe do patamar de US$ 130 de conflitos anteriores.

    É um teste para ver quem pisca primeiro, mas os americanos sabem que podem não ter anulado completamente as capacidades iranianas no estreito, restando ver se Trump terá de mostrar suas cartas.

    Antes da guerra, segundo o Balanço Militar 2026 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), o Irã tinha uma Marinha com 70 embarcações costeiras, 9 delas corvetas, e 18 submarinos diesel-elétricos, entre outros ativos. Já a Guarda Revolucionária operava 133 navios de costa de pequeno porte.

    Irã desafia Trump e diz que controla o estreito de Hormuz

  • Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

    Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

    Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um submarino dos Estados Unidos afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, a cerca de 3.500 km de distância do teatro de operações principal da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv contra a teocracia no sábado (28).

    Ao menos 87 corpos já foram recuperados nesta quarta-feira (4) pelo governo do país asiático, enquanto 32 marinheiros do navio IRIS Dena foram resgatados e cerca de 60 ainda estão desaparecidos.

    Além de demonstrar o espraiamento do conflito no Oriente Médio e a disposição de Teerã de tentar proteger seus ativos navais mais preciosos, o episódio é simbólico.
    Foi o primeiro ataque do tipo desde a Guerra das Malvinas, em 1982.

    É também um feito inédito para a Marinha americana desde os estertores da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945, contra o Japão.

    No episódio mais recente registrado, em 2 de maio de 1982, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror perseguiu e afundou o cruzador leve argentino ARA General Belgrano, matando 323 de seus 1.138 tripulantes.

    A perda foi equivalente a metade de todos os soldados de Buenos Aires mortos na operação expedicionária de Londres para recuperar o controle das ilhas Falkland, invadidas pelos argentinos, que as chamam de Malvinas.

    Também foi a primeira vez que um submarino americano afundou um navio desde o fim da Segunda Guerra Mundial, contra o Japão no Pacífico.

    Segundo o Pentágono, foi empregado na ação um submarino de ataque não denominado. A Marinha dos EUA opera três classes desta embarcação, e a mais numerosa é a Los Angeles, com 40 unidades. Foi usado apenas um torpedo pesado Mk48, que custa cerca de R$ 25 milhões a peça e carrega uma ogiva explosiva de 293 kg.

    A Dena era um dos mais modernos navios de guerra do Irã, tendo entrado em operação em 2021. Ela é uma versão modernizada de uma classe anterior de fragatas.

    O navio deslocava 1.500 toneladas e, apesar de ser chamada de fragata pelo Irã, cai na qualificação de corveta, mais leve. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o país operava quatro modelos modernizados do navio.

    Os EUA têm intensificado a propaganda de suas ações navais, reagindo às declarações do Irã de que controla o vital Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Na prática, o estreito está inoperante, mas os EUA dizem estar dizimando a Marinha rival -ao menos 20 navios já foram afundados.

    Submarino dos EUA afunda navio do Irã e mata ao menos 87

  • Irã e Hezbollah fazem primeiro ataque coordenado, diz Israel

    Irã e Hezbollah fazem primeiro ataque coordenado, diz Israel

    “Foram duas barragens duplas, vindas dos dois lados”, afirmou o tenente-coronel Nadav Shoshani durante conversa com jornalistas por Zoom. Para ele, isso desautoriza qualquer alegação do Hezbollah de que está se defendendo contra Israel. “Houve muita pressão do Irã” para que o grupo libanês entrasse na guerra, disse o porta-voz militar.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As Forças de Defesa de Israel afirmaram nesta quarta (4) que Irã e Hezbollah fizeram o primeiro ataque com mísseis coordenado da guerra iniciada por EUA e pelo Estado judeu contra a teocracia, no sábado (28).

    “Foram duas barragens duplas, vindas dos dois lados”, afirmou o tenente-coronel Nadav Shoshani durante conversa com jornalistas por Zoom. Para ele, isso desautoriza qualquer alegação do Hezbollah de que está se defendendo contra Israel. “Houve muita pressão do Irã” para que o grupo libanês entrasse na guerra, disse o porta-voz militar.

    Ele afirmou também que a taxa de abate de drones está na casa dos 99% no país, e disse que, em caso de mísseis, o nível está semelhante ao da guerra anterior com o Irã -perto de 90%. Ele não deu uma previsão acerca de eventual ocupação do sul libanês, cuja retirada de civis foi pedida hoje por Israel, mas também não a descartou.

    Irã e Hezbollah fazem primeiro ataque coordenado, diz Israel

  • Do "não" ao uso das bases à ameaça de Trump: A tensão entre Espanha e EUA

    Do "não" ao uso das bases à ameaça de Trump: A tensão entre Espanha e EUA

    Espanha rejeitou o uso de bases militares pelos Estados Unidos para os ataques ao Irã – e criticou a ofensiva -, levando Donald Trump a ameaçar com um bloqueio comercial: “Parar tudo o que está relacionado com Espanha, todos os negócios relacionados com Espanha”. A Europa já reagiu – mostrando solidariedade com o governo de Pedro Sánchez – com a Comissão Europeia a garantir estar “pronta para agir”. Mas como se desenrolou esta tensão entre Espanha e os EUA?

    A Espanha rejeitou o uso de bases militares pelos Estados Unidos para ataques contra o Irã — ao mesmo tempo em que condenou a ofensiva —, o que provocou uma resposta do presidente Donald Trump, que ameaçou impor um bloqueio comercial, suspendendo “tudo o que estiver relacionado com a Espanha, todos os negócios relacionados com a Espanha”.

    As reações não demoraram, e a Comissão Europeia garantiu nesta quarta-feira, 4 de março, que está pronta para agir e proteger os interesses comerciais da União Europeia.

     
    O que está acontecendo entre Espanha e Estados Unidos?
    Na última segunda-feira, dia 2, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que o país não permitirá que suas bases militares — operadas conjuntamente por EUA e Espanha, mas sob soberania espanhola — sejam utilizadas para ataques contra o Irã.

    “As bases espanholas não estão sendo usadas para essa operação e não serão usadas para nada que não esteja previsto no acordo com os Estados Unidos ou que não esteja de acordo com a Carta das Nações Unidas”, disse Albares em entrevista à emissora espanhola Telecinco, citada pela Reuters.

    Com isso, quinze aeronaves norte-americanas foram obrigadas a deixar as bases de Rota (em Cádiz) e Morón (em Sevilha), no sul da Espanha, desde que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no último fim de semana.

    A ministra da Defesa, Margarita Robles, afirmou que as aeronaves — principalmente aviões-tanque de reabastecimento aéreo, como o Boeing KC-135 Stratotanker — estavam permanentemente estacionadas na Espanha.

    Inicialmente, o Reino Unido também havia recusado permitir o uso de suas bases para um ataque ao Irã, mas mudou de posição no domingo, quando o primeiro-ministro Keir Starmer autorizou a medida sob o argumento de “autodefesa coletiva de países amigos e aliados de longa data e proteção de vidas britânicas”.

    Ainda na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, criticou a posição do governo espanhol e questionou: “Isso é estar do lado certo da história?”

    No dia seguinte, 3 de março, em coletiva em Madri, Albares reiterou a condenação da Espanha aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, por se tratar, segundo ele, de uma operação unilateral, fora do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

    Ele também afirmou que os ataques não se enquadram no acordo bilateral entre Espanha e EUA para o uso das bases militares espanholas, destacando que o país não espera “nenhuma consequência” ou retaliação por essa posição.

     
    Trump ameaça: “Parar tudo”

    A resposta norte-americana veio na terça-feira, quando Trump ameaçou cortar todo o comércio com a Espanha devido à posição do governo liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.

    “Parar tudo o que estiver relacionado com a Espanha, todos os negócios relacionados com a Espanha”, declarou Trump na Casa Branca, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz.

    Além da postura espanhola sobre o Irã, Trump também criticou a decisão da Espanha de não elevar para 5% do PIB o orçamento de Defesa, como defendido por outros membros da NATO.

    O governo espanhol respondeu que seus acordos comerciais com os EUA são feitos dentro do marco da União Europeia.

    Fontes oficiais afirmaram que a Espanha é uma potência exportadora da UE e mantém com os EUA uma “relação comercial histórica mutuamente benéfica”. Acrescentaram ainda que, caso haja revisão dessa relação, ela deverá respeitar a legalidade internacional e os acordos bilaterais entre UE e EUA.

    “Não vamos agir por medo de represálias”

    Nesta quarta-feira, Pedro Sánchez se pronunciou diretamente sobre a tensão com os EUA. Ele afirmou que é contra a guerra no Oriente Médio iniciada pelos ataques de EUA e Israel ao Irã e que não mudará de posição “simplesmente por medo de represálias”.

    “Repudiamos o regime do Irã, que reprime e mata brutalmente seus cidadãos, especialmente as mulheres, mas também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política”, declarou.

    Segundo Sánchez, a posição espanhola é “coerente” com a adotada em relação a outros conflitos internacionais, como Ucrânia, Gaza, Groenlândia e Venezuela.

    “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e contrário aos nossos interesses simplesmente por medo de represálias”, afirmou.

    Ele também ressaltou que a Espanha é membro pleno da União Europeia, da NATO e da comunidade internacional, defendendo que é preciso exigir que EUA, Irã e Israel cessem as hostilidades antes que seja tarde demais.

    E a Europa?

    A Comissão Europeia afirmou estar pronta para agir para proteger os interesses comerciais do bloco.

    “Estamos em total solidariedade com todos os Estados-membros e seus cidadãos e, por meio da nossa política comercial comum, estamos prontos para agir, se necessário, para salvaguardar os interesses da União”, declarou o porta-voz para Comércio, Olof Gill.

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também manifestou solidariedade à Espanha, afirmando ter expressado “pleno apoio da UE” em conversa telefônica com Pedro Sánchez.

    Já o vice-presidente executivo da Comissão Europeia para Prosperidade e Estratégia Industrial, Stéphane Séjourné, declarou que “qualquer ameaça comercial contra um Estado-membro é, por definição, uma ameaça contra a União Europeia”.

    Do "não" ao uso das bases à ameaça de Trump: A tensão entre Espanha e EUA

  • Sirenes soam em Tel Aviv e jornalistas abandonam transmissão; vídeo

    Sirenes soam em Tel Aviv e jornalistas abandonam transmissão; vídeo

    Jornalista Erin Burnett não hesitou em sair do ar para se colocar num lugar mais seguro. O momento ficou registado em vídeo.

    Uma jornalista da CNN International precisou interromper uma transmissão ao vivo enquanto trabalhava diretamente de Tel Aviv, em Israel.

    Erin Burnett estava no ar quando começaram a soar os alarmes que indicam que o sistema de defesa conhecido como Iron Dome (Cúpula de Ferro) não conseguiu interceptar uma ameaça aérea e que todos deveriam procurar abrigo.

    A jornalista norte-americana rapidamente começou a retirar o microfone para sair do ar, enquanto o entrevistado parecia inicialmente confuso, sem saber como reagir.

    “Isso é um pouco dramático”, afirmou ele.

    Erin então o aconselhou a fazer o mesmo, e os dois deixaram o local. O momento, captado ao vivo, mostra a tensão da situação.

    “Vocês estão ouvindo as sirenes, que estão tocando em toda a região de Tel Aviv”, disse a jornalista, explicando que “nunca se sabe quando isso pode acontecer” e informando, já dentro de um abrigo, que era possível ouvir as interceptações de mísseis do lado de fora.

    Após saírem de cena, a equipe se refugiou em um abrigo.

    “Isso é imprevisível”, afirmou Erin Burnett, referindo-se à forma como as pessoas estão vivendo na cidade.

    Conflito no Oriente Médio
    Israel e Estados Unidos lançaram, no sábado, um ataque militar contra o Irã com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a operação tinha como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que chamou de “ameaça existencial”.

    O Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

    Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já deixaram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

    O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, desencadeado após o ataque conjunto contra Teerã no sábado.

    Sirenes soam em Tel Aviv e jornalistas abandonam transmissão; vídeo