Categoria: MUNDO

  • "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

    "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

    Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, abandonou uma conferência de imprensa após ser confrontada com questões sobre o serviço de imigrantes norte-americano (ICE) e a sua atuação na morte de Renee Good.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, abandonou uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 15 de janeiro, após ser confrontada com questionamentos sobre o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) e sua atuação na morte de Renee Good.

    Durante a coletiva, o irlandês Niall Stanage mencionou que, no ano passado, 32 pessoas morreram enquanto estavam sob custódia do ICE e que 170 cidadãos norte-americanos foram detidos pelo órgão. Além disso, destacou que uma mulher foi morta com um tiro na cabeça por um agente do ICE.

    “Como isso equivale a dizer que vocês estão fazendo tudo corretamente?”, questionou o jornalista, referindo-se a uma expressão usada pela secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos.

    Leavitt respondeu com outra pergunta: “Por que Renee Good, infelizmente e tragicamente, foi morta?”

    A pergunta levou Stanage a esclarecer se Leavitt estava pedindo sua “opinião” sobre o ocorrido, ao que a porta-voz da Casa Branca respondeu afirmativamente.

    “Porque um agente do ICE agiu de forma imprudente e a matou de maneira injustificada”, respondeu o jornalista.

    “Então você é um jornalista tendencioso, com uma opinião de esquerda”, rebateu Leavitt sem hesitar. “Porque você é um infiltrado da esquerda”, continuou.

    A porta-voz da Casa Branca seguiu com os ataques, afirmando que Stanage estava “se fazendo passar” por jornalista, algo que, segundo ela, ficou claro “pela premissa da sua pergunta”.

    “Pessoas da mídia que têm esse viés, mas fingem ser jornalistas, nem deveriam estar sentadas nesses lugares”, disse, apontando para a sala cheia de repórteres. “Vocês fingem ser jornalistas, mas são ativistas de esquerda.”

    Leavitt também questionou se Stanage tinha dados sobre quantos cidadãos norte-americanos “foram mortos por imigrantes ilegais que o ICE está tentando remover” do país. “Aposto que não”, afirmou.

    “Os homens e mulheres corajosos do ICE estão fazendo tudo o que podem para remover esses indivíduos horríveis e tornar nossa comunidade mais segura. Pessoas como você, na mídia, deveriam sentir vergonha”, disparou.

    Pouco depois, Leavitt deixou a coletiva de imprensa, deixando as perguntas do jornalista sem resposta.

    A reação da porta-voz dos Estados Unidos ocorre em meio à polêmica das últimas semanas envolvendo a morte de Renee Good, uma norte-americana assassinada pelo agente do ICE Jonathan Ross, em 7 de janeiro. Good havia acabado de deixar um de seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a esposa, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

    As versões sobre o que aconteceu divergem. A administração dos Estados Unidos afirma que o agente estava apenas se defendendo, alegando que Renee Good o atropelou e que ele teria sofrido, inclusive, uma hemorragia interna.

    Em outra versão dos fatos, há quem afirme que os quatro disparos efetuados foram desnecessários e que o carro de Renee sequer teria encostado no agente, descartando, assim, a tese de legítima defesa.

    A morte da mulher, de 37 anos, gerou forte indignação na sociedade norte-americana — que, ao longo do último ano, já vinha demonstrando insatisfação com a forma de atuação do ICE —, levando a protestos em massa em todo o país, especialmente no estado de Minnesota, onde o incidente ocorreu.

    "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

  • Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

    Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ofereceu para mediar as disputas entre o Egito e a Etiópia sobre a maior obra hidroelétrica de África, uma barragem no Nilo Azul.

    Estou pronto para retomar a mediação dos Estados Unidos entre o Egito e a Etiópia para resolver, de forma responsável, a questão da ‘partilha das águas do Nilo’ de uma vez por todas”, declarou Trump, em carta enviada ao homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

    O republicano afirma que, durante as negociações conduzidas em seu primeiro mandato (2017–2021), evitou uma guerra, embora em julho tenha admitido que a barragem “se tornou um problema muito sério” e tenha instado as partes a “encontrarem uma solução”.

    O presidente norte-americano reiterou que nenhum país deve “controlar unilateralmente” as águas do Nilo em prejuízo dos demais Estados e que ajudaria a “garantir as necessidades hídricas” do Egito, da Etiópia e do Sudão.

    “Com o conhecimento técnico adequado, negociações justas e transparentes e um papel significativo dos Estados Unidos no acompanhamento e na coordenação entre as partes, podemos alcançar um acordo duradouro para todas as nações da Bacia do Nilo”, diz a carta.

    Trump afirmou que pretende garantir descargas previsíveis de água durante os períodos de seca no Egito e no Sudão, enquanto a Etiópia poderá continuar a gerar “quantidades substanciais” de eletricidade, que ele propõe que sejam “doadas ou vendidas” aos outros dois países.

    Egito e Etiópia mantêm fortes tensões em torno da construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope, inaugurada por Adis Abeba no Nilo Azul em setembro, e que tanto o Egito quanto o Sudão consideram uma ameaça à sua segurança hídrica.

    Logo após a inauguração da Grande Barragem, o Egito acusou a Etiópia de agir de forma unilateral e de “violar o direito internacional”, em carta de protesto enviada ao Conselho de Segurança da ONU.

    Com cerca de 110 milhões de habitantes, o Egito depende do Nilo para 97% de suas necessidades hídricas, especialmente para a agricultura.

    O Nilo, cuja bacia hidrográfica abrange 11 países, possui dois principais afluentes: o Nilo Branco, que nasce na região dos Grandes Lagos; e o Nilo Azul, que nasce no lago Tana, na Etiópia, e é responsável por 85% do volume de água do rio.

    O projeto está localizado na região etíope de Benishangul-Gumuz, no oeste do país, a cerca de 15 quilômetros da fronteira com o Sudão.

    A usina hidrelétrica, a 15ª maior do mundo, tem capacidade para gerar 5.150 megawatts de energia elétrica — o equivalente a quase seis usinas nucleares — e para armazenar cerca de 74 bilhões de metros cúbicos de água.

    Apesar das reiteradas garantias da Etiópia de que o projeto não causará danos significativos, os três países não conseguiram chegar a um acordo nas sucessivas negociações realizadas desde 2015.

    Diversas tentativas de mediação ao longo da última década entre os três países — sob a égide, em diferentes momentos, dos Estados Unidos, do Banco Mundial, da Rússia, dos Emirados Árabes Unidos e da União Africana — fracassaram.

    Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

  • EUA mobilizam dois porta-aviões para manter pressão sobre o Irã

    EUA mobilizam dois porta-aviões para manter pressão sobre o Irã

    Navios e seus grupos de ataque navegam para o Oriente Médio, aonde podem chegar em menos de duas semanas; Trump havia baixado a tensão na quarta, e bases na região reduziram o alerta, mas sinais contraditórios seguem no ar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Pentágono mobilizou dois grupos de porta-aviões para manter a pressão sobre o Irã, apesar de o presidente Donald Trump ter baixado a expectativa de um ataque americano contra a teocracia devido à repressão aos protestos que chacoalham o país do Oriente Médio desde o fim de 2025.

    Não há confirmações oficiais sobre as missões dos grupos centrados no USS Abraham Lincoln e no USS George H. W. Bush, apenas relatos múltiplos de autoridades sob anonimato e imagens de satélite.

    O que se sabe é que ambos deixaram suas áreas e rumam na direção de posições de ataque ao Irã. No caso do Lincoln, ele e sua escolta com três destróieres e um submarino de propulsão nuclear começaram a se mover a oeste do mar do Sul da China, onde operavam.

    Imagens de satélite mostram o momento da manobra de virada rumo ao mar da Arábia do gigantesco navio de propulsão nuclear. Ele carrega mais de 5.000 tripulantes, incluindo os aviadores que operam o caça de quinta geração F-35 Lightning 2 em sua versão naval, a C, e o usual F/A-18 Super Hornet, que é padrão deste tipo de embarcação americana.

    Sua escolta carrega grande poder de fogo, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, a arma preferida para ataques como um presumido ao Irã. O navio pode chegar à área de ação em uma ou duas semanas.

    Já o Bush estava em seu porto em Norfolk, na costa leste americana, e o deixou sem aviso prévio na terça-feira (13). Ao mesmo tempo, o USS Theodore Roosevelt deixou sua base em San Diego, para cobrir a falta do Lincoln no teatro do Pacífico.

    O Bush está no Atlântico Norte neste momento. Ele usualmente opera no Mediterrâneo, e a porção leste daquele mar é a área de ataque para qualquer ação contra o Irã: um grupo de porta-aviões fica por lá e outro, ao sul do Golfo Pérsico.

    Como não houve comunicado oficial, o Bush pode apenas ficar em treinamento no oceano, por ora. Se rumar direto à costa de Israel com sua escolta semelhante à do Lincoln, deve chegar em talvez duas semanas ou menos.

    A movimentação pode ser apenas um reforço de precaução. Quando os sinais de que Trump atacaria começaram a se acumular, havia um problema para as Forças Armadas dos EUA: nenhum grupo de porta-aviões estava presente.

    Eles não são essenciais para um ataque, claro, que pode ser feito com mísseis de longa distância ou penetração de bombardeiros furtivos B-2, como ocorreu na ação que destruiu instalações nucleares no Irã em 21 de junho passado.

    Mas sua presença garante muito mais poder de fogo aproximado e proteção, por meio dos sistemas antimísseis dos destróieres da escolta e pelos caças embarcados, das cerca de 20 bases que os EUA têm no Oriente Médio.

    Na imprensa americana, há também relatos de que haverá deslocamento de ativos de defesa aérea, caças e bombardeiros para bases na região.

    Na quarta (14), auge da tensão, as bases começaram a evacuar o pessoal não-essencial, inclusive na principal instalação de Washington na região, Al-Udeid, no Qatar -que foi alvo de uma retaliação cenográfica de Teerã ao ataque de junho, abrindo caminho a uma trégua com EUA e Israel.

    Mas naquele dia Trump afirmou que havia sido informado por uma alta autoridade iraniana de que “a matança havia parado” no país, em referência à morte de mais de 3.500 manifestantes contrários ao regime islâmico no poder desde 1979. A repressão vinha sendo usada por ele como justificativa para agir.

    Com toda essa mobilização, a dúvida que fica é se o americano apenas quer manter uma opção de ataque à mão ou se apenas empregou uma cortina de fumaça com sua frase mais comedida. Como o deslocamento dos navios é lento, Trump poderá manter a ambiguidade.

    Pesa contra a ação a pressão de aliados regionais e até mesmo de Israel, que lutou uma guerra aérea de 12 dias com Teerã no ano passado e saiu vencedor, mas arranhado.

    No caso do Estado judeu, o Washington Post relatou que o governo de Binyamin Netanyahu e o regime de Ali Khamenei se comunicaram por meio da Rússia, prometendo não atacar um ao outro se os EUA forem às vias de fato.

    Para os rivais árabes do Irã, Arábia Saudita e Emirados à frente, a preocupação maior é com a disrupção do comércio mundial de energia: 20% do petróleo e 20% do gás liquefeito do planeta passam pelo estreito de Hormuz, controlado estrategicamente pelo Irã.

    EUA mobilizam dois porta-aviões para manter pressão sobre o Irã

  • Após encontro com Trump, María Corina afirma que será presidente da Venezuela 'na hora certa'

    Após encontro com Trump, María Corina afirma que será presidente da Venezuela 'na hora certa'

    Republicano já afirmou que opositora ‘não tem apoio interno nem respeito’ para governar o país; durante encontro na Casa Branca, na quinta, ela entregou medalha do Nobel da Paz ao líder americano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou que espera ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa”. A declaração foi feita em entrevista exibida nesta sexta (16) pela Fox News, gravada após seu encontro, na quinta, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano, por ora, não sinaliza disposição para pressionar por uma mudança de regime.

    “Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente”, disse María Corina. Questionada sobre o futuro do país, ela respondeu que deseja liberdade. “E não só isso, teremos um país que será a inveja do mundo.”

    O cenário político da Venezuela passa por mudanças após a deposição de Nicolás Maduro, ditador capturado por forças americanas em Caracas, no último dia 3. Delcy Rodríguez, que era vice, assumiu o comando do regime de forma interina e, desde então, mantém diálogos com Trump.

    Trump e Delcy já conversaram por telefone, e o americano descreveu a venezuelana como “uma pessoa formidável” e alguém com quem Washington “trabalha muito bem”. O líder republicano também já disse que María Corina “não tem o apoio interno nem o respeito do país” para governar a Venezuela.

    A opositora deixou o território venezuelano com apoio dos EUA, em dezembro, para receber na Noruega o Prêmio Nobel da Paz. Ela não chegou a tempo da cerimônia de entrega, entretanto, e foi representada pela filha. Na quinta (15), durante o encontro com Trump na Casa Branca, María Corina decidiu entregar a medalha do Nobel ao presidente, num gesto descrito por ele como maravilhoso e de respeito mútuo.

    Mesmo que María Corina tenha dado a medalha para Trump, a honra continua sendo dela. O Instituto Nobel da Noruega afirmou que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. Ainda assim, na entrevista à Fox, a opositora disse que a homenagem a Trump foi emocionante.

    “Decidi entregar a medalha ao presidente em nome do povo da Venezuela e expliquei a ele onde encontrei a inspiração”, afirmou. Segundo ela, há precedentes históricos. “Duzentos anos atrás, o general Lafayette presenteou Simón Bolívar, o libertador dos venezuelanos, com uma medalha com a imagem de George Washington [o primeiro presidente dos EUA]”.

    Lafayette, militar francês que participou da Guerra da Independência dos EUA, teve papel central também na Revolução Francesa de 1789. “Bolívar guardou essa medalha até o fim de seus dias. Sendo assim, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está presenteando o herdeiro de Washington com uma medalha. Neste caso, o Prêmio Nobel”, afirmou María Corina.

    Trump diz que resolveu oito conflitos ao redor do mundo desde que assumiu o cargo, incluindo guerras marcadas por décadas de massacres, caso do conflito entre Camboja e Tailândia. Por esse motivo, manifestava abertamente o desejo de receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, distinção que acabou sendo concedida a María Corina.

    A líder opositora foi impedida de disputar a eleição presidencial de 2024 por decisão da Suprema Corte da Venezuela, controlada pelo regime. Naquele pleito, Maduro foi declarado vencedor, mas observadores internacionais consideram que Edmundo González, candidato da oposição, foi o mais votado.

    Após encontro com Trump, María Corina afirma que será presidente da Venezuela 'na hora certa'

  • Casal acusa ICE de jogar gás lacrimogênio em carro com seus 6 filhos

    Casal acusa ICE de jogar gás lacrimogênio em carro com seus 6 filhos

    Casal afirma que tentavam deixar área de confronto quando carro foi cercado por agentes federais

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um casal de Minneapolis, em Minnesota, acusou agentes de imigração dos EUA de lançar gás lacrimogêneo em seu carro, onde estavam seus seis filhos, durante um protesto na noite de quarta-feira (15).

    Shawn e Destiny Jackson, ambos de 26 anos, estavam voltando de um jogo de basquete quando foram parar por acaso no meio do confronto. Ao New York Times, eles relataram que tentaram dar a volta com o carro para sair da rua bloqueada e da confusão, mas foram cercados por agentes federais.

    Em seguida, a equipe abriu fogo contra a multidão, jogando gás e granadas de efeito moral. Uma explosão ocorreu ao lado deles e uma lata de um dos dispositivos caiu embaixo do carro do casal, prendendo a família no veículo enquanto a fumaça se espalhava ao redor.

    Carro foi sacudido e os airbags foram acionados. “Sentíamos que nossos pulmões estavam queimando”, disse Shawn, que acrescentou que dois dos seus filhos têm asma grave. “Água não ajudava. Nada ajudava naquele momento.”

    Família precisou arrombar uma das portas para conseguir sair. A mãe, sem enxergar e sem conseguir respirar, deu voltas no carro para tirar todos os filhos o mais rápido possível. Moradores também ajudaram os oito a entrarem em uma casa próxima.

    Bebê de seis meses ficou inconsciente. Destiny realizou reanimação cardiopulmonar em seu filho enquanto recebia instruções dos serviços de emergência pelo telefone. Outras pessoas jogaram leite nas outras crianças para neutralizar o efeito do gás.

    Bebê recobrou a consciência e foi levado com os pais e com três irmãos mais afetados para um hospital. A família retornou para casa ontem e disse ainda não saber exatamente o que levou os agentes a usar munições contra eles. À imprensa americana, o ICE não respondeu a pedidos de comentários.

    TRUMP AMEAÇA USAR FORÇAS ARMADAS

    O líder americano pressionou ontem autoridades estaduais a resolverem a tensão gerada pelas manifestações antes que ele intervenha. “Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, instituirei a Lei de Insurreição”, afirmou em publicação pela Truth Social.

    Trump diz que conseguiria resolver rapidamente a situação que se desenrolou nos últimos dias. “E porei um fim rápido à farsa que está acontecendo naquele que um dia foi um grande estado”, acrescentou na mensagem.

    O presidente também se recusou a suspender as ações da polícia de imigração no local. Sem identificá-lo, ele relatou que um “juiz altamente respeitado” recusou-se a bloquear as operações do ICE em Minnesota, chamando-a ainda de “um estado politicamente corrupto.

    O descontentamento da população do estado se agravou com a morte de Renee Nicole Good, 37. A mulher foi morta baleada por um agente de imigração no dia 7 de janeiro, em Minneapolis, durante uma discussão com policiais que detinham imigrantes na cidade.

    Na noite de quarta-feira, um agente também atirou na perna de um venezuelano na mesma cidade. “Policial foi atacado com uma pá e, por isso, efetuou o disparo”, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), sem revelar o nome do homem baleado ou seu estado de saúde.

    Casal acusa ICE de jogar gás lacrimogênio em carro com seus 6 filhos

  • Espanha: Hotspot com palavra "bomba" originou escolta militar a avião

    Espanha: Hotspot com palavra "bomba" originou escolta militar a avião

    Um avião da Turkish Airlines foi escoltado até ao aeroporto El Prat, em Barcelona, na Espanha, devido ao risco de ameaça. Sabe-se agora o que esteve na origem do alerta

    O alerta ontem acionado quando um avião da Turkish Ailines sobrevoava o Mediterrâmneo, em direção a Espanha, teria sido motivado por uma rede de Wi-Fi que continha a palavra bomba, relata o El National

    Segundo este meio espanhol, dois aviões militares da OTAN foram acionados para escoltar o avião turco,  depois de um passageiro ter criado um hotspot com um nome que representava uma “ameaça de bomba”.

    O incidente aconteceu, vale lembrar, na manhã desta quinta-feira (15), quando a aeronave da Turkish Airlines, que partira de Istambul, começou a ser escoltado por aviões militares espanhóis e franceses sobre o mar Mediterrâneo.

    O voo TK1853, um Airbus 321, pousou no aeroporto El Prat, e teve de ser reencaminhado para uma zona de segurança, para que o aeroporto pudesse retomar a normalidade das suas operações. 

    Ao pousar, foi cercado pela polícia, sendo que no interior do avião estavam 148 passageiros e sete tripulantes de bordo.  

    Segundo agora revela o diretor de comunicação da companhia aérea, Yahya Üstün, o nome de rede de ponto de acesso Wi-Fi incluía a frase “Tenho uma bomba, vão todos morrer”.

    O incidente levou a que “os procedimentos necessários fossem imediatamente iniciados, de acordo com os protocolos de segurança de voo”.

    Todos os passageiros foram levados para a sala de contingência na zona aeroportuária do aeroporto após desembarcarem em segurança da aeronave e cães farejadores foram chamados para inspecionar o aparelho.

    Recorde-se que não foram encontrados explosivos durante a busca realizada pela polícia da Guarda Civil espanhola.

    Espanha: Hotspot com palavra "bomba" originou escolta militar a avião

  • Pesquisa aponta que 58% dos americanos consideram um fracasso 1º ano da 2º gestão de Trump

    Pesquisa aponta que 58% dos americanos consideram um fracasso 1º ano da 2º gestão de Trump

    De acordo com levantamento da CNN, 55% dos entrevistados acreditam em piora das condições econômicas; economia é principal problema apontado em pesquisa meses antes das ‘midterms’, as eleições de meio de mandato

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Mais da metade (58%) dos americanos acredita que o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos foi um fracasso, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) pela CNN. Segundo o levantamento, a maioria dos entrevistados acredita que o republicano está concentrado nas prioridades erradas e faz pouco para enfrentar o alto custo de vida.

    Para 55% das pessoas ouvidas, as políticas do atual presidente pioraram as condições econômicas do país, e apenas 32% afirmam que houve melhora. A maioria (64%) diz que Trump não fez o suficiente para reduzir os preços de bens do dia a dia.

    A economia é o principal problema apontado na pesquisa. E segundo a CNN, torna-se uma questão definidora em disputas importantes nas eleições de meio de mandato, as chamadas “midterms”, deste ano. Os americanos vão às urnas em novembro para renovar toda a Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de governadores e outros cargos estaduais e locais.

    O levantamento da CNN aponta ainda desconfiança quanto às prioridades do presidente. Só 36% dizem que Trump tem se concentrado nos temas certos, diminuição em relação aos 45% registrados no início da gestão.

    Além disso, apenas 37% afirmam que Trump coloca o bem do país acima de interesses pessoais, e 32% dizem que ele está em sintonia com os problemas enfrentados pelos americanos no dia a dia.

    A pesquisa também mostra que a democracia americana aparece como a segunda maior preocupação nacional, atrás apenas da economia, e como o principal motivo de reprovação ao presidente entre democratas. Uma maioria de 58% afirma que Trump foi longe demais no uso do poder presidencial e do Executivo, percentual superior ao registrado no início do mandato. A maioria também considera excessivas suas tentativas de mudar instituições culturais e de cortar programas federais.

    Apesar do cenário negativo geral, Trump mantém apoio sólido entre sua base. Sua taxa de aprovação está em 39%, patamar que se mantém baixo e estável desde os primeiros meses do segundo mandato.

    O atual presidente tem apoio massivo (87%) entre os republicanos. Já entre independentes, o índice cai para 29%, e entre democratas, para 4%. Apenas 30% dos latinos e dos adultos com menos de 35 anos aprovam o presidente, porcentual bem inferior ao observado no início do mandato. No geral, mais da metade (61%) desaprovam o atual governo.

    A CNN aponta que, de certa forma, Trump enfrenta uma situação política não muito diferente da de seu antecessor, o democrata Joe Biden, que também teve dificuldades para convencer os americanos de que estava lidando com os problemas econômicos.

    A pesquisa foi feita de 9 a 12 de janeiro, com 1.209 pessoas. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

     

    Pesquisa aponta que 58% dos americanos consideram um fracasso 1º ano da 2º gestão de Trump

  • Trump promete "acordo de desmilitarização" com Hamas na Faixa de Gaza

    Trump promete "acordo de desmilitarização" com Hamas na Faixa de Gaza

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que será obtido um “acordo abrangente de desmilitarização” com o Hamas, incluindo a “entrega de todas as armas e o desmantelamento de todos os túneis” em Gaza

    O enviado especial de Trump para a Faixa de Gaza e Ucrânia, Steve Witkoff, tinha anunciado na quarta-feira (14), que o plano norte-americano para o fim da guerra no território tinha entrado na segunda fase.

    Esta fase está centrada no desarmamento do movimento islâmico palestino Hamas e inclui a formação do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, que irá supervisionar um comitê palestino de tecnocratas, temporário e apolítico.

    “Como Steve Witkoff anunciou, entramos oficialmente na próxima fase do Plano de Paz de 20 pontos para Gaza”, declarou Trump, em uma mensagem publicada na rede social que detém, a Truth Social.

    O Presidente alegou que, desde o cessar-fogo, os Estados Unidos contribuíram para o envio de níveis recorde de ajuda humanitária para Gaza, chegando à população civil a uma velocidade e escala históricas.

    Horas antes, o diretor executivo do Gabinete da ONU para Serviços de Apoio a Projetos, o português Jorge Moreira da Silva, insistiu igualmente na necessidade de levantar restrições à entrada em Gaza de ajuda humanitária.

    Há meses que as organizações não-governamentais operando no território palestino lamentam os obstáculos impostos por Israel para deixar entrar mantimentos essenciais.

    Donald Trump explicou que, na qualidade de presidente do Conselho de Paz, apoia o recém-nomeado governo tecnocrático palestino, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, que governará o enclave durante a transição.

    O republicano acrescentou que os membros do Conselho serão anunciados em breve.

    Na quarta-feira, o Egito divulgou haver um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comitê tecnocrático palestino que irá administrar o território.

    Um alto responsável do Hamas saudou na quinta-feira a formação de um comitê de peritos encarregado de administrar a Faixa de Gaza após a guerra, afirmando que este contribuirá para consolidar o cessar-fogo e impedir um regresso aos combates.

    Israel declarou em 7 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para “erradicar” o movimento islâmico palestino Hamas, horas depois de terem realizado em território israelense um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251.

    A guerra de retaliação israelense no enclave palestino fez mais de 71.400, na maioria civis – entre os quais mais de 20 mil crianças -, e mais de 171 mil feridos, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

    Os mais de dois milhões de habitantes do enclave palestino viviam já anteriormente com dificuldades, causadas por outros bombardeamentos israelenses e com o embargo imposto por Israel a partir de 2007, quando o Hamas chegou ao poder.

    Trump promete "acordo de desmilitarização" com Hamas na Faixa de Gaza

  • Rainha Má da Disney viraliza por sua atuação e acaba… demitida

    Rainha Má da Disney viraliza por sua atuação e acaba… demitida

    Sabrina Von B. ganhou fãs por todo o mundo pela forma como entrou na personagem da Bruxa Má de ‘A Branca de Neve e os Sete Anões’. O profissionalismo levou a sua demissão

    As bruxas raramente são as personagens favoritas de quem vibra com os filmes da Disney. Contudo, há uma que levou o seu papel tão a sério que conquistou o coração de muitas pessoas. O profissionalismo lhe valeu… uma carta de demissão.

    Há oito anos, Sabrina Von B. foi contratada pelo parque da Disney na Califórnia, nos EUA, para dar vida à vilã de ‘A Branca de Neve e os Sete Anões’.

    Durante todos este anos, a atriz deu corpo e alma à personagem, de tal forma que começou a ganhar fãs por todo o mundo.

    Segundo destaca a imprensa norte-americana, Von B. era considerada a joia da coroa dos artistas da Disneyland, retratando de forma impecável a Rainha Má, desde a sua maquiagem perfeita até à cor das suas unhas, que nunca mudou durante os seus oito anos no parque. Confira alguns dos seus melhores momentos no vídeo acima.

    A sua dedicação era tal, que ninguém queria deixar de perder um encontro com a vilã na sua visita ao espaço. A personagem foi celebrada de tal forma, que todos queriam sabem quem ela realmente era.

    O seu profissionalismo, contudo, valeu sua demissão e a notícia está correndo o mundo e valendo muitas criticas à gestão ao parque temático.

    Segundo a posição da empresa, o motivo está no fato de as personagens do espaço terem de fazer acreditar que são efetivamente as personagens dos filmes da Disney. A partir do momento em que muitas pessoas começaram a questionar quem era a pessoa por detrás da personagem, significa que a atriz não cumpriu a sua missão. Destacam ainda o fato de que sendo uma vilã, a Rainha Má deveria ser temida e odiada, e não tão amada como Von B. se tornou.

    A atriz não concorda e defende que em momento algum revelou a sua identidade ao longo destes últimos anos, sendo prova disso o fato de em nenhuma das suas redes sociais surgir associada à vilã a que dava vida. Porém, a sua personalidade e a forma como interagiu com o público tornou-a em um fenômeno algo que, dizem alguns, vai contra o ideal da empresa, que decreta que “a Disneyland é a estrela, todo o resto são atores secundários”. 

    “Sempre que um intérprete de personagem se torna mais famoso do que o papel e ganha notoriedade nas redes sociais, isso geralmente significa o fim da sua carreira na Disney”, considerou um internauta, em uma publicação em que a mulher revelou o fim do seu percurso na Disney.

     
     
     

     
     
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    Após o sucedido, Sabrina compartilhou pela primeira vez uma imagem sua vestida de Rainha Má nas suas redes sociais, onde muitos pedem o seu regresso.

     

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  • Corina oferece Nobel a Trump e premiação avisa: "título não muda de dono"

    Corina oferece Nobel a Trump e premiação avisa: "título não muda de dono"

    A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, admitiu esta quinta-feira que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prémio Nobel da Paz

    Horas antes de María Corina Machado ter admitido que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prêmio Nobel da Paz, com o qual foi premiada no ano passado, o Centro Nobel da Paz deixou um recado sobre o assunto.

    O Centro Nobel da Paz, em Oslo, garantiu que “uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz não”.

    A mensagem surgiu nas redes sociais horas antes do encontro entre a líder da oposição venezuelana e Donald Trump, quando ela já tinha manifestado ser sua intenção oferecer a medalha ao presidente norte-americano.

    Corina Machado viria a confirmar, mais tarde, que deu a medalha de presente ao presidente norte-americano, sem revelar se ele aceitou.

    Em uma publicação feita na rede social X, ainda antes dessa confirmação, o Centro Nobel da Paz dava alguns detalhes sobre a medalha em causa, como o fato de medir  6,6 cm de diâmetro, pesar 196 gramas e ser cunhada em ouro.

    “Na frente, um retrato de Alfred Nobel e, no seu verso, três homens nus abraçados pelos ombros uns dos outros como sinal de fraternidade”, detalha também o Centro Nobel, acrescentando que este design se mantém “inalterado há 120 anos”. 

    De seguida, relata até a curiosidade de que algumas medalhas do Prêmio Nobel da Paz já foram repassadas, como é o “caso notório” da medalha de Dmitry Muratov, que foi leiloada por mais de 100 milhões de dólares para apoiar refugiados da guerra na Ucrânia. 

    “E a medalha exposta no Centro Nobel da Paz está, na verdade, emprestada e pertenceu originalmente a Christian Lous Lange, o primeiro laureado norueguês com o Prêmio da Paz”, lê-se também.

    Sem nunca referir a vontade manifestada por Corina Machado em oferecer a medalha, o Centro Nobel da Paz reforça a afirmação do Instituto Nobel da Noruega, que já tinha dito, na semana passada, que “uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros”.

    E conclui: “Uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz não.”

    A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, admitiu esta quinta-feira que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prêmio Nobel da Paz, com o qual foi premiada no ano passado.

    O momento aconteceu durante um encontro entre ambos na Casa Branca, à porta fechada.

    “Entreguei ao Presidente dos Estados Unidos a medalha do Prêmio Nobel da Paz”, disse María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, em Washington, ao descrever o momento.

    Machado afirmou que o gesto remetia aos laços históricos entre os Estados Unidos e a Venezuela e visava reconhecer o que classificou de “compromisso singular de Trump com a nossa liberdade”, segundo o jornal New York Times.

    A oferta teria sido feita esta quinta-feira em um almoço na Casa Branca, menos de duas semanas após os Estados Unidos terem capturado Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela, que resultou na detenção e na transferência do líder chavista e da sua mulher, Cilia Flores, para Nova York. Os dois são acusados de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.

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