Categoria: MUNDO

  • Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Países europeus anunciaram neste domingo (18) o reforço da segurança no Ártico como forma de apoio à Groenlândia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha. Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Ao longo da semana, França, Alemanha, Reino Unido e outros países enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido da Dinamarca. A iniciativa provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus enquanto os Estados Unidos não fossem autorizados a adquirir a ilha. No sábado (17), líderes da Europa alertaram para o risco de uma “espiral descendente perigosa” diante das ameaças tarifárias e reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia marcaram reunião para discutir o tema.

    A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou o momento delicado ao afirmar: “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”. Trump justifica o interesse pela Groenlândia por razões estratégicas e pela presença de minerais, e já declarou que não descarta o uso da força, o que elevou o nível de alerta entre países da Otan.

    Segundo Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, as empresas locais não devem sofrer impactos diretos com possíveis tarifas. Para ele, “o objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”. Manifestações na Dinamarca e na Groenlândia reuniram milhares de pessoas contrárias às declarações do presidente americano.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir maior coordenação da Otan no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido”, afirmou Lars Lökke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, foi direto ao declarar: “Não nos deixaremos chantagear”.

    Líderes da Finlândia e da Noruega também defenderam o fortalecimento da segurança regional e ressaltaram que divergências entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo, não por pressão.

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

  • Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    MANOELLA SMITH, ISABELLA MENON E DOUGLAS GAVRAS
    SÃO PAULO, SP, WASHINGTON, EUA, E ASSUNÇÃO, PARAGUAI (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar o chamado Conselho da Paz, órgão criado para supervisionar o governo tecnocrático da Faixa de Gaza. A notícia foi publicada pelo site ICL Notícias e confirmada à Folha por integrantes do Itamaraty.

    O governo Trump enviou a proposta na sexta (16) à embaixada do Brasil em Washington. Não havia, até a noite deste sábado (17), informações sobre a opinião de Lula relacionada ao convite. O americano também convidou outros chefes de Estado, incluindo os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    “A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, que defendem a vida e a propriedade, e que promovem a paz e a liberdade.”

    Erdogan não havia se pronunciado sobre o convite de Trump -o anúncio foi feito pelo porta-voz do governo Burhanettin Duran. O americano ainda convidou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que disse que assumirá “a responsabilidade com honra”, o ditador do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi, segundo a chancelaria do país árabe, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que tem a intenção de aceitar a oferta, de acordo com um funcionário do alto escalão de Ottawa.

    Em contrapartida, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o anúncio de Trump sobre o conselho não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por Israel. Segundo o comunicado, o ministro das Relações Exteriores de Israel levará a questão ao chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio.

    O órgão será presidido pelo próprio Trump. A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região.
    Os detalhes sobre o funcionamento do grupo ainda não estão claros. Segundo a agência Bloomberg, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países com assento permanente no conselho. As decisões seriam tomadas por maioria, com direito a um voto para cada Estado-membro, mas todas dependeriam da aprovação final do presidente americano.

    Na sexta, Trump anunciou primeiro nomes que vão compor o grupo: Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner (este, genro de Trump); o bilionário americano Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e Robert Gabriel, assessor de Trump.

    O conselho estará acima do chamado Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG, em inglês), liderado por Ali Shaath, ex-ministro dos Transportes da Autoridade Palestina, entidade que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada. Nascido em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, Shaath será responsável pela reconstrução do território palestino, em ruínas após dois anos de bombardeios de Israel.

    Com a criação do conselho, o republicano cumpre o que prometeu, para espanto do mundo, em fevereiro de 2025, dias após voltar ao poder nos EUA. Na ocasião, o presidente disse que Washington assumiria o governo de Gaza, declaração da qual seu governo depois recuou.

    Agora, os EUA terão controle administrativo e militar do território.
    A atuação do Conselho da Paz e do NCAG estava prevista na segunda fase do plano de paz dos EUA, apresentado em setembro de 2025. O plano foi aceito por Tel Aviv e pelo Hamas e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro. Ele prevê também o envio de uma força militar de estabilização ao território, composta por Exércitos de países árabes, e o desarmamento do Hamas, ponto mais delicado do tratado.

    O Hamas continua dizendo que só entregará as armas quando a criação de um Estado palestino se concretizar. A terceira fase do plano de paz prevê o reconhecimento desse Estado -um desfecho que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já disse que nunca permitirá.

    Lula tem feito críticas recorrentes à atuação de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro afirmou em diversas ocasiões que as forças israelenses cometem genocídio contra os palestinos. As declarações desencadearam uma crise diplomática com Tel Aviv.
    Milei, por sua vez, viajou neste sábado até Assunção, no Paraguai, para participar da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Ao ser convidado a discursar, o presidente argentino voltou a elogiar o governo Trump e a defender a ação dos EUA na Venezuela que levou à prisão de Nicolás Maduro.

    Ao defender o acordo como um símbolo de liberdade e integração na região, ele mencionou a situação na Venezuela como um exemplo. “A situação na Venezuela é uma prova disso, por isso valorizamos a decisão do presidente Donald Trump”, disse Milei, arrancando alguns aplausos da plateia.

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

  • EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    Os Estados Unidos declararam que as forças norte-americanas mataram na Síria um líder ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico (EI), responsável pela emboscada que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 2025.

    O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, no sábado, que realizou um ataque no noroeste da Síria na sexta-feira, como parte de uma série de ofensivas contra o Estado Islâmico, iniciadas após a morte de cidadãos norte-americanos.

    “Bilal Hasan al-Jasim era um líder terrorista experiente que planejava ataques e estava diretamente ligado ao atirador do EI que matou e feriu militares norte-americanos e sírios no mês passado, em Palmira, na Síria”, explicou o comando em comunicado.

    O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a morte demonstra “a determinação” dos Estados Unidos em “perseguir terroristas que atacam” as forças norte-americanas.

    “Não existe lugar seguro para aqueles que executam, planejam ou inspiram ataques contra cidadãos norte-americanos e nossos combatentes. Nós os encontraremos”, acrescentou.

    Sob a Operação Hawkeye Strike, forças dos Estados Unidos e aliados atingiram mais de 100 alvos de infraestrutura e armamentos do Estado Islâmico, utilizando mais de 200 munições de precisão.

    De acordo com o comunicado, as forças norte-americanas capturaram “mais de 300 operativos do EI e mataram mais de 20 pessoas em toda a Síria no último ano, eliminando terroristas que representavam uma ameaça direta aos Estados Unidos e à segurança regional”.

    Há uma semana, o comando anunciou a realização de uma segunda rodada de bombardeios contra “múltiplos alvos” do Estado Islâmico, em retaliação às mortes de três cidadãos norte-americanos.

    Em 13 de dezembro do ano passado, três norte-americanos morreram e outros três ficaram feridos quando um atirador solitário do Estado Islâmico — posteriormente morto — invadiu uma reunião entre soldados e líderes locais.

    Desde o retorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Casa Branca, há quase um ano, o país realizou ações militares em seis nações — Iêmen, Somália, Irã, Nigéria, Síria e Venezuela —, a maioria delas ataques aéreos com aviões ou drones contra alvos considerados estratégicos por Washington.

    EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

  • Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

    Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

    As autoridades indonésias anunciaram hoje que encontraram uma fuselagem que “se suspeita ser” do avião que perdeu contato no sábado com a torre de controlo aéreo na região centro-leste do arquipélago, com 10 pessoas a bordo.

    Recebemos informações (…) de que foi avistado um pequeno fragmento de destroços de uma janela de avião. Às 7h49, encontramos uma fuselagem que se suspeita ser da aeronave”, disse Andi Sultan, da divisão de Makassar da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), em um vídeo divulgado pela entidade.

    O avião, um ATR 42-500, partiu de Yogyakarta, no oeste da Indonésia, no sábado, e tinha previsão de pousar no Aeroporto Internacional Sultan Hasanuddin, em Makassar, no centro-leste do país, quando o Controle de Tráfego Aéreo (ATC) “perdeu comunicação com a aeronave”, que transportava sete tripulantes e três passageiros, explicou, em comunicado, a Diretoria-Geral de Transporte Aéreo da Indonésia.

    Uma fonte do Ministério dos Transportes havia informado anteriormente que havia oito tripulantes e três passageiros a bordo.

    As buscas pelo avião, que envolveram centenas de pessoas, foram retomadas hoje às 6h15 (22h15 de sábado em Lisboa), observou Sultan, após terem sido suspensas durante a noite “devido ao céu nublado”, segundo explicou o diretor da Basarnas, Mohammad Syafii.

    A área de buscas abrange as montanhas de Bantimurung, em Maros, parte das Celebes do Sul, província localizada a leste da ilha de Bornéu, famosa por suas florestas tropicais.

    A aeronave, operada pela companhia aérea local Indonesia Air Transport, havia sido fretada pelo Ministério da Pesca, responsável pelo monitoramento de recursos aéreos, e três funcionários do ministério estavam a bordo, de acordo com as autoridades.

    A cronologia divulgada pela Diretoria-Geral de Transporte Aéreo detalha que o Controle de Tráfego Aéreo de Makassar solicitou que a aeronave se aproximasse de uma pista do Aeroporto Sultan Hasanuddin. Ao detectar que o avião “não se encontrava na trajetória correta de aproximação”, o controle pediu à tripulação que corrigisse a posição.

    Após as instruções, “a comunicação com a aeronave foi perdida”, por razões ainda desconhecidas.

    As condições meteorológicas naquele momento eram de céu parcialmente nublado na área ao redor, com visibilidade de aproximadamente oito quilômetros.

    Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

  • Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

    Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

    A Grey Bull Rescue, uma organização privada, divulgou um vídeo que mostra detalhes da operação “Golden Dynamite” – que resgatou a opositora María Corina Machado da Venezuela em dezembro de 2025.

    Poucos detalhes eram conhecidos sobre a operação que, em dezembro passado, levou à retirada de María Corina Machado da Venezuela. Agora, a Grey Bull Rescue, organização privada norte-americana responsável pela missão — batizada de “Golden Dynamite” — divulgou um vídeo que mostra a saída (secreta) da líder da oposição por via marítima.

    As imagens, publicadas no dia 16 de janeiro pela Grey Bull Rescue, começam mostrando Corina Machado já na embarcação, “em segurança” e “grata” pela operação.

    Em seguida, Bryan (membro da equipe de resgate) aparece no vídeo explicando: “Hoje é dia 9 de dezembro e eu e os ‘rapazes’ estamos saindo de barco de Curaçao para buscar María Corina Machado […] Retirá-la de onde ela está para onde precisa estar é um desafio, vamos ver como isso vai acontecer”.

    Mais adiante, nas mesmas imagens divulgadas, é possível ver o momento em que a opositora venezuelana embarca na embarcação da Grey Bull Rescue, assim como cenas de Corina já ao lado da equipe de resgate.

     

    Vale lembrar que, na época, o The Wall Street Journal informou que a líder da oposição venezuelana teria deixado o país de barco com destino a Curaçao, na tentativa de chegar a Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz.

    Segundo o jornal, que citava fontes do governo norte-americano, María Corina Machado viajou secretamente para a ilha caribenha, localizada a menos de 80 quilômetros da costa venezuelana.

    No entanto, a opositora não chegou a tempo de participar da cerimônia realizada no dia 10 de dezembro, na capital norueguesa. Assim, foi sua filha, Ana Corina Sosa, quem recebeu o prêmio e leu o discurso em seu nome, embora tenha confirmado que María Corina estaria em Oslo nas horas seguintes.

    Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

  • EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

    EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

    A administração de Donald Trump emitiu um aviso em português aos imigrantes que cometem crimes nos Estados Unidos, afirmando que serão detidos e deportados. A mensagem foi publicada na conta oficial do Departamento de Estado norte-americano.

    A administração de Donald Trump deixou um aviso aos imigrantes que cometam crimes nos Estados Unido desta vez, em português.

    A publicação foi feita na rede social X através da conta oficial do Departamento de Estado norte-americano em português na quinta-feira, dia 15 de janeiro.

    “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”, diz a publicação.

    Por baixo do texto, o Departamento de Estado deixa uma foto em preto e branco de Donald Trump as palavras “Envia-os de volta” em maiúsculas e salientadas com a cor vermelha.

    Nos comentários, os internautas, que aparentam ser, na maioria, brasileiros, deixaram o seu descontentamento bem claro e mencionam bastante, de forma irônica, o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

    “E o que acontece se você invade outro país para roubar recursos?”, questiona um utilizador. “Corta para os Estados Unidos roubando todo o mundo”, lê-se em outro comentário. “Não tenho petróleo, senhor. Posso passar?”, atira ainda um outro.

    O aviso dos Estados Unidos não foi compartilhado apenas em português. Publicações semelhantes em inglês e em espanhol foram feitas em outras contas oficiais da administração de Donald Trump.

    As ameaças vão ao encontro daquilo que tem sido a política norte-americana durante o segundo mandato de Trump, com uma forte repressão de toda a imigração, sob a defesa de que a criminalidade nos Estados Unidos se devia, em grande parte, à presença de imigrantes ilegais no território.

    Segundo a administração atual, 605 mil pessoas foram deportadas entre 20 de janeiro e 10 de dezembros e quase dois milhões de imigrantes decidiram sair do país voluntariamente (em parte devido a ameaças e a incentivos financeiros do governo norte-americano). 

    O forte combate à imigração já levou a dezenas de situações inusitadas, com casos de cidadãos norte-americanos a serem detidos pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) por engano e alguns deles até mesmo deportados. Há também casos de imigrantes legais – alguns há décadas – no país, que sofreram o mesmo destino.

    Além destes enganos, há ainda diversas situações em que os agentes do ICE causaram a morte a cidadãos – norte-americanos e estrangeiros.

    O caso mais recente, de Renee Good, de 37 anos, tem gerado bastante controvérsia nos Estados Unidos, com a população saindo às ruas em força para manifestar o seu descontentamento.

    A norte-americana foi morta por Jonathan Ross, agente do ICE, em 7 de janeiro com um tiro na cabeça.

    No dia do incidente, Good tinha acabado de deixar um dos seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a mulher, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

    As versões quanto ao que terá acontecido para a mulher ser atingida mudam. A administração dos Estados Unidos alega que o agente estava apenas a defender-se, dizendo que Renee Good o atropelou e que, inclusive, o homem ficou com uma hemorragia interna.

    Numa outra versão dos eventos, há quem diga que os quatro tiros disparados foram desnecessários e que o carro de Renee nem sequer tocou no agente em questão, eliminando, por isso, a teoria de que o homem agiu em legítima defesa.

    EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

  • Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

    Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

    O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, atribuiu aos Estados Unidos a culpa pelas milhares de mortes que aconteceram no Irã no últimos dias e chamou Donald Trump de criminoso. Os EUA reagiram com recado.

    O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

    Mais tarde, em publicação, Khamenei disse que considera os EUA o “culpado”. “Consideramos o presidente dos EUA culpado devido às vítimas, aos danos e à difamação que infringiu à nação iraniana”, comunicou o líder iraniano no X na manhã deste sábado.

    O aiatolá ainda disse que não quer levar o país a uma guerra, ma que não pouparia “criminosos”, fossem nacionais ou estrangeiros. Khamenei ainda atribuiu o caos interno a interferência “ocidental” e ao “regime sionista”.

    “Aqueles ligados a Israel e EUA causaram danos maciços e mataram vários milhares”, afirmou Khamenei.

    O Departamento de Estado dos EUA reagiu com fervor. Em uma mensagem publicada em persa no X, o departamento enfatizou que se a “República Islâmica atacar alvos americanos, enfrentará uma força muito, muito poderosa”.

    “Já dissemos isso antes e repetimos: não brinquem com o presidente Trump”, publicou o Departamento de Estado dos EUA.

    PROTESTO E MORTES NO IRÃ

    Nas últimas semanas, centenas de iranianos morreram em meio a protestos no país que pedem a derrubada de atuais lideranças. A repressão aos protestos vem das próprias autoridades da nação.

    Os protestos reivindicam o fim do regime de aiatolás. Outras pautas citadas são o alto custo de vida e a inflação, que vem desvalorizando a moeda do país.

    Os EUA, por sua vez, ameaçou atacar pontos iranianos caso a repressão aos manifestos continue. O Irã já acusou o país norte-americano de se aliar a Israel para agravar a situação no país e fragilizar o governo. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, discutiram uma intervenção ao Irã, informou a agência Reuters.

    Trump disse que representantes iranianos ligaram para negociar após as ameaças de uma intervenção americana no país. Autoridades do Irã dizem estar prontas ao diálogo, mas também para a guerra.

    Ministro iraniano afirmou que país está pronto para a guerra e para as negociações. Abbas Araghchi, que comanda as Relações Exteriores da república, apontou que a diplomacia deve ser justa, “com direitos iguais e baseadas no respeito mútuo”. Durante uma conferência com embaixadores estrangeiros em Teerã, transmitida pela TV estatal, ele ainda acrescentou que a República Islâmica do Irã “não busca a guerra, mas está totalmente preparada para a guerra”.

    Líder supremo do país publicou montagem de Trump como um sarcófago destruído. O aiatolá Ali Khamenei, autoridade religiosa e política do país, comparou o americano a “Faraó, Nimrod, Reza Khan, Maomé Reza e outros semelhantes” que “foram depostos quando estavam no auge de seu orgulho”.

    Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

  • Mulher morta pelo ICE foi atingida por vários disparos de arma de fogo

    Mulher morta pelo ICE foi atingida por vários disparos de arma de fogo

    Socorristas “encontraram dois ferimentos por arma de fogo no lado direito do tórax do paciente”. Outro ferimento foi observado no antebraço esquerdo e possivelmente um ferimento de bala no lado esquerdo da cabeça. O laudo necroscópico feito no corpo de Renee ainda não foi divulgado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A americana Renee Nicole Good, 37, morta baleada por um agente de imigração nos EUA, foi atingida por disparos no peito, antebraço e possivelmente na cabeça, segundo documentos do Corpo de Bombeiros de Minneapolis.

    Socorristas “encontraram dois ferimentos por arma de fogo no lado direito do tórax do paciente”. Outro ferimento foi observado no antebraço esquerdo e possivelmente um ferimento de bala no lado esquerdo da cabeça. O laudo necroscópico feito no corpo de Renee ainda não foi divulgado.

    Avaliação médica constatou que Renee não respirava, estava inconsciente e com pulso fraco. Nos documentos, os socorristas detalham que a vítima foi retirada do veículo e foi levada, inicialmente, a um banco de neve próximo. Na sequência, ela foi encaminhada a uma calçada próxima para os socorristas terem um ambiente mais adequado para o trabalho, facilitar o acesso de ambulâncias e separar a vítima “de uma situação que estava se agravando, envolvendo policiais e curiosos”, informou a ABC News.

    Médicos tentaram reanimar a vítima com manobras de RPC (Reanimação Cardiopulmonar) e outras ações médicas. Ela foi conduzida a um hospital, mas não resistiu e morreu, segundo a CNN Internacional.

    Os registros dos bombeiros também mostraram o que solicitantes disseram em ligação à emergência. Um deles declarou que viu “um agente do ICE disparar dois tiros em direção ao para-brisa contra a motorista”. Essa pessoa afirmou que Renee “tentou fugir, mas bateu no veículo estacionado mais próximo”, destacando que viu “sangue por todo o [corpo da] motorista e depois na parceira dela que estava tentando prestar socorro”.

    “Ela está morta. Eles atiraram nela”, disse outra pessoa que ligou para o socorro. Ela acrescentou que havia 15 agentes de imigração no local e eles atiraram porque a mulher não abriu a porta do carro. Um terceiro solicitante, que disse telefonar em nome dos agentes de segurança interna, destacou que os policiais estavam presos em um carro e havia “agitadores no local”, havendo disparos feitos por moradores.

    VÍDEO MOSTRA MULHER SENDO MORTA

    Um vídeo gravado por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Fronteiras dos Estados Unidos) mostra o momento em que Renee é morta a tiros. O caso ocorreu em 7 de janeiro.

    Registro flagrou Renee falando com agentes. Ela afirma que “está tudo bem, cara”, enquanto o agente que a filma dá a volta no veículo. “Eu não estou brava com você. Eu não estou brava com você”, repete Renee. As imagens foram divulgadas inicialmente pelo portal de notícias Alpha News e compartilhadas pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e pela Casa Branca.

    Uma segunda voz, que aparenta ser da esposa de Renee, pede que o agente mostre o rosto, que estava parcialmente coberto, e filmava a placa do carro da vítima. “Está tudo bem, a gente não muda nossa placa do carro todas as manhãs, só para você saber. Será a mesma placa quando você voltar para conversar com a gente depois. Está tudo bem. [Somos] cidadãos dos Estados Unidos. Quer vir nos pegar? Eu te diria para ir comer alguma coisa, grandalhão”.

    Na sequência, outro agente exige que Renee saia do carro. Ele repete a frase três vezes. A esposa tenta abrir a porta do passageiro, quando grita algo. Renee dá ré, aparentando tentar se afastar do agente que gravava a situação, acelera e disparos são ouvidos. É possível ver o carro dela colidindo contra outros veículos em seguida.

    ENTENDA O CASO

    Manifestantes violentos atropelaram os agentes, disse o Departamento de Segurança Interna. “Um agente do ICE [Serviço de Imigração e Alfândega], temendo por sua vida, pela vida de seus colegas e pela segurança pública, disparou em legítima defesa”, afirma em comunicado, reproduzido pela CNN Internacional.

    Agentes teriam sido atacados quando ficaram presos na neve. “Eles estavam tentando desatolar o veículo quando uma mulher os atacou, assim como as pessoas ao redor, e tentou atropelá-los com o carro”, afirmou Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna.

    FBI assumiu a investigação do caso após a repercussão da morte. A partir de agora somente o órgão federal vai ter acesso às provas e evidências da ocorrência. O procurador-geral de Minnesota, Keith Elisson, demonstrou preocupação com o caso, questionando o motivo para a decisão, já que o departamento local já tocava a investigação.

    Vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que Renee é culpada pela própria morte. Ele reforçou o discurso de Donald Trump, que classificou o comportamento da mulher como “horrível”, e também responsabilizou a “esquerda radical” pelo caso. “Você tem uma mulher que joga o carro em um agente da lei e pressiona o acelerador. Ninguém debate isso. Eu posso acreditar que a morte dela é uma tragédia, mas também reconhecer que é uma tragédia causada por ela mesma”, afirmou, durante coletiva de imprensa.

    Agente de imigração que matou Renee sofreu uma hemorragia interna após o ocorrido. Segundo autoridades federais dos EUA, Jonathan Ross teria tido uma hemorragia interna no tronco do corpo. A informação foi dada por dois funcionários do ICE à CBS News e foi confirmada na sequência por outros veículos de notícia. Ainda não está claro qual foi a extensão e gravidade do sangramento.

    Renee Nicole Good nasceu no Colorado. Ela morava em Minneapolis com a sua esposa a poucos quarteirões de onde foi baleada. Ela deixou três filhos, um deles, um menino de seis anos, que morava com ela. Os outros dois filhos de Renee, um menino e uma menina adolescentes, vivem em outra cidade com familiares. Eles eram fruto do primeiro casamento dela.

    Mulher morta pelo ICE foi atingida por vários disparos de arma de fogo

  • Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

    Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

    Três homens armados roubaram cerca de R$ 500 mil reais em cartas de Pokémon de uma loja em Nova York, nos Estados Unidos. O roubo ocorreu durante um evento da comunidade no local, com cerca de 50 pessoas presentes. Os ladrões ainda não foram identificados.

    Três homens encapuzados e usando máscaras assaltaram uma loja de cartas de Pokémon na última quarta-feira, dia 14 de janeiro. Ao todo, o grupo levou cerca de 110 mil dólares em mercadorias.

    O roubo aconteceu em uma das principais áreas comerciais de Nova York, repleta de lojas e boutiques de luxo, onde nada indicava que o alvo seria a recém-inaugurada Poké Court.

    Os criminosos entraram no estabelecimento por volta das 18h45 e, imediatamente, um deles sacou uma arma e a apontou para os clientes da Poké Court, fazendo ameaças.

    A loja realizava seu primeiro evento desde a inauguração, em novembro, e, por isso, estava mais cheia do que o normal: cerca de 50 pessoas estavam no local no momento do assalto.

    Pouco depois de entrarem, um dos assaltantes quebrou as vitrines do estabelecimento com um martelo. Os expositores guardavam algumas das cartas mais valiosas da loja. Um segundo criminoso se aproximou, apontando a arma para os clientes, para mantê-los afastados.

    Em seguida, o primeiro assaltante colocou as cartas na bolsa do segundo.

    “Eles começaram a levar sistematicamente os itens de maior valor”, contou Courtney Chin, proprietária da Poké Court, ao The New York Times. Entre as cartas roubadas estava uma primeira edição autenticada do famoso Pokémon Charizard, avaliada em cerca de 15 mil dólares (aproximadamente 13 mil euros).

    A vitrine quebrada pelos criminosos armazenava cartas avaliadas entre 400 e 18 mil dólares.

    Enquanto a dupla recolhia as cartas, um terceiro assaltante ficou na porta da loja, garantindo que ninguém saísse do local.

    Além das cartas, os criminosos também levaram o dinheiro do caixa registradora — cujo valor não foi divulgado — e o celular de uma mulher de 27 anos.

    “Todos estão fisicamente bem e isso, acima de tudo, é o mais importante”, informou a Poké Court em uma publicação sobre o ocorrido. “Nós amamos Pokémon, mas nenhuma carta é mais valiosa do que uma vida humana.”

    Na mesma publicação, a loja afirmou que, “nos próximos dias e semanas”, fará o possível para oferecer apoio às pessoas que estavam presentes no dia do assalto, ajudando cada uma a processar o ocorrido de forma saudável.

    Apesar de reconhecer que “até abrir a loja foi difícil”, a Poké Court garantiu que continuará promovendo eventos para a comunidade, após reavaliar as medidas de segurança do local.

    “Mal podemos esperar para abrir mais cartas brilhantes com vocês”, disse a loja.

    Ao todo, o assalto durou cerca de três minutos, e os criminosos fugiram sem deixar pistas. As autoridades investigam o caso, mas, até o momento, nenhum dos suspeitos foi identificado ou preso.

    Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

  • Desfile de carnaval com "Stephens Hawkings" na Espanha viraliza; vídeo

    Desfile de carnaval com "Stephens Hawkings" na Espanha viraliza; vídeo

    Um grupo de doze homens mascarou-se do astrofísico Stephen Hawking no Carnaval de Cádiz, em Espanha, para sensibilizar a população para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – doença de que Hawking sofria. O coletivo, que participa numa competição de disfarces, planeia doar as cadeiras de rodas a doentes com ELA.

    Eles surgiram curvados em suas cadeiras de rodas, com as pernas e a cabeça inclinadas para o lado e uma das mãos segurando o controle para conduzir o equipamento. Todos vestiam o mesmo figurino: terno, camisa branca por baixo, sapatos marrons, lenço no pescoço e óculos redondos. De repente, doze Stephen Hawkings estavam no palco do Gran Teatro Falla, em Cádiz, na Espanha.

    A caracterização foi montada de forma meticulosa para o Carnaval deste ano na região. Durante cerca de um ano, os doze homens aperfeiçoaram a fantasia para se parecerem o máximo possível com o astrofísico britânico, conhecido mundialmente não apenas por suas pesquisas, mas também pela perseverança em seguir estudando mesmo diante de uma doença altamente limitante.

    “Foi uma ideia do tipo ‘tudo ou nada’”, contou o autor da proposta, Miguel Ángel Llul, ao El País.

    O grupo se fantasiou especialmente para o Concurso Oficial de Grupos de Carnaval de Cádiz, não apenas com o objetivo de vencer a competição, mas também de conscientizar o público sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença da qual Stephen Hawking sofria.

    Ao longo dos 30 minutos de apresentação no Gran Teatro Falla, o grupo fez diversos elogios ao cientista, em tom de homenagem.

    “Com a minha vontade de viver e a minha cadeira de rodas, cheguei ao topo, até mesmo a ver as estrelas.”

    “A ELA me deixou como vocês podem ver, mas consegui ser independente. Triunfei sozinho.”

    Mas essa foi apenas uma parte da performance. O El País descreveu a meia hora de espetáculo como um momento de humor negro “ousado”. Logo na entrada em cena, o grupo começa a cantar uma música cujos primeiros versos dizem: “A máquina chegou para curtir o Carnaval”.

    Durante a apresentação, os integrantes imitam os gestos de Hawking, inclusive a voz robótica que ele utilizava (“Não se ofendam, é só uma brincadeira”, dizem), recheando o espetáculo com piadas inesperadas e referências a temas atuais.

    “Embora o problema das espécies invasoras seja sério, trabalhar como funcionário do Julio Iglesias é mais perigoso”, canta o grupo em um dos trechos.

    Vale lembrar que o cantor foi recentemente acusado por duas ex-funcionárias de agressão sexual e tráfico humano.

    A performance dos “Stephen Hawkings” foi um sucesso absoluto no Carnaval de Cádiz e rapidamente se tornou viral. Vídeos do grupo circularam pelas redes sociais, levando os integrantes a participarem de programas de televisão e outros eventos.

    “Estamos cansados, mas felizes”, afirmou Llul.

    O sucesso da apresentação, no entanto, só foi possível após o aval da Associação de ELA da Andaluzia, que foi convidada para o ensaio geral e, segundo Llul, deu sua autorização para que o grupo participasse da competição.

    Por enquanto, o grupo ainda precisa ser aprovado em mais três fases do concurso para chegar à grande final, marcada para o dia 13 de fevereiro.

    Independentemente do resultado, uma coisa já está definida: ao final das apresentações, as cadeiras de rodas utilizadas serão doadas a pacientes com ELA que precisem do equipamento.

    “São cadeiras de verdade, que custaram 400 euros cada”, explicou Llul. “Inicialmente, uma marca se ofereceu para nos dar as cadeiras gratuitamente, mas o grupo decidiu comprá-las para poder fazer esse gesto de caridade e doá-las a quem realmente precisa”, acrescentou.

    “Já que estamos carregando o fardo, nada mais justo do que fazer uma boa ação”, concluiu, rindo.

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