Categoria: MUNDO

  • Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

    Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    A colisão entre dois trens, neste domingo, na Andaluzia, na Espanha, concentra as atenções do país nos trabalhos de resgate e salvamento.

    Até o momento, foram confirmadas 39 mortes e dezenas de feridos no descarrilamento de dois trens de alta velocidade. Familiares aguardam por informações e têm recorrido às redes sociais para pedir ajuda. Segundo os bombeiros, os celulares encontrados junto às vítimas, inclusive aos corpos, não paravam de tocar, evidenciando o desespero de parentes em busca de notícias.

    “Quando chegamos, havia um grande caos”, relatou uma fonte dos Bombeiros de Córdoba ao ABC, descrevendo corpos espalhados, pessoas desorientadas gritando e muita confusão. “Os telefones não paravam de tocar junto aos corpos dos mortos”, acrescentou.

    As equipes de resgate trabalham para retirar pessoas presas entre os destroços de ferro. De acordo com a imprensa espanhola, foram montados vários pontos de atuação ao longo de cerca de um quilômetro. Familiares dos passageiros continuam a usar as redes sociais para localizar parentes, com a divulgação de fotos e informações de pessoas que viajavam nos trens Alvia e Iryo.

    Balanço das vítimas

    Estão confirmadas 39 mortes e 75 feridos, dos quais 15 em estado grave. Cerca de 48 pessoas seguem hospitalizadas, incluindo 11 adultos e duas crianças em unidades de terapia intensiva.

    Segundo o jornal El País, entre os mortos está o maquinista do trem Alvia, de 27 anos. O chefe dos Bombeiros de Córdoba afirmou que havia vítimas presas com cortes, contusões e fraturas expostas, e que a destruição dos vagões dificultou o acesso aos feridos.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que, até o momento, não há registro de vítimas portuguesas no acidente.

    Investigação

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão especializada já foi criada para apurar o ocorrido. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, classificou o caso como “extremamente estranho”, por ter ocorrido em um trecho reto da linha férrea. Segundo ele, o trem que descarrilou é praticamente novo, com menos de quatro anos de uso, e a ferrovia havia passado por renovação.

    Puente informou que foram investidos 700 mil euros na modernização da via e que as melhorias no local foram concluídas em maio do ano passado. A inspeção do trem italiano Iryo, fabricado em 2022, havia sido realizada em 15 de janeiro.

    Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

  • Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

    Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

    Convite do presidente dos Estados Unidos ao líder russo integra a segunda fase do plano de cessar-fogo entre Israel e Hamas e prevê a criação de um Conselho Executivo internacional, presidido por Trump, com participação de cerca de 60 países.

    O Kremlin informou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza, iniciativa que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel.

    Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Putin recebeu a proposta por canais diplomáticos e o governo russo ainda analisa os termos do convite. “De fato, o presidente Putin recebeu uma oferta para participar desse Conselho de Paz. No momento, estamos avaliando todos os detalhes da proposta”, disse Peskov à agência estatal russa Tass. Ele acrescentou que Moscou espera retomar contatos com Washington para esclarecer os pontos da iniciativa.

    De acordo com documentos obtidos pela agência Reuters, o Conselho para a Paz em Gaza teria Trump como presidente vitalício e começaria com foco exclusivo no conflito na Faixa de Gaza. Em uma etapa posterior, o órgão poderia ser ampliado para tratar de outros conflitos internacionais.

    A minuta do estatuto prevê que os países-membros tenham mandatos de três anos, com a possibilidade de adesão permanente mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para financiar as atividades do conselho. Ao todo, cerca de 60 países teriam sido convidados a integrar a iniciativa.

    Entre os primeiros nomes divulgados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro de Trump, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Argentina, Turquia, Paraguai, Canadá e Egito confirmaram no fim de semana que receberam o convite. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, indicou, por meio de fonte próxima ouvida pela AFP, que pretende aceitar a participação. Também foram convidados os primeiros-ministros do Paquistão, Shehbaz Sharif, e da Índia, Narendra Modi.

    O anúncio da composição do Conselho Executivo ocorreu após a Casa Branca divulgar a segunda fase do plano de paz proposto por Trump para Gaza. Essa etapa prevê a formação de um governo tecnocrático no território palestino e o desarmamento do Hamas. A nova fase entrou em vigor na última quarta-feira, 14 de janeiro, conforme anunciou Steve Witkoff nas redes sociais, ao afirmar que o plano avançaria do cessar-fogo para a desmilitarização, a criação de uma administração tecnocrática e a reconstrução da Faixa de Gaza.

    Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

  • Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

    Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

    As Forças de Defesa de Israel afirmam que a ofensiva na Cisjordânia tem como objetivo desmantelar infraestruturas consideradas terroristas, combater a posse ilegal de armas e reforçar a segurança, em meio à escalada de violência desde o início da guerra em Gaza.

    O Exército de Israel iniciou nesta segunda-feira (19) uma ampla operação militar na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada. Segundo as Forças de Defesa de Israel, a ação deve se estender por vários dias.

    Em comunicado, os militares informaram que a ofensiva tem como objetivo “desmantelar infraestruturas terroristas, erradicar a posse ilegal de armas e reforçar a segurança na região”. O Exército também alertou para um aumento significativo da presença de tropas israelenses na área durante o período da operação, sem divulgar detalhes adicionais.

    Até o momento, as autoridades palestinas não se pronunciaram sobre as novas incursões militares em Hebron.

    Desde 7 de outubro de 2023, quando teve início a guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo palestino Hamas, operações do Exército israelense e ataques de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental resultaram na morte de quase 1.050 palestinos. O número representa um dos períodos mais violentos já registrados nesses territórios, com recordes de vítimas nos primeiros nove meses após o início do conflito.

    Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

  • Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Dois trens de alta velocidade colidiram no fim da tarde de domingo no município de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha. O acidente deixou ao menos 39 mortos e dezenas de feridos. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que visitará o local nesta segunda-feira.

    A colisão ocorreu por volta das 19h45 no horário local, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que seguia de Málaga para Madri, descarrilaram e invadiram a via paralela. No mesmo momento, um trem da estatal Renfe, que fazia o trajeto entre Madri e Huelva, passava em sentido contrário.

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão técnica especializada foi designada para conduzir a investigação. O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ao destacar que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha férrea, recentemente modernizada. Segundo ele, a via havia passado por obras concluídas em maio do ano passado e o trem que descarrilou tinha menos de quatro anos de uso.

    Relatos de passageiros descrevem momentos de pânico. Em entrevista ao jornal El País, María San José, de 33 anos, que viajava de Málaga para Madri, contou ter sentido fortes solavancos antes da parada brusca. “As malas começaram a cair. Quando saímos, vimos vagões retorcidos e outros dois tombados”, relatou.

    Outro passageiro, Santiago, de 44 anos, afirmou que o trem balançou intensamente antes de parar. Ele disse que os serviços de emergência levaram cerca de uma hora para chegar. “Vi uma pessoa morta e tentamos ajudar os feridos, mas a primeira carruagem estava completamente destruída”, contou.

    María Vidal, de 32 anos, que estava no trem da Iryo, descreveu a sensação como a de um terremoto. “Tudo tremeu, houve uma freada brusca e as luzes se apagaram. Ficamos cerca de 40 minutos dentro do vagão e vi pessoas em estado muito grave”, disse.

    A tragédia gerou manifestações de pesar de líderes internacionais. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o acidente como uma tragédia e ofereceu apoio à Espanha. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo espanhol.

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

  • Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

    Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

    Presidente dos Estados Unidos acusa a Dinamarca de falhar na contenção da Rússia, ameaça impor tarifas a países europeus e eleva o tom ao defender que Washington assuma o controle da ilha estratégica no Ártico

    A ameaça de tarifas comerciais e o envio de tropas europeias ao Ártico marcaram um novo capítulo da escalada diplomática em torno da Groenlândia. No centro da crise está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou que “chegou a hora” de agir diante do que considera falhas históricas da Dinamarca na defesa do território.

    A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), depois de Trump anunciar que poderá impor tarifas de até 25% a países europeus que se oponham aos planos americanos para a ilha. Segundo o republicano, a pressão econômica só será suspensa caso haja um acordo que permita aos Estados Unidos assumir o controle total da Groenlândia.

    Na avaliação do presidente, a Dinamarca ignorou alertas feitos ao longo de duas décadas pela OTAN sobre a presença russa na região. Para Trump, essa omissão teria criado um vácuo de segurança que agora justificaria uma ação direta de Washington. “Infelizmente, nada foi feito. Agora chegou a hora”, afirmou.

    A Groenlândia é considerada estratégica pelo governo americano por sua posição no Ártico e pelo papel central que teria no chamado Domo de Ouro, projeto de escudo antimísseis que Trump pretende implementar. Embora os Estados Unidos já mantenham uma base militar na ilha, a presença foi reduzida nos últimos anos, movimento que o próprio presidente agora classifica como um erro.

    A retórica americana provocou reação imediata na Europa. Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia enviaram tropas à Gronelândia na última quinta-feira (15), em uma demonstração de apoio à soberania dinamarquesa e de resistência às pretensões dos EUA.

    Além da dimensão militar, Trump elevou o confronto ao campo econômico. Em publicação nas redes sociais, anunciou que, a partir de 1º de fevereiro de 2026, oito países europeus estarão sujeitos a uma tarifa inicial de 10% sobre exportações aos Estados Unidos, percentual que subiria para 25% em junho, caso não haja acordo.

    Segundo a agência Reuters, em carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump afirmou que já não se sente obrigado a priorizar exclusivamente a paz nas negociações. A resposta norueguesa foi imediata: Støre classificou como inaceitável qualquer tentativa de coerção econômica ligada à Groenlândia.

    Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

  • Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

    Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

    Governo alemão afirma que acompanha as declarações do presidente dos EUA e diz que qualquer resposta será coordenada com parceiros europeus, enquanto setor empresarial e economistas alertam para impactos econômicos e risco de escalada comercial.

    O governo da Alemanha afirmou que acompanha com atenção as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países europeus envolvidos na presença militar na Gronelândia e que irá coordenar qualquer reação com os demais parceiros da União Europeia.

    Em publicação na rede X, o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, disse que Berlim “tomou nota” das declarações do presidente americano e mantém contato estreito com os aliados europeus. Segundo ele, eventuais medidas serão decididas no momento oportuno. Até agora, o chanceler Friedrich Merz e os ministros do governo não se manifestaram publicamente sobre o assunto.

    No setor privado, as reações começaram a surgir. O presidente da confederação patronal alemã, Dirk Jandura, afirmou ao jornal Handelsblatt que o uso de tarifas como instrumento político tende a gerar prejuízos para todos os lados. Para ele, a escalada comercial pode resultar apenas em perdas econômicas generalizadas.

    O diretor do Instituto Alemão de Estudos Econômicos, Marcel Fratzscher, defendeu que a Alemanha e a União Europeia reforcem parcerias globais, inclusive com a China, como forma de responder à pressão dos Estados Unidos. Segundo Fratzscher, a Europa tem cedido de forma recorrente nos conflitos comerciais com Trump, deixando de defender seus próprios interesses e o multilateralismo. Na avaliação do economista, essa postura teria sido interpretada como fraqueza pelo presidente americano.

    Estimativas apontam que a imposição de tarifas de 25%, a partir de junho, poderia reduzir em 0,2% o Produto Interno Bruto da Alemanha. Trump ameaçou no sábado aplicar novas sobretaxas a países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia até que seja alcançado um acordo para a transferência do controle da Gronelândia aos Estados Unidos.

    De acordo com o presidente americano, uma tarifa inicial de 10% entraria em vigor em 1º de fevereiro, com possibilidade de aumento para 25% em 1º de junho. Diante da gravidade do impasse, está prevista para esta semana uma reunião de emergência dos embaixadores da União Europeia em Bruxelas. O presidente francês, Emmanuel Macron, também deve discutir o tema com outros líderes europeus nas próximas horas.

    Trump tem reiterado que os Estados Unidos pretendem assumir o controle da Gronelândia “de uma forma ou de outra”. A ilha é um território autônomo sob soberania da Dinamarca, localizado estrategicamente no Ártico e com cerca de 50 mil habitantes.

    Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

  • Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Para o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, líderes europeus reconhecerão que o controle da Groenlândia pelos Estados Unidos é a melhor opção em termos de segurança, diante do que classificou como fragilidade estratégica da Europa.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou acreditar que a Europa acabará aceitando a anexação da Groenlândia pelos EUA, ideia defendida pelo presidente Donald Trump, por considerar que esse seria o “melhor desfecho possível” em termos de segurança internacional.

    Em entrevista à NBC, Bessent declarou que os países europeus “projetam fraqueza” e dependem das garantias de segurança oferecidas por Washington. “Paz por meio da força. Se a Groenlândia for incorporada aos Estados Unidos, não haverá conflito. Os EUA são hoje o país mais forte do mundo”, disse.

    Segundo o secretário, líderes europeus acabariam cedendo ao perceberem que precisam da proteção norte-americana. “Eles vão compreender que a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos é o melhor resultado possível”, afirmou. Bessent também reforçou que o território é considerado estratégico para os EUA, sobretudo no contexto do novo sistema de defesa antimísseis batizado de “Cúpula Dourada”.

    “O presidente Trump está avaliando os riscos de um eventual conflito no Ártico nos próximos anos. A América precisa manter o controle da situação”, acrescentou.

    Em paralelo, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fez um apelo para que a Europa evite retaliações comerciais após o Partido Popular Europeu defender a suspensão do acordo comercial entre Washington e Bruxelas, que havia encerrado a última disputa tarifária entre as partes.

    “Nós moderamos nossas tarifas enquanto aguardamos que eles façam o mesmo”, disse Greer à Fox News. “Se eu estivesse no lugar deles, deixaria esse assunto de lado. Mas, se quiserem transformar isso em um problema comercial, que o façam.”
     
     

     

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

  • Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

    Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Pelo menos 39 pessoas morreram e outras 75 ficaram feridas, 15 em estado grave, após um grave acidente ferroviário ocorrido neste domingo na região de Córdoba, no sul da Espanha. A colisão envolveu dois trens de alta velocidade e mobilizou equipes de resgate durante toda a noite.

    O presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, informou que a maioria dos feridos foi encaminhada ao Hospital Rainha Sofia, em Córdoba. Segundo ele, os números ainda podem sofrer alterações. “Amanhã teremos dados mais confiáveis, tanto sobre o total de vítimas quanto sobre os feridos”, afirmou.

    As operações de emergência seguem concentradas na retirada dos corpos das composições, um trabalho considerado complexo devido às condições de algumas carruagens. Inicialmente, o governo espanhol havia confirmado 21 mortes, mas já admitia a possibilidade de aumento no número de vítimas.

    Em Madri, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que todos os feridos já receberam atendimento médico e que, neste momento, as equipes atuam exclusivamente no resgate dos corpos. Ele destacou que ainda não há explicação para o acidente e que as causas serão apuradas por uma comissão técnica especializada.

    Puente classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ressaltando que o trecho onde ocorreu a colisão é uma reta e que a via havia passado por uma renovação completa, concluída em maio. O trem que descarrilou inicialmente, segundo o ministro, era praticamente novo, com cerca de quatro anos de uso.

    O acidente aconteceu por volta das 19h45, no município de Adamuz, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que fazia o trajeto Málaga–Madri, descarrilaram e invadiram a via contrária no momento em que passava um trem da estatal Renfe, que seguia de Madri para Huelva. O impacto fez com que as duas primeiras carruagens do trem Alvia, da Renfe, saíssem violentamente dos trilhos, concentrando a maioria das mortes.

    No trem da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa. Já a composição da Renfe transportava cerca de 200 passageiros. As duas carruagens que descarrilaram levavam 37 pessoas.

    O governo regional ativou o plano autonômico de emergências de proteção civil, e o governo central enviou 37 militares da Unidade Militar de Emergências para atuar no local.

    A administradora de infraestruturas ferroviárias Adif anunciou a suspensão de todos os trens de alta velocidade entre Madri e cidades da Andaluzia, como Córdoba, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva, ao menos durante toda a segunda-feira. As estações dessas cidades permanecerão abertas para acolher familiares das vítimas que precisem de apoio.

     

    Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

  • Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

    Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

    Autoridades locais responsabilizaram os “terroristas e manifestantes armados” pelas mortes de “iranianos inocentes”, segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – As autoridades iranianas confirmaram à Reuters a morte de pelo menos 5.000 pessoas durante protestos no Irã, incluindo cerca de 500 membros das forças de segurança.

    Autoridades locais responsabilizaram os “terroristas e manifestantes armados” pelas mortes de “iranianos inocentes”, segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

    A confirmação foi feita por um oficial iraniano que preferiu não se identificar devido à sensibilidade do assunto. Segundo a Reuters, os confrontos mais intensos e o maior número de mortes ocorreram nas áreas curdas do noroeste do Irã, onde separatistas curdos têm sido ativos.

    O oficial afirmou que o número final de mortos não deve aumentar drasticamente. Ele também acusou “Israel e grupos armados no exterior” de apoiarem e equiparem os manifestantes.

    O Irã frequentemente culpam inimigos estrangeiros pelos distúrbios. Israel, considerado um grande adversário da República Islâmica, realizou ataques militares contra o país em junho.

    O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, relatou que o número de mortos chegou a 3.308. Além disso, há outros 4.382 casos sob revisão e mais de 24.000 prisões confirmadas.

    Líder supremo fez ameaças aos manifestantes

    O líder supremo do Irã afirmou que as autoridades devem agir com rigor contra os manifestantes. Ali Khamenei destacou a obrigação de “quebrar as costas dos insurgentes”. Ele fez essa declaração durante um evento religioso, enfatizando que não haverá perdão para criminosos domésticos ou internacionais.

    Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro. Inicialmente liderados por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, os protestos se transformaram em uma mobilização contra o regime teocrático.

    As autoridades iranianas classificaram os protestos como “terroristas”. Elas acusam os Estados Unidos de incitar a revolta e iniciarem uma repressão.

    Khamenei criticou Donald Trump por ameaçar atacar o Irã. O líder iraniano afirmou que Trump é responsável pelas mortes e danos causados, descrevendo a situação como uma conspiração americana para subjugar o Irã.

    O procurador de Teerã, Ali Salehi, comentou sobre a resposta do governo. Ele afirmou à TV estatal que a reação foi “firme, dissuasiva e rápida”.

    Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

  • Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Países europeus anunciaram neste domingo (18) o reforço da segurança no Ártico como forma de apoio à Groenlândia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha. Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Ao longo da semana, França, Alemanha, Reino Unido e outros países enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido da Dinamarca. A iniciativa provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus enquanto os Estados Unidos não fossem autorizados a adquirir a ilha. No sábado (17), líderes da Europa alertaram para o risco de uma “espiral descendente perigosa” diante das ameaças tarifárias e reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia marcaram reunião para discutir o tema.

    A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou o momento delicado ao afirmar: “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”. Trump justifica o interesse pela Groenlândia por razões estratégicas e pela presença de minerais, e já declarou que não descarta o uso da força, o que elevou o nível de alerta entre países da Otan.

    Segundo Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, as empresas locais não devem sofrer impactos diretos com possíveis tarifas. Para ele, “o objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”. Manifestações na Dinamarca e na Groenlândia reuniram milhares de pessoas contrárias às declarações do presidente americano.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir maior coordenação da Otan no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido”, afirmou Lars Lökke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, foi direto ao declarar: “Não nos deixaremos chantagear”.

    Líderes da Finlândia e da Noruega também defenderam o fortalecimento da segurança regional e ressaltaram que divergências entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo, não por pressão.

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia